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Jornal Vascular Brasileiro

Print version ISSN 1677-5449On-line version ISSN 1677-7301

J. vasc. bras. vol.7 no.3 Porto Alegre Sept. 2008

https://doi.org/10.1590/S1677-54492008000300011 

ARTIGO DE REVISÃO

 

 

Linfangiogênese e genética dos linfedemas: revisão da literatura

 

 

Mauro Andrade

Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP

Correspondência

 

 

 


RESUMO

O estudo do genoma humano propiciou recentes descobertas de genes e de complexos mecanismos de controle da linfangiogênese. Neste artigo esses conhecimentos são revistos, com suas implicações na embriogênese e desenvolvimento do sistema linfático e na etiopatogenia de diferentes formas e síndromes de linfedema hereditário. Algumas doenças linfáticas de transmissão genética e síndromes de aneuploidia são descritas nas suas características genotípicas e fenotípicas. Os avanços na compreensão do crescimento e desenvolvimento dos vasos linfáticos devem trazer novas alternativas terapêuticas nas linfangiodisplasias e no controle da disseminação linfática dos tumores.

Palavras-chave: Linfedema, genética, linfangiogênese.


 

 

Introdução

Embora a primeira correlação entre hereditariedade e linfedema tenha sido feita no século XIX1, somente nos últimos anos houve avanço significativo na compreensão dos mecanismos de transmissão genética e dos genes envolvidos na linfangiogênese.

Uma hipótese atraente do passado ligava as malformações linfáticas a um desarranjo do tipo "uma chave, uma fechadura", significando que, se um mecanismo único efetor ou o seu receptor específico fossem alvos de mutações, haveria distúrbios específicos na gênese de estruturas linfáticas. Se assim fosse, a identificação desta mutação proporcionaria um amplo campo de possibilidades de manipulação diagnóstica e terapêutica. Todavia, a regulação da linfangiogênese envolve mecanismos complexos e multiformes, dependendo da integração perfeita de várias proteínas sinalizadoras e do adequado funcionamento de receptores celulares, propiciando diversas possibilidades de linfangiogênese imperfeita e heterogeneidade fenotípica, ligadas aos diferentes mecanismos alterados.

Ainda hoje, a classificação das doenças linfáticas obedece, sobretudo, a características clínicas relacionadas a uma de suas mais visíveis manifestações: o edema. Seguramente, observaremos nos próximos anos uma mudança na interpretação das insuficiências linfáticas no sentido de compreendê-las com base em seus aspectos fisiopatológicos e etiopatogênicos, proporcionados pela compreensão dos mecanismos íntimos da linfangiogênese. O presente estudo pretende revisar a literatura corrente a respeito do assunto, evidenciando os dados relevantes sob a ótica da linfologia clínica e suas eventuais aplicações terapêuticas nos casos selecionados futuramente.

 

Linfangiogênese

O sistema linfático surge na 6ª ou 7ª semana do desenvolvimento embrionário2, cerca de quatro semanas após o aparecimento dos primeiros componentes da circulação sangüínea. No início do século XX, as teorias de Sabin3 e de Huntington4 foram motivo de grande discussão nas sociedades de anatomia da época. O desenvolvimento do sistema linfático do embrião foi estudado em animais vivos através de secções seriadas e métodos de injeção. Esses estudos demonstraram que os sacos linfáticos são a origem do sistema nas aves e nos mamíferos (incluindo humanos) e que o seu desenvolvimento acontece em íntima associação com o sistema venoso. De acordo com a sua localização específica, os sacos linfáticos denominam-se como jugulares, subclávios, posterior e retroperitoneal, além da cisterna do quilo.

Historicamente, a teoria mais aceita é a de Sabin3, sugerindo que, precocemente no desenvolvimento fetal, os sacos linfáticos primitivos seriam originados por brotamento de células endoteliais a partir de veias do embrião. Segundo a teoria centrífuga, os vasos linfáticos periféricos se espalhariam pelos tecidos e órgãos a partir desses sacos linfáticos primitivos e dariam origem aos capilares linfáticos.

