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Jornal Vascular Brasileiro

Print version ISSN 1677-5449On-line version ISSN 1677-7301

J. vasc. bras. vol.19  Porto Alegre  2020  Epub June 01, 2020

https://doi.org/10.1590/1677-5449.190121 

ARTIGO ORIGINAL

Compressões das veias renal e ilíaca comum esquerdas em tomografias computadorizadas: com que frequência são detectadas?

Adenauer Marinho de Oliveira Góes Junior1 
http://orcid.org/0000-0001-9345-9539

Rafaela de Souza Araújo2 
http://orcid.org/0000-0002-6923-6674

Ismari Perini Furlaneto2 

Waldonio de Brito Vieira3 

1Centro Universitário do Estado do Pará – CESUPA, Habilidades Cirúrgicas e Cirurgia Vascular, Belém, PA, Brasil.

2Centro Universitário do Estado do Pará – CESUPA, Curso de Medicina, Belém, PA, Brasil.

3Clínica DIA/Hospital Amazônia, Radiologia, Belém, PA, Brasil.


Resumo

Contexto

As síndromes de nutcracker e May-Thurner são raras e, apesar de muitas vezes subdiagnosticadas, podem causar sintomas limitantes de gravidade variável. Frequentemente são consideradas diagnóstico de exclusão e não há consenso na literatura quanto a prevalência, incidência e critérios diagnósticos.

Objetivos

Estimar a frequência da compressão das veias ilíaca comum e renal esquerdas em tomografias computadorizadas de abdome e pelve.

Métodos

Estudo descritivo, quantitativo e transversal. Para veia renal esquerda, foram considerados como critérios de compressão a relação diâmetro hilar/aortomesentérico > 4 e o ângulo aortomesentérico < 39° e, para veia ilíaca comum esquerda, o diâmetro < 4 mm.

Resultados

Foram analisadas tomografias computadorizadas de 95 pacientes; destes, 61% eram mulheres e 39% eram homens. A compressão da veia renal esquerda foi encontrada em 24,2% da amostra, com idade média de 48,8 anos, ocorrendo em 27,6% das mulheres e 18,9% dos homens (p = 0,3366). A compressão da veia ilíaca comum esquerda foi detectada em 15,7% da amostra, com idade média de 45,9 anos, ocorrendo em 24,10% das mulheres e 2,7% dos homens (p = 0,0024). Em 7,4% dos pacientes, ambas compressões venosas foram detectadas.

Conclusões

A compressão da veia renal esquerda ocorreu em mulheres e homens com frequência semelhante, enquanto a compressão da veia ilíaca comum esquerda foi mais frequente em mulheres. Ambas as compressões venosas foram mais frequentemente encontradas em pacientes com idade entre 41 e 50 anos.

Palavras-chave:  síndrome do quebra-nozes; síndrome de May-Thurner; tomografia computadorizada; veia ilíaca; compressão

Abstract

Background

The nutcracker and May-Thurner syndromes are rare and, although often underdiagnosed, they can cause limiting symptoms. They are frequently considered only after exclusion of other diagnoses and there is no consensus in the literature on prevalence, incidence, or diagnostic criteria.

Objectives

To estimate the frequency of compression of the left common iliac vein and left renal vein in CT scans of the abdomen and pelvis.

Methods

Descriptive, quantitative, cross-sectional study. The criteria used to define compression of the left renal vein were a hilar/aortomesenteric diameter ratio > 4 and aortomesenteric angle < 39° and the criterion for compression of the left common iliac vein was a diameter < 4mm.

Results

CT scans of 95 patients were analyzed; 61% were women and 39% were men. Left renal vein compression was observed in 24.2% of the sample, with a mean age of 48.8 years, occurring in 27.6% of the women and 18.9% of the men (p = 0.3366). Compression of the left common iliac vein was detected in 15.7% of the sample, with a mean age of 45.9 years, occurring in 24.1% of the women and 2.7% of the men (p = 0.0024). Both veins were compressed in 7.4% of the patients.

Conclusions

Left renal vein compression was detected in women and men at similar frequencies, whereas left common iliac vein compression was more frequent in women. Both venous compressions were most frequently found in patients aged 41 to 50 years.

