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Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal

versão On-line ISSN 1519-9940

Rev. bras. saúde prod. anim. vol.14 no.3 Salvador jul./set. 2013

https://doi.org/10.1590/S1519-99402013000300011 

NUTRIÇÃO ANIMAL

 

Características da carcaça e dos componentes não-carcaça de ovinos alimentados com dietas contendo casca de mamona

 

Carcass characteristics and non-carcass components of lambs fed with diets containing castor bean hulls

 

 

Pompeu, Roberto Cláudio Fernandes FrancoI, *; Beserra, Liandro TorresII; Cândido, Magno José DuarteIII; Bomfim, Marco Aurélio DelmondesI; Vieira, Marieta Maria MartinsIV; Andrade, Ricardo Rodrigues deV

IEmbrapa Caprinos e Ovinos, Sobral, Ceará, Brasil
IInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Xapuri, Acre, Brasil
IIIUniversidade Federal do Ceará, Campus do Pici, Departamento de Zootecnia, Fortaleza, Ceará, Brasil
IVInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Umirim, Ceará, Brasil
VInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Tauá, Ceará, Brasil

 

 


RESUMO

Objetivou-se avaliar a influência de quatro níveis de substituição (0; 33; 67 e 100) do feno de capim-tifton 85 (FT) pela casca de mamona (CM) em rações sobre as características quantitativas da carcaça e dos componentes não-carcaça de ovinos mestiços de Morada Nova, com peso corporal médio de 20,3kg e idade média de 6,5 meses num delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições. Foram avaliados o peso, o rendimento, a composição regional das carcaças e os componentes não-carcaças. Observou-se efeito linear decrescente dos níveis de substituição do FT pela CM sobre o peso corporal, peso corporal ao abate em jejum, peso do corpo vazio, peso de carcaça quente e fria, assim como os rendimentos de carcaças quente e fria. Os níveis de substituição do FT pela CM apresentaram influência negativa sobre o peso dos cortes à medida que se adicionou CM na dieta dos animais, enquanto a área de olho-de-lombo e a espessura de gordura subcutânea não apresentaram efeito. O rendimento do lombo posterior foi influenciado de forma linear decrescente pelos níveis de substituição do FT pela CM, enquanto os rendimentos das demais regiões não apresentaram efeito dos níveis de substituição. Observou-se efeito dos níveis de substituição do FT pela CM para maioria dos componentes não-carcaça, com exceção da vesícula biliar, bexiga, nódulos, abomaso, intestino delgado e gordura do coração. A casca de mamona acima de 33% em substituição ao feno de tifton-85 na dieta para ovinos influencia negativamente as características das carcaças e os componentes não-carcaça.

Palavras-chave: borregos, composição regional da carcaça, Ricinus communis, subprodutos do biodiesel


ABSTRACT

This study was undertaken to evaluate the influence of four substitution levels (0; 33; 67 and 100%) of Tifton 85 hay (TH) by castor bean hulls (CH) on carcass characteristics and non carcass components in Morada Nova crossbred lambs, with 20.3 kg body weight and 6.5 months old. A completely randomized design with four treatments and five replicates (lambs) was used. It was evaluated the carcass weight, the carcass yield, the relative composition of the commercial cuts and the non carcass components. There were negative linear effect of the substitution levels of TH by CH on final body weight, live weight with fasting, empty body weight, hot carcass weight and cold carcass weight, as well as hot carcass yield and cold carcass yield. The substitution levels of TH by CH presented negative influence on the commercial cuts when was added castor bean hulls on lambs diets, while there is not effect of the substitution levels of TH by CH on loin eye area and fat thickness. There is negative linear effect of the substitution of TH by CH on back loin yield, while the others commercial cuts were not influenced. There were effects of the substitution of TH by CH to the majority non carcass components, with exception to the gall bladder, bladder, nodule, abomasum, small intestine and fat from the heart. The castor bean hulls over 33% in substitution to the Tifton 85 hay in diets to the sheep influence negatively the carcass characteristics and the non carcass components.

