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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692On-line version ISSN 1806-9940

Rev Bras Med Esporte vol.23 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2017

http://dx.doi.org/10.1590/1517-869220172305170333 

ARTIGO ORIGINAL

TEMPO SENTADO, IMAGEM CORPORAL E QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES APÓS A CIRURGIA DO CÂNCER DE MAMA

SITTING TIME, BODY IMAGE AND QUALITY OF LIFE IN WOMEN AFTER BREAST CANCER SURGERY

TIEMPO SENTADO, IMAGEN CORPORAL Y CALIDAD DE VIDA EN MUJERES DESPUÉS DE LA CIRUGÍA DEL CÁNCER DE MAMA

Leonessa Boing1 

Camila da Cruz Ramos de Araujo1 

Gustavo Soares Pereira1 

Jéssica Moratelli1 

Magnus Benneti1 

Adriano Ferreti Borgatto2 

Anke Bergmann3 

Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães1 

1. Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC, Brasil.

2. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.

3. Instituto Nacional do Câncer (INCA), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.


RESUMO

Introdução:

A cirurgia é uma das modalidades de tratamento do câncer de mama e pode ser conservadora ou radical. Esse tipo de tratamento pode trazer alterações físicas e psicológicas para a vida das pacientes.

Objetivo:

Analisar a influência da cirurgia radical e conservadora sobre o tempo sentado, a imagem corporal e a qualidade de vida de mulheres após diagnóstico do câncer de mama.

Métodos:

Participaram 172 mulheres que foram submetidas à cirurgia radical ou conservadora do câncer de mama. Aplicou-se um questionário contemplando características pessoais, medidas antropométricas, nível econômico (IBGE), características da doença, tempo sentado (IPAQ - versão curta), imagem corporal (BIBCQ) e qualidade de vida (EORTC QLQ-C30 + QLQ BR - 23). Para a análise estatística, utilizou-se o teste do Qui-quadrado ou o teste exato de Fisher e o teste t de Student para amostras independentes e o teste U de Mann-Whitney. Resultados: As mulheres que foram submetidas à cirurgia radical apresentaram maior tempo sentado nos finais de semana, mais relatos de linfedema, piores escores de qualidade de vida (função física, dor, escala funcional, imagem corporal e sintomas no braço) e pior imagem corporal (vulnerabilidade, estigma, limitações, transparência e preocupações com o braço).

Conclusão:

O tipo de cirurgia pode influenciar o tempo sentado e aspectos da imagem corporal e da qualidade de vida, com piores escores para as mulheres submetidas à cirurgia radical.

Descritores: neoplasias da mama; mastectomia; estilo de vida sedentário; imagem corporal; qualidade de vida.

ABSTRACT

Introduction:

Surgery is one of the modalities of treatment for breast cancer and can be conservative or radical. This type of treatment can bring physical and psychological changes to the life of the patients.

Objective:

To analyze the influence of the radical surgery and conservative surgery on the sitting time, body image and quality of life in women diagnosed with breast cancer.

Methods:

Participated in the study 172 women who underwent radical or conservative breast cancer surgery. A questionnaire was applied including data that involved personal characteristics, anthropometric measures, economic status (IBGE), characteristics of the disease, sitting time (IPAQ - short version), body image (BIBCQ) and quality of life (EORTC QLQ-C30 + QLQ BR - 23). For statistical analysis the Chi-square test or Fisher’s exact test, Student T test for independent samples, and Mann-Whitney U test were used.

Results:

Patients who underwent radical surgery had longer sitting times at weekends, more reports of lymphedema, worse quality of life scores (physical function, pain, functional scale, body image and arm symptoms), and worse body image (vulnerability, stigma, limitations, transparency, and concerns about the arm).

Conclusion:

The type of surgery can influence sitting time and aspects of body image and quality of life, with worse scores for women undergoing radical surgery.

Keywords: breast neoplasms; mastectomy; sedentary lifestyle; body image; quality of life.