A teoria centrípeta de Huntington & McClure4, ao contrário, sugeria que os vasos linfáticos primitivos surgissem no mesênquima a partir de linfangioblastos independentes das veias, crescendo centripetamente e estabelecendo conexões com as veias mais tardiamente.

Apesar de relatos recentes5 apoiarem a teoria centrífuga de Sabin, a existência de linfangioblastos primitivos no mesênquima foi demonstrada em aves6. Talvez as duas teorias possam existir em combinação com vasos linfáticos originários de endotélio venoso, anastomosando-se com outros linfáticos desenvolvidos a partir de células mesenquimais teciduais.

A regulação do desenvolvimento dos sistemas linfático e sangüíneo é feita por uma série de sinalizadores e receptores celulares. Os sinalizadores mais importantes pertencem a uma família de glicoproteínas: o fator de crescimento de endotélio vascular (VEGF). Os VEGF são os reguladores primários da proliferação endotelial, angiogênese, vasculogênese e permeabilidade vascular7. São subdivididos em VEGF A, B, C, D e E, que se ligam a receptores tirosinoquinase específicos de membrana, os vascular endothelial growth factor receptor 1 (VEGFR-1/Flt1), 2 (VEGFR-2/Flk1/KDR) e 3 (VEGFR-3/Flt4) (Figura 1). A ativação do VEGFR-2 pelo VEGF é considerada a principal via para a angiogênese e a mitogênese das células endoteliais.

 

 

As alterações dos genes que codificam o VEGF ou qualquer um dos três receptores (VEGFR-1/Flt1, VEGFR-2/Flk1/KDR ou VEGFR-3/Flt4) resultam em morte embrionária por falha no desenvolvimento dos vasos sangüíneos9.

Experimentalmente observa-se que a expressão exagerada destas vias de sinalizadores e receptores se traduz em hiperplasia do sistema linfático, enquanto que sua inibição leva a hipoplasia linfática.

A expressão do gene do VEGFR-3 se inicia precocemente durante o desenvolvimento embriônico do rato, e embriões deficientes em VEGFR-3 morrem durante a gestação por defeitos na remodelagem das redes vasculares sangüíneas primárias9. Em tecidos adultos, a expressão de VEGFR-3 ocorre principalmente no endotélio linfático10. O VEGFR-3 se liga a dois membros conhecidos da família dos sinalizadores VEGF-C e VEGF-D e tem função crítica na remodelação dos vasos de embriões. Mais tarde, durante o desenvolvimento, o VEGFR-3 regula o crescimento e a manutenção dos vasos linfáticos. A estimulação isolada do VEGFR-3 estimula o crescimento e a migração do endotélio linfático.

As neuropilinas 1 e 2 (NRP-1/2) são outros receptores com alta afinidade para o VEGF, encontrados nas membranas de células endoteliais e neuronais11. A NRP-2 também se liga ao VEGF-C para ativar o VEGFR-3 no endotélio linfático12.

As angiopoetinas (Ang) 1 a 4 também têm atividade importante na remodelação vascular e agem através do receptor tirosinoquinase Tie-2. A função do Tie-1 é desconhecida. Enquanto as Ang-1 e Ang-4 ativam o receptor Tie-2, as Ang-2 e Ang-3 atuam inibindo a ação da Ang-12.

 

Genética e linfangiodisplasias

Milroy descreveu uma doença, identificada logo após o nascimento, caracterizada por edema limitado aos membros inferiores e não acompanhada de outros sintomas constitucionais, em um grupo de 22 pacientes, de uma família de 97 indivíduos, ao longo de seis gerações1. Atualmente, o banco de dados Online Mendelian Inheritance in Man (OMIN), da Universidade Johns Hopkins, lista 54 síndromes de transmissão genética, muitas delas com a alteração genômica identificada, onde o linfedema é um dos aspectos do fenótipo13.