Keywords:  nutcracker syndrome; May-Thurner syndrome; computed tomography; iliac vein; compression

INTRODUÇÃO

A síndrome do nutcracker (quebra-nozes, em português) é considerada rara. Ela corresponde ao conjunto de sinais e sintomas ocasionados pela compressão da veia renal esquerda (VRE) por uma redução do ângulo entre a aorta abdominal e a artéria mesentérica superior1,2. Uma variante menos frequente ocorre na presença de uma VRE retroaórtica, comprimida entre a aorta e o corpo vertebral (síndrome do nutcracker posterior)3,4. A síndrome foi descrita primeiramente por Schepper5 em 1972 e tem como achados clínicos mais comuns hematúria, dor pélvica, varizes pélvicas e proteinúria ortostática6,7. Pode evoluir com dor pélvica crônica, infertilidade e insuficiência renal8,9. A compressão venosa radiologicamente detectada, porém não associada a sintomas, é denominada fenômeno do nutcracker.

Para o diagnóstico radiológico, a tomografia computadorizada (TC) com contraste endovenoso é frequentemente utilizada por ser um exame não invasivo, relativamente barato e amplamente disponível. Na TC, podem ser medidos o ângulo aortomesentérico no plano sagital e a relação entre os diâmetros hilar e aortomesentérico da VRE no plano axial10,11. Um ângulo aortomesentérico < 39°12,13 e uma medida da relação diâmetro hilar/aortomesentérico > 4 são considerados critérios diagnósticos para a compressão da VRE6,14.

Outra situação anatômica que promove uma compressão venosa é a compressão da veia ilíaca comum esquerda (VICE) pela artéria ilíaca comum direita contra o promontório, que foi primeiramente descrita por Virchow15 em 1857 e posteriormente caracterizada como uma “síndrome”, detalhada em um estudo publicado por May e Thurner16 em 1958. Os principais achados clínicos são trombose venosa profunda iliofemoral, dor, varizes, edema, eczema venoso e úlceras de estase venosa no membro inferior esquerdo8-10. A TC tem alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico dessa síndrome8.

A síndrome de May-Thurner é classicamente descrita como mais prevalente em mulheres entre a terceira e quarta décadas de vida e pode estar associada a até 49% dos casos de trombose venosa profunda (TVP) no membro inferior esquerdo4,15,17. Nos estudos pioneiros de May e Thurner16, foi encontrada uma prevalência desta compressão venosa em 22% dos 430 cadáveres estudados.

Já a prevalência da síndrome do nutcracker permanece discutível devido à heterogeneidade de critérios diagnósticos e grande variedade de sintomas. Alguns estudos demonstram igual prevalência entre os sexos, ocorrendo principalmente em jovens e em pessoas com baixo índice de massa corporal10,12.

Os objetivos da pesquisa foram estimar a frequência da compressão das veias renal e ilíaca comum esquerdas em pacientes que realizaram TC de abdome e pelve; avaliar se a detecção da compressão destas veias é mais frequente em determinado sexo ou faixa etária; avaliar os diâmetros das respectivas veias em pacientes portadores e não portadores dos critérios de compressão e determinar qual dos critérios radiológicos para a compressão da VRE é mais frequentemente encontrado.

MÉTODOS

Foi realizado um estudo descritivo quantitativo do tipo transversal, avaliando a prevalência da compressão da VRE (fenômeno do nutcracker) e da VICE em TC de abdome e pelve realizadas entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018. A amostra foi de conveniência, obtida a partir de todos os exames disponibilizados por um serviço de radiologia parceiro da instituição de ensino correspondentes ao período do estudo após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. As tomografias computadorizadas com contraste endovenoso foram realizadas em tomógrafo GE Healthcare de 16 canais, com matriz de resolução de 512 × 512 e espessura de corte de 1,25 mm.

Os critérios de inclusão compreenderam as tomografias com contraste endovenoso de pacientes de ambos os sexos e idade mínima de 18 anos. Já os critérios de exclusão incluíram achados tomográficos suspeitos de malignidade que pudessem contribuir para a compressão venosa, malformações venosas renais e pélvicas e presença de stents em VICE e VRE.