Keywords: biodiesel byproducts, lambs, relative composition of the commercial cuts, Ricinus communis


 

 

INTRODUÇÃO

No Semiárido Brasileiro, a pastagem nativa da Caatinga é a principal fonte de alimento para os rebanhos de ovinos desta região. Devido à má distribuição das chuvas, geralmente concentradas em 3 a 4 meses do ano, os rebanhos tornam-se bastante vulneráveis à estacionalidade da produção de forragem, deixando os produtores locais sem muitas alternativas alimentares, passando a produção de alimentos a ser um dos maiores desafios durante os meses de estiagem. Nesse contexto, a disponibilidade de subprodutos de baixo custo tem despertado o interesse de pesquisadores, no sentido de viabilizar uma exploração mais racional na alimentação desses animais.

No Nordeste, a produção de biodiesel de mamona surgiu há pouco tempo como uma promissora alternativa para os pequenos produtores da região, sendo a cultura da mamona a principal oleaginosa para a produção de biodiesel por ser de fácil cultivo, de baixo custo e pela sua resistência à seca. Entre os subprodutos do beneficiamento, a casca de mamona representa, em média, 25% do peso do fruto, sendo os 75% restantes correspondendo ao peso total das sementes (baga). Embora a região Nordeste detenha uma produtividade baixa de mamona (600 kg/ha), a produção de casca pode atingir 261 mil toneladas por ano (SEVERINO et al., 2005).

Segundo Santos et al. (2011), a casca de mamona é um alimento volumoso apresentando 72% de FDN, mas sua composição é bastante variada, principalmente em função da participação de fragmentos de sementes, que pode chegar a 15%, podendo trazer risco de intoxicação pela presença da ricina devido aos fragmentos de amêndoa. O teor de proteína bruta da casca de mamona pode variar entre 5 e 8%. A inclusão da casca de mamona em substituição ao feno de capim-tifton 85 na dieta de cabras em lactação nos níveis de 0; 33; 67 e 100% reduziu o consumo de matéria seca e a produção de leite provavelmente devido à influência negativa do teor de fibra sobre a digestibilidade (SANTOS et al., 2011). Relatos sobre utilização da casca de mamona na alimentação de ruminantes são escassos na literatura e representa uma demanda real da cadeia produtiva.

Diante do exposto, este trabalho foi conduzido com o objetivo de avaliar o efeito da substituição do feno de capim-tifton 85 pela casca de mamona em dietas para ovinos confinados sobre as características quantitativas da carcaça, dos componentes não-carcaça e rendimento dos cortes comerciais.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi conduzido no Núcleo de Ensino e Estudos em Forragicultura do Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará - NEEF/DZ/CCA/UFC (www.neef.ufc.br) em Fortaleza, Ceará. O município de Fortaleza situa-se na zona litorânea a 15,49m de altitude, 30º43'02" de latitude sul, e 38º32'35" de longitude oeste.

Foram avaliados quatro níveis de substituição (0; 33; 67 e 100%) do feno de capim-tifton 85 pela casca de mamona, num delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições (ovinos).

A casca de mamona foi fornecida pela empresa Brasil Ecodiesel Indústria e Comércio de Biocombustíveis, localizada no município de Crateús-CE e o feno de capim-tifton 85 foi comprado em comércio local.

As unidades experimentais constaram de ovinos mestiços (½ Morada Nova var. vermelha x ½ sem padrão racial definido), machos, não castrados, com peso vivo inicial de 20,3 ± 2,5 kg e idade aproximada de 6,5 meses. Antes do início do experimento, os animais foram vermifugados e receberam suplementação de vitaminas A, D e E injetável por via subcutânea.

As rações concentradas tinham como ingredientes farelo de soja, milho, uréia, fosfato bicálcico, calcário calcítico, enxofre sublimado (flor de enxofre) e inerte (areia lavada) em todos os tratamentos (Tabela 1). A utilização do inerte visou garantir que as dietas experimentais fossem isoenergéticas, diluindo os níveis de energia nas dietas com maiores níveis de casca, não comprometendo, portanto o consumo e a digestão de alimentos pelos animais. Esses níveis de inerte estão dentro dos níveis de consumo de solo por ovinos em pastejo, que estão em torno de 10 a 40% MS (ABRAHAMS & STEIGMAJER, 2003).

