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Revista de Odontologia da UNESP

versão On-line ISSN 1807-2577

Rev. odontol. UNESP vol.42 no.3 Araraquara maio/jun. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1807-25772013000300004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de dentes supranumerários em pacientes atendidos no Hospital Universitário da UFPI: um estudo retrospectivo de cinco anos

 

Prevalence of supernumerary teeth in patients attended at the University Hospital of UFPI: a retrospective study of five years

 

 

Walter Leal de MouraI; Julio Cesar de Paulo CravinhosI; Carmem Dolores Vilarinho Soares de MouraII; Simei André da Silva Rodrigues FreireI; Andonny Maria Oliveira MonteiroI; Silas Dione Alves PinheiroI; Wélder Francisco Borges RodriguesI

ICurso de Odontologia, Departamento de Patologia e Clínica Odontológica, UFPI - Universidade Federal do Piauí, 64049-550 Teresina - PI, Brasil
IICurso de Odontologia, Departamento de Odontologia Restauradora, UFPI - Universidade Federal do Piauí, 64049-550 Teresina - PI, Brasil

Autor para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: Variações no desenvolvimento dentário podem implicar em alterações no número de dentes, como, por exemplo, a hiperdontia, que é caracterizada pela formação de dentes em excesso, que são chamados de supranumerários. Sua ocorrência está frequentemente associada a patologias e interferências na erupção dos dentes permanentes, que podem comprometer a estética e a oclusão. Portanto, é importante descrever seu perfil epidemiológico.
OBJETIVO:Este estudo objetivou analisar dados epidemiológicos, em prontuários, avaliando a prevalência dos dentes supranumerários.
MATERIAL E MÉTODO: A amostra constituiu-se de 1511 prontuários de pacientes atendidos no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, entre janeiro de 2006 e janeiro de 2011, observando-se a prevalência dos dentes supranumerários segundo número de pacientes, gênero, faixa etária, cor da pele, localização, posição no arco dentário, tipo e tratamento.
RESULTADO: A prevalência dos dentes supranumerários foi de 1,99%, ocorrendo em pacientes de cor parda (78,57%), com dentição permanente (86,96%), do gênero masculino (53,33%), localizados em região posterior de maxila (35%) e mandíbula (35%), e do tipo paramolar (38,10%). A maioria das cirurgias foi realizada por indicação ortodôntica (62,96% dos casos).
CONCLUSÃO: De acordo com os resultados, a presença de dentes supranumerários foi um achado incomum com predominância pela maxila, sendo o tipo paramolar o mais frequente. Todos os casos foram tratados por remoção cirúrgica, sendo a maioria por indicação ortodôntica.

Descritores: Dente supranumerário; prevalência; epidemiologia.


ABSTRACT

INTRODUCTION: Variations in tooth development may result in changes in the number of teeth, for example, hyperdontia, which is characterized by the formation of teeth in excess, that is called supernumerary. Its occurrence is frequently associated to pathologies and interferences in the eruption of permanent teeth which can implicate the esthetics and occlusion. So, it is important to describe its epidemiological profile.
OBJECTIVE: This study aimed to analyze epidemiological data in medical records, assessing the prevalence of supernumerary teeth.
MATERIAL AND METHOD:The sample consisted in 1511 records of patients treated at the Hospital of Federal University of Piauí, between January 2006 and January 2011, noting the prevalence of supernumerary teeth in number of patients, gender, age, ethnicity, location, position in the dental arch, type and treatment.
RESULT: The prevalence of supernumerary teeth was 1.99%, occurring in patients of mixed ethnicity (78.57%), with permanent dentition (86,96%), male (53.33%), located in the posterior maxilla (35%) and mandible (35%), and the paramolar type (38,10%). The majority of the surgeries were performed by indication orthodontic (62.96% of cases).
CONCLUSION: According to the results, the presence of supernumerary teeth was an uncommon finding with predominance for the maxilla and the paramolar type the most common. All patients were treated by surgical removal and the majority by orthodontic indication.

Descriptors: Supernumerary tooth; prevalence; epidemiology.