RESUMEN

Introducción:

La cirugía es una de las modalidades de tratamiento del cáncer de mama y puede ser conservadora o radical. Este tipo de tratamiento puede traer alteraciones físicas y psicológicas para la vida de las pacientes.

Objetivo:

Analizar la influencia de la cirugía radical y conservadora sobre el tiempo sentado, la imagen corporal y la calidad de vida de las mujeres después del diagnóstico de cáncer de mama.

Métodos:

Participaron 172 mujeres que fueron sometidas a cirugía radical o conservadora del cáncer de mama. Se aplicó un cuestionario que contenía características personales, medidas antropométricas, nivel económico (IBGE), características de la enfermedad, tiempo sentado (IPAQ - versión corta), imagen corporal (BIBCQ) y calidad de vida (EORTC QLQ-C30 + QLQ BR - 23). Para el análisis estadístico, se utilizó la prueba del Chi-cuadrado o la prueba exacta de Fisher y la prueba t de Student para muestras independientes y la prueba U de Mann-Whitney.

Resultados:

Las mujeres sometidas a cirugía radical tenían más tiempo sentado en los fines de semana, más informes de linfedema, peores puntuaciones de calidad de vida (función física, dolor, escala funcional, imagen corporal y síntomas en el brazo) y peor imagen corporal (vulnerabilidad, estigma, limitaciones, transparencia y preocupaciones con el brazo).

Conclusión:

El tipo de cirugía puede influenciar en el tiempo sentado y los aspectos de la imagen corporal y calidad de vida, con puntuaciones más bajas para las mujeres sometidas a la cirugía radical.

Descriptores: neoplasias de la mama; mastectomía; estilo de vida sedentario; imagen corporal; calidad de vida.

INTRODUÇÃO

O câncer de mama, dependendo do tipo de tumor e estado geral de saúde da paciente, pode ter como forma de tratamento a cirurgia. Esta pode ser radical, ou conservadora1. De tal maneira, este tipo de tratamento vem sendo associado ao termo de “mutilação”, e por isso, pode acarretar nas mulheres modificações físicas e psicológicas2.

Estas modificações psicológicas podem estar relacionadas à prejuízos na identidade feminina e na sexualidade3, afetando a imagem corporal das mulheres4,5. A cirurgia traz também consequências físicas, influenciando negativamente a qualidade de vida5-8. Sendo que quando comparado os dois tipos de cirurgia, a cirurgia radical pode estar associada à maiores prejuízos na qualidade de vida, imagem corporal e no desencadeamento do quadro de linfedema6. Uma vez que esta modalidade cirúrgica é caracterizada pela retirada total da mama, em comparação à cirurgia conservadora, quando a remoção é determinada apenas pelo tumor com uma margem de segurança1.

O comportamento sedentário, demarcado pelo tempo sentado, pode estar associado ao risco e mortalidade do câncer9, vem sendo um assunto de abordagem atual e internacional no que diz respeito à saúde da população em geral10.

Considerando todo o contexto em que encontra-se esta mulher após o diagnóstico do câncer de mama, torna-se relevante a investigação acerca da influência dos tipos de cirurgia no tempo sentado, na imagem corporal e qualidade de vida e por meio dos resultados, direcionar os profissionais da saúde à avanços na reabilitação física e psicológica com especificidades para cada tipo de cirurgia. Por conseguinte, o objetivo do presente estudo foi analisar a influência da cirurgia radical e conservadora no tempo sentado, na imagem corporal e na qualidade de vida de mulheres após o diagnóstico do câncer de mama.

MÉTODOS

O estudo teve desenvolvimento no Centro de Pesquisas Oncológicas - CEPON, Florianópolis - Santa Catarina. Foram coletadas 172 mulheres (56,7±9,4 anos) em ou após o tratamento do câncer de mama. Realizou-se o cálculo do tamanho amostral por meio do software G*Power 3.1.9.211, ao qual foram considerados nível de significância 5%, poder do teste de 80% e o tamanho do efeito da razão de chance de 1,61; sugerindo-se 177 sujeitos para este estudo.

