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Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia

On-line version ISSN 1981-2256

Rev. bras. geriatr. gerontol. vol.19 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2016

https://doi.org/10.1590/1809-98232016019.160028 

Artigos Originais

Exercício da sexualidade em pessoas idosas e os fatores relacionados

Danielle Lopes de Alencar1 

Ana Paula de Oliveira Marques2 

Márcia Carrera Campos Leal2 

Júlia de Cássia Miguel Vieira1 

1Universidade Federal de Pernambuco. Departamento de Enfermagem. Recife, Pernambuco, Brasil.

2Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Medicina Social. Recife, Pernambuco, Brasil.


Resumo

Objetivo:

Analisar os fatores que interferem no exercício da sexualidade de pessoas idosas.

Método:

Estudo transversal com 235 idosos inscritos na Universidade Aberta à Terceira Idade da Universidade Federal de Pernambuco. A variável dependente, exercício da sexualidade, foi investigada nos aspectos: concepção sobre sexualidade, pensamento acerca do sexo, o que faz quando tem desejo por sexo, atividade sexual e autoerotização. As variáveis independentes incluídas foram: dados sociodemográficos, condição de saúde e autopercepção da imagem corporal. Na análise estatística utilizou-se a correlação bivariada pelo coeficiente de Kendall e Spearman posteriormente. Na regressão linear generalizado, foram incluídas todas as variáveis que obtiveram p≤0,20 na análise bivariada, sendo considerado o valor de p≤0,05 como rejeição da hipótese nula do estudo.

Resultado:

A concepção sobre sexualidade teve maior relação com a genitalidade (67,2%), 51,5% referiram pensar em sexo, embora 71,1% disseram ser indiferentes ao desejo sexual; 32,3% afirmam ter atividade sexual; e 23% autoerotização. As variáveis: faixa etária, anos de estudo, religião, prática de exercício físico e insatisfação com a imagem corporal tiveram significância na correlação bivariada. O desejo por sexo e atividade sexual apresentaram menores chances de estarem presentes para os idosos que praticavam exercício físico.

Conclusão:

A sexualidade da pessoa idosa se alicerça em diversos fatores que podem interferir em sua vivência e devem ser considerados nas estratégias educativas realizadas pelo profissional de saúde que agem na promoção de ações para a saúde sexual dos mais velhos.

Palavras-chave: Envelhecimento; Sexualidade; Educação em Saúde.

Abstract

Objective:

To analyze factors that interfere with the exercise of sexuality among the elderly.

Methods:

A cross-sectional study of 235 elderly persons enrolled at the Open University of the Third Age of the Federal University of Pernambuco was carried out. The dependent variable was the exercise of sexuality, which was investigated in terms of perception of sexuality, thinking about sex, what the elderly person does when he or she has the desire for sex, sexual activity and auto-eroticism. The independent variables were sociodemographic data, health status and self-perception of body image. Statistical analysis involved bivariate correlation by the Kendall and Spearman coefficients. All variables with p≤0.20 in bivariate analysis were included in the generalized linear regression, with p=0.05 considered for the rejection of the null hypothesis.

Result:

The conception of sexuality was most closely related to genitality (67.2%), 51.5% of the sample reported thinking about sex, while 71.1% of the elderly persons said they were indifferent to sexual desire; 32.3% claimed to be sexually active; and 23% auto-eroticized. The variables age, years of education, religion, physical exercise and dissatisfaction with body image were significant in bivariate correlation analysis. The desire for sex and sexual activity were less likely to be present among elderly persons who performed exercise.

Conclusion:

The sexuality of the elderly is based on several factors that may interfere with their experience and should be considered in educational strategies employed by health professionals who promote actions for the sexual health of the elderly.

Keywords: Aging; Sexuality; Health Education.

