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Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal

On-line version ISSN 1519-9940

Rev. bras. saúde prod. anim. vol.16 no.1 Salvador Jan./Mar. 2015

https://doi.org/10.1590/S1519-99402015000100020 

Patologia e Clínicas

Dinâmica de eliminação de oocistos de Eimeria sp. durante a gestação e fase inicial da lactação em cabras nativas criadas extensivamente em região semiárida

Dynamic of "Eimeria" oocyst excretion during pregnancy and early lactation in native goats raised extensively in semiarid region

Deisiane Moreira NUNES 1   * 

Jurandir Ferreira CRUZ 2  

Milton Rezende TEIXEIRA NETO 3  

1Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Itapetinga, Bahia, Brasil.

2Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Departamento de Fitotecnia e Zootecnia, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil.

3Faculdade de Tecnologia e Ciências, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil.


RESUMO

Objetivou-se com este estudo caracterizar a dinâmica de eliminação de oocistos deEimeria sp. em cabras sem raça definida (SRD), criadas em sistema extensivo na região semiárida, durante a gestação e fase inicial da lactação. Vinte cabras adultas, criadas extensivamente na Caatinga, foram selecionadas e monitoradas durante oito meses. Os valores de Oopg (quantidade de oocistos por grama de fezes) foram acompanhados quinzenalmente do 1º mês de gestação ao 90º dia pós-parto. O Oopg variou durante a gestação, sendo as maiores e menores contagens de 3.300 ± 709 e 1.726 ± 215, respectivamente. Após elevação na primeira quinzena, o Oopg diminuiu gradualmente até o 105º dia e voltou a subir até o final da gestação. No período pós-parto, seguindo a tendência da fase final da gestação, houve aumento progressivo na eliminação de oocistos até o 90º dia de lactação. A quantidade média de oocistos liberados durante a fase inicial da lactação foi de 3.006 ± 102,3 Oopg comparado ao período gestacional de 2.312 ± 98,03 Oopg (P<0,05). A dinâmica de eliminação de oocistos deEimeria sp. em cabras gestantes e lactantes, criadas extensivamente em região semiárida, foi caracterizada por três situações distintas: elevação brusca no início da gestação, seguida por redução gradual no período intermediário da gestação e aumento constante da eliminação de oocistos na fase final da gestação até inicial da lactação.

Palavras-Chave: cabras gestantes; Oopg; pós-parto

ABSTRACT

The study aimed to characterize the excretion dynamic of Eimeriaoocyst during pregnancy and early lactation in native goats raised extensively in semiarid region. Twenty pregnancy does were selected and monitored during eight months. The count of oocyst per gram of feces (Oopg) was determined fortnightly from first month of pregnancy until 90o day postpartum. The Oopg varied during pregnancy and the high stand lowest values were 3,300±709 and 1,726±215 respectively. After rise in the first fortnight, the Oopg gradually decreased until the 105th day and increased again until the end of pregnancy. In the post partum period, following the trend of late pregnancy, there was a progressive increase in oocysts excretion until 90th day of lactation. The average number of oocysts excreted during early lactation was greater than during pregnancy, whose values were 3,006±102.3 vs 2,312±98.03 Oopg, respectively (P<0.05). The excretion dynamics of oocysts of Eimeria sp. during pregnancy and early lactation in native goats raised extensively in semiarid region is characterized as a sharp rise in the first fortnight, followed by gradual reduction until intermediate phase and a continuous rise in the last third of gestation and early lactation.

Key words: pregnant goats; Oopg; postpartum

INTRODUÇÃO

A coccidiose é uma doença causada por protozoários parasitas do gêneroEimeria, que afetam uma variedade de animais, incluindo pequenos ruminantes (CAVALCANTE et al., 2012). Embora seja uma doença essencialmente de animais jovens, em determinadas circunstâncias, a doença pode atingir animais adultos, principalmente quando ocorre alta densidade populacional, doses maciças de oocistos no ambiente, estresse, doenças concomitantes e ausência ou queda de imunidade (LIMA, 2004).

O fenômeno conhecido como spring rise, que se refere ao aumento da carga parasitária e consequente eliminação de ovos de helmintos nas fezes durante o período do periparto (RAHMAN & COLLINS, 1992), tem sido amplamente relatado em ovelhas (GONZALES et al., 1991) e vacas (FABER et al., 2002). Entretanto, a ocorrência desse fenômeno na eliminação de oocistos de Eimeria sp. na espécie caprina não está devidamente esclarecido.