As doenças ligadas aos genes podem ser divididas em dois grupos: aneuploidias cromossômicas e doenças hereditárias, sendo seus representantes mais comuns listados na Tabela 114.

Aneuploidias

Dentre as aneuploidias relacionadas a distúrbios do sistema linfático, a mais comum é a síndrome de Turner (45X0), presente entre 1/2.500 e 1/3.000 dos fetos nascidos vivos15. A grande maioria dos embriões X0 (cerca de 99%) morre durante a gestação, e achados como hidropsia fetal e volumosos higromas císticos cervicais são encontrados com muita freqüência16, fazendo supor que a falta de um dos cromossomos sexuais provoca perda de genes relacionados à linfangiogênese, fundamentais para a sobrevivência do feto. Imagina-se que os genes envolvidos no fenótipo da síndrome de Turner sejam homólogos presentes no cromossomo faltante, que deixam de inibir seus alelos correspondentes no cromossomo existente. Demonstrou-se que a haploinsuficiência do gene SHOX é responsável pela baixa estatura apresentada por esses pacientes e algumas outras anomalias esqueléticas17. Ainda não foi identificado um gene relacionado a displasias linfáticas. Por outro lado, um aspecto interessante do edema periférico nessa síndrome é sua regressão freqüente com o crescimento da criança.

Outras aneuploidias que apresentam distúrbio do desenvolvimento linfático incluem as trissomias dos cromossomos 13, 18, 21 e 22, além de algumas deleções e duplicações cromossômicas.

Doenças hereditárias

O distúrbio de linfangiogênese presente em algumas doenças hereditárias pode se manifestar como linfedema, ainda que distúrbios estruturais do sistema linfático possam ser muito mais freqüentes do que a presença do edema18. O fenótipo da maior parte dessas doenças apresenta linfedema bilateral dos membros inferiores, limitado à região infragenicular e observado logo após o nascimento. Ocasionalmente outros defeitos do sistema linfático podem estar associados, como edemas de membros superiores, genitália e face e uma grande quantidade de malformações associadas (cardiovasculares, ósseas, neurológicas, etc.).

Doença de Milroy (linfedema hereditário tipo I - OMIM 153100)

A doença de Milroy é transmitida de forma autossômica dominante e se caracteriza por apresentar linfáticos hipoplásicos ou aplasia linfática nas áreas afetadas. Trata-se também de característica importante o fato dos pacientes não apresentarem outras doenças congênitas associadas, embora possa haver variações genotípicas, fenotípicas e linfocintilográficas em pacientes com esse diagnóstico19. A análise do genoma identificou a mutação no locus q35.3 do cromossomo 520,21. O gene relacionado a essa área foi identificado como sendo o Flt-4, gene responsável pela produção do VEGFR-322.

Um modelo experimental para o linfedema hereditário tipo I, utilizando ratos, foi criado por mutagênese, com inativação do gene do VEGFR-3. Os ratos com a mutação apresentavam hipoplasia dos vasos linfáticos cutâneos e linfedema das patas, mas sem alteração dos linfáticos viscerais23.

Foi observado elevação dos níveis séricos de VEGF-D em pacientes com linfedemas primários24. A falta de estimulação do VEGFR-3 poderia ser responsável pela maior produção de VEGF-D, para tentar compensar a linfangiogênese insuficiente pela falta de VGEFR-3.

Doença de Meige (linfedema hereditário tipo II - OMIM 153200) e síndrome de distiquíase-linfedema (OMIN 153400)

Oito anos após o relato de Milroy, o linfedema hereditário tipo II foi descrito por Meige25 e caracterizado como um linfedema primário precoce com manifestações familiares. É uma doença de transmissão autossômica dominante, com baixa penetrância e fenótipo variável. A apresentação clínica mais comum é edema abaixo dos joelhos, bilateral e simétrico, com predominância do sexo feminino (3:1). Alguns autores como Burnand et al.26 e Northrup et al.27 consideram a doença de Meige e a síndrome de distiquíase-linfedema (DL) como entidades distintas, com o que concorda este autor. Outros consideram que a doença de Meige constituiria uma parcela específica dos pacientes afetados pela DL, sem as características associadas de distiquíase, ptose, palato fendido, unhas amarelas e cardiopatia congênita2.