As rações foram balanceadas para serem isoprotéicas e isoenergéticas, com relação volumoso:concentrado de 50:50 em todos os tratamentos de modo a perfazerem um teor de proteína bruta de 12,3% e de energia metabolizável de 2,4Mcal/kg (Tabela 2), suficientes para ganhos de 150g/ovino x dia, em se tratando de animais mestiços de Morada Nova, conforme Gonzaga Neto et al. (2005). A casca de mamona utilizada no experimento apresentava 6% de fragmentos de sementes, o que conferiu a este alimento fibroso e energético.

 

 

A ração experimental foi fornecida diariamente em duas refeições, às 8 h (50% do total ofertado ao dia) e outra às 14 h (50% do total ofertado ao dia), coletando-se no dia seguinte as sobras, que foram pesadas, mantendo-as em torno de 15%. O sal mineral era fornecido diariamente em média de 17,5g/ovino x dia, segundo recomendações de Girão (1997).

Os animais foram confinados em baias individuais de madeira, providas de comedouros e bebedouros e pesados semanalmente durante todo o período experimental, que consistiu de 14 dias de adaptação e 56 dias de coleta. Amostragens dos alimentos fornecidos e das sobras foram realizadas diariamente pela manhã no momento da pesagem do alimento que cada animal recebeu durante todo o período de coleta dos dados. As amostras foram acondicionadas em sacos plásticos identificados e armazenadas a -10ºC. Ao final do experimento, as amostras referentes a cada animal, foram descongeladas e homogeneizadas, sendo retirada uma amostra de, aproximadamente, 300g, que foi levada ao Laboratório de Nutrição Animal da Universidade Federal do Ceará, pesada e colocada em estufa de ventilação forçada por três dias sob temperatura de 60 ± 5ºC (Tabela 3). Posteriormente, as mesmas foram moídas em moinho tipo "Wiley", com peneira de 30 "mesh", acondicionadas em potes de plástico. Para as determinações da matéria seca (MS), extrato etéreo (EE) e proteína bruta (PB) dos alimentos e sobras, seguiram-se as metodologias propostas pela AOAC (1995). A quantificação da fibra em detergente neutro (FDN) utilizou-se a metodologia proposta por Van Soest et al. (1991). A energia metabolizável das dietas experimentais foi estimada segundo Agricultural Food Research Council (AFRC, 1993).

 

 

No final do período experimental (70 dias) os animais tiveram seu peso corporal final registrado antes e depois de serem submetidos a jejum de dieta sólida por 18 horas. No momento do abate, os animais foram insensibilizados por atordoamento na região atlanto-occipital, seguido por sangria durante três minutos, seccionando-se as veias jugulares e as artérias carótidas para recolhimento do sangue em balde previamente pesado (tara), para posteriores pesagem e identificação.

Após o abate, realizou-se a esfola, evisceração, retirada da cabeça, patas e órgãos genitais. Sequencialmente, as carcaças foram pesadas para a obtenção do peso da carcaça quente (PCQ). Em seguida, foram envolvidas por sacos plásticos identificados por animal/tratamento e transportadas para câmara frigorífica a 4ºC, onde permaneceram por 24 horas, sendo novamente pesadas para a obtenção do peso da carcaça fria (PCF). O trato gastrintestinal foi esvaziado e pesado antes e depois do procedimento para obtenção do peso corporal vazio (PCV = PCQ - conteúdo gastrintestinal), visando determinar o rendimento verdadeiro ou biológico (RB), obtido pela relação entre o peso da carcaça quente e o peso corporal vazio. Para a determinação do rendimento de carcaça quente (RCQ), rendimento de carcaça fria (RCF) e rendimento biológico (RB) foram utilizadas as fórmulas que seguem: RCQ = (PCQ/PVAJ) x 100; RCF = (PCF/PVAJ) x 100; RB = (PCQ/PCVZ) x 100, respectivamente (SILVA SOBRINHO, 2001).