As mulheres convidadas a compor o estudo deveriam estar na faixa etária de 40 a 80 anos, em qualquer fase de tratamento clínico adjuvante ou neoadjuvante no CEPON, ou no período após a finalização do tratamento clínico. Não foram incluídas mulheres com nível de escolaridade na classificação analfabeta, e que apresentaram estadiamento clínico IV no período da coleta de dados.

Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEPSH) da UDESC, protocolo nº 688.548, em 16 de junho de 2014 e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do CEPON (CEP), protocolo nº 818.174, em 03 de outubro de 2014, teve início a coleta de dados, que ocorreu no período de outubro de 2014 a julho de 2015. Após serem convidadas a participar do estudo de forma voluntária, as mulheres assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, garantindo os direitos dos sujeitos, perante as exigências da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde.

O questionário foi aplicado em formato de entrevista, composto por quatro blocos: (1) Informações gerais; (2) Tempo sentado; (3) Imagem corporal e (4) Qualidade de vida. As informações gerais foram autorrelatadas. Para verificação do nível econômico, aderiu-se ao uso do critério do IBGE12 (2010), e o status de peso foi obtido por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), categorizado de acordo com a OMS (2004).

O tempo sentado foi coletado por meio do Questionário Internacional de Atividade Física - IPAQ, versão curta13. A reprodutibilidade brasileira foi realizada por Matsudo et al.14, e teve correlação de Spearman significante e alta (rho =0.69 - 0.71: p<0,01), bem como a validade, de 0,75 observada em comparação ao instrumento Computer Science & Aplications (CSA). O instrumento contém duas questões que contemplam o tempo sentado nos dias de semana e finais de semana, apenas estas duas questões foram consideradas neste estudo de acordo com o objetivo proposto.

A imagem corporal foi investigada pelo questionário Body Image after Breast Cancer Questionnaire (BIBCQ), traduzido, validado e adaptado no Brasil por Gonçalves et al.15. Composto por 44 questões divididas em seis escalas: vulnerabilidade, estigma corporal, limitações, preocupações com o corpo, transparência e preocupação com o braço. O escore máximo e mínimo varia de acordo com a escala: vulnerabilidade (8 a 45), estigma corporal (10 a 65), limitações (6 a 30), preocupações com o corpo (6 a 30), transparência (5 a 30) e preocupações com o braço (3 a 15). Quanto maior a pontuação pior é a imagem corporal15.

A investigação da qualidade de vida deu-se por meio do European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire C30 - EORTC QLQ - C3016, validado no Brasil17. Apresentado em escalas, nomeadamente, escala de saúde global, escala funcional, com as subescalas: física, funcional, emocional, social e cognitiva, e escala sintomática, com as subescalas: fadiga, dor e náuseas/vômitos, dispneia, insônia, perda de apetite, constipação, diarreia e dificuldades financeiras. Seus escores variam de 0 a 100, e para as escalas funcionais e saúde global, o valor mais próximo de 100 indica uma melhor qualidade de vida. Para a escala sintomática, o valor mais próximo de 100 representa uma pior qualidade de vida.

Este instrumento é complementado por módulos específicos para diversos tipos de câncer, especificamente para o câncer de mama utiliza-se o QLQ BR - 2317. Possui duas escalas específicas, a escala funcional, com as subescalas: imagem corporal, função sexual, satisfação sexual e perspectivas futuras, e a escala sintomática com as seguintes subescalas: efeitos adversos da terapia sistêmica, sintomas relacionados ao braço, sintomas relacionados à mama e distúrbio pela perda de cabelo. Sua pontuação varia de 0 a 100, com melhor qualidade de vida para a escala funcional quanto mais próximo de 100, e melhor qualidade de vida na escala sintomática conforme a maior proximidade com o 0.