Do ponto de vista estrutural, a síndrome de Meige apresenta coletores linfáticos distais dos membros inferiores, hipoplásicos ou mesmo obstruídos28, enquanto que na DL a linfocintilografia mostra coletores linfáticos hiperplásicos, abundantes e dilatados29. Por outro lado, a identificação da alteração genética relacionada à síndrome de Meige é ainda desconhecida, possivelmente pela interação de diferentes alelos26, enquanto que na DL foi identificada mutação no gene FOXC2 do cromossomo 16q24.330.

Experimentalmente, ratos heterozigotos para FOXC2 apresentam as características fenotípicas da DL, embora sem a presença do linfedema. A análise dos linfáticos por linfocintilografia e imunohistoquímica demonstrou hiperplasia de vasos e linfonodos bem como refluxo decorrente de insuficiência valvular31. Fato interessante é que o FOXC2 é um fator de transcrição expressado no mesênquima do rim e ossos e participa da formação dos somitos do embrião, não tendo sido identificada sua função específica no desenvolvimento do sistema linfático32. Além disso, as mutações do FOXC2 causam vários fenótipos diferentes33, criando hipóteses distintas quanto ao papel regulador desse gene na linfangiogênese.

Hipotricose-linfedema-telangiectasia (OMIM 607823)

A rara síndrome de hipotricose-linfedema-telangiectasia foi descrita recentemente e se apresenta com linfedema congênito34. Sua transmissão pode ser autossômica dominante ou autossômica recessiva e foi correlacionada com mutações no alelo q13 do cromossomo 20, correspondente ao gene SOX1835 que, da mesma forma que o FOXC2, é um gene regulador de transcrição.

Síndrome de colestase-linfedema ou síndrome de Aagenaes (OMIM 214900)

A síndrome de colestase-linfedema é uma doença autossômica recessiva, que se apresenta com colestase neonatal e linfedema dos membros inferiores36, onde estudos linfocintilográficos demonstraram linfáticos hipoplásicos. O gene envolvido foi identificado no cromossomo 1537.

 

Perspectivas

Do ponto de vista estrutural, funcional e patogenético, o conhecimento amplo do sistema linfático é fundamental para compreender as diversas manifestações clínicas e perspectivas terapêuticas de suas disfunções38.

A identificação dos genes relacionados à linfangiogênese pode permitir o diagnóstico pré-natal do feto potencialmente acometido e o aconselhamento genético no caso da presença da doença entre familiares. É importante definir se a atividade desses genes ocorre somente durante o desenvolvimento embrionário dos linfáticos ou também na fase pós-natal.

A modificação dos genes através da engenharia genética ou a substituição do gene defeituoso por um fator trófico pode ser clinicamente útil18 na prevenção do desenvolvimento dos linfedemas congênitos e primários, ou ainda na reconstituição do tecido linfático normal, seja permitindo o desenvolvimento normal de linfáticos hipoplásicos, seja no bloqueio da hiperplasia linfática observada em algumas síndromes.

Talvez a aplicação mais próxima e fundamental da compreensão dos mecanismos da linfangiogênese seja a prevenção das metástases linfáticas, onde o bloqueio da linfangiogênese pode desempenhar papel central no tratamento oncológico.

 

Referências

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Correspondência:
Mauro Andrade
Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo
Rua Barata Ribeiro, 237/56
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Tel.: (11) 3129.4234
Email: mauroand@uol.com.br

Artigo submetido em 08.01.08, aceito em 15.05.08.

 

 

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