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urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana

versão On-line ISSN 2175-3369

urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana vol.6 no.3 Curitiba set./dez. 2014

https://doi.org/10.7213/urbe.06.003.ED01 

Editorial

 

 

Neste ano, a Revista urbe passa a ser publicada com frequência quadrimestral. A mudança ocorre como resultado do crescente aumento das contribuições enviadas e representa o reconhecimento, por parte da comunidade acadêmica, da sua qualidade editorial. Para evitar o represamento das contribuições e atraso em sua publicação, este terceiro número, ao contrário dos anteriores, é composto unicamente com textos avaliados em fluxo contínuo, não apresentando a já tradicional Seção Especial. Mesmo sem um foco temático explícito, os artigos procuram avaliar as consequências do processo de planejamento e da gestão das cidades em diferentes contextos.

No primeiro artigo, as autoras Gisele Silva Barbosa, Angela Maria Gabriella Rossi e Patricia Regina Chaves Drach apresentam estudo sobre as mudanças da morfologia e da tipologia do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), desde 1930, analisando seu efeito sobre o microclima local. Como conclusão, demonstram que as alterações urbanísticas contribuíram para a modificação do regime de ventos no bairro e, como consequência, para o aumento da temperatura local.

Fabiana de Albuquerque Silveira e José Augusto Ribeiro da Silveira, por sua vez, abordam o efeito da verticalização na qualidade do espaço residencial urbano no bairro de Tambaú, João Pessoa (PB), por meio da aplicação do Indicador de Qualidade do Espaço da Habitação. O estudo demonstrou que a densificação populacional e a verticalização colaboraram para a diminuição da qualidade do espaço urbano, interferindo no tráfego veicular e na consequente demanda por vagas de estacionamento, bem como na presença da cobertura vegetal.

No artigo "Ações de regularização fundiária e de mensuração das ‘desconformidades urbanas’: o caso das terras da União sob a tutela da Universidade Federal do Pará na cidade de Belém (PA)", os autores Myrian Silvana da Silva Cardoso, Shirley Coelho Müller, André Augusto Azevedo Montenegro Duarte e José Júlio Ferreira Lima analisam o resultado de ações de regularização fundiária em áreas da União destinadas à Universidade Federal do Pará, que sofreram processo de ocupação a partir da década de 1970, primeiro com o Câmpus Universitário do Guamá (Belém, PA) e depois ocupadas por população de baixa renda em terras não utilizadas para fins acadêmicos.

Na linha da investigação dos processos de regularização fundiária em assentamentos populares, Norma Lacerda Gonçalves e Sílvio Mendes Zancheti apresentam um ensaio sobre a conservação integrada urbana como um princípio norteador para a formulação de estratégias e ações de regularização fundiária em assentamentos populares de cidades brasileiras, aplicando essa ideia na formulação do Plano Urbanístico do Córrego do Balaio, em Jaboatão dos Guararapes (PE).

No artigo "O Programa Minha Casa, Minha Vida na Região Metropolitana de Natal: uma análise espacial dos padrões de segregação e desterritorialização", a autora Jéssica Morais de Moura analisa a produção de moradias para a população com renda de zero a três salários mínimos. A partir da evidência de que a maioria dos 32 empreendimentos implantados na Região Metropolitana de Natal está sendo construída longe do tecido urbano, com pouca ou nenhuma oferta de transporte público ou outros equipamentos sociais, a pesquisa concluiu que esses empreendimentos contribuem para a segregação social da população, contribuindo diretamente para o cotidiano dos moradores.

Por fim, Cleiton Mateus Schlindwein, Bárbara Françoise Cardoso e Pery Francisco Assis Shikida demonstraram, por meio da aplicação de um Indicador de Desenvolvimento Social estruturado a partir do uso da técnica da Análise de Componentes Principais, que a qualidade de vida geral dos moradores de municípios lindeiros ao Reservatório de Itaipu Binacional melhorou entre 2000 e 2009, mas que esse aumento não é condizente com o valor real dos royalties recebidos. Com isso, refutou-se a hipótese de que o repasse de royalties seja determinante para o desenvolvimento socioeconômico desses municípios paranaenses.

Assim, cumprimos mais uma vez com nosso objetivo de levar aos leitores a diversidade de temas e pesquisas realizadas no campo de estudos urbanos, em especial neste número, no contexto brasileiro.

Desejamos a todos uma boa leitura!

 

 

Rodrigo Firmino; Harry Alberto Bollmann e Fábio Duarte

PPGTU/PUCPR, Curitiba, agosto de 2014.

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