Com auxílio do software RadiAnt DICOM viewer 4.6.9, foi calculada a relação entre o diâmetro da VRE ao nível hilar e ao nível do ângulo aortomesentérico em cortes axiais e foi medido o ângulo aortomesentérico nos cortes sagitais. Para a VICE, foi realizada medida no ponto de menor diâmetro entre a artéria ilíaca comum direita e o corpo vertebral adjacente.

Os critérios adotados para compressão da VRE foram os seguintes: relação diâmetro hilar/aortomesentérico > 4 e ângulo aortomesentérico < 39°. Para compressão da VICE, foi considerado como critério o diâmetro < 4 mm.

A normalidade das distribuições foi verificada pelo teste D’Agostino-Pearson, sendo utilizados o teste t de Student para amostras independentes (distribuições paramétricas), o teste de Mann-Whitney, o teste do qui-quadrado de aderência ou o teste G para amostras independentes (distribuições não paramétricas). Todos os testes foram executados com o auxílio do programa BioEstat 5.4, e considerou-se o valor de p ≤ 0,05 para significância estatística. A pesquisa foi aprovada pelo comitê institucional de ética em pesquisa sob o protocolo 2.683.725.

RESULTADOS

Foram analisadas 95 tomografias computadorizadas de abdome e pelve, sendo que dois pacientes foram excluídos da análise do ângulo aortomesentérico por apresentarem VRE retroaórtica. A média de idade dos pacientes foi 53,70 anos ± 14,90 anos, variando entre 21 e 83 anos; em relação à faixa etária, a maioria dos pacientes possuía 61 anos ou mais (p = 0,0002; Tabela 1). Embora as pacientes do sexo feminino tenham predominado na amostra (p = 0,0312; Tabela 1), não houve diferença estatisticamente significativa entre a proporção de homens e mulheres dentro de cada faixa etária estudada (p = 0,5295; dados não mostrados).

Tabela 1 Distribuição dos pacientes segundo o sexo e a faixa etária. 

Variável n % p-valor*
Sexo
Masculino 37 39,00 0,0312
Feminino 58 61,00
Faixa etária (anos)
21-30 08 8,40 0,0002
31-40 11 11,60
41-50 18 18,90
51-60 25 26,30
≥ 61 33 34,80

*Qui-quadrado de aderência;

Estatisticamente significativo;

n: número de pacientes.

A Tabela 2 apresenta os diâmetros médios da VRE na porção hilar e ao nível do ângulo aortomesentérico, os valores médios da relação diâmetro hilar/aortomesentérico, as medidas do ângulo aortomesentérico e os diâmetros da VICE no ponto de maior compressão. No que se refere à compressão da VRE, observou-se ângulo aortomesentérico < 39° em 22 de 93 pacientes (23,70%) e relação diâmetro hilar/aortomesentérico > 4 em 2 de 95 (2,10%) pacientes. Um de 95 (1,10%) pacientes possuía os dois critérios positivos, totalizando 23 de 95 (24,2%) pacientes com um ou mais critérios que definem o fenômeno do nutcracker. A compressão da VICE (diâmetro < 4 mm) foi identificada em 15 de 95 (15,80%) pacientes. Em 7 de 95 (7,4%) pacientes, foram detectados um ou mais critérios tomográficos para compressão da VRE e da VICE simultaneamente.

Tabela 2 Diâmetros das veias renal esquerda e ilíaca comum esquerda, relação entre os diâmetros da veia renal esquerda no segmento hilar e na topografia do ângulo aortomesentérico, medidas do ângulo aortomesentérico. 

Variável Média ± desvio padrão Mínimo-máximo
Diâmetro hilar da VRE (mm) 8,37±1,94 3,25-13,40
Diâmetro aortomesentérico da VRE (mm) 6,63±2,58 1,18-16,10
Relação diâmetro hilar/aortomesentérico 1,53±0,93 0,51-6,66
Ângulo aortomesentérico (graus) 61,12±24,53 17,60-124,70
Diâmetro VICE (mm) 7,74±3,89 1,31-22,80

mm = milímetros; VRE = veia renal esquerda; VICE = veia ilíaca comum esquerda.