Todos os componentes não-carcaça foram separados e pesados, quais sejam: sangue, pele, cabeça, rúmen, retículo, omaso, abomaso, intestino delgado, intestino grosso, baço, fígado, coração, pâncreas, rins, gorduras perirrenal, omental (recobre os estômagos) e mesentérica (recobre os intestinos), patas, nódulos e sistema reprodutor. De acordo com Mattos et al. (2006), os componentes não-carcaça são definidos como os constituintes do peso do corpo vazio, com exceção da carcaça, ou seja, o conjunto de órgãos, vísceras e outros subprodutos obtidos após o abate dos animais.

Para a obtenção dos cortes, a carcaça foi dividida após a retirada do pescoço, em duas partes simétricas através de corte longitudinal da coluna vertebral. A meia carcaça esquerda foi dividida em seis regiões anatômicas denominadas cortes comerciais, sendo eles: perna, lombo (anterior e posterior), paleta, peito, costela e fraldinha (MONTE et al., 2009). O lombo foi dividido em anterior e posterior, considerando que esses cortes são comercializados separadamente. Em seguida os cortes foram pesados e foram feitas determinações das porcentagens em relação à carcaça inteira. Os limites anatômicos entre os cortes foram efetuados conforme o descrito por Gatty (1986). A perna e o lombo (anterior e posterior) foram considerados cortes de primeira categoria, a paleta como de segunda e os demais cortes de terceira categoria, seguindo o sistema de classificação dos cortes adotado por Yamamoto et al. (2004); Frescura et al. (2005) e Monte et al. (2009).

Foi determinada a área de olho-de-lombo realizada a partir de um corte transversal entre a 12a e a 13a vértebras torácicas, efetuando-se em transparência plástica o desenho da área, em correspondência à porção cranial do lombo estabelecendo-se a largura e a profundidade máxima para o cálculo da área de olho-de-lombo (AOL), conforme sugerido por Silva Sobrinho (1999), a partir da seguinte fórmula AOL = (A/2 x B/2)π, em que: A = largura e B = profundidade. Também foi determinada a espessura da gordura subcutânea (EGS), que é a espessura máxima de gordura de cobertura sobre a superfície da 13a costela, a 11cm da linha dorso-lombar, com auxílio do paquímetro.

Os dados foram analisados por meio de análise de variância e de análise de regressão (P<0,05). A escolha dos modelos baseou-se na significância dos coeficientes linear ou quadrático, utilizando-se o teste "t", de Student, ao nível de 5% de probabilidade, e no coeficiente de determinação. Como ferramenta de auxílio às análises estatísticas, utilizou-se o procedimento GLM do programa estatístico SAS (SAS Institute, 2003).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Observou-se efeito linear decrescente (P<0,05) dos níveis de substituição do feno de capim-tifton 85 (FT) pela casca de mamona (CM) sobre o peso corporal (PC) e peso corporal ao abate em jejum (PCVJ), devido à redução do consumo de nutrientes, já que o desempenho animal é função da ingestão de nutrientes e, este por sua vez, é determinado pela quantidade de matéria seca ingerida (Figura 1). Para cada 1% de substituição do FT pela CM, estimou-se decréscimos de 0,09kg no peso corporal sem jejum e peso corporal ao abate em jejum.

Apesar de todos os animais terem tido o mesmo período de confinamento (70 dias), o menor peso ao abate dos ovinos alimentados com maiores níveis de casca de mamona na dieta deveu-se ao fato desta possuir uma estrutura com maior grau de dificuldade para ingestão e menor palatabilidade em relação ao feno de capim-tifton 85. A maior quantidade de fragmentos de semente de mamona (15%) na casca também pode ter repercutido na elevação da quantidade de extrato etéreo na dieta e consequentemente na proporção de ácido ricinoléico, que representa mais de 90% do total de ácido graxo da torta de mamona (MOSHKIN, 1986). Assim, é possível que a hidroxila presente no carbono 12 do ácido ricinoléico afete negativamente o metabolismo microbiano (OLIVEIRA et al., 2010), o que pode ter repercutido na redução da sua aceitabilidade, induzindo os animais a rejeitarem o volumoso nos maiores níveis de substituição.