Para fins de análise estatística as mulheres foram divididas em dois grupos de acordo com o tipo de intervenção cirúrgica, classificadas em (a) aquelas que realizaram a cirurgia radical (b) aquelas que realizaram a cirurgia conservadora. Com o intuito de verificar associação entre as características pessoais e clínicas com os grupos optou-se pelo uso do teste Qui-quadrado ou exato de Fisher. Para cálculo de normalidade utilizou-se o Teste Kolmogorov Smirnov, e encontrou-se normalidade apenas para duas escalas da imagem corporal, sendo elas a vulnerabilidade e estigma corporal. Dessa maneira, para comparação entre os grupos no que concerne à qualidade de vida, imagem corporal e tempo sentado, utilizou o Teste t para amostras independentes, e seu correspondente não paramétrico, Teste U de Mann Whitney. O nível de significância adotado foi de p<0,05 e toda análise foi realizada por meio do IBM SPSS versão 20.0.

RESULTADOS

Observou-se em destaque na Tabela 1 que as mulheres que foram submetidas à cirurgia radical apresentavam maior tempo sentado nos finais de semana quando comparadas àquelas submetidas à cirurgia conservadora.

Tabela 1 Características pessoais e clínicas das mulheres após o diagnóstico do câncer de mama submetidas à cirurgia conservadora ou radical. Florianópolis, CEPON 2014/2015. (n=172). 

Variáveis Total % (IC95%) Cirurgia conservadora % Cirurgia radical % p valor
Escolaridade 0,813*
Ensino Fundamental 52,3(44-59) 55,2 50,5
Ensino Médio 34,3(27-41) 32,8 35,2
Ensino Superior 13,4(8-18) 11,9 14,3
Profissão atual 0,390*
Até dois vínculos 14,5(9-19) 17,9 12,4
Desempregada/Aposentada/Perícia 58,1(50-65) 59,7 57,1
Do lar 27,3(20-34) 22,4 30,5
Estado conjugal 0,536*
Sem companheiro 41,9(34-49) 40,0 44,8
Com companheiro 58,1(50-59) 60,0 55,2
Nível econômico 0,019**
Nível alto (A+B) 4,1(1-7) 0,0 6,7
Nível médio (C) 13,4(8-18) 19,4 9,5
Nível baixo (D+E) 82,6(76-88) 80,6 83,8
Status de peso 0,552*
Peso normal 25,6(18-32) 23,1 27,2
Acima do peso 74,4(67-81) 76,9 72,8
Quantas mamas afetadas 0,052**
Apenas uma 96,5(93-99) 100,0 94,3
Duas mamas 3,5(1-6) 0,0 5,7
Linfedema 0,045*
Sim 45,3(37-52) 35,8 51,4
Não 54,7(47-62) 64,2 48,6
Axila 0,000*
Esvaziamento axilar 70,8(63-77) 50,0 83,8
Linfonodo sentinela 17,5(11-23) 28,8 10,5
Não realizou 11,7(6-16) 21,2 5,7
Fase do tratamento 0,057**
Em tratamento 75,0(64-77) 22,4 33,3
Após o tratamento 25,0(18-31) 77,6 66,7
Fisioterapia 0,020*
Sim 45,3(37-52) 34,3 52,4
Não 54,7(47-62) 65,7 47,6
Tempo sentado Md(IQ) Md(IQ) Md(IQ)
Dias de semana (min/sem) 900,0(1012,5) 900,0(1050,0) 900,0(1275,0) 0,377#
Finais de semana (min/fds) 360,0(360,0) 240,0(420,0) 480,0(480,0) 0,021#

Fonte: Construídos pelo próprio autor. *Teste Qui-quadrado. **Exato de Fisher. #Teste U de Mann Whitney. Md - Mediana; IQ - Intervalo Interquartil.

A qualidade de vida das mulheres submetidas à cirurgia conservadora apresentou melhores escores no questionário geral (Tabela 2) nas subescalas de função física e dor. Quando analisado o questionário específico, notou-se também melhores escores na escala funcional e na subescala de imagem corporal e sintomas do braço para as mulheres que foram submetidas à cirurgia conservadora.