A Tabela 3 apresenta a comparação da relação diâmetro hilar/aortomesentérico e do ângulo aortomesentérico em pacientes com e sem compressão da VRE. Nota-se relação diâmetro hilar/aortomesentérico significativamente menor entre os pacientes com compressão da VRE (p < 0,0001) e ângulo aortomesentérico significativamente maior entre os pacientes sem essa compressão (p < 0,0001).

Tabela 3 Comparação da relação diâmetro hilar/aortomesentérico e do ângulo aortomesentérico em pacientes com e sem compressão da veia renal esquerda.  

Variável Compressão da veia renal esquerda p-valor
Presente Ausente
Relação diâmetro hilar/aortomesentérico n = 23 n = 72
Média ± desvio padrão 2,53±1,29 1,21±0,42 < 0,0001
Mínimo-máximo 0,69-6,66 0,51-2,51
IC95% 1,97-3,09 1,11-1,30
Ângulo aortomesentérico (graus) n = 23 n = 70a < 0,0001
Média ± desvio padrão 32,71±15,43 70,45±19,21
Mínimo-máximo 17,60-97,70 41,00-83,70
IC95% 26,03-39,38 65,87-75,03

Teste de Mann-Whitney.

Estatisticamente significativo;

n: número de pacientes;

an = 2 pacientes excluídos dessa comparação por possuírem VRE (veia renal esquerda) retroaórtica; IC95% = intervalo de confiança de 95%.

No que diz respeito à presença da compressão da VRE relacionada ao gênero, não foi observada diferença estatisticamente significante (p = 0,3666; Tabela 4). A média de idade entre os portadores e não portadores da compressão, no entanto, foi semelhante (p = 0,0666; Tabela 5).

Tabela 4 Distribuição dos pacientes de acordo com o sexo e a presença das compressões venosas investigadas. 

Variável Sexo p-valor
Feminino n; % Masculino n; %
Compressão da VRE
Presença 16; 27,60 07;18,90 0,3366
Ausência 42; 72,40 30; 81,10
Compressão da VICE
Presença 14; 24,10 01; 2,70 0,0024
Ausência 44; 75,90 36; 97,30
Ambas as compressões
Presença 06; 10,30 01; 2,70 -

Teste G de independência. n: número de pacientes.

Estatisticamente significativo; VRE = veia renal esquerda; VICE = veia ilíaca comum esquerda.

Tabela 5 Valores médio, mínimo e máximo e desvio padrão da idade de acordo com a presença das compressões investigadas. 

Variável Idade (anos) Mínimo-máximo p-valor
Média ± desvio padrão
Compressão da VRE
Presença 48,80±17,90 21-83 0,0666
Ausência 55,30±13,50 24-82
Compressão da VICE
Presença 45,90±15,20 24-77 0,0248
Ausência 55,20±14,40 21-83
Ambas as compressões
Presença 51,60±16,50 26-77 0,6924
Ausência 53,90±14,80 21-83

Teste t de Student.

Estatisticamente significativo; VRE = veia renal esquerda; VICE = veia ilíaca comum esquerda.

Na Tabela 6, é possível verificar que o diâmetro da VICE é significativamente menor em pacientes classificados como portadores da compressão dessa veia (p < 0,0001). A compressão da VICE foi detectada com frequência significativamente maior em mulheres (p = 0,0024), e a média de idade dos pacientes que apresentaram esse fenômeno foi significativamente menor quando comparada com a idade média dos que não o manifestaram (p = 0,0248; Tabelas 4 e 5).

Tabela 6 Comparação do diâmetro da veia ilíaca comum esquerda em pacientes com e sem compressão da veia ilíaca comum esquerda. 

Variável Compressão da veia ilíaca comum esquerda p-valor*
Presença Ausência
Diâmetro da veia ilíaca comum esquerda (mm) n = 15 n = 80
Média ± desvio padrão 2,69±0,76 8,69±3,48 < 0.0001
Mínimo-máximo 1,31-3,90 4,43-22,80
IC95% 2,26-3,10 7,92-9,46

*Teste de Mann-Whitney;

n: número de pacientes;

Estatisticamente significativo; IC95% = intervalo de confiança de 95%; mm = milímetros.