INTRODUÇÃO

Muitas vezes a velhice é marcada de estereótipos negativos, estando relacionados ao declínio e às perdas funcionais, faz-se necessário que o profissional de saúde visualize o idoso em todos os seus aspectos, dentre eles a sua sexualidade. Esta se traduz no contexto que vai além do ato sexual e se expressa de diversas maneiras. As carícias e o toque desempenham papel fundamental no exercício da sexualidade.1

A vivência da sexualidade entre idosos é uma continuação do processo iniciado na infância, fazendo parte de uma dimensão inerente à pessoa, da qual está presente em todos os atos de sua vida, estando determinado, de um modo particular e individual de ser, de se manifestar, se comunicar, sentir e se expressar.2

Na perspectiva de que a sexualidade é uma continuação da existência do indivíduo e mesmo que haja diminuição da prática sexual ou mesmo que os idosos internalizem os estereótipos negativos quanto a sua sexualidade, a temática em questão deve ser abordada nos contextos dos serviços de saúde, utilizando-se da educação em saúde como intermédio para construção de novos conceitos sobre a sexualidade dos mais velhos. Desta forma, o objetivo do estudo foi analisar os fatores que interferem no exercício da sexualidade de pessoas idosas.

MÉTODO

Trata-se de estudo analítico, de corte transversal, com abordagem quantitativa, realizado na Universidade Aberta à Terceira Idade - UnATI da Universidade Federal de Pernambuco-UFPE e que faz parte de um recorte de dissertação.

Para cálculo da amostra, foi considerado erro amostral de 0.05%, prevalência de idosos sexualmente ativos de 0.5%, dado este retirado do estudo piloto e nível de confiança de 95%. Utilizou-se como população o quantitativo de idosos inscritos (n=605) nos cursos ofertados pela UnATI no 1° semestre de 2012, obtendo-se amostra de 224 mulheres e 11 homens. Nota--se predominância das mulheres, sendo as que mais desenvolvem atividades nos diversos cursos ofertados, levando disparidade na amostra do estudo onde apenas 4.7% são homens, por este motivo o plano amostral foi estratificado por sexo no intuito de qualificar a avaliação dos resultados.

Foram elegíveis para o estudo todos os idosos inscritos nos cursos ofertados no período considerado para investigação, sendo excluídos aqueles que apresentaram comprometimento de comunicação e/ou cognição que interferisse na coleta de dados durante a realização das entrevistas.

O exercício da sexualidade foi investigado sob os seguintes aspectos: concepção sobre sexualidade: questão aberta, posteriormente agrupada em seis categorias: sexualidade não é só sexo (n=10); envolve sentimentos e carícias entre casal (n=7); faz parte da vida, promove felicidade para o idoso/casal (n=31); sexualidade é ter sexo (n=138); prazer/desejo do ato sexual (n=10); necessidade do corpo (n=10). Para fins de análise estatística, as categorias encontradas foram organizadas em dois blocos: percepção da sexualidade sob uma concepção holística e baseada na genitalidade.

Na visão holística, a sexualidade é entendida na expressão e vivência do ser mulher e do ser homem, não apenas pelo ato sexual, marcada pelo amor, carinho e pela doação com valorização de sentimentos, como companheirismo, cumplicidade, abraço, carícias e beijos. A sexualidade faz parte da vida do ser humano, estando presente em todas as fases de desenvolvimento, desde o nascimento até a morte.3-7

Na visão baseada na genitalidade, a sexualidade está relacionada ao ato sexual, reduzida ao órgão genital, ao coito. Quando o significado da sexualidade infere apenas em ter relação sexual, implica na concepção de que o idoso ao deixar de ter relação sexual, torna-se assexuado.6, 8, 9

As variáveis independentes foram representadas por dados sociodemográficos (sexo, idade, situação conjugal, escolaridade e religião), condições de saúde (autopercepção de saúde), morbidades com diagnóstico médico, prática de exercício físico e imagem corporal autopercebida. Essa última avaliada por meio do questionário de Silhueta Stunkard, Sorensen e Sunkard.10