O peso do corpo vazio (PCVZ) e os pesos de carcaça quente (PCQ) e de carcaça fria (PCF) reduziram-se linearmente (P<0,05) à medida que aumentou a casca de mamona (CM) na dieta dos ovinos. O peso ótimo de abate, principalmente de ovinos deslanados deve ser definido para cada raça, considerando a preferência dos consumidores. Zapata et al. (2001) reportaram que o peso de abate na região Nordeste tem sido próximo dos 30kg, que resulta em carcaça com 12,5 a 14,0kg. Dessa forma, estima-se que somente os ovinos alimentados com até 43% de substituição do FT pela CM estão dentro da faixa relatada pelos autores.

O rendimento de carcaça quente (RCQ) foi afetado pelos níveis de substituição, apresentando resposta linear decrescente (P<0,05) com estimativas de 46,4 e 43,4% para 0 e 100% de substituição do feno de capim-tifton 85 (FT) pela casca de mamona (CM), respectivamente (Figura 2), sendo semelhantes valores de RCQ relatados por Vieira et al. (2010), ao trabalharem com ovinos mestiços de Morada Nova alimentados com quatro níveis de substituição do farelo de soja pelo farelo de mamona destoxificado, os quais variaram entre 42,16 e 45,10%. O mesmo comportamento foi observado para o rendimento de carcaça fria (RCF), onde para cada 1% de substituição do FT pela CM, observou-se redução de 0,03 pontos percentuais. Observa-se que os ovinos alimentados com dietas contendo até 33% de casca de mamona em substituição ao feno de capim-tifton 85 apresentaram RCQ e RCF superiores aos preconizados por Silva Sobrinho (2001), que descreveu como rendimento de carcaça quente de 46% e fria de 44,5%. Ainda, de acordo com Silva & Pires (2000), os maiores rendimentos das carcaças ovinas são encontrados para os animais mais jovens, devido ao aumento do trato gastrintestinal com o avançar da idade, que diminui o rendimento das carcaças (SANTOS, et al., 2009; MORENO et al., 2010).

 

 

O rendimento biológico (RB) e a perda por resfriamento (PR) não foram influenciados (P>0,05) pelos diferentes níveis de casca de mamona na dieta dos ovinos e apresentaram médias de 56,3 e 2,90% respectivamente. A ausência de efeito para a perda por resfriamento pode ter ocorrido em função de fatores como a baixa cobertura de gordura das carcaças e a velocidade do ar da câmara fria. De acordo com Garcia (1998), em ovinos, de forma geral, os índices de perda por resfriamento estão na faixa entre 2 e 3%, dentro do obtido no presente trabalho, no entanto pode ocorrer oscilações de acordo com a uniformidade da cobertura de gordura, o sexo, o peso, a temperatura e a umidade relativa da câmara fria. Portanto, quanto menor o percentual de PR, maior é a probabilidade de a carcaça ter sido manejada e armazenada de forma adequada.

Os níveis de substituição do feno de capim-tifton 85 pela casca de mamona apresentaram influência (P<0,05) sobre o peso dos cortes, sendo verificada redução à medida que se adicionou CM na dieta dos animais (Figuras 3 e 4). Tal resultado é decorrente da diminuição do peso corporal, assim como dos pesos de carcaça quente e fria e do peso da meia carcaça fria resultando em cortes menos pesados, sendo os principais fatores que contribuíram para redução do peso dos cortes comerciais.

A espessura de gordura subcutânea (EGS) e a área de olho-de-lombo (AOL) não apresentaram efeito (P>0,05) com a elevação da casca de mamona na dieta dos animais, com médias de 2,1mm e 12,8cm², respectivamente. Tal resultado era esperado já que a AOL é indicador de musculosidade do animal (CLEMENTINO et al., 2007), estando diretamente relacionado ao relacionado ao rendimento do lombo anterior.

O rendimento do lombo posterior foi influenciado (P<0,05) de forma linear decrescente pelos níveis de substituição do FT pela CM, enquanto os rendimentos das demais regiões não apresentaram efeito (P>0,05) dos níveis de substituição (Figura 5). A perna foi o corte mais pesado e com melhor rendimento percentual, de 30,5%, pois possui maior musculosidade e maior rendimento da parte comestível (SILVA SOBRINHO, 2001).