Alguns estudos têm relatado que a eliminação de oocistos pelas cabras gestantes e/ou lactantes pode estar associada à condição fisiológica dos animais (HASSUM & MENESES, 2005). No entanto, os mecanismos pelos quais o fenômeno ocorre ainda são desconhecidos (FABER et al., 2002; COSTA et al., 2011). A eliminação de oocistos pelas fêmeas no período do periparto é um fator que contribui para o aumento na contaminação ambiental (FABER et al., 2002) e, consequentemente, constitui uma fonte de infecção para os animais jovens (HASSUM et al., 2002; CAVALCANTE et al., 2012).

A compreensão da dinâmica dos valores de Oopg em cabras, durante a gestação e lactação, possui a importância de auxiliar na tomada de decisões quanto ao controle estratégico da coccidiose. Diante disso, objetivou-se com este trabalho caracterizar a dinâmica de eliminação dos oocistos de Eimeriasp. em cabras naturalmente infectadas e criadas extensivamente em região semiárida, durante a gestação e fase inicial da lactação.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado em uma propriedade rural do município de Brumado - BA (13°39'13”S, 41°50'37”O), a 422m de altitude, localizado na região Sudoeste da Bahia, situado na Depressão Sertaneja Meridional do bioma caatinga (VELLOSO et al., 2002).

O clima da região é classificado como semiárido – Bsh, segundo a classificação Köeppen-Geiger (PEEL et al., 2007). O ensaio foi conduzido nos meses de outubro/2012 a maio/2013 (Figura 1), período no qual a temperatura média foi de 28ºC e precipitação pluviométrica de 289mm (INMET, 2014).

Figura 1 Temperaturas mínima e máxima (-▲; ▄-) e precipitação pluviométrica (▐ ) no período de outubro/2012 a maio/2013 (INMET, 2014) 

O rebanho era composto por oito reprodutores da raça Boer e 250 cabras sem raça definida (SRD). Foi realizada a monta natural, em estação reprodutiva de 40 dias. Decorridos 30 dias do acasalamento, as fêmeas foram submetidas ao exame de ultrassonografia, via transretal, utilizando aparelho modelo 100 Falco, Pie Medical.

Após a confirmação da gestação, foram selecionadas 20 cabras multíparas, com escore de condição corporal (E.C.C.) médio de 3,0 (escala de 1,0 – 5,0), (MORAND-FEHR & HERVIEU, 1999). No mês anterior à estação reprodutiva, as cabras receberam tratamento anti-helmíntico à base de monepantel (Zolvix®, Novartis, Brasil), em dose única de 2,5mg/kg peso vivo. Durante o período de realização do estudo, não foi administrado nenhum fármaco anticoccidiano.

As cabras foram mantidas em pastagem nativa da Caatinga, suplementadas no período mais seco do ano com palma forrageira (Opuntia ficcus). Sal mineral (Caprinofós®, Tortuga, Brasil) e água foram fornecidos ad libitumdurante todo o período do estudo.

As coletas das amostras de fezes foram efetuadas quinzenalmente, do início da estação de acasalamento até o final do estudo, para assegurar o acompanhamento a partir do 1° mês de gestação até o 3° mês pós-parto. Cada cabra foi monitorada durante oito meses.

As amostras foram coletadas diretamente da ampola retal, armazenadas em sacos plásticos individualmente identificados, acondicionados em recipiente isotérmico contendo gelo reciclável e enviadas imediatamente ao laboratório. As análises foram realizadas no Laboratório de Biologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – Campus Itapetinga, até 48 horas após a coleta.

As amostras fecais foram processadas de acordo com a técnica McMaster de flutuação, desenvolvida por Gordon & Whitlock (1939), e modificada por Ueno & Gonçalves (1998). Dois gramas de fezes de cada amostra foram maceradas e diluídas em 58 mL de solução saturada de cloreto de sódio e a suspensão resultante foi filtrada em peneira de malha fina; uma pequena alíquota foi coletada e utilizada para preencher as retículas da câmara de McMaster; a leitura foi procedida em microscópio óptico (40X) e a quantidade de oocistos por grama de fezes (Oopg) foi determinada pelo número de oocistos de Eimeria sp encontrados x 100.