Os dados foram coletados entre maio e junho de 2012, quando os idosos foram recrutados na UnATI pela pesquisadora que os informava sobre o estudo e seus objetivos conforme interesse dos idosos. A entrevista ocorria em sala individual, favorecendo privacidade entre o pesquisador e o pesquisado, participaram da realização da coleta quatro alunas de graduação, previamente treinadas. Para ajustes de possíveis inconsistências no protocolo utilizado para coleta dos dados, foi realizado estudo piloto, ocorrendo reformulação de três questões. Elegeu-se como técnica de coleta a entrevista, com aplicação de instrumento semiestruturado.

Ao final da coleta, foi construído banco de dados, utilizando-se o Programa EpiInfo 3.5.2, com digitação dos dados em dupla entrada, sendo o mesmo transferido para o programa R versão 2.15.0 para análise estatística. Na análise bivariada, foi utilizado o coeficiente de Spearman e Kendall.

Na regressão linear generalizado, foram incluídas todas as variáveis que obtiveram p≤0,20 na análise bivariada, em que cada um dos parâmetros estimados realizou-se o teste t de Student para verificar sua significância, adotando-se o valor de p≤0,05 para rejeição da hipótese nula do estudo.

No intuito de responder aos preceitos éticos presentes na Resolução nº 196/96, o estudo foi submetido ao Comitê de Ética da UFPE com aprovação CAAE nº 01651112.5.0000.5208. Os participantes foram esclarecidos sobre os objetivos do estudo, bem como os riscos e benefícios. Ao final das entrevistas, os idosos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e, posteriormente, receberam um folder de caráter educativo sobre o tema da sexualidade.

RESULTADOS

Dos 235 idosos entrevistados, 95,3% eram do sexo feminino. A faixa etária dos 60 a 69 anos teve prevalência de 54% dos idosos, quanto ao estado conjugal, 36,6% eram solteiros, seguidos dos casados 34%. O nível de escolaridade de nove anos ou mais de estudos correspondeu a 64,7%, cabendo destacar que 3,8% não tinham escolaridade, dos quais todos eram do sexo feminino; 97% referiram ter religião, destes, 66,4% eram católicos, 16% evangélicos, seguidos de 13,6% espíritas e 0,9% de outras crenças religiosas.

Quanto à autopercepção de saúde, 42,1% referiram como boa e 41,3% regular, a hipertensão arterial sistêmica (61,3%) e o diabetes (14,9%) foram as morbidades mais citadas. A prática de exercício físico, considerada com frequência de no mínimo três vezes por semana e duração mínima de trinta minutos, correspondeu a 64,7%, sendo a caminhada a mais relatada. Sobre a imagem corporal, 53,6% se consideram insatisfeitas devido à gordura corporal e 6,8% devido à magreza.

A concepção sobre sexualidade (67,2%) foi significativa quanto ao aspecto da genitalidade. Da totalidade, 51,5% referiram pensar espontaneamente em sexo, embora no aspecto do desejo sexual, 71,1% relataram indiferença, 20% procuravam ter relação sexual com seu parceiro, 6,8% realizavam autoerotização e 2,1% não responderam. A atividade sexual esteve presente em 32,3% dos entrevistados e a autoerotização em 23%.

Foram consideradas na correlação bivariada as variáveis investigadas que cruzaram com as variáveis do exercício da sexualidade e que tiveram significância através da correlação de Spearman e Kendall (Tabela3). Essas foram analisadas posteriormente no modelo de regressão múltipla, em que somente foram consideradas as com p≤0,05.

Tabela 1 Caracterização dos idosos entrevistados segundo variáveis sociodemográficas, condições de saúde e escala de autoimagem. Recife, PE, 2012. 

Tabela 2 Exercício da sexualidade referido pelos idosos, quanto à concepção sobre sexualidade, pensamento sobre sexo, o que faz quando tem desejo, prática sexual e autoerotização. Recife, PE, 2012. 