Considerando o rendimento dos cortes e sua valorização comercial, não foi observado efeito (P>0,05) dos níveis de substituição do feno de capim-tifton 85 pela casca de mamona sobre os cortes considerados de primeira (pernil + lombo), com média de 51,5% da carcaça fria, devido à ausência de efeito dos tratamentos sobre o rendimento da perna e do lombo anterior, sendo estes de maior magnitude para a obtenção da variável. De acordo com Zundt et al. (2003), a adequada conformação indica desenvolvimento proporcional das distintas regiões anatômicas que a integram, de modo que as melhores conformações são alcançadas quando as partes de maior valor comercial estão bem pronunciadas.

Para os rendimentos dos cortes de terceira, que incluem costelas, peito, fraldinha e pescoço, não foram observados efeito (P>0,05) dos níveis de substituição do FT pela CM, com média igual a 29,4%. Zapata et al. (2001) citam para ovinos Morada Nova da variedade branca, valores entre 32,2 e 32,7% para o pernil; 19,9 e 21,4% (paleta) e 10,3 e 11,1% (lombo), em relação à carcaça fria, sendo próximos aos encontrados no presente estudo para os mesmos cortes.

Os resultados desta pesquisa revelam, de forma geral, que os cortes de maior importância comercial possuem significativa participação na carcaça, representando mais de 50% desta, considerando apenas a perna e o lombo (cortes de 1ª categoria) e atingindo 70,6% com a incorporação da paleta, corte de 2ª categoria, mas bastante valorizado pelo consumidor e que agrega mais valor ao produto final. Resultados semelhantes aos obtidos neste trabalho foram relatados por Pompeu et al. (2012) ao trabalharem com ovinos mestiços de Morada Nova alimentados com dietas contendo torta de mamona destoxificada em substituição ao farelo de soja.

Para as respostas dos componentes não-carcaça observou-se efeito (P<0,05) dos níveis de substituição do feno de capim-tifton 85 pela casca de mamona (Figuras 6, 7, 8 e 9), para maioria dos constituintes, com exceção da vesícula biliar, bexiga, nódulos, abomaso, intestino delgado e gordura do coração. Ressalta-se a importância de estudos direcionados sobre os constituintes não-carcaça, tendo em vista seu alto valor comercial. Estes componentes podem ser aproveitados, sendo que alguns deles servem como alimento para a população humana, como, a cabeça, o fígado, o coração, os rins, o pulmão e o trato digestivo (OSÓRIO et al., 2002). Além disso, também podem ser comercializados e agregar valor ao animal em geral, podendo representar até 40% do peso corporal dos ovinos.

As peles com maior peso foram obtidas com as dietas que possuíam menores níveis de casca de mamona na dieta dos animais, com decréscimo de 0,007 kg para cada 1% de substituição (Figura 5). O peso da pele foi o componente não-carcaça de maior proporção quando comparado aos demais, sendo o mais importante devido ao seu maior preço potencial, que chega a 10 a 20% do valor do animal (CAMILO et al., 2012; TONETTO et al., 2004), principalmente quando está relacionada à pele de borregos Morada Nova que têm grande valor no mercado internacional. As peles dos animais da raça Morada Nova apresentam, além da espessura, maior quantidade de fibras de colágeno, distribuídas nas camadas reticulares, e uma pequena quantidade de componentes não-estruturais, como glândulas sebáceas, sudoríparas e folículos pilosos (MEDEIROS et al., 2008), características que são bastante valorizadas pela indústria de couro.

Houve efeito linear negativo (P>0,05) dos níveis crescentes de substituição do FT pela CM na dieta dos animais sobre o peso de cabeça e pés, sendo estimados decréscimos de 0,002 e 0,001 kg para percentual de CM na dieta, estando relacionados ao menor desenvolvimento dos animais decorrente do menor consumo de nutrientes nos tratamentos com maiores níveis de casca de mamona. O peso, em quilogramas, do componente sangue também foi influenciado (P>0,05) pelos níveis de substituição do FT pela CM na dieta dos ovinos. Os animais que receberam casca de mamona em até 33% na dieta tiveram crescimentos favorecidos, o que resultaram em maiores pesos ao abate (Figura 1) e, consequentemente, maior aporte sangüíneo.