Tabela 2 Comparação da qualidade de vida das mulheres após o diagnóstico do câncer de mama submetidas à cirurgia conservadora ou radical. Florianópolis, CEPON 2014/2015. (n=172). 

Variáveis Total Md(IQ) Cirurgia conservadora Md(IQ) Cirurgia radical Md(IQ) p valor
EORTC-C30
Escala de saúde global 75,0(25,0) 76,1(25,0) 75,0(41,6) 0,913
Escala funcional 73,3(44,4) 80,0(31,1) 68,8(27,7) 0,095
Função física 80,0(43,3) 80,0(33,3) 66,6(33,3) 0,012
Desempenho de papéis 83,3(66,6) 83,3(50,0) 83,3(66,6) 0,527
Função emocional 58,3(50,0) 75,0(58,3) 66,6(50,0) 0,438
Função cognitiva 66,6(58,3) 66,6(100,0) 66,6(50,0) 0,865
Função social 83,3(41,6) 100,0(33,3) 100,0(33,3) 0,692
Escala sintomática 20,5(51,2) 20,5(38,4) 25,6(29,4) 0,130
Fadiga 33,3(66,6) 22,2(55,5) 33,3(55,5) 0,136
Náusea e vômito 0,0(16,6) 0,0(16,6) 0,0(16,6) 0,162
Dor 16,6(66,6) 0,0(66,6) 33,3(50,0) 0,014
Dispneia 0,0(0,0) 0,0(0,0) 0,0(0,0) 0,619
Insônia 33,3(100,0) 33,3(100,0) 66,6(100,0) 0,318
Perda de apetite 0,0(33,3) 0,0(33,3) 0,0(33,3) 0,739
Constipação 0,0(66,6) 0,0(33,3) 0,0(66,6) 0,462
Diarreia 0,0(0,0) 0,0(0,0) 0,0(0,0) 0,848
Dificuldades financeiras 0,0(66,6) 0,0(66,6) 0,0(66,6) 0,886
EORTC-BR23
Escala funcional 70,8(33,3) 76,1(27,3) 66,6(39,8) 0,010
Imagem corporal 75,0(50,0) 83,3(33,3) 75,0(66,6) 0,005
Função sexual 0,0(45,8) 0,0(33,3) 0,0(50,0) 0,762
Satisfação sexual 33,3(66,6) 50,0(66,6) 33,3(33,3) 0,509
Perspectiva futura 0,0(66,6) 0,0(66,6) 0,0(66,6) 0,303
Escala sintomática 33,3(33,0) 28,8(40,0) 40,0(31,5) 0,148
Efeitos adversos da terapia sistêmica 33,3(33,3) 28,5(38,1) 33,3(28,5) 0,345
Sintomas da mama 25,0(41,6) 25,0(41,6) 25,0(41,6) 0,942
Sintomas do braço 33,3(55,5) 33,3(66,6) 44,4(50,0) 0,011
Queda de cabelo 66,6(100,0) 66,6(100,0) 33,3(100,0) 0,605

Fonte: Construído pelo próprio autor. Teste U de Mann Whitney. Md - Mediana. IQ - Intervalo interquartil.

Na imagem corporal foram revelados menores escores nas escalas de vulnerabilidade, estigma corporal, limitações, transparência e preocupações com o braço para as mulheres submetidas à cirurgia conservadora quando comparadas àquelas submetidas à cirurgia radical (Tabela 3), sendo que menores escores nestas escalas indicam melhor imagem corporal.

Tabela 3 Comparação da escala de imagem corporal das mulheres após o diagnóstico do câncer de mama submetidas à cirurgia conservadora e cirurgia radical. Florianópolis, CEPON 2014/2015. (n=172). 

