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Rodriguésia

versão impressa ISSN 0370-6583versão On-line ISSN 2175-7860

Rodriguésia vol.71  Rio de Janeiro  2020  Epub 17-Abr-2020

http://dx.doi.org/10.1590/2175-7860202071022 

Artigo Original

Mikania (Asteraceae, Eupatorieae) no estado da Bahia, Brasil

Mikania (Asteraceae, Eupatorieae) in Bahia state, Brazil

Andréa Gandara1  4 
http://orcid.org/0000-0003-2778-379X

Nádia Roque2 

1 Universidade Estadual de Feira de Santana, Depto. Ciências Biológicas, Prog. Pós-graduação em Botânica, Av. Transnordestina s/n, BR-116, km 3, 44036-900, Feira de Santana, BA, Brasil.

2 Universidade Federal da Bahia, Inst. Biologia, Depto. Botânica, R. Barão de Geremoabo s/n, Campus Universitário de Ondina, 40170-110, Salvador, BA, Brasil.


Resumo

A tribo Eupatorieae apresenta ca. 2.200 espécies, agrupadas em 182 gêneros e 19 subtribos. No Brasil, a tribo destaca-se por apresentar o maior número de gêneros (86) e espécies (615) nas diversas fitofisionomias do país. O gênero Mikania, considerado um dos mais naturais e complexos da Tribo Eupatorieae, pertence à subtribo Mikaniinae e apresenta ca. 450 espécies com distribuição principalmente neotropical. No Brasil, o gênero está representado por 203 espécies, sendo 142 consideradas endêmicas. O presente trabalho teve como objetivo realizar o levantamento florístico e o estudo taxonômico das espécies do gênero Mikania (Asteraceae, Eupatorieae) na Bahia. Foram realizadas coletas em diversos municípios do estado, além de visitas a importantes herbários nacionais para o grupo (ALCB, CEPEC, HUEFS, HRB, RB, R, SPF, SP). Dos 53 nomes antes registrados para a Bahia, 14 foram excluídos e 7 novas ocorrências foram acrescentadas, totalizando 46 espécies. Apresentamos aqui uma chave de identificação, descrições de todas as espécies, além de comentários taxonômicos, biológicos e de distribuição geográfica.

Palavras-chave: Compositae; flora da Bahia; taxonomia

Abstract

The Eupatorieae tribe, one of the tribes belonging to the Alliance, presents ca. 2,200 species, grouped into 182 genera and 19 subtribes. In Brazil, the tribe stands out for having the highest number of genera (86) and species (615) in the various phytophysiognomies of the country. Mikania, considered one of the most natural and complex of the Tribe Eupatorieae, belongs to the subtribe Mikaniinae and presents ca. 450 species with mainly neotropical distribution. In Brazil, the genus is represented by 203 species, of which 142 are considered endemic. The present work had as objective to carry out the floristic survey and the taxonomic study of the species of Mikania (Asteraceae, Eupatorieae) in Bahia state. Field collections were performed in several municipalities of the state, besides to the visit to important national herbaria for the group (ALCB, CEPEC, HUEFS, HRB, RB, R, SP, SPF). Of the 53 names previously registered for Bahia, 14 were excluded and 7 new occurrences were added, totalizing 46 species. We present a key identification, descriptions of all species, as well as taxonomic, biological and geographic distribution comments.

Key words: Compositae; flora of Bahia; taxonomy

Introdução

Mikania Willd., um dos maiores gêneros da família Asteraceae, possui mais de 400 espécies e é considerado o maior e mais complexo gênero dentro da tribo Eupatorieae (King & Robinson 1987). Com distribuição pantropical, Mikania tem sua riqueza concentrada na América do Sul, com algumas espécies alcançando o sudeste dos EUA (King & Robinson 1987; Holmes 1995). No Brasil, Mikania apresenta 201 espécies, das quais 141 são registradas como endêmicas (BFG 2018).

Diversos arranjos taxonômicos foram propostos desde a descrição do gênero, a maioria deles com base em padrões da capitulescência, hábito e morfologia foliar (Candolle 1836; Baker 1876; Robinson 1922; Holmes & McDaniel 1982; Cabrera & Klein 1989). Holmes (1996) reconheceu duas seções em Mikania (Summikania e Mikania), e considerou a posição da bráctea subinvolucral, proximal ou distal, e o padrão de maturação da capitulescência como características que refletiriam duas linhas de evolução no gênero.

No Brasil, os tratamentos taxonômicos mais abranjentes foram realizados por Barroso (1958) e Oliveira (2015). Barroso (1958) utilizou características da capitulescência e lâmina foliar para reconhecer cinco seções já utilizadas nos tratamentos de Baker (1876) e Robinson (1922). Esse arranjo taxonômico não tem sido adotado no Brasil e, além disso, nos trabalhos de floras regionais (Holmes 1990; Ritter & Miotto 2005), assim como a descrição de espécies novas (Borges et al. 2010; Oliveira et al. 2016), não há citação ou enquadramento de nenhum tipo de divisão infragenérica para os táxons. O trabalho mais atual realizado por Oliveira (2015) utilizou dados moleculares para propor uma nova classificação infragenérica de Mikania baseada apenas em clados bem sustentados, onde estabeleceu dois subgêneros, ambos com alguma caracterização morfológica, oito seções e duas subseções.

O gênero pode ser consistentemente reconhecido por possuir capítulos com quatro brácteas involucrais e quatro flores, além da presença de uma bráctea subinvolucral (Ritter & Miotto 2005). Apesar dessa uniformidade no arranjo dos capítulos e da complexidade dos padrões de capitulescência serem características diagnósticas para o acesso às espécies (Barroso 1958) elas acarretam num alto grau de dificuldade nas identificações específicas. Além disso se considerarmos também o elevado número de espécies temos como reflexo a ausência de estudos para o grupo (Oliveira 2015).

Nesse sentido, o objetivo do presente trabalho foi realizar o levantamento florístico e estudo taxonômico das espécies do gênero Mikania na Bahia, contribuindo não só com o avanço dos conhecimentos da Flora do estado, mas também com o grupo em questão.

Material e Métodos

Área de estudo

O estado da Bahia apresenta aproximadamente 567.295,3 km2 de extensão territorial, sendo o maior da Região Nordeste e o quinto maior do Brasil (Giulietti et al. 2006; SEI 2013). A grande diversidade de formações geológicas presentes no estado reflete em seu relevo que apresenta desde altitudes menores que 400 m, na porção oeste e nos vales dos rios, a altitudes acima de 800 m, ao longo da Chapada Diamantina (onde se encontram os dois pontos mais altos da Bahia e do nordeste: o Pico do Barbado, com 2.033 m, e o Pico das Almas, com 1.958 m) e serras próximas a Vitória da Conquista (Giulietti et al. 2006).

Em geral as temperaturas no estado são sempre altas, superiores a 15 oC, sendo possível perceber um aumento no sentido interior-litoral, e onde há direta influência da altitude, temperaturas mais baixas, como no caso da Chapada Diamantina e no Planalto de Vitória da Conquista (RADAMBRASIL 1981). Devido às diferentes formas de relevo, variações de temperatura e o efeito da continentalidade, o regime pluviométrico apresenta diferenças marcante no estado. A distribuição das chuvas é regulada principalmente pela ação e desenvolvimento das correntes de circulação atmosféricas, já a quantidade de precipitação sofre influência direta de fatores como relevo e contato com o litoral (RADAMBRASIL 1981).

A Bahia possui três dos maiores domínios fitogeográficos do Brasil, a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga, o que representa um estado com alta riqueza e diversidade florística. A Mata Atlântica ocorre predominantemente na região sul e faixa litorânea do estado e sua porção sudeste é considerada um centro de endemismo de diversas espécies de plantas (Giulietti et al. 2006). A Caatinga é o domínio que apresenta a maior extensão territorial do nordeste sendo a porção baiana reconhecida pela maior diversidade quando comparada às regiões de caatinga mais ao norte (Giulietti et al. 2006; SEI 2013). Comumente, a Caatinga é reconhecida pelo baixo número de espécies endêmicas, embora o contrário venha sendo provado à medida que aumentam as pesquisas e esforços de coleta (Giulietti et al. 2006). Na Bahia, o Cerrado ocorre em manchas disjuntas, embora ocorra principalmente na porção oeste, próximo a região do planalto central brasileiro, onde o bioma apresenta seu desenvolvimento máximo (Queiroz et al. 2006).

Levantamento florístico e estudo taxonômico

Para o levantamento florístico foram realizadas expedições de coletas entre junho de 2015 e novembro de 2016 em diversas fitofisionomias dos três domínios fitogeográficos presentes na Bahia. Foram visitados os municípios de Abaíra, Arataca, Camacan, Camamú, Jacobina, Lençóis, Morro do Chapéu, Palmeiras, Piatã, Porto Seguro, Rio de Contas e Una. O material coletado e georreferenciado foi depositado no Herbário ALCB com duplicatas enviadas aos Herbários HUEFS, RB, SPF e US. Além disso, foram analisadas as coleções de Herbários considerados importantes para o grupo na Bahia (ALCB, CEPEC, HRB e HUEFS) e no Brasil (R, RB, SP e SPF), siglas conforme Thiers (continuamente atualizado).

A identificação dos espécimes foi feita com o auxílio de bibliografia específica (revisões, inventários, monografias e teses) e consulta a literatura especializada (protólogos, materiais-tipo e tipos digitalizados). Todas as espécies apresentam descrição, lista de material examinado, comentários taxonômicos, biológicos e de distribuição geográfica. A chave para identificação específica foi confeccionada com base nas descrições das espécies e bibliografias. As medições foram realizadas com o auxílio de paquímetro digital e papel milimetrado.

Para a descrição morfológica foram adotadas as terminologias utilizadas por Radford et al. (1974), Harris & Harris (2007) e Beentje (2012) para os caracteres vegetativos e para os reprodutivos, Roque & Bautista (2008) e Roque et al. (2009). Para a descrição do hábito optou-se pela utilização do termo trepadeira para as espécies volúveis ou escandentes, herbáceas ou lenhosas. O termo pseudoestípula, já utilizado por Barroso (1958), foi adotado para as estruturas interpeciolares presentes na base das folhas, visto que não há descrição de estípula na família Asteraceae (Bremer 1994; Funk et al. 2009). A corola foi dividida em tubo e limbo; o limbo foi subdividido em parte concrescida e lacínias. Foram apresentadas as medidas do tubo, limbo completo e das lacínias.

Todas as estruturas ilustradas na Figura 1 foram baseadas em espécimes depositados no Herbário ALCB: Mikania alvimii (R.M. Harley 27315) - nervação acródroma (i) e cipsela 10-costada (w); Mikania argyreiae (H.A. Ogasawara 239) - capitulescência tirsoide (b), bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo (m) e cipsela 5-costada (v); Mikania belemii (L. Daneu 83) - colar da antera cônico (s); Mikania candolleana (L. Daneu 85) - colar da antera cilíndrico (r); Mikania elliptica (M.L. Guedes 12590) - para nervação peninérvea (j), posição da bráctea subinvolucral na base do pedúnculo (n) e base do estilete alargada (u); Mikania hookeriana (M.L Guedes 6930) - capitulescência em glomérulo (e); Mikania inordinata (A. Gandara 126) - ramos com pseudoestípulas (k); Mikania jeffreyi (M.L. Guedes 11636) - capitulescência corimbiforme (a), nervação actinódroma com 3 nervuras (f), bráctea subinvolucral na base do capítulo (l) e tamanho do tubo igual ou quase igual ao limbo/formato do limbo campanulado (p); Mikania rufescens (L.A. Mattos-Silva 1845) - nervação actinódroma com 5 nervuras (g) e tamanho do tubo maior que o limbo/formato do limbo não concrescido (q); Mikania sessilifolia (I.S. Abreu 51) - capitulescência racemiforme (c); Mikania psilostachya (T.R. Santos 5649) - capitulescência espiciforme (d), nervação actinódroma com 2 + 3 nervuras (h), tamanho do tubo menor que o limbo/formato do limbo infundibuliforme (o) e base do estilete não alargada (t). A ilustração é de autoria de Natanael Nascimento.

Figura 1 a-e. Capitulescência - a. corimbiforme; b. tirsoide; c. racemiforme; d. espiciforme; e. em glomérulos. f-j. Nervação - f. actinódroma com 3 nervuras; g. actinódroma com 5 nervuras; h. actinódroma com 2 + 3 nervuras; i. acródroma; j. peninérvea. k. Ramo com pseudoestípula. l-n. Posição da bráctea subinvolucral - l. base do capítulo; m. ao longo do pedúnculo; n. base do pedúnculo. o-q. Tamanho e formato do limbo - o. tubo menor que o limbo/ limbo infundibuliforme; p. tubo igual ou quase igual ao limbo/limbo campanulado; q. tubo maior que o limbo/limbo não concrescido. r-s. Colar da antera - r. cilíndrico; s. cônico. t-u. base do estilete - t. não alargada; u. alargada. v-w. Cipsela - v. 5-costada (em destaque: 3 costelas); w. 10-costada (em destaque: 5 costelas). (Ilustração: Natanael Nascimento). 

Figure 1 a-e. Capitulescence - a. corymbiform; b. thyrsoid; c. racemiform; d. spiciform; e. glomeruliform. f-j. Nervation - f. actinodromous 3-nervate; g. actinodromous 5-nervate; h. actinodromous 2+3-nervate; i. acrodromous; j. penninerved. k. Branch with pseudostipule. l-n. Position of the subinvolucral bract - l. base of the head; m. along of the peduncle; n. base of the peduncle. o-q. Corolla size and shape - o. tube smaller than limb/limb infundibuliform; p. tube as long as limb/limb campanulate; q. tube larger than limb/ limb not extended. r-s. Anther collar - r. cylindrical; s. conical. t-u. Style base - t. not enlarged; u. enlarged. v-w. Cypsela - v. 5-ribs (showing 3-ribs); w. 10-ribs (showing 5-ribs). (Illustration: Natanael Nascimento). 

Neste trabalho optou-se por não seguir nenhuma classificação infragenérica, pois as principais propostas até então apresentadas não são naturais (Candolle 1836; Baker 1876; Robinson 1922; Barroso 1958). A classificação construída com base em dados moleculares e apresentada na tese de Oliveira (2015), ainda não publicada, necessita de mais tempo para ser avaliada e incorporada pela comunidade científica.

Resultados e Discussão

Mikania Willd., Sp. Pl. 3: 1742. 1803. Espécie-tipo: Eupatorium scandens L.

Plantas perenes, volúveis, escandentes, decumbentes ou eretas. Ramos cilíndricos ou angulares, estriados, sulcados, raro alados, glabros, pilosos, pubescentes, tomentosos ou vilosos. Folhas opostas, raro verticiladas, sésseis ou pecioladas, com ou sem pseudoestípulas interpeciolares; lâmina inteira, profundamente partida ou lobada, elíptica, lanceolada, orbicular, ovada, triangular ou trulada, raro linear; margem inteira, dentada, denticulada ou serreada, raro crenada; base arredondada, atenuada, cordada, cuneada, hastada ou sagitada; ápice acuminado, agudo, arredondado, caudado ou obtuso; glabra, com tricomas simples e/ou glandulares; nervação peninérvea (Fig. 1j), actinódroma de 3 a 5 nervuras, basais ou suprabasais (Fig. 1f-h), raro acródroma (Fig. 1i). Capitulescência corimbiforme, tirsoide, racemiforme, espiciforme ou em glomérulos (Fig. 1a-e, respectivamente). Capítulos discoides, sésseis ou pedunculados. Bráctea subinvolucral (1) persistente, posicionada na base do capítulo, ao longo do pedúnculo ou na base do pedúnculo (Fig. 1l-n, respectivamente); ovada a lanceolada; ápice acuminado, agudo a obtuso; glabra, pilosa e/ou ciliada no ápice. Brácteas involucrais (4) persistentes, duas externas e duas internas, ovadas a lanceoladas, ápice agudo a obtuso, pilosas, glandulosas, glabras a glabrescentes e/ou ciliadas no ápice, base as vezes entumecida. Receptáculo plano, epaleáceo. Flores (4) bissexuais, corola tubulosa, alva a rosada, diferenciada em tubo e limbo (incluindo as 5 lacínias), tubo menor, igual ou quase igual ou maior que o limbo (Fig. 1o-q, respectivamente), limbo infundibuliforme, campanulado ou não concrescido (Fig. 1o-q, respectivamente). Estames (5) com anteras de base obtusa e apêndice do conectivo com ápice acuminado, agudo, obtuso ou retuso, raro truncado, colar da antera cilíndrico a cônico (Fig. 1r-s, respectivamente), exsertos. Estilete com 2 ramos lineares ou clavados, ápice obtuso, papilosos, base às vezes alargada (Fig. 1u), estilopódio presente ou não. Cipsela cuneiforme, 5-costada (Fig. 1v), raro 6-10-costada (Fig. 1w), glabra ou pilosa, muitas vezes com tricomas glandulares. Carpopódio inconspícuo. Pápus unisseriado, cerdoso-barbelado.

Segundo o levantamento realizado na Bahia, o gênero Mikania apresenta 46 espécies, sendo 7 novas ocorrências para o estado (BFG 2018) e 9 endêmicas.

Chave de identificação das espécies de Mikania da Bahia

  • 1. Arbustos ou subarbustos eretos.

    • 2. Folhas curto-pecioladas (0,4-1 cm compr.) ou pecioladas.

      • 3. Lâmina foliar triangular, 0,5-1 × 0,3-0,5 cm, base sagitada a hastada, estrigosa. Capitulescência corimbiforme (Fig. 1a), bráctea subinvolucral na base do capítulo (Fig. 1l) 35. Mikania officinalis

      • 3’. Lâmina foliar ovada ou obovada, 1,5-4 × 0,7-2 cm, base atenuada, glandulosa ou glabra. Capitulescência tirsoide (Fig. 1b) ou racemiforme (Fig. 1c), bráctea subinvolucral na base do pedúnculo (Fig. 1n).

        • 4. Ramos angulares, pubérulos denso-glandulosos, lâmina foliar obovada, margem inteira. Capitulescência tirsoide (Fig. 1b), corola com tubo glanduloso e limbo infundibuliforme (Fig. 1o), tubo da corola (1,5 mm compr.) menor que o limbo (3,5 mm compr.) (Fig. 1o), base do estilete alargada (Fig. 1u) 17. Mikania hagei

        • 4’. Ramos cilíndricos, glabros, lâmina foliar ovada, margem crenada a dentada. Capitulescência racemiforme (Fig. 1c), corola com tubo glabro e limbo campanulado (Fig. 1p), tubo da corola (2 mm compr.) igual ou quase igual ao limbo (1,8 mm compr.) (Fig. 1p), base do estilete não alargada (Fig. 1t) 33. Mikania nelsonii

    • 2’. Folhas sésseis a subsésseis (até 0,2 cm compr.).