O peso dos órgãos foi influenciado negativamente (P>0,05) pelos níveis de substituição do feno de tifton-85 pela casca de mamona, com exceção da vesícula biliar (Figuras 7 e 8). Isso pode ser explicado pelo menor crescimento dos animais à medida que foi adicionado CM em substituição ao FT na dieta dos animais, atingindo menor peso corporal ao abate, apresentando menor peso dos órgãos e suportando menores demandas fisiológicas de um peso corporal inferior (GOMES et al., 2012). Ainda, de acordo com Ferreira et al. (2000), embora o coração e os pulmões sejam órgãos que mantêm sua integridade e serem prioritários na utilização de nutrientes, independentemente do nível de alimentação, neste presente trabalho, observa-se influência negativa da casca de mamona sobre o peso desses componentes.

Os pesos da vesícula biliar, da bexiga e dos nódulos não apresentaram efeito (P>0,05) com a elevação da casca de mamona na dieta dos animais, com médias de 0,02, 0,01 e 0,03 kg respectivamente, podendo ser explicado pelo peso desses constituintes serem baixos e de pouca variação.

Os pesos do rúmen/retículo, omaso e intestino grosso foram influenciados pela substituição do FT pela CM apresentando efeito linear negativo (P<0,05), com estimativas de 0,001, 0,0002 e 0,0006 kg para cada 1% de substituição (Figura 9). O menor peso do rúmen/retículo e omaso podem estar relacionados ao menor consumo de fibra em detergente neutro pelos animais à medida que foi adicionado CM à dieta (MACITELLI et al., 2005), já que esses componentes têm função de reter o alimento nesses segmentos para ação fermentativa dos microrganismos ruminais. No Nordeste brasileiro, é comum a utilização de vísceras (rúmen, retículo, omaso, abomaso e intestino delgado) e alguns órgãos (pulmões, coração, fígado, baço, rins e língua), além de outros componentes - sangue, omento, diafragma, cabeça e patas para a preparação de pratos tradicionais como o sarapatel, panelada e a buchada (MEDEIROS et al., 2008). O beneficiamento desses órgãos deve ser realizado com intuito de agregar valor ao produto, aumentando as receitas da ovinocultura para que possa se tornar uma atividade rentável, principalmente para o pequeno produtor.

De acordo com Louvandini et al. (2007), órgãos e vísceras possuem distintas velocidades de crescimento durante a vida do animal, quando comparados a outras partes do corpo e pode estar relacionado à composição química dos alimentos, especialmente, ao teor de energia. Apesar disso, a condição semelhante da energia e proteína das rações proporcionou diferenças entre as vísceras e órgãos em decorrência do menor consumo de matéria seca devido à menor aceitabilidade da casca de mamona em relação ao feno de capim-tifton 85.

Verificou-se efeito linear decrescente (P<0,05) dos níveis de substituição do FT pela CM sobre as gorduras perirenal, omental e mesentérica, com decréscimos de 0,03, 0,006 e 0,03 kg para cada 1% de substituição (Figura 10). Tal fato é decorrente do maior peso ao abate dos animais com menores níveis de casca de mamona na dieta, ocorrendo com isto, maiores acúmulos de gorduras precocemente. As deposições de gordura em ovinos tropicais atuam como reservas energéticas para serem mobilizadas durante o período de escassez de alimentos (MAIOR JÚNIOR et al., 2008; MEDEIROS et al., 2008), contudo não são aproveitadas para o consumo humano (FERREIRA et al., 2000).

 

 

A casca de mamona apresenta potencial para utilização como parte dos ingredientes em dietas para ovinos em terminação, podendo substituir em até 33% o feno de capim-tifton 85. A casca de mamona acima de 33% em substituição ao feno de capim-tifton 85 influencia negativamente nas características das carcaças e nos componentes não-carcaça de ovinos.

 

REFERÊNCIAS

ABRAHAMS, P.W.; STEIGMAJER, J. Soil ingestion by sheep grazing the metal enriched flooding soils of mid-wales. Environmental Geochemistry and Health, v.25, n.1, p.17-24, 2003.         [ Links ]

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Data de recebimento: 05/02/2013
Data de aprovação: 13/09/2013

 

 

* Endereço para correspondência: roberto.pompeu@embrapa.br

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