Variáveis Total x (dp) Cirurgia conservadora x (dp) Cirurgia radical x (dp) p valor
Vulnerabilidade 20,4±9,0 18,7±8,2 21,6±9,1 0,038*
Estigma corporal 26,4±11,7 20,9±8,9 30,1±12,0 <0,001*
Md(IQ) Md(IQ) Md(IQ) p valor
Limitações 14,0(8) 12,0(8) 14,5(7) 0,034**
Preocupações com o corpo 14,0(9) 13,0(10) 15,0(9) 0,154**
Transparência 10,0(9) 7,0(5) 12,5(10) <0,001**
Preocupações com o braço 7,0(7) 6,0(5) 8,5(7) 0,002**

Fonte: Construído pelo próprio autor. *Teste t para amostras independentes. **Teste U de Mann Whitney. x - Média. dp - Desvio padrão. Md - Mediana. IQ - Intervalo interquartil.

Os resultados da Tabela 4 mostraram melhores escores na qualidade de vida na função sexual para aquelas que realizaram a reconstrução mamária. E na imagem corporal, apenas na escala de estigma corporal, também para aquelas que realizaram a reconstrução mamária.

Tabela 4 Comparação da qualidade de vida (BR23) e da imagem corporal das mulheres que realizaram ou não a reconstrução mamária após a cirurgia radical. Florianópolis, CEPON 2014/2015. (n=105). 

Variáveis Com reconstrução mamária x (dp)/Md(IQ) Sem reconstrução mamária x (dp)/Md(IQ) p valor
Escala funcional 56,6±23,8 65,4±23,1 0,068**
Imagem corporal 75,0(66,6) 83,3(41,6) 0,724*
Função sexual 33,3(66,6) 0,0(33,3) 0,002*
Satisfação sexual 33,3(33,3) 66,6(58,3) 0,063*
Perspectiva futura 0,0(66,6) 0,0(66,6) 0,761*
Escala sintomática 33,9±19,8 38,7±20,6 0,248**
Efeitos adversos da terapia sistêmica 32,3±20,8 36,3±23,4 0,382**
Sintomas da mama 25,0(41,6) 25,0(41,6) 0,130*
Sintomas do braço 44,4±33,3 50,6±32,4 0,355**
Queda de cabelo 100,0(66,6) 33,3(100,0) 0,106*
Imagem corporal
Vulnerabilidade 21,5±10,0 21,7±8,6 0,927**
Estigma corporal 24,1±9,8 33,3±11,7 <0,001**
Limitações 15,7±6,4 14,9±5,6 0,543**
Preocupações com o corpo 16,1±6,7 14,5±5,9 0,228**
Transparência 11,7±5,4 14,1±6,9 0,075**
Preocupações com o braço 8,0(8) 7,0(6) 0,910*

*Teste U de Mann Whitney, e apresentação dos dados em mediana (Md) e intervalo interquartil (IQ) **Teste t para amostras independentes, e apresentação dos dados em média (x) e desvio padrão (dp). Com reconstrução mamária n=37; Sem reconstrução mamária n=68.

DISCUSSÃO

O objetivo principal do presente estudo foi analisar a influência da cirurgia radical e conservadora no tempo sentado, na imagem corporal e na qualidade de vida de mulheres após o diagnóstico do câncer de mama. As mulheres submetidas à cirurgia conservadora apresentaram menor tempo sentado nos finais de semana, melhores escores nas escalas da imagem corporal e alguns componentes da qualidade de vida, nomeadamente, função física, dor, escala funcional, imagem corporal e sintomas do braço.

A retirada total da mama, realizada pela cirurgia radical, foi associada à uma pior imagem corporal para as mulheres, tanto no questionário específico de imagem corporal, quando na subescala de imagem corporal no instrumento de qualidade de vida. As mulheres, de maneira geral, sofrem influências na sua identidade feminina pela busca massiva à beleza corporal idealizada pela mídia, e a aparência torna-se algo importante, em que mudanças no seu corpo podem desencadear sentimentos negativos18. Tornando-se aceitável que após a cirurgia radical, as mulheres sintam-se mais inseguras quanto a sua aparência física, uma vez que as mamas estão associadas à identidade feminina, maternidade e a sexualidade19.