      • 5. Ramos angulares, lâmina foliar concolor, estreito-elíptica, nervação acródroma (Fig. 1i). Capitulescência corimbiforme (Fig. 1a) 1. Mikania alvimii

      • 5’. Ramos cilíndricos, lâmina foliar discolor, orbicular a ovada, nervação actinódroma (Fig. 1f-h). Capitulescência racemiforme (Fig. 1c) ou tirsoide (Fig. 1b).

        • 6. Ramos e folhas glabras. Corola com limbo infundibuliforme (Fig. 1o), cipsela glabra 39. Mikania reticulata

        • 6’. Ramos e folhas com indumento. Corola com limbo campanulado (Fig. 1p), cipsela glandulosa.

          • 7. Lâmina foliar com margem inteira a dentada. Capitulescência tirsoide (Fig. 1b), corola glabra 28. Mikania luetzelburgii

          • 7’. Lâmina foliar com margem crenada, raro levemente serreada. Capitulescência racemiforme (Fig. 1c), corola glandulosa 42. Mikania sessilifolia

  • 1’. Trepadeiras.

    • 8. Lâmina lobada-pinatissecta (3-partida) a bipinatissecta (duas vezes 3-partidas).

      9. Ramos com pseudoestípula (Fig. 1k), lâmina foliar com segmentos lanceolados, 4-10 cm compr. Capitulescência tirsoide (Fig. 1b), tubo da corola ca. 4 mm compr., cipsela 10-costada (Fig. 1w), pápus 190-202 cerdas 2. Mikania amorimii

      9’. Ramos sem pseudoestípula, lâmina foliar com segmentos elípticos a ovados, 0,8-3,5 cm compr. Capitulescência racemiforme (Fig. 1c) ou corimbiforme (Fig. 1a), tubo da corola 1,5-2 mm compr., cipsela 5-costada (Fig. 1v), pápus 51-66 cerdas.

      10. Lâmina foliar pinatissecta, segmentos 2-3,5 × 1-1,5 cm, glabra. Capitulescência corimbiforme (Fig. 1a), capítulos 14 × 5 mm, cipsela 5-6 mm compr., pápus ca. 8 mm compr. 43. Mikania ternata

      10’. Lâmina foliar bipinatissecta, segmentos 0,8-1,5 × 0,4-0,8 cm, glandulosa. Capitulescência racemiforme (Fig. 1c), capítulos 8 × 3 mm, cipsela ca. 3 mm compr., pápus ca. 4 mm compr. 46. Mikania ulei

    • 8’. Lâmina inteira.

      • 11. Capitulescência em glomérulos (Fig. 1e), capítulos congestos.

        • 12. Ramos tomentosos, com pseudoestípula (Fig. 1k), lâmina foliar 2,2-4,2 cm compr., base cordada a sagitada, puberulenta e glandulosa. Corola com limbo campanulado (Fig. 1p), tubo da corola (1,5 mm compr.) igual ou quase igual ao limbo (1,6 mm compr.) (Fig. 1p), antera com ca. 0,8 mm compr., estilete ca. 4,5 mm compr, cipsela ca. 1,6 mm, glandulosa, pápus ca. 3 mm compr. 9. Mikania congesta

        • 12’. Ramos glabros, sem pseudoestípula, lâmina foliar 4,5-18 cm compr., base hastada, obtusa, cuneada ou arredondada, glabra. Corola com limbo infundibuliforme (Fig. 1o), tubo da corola (1,5-2 mm compr.) menor que o limbo (3-4 mm compr.) (Fig. 1o), anteras com 1,2-1,6 mm compr., estilete 6-9 mm compr, cipsela ca. 2-3 mm, glabra a esparso pilosa, pápus ca. 5 mm compr.

          • 13. Lâmina foliar com base hastada. Corola com lacínias ca. 0,3 mm compr. 15. Mikania glomerata

          • 13’. Lâmina foliar com base obtusa, cuneada ou arredondada. Corola com lacínias ca. 1 mm compr.

            • 14. Lâmina foliar ovada 21. Mikania hookeriana

            • 14’. Lâmina foliar lanceolada 25. Mikania laevigata

      • 11’. Capitulescência corimbiforme, tirsoide, racemiforme ou espiciforme (Fig. 1a-d, respectivamente), capítulos laxos.

        • 15. Capitulescência espiciforme ou racemiforme ou (Fig. 1d-c, respectivamente).

          • 16. Capitulescência espiciforme-capítulos sésseis.

            • 17. Lâmina foliar elíptica, pecíolo 0,2-1 cm compr., nervação acródroma (Fig. 1i). Corola com limbo campanulado (Fig. 1p) 38. Mikania ramosissima

            • 17’. Lâmina foliar ovada a lanceolada, pecíolo 1-2,5 cm compr., nervação actinódroma (Fig. 1f-h). Corola com limbo infundibuliforme (Fig. 1o).

              • 18. Lâmina foliar ovada. Bráctea subinvolucral ovada (ca. 1,1 mm compr.) 13. Mikania firmula

              • 18’. Lâmina foliar lanceolada. Bráctea subinvolucral elíptica (ca. 3 mm compr.) 29. Mikania lundiana

          • 16’. Capitulescência racemiforme-capítulos com pedúnculo 1-3 mm compr.

            • 19. Ramos com pseudoestípula (Fig. 1k), lâmina foliar 3-lobada, triangular, base hastada e decorrente no pecíolo 31. Mikania morii

            • 19’. Ramos sem pseudoestípula, lâmina foliar inteira, orbicular, lanceolada, ovada ou largo elíptica, base obtusa a cuneada.

              • 20. Lâmina foliar orbicular 1,4-2,6 cm compr., margem levemente crenada 14. Mikania glandulosissima

              • 20’. Lâmina foliar lanceolada, ovada ou largo elíptica 4-11(-14) cm compr., margem inteira.

                • 21. Ramos hirsutos. Bráctea subinvolucral na base do capítulo (Fig. 1l), corola com limbo campanulado (Fig. 1p) 11. Mikania duckei

                • 21’. Ramos glabros, tomentosos ou esparso pilosos a glabrescentes. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo (Fig. 1n), corola com limbo infundibuliforme (Fig. 1o).

                  • 22. Lâmina foliar com face adaxial escabra e abaxial tomentosa. Corola com tubo 2/3 menor que o limbo (tubo ca. 1,5 mm compr. e limbo ca. 4,5 mm compr.) (Fig. 1o), pápus ca. 7 mm compr. 37. Mikania psilostachya

                  • 22’. Lâmina foliar com ambas as faces glabras. Corola com tubo menor (1/2), maior, igual ou quase igual ao limbo, pápus 3-5 mm compr.

                    • 23. Nervação actinódroma (Fig. 1f) 24. Mikania kubitzkii

                    • 23’. Nervação peninérvea (Fig. 1j).

                      • 24. Lâmina foliar lanceolada. Capítulos ca, 6 mm compr., corola com tubo (1 mm compr.) menor que o limbo (2 mm compr.) (Fig. 1o), pápus 32-36 cerdas 32. Mikania myriocephala

                      • 24’. Lâmina foliar ovada a largo elíptica. Capítulos ca 11 mm compr., corola com tubo (ca. 3 mm compr.) maior que o limbo (ca. 2 mm compr.) (Fig. 1q), pápus 69-75 cerdas 41. Mikania salzmanniifolia

    • 15’. Capitulescência tirsoide (Fig. 1b) ou corimbiforme (Fig. 1a).

      • 25. Lâmina foliar triangular.

        • 26. Lâmina foliar triangular com base hastada, glandulosa. Capitulescência tirsóide (Fig. 1b), bráctea subinvolucral linear ao longo do pedúnculo (Fig. 1m), brácteas involucrais ca. 7 mm compr., corola com tubo (ca. 3 mm compr.) maior que o limbo (ca. 2 mm compr.) (Fig. 1q), pápus 65-76 cerdas 22. Mikania inordinata

        • 26’. Lâmina foliar estreito triangular com base sagitada, glabra. Capitulescência corimbiforme (Fig. 1a), bráctea subinvolucral lanceolada na base do capítulo (Fig. 1l), brácteas involucrais 3-5 mm compr., corola com tubo (1-2 mm compr.) igual ou quase igual ao limbo (ca. 2 mm compr.) (Fig. 1p), pápus 43-54 cerdas 23. Mikania jeffreyi

      • 25’. Lâmina foliar elíptica, obovada, lanceolada, ovada.

        • 27. Cipsela 10-costada (Fig. 1w).

          • 28. Ramos pubérulos com nós densamente tomentosos. Corola com limbo campanulado (Fig. 1p), tubo (ca. 3,5 mm compr.) maior que o limbo (ca. 2,5 mm compr.) (Fig. 1q), pápus 73-77 cerdas 16. Mikania grazielae

          • 28’. Ramos glabros. Corola com limbo não-concrescido (Fig. 1q), tubo (ca. 5 mm compr.) muito maior que o limbo (ca. 1,5 mm compr.) (Fig. 1q), pápus 92-102 cerdas 40. Mikania rufescens

        • 27’. Cipsela 5-costada (Fig. 1v).

          • 29. Ramos com pseudoestípula (Fig. 1k).

            30. Bráctea subinvolucral elíptica foliácea, ca. 5 × 2 mm, corola com tubo (2 mm compr.) menor que o limbo (2,5 mm compr.) (Fig. 1o), limbo infundibuliforme (Fig. 1o) 10. Mikania cordifolia

            30’. Bráctea subinvolucral lanceolada a estreito-oblonga, corola com tubo maior, igual ou quase igual ao limbo (Fig. 1q-p, respectivamente), limbo campanulado (Fig. 1p).

            31. Lâmina foliar com margem inteira, face adaxial glabra e face abaxial denso glandulosa 20. Mikania hoehnei

            31’. Lâmina foliar com margem denteada a crenada, face adaxial vilosa ou puberulenta e face abaxial denso vilosa ou tomentosa.

            32. Lâmina foliar face adaxial vilosa e abaxial denso vilosa. Capitulescência corimbiforme (Fig. 1a), brácteas subinvolucrais ca. 3 mm compr., corola com tubo (1,5-2,5 mm compr.) igual ou quase igual ao limbo (1,5-2,5 mm compr.) (Fig. 1p), cipsela glandulosa, pápus com 30-41 cerdas 30. Mikania micrantha

            32’. Lâmina foliar com face adaxial puberulenta e abaxial tomentosa. Capitulescência tirsoide (Fig. 1b), brácteas subinvolucrais conduplicada ca. 6 mm compr., corola com tubo (4 mm compr.) maior que o limbo (ca. 2 mm compr.) (Fig. 1q), cipsela pilosa, pápus com 101-159 cerdas 18. Mikania hemisphaerica

          • 29’. Ramos sem pseudoestípula.

            • 33. Capitulescência corimbiforme (Fig. 1a). Bráctea involucral externas 7-10 mm compr. e internas ca., 8-11 mm compr., ápice tomentoso 34. Mikania obovata

            • 33’. Capitulescência tirsoide (Fig. 1b). Brácteas involucrais ca. 3-5,5 mm compr., ápice glabro ou piloso.

              • 34. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo (Fig. 1n).

                • 35. Ramos puberulentos, lâmina foliar elíptica com nervação peninérvea (Fig. 1j), margem inteira e face abaxial glandulosa 12. Mikania elliptica

                • 35’. Ramos tomentosos, lâmina foliar ovada com nervação actinódroma (Fig. 1h), margem denteada irregular e face abaxial pilosa 36. Mikania phaeoclados

              • 34’. Bráctea subinvolucral na base do capítulo (Fig. 1l) ou ao longo do pedúnculo (Fig. 1m).

                • 36. Ramos com indumento denso.

                  • 37. Lâmina foliar lanceolada, base cuneada, face adaxial e abaxial glabrescentes 8. Mikania candolleana

                  • 37’. Lâmina foliar ovada, base cordada a/ou arredodanda, face adaxial e abaxial com indumento.

                    • 38. Lâmina com face adaxial pilosa e abaxial tomentosa 7. Mikania callineura

                    • 38’. Lâmina com face adaxial escabra, pubescente ou hirsuta.

                      • 39. Bráctea subinvolucral ovada a lanceolada, ápice obtuso e piloso, corola com tubo setoso 44. Mikania trichophila

                      • 39’. Bráctea subinvolucral elíptica ou estreito elíptica, ápice agudo e glabro, corola com tubo glabro.

                        • 40. Lâmina foliar com face adaxial pubescente e face abaxial serícea. Bráctea subinvolucral estreito elíptica (ca. 2,5 × 1 mm) e brácteas involucrais oblongas externas (ca. 4 mm compr.) e internas (ca. 3 mm compr.), ápice obtuso 3. Mikania argyreiae

                        • 40’. Lâmina foliar com face adaxial hirsuta e face abaxial vilosa. Bráctea subinvolucral elíptica (ca. 5,5 × 2,5 mm) e brácteas involucrais estreito elípticas (ca. 5,5 mm compr.), ápice acuminado 19. Mikania hirsutissima

                • 36’. Ramos glabros ou pubescentes a glabrescentes.

                  • 41. Lâmina foliar lanceolada, margem denticulada. Bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo (Fig. 1m) 6. Mikania burchellii

                  • 41’. Lâmina foliar ovada a/ou elíptica, margem inteira. Bráctea subinvolucral na base do capítulo (Fig. 1l).

                    • 42. Bráctea subinvolucral obovada, estilete com base alargada (Fig. 1u) 26. Mikania lindbergii

                    • 42’. Bráctea subinvolucral lanceolada ou ovada, estilete com base não alargada (Fig. 1t).

                      • 43. Corola com limbo infundibuliforme (Fig. 1o) 4. Mikania belemii

                      • 43’. Corola com limbo campanulado (Fig. 1p).

                        • 44. Lâmina foliar 3-lobada com base hastada 5. Mikania biformis

                        • 44’. Lâmina foliar com base atenuada ou cuneada.

                          • 45. Lâmina foliar actinódroma (3 nervuras) (Fig. 1f). Bráctea subinvolucral ovada foliácea (ca. 5 mm compr.), antera ca. 1,6 mm compr., pápus com 64-70 cerdas 27. Mikania lindleyana

                          • 45’. Lâmina foliar actinódroma (2+3 nervuras) (Fig. 1h). Bráctea subinvolucral ovada (ca. 1,5 mm compr.), antera ca. 0,9 mm compr., pápus 48-50 cerdas 45. Mikania trinervis

1. Mikania alvimii R.M.King & H.Rob., Phytologia 45: 124-125. 1980.

Subarbusto ereto até 0,8 m alt., ramos angulares, glabros. Folhas sésseis, sem pseudoestípula; lâmina inteira, subcoriácea, concolor, estreito elíptica, 3-7 × 1-1,8 cm, margem inteira e revoluta, base atenuada, ápice obtuso, face adaxial e abaxial glabras, nervação acródroma (3 nervuras basais). Capitulescência corimbiforme, capítulos ca. 9 × 5 mm, pedúnculos até 4 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, obovada a elíptica, ca. 5 × 2 mm, ápice acuminado a agudo, glabra. Brácteas involucrais oblongas, ca. 5 × 2 mm ápice agudo, glabras. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 3,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 2,5 mm compr., tricomas na margem, ápice acuminado; tubo um pouco menor que o limbo. Anteras ca. 2 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,4 mm compr., mais longo do que largo, ápice obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,3 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 5 mm compr., 33-52 cerdas.

Material examinado: Abaíra, Campo Fino, 31.XII.1991, 13º15’S, 41º54’W, R.M. Harley et al. 50592 (CEPEC, HUEFS, SPF, SP); 10.I.1992, 13º15’S, 41º54’W, R.M. Harley et al. 50729 (CEPEC, HUEFS, SPF); Riacho da Taquara, 29.I.1992, 13º15’S, 41º55’W, J.R. Pirani et al. 50970 (CEPEC, HUEFS, SPF, SP); Serra da Tromba, nascente do Rio de Contas, 18.XII.1992, 13º16’S, 41º47’W, W. Ganev, 1682 (HUEFS, SPF); Serra do Lei, 12.I.1994, 13º17’S, 41º54’W, W. Ganev 2792 (HUEFS, SPF); distrito de Catolés, 14.V.1992, 13º16’S, 41º53’W, W. Ganev 272 (HUEFS, SPF, R). Rio de Contas, Pico das Almas, 20.XII.1988, 13º30’S, 41º59’W, R.M. Harley & D.J.N. Hind 27315 (CEPEC, HUEFS, ALCB, SPF); base do Pico das Almas, 24.VII.1979, R.M. King et al. 8126 (CEPEC); Pico das Almas, 24.I.1974, 13º32’S, 41º55’W, R.M. Harley 15478 (CEPEC); 17.II.1977, 13º33’S, 41º57’W, R.M. Harley 19563 (CEPEC).

Mikania alvimiii é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Goiás e Minas Gerais, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga e do Cerrado (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de campo rupestre acima de 1.300 m alt., com floração em janeiro, fevereiro, maio, julho e dezembro.

Mikania alvimii se distingue das demais espécies encontradas no estado com hábito ereto e folhas sésseis (M. luetzelburgii, M. reticulata e M. sessilifolia) por apresentar lâmina foliar estreito elípticas (vs. orbicular a ovada), nervação acródroma (vs. nervação actinódroma) e capitulescência corimbiforme (vs. racemiforme ou tirsoide).

2. Mikania amorimii R.A.X.Borges & Forzza, Blumea 55(2): 111. 2010.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados e glabros. Folhas pecioladas, 1,5-3 cm compr., com pseudoestípula; lâmina pinatissecta-profundamente 3-partida, membranácea, discolor, segmentos lanceolados, 4-10 × 0,5-1,2 cm, margem inteira e levemente revoluta, base cuneada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação peninérvea, broquidródoma. Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 14 × 10 mm, pedúnculos 5-9 mm compr., pilosos. Bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo, lanceolada, ca. 10 × 2,5 mm, ápice acuminado, glabra, estriada. Brácteas involucrais lanceoladas, ca. 14 × 3-4 mm, ápice acuminado, glabras e estriadas. Corola com tubo ca. 4 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 4 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1,5 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. As anteras não foram observadas. Estilete ca. 11 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 1 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 5 mm compr. Cipsela ca. 6 mm compr., 10-costada, glabra, com costelas denso glandulosa. Pápus ca. 7 mm compr., 190-202 cerdas.

Material examinado: Arataca, Serra do Peito-de-Moça, 14.V.2005, 15º10’25”S, 39º20’3”W, A.M. Amorim et al. 5000 (ALCB, CEPEC); 13.IV.2006, br., 15º10’25”S, 39º20’30”W, A.M. Amorim 5730 (ALCB). Eunápolis, 22.IX.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2602 (CEPEC, RB).