Tabela 3 Correlação binária da variável exercício da sexualidade com as variáveis independentes. Recife, PE, 2012. 

a: correlação de Kendall; b: correlação de Spearman

Tabela 4 Regressão linear generalizada da variável exercício da sexualidade com as variáveis significantes da correlação binária. Recife, PE, 2012. 

Na regressão linear generalizada, utilizou-se a função de ligação logit em todas as análises significantes da bivariada dos parâmetros do exercício da sexualidade com as variáveis independentes. A concepção sobre sexualidade teve significância estatística com anos de estudo (p=0,012), indicando que os idosos que tinham nove anos ou mais de estudo apresentavam maior probabilidade (85,08%) de compreender a concepção sobre a sexualidade de forma holística.

Na análise do pensamento sobre sexo e atividade sexual, a significância estatística esteve relacionada com os idosos que realizavam exercício físico. O parâmetro estimado indica que a probabilidade do idoso pensar em sexo e ter atividade sexual é menor (55,11% e 63,98%, respectivamente) nos idosos que praticavam exercício físico. Não foi observada significância estatística no que diz respeito à autoerotização.

DISCUSSÃO

A sexualidade na velhice, ainda, é permeada por tabus que a descrevem como algo vergonhoso de ser dialogado, ainda pouco discutida em espaços de serviços de saúde e ambientes sociais. Os entrevistados se dispuseram a responder às entrevistas, embora alguns tenham se negado a participar, pois se consideravam inelegíveis por não terem mais prática sexual. No entanto, qualquer pessoa independente de ter relação sexual ou não, ainda possui sua sexualidade.

Para compreender a sexualidade dos idosos é necessário considerar que fatores como cultura, religião e educação são influentes no comportamento sexual dos mais velhos e que determinam como será vivenciado durante essa fase da vida.6 A sexualidade na fase do envelhecimento não deve ser visualizada como incompatível, pois está presente em todos os estágios do desenvolvimento humano, mesmo que no idoso a atividade sexual possa diminuir ou estar ausente.11

O exercício da sexualidade na fase do envelhecimento precisa ser compreendido como experiência positiva tanto na ótica do profissional de saúde quanto pelo idoso, desde que o mesmo deseje. No processo de trabalho, seja nas campanhas, ações educativas ou consultas de rotina, a temática precisa ser incorporada e presente na saúde do idoso.12

De forma geral, os idosos investigados neste estudo se sentem insatisfeitos com a imagem corporal em relação ao excesso de peso, principalmente o sexo feminino. A variável imagem corporal teve significância na correlação binária do estudo, tendo a satisfação corporal relação com a prática do sexo. A insatisfação pode está relacionada às modificações decorrentes do envelhecimento, sendo a circunferência de cintura a medida mais relacionada a essa percepção.13

Embora a prática sexual faça parte da expressão da sexualidade, a concepção dos idosos ainda está alicerçada nos moldes da genitalidade, não sendo a sua única forma. Apenas 20,4% relataram que a sexualidade envolve mais do que o sexo, estando aliada ao bem-estar, carinho, companheirismo e à relação consigo e com os outros.

Existe, ainda, por parte dos idosos o significado da sexualidade como prática sexual, negando as demais demonstrações, como erotismo, afetividade e prazer.14 Logo, o conhecimento sobre vivência da sexualidade em sua plenitude é necessário à atuação profissional na educação sexual dos mais velhos através de estratégias educativas que permitam, por meio da dialogicidade, discussões sobre a temática em questão.

Utilizando o questionário quociente sexual - versão feminina com 38 idosas, Polizer e Alves15 observaram que o interesse pelo sexo e o desejo sexual ainda continuam nessa faixa etária 29% e 34,2% das entrevistadas relataram o desempenho e satisfação sexual como bom a excelente e regular a bom, respectivamente. Neste estudo, ainda que 67,7% dos entrevistados não tivessem atividade sexual, o pensamento sobre sexo esteve presente em 51,5%, mostrando que mesmo na fase do envelhecimento a presença ou não de um parceiro não impede que o desejo sexual aconteça.