As mulheres que realizaram a cirurgia radical apresentaram piores escores na função física, dor, escala funcional e sintomas do braço. Estudos corroboram com esta mesma relação, entre pior qualidade de vida e realização da cirurgia radical6,7. O membro superior sofre com a cirurgia radical do câncer de mama, uma vez que são percebidas consequências nos movimentos de abdução, flexão e rotação lateral do ombro em relação à amplitude de movimento e força muscular7.

Os sintomas no braço podem ser influenciados pela abordagem cirúrgica na axila6, sendo que a maioria das mulheres que realizaram a cirurgia radical foram submetidas ao esvaziamento axilar total, dessa maneira, podem ter maiores sintomas e dificuldades relacionadas à este contexto. Ainda, o esvaziamento axilar afeta significantemente o desencadeamento do linfedema, que representa uma das consequências mais presentes em mulheres após a cirurgia do câncer de mama, e trata-se de uma condição incapacitante crônica e incurável6. A dor associada ao linfedema pode influenciar ainda aspectos negativos da imagem corporal destas mulheres20.

Estes quadros dolorosos podem estar relacionados à dificuldade para realização das atividades diárias e retorno ao trabalho, o que implica em menor produtividade para estas mulheres21. Nesse sentido destaca-se que a maioria das mulheres do presente estudo não estava atuando profissionalmente, encontrando-se desempregada, na perícia ou aposentada. O que pode ter sido influenciado pelos piores escores na qualidade de vida. Uma vez que uma pior condição física pode ser considerada como uma barreira em relação ao retorno para o trabalho para mulheres após o tratamento do câncer de mama22.

As mulheres submetidas à cirurgia radical apresentaram maior tempo sentado nos finais de semana, quando comparadas àquelas que realizaram a cirurgia conservadora. O tempo sentado pode ser considerado como um dos marcadores específicos de comportamento sedentário, considerando as consequências deste tipo de comportamento para a saúde destas mulheres, os profissionais devem sugerir interrupções de curta duração entre períodos prolongados de tempo sentado23. No estudo de Lynch et al.24, encontrou-se que a maior parte das mulheres após o diagnóstico do câncer de mama, passa grande parte do dia em comportamento sedentário, e ainda notou-se uma associação do tempo sedentário com uma maior adiposidade, o que pode ser negativo para a saúde destas mulheres. Nota-se que a maioria das mulheres do presente estudo, encontravam-se acima do peso, o que deve ser levado em consideração quando observado o tempo sentado, evidenciando necessidade de maior incentivo à interromper este comportamento sedentário em excesso.

A diferença entre o tipo de cirurgia referente ao tempo sentado, pode estar interligado aos aspectos afetados da qualidade de vida, uma vez que as mulheres submetidas à cirurgia radical também reportaram mais dor e piores escores nas escalas física e funcional. Dessa maneira, podem aderir ao comportamento sedentário por sentirem-se em pior condição física, com maior dificuldade para as atividades funcionais. A imagem corporal também deve ser ponderada, uma vez que estas mulheres se sentem menos confortáveis com sua aparência, dessa maneira, negam a socialização com familiares, amigos e evitam sair de casa25.

Diante das disfunções na imagem corporal, a reconstrução mamária atua como uma possibilidade de restabelecer a estética corporal das mulheres após a cirurgia radical do câncer de mama26. As mulheres do presente estudo que realizaram a reconstrução mamária após a cirurgia radical apresentaram melhores escores na função sexual e no estigma corporal. De maneira geral o câncer de mama está associado à problemas na sexualidade das mulheres27. Como a maioria das mulheres deste estudo encontrava-se com companheiro, a questão dos piores escores na função sexual pelas mulheres que não receberam a reconstrução mamária, pode atrapalhar por consequência fatores relacionados aos problemas conjugais. Uma vez que existe uma expectativa em agradar seus respectivos companheiros, o fato de sofrerem consequências na função sexual afeta diretamente estes relacionamentos causando tristeza, isolamento e possíveis separações3.