Mikania amorimii é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado da Bahia, onde ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2018). Foi encontrada com floração em abril, maio e setembro.

Mikania amorimii pode ser caracterizada pelas folhas profundamente 3-partidas, capitulescência tirsóide com capítulos grandes (ca. 14 × 10 mm) e cipsela 10-costada. M. amorimii se diferencia de M. ternata pelo tamanho dos segmentos das folhas (4-10 × 0,5-1,2 cm vs. 2-3,5 × 1-1,5 cm) e número de costelas na cipsela (10-costada vs. 5-costada), respectivamente.

3. Mikania argyreiae DC., Prodr. 5: 193. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, denso tomentosos. Folhas pecioladas, ca. 1 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 6-14 × 3-9,8 cm, margem inteira, base arredondada a cordada, ápice acuminado, face adaxial pubescente, face abaxial serícea, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 7 × 3 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr., pilosos. Bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo, estreito elíptica, ca. 2,5 × 1 mm, ápice agudo, glabra a pubescente. Brácteas involucrais oblongas, externas ca. 4 × 1 mm e internas ca. 3 × 1 mm, ápice obtuso, glabras. Corola com tubo 1,5-2,5 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 2,5 mm compr., glabro, com lacínias profundamente partidas, ca. 1,5 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo menor ou igual ao limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., mais longo do que largo, ápice obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,2 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4 mm compr. Cipsela 3-5 mm compr., 5(-6)-costada, glabra a esparsamente pilosa. Pápus 3-5 mm compr., 33-43 cerdas.

Material examinado: Cairu, 26.VII.1981, A.M. de Carvalho & J. Gatti 796 (CEPEC, RB). Eunápolis, 12.XI.1968, J. Almeida & T.S. Santos 14 (CEPEC, RB); 22.IX.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2636 (CEPEC, RB). Itacaré, 17.X.1997, J.G. Jardim et al. 1145 (CEPEC). Licínio de Almeida, 20.VII.2012, 14º41’12”S, 42º83’26”W, N. Roque et al. 3670 (ALCB). Porto Seguro, Parque Nacional Pau-Brasil, 26.IX.2012, H.A. Ogasawara et al. 239 (ALCB). Una, 2.IX.1971, R.S. Pinheiro 1566 (CEPEC, RB).

Mikania argyreiae é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada também na Caatinga em área de floresta estacional decidual, com floração de julho a novembro.

Mikania argyreiae pode ser reconhecida pelos ramos denso tomentosos, folhas ovadas, base arredondada a cordada e ápice acuminado, face abaxial serícea, capitulescência tirsóide, corola com tubo igual ou menor que o limbo (tubo 1,5-2,5 mm compr., limbo ca. 2,5 mm compr.), limbo campanulado e cipsela esparsamente pilosa.

4. Mikania belemii R.M.King & H.Robinson, Phytologia 45(2): 125-126. 1980.

Trepadeira, ramos cilíndricos a angulares, estriados, pubescentes a glabrescentes. Folhas pecioladas, até 1 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, ca. 6-8 × 2-6 cm, margem inteira e levemente revoluta, base arredondada a obtusa, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 nervuras basais). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 9 × 3 mm, pedúnculos até 4 mm compr., hirsutos. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, lanceolada, ca. 3 × 1,2 mm, ápice acuminado, glabra. Brácteas involucrais oblongas, ca. 5 × 1 mm, ápice arredondado a obtuso, glabras. Corola com tubo ca. 2 mm compr., puberulento; limbo infundibuliforme, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1,2 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1,1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo a obtuso, colar da antera cônico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 4 mm compr., 36-41 cerdas.

Material examinado: Alcobaça, 17.IX.1978, S. Mori et al. 10585 (CEPEC). Amélia Rodrigues, 26.III.2016, 12°23’30”S, 38°45’24”W, J.F.C. Oliveira 68 (HUEFS). Arataca, RPPN do IESB, Serra do Peito-de-Moça, trilha do Mormaço, 12.XIII.2009, 15º10’27”S, 39º20’22”W, L. Daneu et al. 83 (ALCB, RB, CEPEC, HUEFS). Camacan, RPPN Serra Bonita, 25.VIII.2007, 15º23’30”S, 39º33’55”W, F.M. Ferreira et al. 1344 (CEPEC); 5.VI.2005, 15º23’30”S, 39º33’55”W, J.L. Paixão et al. 426 (CEPEC); 29.VII.1965, R.P. Belém 1416 (CEPEC, RB). Ilhéus, 22.VII.1965, R.P. Belém 1370 (CEPEC, RB); 10.VII.1979, R.M. King & L.A. Mattos-Silva 8007 (CEPEC); Lagoa Encantada, 23.VII.1971, R.S. Pinheiro 1480 (CEPEC). Itacaré, Serra dos Vinháticos, 10.VIII.1998, J.G. Jardim & E.F. Silva 1829 (CEPEC). Jacobina, Cachoeira do Itaitu, 30.III.1996, 11º20’04”S, 40º30’11”W, A.M. Giulietti et al. 2669 (CEPEC, SPF, ALCB, HUEFS). Lençois, Morro do Pai Inácio, 19.IX.1998, C.V. Nuñez et al. 3 (SPF); Morro da Chapadinha, 23.XI.1994, 12º27’24”S, 42º27’10”W, E. Melo et al. 1284 (SPF). Mucugê, distrito de Guiné-Gerais do Rio Preto, 10.X.2010, 12º43’31”S, 41º30’46”W, A.C. Fernandes et al. 168 (SPF). Nilo Peçanha, Itiúca, 19.VI.1973, T.S. Santos 2674 (CEPEC). Palmeiras, Morro do Pai Inácio, 25.X.1994, 12º28’20”S, 41º27’15”W, A.M. Carvalho et al. 978 (SPF). Rio do Pires, beira do Riacho da Forquilha, 24.VII.1993, 13º54’S, 42º29’W, W. Ganev 1944 (SPF, HUEFS). Santa Cruz Cabrália, 16.VII.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2597 (CEPEC, RB). Una, Reserva Biológica do Mico-leão (IBAMA), 16.VII.1997, 15º09’S, 39º05’W, A.M. Amorim et al. 2083 (CEPEC); Parque Ecoturístico de Una (próximo à REBIO - Reserva Biológica de Una), 22.VII.1999, A.S. Miranda 65 (ALCB, CEPEC, HUEFS). Rod. BR-4, 60 km da divisa Minas-Bahia, 25.VI.1965, R.P. Belém 1200 (CEPEC, RB).

Mikania belemii é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia e Espírito Santo, onde ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia também foi encontrada em áreas de campo rupestre, com floração de junho a novembro.

Mikania belemii se distingue das demais espécies encontradas no estado pelas folhas ovadas, membranáceas, glabras, com 3 nervuras, capitulescência tirsóide laxa com capítulos pedunculados, bráctea subinvolucral na base dos capítulos, lanceolada, ca. 3 × 1,2 mm, corola com tamanho do tubo igual ou quase igual ao limbo, lacínias profundamente recortadas. Ver mais comentários em M. biformis.

5. Mikania biformis DC., Prodr. 5: 202. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, pubescentes a glabrescente. Folhas pecioladas, 1-3,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, 3-lobada, membranácea, discolor, ovada, 4,5-12,5 × 2-6 cm, margem inteira e levemente revoluta, base hastada a obtusa, ápice acuminado, faces adaxial e abaxial pubescentes, nervação actinódroma (3 nervuras basais). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 9 × 3 mm, pedúnculos até 5 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, lanceolada, ca. 2,5 × 1 mm, ápice acuminado, glabra. Brácteas involucrais oblongas, 4-5 × 2 mm, ápice obtuso, glabras e estriadas. Corola com tubo 2-2,5 mm compr., glabro a pubérulo; limbo campanulado, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1,2 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,25 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cônico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glabra a pubérula. Pápus 4-5 mm compr., 41-43 cerdas.

Material examinado: Alcobaça, 17.IX.1978, S. Mori et al. 10585 (RB). Belmonte, Estação Experimental Gregório Bondar, CEPLAC Barrolândia, 12.VIII.1981, H.S. Brito & S.G. da Vinha 77 (CEPEC, RB). Cachoeira, 23.VII.2006, 12º37’S, 38º57’W, R.M. Valadão et al. 75 (ALCB, HRB). Camacan, RPPN Serra Bonita, 14.IV.2007, 15º23’35”S, 39º33’53”W, A.M. Amorim et al. 6992 (CEPEC); 15.I.2007, 15º23’30”S, 39º33’55”W, M.M.M. Lopes & L.C. de J. Gomes 768 (ALCB, CEPEC); 25.IV.2008, 15º23’30”S, 39º33’55”W, A.M. Amorim et al. 7274 (ALCB, CEPEC). Camamú, povoado de Barcelos do Sul, 16.VII.2005, A.M. Miranda & M.I. Silva 5116 (HUEFS). Caravelas, 18.VIII.1961, A.P. Duarte 5918 (RB). Lamarão do Passé, 15.VIII.2001, 12°35’S, 38º24’W, M.L. Guedes et al. 9646 (ALCB). Miguel Calmon, Parque de Sete Passagens, trilha do Dandá, 12.III.2006, 11º23’11”S, 40º31’4”W, V.J. Santos 474 (HUEFS); Campo Limpo, 7.V.2005, J.G. Freitas et al. 29 (HUEFS). Nilo Peçanha, 19.VI.1973, T.S. Santos 2674 (RB). Porto Seguro, 25.VIII.1961, A.P. Duarte 6003 (RB). Presidente Tancredo Neves, litoral sul, Riachão dos Caboclos, casa de Maria dos Montes Mercês Santos, 20.VI.2010, 13º22’37”S, 39º20’52”W, M.L. Guedes et al. 17606 (ALCB). Salvador, região metropolitana, Barragem do Cobre, 23.IV.2012, 12º58’S, 38º30’W, S.R. Teixeira et al. 43 (ALCB); Bacia do Cobre, 7.V.2012, 12º58’S, 38º30’W, M.L. Guedes et al. 19857 (ALCB, RB); Paralela, 9.VI.2001, 12º58’S, 38º30’W, M.L. Guedes et al. 9062 (ALCB, CEPEC).

Mikania biformis é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e, possivelmente, no Paraná (BFG 2018). Ocorre na Mata Atlântica e na Bahia também foi encontrada em áreas de campo rupestre, com floração de março a agosto.

Mikania biformis se distingue das demais espécies encontradas no estado por apresentar folhas 3-lobadas com base hastada e 3 nervuras, capitulescência tirsóide e corola campanulada. M. biformis pode ser confundida com M. belemii pois as folhas mais próximas à capitulescência podem apresentar lâmina ovada, mas se distingue pela presença do limbo campanulado (vs. infundibuliforme). Além disso a espécie pode se assemelhar também a M. glomerata que apresenta inflorescência em glomérulos (vs. tirsoide).

6. Mikania burchelliiBaker, Fl. bras. 6(2): 232. 1876.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, pubescentes a glabrescentes. Folhas pecioladas, 0,5-1,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, lanceolada, 3,5-8,8 × 1,1-3,8 cm, margem denticulada e levemente revoluta, base obtusa a arredondada, ápice acuminado, face adaxial glabra, face abaxial pilosa a glabrescente, nervação actinódroma (3 ou 2+3 nervuras). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 8 × 4 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr. Bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo, ovada, ca. 4 × 2 mm, ápice acuminado, pilosa. Brácteas involucrais oblongas, ca. 5 × 2 mm, ápice agudo, glabras a pilosas e estriadas. Corola com tubo ca. 1,9 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 2,2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice agudo com tricomas; tubo um pouco menor que o limbo. Anteras ca. 1,1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice agudo, colar da antera cônico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,4 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 3,2 mm compr., 5-costada, esparso pilosa. Pápus ca. 3 mm compr., 42-50 cerdas.

Material examinado: Andaraí, trilha para o Vale do Paty, 2.XI.1999, 12º48’S, 41º23’W, M.L. Guedes & L.J. Alves 6928 (ALCB, HUEFS, CEPEC); 2.XI.1999, 12º48’S, 41º23’W, M.L. Guedes & L.J. Alves 6927 (ALCB). Caravelas, 19.VI.1985, G. Hatschbach & J.M. Silva 49494 (CEPEC). Lençóis, Morro da Chapadinha, 23.XI.1994, 12º27’24”S, 41º27’10”W, E. Melo et al. 1284 (ALCB, CEPEC, HUEFS); Chapadinha, 7.IX.2005, 12º33’S, 41º23’W, F. Guaré (ALCB); descida para o Rio Mucugêzinho, 15.X.1979, W. Santana (ALCB); 1.X.1982, 12º34’S, 41º23’W, L.R. Noblick 39 (HUEFS). Miguel Calmon, Serra das Sete Passagens, 4.IV.2001, 11º23’18”S, 40º32’8”W, T. Ribeiro et al. 113 (ALCB, HUEFS); 17.VI.2006, 11º22’46”S, 40º31’07”W, D.C. Sousa et al. 18 (ALCB). Mucugê, distrito de Guiné, Serra do Esbarrancado, 30.X.2001, A.A. Conceição 982 (ALCB); Córrego do Boiadeiro, 14.X.2011, 14º32’05”S, 42º31’22”W, F. Hurbath 174 (ALCB); trilha para o Rio Tiburtino, 6.X.2010, N. Roque 2925 (ALCB); Parque Municipal de Mucugê, 11.XII.2003, N. Roque (ALCB); distrito de Guiné, subida do beco para o Vale do Pati, 5.VII.2009, 12º58’49”S, 41º28’12”W, N. Roque et al. 2153 (ALCB); caminho para o Córrego do Boiadeiro, 20.VIII.2015, 13º00’S, 41º22’W, M.L. Guedes & M.P. Casaes 23916 (ALCB); Cachoeira do Capa Bode, 10.X.2010, F. Hurbath & L.G.P.A. Aguiar 64 (ALCB); trilha para a Cachoeira das Andorinhas, 8.VII.2006, 13º00’05”S, 41º20’43”W, N. Roque et al. (ALCB, CEPEC); próximo ao Parque da Chapada Diamantina, 29.VI.1997, M.L. Guedes et al. 5111 (ALCB); Medonho, 9.VIII.2004, 12º59’S, 41º20’W, E.C. Oliveira 62 (HUEFS); 10.X.1987, 13º00’00”S, 41º23’07”W, L.P. Queiroz et al. 1876 (HUEFS); trilha para o Cruzeiro, ao lado do Cemitério Bizantino, 22.XI.2013, 13º00’32”S, 41º22’47”W, C.M. Siniscalchi et al 413 (SPF); 7.IX.1981, A. Furlan et al. 1999 (SPF); estrada para Andaraí, 3.XII.2003, 12º57’22”S, 41º19’14”W, N. Roque et al. 768 (ALCB); torre da Telemar, 6.X.2007, 13º00’S, 41º22’W, F. Guaré (ALCB); subida do Gobira, 8.IX.2007, 13º31’23”S, 41º57’31”W, S.C. Ferreira et al. 347 (HUEFS); estrada para Andaraí, G. Hatschbach 48230 (CEPEC); subida da Serra do Esbarrancado, 1.XI.2011, 12º45’22”S, 41º30’41”W, A.S. Quaresma 226 (HUEFS). Palmeiras, Capão Grande no sentido de Cachoeira da Fumaça, 29.X.1996, 12º32’S, 41º30’W, N. Hind & L.P. Queiroz 3813 (ALCB, CEPEC, SPF, HUEFS); povoado de Campo São João, 8.IX.2011, 12º27’13”S, 41º29’21”W, E.K.O Hattori et al. 1474 (SPF); trilha para a Cachoeira da Fumaça, 8.X.2016, N. Roque et al. 4822 (ALCB); Morro do Pai Inácio, 8.XI.1997, 12º27’S, 41º28’W, M.L. Guedes 5498 (CEPEC); Pai Inácio, 25.X.1994, 12º28’20”S, 41º27’25”W, A.M. Carvalho et al. 978 (ALCB, HUEFS, CEPEC); 29.XI.1983, 12º27’S, 41º28’W, L.R. Noblick & A. Pinto 2800 (CEPEC, HUEFS); 29.VI.1997, 12º27’20”S, 41º28’15”W, M.L. Guedes 5148 (ALCB); Serra dos Brejões, 15.XI.2001, 12º27’30”S, 41º27’56”W, V. Silva-Pereira 24 (HUEFS). Piatã, Cachoeira do Refúgio após a Serra de Santana, 7.IX.2016, 13°09’29”S, 41°44’55”W, A. Gandara & V.O. Amorim 128 (ALCB). Rio de Contas, pé do Morro do Itobira, 6.IX.2016, 13°22’32”S, 41°52’53”W, A. Gandara & V.O. Amorim 119 (ALCB); Pico das Almas, 6.IX.2016, 13°31’28”S, 41°57’23”W, A. Gandara & V.O. Amorim 120 (ALCB); 5.XI.2011, 13º30’45”S, 41º56’50”W, E.K.O. Hattori et al. 1435 (SPF); Pico das Almas, Campo do Queiroz, 7.VIII.2006, 13º31’27”S, 41º56’49”W, J.L. Paixão et al. 1042 (RB, CEPEC). Wenceslau Guimarães, Estação Ecológica Estadual Nova Esperança, trilha para o Pico do Urubu, 4.V.2007, 13º34’55”S, 39º43’23”W, J.G. Jardim et al. 5085 (CEPEC, RB).

Mikania burchellii ocorre na Argentina, Brasil, Paraguai e Venezuela (Oliveira 2015). No Brasil tem registros nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, onde ocorre nas fitofisionomias de Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Embora não tenha sido citada para a Bahia no BFG (2018), a espécie tem registros em diversos pontos do estado, sendo encontrada principalmente em regiões de campo rupestre, com floração de abril a dezembro.

Mikania burchellii se distingue das demais encontradas no estado por apresentar lâmina foliar lanceolada com margem denticulada, face abaxial pilosa, capitulescência tirsóide e bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo.

7. Mikania callineura Sch.Bip. exBaker, Fl. bras. 6(2): 258. 1876.

Trepadeira, ramos cilíndricos, densamente tomentosos. Folhas pecioladas, 0,6-1,4 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 7-10,5 × 3,5-5 cm, margem inteira, base cordada, ápice acuminado, face adaxial pilosa, face abaxial tomentosa, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 5 × 3 mm, pedúnculos 1-2 mm compr., vilosos. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, elíptica, ca. 2 × 1 mm, ápice obtuso, pilosa. Brácteas involucrais oblongas, externas ca. 3 × 1 mm e internas ca. 4 × 1 mm, ápice truncado, esparso pilosas. Corola com tubo ca. 1 mm compr., esparso setoso; limbo campanulado, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias profundamente partidas, ca. 1,5 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 0,8 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 5,5 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,2 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2,5 mm compr. Cipsela ca. 2 mm compr., 5-costada, esparso pilosa. Pápus ca. 3 mm compr., 31-41 cerdas.