Na análise dos resultados, os dados referentes ao Oopg foram previamente transformados em logaritmos. Os dados (médias ± EP) de Oopg dos diferentes períodos de gestação (inicial, intermediário e final) e lactação (período inicial) foram comparados pelo teste de Student-Newman-Keuls do PROC GLM, SAS versão 9.1 (STATISTICAL ANALYSIS SYSTEM, 2003). As médias de Oopg da gestação e lactação foram comparadas pelo teste t de Student (EXCEL, 2007). As diferenças foram consideradas significativas com P<0,05.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Todas as cabras eliminaram oocistos de Eimeria sp. nas fezes durante todas as fases da gestação, sendo que 45% das cabras apresentaram amostras contendo mais de 4.103 Oopg na fase inicial da gestação.

O sistema de criação extensivo constituiu em um fator de redução do grau de exposição dos animais aos parasitas. No entanto, o habitual recolhimento do rebanho ao final do dia para pernoite nas instalações, certamente, elevou a contaminação ambiental (LIMA, 2004) e favoreceu a reinfecção devido à ingestão de oocistos esporulados (CHARTIER & PARAUD, 2012) ao longo da gestação.

A contagem de oocistos de Eimeria sp. eliminados pelas fezes variou durante a gestação (P<0,05), sendo que os valores médios, mais elevados (3.300 ± 709 Oopg) e mais baixos (1.726 ± 215 Oopg), ocorreram aos 15 dias (período inicial) e 105 dias (período intermediário) de gestação, respectivamente (Tabela 1).

Tabela 1 Quantidade de oocistos eliminados por grama de fezes (Oopg) ao longo da gestação de cabras SRD, naturalmente infectadas e criadas em região semiárida 

Dias de gestação Oopg
Média ± EP Mínimo Máximo
0 2.343 ± 452AB 600 6800
15 3.300 ± 709A 600 14700
30 2.383 ± 281AB 600 5000
45 2.716 ± 236AB 700 4400
60 2.160 ± 226AB 400 3500
75 2.058 ± 247AB 300 3800
90 1.850 ± 274AB 200 4200
105 1.726 ± 215B 800 3600
120 2.030 ± 165AB 400 3100
135 2.450 ± 189AB 500 3700
150 2.460 ± 207AB 400 3800

A, BValores com letras diferentes diferem pelo teste Student-Newman-Keuls (P<0,05).

O efeito das infecções por Eimeria sp. é dependente, principalmente, da combinação do nível de contaminação ambiental (GREGORY et al., 1983) com os aspectos imunológicos do hospedeiro (RUIZ et al., 2014) e, durante a gestação, ocorre a diminuição da resistência das matrizes a helmintos, vírus, bactérias e protozoários (LLOYD, 1983).

A estação de acasalamento pode ser uma causa de estresse para fêmeas e machos e, consequentemente, um fator que interfere negativamente sobre o estado fisiológico do animal (FAYER, 1980). A ocorrência do pico de eliminação de oocistos imediatamente após a concepção (15º dia de gestação) pode ter sido reflexo da soma do estresse resultante da estação de acasalamento e exposição ao parasita, em adição à natural imunossupressão decorrente da elevação do nível plasmático da progesterona (LLOYD, 1983).

Por outro lado, do 15º ao 105º dia de gestação, houve decréscimo gradual dos valores de Oopg (Figura 2). Esse fato, que pode ter sido decorrente do momento fisiológico de baixo estresse, contribuiu para o alcance do equilíbrio hospedeiro/parasito (PINTO et al., 2008), reduzindo a contaminação ambiental e a reinfecção dos animais (LIMA, 2004).

Figura 2 Quantidade de oocistos de Eimeria sp por grama de fezes (Oopg) durante a gestação e início da lactação em cabras sem raça definida (SRD) criadas em sistema extensivo na Caatinga 

No terço final da gestação (105º a 150º dia) ocorreu elevação gradual do Oopg, cujos níveis de eliminação retornaram aos verificados no período inicial (30°- 45º dia) da gestação (Figura 2). O aumento na eliminação dos oocistos com aproximação do parto foi observado em estudos prévios em vacas (FABER et al., 2002) e coelhas (PAPESCHI et al., 2013).