DISCUSSÃO

Neste estudo, embora a identificação radiológica de tais fenômenos compressivos tenha sido pesquisada, não foi possível estabelecer correlações clínicas, já que apenas o acesso às imagens de tomografia estava disponível Entre as 95 tomografias analisadas, 58 eram de mulheres (61%) e 37 eram de homens (39%). Essa proporção entre os sexos é semelhante à encontrada em diversos estudos envolvendo tomografias computadorizadas sobre o mesmo assunto, como o de Zhong et al.18, cuja amostra foi composta 75% por mulheres e 25% por homens, e de Narayan et al.19, com composição amostral de 59% de mulheres e 41% de homens. Segundo estudo de Levorato et al.20, esse padrão pode dever-se à maior procura dos serviços de saúde por pacientes do gênero feminino.

Com respeito à síndrome do nutcracker, durante a revisão de literatura observou-se grande divergência quanto aos pontos de corte adotados para o ângulo aortomesentérico, havendo estudos que consideraram desde 25 até 45°4,7,8,12,13,21,22 e relação diâmetro hilar/aortomesentérico variando entre > 4 e > 4,96,7,12-14,21. Nesta pesquisa, foram considerados para a presença da compressão da VRE os critérios de relação hilar/aortomesentérica > 4 e ângulo aortomesentérico < 39°.

Alguns estudos descrevem que a compressão da VRE é mais frequente em mulheres jovens entre a segunda e quarta décadas de vida3,4,8,9,23. Porém, outros estudos sugerem não haver diferença estatisticamente significativa na distribuição entre os sexos, tanto na síndrome quanto no fenômeno do nutcracker11,12,18,21,22,24,25. Nosso estudo não demonstrou diferença estatisticamente significativa de ocorrência entre os sexos. Yun et al.21 demonstrou que a compressão venosa estava presente em 37,5% dos pacientes; já no estudo de Poyraz et al.11, a prevalência descrita foi de 10,4%. Essa divergência pode ser devida à falta de uniformidade nos pontos de corte entre os autores. Em nosso estudo, foi encontrada uma frequência de 24,2%.

No estudo de Yun et al.21, a média de idade encontrada para pacientes com compressão da VRE foi de 36,8 ± 14,3 anos e, no de Kim et al.13, a média foi de 23,9 ± 4,6 anos. A média de idade que encontramos para pacientes portadores de compressão da VRE foi de 48,8 anos.

O ângulo aortomesentérico médio encontrado no estudo de Yun et al.21 foi de 20° em pacientes com a síndrome do nutcracker e de 25° em pacientes assintomáticos, enquanto Zhong et al.18 detectou ângulo de 32,3° ± 7,6° em pacientes com a síndrome do nutcracker. Em nosso estudo, o ângulo aortomesentérico médio nos portadores de compressão foi 27,3°, aproximando-se dos resultados visualizados na literatura.

Encontramos relação do diâmetro hilar/aortomesentérico > 4 em apenas 2 pacientes; já o ângulo aortomesentérico < 39° foi detectado em 22 dos 93 pacientes submetidos a esta análise, sugerindo uma maior sensibilidade desse critério. Como o critério da relação diâmetro hilar/aortomesentérico é encontrado com frequência menor, este pode ser mais específico e, portanto, mais valorizado quando detectado em pacientes com clínica compatível com a síndrome. Essa grande diferença da frequência entre os dois critérios pode ter ocorrido por termos padronizado um ângulo aortomesentérico < 39° para compressão da VRE. Caso houvéssemos adotado ângulos menores, como outros autores, essa disparidade poderia ter sido menor; no entanto, o valor a ser adotado diverge amplamente na literatura4,7,8,12,13,21,22 e é um dos pontos ainda sem consenso acerca deste tema.