Material examinado: Barro Preto, Serra da Pedra Lascada, 9.VIII.2005, 14º46’13”S, 39º12’10”W, J.L. Paixão et al. 571 (ALCB, CEPEC). Camacan, RPPN Serra Bonita, trilha para o Bapeba, 9.XI.2016, 15°23’30”S, 39°33’55”W, A. Gandara et al. 159 (ALCB). Una, Reserva Biológica do Mico-Leão, 13-14.VII.1993, 15º09’S, 39º05’W, J.G. Jardim et al. 170 (CEPEC); Reserva Biológica de Una, estrada para a casa dos morcegos, 10.VII.1998, 15º10’66”S, 39º08’78”W, A. Martini et al. 27 (CEPEC).

Mikania callineura é endêmica do Brasil e tem registro apenas para o estado de Minas Gerais (Oliveira 2015; BFG 2018). Na Bahia a espécie foi encontrada em áreas de Mata Atlântica e apresentou capítulos imaturos nos meses de julho e agosto e com floração em novembro.

A espécie se distingue das demais encontradas no estado por apresentar ramos densamente tomentosos, lâmina foliar com base cordada e face abaxial também tomentosa. Brácteas involucrais externas ca. 3 × 1 mm e internas ca. 4 × 1 mm com ápice truncado.

8. Mikania candolleana Gardner, London J. Bot. 5: 484. 1846.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, densamente vilosos. Folhas pecioladas, até 1 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, lanceolada, 6,5-13,5 × 1,5-3 cm, margem inteira, base cuneada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabrescentes, piloso nas nervuras, nervação peninérvea. Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 8 × 3 mm, pedúnculos ca. 3 mm compr. Bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo, um pouco abaixo do capítulo, elíptica, 5 × 2,5 mm, ápice agudo, glabrescente com margem pilosa. Brácteas involucrais oblongas a oblanceoladas, ca. 5 × 1,2 mm, ápice agudo e piloso, glabras. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1,2 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 5 mm compr., base alargada, piriforme, estilopódio ca. 0,4 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 3 mm compr., 37-42 cerdas.

Material examinado: Arataca, Serra das Lontras, 30.VI.2007, 15°11’22”S, 39°23’7”W, M.M.M. Lopes et al. 1465 (RB, HUEFS, CEPEC); 30.VI.2007, 15°11’22”S, 39°23’7”W, M.M.M. Lopes et al. 1451 (RB); 30.VI.2007, 15°11’22”S, 39°23’7”W, M.M.M. Lopes et al. 1451 (CEPEC, RB); 30.VI.2007, 15°11’22”S, 39°23’7”W, M.M.M. Lopes et al. 1465 (CEPEC, RB); Serra do Novo Javi, RPPN do IESB, 2.VII.2008, 15°10’42”S, 39°20’9”W, A.B. Jardim et al. 63 (RB, CEPEC); Serra do Peito-de-Moça, complexo Serra das Lontras, RPPN Caminho das Pedras, 12.X.2005, A.M. Amorim et al. 5304 (CEPEC, HUEFS); 12.X.2005, A.M. Amorim et al. 5304 (CEPEC, HUEFS); 24.IX.2006, 15°10’25”S, 39°20’30”W, A.M. Amorim et al. 6374 (CEPEC). Barro Preto, 13.VIII.2003, 14°46’22”S, 39°32’16”W, P. Fiaschi et al. 1526 (HRB, RB); Serra da Pedra Lascada, 28.VII.2011, 14°46’S, 39°32’W, R.O. Perdiz et al. 854 (RB, SPF); 13.VIII.2003, 14°46’22”S, 39°32’16”W, P. Fiaschi et al. 1526 (CEPEC, HRB, RB); 28.VII.2011, 14°46’S, 39°32’W, R.O. Perdiz et al. 854 (CEPEC,RB). Boa Nova, Faz. Farofa, estrada entre Boa Nova e Dario Meira, 24.X.2007, 14°25’13”S, 40°7’22”W, F.M. Ferreira et al. 1660 (RB); estrada entre Boa Nova e Dario Meira, 24.X.2007, 14°25’13”S, 40°7’22”W, F.M. Ferreira et al. 1660 (CEPEC, RB). Camacan, RPPN Serra Bonita, 13.VIII.2009, 15°23’30”S, 39°33’55”W, L. Daneu et al. 85 (ALCB, RB, CEPEC); 31.VIII.2008, 15°23’30”S, 39°33’55”W, A.M. Amorim et al. 7692 (RB); 31.VIII.2008, 15°23’30”S, 39°33’55”W, A.M. Amorim et al. 7692 (CEPEC, RB). Wenceslau Guimarães, 15.V.1992, 13°36’S, 39°47’W, W.W. Thomas et al. 9361 (CEPEC); 29.VIII.1991, S.C. de Sant’Ana et al. 30 (CEPEC).

Mikania candolleana é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado de Minas Gerais, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e da Mata Atlântica (BFG 2018). Embora não tenha sido citada para a Bahia no BFG (2018), a espécie tem registro em diversos pontos do estado, sendo encontrada em áreas de Mata Atlântica, com floração de abril a dezembro.

Mikania candolleana se distingue das demais espécies encontradas no estado por apresentar ramos densamente vilosos, folhas lanceoladas, pilosas nas nervuras da face abaxial, nervação peninérvea e bráctea subinvolucral elíptica.

9. Mikania congesta DC., Prodr. 5: 197. 1836.Fig. 2a-c

Figura 2 a-c. Mikania congesta - a. hábito; b. folhas com nervação actinódroma; c. capitulescências em glomérulo. d-e. Mikania elliptica - d. capitulescência tirsoide; e. folha com nervação peninérvea. f-g. Mikania glomerata - f. folha com nervação actinódroma, base hastada; g. capitulescência em glomérulo. h-j. Mikania grazielae - h. bráctea subinvolucral na base do capítulo; i. folhas com nervação actinódroma; j. folha, em destaque face abaxial vinácea. (Fotos: A. Gandara).  

Figure 2 a-c. Mikania congesta - a. habit; b. leaves with actinodromous nervation; c. capitulescence glomeruliform. d-e. Mikania elliptica - d. capitulescence thyrsoid; e. leaves with penninerved nervation. f-g. Mikania glomerata - f. leaves with actinodromous nervation, hastate base; g. capitulescence glomeruliform. h-j. Mikania grazielae - h. subinvolucral bract at the base of the head; i. leaves with actinodromous nervation; j. leave, showing abaxial vinaceous face. (Photos: A. Gandara). 

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, tomentosos. Folhas pecioladas, 1-4,5 cm compr., com pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 2,2-4,2 × 1,3-3,6 cm, margem inteira, base cordada a sagitada, ápice acuminado, face adaxial puberulenta e glandulosa, face abaxial puberulenta e glandulosa, nervação actinódroma (3-5 nervuras basais). Capitulescência em glomérulos, capítulos ca. 4 × 2,5 mm, sésseis a curto-pedunculados, até ca. 1,5 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, oblanceolada, 3-4 × 1 mm, ápice agudo, tomentosa, esparso glandulosa. Brácteas involucrais oblongas, ápice agudo, tomentosas, esparso glandulosas. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., esparso glanduloso a glabro, limbo campanulado, ca 1,6 mm compr., esparso glanduloso a glabro, com lacínias ca. 0,8 mm compr., denso glandulosas, ápice agudo, tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 0,8 mm compr., apêndice do conectivo ca. 0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, base cordada, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 4,5 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,6 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2 mm compr. Cipsela ca. 1,6 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus ca. 3 mm compr., 32-35 cerdas.

Material examinado: Boquira, 13.X.2007, 12°35’57”S, 42°39’14”W, A.A. Conceição et al. 2587 (HUEFS). Cachoeira, margem do Rio Paraguaçu, 15.IV.1977, W. Sant’Ana (ALCB). Ilhéus, CEPEC, 31.III.1965, R.P. Belém & M. Magalhães 617 (CEPEC). Jacobina, Lagoa Antoni Teixeira Sobrinho, 4.VII.1996, 11°10’S, 40°32’W, R. Harley 3409 (ALCB, HUEFS, CEPEC, SPF); 4.VII.1996, 11°10’S, 40°32’W, R. Harley 3409 (CEPEC, SPF). Malhada, 2.IV.2001, 14°21’42”S, 43°45’14”W, J.G. Jardim et al. 3405 (SPF, ALCB, HUEFS, RB, CEPEC). Morro do Chapéu, Tareco, 17.VI.2015, 11°24’18”S, 41°22’19”W, A. Gandara et al. 78 (ALCB); 14.III.2008, 11°29’19”S, 41°20’60”W, M.L. Guedes et al. 14514 (ALCB); 4.IX.2010, 11°24’22”S, 41°22’16”W, E. Melo et al. 8460 (HUEFS); Brejo, Represa Rio Tareco, 29.IV.2006, 11°24’25”S, 41°22’17”W, A.O. Moraes 217 (ALCB, HUEFS). Xique-Xique, estrada de Santo Inácio para Xique-xique, 8.X.1990, 11°01’S, 42°46’W, A. Freire-Fierro 1860 (SPF); 22.VI.1996, 10°48’34”S, 42°43’38”W, N. Hind et al. 2939 (CEPEC, ALCB, HUEFS).

Mikania congesta ocorre na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, Guiana, Haiti, Jamaica, Peru e República Dominicana (Oliveira 2015). No Brasil tem registro nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Alagoas, Ceará, Paraíba e Mato Grosso do Sul, onde ocorre nas fitofisionomias da Amazônia, Caatinga e no Pantanal (BFG 2018). Embora não tenha sido citada para a Bahia no BFG (2018), a espécie ocorre no estado em áreas alagadiças no domínio fitogeográfico da Caatinga, com floração de março a julho e outubro.

Mikania congesta é comumente confundida com M. micranta pela semelhança do hábito e formato das folhas, mas se distingue por apresentar lâmina foliar com margem inteira (vs. denteada a crenada), capitulescência em glomérulos (vs. corimbiforme), capítulos menores ca. 4 × 2,5 mm (vs. ca. 7 × 3 mm) e brácteas subinvolucral 3-4 mm compr. (vs. 2-3 mm compr.), respectivamente.

10. Mikania cordifolia (L.f.)Willd., Sp. Pl. 3(3): 1746. 1803.

Trepadeira, ramos cilíndricos a levemente angulares, estriados, tomentosos, raro glabros. Folhas pecioladas, 1,5-2,5 cm compr., com pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 2,5-4,7 × 1,8-3,3 cm, margem inteira a denteada, base cordada a hastada, ápice acuminado, face adaxial pilosa a glabra, face abaxial tomentosa a glabra, nervação actinódroma (5 nervuras basais). Capitulescência corimbiforme, capítulos ca. 9 × 4 mm, curto-pedunculados, ca. 2 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, elíptica, ca. 5 × 2 mm, ápice acuminado, tomentosa a glabrescente. Brácteas involucrais elíptica, ca. 6 × 2,5 mm, ápice acuminado a agudo, externas pilosas a glabrescente, internas glabras. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 2,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1,5 mm compr., glabro a glandulosas, ápice acuminado; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,5 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,5 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cônico. Estilete ca. 9 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 1 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4,5 mm compr. Cipsela ca. 5 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 5 mm compr., 56-58 cerdas.

Material examinado: Antônio Gonçalves, 20.VIII.1998, 10°32’26”S, 40°18’07”W, H.P. Bautista & J. Rodriguez-Oubiña 2412 (HRB). Arapiranga, Rio da Água Suja, 4.I.2010, I. Abreu 94 (ALCB). Bom Jesus da Lapa, margem do São Francisco, ao lado da Igreja do Bom Jesus, 18.VII.2003, 13°15’S, 43°25’W, J. Consta et al. 423 (ALCB, HUEFS). Cachoeira, Morro Delo, vale dos Rios Paraguaçu e Jacuípe, VIII-IX.1980, 12°32’S, 39°05’W, Grupo Pedra do Cavalo 497 (ALCB, HRB, HUEFS, CEPEC). Caém, 3.IX.1981, 11°08’S, 40°25’W, J.D.C Arouck-Ferreira 80 (ALCB, HRB). Castro Alves, riacho da estrada, 29.IV.1994, C.A.L. Carvalho 79 (HRB, HUEFS). Cocos, vereda do Rio Itaguarizinho, 5.VII.2001, 14°59’13”S, 45°53’39”W, M.L. Fonseca et al. 2852 (RB); margem do Rio Carinhanha, 11.VIII.1996, M.S. Ferrucci et al. 1015 (CEPEC). Cruz das Almas, Escola de Agronomia, 19.IX.1983, G. Pinto 461 (SP, RB). Entre Rios, Faz. Rio do Negro, 24.VII.2012, 12°1’S, 38°2’W, A.V. Popovkin 1185 (HUEFS). Gentio do Ouro, Piquizeiro, 28.VIII.1998, 10°24’24”S, 42°25’59”W, H.P. Bautista & J. Rodriguez-Oubiña 2554 (HRB). Ibiquera, VIII.1974, G.C.P. Pinto 42401 (ALCB). Ibiripitanga, entre Ubatã e Ibiripitanga, 14.VII.1979, R.M. King & S.A. Mori 8031 (CEPEC). Jussiape, 25.VII.1979, R.M. King & S.A. Mori 8146 (CEPEC). Licínio de Almeida, 16.VII.2011, 14°28’59”S, 42°34’41”W, F.A. Santana et al. 44 (SPF, HUEFS); estrada para Faz. Riacho de Areia, 19.VII.2012, 14°35’18”S, 42°32’23”W, N. Roque et al. 3596 (ALCB); Serra Geral, Faz. Boqueirão, nascente do Rio Estiva, 16.VII.2011, 14°28’59”S, 42°34’05”W, N. Roque et al. 3218 (ALCB); Serra Geral, Garimpo dos Areiões, 14.VII.2011, 14°37’42”S, 42°30’39”W, N. Roque et al. 3127 (ALCB); Riacho Fundo, 19.VII.2012, 14°35’19”S, 42°32’23”W, F.A. Santana et al. 171 (HUEFS); Garimpo dos Areiões, 14.VII.2011, 14°37’42”S, 42°30’40”W, F.A. Santana et al. 22 (HUEFS, RB). Morro do Chapéu, Vila Ventura, 9.XII.2006, 11°40’S, 41°01’W, M.L. Guedes et al. 12985 (ALCB). Mucuri, Faz. Afonsópolis, 7.VIII.1965, J.P. Lanna-Sobrinho 996 (RB). Mundo Novo, Faz. Jequitiba, 26.VIII.2006, 12°2’S, 40°29’W, P.A. Melo 113 (ALCB, HUEFS). Porto Seguro, 27.VIII.1961, A.P. Duarte 6006 (RB). Prado, próximo ao Rio Prado, 28.VII.1984, 17°22’S, 39°14’W, M. Messias-Santos & J.C.A. Lima 123 (HRB, RB, CEPEC). Salvador, Barragem do Cobre, 16.IV.2012, 12°58’S, 38°30’W, E.P. Queiroz et al. 5308 (ALCB, HRB); Santo Amaro de Ipitanga, VIII.1957, A.L. Costa 387 (ALCB). Santa Cruz de Cabrália, 14.VIII.1979, 16°23’S, 39°8’W, S.A. Mori et al. 12726 (RB, CEPEC). São Francisco do Conde, Ilha das Fontes, 30.VIII.2010, M.S. Lisboa & M.L. Guedes 162 (ALCB); Faz. Engenho Madruga, 25.VIII.1991, M.L. Guedes & F. Bandeira (ALCB). Una, Reserva Ecológica do Mico-leão, 13.IX.1993, 15°09’S, 39°05’W, A.M. Amorim et al. 1336 (ALCB, CEPEC); 2.IX.1998, L.A. Mattos Silva et al. 3859 (CEPEC, HUEFS). Urandi, Serra Geral, Rio Cachoeira, Sítio Espírito Santo, 6.VIII.2009, 14°44’10”S, 42°37’07”W, M.L. Guedes et al. 15927 (ALCB, HUEFS); Serra Geral, Cachoeira do Rio Raízes, 4.VIII.2009, 14°46’38”S, 42°35’35”W, M.L. Guedes et al. 15803 (ALCB, HUEFS). Vale do Rio Mucuré, ao lado da rod. BR-101, 13.VII.1968, R.P. Belem 3862 (RB, CEPEC); Faz. Afonsópolis, margem do Rio Mucuri, 7.VIII.1965, R.P. Belém, 1452 (CEPEC).

Mikania cordifolia é amplamente distribuída, ocorre na Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela (Oliveira 2015). No Brasil tem registro em todos os estados exceto Acre e Roraima (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de mata e/ou próximo a áreas úmidas como riachos ou brejos, com floração principalmente de julho a setembro.

Mikania cordifolia apresenta grande variação morfológica devido à sua ampla distribuição, podendo apresentar indivíduos densamente tomentosos e outros glabros (Ritter & Miotto 2005). Apesar disso, a espécie pode ser reconhecida pelas folhas ovadas com base cordada a hastada e margem inteira a levemente dentada, inflorescência corimbiforme e brácteas subinvolucrais foliáceas características (elípticas e com ca. 5 × 2 mm). Ver mais comentários em M. hoehnei.

11. Mikania duckei G.M.Barroso, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 16:255. 1959.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados e hirsuto. Folhas pecioladas, até 1,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, subcoriácea, discolor, largo elíptica a ovada, 4-7,5 × 2-3,7 cm, margem inteira, base cuneada a obtusa, ápice agudo, face adaxial glandulosa, esparso hirsuta a glabrescente, nervuras levemente hirsutas, face abaxial glandulosa, denso hirsuta, nervuras hirsutas, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 9 × 3 mm, pedúnculos ca. 3 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, lanceolada, ca. 5 × 1 mm, ápice acuminado, setosa. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4 × 2 mm, ápice obtuso a agudo, setosas. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 3 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1,1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice retuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 6,5 mm compr., base levemente alargada, estilopódio ca. 0,7 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela 4-5 mm compr., 5-costada, glandulosa e setosa. Pápus 4-5 mm compr., 38-45 cerdas.