 

 

INTRODUÇÃO

A fundamentação dos estudos de fisiologia, patologia, diagnóstico físico e cirúrgico advém basicamente do entendimento sobre crescimento e desenvolvimento1. Desta forma, o desenvolvimento dentário compreende uma série de interações sequenciais e recíprocas entre células do epitélio odontogênico e células mesenquimais, em determinados padrões de espaço e de tempo, que resultam em diferenciações celulares2.

Anomalias dentárias podem ser decorrentes de fatores locais e sistêmicos, que causam distúrbios no desenvolvimento3 e resultam em anormalidades estruturais do esmalte e/ou dentina, como anormalidades de forma, tamanho e número4. A hiperdontia é um termo que se refere ao desenvolvimento de dentes supranumerários, os quais são descritos como dentes em excesso3, ou seja, além da quantidade fisiológica de dentes que constituem as arcadas dentárias. Neste sentido, os dentes supranumerários são considerados uma anomalia de desenvolvimento, que pode ter diversos fatores etiológicos5.

Diversas teorias têm sido propostas para explicar o surgimento destes dentes; uma delas sugere que eles surgem como resultado de uma hiperatividade da lâmina dentária, já outra sugere que eles surgem de uma dicotomia do broto dentário6, também se sabendo que a hereditariedade desempenha um importante papel7. Entretanto, a etiologia dos dentes supranumerários ainda precisa ser bem esclarecida e acredita-se que a mesma possa estar relacionada a um processo multifatorial complexo, inclusive com uma combinação de fatores genéticos8.

A ocorrência de dentes supranumerários varia entre 0,3% e 3,8% em diferentes populações, e parece estar aumentando, sendo que cerca de 90% a 98% ocorrem na maxila, mais comumente na região anterior6.

As complicações associadas com supranumerários são retardos na erupção, impacção, diastema, lesões císticas, erupção ectópica, reabsorção radicular dos dentes adjacentes6, apinhamento dental, inflamação gengival, abscesso periodontal9, deslocamento, rotação e necrose pulpar10.

Existem duas nuances no tratamento de dentes supranumerários, ou seja, a remoção precoce pode prevenir futuras complicações, o que não impede de prejudicar o desenvolvimento do dente permanente. Nesta perspectiva, adverte-se que a extração seja realizada cuidadosamente, evitando danos aos dentes permanentes adjacentes, que podem causar distúrbios de erupção, como a anquilose. É possível também mantê-los em observação, sem extração, quando a erupção dos dentes relacionados for satisfatória, sem patologia associada e não causar interferência funcional e estética11.

As populações se distinguem pelas características sociais, econômicas e culturais, que determinam ou condicionam as manifestações e os efeitos de um fenômeno. Deste modo, estudos de prevalência são importantes para avaliar como um determinado fenômeno afeta uma comunidade e, assim, promover o conhecimento que permite organizar as condutas necessárias para seu manejo. Portanto, investigar a prevalência de dentes supranumerários em uma população pode demonstrar como estes dentes se apresentam e explanar as necessidades de cuidados específicos.

Este trabalho teve o objetivo de avaliar a prevalência de dentes supranumerários por meio de uma abordagem retrospectiva, analisando prontuários de pacientes atendidos entre janeiro de 2006 e janeiro de 2011, no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), observando-se as características dos pacientes acometidos e a apresentação dos dentes supranumerários.

 

MATERIAL E MÉTODO

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFPI (CAAE: 0153.0.045.000-1), de acordo com a Resolução nº 196/96. Realizou-se um estudo retrospectivo e descritivo dos casos de pacientes com dentes supranumerários, por meio da análise de prontuário e da avaliação dos dados. Mediante autorização prévia para o manuseio, todos os prontuários do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística do HU-UFPI foram analisados em busca de prontuários de pacientes com dentes supranumerários atendidos no referido hospital no período de janeiro de 2006 a janeiro de 2011, observando e registrando os dados referentes aos seguintes aspectos: 1) Identificação do paciente: idade, gênero, cor da pele (branca, parda ou negra); 2) Identificação dos dentes supranumerários: tipo (mesiodente, paramolar e distomolar), relação de acometimento (maxila/mandíbula), região do arco dentário (anterior ou posterior) e indicação de cirurgia (por achado radiográfico, por indicação ortodôntica). Os dados dos pacientes foram inseridos em planilhas do Microsoft Excel 2007 para análise percentual simples.