Embora a prática sexual não tenha sido citada pela maioria dos idosos, é importante que o profissional de saúde tenha a percepção da continuidade das relações sexuais nessa fase e possa discutir medidas preventivas no tocante às doenças sexualmente transmissíveis, visto que ao considerar o sexo apenas para os mais jovens, permite-se uma maior vulnerabilidade da população idosa para esses agravos de saúde.

Reconhecer que o sexo continua na fase de envelhecimento implica considerar que os idosos também estão expostos às doenças relacionadas ao sexo desprotegido. No estudo de Bezerra et al.,16 os próprios idosos não se reconhecem nesse cenário de vulnerabilidade, o que traz grande necessidade de políticas públicas que atendam a essa demanda dos mais velhos e não apenas ao tratamento das doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

Muitas vezes, a regularidade da relação sexual está relacionada à presença de um parceiro fixo,17 corroborando o estudo de Ferreira et al.,18 os idosos investigados afirmaram que o sexo com o companheiro(a) era por obrigação, ou somente era realizado para satisfação do outro ou até mesmo não tinha motivo para praticar. As desilusões e mágoas vivenciadas na vida do casal foram descritas também como fatores que interferiram nas práticas sexuais, afirmativa em maior número encontrada nas mulheres.8

Lindau et al.19 referem que a prevalência da atividade sexual diminui com a idade, e as mulheres são menos prováveis de terem relação sexual do que os homens em todas as idades, os que mantinham prática sexual indicaram pelo menos um problema que interferia no sexo. As mulheres apontam o ressecamento vaginal e a diminuição do desejo sexual, enquanto os homens mencionam dificuldade na ereção como fatores que interferem na atividade sexual dos mesmos. O interesse pela continuidade do sexo é apontado por idosas, em que consideram um dos aspectos para satisfação da vida,20 sendo necessário que o profissional de saúde inclua em sua atividade clínica questões que envolvam a sexualidade dos mais velhos.

Não houve achado de evidências científicas que discutam a relação da prática do exercício físico e a diminuição do pensamento sobre sexo ou atividade sexual. Embora na análise final, a relação concepção holística sobre sexualidade tenha sido significativa nos idosos que tinham nove anos ou mais de estudo, os idosos que praticavam exercício físico apresentaram probabilidades menores de pensar sobre sexo e ter atividade sexual, as correlações bivariadas devem ser consideradas, inferindo-se que outros fatores podem influenciar na vivência da sexualidade da pessoa idosa.

CONCLUSÃO

Estudos sobre sexualidade no envelhecimento são de suma importância na área da Gerontologia e Geriatria, posto que permitem abrir novos espaços na prática clínica dos profissionais de saúde, sendo, pois, necessário ser discutida junto aos idosos sobre sua saúde, considerando-se que a sexualidade faz parte da promoção do bem-estar e qualidade de vida dos mais velhos.

Novos estudos que abordem a temática da sexualidade na velhice devem ser considerados com vistas a promover a saúde dos idosos de forma menos biologicista e mais holística, onde o ser humano deve ser visualizado em sua totalidade e não ser reduzido a doenças crônicas, as quais está mais vulnerável com o avançar dos anos.

Conclui-se neste artigo que diversos fatores interferem no exercício da sexualidade do idoso, sejam sociais, culturais e fisiológicos, os quais devem ser considerados na promoção da educação sexual dos mais velhos, tendo como uma das estratégias, a educação em saúde.

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Recebido: 23 de Fevereiro de 2016; Revisado: 06 de Setembro de 2016; Aceito: 21 de Setembro de 2016

Correspondência/ Correspondence Danielle Lopes de Alencar E-mail: enfaalencar@gmail.com

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