Material examinado: Almadina, Serra do Corcovado, 4.X.2006, 14°42’21”S, 39°36’12”W, M.M.M. Lopes et al. 1140 (CEPEC). Apuarema, concessão do Rio Tinto, 6.III.2013, 13°53’36”S, 39°41’09”W, L.Y.S. Aona et al. 2267 (SPF, ALCB, RB). Arataca, Serra das Lontras, 30.III.2008, 15°11’22”S, 39°23’7”W, A.M. Amorim et al. 7263 (CEPEC); 15.IX.2004, 15°11’53”S, 39°23’50”W, W.W. Thomas et al. 14108 (ALCB, CEPEC, RB); topo da Serra do Peito-de-Moça, 15.IV.2006, 15°10’25”S, 39°20’30”W, A.M. Amorim et al. 5785 (ALCB); PARNA, Serra das Lontras, trilha de acesso ao Javi com entrada pela Vila Família Unida, 15.III.2012, 15°8’56”S, 39°19’3”W, A.M. Amorim et al. 8077 (RB). Boa Nova, Faz. São José, 7.III.2003, 14°24’14”S, 40°9’16”W, S.C. Sant’Ana et al. 1065 (CEPEC). Castro Alves, Serra da Jibóia, povoado de Pedra Branca, 7.IV.1993, 12°51’11”S, 39°28’19”W, L.P. Queiroz et al. 3160 (HUEFS). Ibirapitanga, Reserva Municipal Cachoeira do Pau, 19.III.2003, 13°53’27”S, 39°27’33”W, W.W. Thomas et al. 13405 (CEPEC). Ilhéus, rod. de Olivença para Una, 21.IV.1981, S.A. Mori et al. 13703 (RB). Itacaré, 10.IV.1970, T.S. dos Santos 683 (CEPEC). Maraú, 9.V.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2123 (CEPEC, RB). Porto Seguro, Reserva da Brasil Holanda, 16°27’45”S, 39°19’31”W, A.M.V. Carvalho et al. 4500 (CEPEC, ALCB, HRB, HUEFS). Santa Cruz Cabrália, Reserva Biológica do Pau-Brasil, 5.I.1972, A. Eupunino 133 (CEPEC); 21.III.1978, S.A. Mori et al. 9772 (CEPEC, RB); 17.III.1966, R. Pinheiro 108 (CEPEC); 8.II.1967, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 3316 (CEPEC, HUEFS, RB). Santa Teresinha, Serra da Jibóia, 2.III.2001, 12°51’1”S, 39°28’32”W, L.P. Queiroz et al. 6464 (ALCB, HUEFS). Ubaitaba, 13.V.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2195 (CEPEC, RB). Una, Reserva Biológica de Una, Piedade, estrada do fogo, 20.III.1999, 15°10’66”S, 39°8’78”W, A. Martini et al. 90 (CEPEC); Reserva Biológica do Mico-leão (IBAMA), 14-15.IV.1993, 15°09’S, 39°05’W, A.M. Amorim et al. 1208 (CEPEC); 30.III.1994, 15°09’S, 39°05’W, A.M.A. Amorim et al. 1619 (CEPEC). Uruçuca, rod. Serra Grande-Uruçuca, entorno do Parque Estadual Serra do Conduru, 14.VI.2008, 14°28’46”S, 39°6’20”W, J.G. Jardim 5254 (CEPEC). Valença, estrada de Valença para Guaibim, RPPN Serra Branca, 5.V.2004, 13°19’44”S, 39°5’25”W, S.C. Sant’Ana et al. 1154 (CEPEC). Wenceslau Guimarães, Reserva Estadual, próximo ao Pico do Urubu, 2.IV.1993, L.A. Mattos Silva & S.C. Sant’Ana 2932 (CEPEC).

Mikania duckei é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia e Pernambuco (BFG 2018). No Bahia ocorre em áreas de Mata Atlântica, principalmente no sul do estado, com floração de fevereiro a junho.

Mikania duckei se assemelha muito a M. salzmanniifolia pela capitulescência racemiforme e formato das folhas, mas apresenta ramos hirsutulosos (vs. glabros), folhas com nervuras hirsutas (vs. glabras), nervação actinódroma com 2+3 nervuras (vs. peninérvea), corola campanulada (vs. infundibuliforme) e o número de cerdas no pápus 38-45 (vs. 69-75), respetivamente.

12. Mikania elliptica DC., Prodr. 7(1): 270 (1838).Fig. 2d-e

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, puberulentos. Folhas pecioladas, até 0,9 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, coriácea, discolor, elíptica, 2-7,4 × 1-3,3 cm, margem inteira e levemente revoluta, base cuneada, ápice obtuso, face adaxial glabra, face abaxial gladulosa, nervação peninérvea, reticulada. Capitulescência tirsóide densa, capítulos ca. 7 × 3 mm, pedúnculos ca. 2-3 mm compr., vilosos. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, linear, ca. 2 × 1 mm, ápice acuminado, vilosa. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4 × 1 mm, ápice agudo, vilosas a glabrescentes. Corola com tubo ca. 1,8 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 2,7 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., tão longo quanto largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 8 mm compr., base levemente alargada, sem estilopódio; ramos do estilete lineares ca. 3 mm compr. Cipsela 2-3 mm compr., 5-6-costada, glandulosa. Pápus ca. 3 mm compr., 41-44 cerdas.

Material selecionado: Abaíra, 14.X.2006, 13°14’S, 41°39’W, D. Rigueira et al. (ALCB); 12.IX.1992, 13°18’S, 41°47’W, W. Ganev 1079 (SPF, HUEFS); 26.X.1992, 13°18’S, 41°53’W, W. Ganev 1355 (SPF, HUEFS); distrito de Catolés, 3.IX.1992, 13°17’S, 41°58’W, W. Ganev 1012 (SPF, SP, HUEFS). Jambeiro, próximo a Catolés, 10.IX.1993, 13°18’S, 41°51’W, W. Ganev 2213 (HUEFS); distrito de Catolés, Campo de Ouro Fino, 18.IX.2007, 13°15’29”S, 41°54’10”W, S.C. Ferreira et al. 370 (HUEFS); distrito de Catolés, caminho Guarda Mor-Cristais, 7.IV.1992, 13°20’S, 41°52’W, W. Ganev 54 (HUEFS); entrada de Igatu, 22.XI.2013, 13°53’47”S, 41°18’59”W, C.M. Siniscalchi et al. 414 (SPF). Andaraí, Vale do Paty, 2.XI.1999, 12°48’S, 41°25’W, M.L. Guedes et al. 6922 (ALCB, CEPEC). Arataca, Serra do Peito-de-Moça, Serra das Lontras, 23.IX.2007, 15°10’25”S, 39°20’30”W, F.M. Ferreira et al. 1440 (CEPEC). Caetité, estrada para Bom Jesus da Lapa, 28.VIII.1999, 13°52’17”S, 42°36’43”W, E. Melo et al. 2862 (ALCB, HUEFS). Catolés, Serra do Barbado, 30.IV.2006, 13°17’S, 41°50’W, M.L. Guedes et al. 12290 (ALCB). Ituberá, litoral sul, 29.XI.2005, 13°43’S, 39°08’W, M.L. Guedes et al. 11923 (ALCB). Jacobina, Serra do Bispo, Faz. do S. João Bosco, 13.IX.2016, 11°09’47”S, 40°29’47”W, A. Gandara & V.O. Amorim 130 (ALCB); Serra do Bispo, trilha para a Cachoeira dos Amores, 13.IX.2016, 11°09’15”S, 40°29’42”W, A. Gandara & V.O. Amorim 131 (ALCB); Serra do Bispo, Cachoeira dos Amores, 13.IX.2016, 11°09’18”S, 40°29’30”W, A. Gandara & V.O. Amorim 132 (ALCB); trilha dos Bandeirantes, 24.IX.2011, L.M. Moura et al. 105 (ALCB); arredores Tombador, 6.IX.1999, 11°3’43”S, 40°39’38”W, E. Melo et al. 2976 (HUEFS). Lençóis, Chapadinha, 24.VIII.2002, 12°27’72”S, 41°29’38”W, M.J.G. Andrade & M.E.R Junqueira 123 (CEPEC, HUEFS); 19.IX.1998, M.L. Guedes et al. 6102 (CEPEC, ALCB); Serra da Chapadinha, 31.VIII.1994, 12°28’01”S, 41°27’15”W, M.L. Guedes et al. 696 (CEPEC, SPF, ALCB); 28.IX.1994, 12°27’52”S, 41°26’29”W, A.M. Giulietti et al. 884 (SPF, ALCB, HUEFS); 28.VIII.1999, 12°33’S, 38°19’W, M.L. Guedes & E. Velloso 6790 (ALCB); Toca da Rita, Chapadinha, 19.IX.1998, M.L. Guedes & F.G. Cruz 6120 (SPF); margens do Rio Lençóis, 23.VIII.2002, 12°33’74”S, 41°23’70”W, M.J.G. Andrade & M.E.R. Junqueira 97 (HUEFS); 25.VIII.2007, 12°28’31”S, 41°23’14”W, A.P.L. Couto 229 (HUEFS); 30.VII.2006, 12°34’S, 41°23’W, A.P.L. Couto 166 (HUEFS). Licínio de Almeida, 15.IX.2011, 14°35’10”S, 42°34’07”W, F.A. Santana et al. 55 (SPF, HUEFS, RB); 15.IX.2011, 14°35’56”S, 42°32’60”W, F.A. Santana et al. 64 (SPF, HUEFS); Córrego de Santana, 15.IX.2011, 14°35’56”S, 42°32’59”W, N. Roque 3280 (ALCB); 15.IX.2011, 14°35’56”S, 42°32’60”W, F.A. Santana et al. 59 (HUEFS); 15.IX.2011, 14°35’56”S, 42°32’59”W, N. Roque et al. 3287 (ALCB); trilha do Cascarrento, 16.IX.2011, 14°33’05”S, 42°33’51”W, N. Roque et al. 3315 (ALCB); 16.IX.2011, 14°33’6”S, 42°33’52”W, F.A. Santana et al. 73 (HUEFS); Curral do Estevão, 15.IX.2011, 14°35’10”S, 42°34’06”W, N. Roque et al. 3271 (ALCB). Maracás, 12.X.1983, A.M. de Carvalho et al. 1962 (CEPEC, ALCB, HUEFS, RB). Miguel Calmon, Piemonte da Chapada, 16.VI.2006, 11°23’13”S, 40°31’33”W, D.C. Sousa et al. 20 (ALCB); Sete Passagens, trilha para grota de Dona Antônia, 3.VIII.2006, 11°20’S, 40°31’W, G. Carvalho et al. 129 (ALCB); 16.VI.2006, 11°23’11”S, 40°31’48”W, D.C. Sousa, D.C. et al. 19 (ALCB). Morro do Chapéu, Areia Branca, 14.IX.2016, 11°33’28”S, 41°10’46”W, A. Gandara & V.O. Amorim 134 (ALCB); estrada para o Cria Bode, 14.IX.2016, 11°34’09”S, 41°09’21”W, A. Gandara & V.O. Amorim 135 (ALCB); Morrão, 14.IX.2016, 11°34’24”S, 41°12’31”W, A. Gandara & V.O. Amorim 136 (ALCB); Cachoeira do Ferro Doido, 29.IX.2002, 11°37’29”S, 40°59’57”W, J.G. Jardim 4005 (CEPEC, SPF, HUEFS); 5.X.2007, 11°37’32”S, 40°59’53”W, L.P. Queiroz et al. 13107 (HUEFS); Morro da Torre, ápice do morro, 27.IX.1999, 11°35’27”S, 41°12’25”W, E.B. Miranda et al. 261 (ALCB, HRB, HUEFS); Faz. Pé de Serra, estrada para Bonito, 7.IX.2006, 11°34’17”S, 41°09’47”W, J.L. Ferreira et al. 55 (ALCB, HUEFS); caminho para Ventura, 7.IX.2002, 11°33’S, 41°09’W, M.L. Guedes et al. 9845 (ALCB); Morrão, 8.IX.2007, 11°35’63”S, 41°12’8”W, E. Melo et al. 5063 (HUEFS); Faz. Ouro Branco, 13.X.2006, 11°22’36”S, 41°15’1”W, E. Melo et al. 4524 (HUEFS); Morrão, 14.X.2014, 11°10’S, 41°00’W, L.C. Marinho et al. 908 (HUEFS). Mucugê, estrada velha Andaraí-Mucugê, 8.IX.1981, J.R. Pirani et al. 2095 (SPF); 18.VII.2007, 13°00’S, 41°22’W, M.L. Guedes et al 16230 (ALCB); 29.X.2005, 12°53’6”S, 41°31’43”W, J.G. Carvalho-Sobrinho & A.J. Neto 652 (ALCB, HUEFS); Unidade de Manejo Sustentável, Projeto Sempre Viva, 31.VIII.1997, 12°59’46”S, 41°21’20”W, H.P. Bautista & J. Oubiña 2144 (HRB). Palmeiras, Pai Inácio, 26.IX.1994, 12°27’17”S, 41°28’05”W, A.M. Giulietti et al. PCD830 (CEPEC, ALCB); 9.IX.2005, 12°27’S, 41°28’W, E.B. Souza et al. 1429 (HUEFS). Piatã, trilha próxima a capela, Serra de Santana, 7.IX.2016, 13°08’55”S, 41°45’28”W, A. Gandara & V.O. Amorim 129 (ALCB); Faz. Beija Flor, 13.X.2006 13°09’S, 41°36’W, M.L. Guedes et al. 12751 (ALCB); 13.X.2006, 13°09’S, 41°36’W, M.L. Guedes et al. 12590 (ALCB); 8.IX.1992, 13°05’S, 41°53’W, W. Ganev 1031 (SPF, HUEFS); 13°07’52”S, 41°49’57”W, M.L. Guedes et al. 11386 (ALCB); trilha para Cachoeira do Patrício, 10.X.2009, R.M. Liro et al. 2 (ALCB); 10.X.2009, R.M. Liro et al. 1 (ALCB); caminho para a Cachoeira do Cochó, 27.VII.2011, 13°03’52”S, 41°49’95”W, M.L. Guedes et al. 18961 (ALCB); entre a Serra do Gentio e João Teixeira, 30.IX.1998, H.P. Bautista & S Ortiz 2915 (ALCB). Rio de Contas, subida para o Campo de Aviação, 16.IX.1989, G. Hatschbach & V. Nicolack 53370 (CEPEC); 25.VIII.1993, 13°52’S, 42°19’W, W. Ganev 2126 (SPF, HUEFS); 23.VIII.1993, 13°51’S, 42°20’W, W. Ganev 2092 (SPF, HUEFS); estrada de Arapiranga para o Rio da Água Suja, 24.IX.2009, 13°42’42”S, 41°79’21”W, I.S. Abreu 54 (ALCB). Rui Barbosa, Serra do Orobó, Riacho da Prata, 5.IX.2004, 12°19’6”S, 40°29’28”W, L.P. Queiroz et al. 9508 (HUEFS). Seabra, 12.X.1981, G. Hatschbach 44200 (CEPEC); 12.X.1981, G. Hatschbach 44204 (CEPEC); 13.IX.1956, E. Pereira 2168 (RB). Umburanas, estrada Cachoeirinha-Delfino, 13.VIII.1999, 10°23’7”S, 41°15’22”W, E. Melo et al. 2826 (ALCB, HUEFS). Utinga, estrada para Cachoeira Mariazinha, 21.IX.2007, 12°2’10”S, 41°10’69”W, E. Melo et al. 5144 (HUEFS). Vitória da Conquista, Serra do Periperi, 30.X.2013, 14°50’00”S, 40°48’00”W, L.C. Marinho et al. 527 (ALCB, HUEFS, CEPEC); 19.X.1967, A.P. Duarte 10545 (RB). Divisa Minas-Bahia, BR4, 29.IX.1965, A.P. Duarte 9228 & E. Pereira 10158 (RB); D. Sucre 10826 (RB).

Mikania elliptica é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados de Minas Gerais e Bahia onde ocorre fitofisionomias da Caatinga e Cerrado. A espécie M. elliptica é amplamente distribuída no estado, ocorre geralmente em áreas de solo arenoso e pedregoso, como campo rupestre, com floração de julho a outubro.

Mikania elliptica se assemelha a M. lindbergii pelo hábito e formato das folhas, mas se diferenciam pela nervação peninérvea (vs. actinódroma com 3 nervuras suprabasais), posição da bráctea subinvolucral na base do pedúnculo (vs. base do capítulo) e capitulescência tirsóide densa (vs. tirsóide laxa), respetivamente.

13. Mikania firmulaBaker, Fl. bras. 6(2): 266. 1876.

Trepadeira, ramos clíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, até 2,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira e revoluta, subcoriácea, discolor, ovada, 5,3-9,4 × 2,8-4,7 cm, margem inteira, base arredondada a obtusa, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência espiciforme, capítulos 4-6 × 2 mm, sésseis. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, ovada a lanceolada, ca. 1,1 × 0,5 mm, ápice acuminado, vilosa. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4,5 × 1,1 mm, ápice agudo, glabras. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 1,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 0,4 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 0,7 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., tão longo quanto largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 5 mm compr., base levemente alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2 mm compr. Cipsela ca. 2 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus ca. 3 mm compr., 36-39 cerdas.

Material examinado: Porto Seguro, 26.VIII.1961, A.P. Duarte 5995 (RB). Una, 20.VII.1981, L.A. Mattos-Silva et al. 1297 (RB). Uruçuca, estrada que liga Uruçuca a Serra Grande, 9.VI.1979, S. Mori 11910 (CEPEC, RB).

Mikania firmula é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados do Espírito Santo e Bahia, onde foi encontrada em áreas de mata no sul do estado, com floração de junho a agosto.

Mikania firmula pode ser reconhecida pelos ramos glabros, folhas ovadas com nervação actinódroma (2+3 nervuras), margem inteira e revoluta, capitulescência espiciforme, corola com tubo igual ou quase igual ao limbo e anteras com menos de 1 mm compr.

14. Mikania glandulosissima W.C.Holmes & D.J.N.Hind, Kew Bull. 55(2): 399. 2000.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 0,5-0,8 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, subcoriácea, discolor, orbicular, 1,4-2,6 × 1,4-2,6 cm, margem levemente crenada e revoluta, base obtusa, ápice arredondado a obtuso, face adaxial glabra, face abaxial glandulosa (tricomas glandulares incrustados na folha), nervação actinódroma (3 nervuras). Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 4,5 × 3 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr., pubescentes. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, obovada, ca. 2 × 1 mm, ápice agudo, glabra com margem ciliada. Brácteas involucrais oblongas, internas levemente maiores que as externas, 3,1-4 × 1-1,2 mm, ápice agudo, glabras a levemente pubescentes. Corola com tubo ca. 1,1 mm compr., esparso glanduloso; limbo infundibuliforme, ca. 1,5 mm compr., esparso glanduloso, com lacínias ca. 0,5 mm compr., denso glandulosas, ápice agudo; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 0,7 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., mais largo do que longo, ápice retuso a truncado; colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 4 mm compr., base alargada, estilopódio ca. 0,3 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 1,5 mm compr. Cipsela ca. 2,5 mm compr., 5-costada, esparso glandulosa, adensando no ápice. Pápus ca. 2,5 mm compr., 36-39 cerdas.