 

RESULTADO

Nos 1511 prontuários analisados, foram encontrados 30 casos de dentes supranumerários, o que representa uma prevalência na população estudada de 1,99%. Com relação à cor da pele, a Figura 1 mostra que a maioria dos pacientes com dentes supranumerários declarou-se pardo (78,57%) e os indivíduos brancos, a minoria (21,43%). Não houve casos de pacientes negros (0%).

 

 

Verificou-se que os indivíduos com idade entre 11 e 30 anos foram mais acometidos com a hiperdontia (69,47%) e que a soma das porcentagens dos indivíduos com outras idades não representou um valor expressivo (Figura 2). Os pacientes mais atingidos pertenciam ao gênero masculino (53,33%). A Tabela 1 mostra que a maioria dos casos ocorreu na maxila (60%); já em relação à distribuição e à localização, as áreas mais afetadas foram a região posterior da maxila (35%) e a região posterior da mandíbula (35%). Quanto ao tipo, observou-se maior prevalência do tipo paramolar (38,10%), como demonstra a Figura 3.

 

 

 

 

 

 

Todos os pacientes com dentes supranumerários atendidos foram tratados cirurgicamente, sendo 62,96% por indicação ortodôntica.

 

DISCUSSÃO

As diferentes taxas de prevalência nas diferentes populações parece ser um fator intrigante, a partir do qual se pode ajuizar o motivo de tantas teorias para explicar a patogênese dos dentes supranumerários. Parece ser importante investigar a razão pela qual o gênero masculino é mais afetado12, assim como os pacientes com síndromes genéticas e/ou de desenvolvimento, como displasia cleidocraniana, Síndrome de Gardner e fissura de lábio e palato7, ou ainda alguns grupos étnicos4. Os conhecimentos genéticos e moleculares auxiliam no entendimento do estudo sobre os dentes supranumerários, ao passo que o componente genético pode ter importância na etiologia destes dentes. Apesar de os estudos dos mecanismos moleculares de morfogênese e controle genético da sucessão dentária terem avançado, bem como os mecanismos de formação dos dentes supranumerários, os estudos e os modelos atuais que tentam explicar a formação destes dentes ainda deixam muitas questões sem respostas10.

A prevalência de hiperdontia tem sido relatada entre 0,1 e 3,8% na dentição permanente, e de 0,3 a 0,8% na dentição decídua13. Supõe-se que isto acontece por conta da presença de espaço para acomodar estes dentes, permitindo um alinhamento e até uma erupção razoável dos dentes, o que leva os pais a não detectarem este problema; além disso, muitas crianças têm sua primeira consulta odontológica já com a dentição permanente.12 Por isso, é importante incentivar os pais a levar as crianças ao dentista periodicamente e ressaltar a necessidade de um exame detalhado4, visto que cerca de 75% dos pacientes afetados apresentam dentes supranumerários impactados e assintomáticos14; na maioria das vezes, os casos são diagnosticados durante exames radiográficos de rotina11,14.

Observou-se, no presente estudo, que a dentição decídua foi menos afetada que a permanente pelos dentes supranumerários. Com o intuito de reforçar o manejo especial de que necessitam as crianças, ressalta-se que, embora a prevalência destes dentes seja menor nesta parcela da população, a sua necessidade de cuidado faz necessário um diagnóstico precoce, pois esta baixa prevalência tem mais a ver com as características individuais, especificamente anatômicas e culturais, pois pode estar associada à falta das consultas periódicas.

A prevalência na população estudada foi de 1,99%. Neste sentido, este resultado está em conformidade com a literatura mundial. Entretanto, parece ser razoável considerar que a população estudada é formada por indivíduos que procuram tratamento num centro de referência, ajuizando-se, desta forma, que pode não representar fielmente a prevalência na população geral; tal quadro também parece ser a explicação para que a indicação, em sua maioria, fosse por motivo ortodôntico (62,96%).