Zhong et al.18 obtiveram uma média de relação do diâmetro hilar/aortomesentérico de 3,4; já Kim et al.13 descrevem que a média do diâmetro da relação hilar/aortomesentérica em sua pesquisa foi de 5 ± 1,7, ambos os estudos em pacientes sintomáticos para a síndrome do nutcracker. Em nosso estudo, a média da relação diâmetro hilar/aortomesentérico nos pacientes considerados portadores de compressão (por apresentarem ângulo aortomesentérico < 39°) foi de 2,1.

Essa discordância pode ser atribuída ao fato de que os pacientes dos estudos supracitados possuíam o diagnóstico da síndrome do nutcracker, enquanto os pacientes do nosso estudo foram avaliados apenas por achados radiológicos incidentais de compressão. Não foram encontrados estudos que comparassem a relação diâmetro hilar/aortomesentérico em indivíduos com e sem sintomas.

Detectamos em um dos pacientes a compressão da VRE, porém sem estreitamento do ângulo aortomesentérico, como é classicamente relatado (paciente cuja tomografia é apresentada na Figura 1). Esse achado pode ocorrer pela interposição duodenal, descrita como uma causa de compressão da VRE com um ângulo aortomesentérico normal14.

Figura 1 Tomografia computadorizada com contraste endovenoso (paciente n 67). (A) Diâmetro da veia renal esquerda no hilo renal; (B) Diâmetro da veia renal esquerda na topografia do ângulo aortomesentérico; (C) Aferição do ângulo aortomesentérico em corte sagital. 

Foi detectada, em dois pacientes, uma variação anatômica da VRE retroaórtica, como mostra a Figura 2. Essa variação permite a avaliação da compressão apenas estabelecendo-se a relação entre o diâmetro hilar e o diâmetro da veia no ponto máximo de compressão entre a aorta e a vértebra adjacente, visto que a VRE desses pacientes não tem seu trajeto entre o ângulo aortomesentérico6. Esses pacientes foram excluídos dos cálculos envolvendo o ângulo aortomesentérico, porém, devido ao mecanismo hemodinâmico semelhante, foram avaliados segundo o mesmo ponto de corte aplicado para avaliação da relação diâmetro hilar/aortomesentérico nos demais pacientes.

Figura 2 Tomografia computadorizada com contraste endovenoso (paciente n 54). (A) Diâmetro da veia renal esquerda no hilo renal; (B) Diâmetro da veia renal esquerda na topografia retroaórtica. 

Encontramos o valor para a relação do diâmetro hilar/aortomesentérico > 4 em apenas dois pacientes. Apenas um paciente possuía os dois critérios positivos, como demonstrado na Figura 3.

Figura 3 Tomografia computadorizada com contraste endovenoso (paciente n 71). (A) Diâmetro da veia renal esquerda no hilo renal; (B) Diâmetro da veia renal esquerda na topografia do ângulo aortomesentérico; (C) Aferição do ângulo aortomesentérico em corte sagital. 

A síndrome de May-Thurner se refere à compressão da VICE entre a artéria ilíaca comum direita e a vértebra lombar adjacente26-28, provocando sinais e sintomas compressivos, como dor e edema em membro inferior esquerdo, dor pélvica, entre outros3,8,29-34.

Estudos mostram que a prevalência desse fenômeno compressivo varia entre 22 e 32% e é mais frequente em indivíduos do sexo feminino na faixa etária entre 20 e 44 anos3,8,27,29,31-34. Em nossa pesquisa, esse fenômeno compressivo foi detectado em apenas 15,8% da amostra; porém, em consonância com a literatura, a compressão da VICE foi significativamente mais frequente em mulheres do que em homens, e a idade dos que possuem a compressão foi significativamente menor em relação aos que não possuem, sendo, em média, de 45,9 anos.

Outras pesquisas descrevem que a média do diâmetro da VICE em pacientes sem compressão varia entre 7,5 mm e 13,1 mm, e a média em pacientes com TVP associada à síndrome de May-Thurner varia de 2,5 mm a 3,7 mm30,32,35,36. É descrito ainda que um diâmetro da VICE < 4 mm equivale a aproximadamente 70% de compressão do lúmen venoso, relacionando-se fortemente com a ocorrência de TVP e outros sintomas da síndrome31,33,35,36. Em nosso estudo, a média do diâmetro da VICE em pacientes sem compressão foi de 7,9 mm e dos pacientes com compressão foi de 2,6 mm, estando de acordo com os estudos mencionados. A Figura 4 mostra a comparação entre pacientes com e sem compressão da VICE. Para definição da incidência e prevalência das síndromes, obtendo maior precisão no diagnóstico e auxiliando na decisão terapêutica, será necessário que, em futuras pesquisas, se realize a correlação entre os achados radiológicos e o quadro clínico dos pacientes, uma limitação associada ao caráter retrospectivo da pesquisa atual.