Material examinado: Abaíra, Campo do Cigano, 29.I.1992, 13°15’S, 41°55’W, J.R. Pirani et al. 50975 (SPF); acima do Riacho Taquara, 6.I.1992, 13°15’S, 41°55’W, R.M. Harley et al. 50661 (SPF); Catolés de Cima, 20.XI.1993, 13°18’S, 41°53’W, W. Ganev 2513 (SPF, HUEFS); caminho Guarda-Mor, Água Limpa, volteando o Morro do Cuscuz por trás, 25.VI.1992, W. Ganev 592 (SPF, SP, HUEFS); Catolés de Cima, 26.XII.1988, 13°18’S, 41°53’W, R.M. Harley et al. 27801 (HUEFS). Lençóis, 13.VI.1981, S.A. Mori & B.M. Boom 14395 (RB). Mucugê, platô no alto da Serra do Esbarrancado, 1.XI.2011, 12°45’25”S, 41°30’25”W, A.S. Quaresma et al. 220 (SPF, HUEFS); estrada nova Andaraí-Mucugê, 8.IX.1981, A. Furlan et al. 1566 (HUEFS). Palmeiras, Cachoeira da Fumaça, 7.I.1997, A.A. Conceição 253 (SPF); trilha para Cachoeira da Fumaça, 8.X.2016, N. Roque et al. 4810 (ALCB); próximo a Caeté-Açu, Cachoeira da Fumaça, 11.X.1987, 12°36’01”S, 41°27’17”W, L.P. Queiroz et al. 1918 (HUEFS). Seabra, Serra do Bebedor, 22.VI.1993, 12°17’S, 49°36’W, L.P. Queiroz & N.S. Nascimento 3353 (HUEFS).

Mikania glandulosissima é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado da Bahia, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga e do Cerrado em áreas de campo rupestre (BFG 2018). Foi encontrada em áreas de campo rupestre, com floração de julho a janeiro.

Mikania glandulosíssima se distingue das demais encontradas no estado pela lâmina foliar orbicular com apenas 1,4-2,6 × 1,4-2,6 cm, margem levemente crenada e revoluta, face abaxial glandular com 3 nervuras, corola com tubo esparso glanduloso e lacínias densamente glandulosa.

15. Mikania glomerata Spreng., Syst. Veg. 3: 421. 1826.Fig. 2f-g

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 1-3,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, 3-lobada, carnoso-coriácea, discolor, trulada a ovada, 4,5-11 × 2,3-5,5 cm, margem inteira, base hastada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 a 5 nervuras). Capitulescência em glomérulos, capítulos ca. 7 × 4 mm, sésseis. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, ovada a lanceolada, ca. 2,1 × 0,8 mm, ápice acuminado, glabra com margem as vezes ciliada. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4,2 × 1,1 mm, ápice obtuso e ciliado, glabras. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 3 mm compr., glabro, com lacínias ca. 0,3 mm compr., glandulosas, ápice agudo; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,3 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 6 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2 mm compr. Cipsela 2-3 mm compr., 5-costada, glabra a esparso pilosa. Pápus ca. 5 mm compr., 38-44 cerdas.

Material examinado: Alcobaça, 20.VIII.1993, M.L. Guedes 3635 (ALCB). Arataca, Serra do Peito de Moça, RPPN Caminho das Pedras, 12.IV.2007, 15°10’25”S, 39°20’30”W, M.M.M. Lopes et al. 1184 (RB). Belmonte, 7.VII.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2510 (CEPEC, RB); 10.VII.1980, L.A. Matto-Silva & H.S. Brito 989 (CEPEC, HRB, RB); estação experimental CEPLAC, 27.VII.2009, 16°06’19”S, 39°12’23”W, M.M. Saavedra et al. 1016 (HUEFS, CEPEC). Cairú, 13.XII.1993, M.L. Guedes et al. (ALCB). Canavieiras, Betanha, 13.VII.1964, C.M. Magalhães 147 (CEPEC); Ilha de Atalaia, 10.VII.1996, P.R. Sicupira et al. 12 (CEPEC). Ilhéus, 30.VIII.1965, R.P. Belém 1659 (CEPEC, RB); 6.VIII.1984, 15°00’00”S, 39°01’00”W, G.L. Webster 25156 (CEPEC); 3.VIII.1980, A.M. de Carvalho 301 (CEPEC, RB); J.S. Blanchet 2111 (HUEFS); Lagoa Encantada, 7.VI.2013, 14°37’14”S, 39°6’4”W, A.M. Amorim et al. 8310 (RB). Jussari, 13.VIII.1998, 15°09’29”S, 39°31’43”W, A.M. Amorimet al. 2454 (CEPEC). Morro do Chapéu, 24.X.2003, 11°33’S, 41°09’W, 24.X.2003, M.L. Guedes et al. 10797 (ALCB). Piatã, matinha na parte baixa após a Serra de Santana, 7.IX.2016, 13°08’59”S, 41°45’03”W, A. Gandara & V.O. Amorim 125 (ALCB). Porto Seguro, 17.VII.1997, 16°52’02”S, 39°24’54”W, W. Thomas et al. 11586 (CEPEC, HUEFS); 20.VIII.1961, A.P. Duarte 5946 (SP, RB). Prado, 29.XI.1997, 17°16’00”S, 39°11’00”W, M.L. Guedes & M. Fonseca 5460 (CEPEC, ALCB). Santa Cruz Cabrália, 25.VIII.1994, M.L. Guedes et al. 3477 (CEPEC, ALCB); 28.VII.1978, S. Mori et al. 10373 (CEPEC, RB); 24.VIII.1988, L.A. Mattos-Silva et al. 2497 (CEPEC, ALCB); 5.VII.1979, R.M. King et al. 7986 (CEPEC). Una, Povoado de Comandatuba, 23.VII.1981, L.A. Mattos-Silva et al. 1355 (CEPEC, RB); 1.VI.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2364 (CEPEC, RB); 19.VIII.1991, R. Voeks 334 (CEPEC); 15.VIII.1995, G. Hatschbach et al. 63343 (CEPEC); 3.VI.1981, J.L. Hage & E.B. dos Santos 852 (CEPEC); Faz. Bolandeira, 17.VII.2002, L.A. Mattos-Silva et al. 4666 (CEPEC, ALCB).

Mikania glomerata ocorre na Argentina, Brasil e Paraguai (Oliveira 2015). No Brasil tem registro nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde é encontrada nos domínios fitogeográficos do Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia ocorre principalmente nas matas do sul do estado, com floração de junho a agosto.

Mikania glomerata se distingue das demais espécies encontradas no estado pela capitulescência em glomérulos, lâmina foliar carnoso-coriácea, base hastada, 3-lobadas e lacínias com 0,3 mm compr. A espécie se assemelha a M. laevigata principalmente pelo padrão da capitulescência em glomérulos e por conta de uma variação nas folhas mais próximas da capitulescência que podem não ser lobadas parecendo assim com as folhas lanceoladas de M. laevigata.

16. Mikania grazielae R.M.King & H.Rob., Phytologia 45: 126-127. 1980.Fig. 2h-j

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, pubérulos, nós densamente tomentosos. Folhas pecioladas, 0,5-1,4 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 2,8-5,2 × 2,5-3,5 cm, margem inteira e revoluta, base cordada a truncada, ápice agudo a acuminado, face adaxial glabra a esparso pubérula, face abaxial denso glandulosa, esparso pubérula principalmente nas nervuras, nervação actinódroma (3 nervuras). Capitulescência corimbiforme, capítulos ca. 10 × 4 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, elíptica, conduplicada, ca. 4 × 2 mm, ápice acuminado, glabra com ápice ciliado. Brácteas involucrais oblongas, ca. 6 × 2 mm, ápice obtuso e ciliado, glabras. Corola com tubo ca. 3,5 mm compr., tomentoso; limbo campanulado, ca. 2,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 2 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo maior que o limbo. Anteras ca. 1,6 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,5 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cônico. Estilete ca. 9 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 1 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3,5 mm compr. Cipsela ca. 3,8 mm compr., 10-costada, tomentosa, principalmente na base e no ápice. Pápus ca. 6 mm compr., 73-77 cerdas.

Material examinado: Abaíra, Jambreiro, 17.VI.1994, 13°18’S, 41°51’W, W. Ganev 3385 (SPF, HUEFS). Lençóis, Serra do Brejão, 22.V.1980, 12°27’S, 41°27’W, R.M. Harley 22388 (CEPEC, RB). Morro do Chapéu, Morrão, 14.IX.2016, 11°34’24”S, 41°12’31”W, A. Gandara & V.O. Amorim 137 (ALCB). Mucugê, 14.VII.1996, 12°55’00”S, 41°18’04”W, N. Hind et al. PCD3596 (CEPEC, SPF, ALCB, HUEFS); campo em frente ao cemitério, 20.VII.1981, A.M. Giulietti et al. 1437 (SPF); 20.VII.2010, 13°00’14”S, 41°21’49”W, A.C. Fernandes et al. 104 (SPF); trilha torre do Capa Bode, 20.VII.2010, N. Roque 2872 (SPF, ALCB); trilha para a Cachoeira do Tiburtino, 6.VII.2009, 12°59’98”S, 41°20’82”W, N. Roque et al. 2172 (ALCB); trilha para a Cachoeira do Cardoso, 23.X.2010, N. Roque et al. 2949 (ALCB); Morro do Pai Inácio, 9.VII.1996, 12°28’S, 41°27’W, N. Hind et al. 3520 (ALCB, HUEFS); 11.VII.1996, 12°28’S, 41°27’W, N. Hind et al. 3526 (ALCB); trilha para as Andorinhas, 8.VII.2006, 12°59’32”S, 41°20’29”W, N. Roque et al. 1391 (ALCB); Capão do Correia, 11.VII.2009, 13°06’37”S, 41°22’38”W, M.M. Saavedra et al. 976 (HUEFS, RB); estrada para Jussiape, 26.VII.1979, R.M. King et al. 8159 (CEPEC). Palmeiras, 19.IX.1998, M.L. Guedes et al. 6101 (CEPEC, SPF, ALCB); Pai Inácio, 4.VII.1994, 12°27’14”S, 41°27’58”W, M.C. Ferreira et al. PCD0020 (CEPEC, SPF, ALCB); 12.VI.1981, S.A. Mori & B.M. Boom (RB); Cachoeira da Fumaça, 28.V.2002, A.A. Conceição & L.R. Lira 1044 (SPF).

Mikania grazielae é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado da Bahia, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e da Caatinga (BFG 2018). Foi encontrada em campo rupestre, com floração de maio a outubro.

Mikania grazielae se assemelha a M. phaeoclados pelo hábito arbustivo escandente e folhas ovadas, mas se diferenciam pelos ramos pubérulos apenas com os nós tomentosos (vs. ramos tomentosos), capitulescência corimbiforme (vs. tirsoide), bráctea subinvolucral na base do capítulo, elíptica e conduplicada (vs. na base do pedúnculo, lanceolada) e cipsela 10-costada (vs. 5-costada).

17. Mikania hagei R.M.King & H.Rob., Phytologia 45: 128. 1980.

Arbusto ereto, ca. 1,5 m alt., ramos angulares, pubérulos, denso glandulosos. Folhas pecioladas, 0,4-0,8 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, cartácea, discolor, obovada, 1,5-3,5 × 0,7-2 cm, margem inteira, base atenuada, ápice obtuso a agudo, face adaxial e abaxial denso glandulosas, nervação actinódroma (3 nervuras). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 10 × 4 mm, pedúnculos 2-5 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, linear, ca. 3 × 0,5 mm, ápice obtuso, pubérula. Brácteas involucrais elípticas, ca. 5,5 × 2 mm, ápice agudo, pubérulas e glandulosas. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., glanduloso; limbo infundibuliforme, ca. 3,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, raro glandulosas, ápice agudo a leve acuminado; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,2 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 7 mm compr., base levemente alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2,5 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glandulosa com costelas setosas. Pápus ca. 6 mm compr., 42-49 cerdas.

Material examinado: Abaíra, 16.VII.1994, 13°16’S, 41°52’W, W. Ganev 3563 (SPF, HUEFS); Serra do Pastinho, 15.VIII.1992, 13°17’S, 41°44’W, W. Ganev 871 (SPF, HUEFS, RB); 14.IX.1992, 13°17’S, 41°53’W, W. Ganev 1092 (SPF, HUEFS); 15.VIII.1992, 13°17’S, 41°44’W, W. Ganev 872 (SPF, HUEFS). Barra da Estiva, Morro do Ouro, 19.VII.1981, A.M. Giulietti et al. 1327 (SPF); 25.IX.2010, 13°35’S, 41°18’W, M.L. Guedes et al. 17664 (ALCB); 25.IX.2010, 13°35’S, 41°18’W, M.L.Guedes et al. 17664 (ALCB); estrada de Ituaçu-Barra da Estiva, próximo ao Morro do Ouro, 18.VII.1981, A.M. Giulietti et al. 1239 (SPF). Catolés, Gerais da Serra da Tromba, 18.VI.1992, W. Ganev 522 (SPF, HUEFS). Ibicoara, 22.VI.1978, 13°31’09”S, 41°18’33”W, P. Vaillant 57 (HUEFS, RB). Mucugê, São Pedro, 16.IX.1984, G. Hatschbach 48307 (CEPEC, SPF, HUEFS); em frente às estufas de flores, 4.VII.2009, 13°01’38”S, 41°26’37”W, N. Roque et al. 2092 (ALCB); 18.VII.2007, 13°00’S, 41°22’W, M.L. Guedes et al. 16242 (ALCB). Palmeiras, rodovia Mucugê-Palmeiras, 30.VIII.1997, H.P. Bautista & J. Oubiña 2127 (HRB). Piatã, trilha para Cachoeira do Patrício, 10.X.2009, 13°04’58”S, 41°51’37”W, N. Roque et al. 2355 (ALCB); próximo à Serra das Palmeiras, margens de um riacho, 28.IX.1998, H.P. Bautista & S. Ortiz 2870 (HRB).

Mikania hagei é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado da Bahia, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e da Caatinga (BFG 2018). Foi encontrada em áreas de campo rupestre, com floração de julho a outubro.

Mikania hagei pode ser reconhecida pelo habito arbustivo ereto e por apresentar glândulas em praticamente todas as suas estruturas, além de possuir ramos angulares, pubérulos, corola com tubo muito menor que o limbo, limbo infundibuliforme e cipselas com costas setosas.

18. Mikania hemisphaerica Sch.Bip. exBaker, Fl. bras. 6(2): 254. 1876.Fig. 3a-c

Figura 3 a-c. Mikania hemisphaerica - a. ramo florido; b. capítulos, em destaque bráctea subinvolucral; c. capitulescência. d-f. Mikania inordinata - d. folha com nervação actinódroma, base hastada; e. pseudoestípula; f. capitulescência. g-h. Mikania luetzelburgii - g. hábito ereto; h. folhas levemente conduplicada com margem inteira. i-k. Mikania sessilifolia - i. hábito ereto; j. folhas planas com margem crenada; k. capitulescência racemiforme. (Fotos: A. Gandara). 

Figure 3 a-c. Mikania hemisphaerica - a. flowering branch; b. heads showing subinvolucral bract; c. capitulescence. d-f. Mikania inordinata - d. leaves with actinodromous nervation, hastate base; e. pseudostipule; f. capitulescence. g-h. Mikania luetzelburgii - g. erect habit; h. slightly conduplicate leaves with entire margin. i-k. Mikania sessilifolia - i. erect habit; j. flat leaves with crenate margin; k. capitulescence racemiform. (Photos: A. Gandara). 

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros a leve pilosos. Folhas pecioladas, 2,5-7 cm compr., com pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 5,5-12,2 × 2,5-7,5 cm, margem inteira a denteada, base cordada, ápice acuminado, face adaxial puberulenta, face abaxial tomentosa, nervação actinódroma (5 nervuras basais). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 11 × 4 mm, pedúnculos até ca. 7 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, lanceolada, conduplicada, ca. 6 × 2 mm, ápice acuminado, glabra a levemente pilosa. Brácteas involucrais lanceoladas, ca. 8 × 2 mm, ápice acuminado, glabras. Corola com tubo ca. 4 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo maior que o limbo. Anteras ca. 1,5 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,5 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cônico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada com espessamento suprabasal, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 1,5 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, pilosa, principalmente nas costelas e na base. Pápus ca. 6,5 mm compr., 101-159 cerdas.

Material examinado: Abaíra, distrito de Catolés, subida para o pico do Barbado, 1.VII.2015, 13°17’28”S, 41°53’53”W, A. Gandara & V.O. Amorim 92 (ALCB); 8.VI.1994, 13°20’S, 41°52’W, W. Ganev 3318 (SPF, HUEFS). Amargosa, Serra do Timbó, 28.IV.2007, 13°10’00”S, 39°09’00”W, J.L. Paixão et al. 1140 (CEPEC, SP, HUEFS). Santa Teresinha, 17.VI.2000, 12°50’59”S, 39°28’44”W, L.P. Queiroz et al. 6323 (ALCB, HUEFS).

Mikania hemisphaerica é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados de Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia também foi encontrada em uma área de campo rupestre, com floração em abril e junho.

Mikania hemisphaerica pode ser reconhecida por apresentar pseudoestípulas, folhas ovadas grandes (5,5-12,2 × 2,5-7,5 cm), margem inteira a denticulada e base cordada, corola com tubo muito maior que o limbo (tubo ca. 4 mm e limbo ca. 2 mm), cipsela pilosa principalmente nas costelas e base e pápus com um grande número de cerdas (101-159). Ver mais comentários em M. morii.

19. Mikania hirsutissima DC., Prodr. 5: 200. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, denso vilosos. Folhas pecioladas, 1,5-3 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 10-12 × 5-8 cm, margem inteira a denticulada, base cordada, ápice acuminado, face adaxial hirsuta, face abaxial vilosa, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 6 × 3 mm, pedúnculos até ca. 3 mm compr. Bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo, elíptica, ca. 5,5 × 2,5 mm, ápice agudo, glabra e estriada. Brácteas involucrais estreito elípticas, ca. 5,5 × 2 mm, ápice acuminado, glabras e estriadas. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 2,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1,2 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., tão longo quanto largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 4 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,3 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2 mm compr. Cipsela ca. 2 mm compr., 5-costada, glabra a esparso pilosa. Pápus ca. 4,5 mm compr., 40-42 cerdas.