Em relação as oscilações, a intensidade de infecção durante a gestação e a lactação foi moderada e variou entre 1.103-1.104 Oopg. Por outro lado, a quantidade média de oocistos liberados durante a fase inicial da lactação foi de 3.006 ± 102,3 Oopg, superior quando comparada a contagem de todo o período gestacional, que foi de 2.312 ± 98,03 Oopg (Figura 3; P<0,05).

Figura 3 Quantidade média de oocistos de Eimeria sp. eliminados durante a gestação e fase inicial da lactação em cabras sem raça definida (SRD) criadas extensivamente em região semiárida 

A diminuição da imunidade no período periparto parece estar mais associada com a lactação do que com a prenhez, ainda que o fenômeno seja iniciado no final da gestação (BARGER, 1993). O aumento nos requerimentos nutricionais durante a gestação e lactação é outro fator que pode ter um papel relevante na queda da resistência contra as infecções parasitárias (PAPESCHI, et al., 2013).

Durante as últimas semanas da gestação e as primeiras da lactação, as fêmeas necessitam dobrar o seu consumo de proteína e energia (LEITE, 2002) e há evidências do envolvimento desses parâmetros na quebra da imunidade no período periparto de cabras (ETTER et al., 1999). No presente estudo, as cabras foram suplementadas com palma forrageira (Opuntia ficcus) no período mais seco do ano. No entanto, este alimento apresenta limitações quanto ao valor proteico e de fibra, não atendendo às necessidades nutricionais das fêmeas em reprodução (ALMEIDA, 2012). No decorrer da gestação, ocorreram três momentos distintos na eliminação de oocistos. Inicialmente, elevação do Oopg na primeira quinzena; redução na fase intermediária e elevação na fase final (Figura 4). No período pós-parto, seguindo a tendência da fase final da gestação, houve aumento progressivo na eliminação de oocistos até o 90º dia de lactação, quando alcançou valor similar ao observado na primeira quinzena da gestação (Tabela 2).

Tabela 2 Quantidade de oocistos por grama de fezes (Oopg) na fase inicial da lactação em cabras sem raça definida (SRD) criadas extensivamente em região semiárida 

Dias pós-parto Oopg
Média ± EP Mínimo Máximo
15 2.770 ± 214AB 500 3900
30 2.810 ± 182AB 1100 4100
45 2.944 ± 218AB 1600 4400
60 3.156 ± 251AB 700 4500
75 3.319 ± 313A 500 4900
90 3.263 ± 456A 1100 5300

A, BValores com letras diferentes diferem pelo teste Student-Newman-Keuls (P<0,05).

A maior eliminação de oocistos durante a lactação foi observada em estudos prévios, os quais ressaltaram a estreita relação entre a intensidade de infecção porEimeria sp e o estado fisiológico das cabras leiteiras (MENESES & LOPES, 1997; CHARTIER et al., 1998). Quaisquer condições que rompam o equilíbrio hospedeiro/parasito podem promover incremento na eliminação de oocistos (PINTO et al., 2008).

A eliminação de maiores quantidades de oocistos durante a lactação eleva a contaminação ambiental e, consequentemente, aumenta o grau de exposição dos animais neonatos (JOLLEY & BARDSLEY, 2006). Por outro lado, fatores ambientais como a prática de desmame podem contribuir para imunosupressão dos cabritos e assim potencializar infecções latentes (CHARTIER & PARAUD, 2012; LIMA, 2014). Dessa forma, é atribuído às mães o importante papel na contaminação ambiental e transmissão dos oocistos, confirmando que estas podem se tornar a principal fonte de infecção para os animais jovens, os quais constituem a categoria mais susceptível a coccidiose (VIEIRA et al., 1999).

A dinâmica de eliminação de oocistos de Eimeria sp. em cabras gestantes e lactantes, criadas extensivamente em região semiárida, foi caracterizada por três situações distintas: elevação brusca no início da gestação, seguida por redução gradual no período intermediário e aumento constante da eliminação de oocistos da fase final da gestação até inicial da lactação.

A elevada eliminação de oocistos na fase final da gestação e inicial da lactação torna imperativo o monitoramento e controle da coccidiose nas matrizes, no período periparto.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 13 de Outubro de 2014; Aceito: 06 de Março de 2015

*Endereço para correspondência:deisiane.ms@hotmail.com

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