Figura 4 Tomografia computadorizada com contraste endovenoso demonstrando aferição do diâmetro da veia ilíaca comum esquerda entre a artéria ilíaca comum direita e a coluna vertebral. (A) Diâmetro da veia ilíaca comum esquerda em paciente sem compressão venosa (paciente n 10); (B) Diâmetro da veia ilíaca comum esquerda em paciente com compressão venosa (paciente n 24). 

CONCLUSÕES

A prevalência do fenômeno do nutcracker foi de 24,2% e da compressão da VICE de 15,8% pelos critérios radiológicos adotados neste estudo. A ocorrência da compressão da VRE não foi estatisticamente diferente entre homens e mulheres e foi mais prevalente em indivíduos com idade média de 48,8 anos, enquanto a compressão da VICE foi mais frequente em mulheres de aproximadamente 45,9 anos.

O diâmetro médio da veia VICE, em portadores de compressão, foi de 2,67 mm e de 7,9 mm nos pacientes sem compressão. Em pacientes com critérios radiológicos de compressão da VRE, os valores médios foram 32,8° para o ângulo aortomesentérico e 2,5 para relação diâmetro hilar/aortomesentérico. Já em pacientes sem os critérios, os valores médios foram de 72,7° para o ângulo aortomesentérico e 1,2 para a relação diâmetro hilar/aortomesentérico. Entre estes critérios de compressão, o relacionado à medida do ângulo aortomesentérico foi o mais frequentemente detectado.

Como citar: Góes Junior AMO, Araújo RS, Furlaneto IP, Vieira WB. Compressões das veias renal e ilíaca comum esquerdas em tomografias computadorizadas: com que frequência são detectadas? J Vasc Bras. 2020;19:e20190121. https://doi.org/10.1590/1677-5449.190121

Fonte de financiamento: Nenhuma.

O estudo foi realizado na Clínica DIA/Hospital Amazônia e no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Belém, PA, Brasil.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 13 de Setembro de 2019; Aceito: 31 de Março de 2020

Conflito de interesse: Os autores declararam não haver conflitos de interesse que precisam ser informados.

Correspondência Adenauer Marinho de Oliveira Góes Junior Centro Universitário do Estado do Pará – CESUPA, Habilidades Cirúrgicas e Cirurgia Vascular Tv. Domingos Marreiros, 307/802 - Umarizal CEP 66055-210 - Belém (PA), Brasil Tel.: (91) 98127-9656 E-mail: adenauerjunior@gmail.com

Informações sobre os autores AMOGJ - Médico; Cirurgião vascular; Titular, Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV); Certificado de área de atuação em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular; Doutor, Programa de Pós-graduação em Ciências Cirúrgicas Interdisciplinares, UNIFESP-EPM; Professor de Cirurgia, Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA). RSA - Acadêmica de Medicina, Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA). IPF - Doutora, Programa de Biologia Parasitária na Amazônia (UEPA/IEC); Professora de Bioestatística, Programa de Mestrado Profissional em Ensino em Saúde-Educação Médica, Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA). WBV - Médico radiologista, Clínica DIA/Hospital Amazônia.

Contribuições dos autores Concepção e desenho do estudo: AMOGJ Análise e interpretação dos dados: AMOGJ, IPF, WBV, RSA Coleta de dados: AMOGJ, RSA, WBV Redação do artigo: AMOGJ, RSA Revisão crítica do texto: AMOGJ Aprovação final do artigo*: AMOGJ, RSA, IPF, WBV Análise estatística: IPF Responsabilidade geral pelo estudo: AMOGJ *Todos os autores leram e aprovaram a versão final submetida ao J Vasc Bras.

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