Material examinado: Abaíra, distrito de Catolés, subida para o pico do Barbado, 1.VII.2015, 13°16’33”S, 41°53’32”W, A. Gandara & V.O. Amorim 95 (ALCB); Mata do Bem Querer, 17.VIII.1992, 13°17’S, 41°54’W, W. Ganev 884 (SPF, HUEFS, R). Gandú, estrada Gandú-Ituberá, VIII.1952, G. Pinto 52-246 (ALCB). Jacobina, 27.X.1995, J.G. Jardim et al. 721 (CEPEC); Serra do Brite, 23.VIII.1980, 11°09’07”S, 40°00’41”W, W. Fonseca 325 (CEPEC, ALCB, RB); trilha dos Bandeirantes, 24.IX.2011, 11°09’10”S, 40°29’12”W, L.M. Moura et al. 109 (ALCB); 6.IX.1999, 11°15’57”S, 40°28’00”W, E. Melo et al. 3009 (ALCB, HUEFS). Licínio de Almeida, trilha para o Cachoeirão, 20.VII.2012, 14°41’8”S, 42°33’12”W, F.A. Santana et al. 193 (HUEFS).

Mikania hirsutissima ocorre na Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai (Oliveira 2015). No Brasil tem registro nos estados de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e nas regiões sudeste e sul, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia ocorre principalmente em áreas de mata, com floração de julho a outubro.

Mikania hirsutissima apresenta ramos denso vilosos, folhas ovadas com margem inteira a denticulada, face adaxial hirsuta e face abaxial vilosa, capitulescência tirsóide. Mikania hirsutissima se assemelha a M. trichophila pelo indumento presente nas folhas, mas se diferencia pelas brácteas subinvolucrais elípticas com ca. 5,5 × 2,5 mm (vs. ovada a lanceolada com 2-3 × 1 mm) e corola com tubo e lacínias glabras (vs. setosas), respectivamente.

20. Mikania hoehnei B.L.Rob., Contr. Gray Herb. 104: 36. 1934.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 1,5-3 cm compr., com pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 4-5,5 × 2-4 cm, margem inteira, base cordada, ápice acuminado, face adaxial glabra, face abaxial denso glandulosa, nervação actinódroma (3-5[7] nervuras). Capitulescência corimbiforme, capítulos ca. 9 × 3 mm, pedúnculos ca. 2-3 mm compr., vilosos a esparso glandulosos. Bráctea subinvolucral um pouco abaixo do capítulo, estreita oblonga, ca. 4 × 0,5 mm, ápice acuminado, pilosa a glabrescente. Brácteas involucrais oblanceoladas, ca. 7 × 2 mm, ápice agudo e tomentoso, glabrescentes e esparso glandulosas. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro a esparso glanduloso; limbo campanulado, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete não observados. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, puberulenta com ápice piloso e costas serreadas. Pápus ca. 4 mm compr., 53-58 cerdas.

Material examinado: Arataca, PARNA, Serra das Lontras, trilha para o Peito de Moça, 13.XI.2011, 15°10’12”S, 39°20’17”W, L. Daneu et al. 592 (SPF, RB, CEPEC). Wenceslau Guimarães, Estação Ecológica, trilha da Água Vermelha, 15.X.2012, 13°34’30”S, 39°43’11”W, D.C. Zappi et al. 3445 (RB).

Mikania hoehnei é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2018). Embora não tenha sido citada para a Bahia no BFG (2018), a espécie tem registros em áreas de mata no sul do estado, com floração em outubro e novembro.

Mikania hoehnei é reconhecida principalmente pelos ramos glabros com pseudoestípulas, folhas pecioladas (1,5-3 cm compr.), cordiformes com face abaxial denso glandulosa e cipsela com costas serreadas. M. hoehnei se assemelha a M. cordifolia pela presença de pseudoestípula, folhas ovadas com base cordada e capitulescência corimbiforme, mas se diferencia desta pelas brácteas subinvolucráis estreita oblonga, ca. 4 × 0,5 mm (vs. elípticas foliáceas, ca. 5 × 2 mm) e corola com limbo campanulado (vs. infundibiliforme).

21. Mikania hookeriana DC., Prodr. 5: 195. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 1-2,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, coriácea, discolor, ovada, 5-7 × 2,5-4,5 cm, margem inteira, base arredondada a obtusa, ápice obtuso a agudo, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3-5 nervuras basais). Capitulescência em glomérulos, capítulos ca. 7 × 3 mm, sésseis. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, oblonga, 2-3 × 0,8-1 mm, ápice agudo, glabra com ápice levemente piloso. Brácteas involucrais oblongas, ca. 5 × 1,5 mm, ápice agudo e levemente tomentoso, glabra. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 4 mm, glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice acuminado com tricomas; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,3 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cônico. Estilete ca. 9 mm compr., base levemente alargada, estilopódio ca. 0,6 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glabra a esparso pilosa. Pápus ca. 5 mm compr., 55-70 cerdas.

Material examinado: Itacaré, 2.V.1993, 14°15’S, 39°16’W, W. Thomas et al. 9779 (CEPEC). Maraú, 3.V.1968, R.P. Belém 3499 (CEPEC, RB); 6.V.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2046 (CEPEC, RB). Santa Cruz Cabrália, 16.VII.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2590 (CEPEC, RB). Ubaitaba, estrada Ubaitaba-Maraú, 24.XI.2010, 14°16’05”S, 39°13’44”W, L. Daneu et al. 460 (SPF, RB, CEPEC). Una, Reserva Biológica de Una, 1.V.2000, 15°10’46”S, 39°9’4”W, J.G. Jardim et al. 3036 (RB, CEPEC).

Mikania hookeriana ocorre no Brasil, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Suriname e Vezezuela (Oliveira 2015). No Brasil tem registro nos estados de Pará, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Amazonia, Cerrado e Pantanal (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de mata costeira no sul do estado, com floração de maio a julho.

Mikania hookeriana foi descrita por Candolle (1836) a partir de um material coletado na Guiana e de coletor desconhecido. Em 1934, Robinson publicou cinco variedades para a espécie, com base na sua ampla variação morfológica, não adotadas para a Flora do Brasil. Mikania santosii foi descrita por King & Robinson (1980) a partir do material de T.S. dos Santos 1438 (Holótipo CEPEC). Na ocasião, a semelhança com M. hookeriana foi apontada e foram apresentadas características foliares e da corola que separariam as espécies. Contudo, tais características foram analisadas e demonstraram não ser suficientes para recnhecer os dois táxons. Desta forma, este trabalho optou pela utilização do nome mais antigo.

Mikania hookeriana pode ser reconhecida por apresentar ramos glabros, folhas coriáceas, ovadas, glabras, actinódromas com 3-5 nervuras, capitulescência em glomérulos e corola com tubo menor que o limbo (tubo ca. 2 mm compr., limbo infundibuliforme, ca. 4 mm).

22. Mikania inordinata R.M.King & H.Rob., Phytologia 45(2): 129. 1980.Fig. 3d-f

Trepadeira, ramos cilíndricos a angulares, estriados, glabros a esparso tomentosos, esparso glandulosos. Folhas pecioladas, 2-3 cm compr., com pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, triangular, 4,5-6,8 × 3-3,5 cm, margem inteira, base hastada, ápice acuminado, face adaxial glandulosa, face abaxial denso glandulosa, nervação actinódroma (3 nervuras basais). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 9 × 4 mm, pedúnculos 3-5 mm compr., pilosos. Bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo, linear, ca. 2 mm, ápice acuminado, pilosa. Brácteas involucrais oblanceoladas, ca. 7 × 2 mm, ápice agudo e tomentoso, glabrescentes e esparso glandulosas. Corola com tubo ca. 3 mm compr., glabro a esparso glanduloso; limbo campanulado, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., denso glandulosas, ápice acuminado; tubo maior que o limbo. Anteras ca. 1,5 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice agudo, colar da antera cônico. Estilete ca. 4 mm compr., base levemente alargada, estilopódio ca. 0,8 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 4,5 mm compr., 65-76 cerdas.

Material examinado: Abaíra, distrito de Catolés, subida para o pico do Barbado, 1.VII.2015, 13°15’52”S, 41°53’53”W, A. Gandara & V.O. Amorim 97 (ALCB). Itaberaba, Serra 1, Faz. Gameleira, 19.VIII.2005, 12°24’44”S, 40°32’12”W, L.P. Queiroz et al. 10816 (CEPEC, HUEFS). Maracás, Faz. dos Pássaros, 13.VII.1979, R.M. King & S.A. Mori 8021 (CEPEC). Piatã, matinha na parte baixa após a Serra de Santana, 7.IX.2016, 13°08’59”S, 41°45’03”W, A. Gandara & V.O. Amorim 126 (ALCB).

Mikania inordinata é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado da Bahia, onde ocorre no domínio fitogeográfico da Caatinga (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em área de floresta estacional, com floração de julho a agosto.

Mikania inordinata se distingue das demais espécies encontradas no estado por apresentar pseudoestípulas, folhas triangulares com base hastada e face adaxial e abaxial glandulosas, capitulescência tirsóide e bráctea subinvolucral linear ao longo do pedúnculo.

23. Mikania jeffreyi D.J.N.Hind, Kew Bull. 48(2): 271. 1993.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 1-2,4 cm compr., com pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, estreito triangular, 2,9-6 × 1-2,5 cm, margem inteira e revoluta, base sagitada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 nervuras basais). Capitulescência corimbiforme, capítulos 4-6 × 2-3 mm, pedúnculos até 3 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, lanceolada, 2-4 × 1 mm, ápice acuminado a caudado, glabrescente. Brácteas involucrais lanceoladas, 3-5 ×1 mm, ápice acuminado a agudo, glabrescentes. Corola com tubo 1-2 mm compr., papiloso (principalmente próximo ao ponto de conexão com o limbo); limbo campanulado, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 0,8 mm compr., glandulosas, ápice acuminado; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete 3,2-6 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,7 mm compr.; ramos do estilete lineares, 1,2-3 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus ca. 7 mm compr., 43-54 cerdas.

Material examinado: Alagoinhas, estrada Alagoinhas-Araçás, 12.II.2003, N.G. Jesus et al. 1692 (ALCB, HUEFS). Barreiras, Cachoeira do Acaba Vidas, 1.IV.2000, 11°59’39”S, 45°34’52”W, R.M. Harley et al. 53823 (ALCB, HUEFS); Formosa do Rio Preto, 10°58’S, 44°57’W, M.L. Guedes & A.B. Xavier 11636 (ALCB, CEPEC). Itanagra, Faz. Olho D’Água, 10.X.1076, E.F. Gusmão 265 (SPF, ALCB); Faz. Olho D’Água, 12.I.1975, E.F. Gusmão (ALCB). Jussiape, água empoçada à margem do Rio de Contas, Cachoeira da Fraga, 16.II.1987, R.M. Harley et al. 24343 (SPF, HUEFS). Rio de Contas, Estrada Real, 28.XII.1997, J.G. Jardim et al. 1172 (CEPEC); Pico das Almas, 18.III.1977, 13°33’S, 41°57’W, R.M. Harley 19615 (CEPEC).

Mikania jeffreyi é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Minas Gerais e Goiás. Na Bahia foi encontrada em área de mata ciliar e campo rupestre, com floração de fevereiro a abril.

Mikania jeffreyi pode ser reconhecida pelo formato estreito triangular de suas folhas e pela presença de 3 nervuras marcadas, capitulescência corimbiforme, bráctea subinvolucral com ápice aristado e brácteas involucrais com ápice acuminado a caudado, corola com limbo campanulado, lacínias com ápice acuminado e cipsela glandulosa.

24. Mikania kubitzkii R.M.King & H.Rob., Phytologia 48(3): 224. 1981.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 1-3,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, levemente discolor, lanceolada, 4,5-11 × 1,7-4 cm, margem inteira, base obtusa, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 nervuras basais). Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 9 × 3 mm, pedúnculos 2-3 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, lanceolada, ca. 1,5 × 0,5 mm, ápice agudo, glabra. Brácteas involucrais oblonga a estreito elíptica, ca. 7 × 2 mm, ápice agudo a obtuso, glabras. Corola com tubo ca. 1,8 mm compr. glanduloso; limbo infundibuliforme, ca. 2,2 mm compr., glanduloso, com lacínias ca. 1 mm compr., glandulosas, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 0,8 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., mais largo do que longo, ápice arredondado, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 6 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus ca. 4 mm compr., 41-44 cerdas.

Material examinado: Barro Preto, Serra da Pedra Lascada, 21.XI.2005, 14°46’13”S, 39°12’10”W, M.M.M. Lopes et al. 299 (CEPEC); 11.XI.2004, 14°46’13”S, 39°32’10”W, P. Fiaschi et al. 2636 (SPF, CEPEC). Itanhém, estrada para o Corró, 18.VIII.2004, 17°07’50”S, 40°14’47”W, J.R. Stehmann 3820 (SPF). Una, 27.IX.1979, S.A. Mori et al. 12852 (RB, CEPEC).

Mikania kubitzkii ocorre no Brasil e Uruguai (Oliveira 2015). No Brasil tem registro apenas no estado da Bahia, onde ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2018). Foi encontrada nas matas do sul do estado, com floração de agosto a novembro.

Mikania kubitzkii pode ser reconhecida pelas folhas ovadas a lanceoladas, membranáceas, 3 nervuras, capitulescência tirsoide laxa, bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, pedúnculos 2-3 mm compr., corola glandulosa, limbo infundibuliforme e cipsela ca. 4 mm compr., glandulosa.

25. Mikania laevigata Sch.Bip. exBaker, Fl. bras. 6(2): 241.1876.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 1-2 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, coriácea, discolor, lanceolada, 7,5-10 × 2,8-5 cm, margem inteira, base obtusa a cuneada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 nervuras basais), reticulada. Capitulescência em glomérulos, capítulos ca. 8 × 3 mm, sésseis. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, ovada a linear, 1,5-2 × 0,5-1 mm, ápice acuminado, glabra. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4,5 × 1 mm, ápice agudo e levemente piloso, glabrescente. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 3,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,3 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., mais longo do que largo, ápice acuminado, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 7 mm compr., base levemente alargada, estilopódio ca. 0,4 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2,5 mm compr. Cipsela 2-3 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 5 mm compr., 40-45 cerdas.

Material examinado: Alcobaça, 4.VII.1979, J.L. Hage 259 (CEPEC, RB). Barro Preto, Serra da Pedra Lascada, 4.V.2005, 14°46’13”S, 39°12’10”W, A.M. Amorim et al. 4902 (ALCB); 4.V.2005, 14°46’13”S, 39°12’10”W, A.M. Amorim et al. 4909 (ALCB, CEPEC). Buerarema, Aldeia dos índios Tupinambás da Serra do Padeiro, 20.V.2007, 14°57’S, 39°17’W, G.S. Campos & A.P. Alencar 9 (ALCB). Ilhéus, Pontal, 17.V.1968, R.P. Belém 3572 (CEPEC, RB). Itacaré, Condomínio Vila São José (ECOPARQUE), rod. Ilhéus-Itacaré, 22.V.1999, L.A. Mattos Silva et al. 3995 (CEPEC). Ituberá, Fragmento do Pacangê, 24.VI.2006, 13°43’S, 39°08’W, R.M. Valadão & M.L. Guedes 394 (ALCB). Uruçuca, 9.VI.1979, S. Mori 11911 (CEPEC, RB).

Mikania laevigata ocorre no Brasil e Uruguai (Oliveira 2015). No Brasil tem registro nos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul e regiões sudeste e sul, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada principalmente nas matas do sul do estado, com floração de maio a julho.

Mikania laevigata apresenta ramos glabros, folhas coriáceas, lanceoladas (7,5-10 × 2,8-5 cm), actinódromas com 3 nervuras, capitulescência em glomérulos, bráctea subinvolucral na base do capítulo, ovada a linear (1,5-2 × 0,5-1 mm) e corola com tubo menor que o limbo (tubo ca. 1,5 mm compr., limbo infundibuliforme, ca. 3,5 mm compr.).

26. Mikania lindbergiiBaker, Fl. bras. 6(2): 232. 1876.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, até 0,8 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, elíptica, 4-5 × 2 cm, margem inteira e revoluta, base cuneada a atenuada, ápice obtuso a agudo, face adaxial glabra, face abaxial glabra, nervação actinódroma (3 nervuras suprabasais). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 9 × 3 mm, pedúnculos ca. 5 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, obovada, ca. 1,8 × 0,7 mm, ápice agudo e piloso, pilosa. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4 × 1 mm, ápice arredondado a obtuso e piloso, pilosas. Corola com tubo ca. 2 mm compr., levemente glanduloso; limbo infundibuliforme, ca. 2,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glandulosas, ápice agudo; tubo um pouco menor que o limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., tão longo quanto largo, ápice obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 7 mm compr., base alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus 4-4,5 mm compr., 34-37 cerdas.

Material examinado: Abaíra, distrito de Catolés, subida para o pico do Barbado, 1.VII.2015, 13°17’28”S, 41°54’14”W, A. Gandara & V.O. Amorim 103 (ALCB); distrito de Catolés, 7.IV.1992, 13°20’S, 41°52’W, W. Ganev 54 (SPF). Igrapiúna, povoado de Laranjeiras, 18.VII.2010, 13°54’19”S, 39°12’28”W, M.L. Guedes et al. 17296 (ALCB). Ilhéus, Faz. Theobroma, VIII.1988, M. Sobral & L.A. Mattos-Silva 6050 (HRB). Lençois, Serra da Chapadinha, 29.VII.1994, 12°27’35”S, 41°26’43”W, H.P. Bautista et al. 313 (ALCB); 9.X.2000, M.L. Guedes et al. 7415 (ALCB). Maraú, estrada Maraú-Ubaitaba, 5.IX.1999, 14°09’54”S, 39°00’58”W, A.M. Carvalho et al. 6743 (CEPEC). Miguel Calmon, trilha para Grota de Dona Antonia, 2.VIII.2006, 11°20’S, 40°31’W, G. Carvalho et al. 140 (ALCB); trilha da Cachoeira do Sinvaldo, 2.VII.2005, V. Barreto 73 (HUEFS). Mucugê, atrás do Cemitério Bizantino, 14.X.2011, 13°00’S, 41°22’W, M.L. Guedes et al. 19124 (ALCB). Rio de Contas, pé do Morro do Itobira, 6.IX.2016, 13°22’32”S, 41°52’53”W, A. Gandara & V.O. Amorim 117 (ALCB). Tapiramutá, Faz. Abençoada, 31.VIII.1981, 11°49’S, 40°45’W, L.M.C. Gonçalves 153 (RB). Rod. São José-Una, km 3, 4.VIII.1977, L.A. Mattos & J.L. Hage S84 (RB).

Mikania lindbergii é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Paraná, Santa Catarina e Região Sudeste, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de mata e campo rupestre, com floração de julho a outubro.

Mikania lindbergii se assemelha a M. elliptica pela lâmina foliar elíptica e capitulescência tirsóide, mas se diferencia desta pelas folhas actinódromas com 3 nervuras (vs. peninérveas), capitulescência laxa (vs. densa), respectivamente.