A escala de estigma corporal, que obteve piores escores para as mulheres que não passaram pela reconstrução mamária, está associado à vergonha do corpo e ao fato de tentar esconder seu corpo após as mudanças ocorridas pelo câncer. O estudo de Cohen et al.19, apontou nesse sentido, que poucas mulheres se sentem confortáveis com a aparência do seu corpo quando nuas e sozinhas, e menos ainda, quando acompanhadas de outras pessoas. Para as mulheres que não realizaram a reconstrução mamária, o fato de usar uma prótese quando na utilização de roupas durante o dia a dia, as deixa mais seguras, com uma sensação de camuflagem, no entanto, quando encontram-se nuas se sentem mais vulneráveis e inseguras3.

O Sistema de Saúde, por meio da Lei nº 9.797, de 5/5/1999, tem obrigatoriedade da realização da cirurgia plástica reparadora da mama nos casos de cirurgia radical decorrente do câncer de mama. Dessa maneira, deve preocupar-se com estas mulheres, uma vez que as filas de espera são imensas, e percebe-se a necessidade da reconstrução quando nota-se as consequências negativas para a qualidade de vida e imagem corporal destas mulheres. Sugere-se também que ocorra um acompanhamento especializado à estas mulheres que estão aguardando a cirurgia de reconstrução, para que os resultados posteriores sejam ainda melhores.

Algumas limitações acerca dos achados deste estudo devem ser ressaltadas, no que concerne a não inclusão de algumas características clínicas da cirurgia, que poderiam ter sido melhor exploradas, como tempo de cirurgia, tipo de retalho utilizado na reconstrução, tipo de abordagem cirúrgica. No entanto, não foi possível obter tais informações uma vez que não se teve acesso aos prontuários das mulheres. Ainda, o fato do linfedema ter sido autorrelatado pode ser um fator limitante, pois, não se teve acesso aos prontuários e seria inviável realizar os testes específicos em cada uma das mulheres pelo tempo limitado de coleta. Também, por tratar-se de um estudo transversal, não foi possível constatar aspectos longitudinais, como comparações entre o período anterior e posterior à cirurgia. Sugere-se o desenvolvimento de estudos exploratórios longitudinais com estas mulheres, a fim de verificar mudanças no decorrer do tempo, nos aspectos de imagem corporal e qualidade de vida.

CONCLUSÃO

As mulheres submetidas à cirurgia radical do câncer de mama demonstraram piores escores na qualidade de vida, assim como piores escores na imagem corporal, e maior tempo sentado. Sendo assim, as mulheres submetidas a estes processos cirúrgicos radicais merecem maior atenção pelos profissionais de saúde, e por sua vez, intervenções que possam abranger tais aspectos. Ainda, a reconstrução mamária deve ser uma opção disponível a estas mulheres, uma vez que trata-se de um direito garantido à elas, e incentivada quando autorizada diante do quadro clínico da paciente.

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Recebido: 09 de Outubro de 2016; Aceito: 12 de Abril de 2017

Correspondência: Rua General Estilac Leal, 260, bloco B, apto 105, Coqueiros, Florianópolis, SC, Brasil. 88080-760. leonessaboing@gmail.com

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.

CONTRIBUIÇÕES DOS AUTORES:

Cada autor contribuiu individual e significativamente para o desenvolvimento do manuscrito. LB (0000-0003-4978-9703)* e ACAG (0000-0001-5167-2921)* atribuíram-se à concepção, design, coleta de dados, análise e interpretação dos dados, escrita manuscrito, e aprovação da versão apresentada. AFB (0000-0001-6280-2525)* contribuiu no design, análise e interpretação dos dados, escrita do manuscrito e aprovação da versão apresentada. JM (0000-0003-2007-4552)*, GSP (0000-0001-6128-0649)*, CCRA (0000-0002-4617-0924)*, AB (0000-0002-1972-8777)*, e MB (0000-0002-0079-255X)* contribuíram na coleta de dados, escrita e aprovação da versão final do manuscrito. *ORCID (Open Researcher and Contributor ID).

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