Os resultados desta investigação revelaram que os supranumerários afetaram homens e mulheres numa proporção de 1:1, podendo ser esta uma característica peculiar da população estudada. Este resultado foi diferente da proporção masculino/feminino esperada de 2:1, como apontam alguns estudos12. Embora o fator hereditário não explique completamente a etiologia destes dentes, a transmissão pode estar associada ao cromossomo X, ou seja, ao sexo, mas também pode ser autossômica recessiva ou autossômica dominante com penetrância incompleta, o que explica parcialmente porque os parentes de pessoas com dentes supranumerários são mais afetados do que a população geral10.

No que se refere à cor da pele, a maioria dos pacientes afetados declarou ser pardo (78,57%). Trabalhos de diferentes nacionalidades mostram que a prevalência ora revela-se alta, ora revela-se baixa, sendo possível que características raciais podem estar associadas; dessa forma, a interpretação deve estar fundamentada na metodologia empregada nestes estudos4.

Os dentes supranumerários podem ocorrer em qualquer região da cavidade oral11, podendo ser localizados uni ou bilateralmente, tanto na maxila como na mandíbula, erupcionados ou impactados, e sua manifestação, numericamente, pode ser apenas de um ou de vários dentes8. Eles são classificados, segundo a forma, como suplementares, que são semelhantes a um dente normal, ou rudimentares, com formato cônico ou de tubérculo; podem, ainda, ser classificados quanto à localização, como mesiodente, paramolar e distomolar6.

A maioria dos casos de dentes supranumerários ocorreu na região posterior da maxila (35%) e mandíbula (35%), não demostrando predileção para a região anterior da maxila. Portanto, diferentemente do que tem sido relatado na literatura6, a maxila foi mais afetada (60%) do que a mandíbula, sendo o tipo paramolar o mais prevalente (38,10%).

Outra pesquisa revelou resultados divergentes do que tem sido citado classicamente na literatura. O gênero feminino foi o mais afetado, sem predominância significativa entre maxila e mandíbula, e com maior frequência na região de pré-molares15. Demonstra-se, deste modo, a importância dos estudos de prevalência, visto que dentes supranumerários afetam diferentemente populações distintas.

Deste estudo, todos os pacientes com dentes supranumerários tiveram tratamento cirúrgico, sendo 62,96% por indicação ortodôntica. A remoção de dentes supranumerários é recomendada quando os mesmos estão causando distúrbios na erupção dentária, patologias ou impedimento de outras formas de tratamento, como ortodontia, implantes ou enxertos. Se o processo de erupção dentária for satisfatório e não houver em vista um tratamento ortodôntico, ou caso a remoção cirúrgica expuser estruturas importantes com riscos de lesão, é necessário apenas o monitoramento7. Em todo caso, o diagnóstico precoce minimiza os riscos de problemas decorrentes dos dentes supranumerários14.

A fim de melhorar a qualidade dos prontuários, frisa-se a necessidade do preenchimento adequado destes, em razão da ocorrência das diversas formas de apresentação dos dentes supranumerários. Nota-se que os prontuários dos hospitais-escola do Brasil apresentam qualidade inferior, o que interfere negativamente nas atividades de ensino e pesquisa, além de prejudicar o aprimoramento dos serviços de saúde e o atendimento à população16.

 

CONCLUSÃO

De acordo com os resultados obtidos da população estudada e considerando-se as limitações desta investigação, pode-se concluir que:

• Dentes supranumerários apresentaram baixa prevalência;

• Entre jovens e adultos, os jovens foram os mais atingidos;

• A região posterior foi a localização mais comum;

• O tipo paramolar foi o mais prevalente;

• A remoção cirúrgica foi o tratamento de escolha para todos os casos, sendo a maioria por indicação ortodôntica.

 

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Autor para correspondência:
Walter Leal de Moura
Curso de Odontologia, Departamento de Patologia e Clínica Odontológica, UFPI - Universidade Federal do Piauí
64049-550 Teresina - PI, Brasil
e-mail: walterlealdemoura@yahoo.com.br

Recebido: 04/12/2012
Aprovado: 26/04/2013
CONFLITOS DE INTERESSE: Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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