27. Mikania lindleyana DC., Prodr. 5: 195. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, até 3 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, cartácea, discolor, ovada, 4-7,5 × 1,8-4 cm, margem inteira, base cuneada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 nervuras basais). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 8 × 3 mm, pedúnculos até ca. 5 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, ovada, foliácea, ca. 5 × 2 mm, ápice acuminado, glabra. Brácteas involucrais oblongas a elípticas, ca. 5 × 2 mm, ápice arredondado a obtuso, glabras e estriadas. Corola com tubo 2,5-3 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 2,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 2 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1,6 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,4 mm compr., mais longo do que largo, ápice acuminado, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 1,3 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus 4-5 mm compr., 64-70 cerdas.

Material examinado: Grapiúna, povoado de Laranjeiras, 18.VII.2010, 13°54’19”S, 39°12’28”W, M.L. Guedes et al. 17607 (ALCB). Porto Seguro, BR-5, 23.VIII.1961, A.P. Duarte 5958 (RB). Uruçuca, BR-101, trecho Itabuna-Ubaitaba, 10.VII.1997, R.M. King & L.A. Mattos-Silva 8014 (CEPEC).

Mikania lindleyana ocorre na Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru e Venezuela (Oliveira 2015). No Brasil tem registro nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, São Paulo e também na Região Sul. Ocorre na Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal (BFG 2018). Embora não tenha sido citada para a Bahia no BFG (2018), a espécie tem registros nas matas do sul do estado, com floração em julho e agosto.

Mikania lindleyana pode ser reconhecida principalmente pelas folhas cartácea, actinódromas com 3 nervuras, capitulescência tirsóide, brácteas subinvolucrais foliáceas, obovadas, ca. 5 × 2 mm, corola com tubo igual ou quase igual ao limbo (tubo ca. 2,5 mm compr., limbo campanulado, ca. 2,5 mm compr.) e lacínias profundamente recortadas com ápice agudo.

28. Mikania luetzelburgii Mattf., Notizbl. Bot. Gart. Berlin-Dahlem 9: 381. 1925.Fig. 3g-h

Subarbusto ereto, até 1,5 m alt., ramos cilíndricos, tomentosos, ferrugíneos. Folhas sésseis, sem pseudoestípula; lâmina inteira, coriácea, discolor, orbicular a ovada, 2-3,5 × 2-3,5 cm, margem inteira a dentada, base cordada, ápice agudo a arredondado, face adaxial pubescente, face abaxial vilosa, nervação actinódroma (3-5 nervuras basais). Capitulescência tirsóide densa, capítulos ca. 9 × 4 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, ovada, ca. 4 × 2 mm, ápice acuminado, estriada com margem ciliada. Brácteas involucrais estreito oblongas, ca. 4 × 2 mm, ápice obtuso e ciliado, estriadas. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 4 mm compr., glabro, com lacínias ca. 2 mm compr., glabras, ápice agudo com tricomas; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 2 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,5 mm compr., mais longo do que largo, ápice obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 9 mm compr., base alargada, estilopódio ca. 0,6 mm compr.; ramos do estilete lineares, 3,5 mm compr. Cipsela 2-3 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus 3-5 mm compr., 32-75 cerdas.

Material examinado: Abaíra, caminho Jambreiro-Belo Horizonte, 14.VII.1994, 13°18’S, 41°51’W, W. Ganev 3529 (ALCB, SPF, HUEFS); caminho Samambaia-Serrinha, 22.V.1992, 13°19’S, 41°51’W, W. Ganev 351 (SPF, HUEFS); Gerais do Porco Gordo, 16.VII.1993, 13°45’S, 42°25’W, W. Ganev 1882 (SPF); Catolés, Lagoinha, 22.VII.2003, 13°18’58”S, 41°51’15”W, A.S. Conceição et al. 654 (ALCB, HUEFS); distrito de Catolés, Campo do Bicota, 20.IX.1999, 13°19’43”S, 41°51’4”W, T.S. Nunes et al. 120 (HUEFS); Catolés, Campo do Virassaia, 31.V.2003, 13°19’S, 41°51’W, A.S. Conceição et al. 604 (HUEFS). Água Quente, Pico das Almas, 28.V.1989, M.C. Ferreira & V. Veronese 204 (HRB, HUEFS). Andaraí, Serra de Andaraí, 14.VIII.1976, G.C.P. Pinto et al. (ALCB). Barra da Estiva, próximo ao Morro do Ouro, 18.VII.1981, A.M. Giulietti et al. 1253 (SPF); Morro do Ouro, 19.VII.1981, A.M. Giulietti et al. 1268 (SPF); 5.IX.1998, 13°41’10”S, 41°18’30”W, H.P. Bautista & J. Rodriguez-Oubiña 2647 (HRB); rod. Mucugê-Barra da Estiva, 29.VIII.1997, 13°36’56”S, 41°19’59”W, H.P. Bautista & J. Oubiña 2118 (ALCB, HRB). Ibicoara, trilha para Cachoeira do Licuri, 25.VI.2012, H.A. Ogasawara & G.B. Siqueira 235 (ALCB); entrada para a Cachoeira do Buracão, 21.XI.2013, 13°23’45”S, 41°13’51”W, C.M. Siniscalchi et al. 410 (SPF). Mucugê, 18.VII.2007, 13°00’S, 41°22’W, M.L. Guedes et al. 16232 (ALCB); trilha para a Cachoeira do Tiburtino, 8.VII.2006, 12°59’32”S, 41°20’29”W, N. Roque et al. 1389 (ALCB, SPF); Serra do Sincorá, Morro do Cruzeiro, atrás do cemitério Bizantino, 14.X.2011, L.M. Moura & R.L. Borges 138 (ALCB); 13.VII.1996, 12°59’12”S, 41°20’39”W, N. Hind et al. PCD3556 (ALCB, CEPEC, SPF); 14.X.2011, L.M. Moura & R.L. Borges 148 (ALCB); distrito de Guiné, subida do beco do Pati, 5.VII.2009, 12°58’49”S, 41°28’12”W, N. Roque et al. 2150 (ALCB); trilha para a Cachoeira das Andorinhas, 19.V.2007, 13°01’S, 41°20’W, N. Roque et al. 1573 (ALCB); trilha para a Cachoeira do Tiburtino, 6.VII.2009, 12°59’98”S, 41°20’82”W, N. Roque et al. 2171 (ALCB); Pedra Redonda, entre o Rio Preto e o Rio Paraguaçu, 15.VII.1996, 12°57’00”S, 41°24’27”W, N. Hind et al. PDC3652 (ALCB, CEPEC, SPF, HRB); 18.VII.2007, 13°00’S, 41°22’W, M.L. Guedes et al. 16233 (ALCB); Beco do Paty, Serra do Esbarrancado, 18.VII.2011, H.A. Ogasawara 168 (ALCB); rod. para Andaraí, 15.IX.1984, G. Hatschbach 48252 (CEPEC, SPF, HUEFS); 27.VII.1979, R.M. King et al. 8180 (CEPEC); 27.VII.1979, R.M. King et al. 8181 (CEPEC); trilha para o Rio Tiburtino, 6.X.2010, N. Roque 2922 (ALCB); estrada Mucugê-Guiné, 7.IX.1981, A. Furlan et al. 2061 (SPF); Capão do Correia, 11.VII.2009, 13°07’05”S, 41°22’24”W, M.M. Saavedra et al. 978 (SPF, RB); trilha para Cachoeira da Sibéria, 29.X.2014, 12°58’27”S, 41°21’80”W, N. Roque et al. 4496 (ALCB); 29.X.2014, 12°57’27”S, 41°21’31”W, N. Roque et al. 4500 (ALCB); Unidade de Manejo Sustentável, 4.I.1997, 12°59’41”S, 41°21’14”W, H.P. Bautista et al. 104 (HRB); Medonho, próximo ao Rio Mucugê, 9.VIII.2004, 12°59’S, 41°20’W, E.C. Oliveira 61 (HUEFS); Guiné, Serra do Esbarrancado, 22.VIII.2009, 12°15’S, 38°18’W, A.S. Conceição 3231 (HUEFS); subida da Serra da Tesoura, 5.VIII.2004, 13°7’50”S, 41°20’53”W, E.L. Borba et al. 1900 (HUEFS); Gobira, 4.VIII.2004, 13°4’38”S, 41°22’31”W, E.L. Borba et al. 1831 (HUEFS); 20.VII.2010, N. Roque 2858 (SPF, ALCB); trilha para Cachoeira do Tiburtino, 2.XII.2012, N. Roque et al. 1511 (ALCB). Palmeiras, Morro do Pai Inácio, 12.X.1987, M.L. Guedes et al. 1523 (ALCB); Morro dos Ventos, 25.X.2012, 12°31’36”S, 41°30’12”W, G. Almeida-Silva et al. 292 (HUEFS); Serra da Fumaça, 30.VII.1012, 12°36’1”S, 41°29’18”W, G. Almeida-Silva et al. 289 (HUEFS); Serra do Candombá, 25.VII.2011, 12°38’10”S, 41°30’8”W, G. Almeida-Silva et al. 39 (HUEFS). Piatã, Serra de Santana, 7.IX.2016, 13°08’59”S, 41°45’33”W, A. Gandara & V.O. Amorim 123 (ALCB); trilha para Cachoeira do Patrício, 10.X.2009, R.M. Liro et al. 3 (ALCB); Três Morros, 18.IX.2004, 13°07’52”S, 41°49’57”W, M.L. Guedes et al. 11438 (ALCB, CEPEC); Serra do Gentio, 1.IX.1998, 13°02’55”S, 41°52’41”W, H.P. Bautista & J. Rodriguez-Oubiña 2624 (HRB); 1.IX.1998, 13°02’55”S, 41°52’41”W, H.P. Bautista & J. Rodriguez-Oubiña 2593 (HRB). Rio de Contas, Campo do Zé Maria, 18.VII.1999, A.M. Giulietti et al. 1537 (ALCB, HUEFS); 21.VII.1979, R.M. King et al. 8077 (CEPEC); 21.VII.1979, R.M. King et al. 8086 (CEPEC); base do Pico das Almas, 24.VII.1979, R.M. King et al. 8119 (CEPEC); Pico das Almas, Campo do Queiroz, 1.VII.2006, 13°31’27”S, 41°56’49”W, J.L. Paixão et al. 1010 (CEPEC); Pico das Almas, 5.IX.2011, 13°31’15”S, 41°56’18”W, E.K.O. Hattori et al. 1429 (SPF); subida do Pico das Almas, 27.VIII.2014, 13°31’03”S, 41°56’36”W, F. Hurbath et al. 692 (ALCB); 27.VIII.2014, 13°31’11”S, 41°56’20”W, F. Hurbath et al. 677 (ALCB); estrada saindo de San Felipo em direção a Capela, 9.XII.2013, 13°34’14”S, 41°48’03”W, M. Alves et al. 300 (ALCB); distrito de Arapiranga, 25.VII.2014, 13°27’23”S, 41°45’28”W, N. Roque et al. 4298 (ALCB, HUEFS); 25.VII.2014, 13°27’04”S, 45°19’00”W, N. Roque et al. 4346 (ALCB, HUEFS); Morro Brumadinho, 17.XI.1996, N. Hind et al. 43 (ALCB, HUEFS).

Mikania luetzelburgii é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia e Minas Gerais (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de campo rupestre, com floração de maio a dezembro.

Embora o hábito subarbustivo ereto se assemelhe a M. sessilifolia e M. reticulata, a espécie M. luetzelburgii se diferencia da primeira principalmente pela capitulescência tirsóide (vs. racemiforme) e folha com margem inteira a dentada (vs. crenada) e da segunda pelo indumento tomentoso dos ramos e folhas (vs. ramos e folhas glabros) e cipsela glandulosa (vs. glabra).

29. Mikania lundiana DC., Prodr. 7(1): 270. 1838.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 1-2,3 cm compr., com pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea a cartácea, concolor, lanceolada, 6-12 × 3,3-5,5 cm, margem inteira e revoluta, base cuneada, ápice agudo, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência espiciforme, capítulos ca. 7 × 3 mm, sésseis. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, elíptica, ca. 3 × 1 mm, ápice acuminado, glabra. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4,5 × 1 mm, ápice acuminado a agudo, glabras. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 0,5 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 5 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 4 mm compr., ca. 39 cerdas.

Material examinado: Almadina, Serra do Corcovado, acesso pela Faz. São José, 3.IX.2011, 14°42’21”S, 39°36’14”W, M.M. Coelho et al. 379 (CEPEC). Barra do Rocha, assentamento Coroa Verde, 16.VIII.2001, 14°10’52”S, 39°36’22”W, L.J. Alves 418 (CEPEC). Belmonte, 12.VIII.1981, H.S. Brito & S.G. da Vinha 78 (CEPEC, RB). Eunápolis, 22.IX.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2638 (CEPEC). Mucugê, estrada velha Andaraí-Mucugê, trecho próximo de Igatu, 8.IX.1981, J.R. Pirani et al. 2096 (SPF). Porto Seguro, Parque Nacional de Monte Pascoal, 13.IX.1998, A.M. Amorim et al. 2509 (CEPEC); Reserva Indígena Pataxó, 13.IX.1998, 16°52’S, 39°15’W, M.B. Thomas et al. 549 (SPF); 13.IX.1998, 16°52’S, 39°15’W, M.B. Thomas et al. MT549 (CEPEC). Salvador, Parque Metropolitano de Pituaçú, 15.IV.2005, 12°58’16”S, 38°30’39”W, F.R. Nonato 1097 (HUEFS). Santa Cruz Cabrália, Estação Ecológica do Pau Brasil, 29.VIII.1983, F.S. Santos 44 (CEPEC, RB); 10.IX.1985, F.S. Santos 499 (CEPEC, R); 22.IX.1981, H.S. Brito & S.G. da Vinha 134 (CEPEC, RB); 14.VIII.1979, 16°23’S, 38°08’W, S.A. Mori 12732 (CEPEC, RB); Reserva Biológica do Pau Brasil, 15.IX.1971, T.S. Santos 1916 (CEPEC). Uruçuca, estrada Uruçuca-Ilhéus, 10.X.1999, 14°34’30”S, 39°18’38”W, E. Melo et al. 3037 (CEPEC, ALCB, HUEFS).

Mikania lundiana ocorre na Argentina e Brasil (Oliveira 2015). No Brasil tem registro nos estados da Bahia, Goiás e regiões Sudeste e Sul, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada principalmente em áreas de mata do sul do estado, com floração de agosto a outubro.

Mikania nigricans foi descrita por Gardner (1846) a partir de seu próprio material de número 780, coletado no Rio de Janeiro. Embora a semelhança com M. lundiana não tenha sido apontada anteriormente, foi reconhecida uma ampla variabilidade entre as espécies demonstrando não haver características suficientes para separá-las. Desta forma, este trabalho optou por utilizar o nome mais antigo para os táxons estudados.

Mikania lundiana pode ser reconhecida por apresentar ramos e folhas glabras, lâmina foliar lanceolada, capitulescência espiciforme e pápus com ca. 39 cerdas.

30. Mikania micrantha Kunth, Nov. Gen. Sp. 4(15): 105. 1818.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, pilosos a glabrescentes. Folhas pecioladas, 3,5-5,5 cm compr., com pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada, 2-6,2 × 1-4 cm, margem denteada a crenada, base cordada, ápice acuminado, face adaxial vilosa, face abaxial denso vilosa, nervação actinódroma (3-5 nervuras basais). Capitulescência corimbiforme, capítulos ca. 7 × 3 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, lanceolada, ca 3 × 1 mm, ápice acuminado, vilosa. Brácteas involucrais obovadas, 3-7 × 2 mm, ápice agudo, glabras. Corola com tubo 1,5-2,5 mm compr., glanduloso; limbo campanulado, 1,5-2,5 mm compr., glanduloso, com lacínias 0,5-1 mm compr., glandulosa, ápice obtuso; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr.; mais longo do que largo, ápice acuminado, colar da antera cônico. Estilete ca. 5 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2,5 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus ca. 5 mm compr., 30-41 cerdas.

Material examinado: Barra Nova, Floresta Azul, 22.IV.2003, 14°51’S, 39°39’W, M.L. Guedes 9967 (CEPEC, ALCB). Cabaceiras do Paraguaçu, distrito de geolândia, IX.1980, 39°05’S, 12°32’W, Grupo Pedra do Cavalo 676 (ALCB). Camacan, 24.IV.1994, 15°22’52”S, 39°34’11”W, W.W. Thomas et al. 10453 (CEPEC, ALCB); RPPN Serra Bonita, 22.I.2007, 15°23’30”S, 39°33’55”W, R.A.X. Borges et al. 628 (RB); RPPN Serra Bonita, 25.IV.2008, 15°23’30”S, 39°33’55”W, A.M. Amorim et al. 7268 (CEPEC); ramal para a torre da Embratel na Serra Boa, ao N de São João da Panelinha, 6.IV.1979, S.A. Mori & T.S. Santos 11696a (CEPEC). Canavieiras, 20.VIII.2012, 15°40’S, 38°56’W, M.L. Guedes & F.S. Gomes 20248 (ALCB). Candeias, VIII.1974, G.C.P. Pinto 42380 (ALCB, RB). Floresta Azul, 23.IV.2003, 14°56’S, 39°42’W, P. Fiaschi et al. 1482 (CEPEC, SPF). Ilhéus, CEPEC, 14.VIII.1986, J.L. Hage & E.B. Santos 2123 (ALCB); CEPEC, 24.V.1965, R.P. Belém & M. Magalhães 1123 (RB, CEPEC); entre os povoados de Sambaituba e Campinho, 8.VIII.1980, L.A. Mattos-Silva & J.L. Hage 1017 (RB); CEPEC, 22.IV.1981, J.L. Hage & H.S. Brito 619 (RB); CEPEC, 18.VIII.1981, J.L. Hage & E.B. Santos 1195 (RB, CEPEC); CEPEC, 22.IV.1981, J.L. Hage & H.S. Brito 618 (CEPEC); CEPEC, 16.XI.1978, J.L. Hage 196 (HUEFS, CEPEC). Itabuna, margem do Rio Cachoeira, 23.IX.1965, R.P. Belém 1804 (CEPEC). Itamaraju, Serra de Itamaraju, Morro Pescoço, 11.II.2007, 16°59’20”S, 39°35’27”W, A.M. Amorim et al. 6815 (CEPEC). Santa Teresinha, caminho para a torre, 17.VIII.2013, 12°46’S, 39°31’W, M.L. Guedes et al. 20739 (ALCB). Ubaitaba, rod. Ubaitaba-Itacaré, 13.V.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2203 (CEPEC). Ubatã, rod. Ubatã-Ibirapitanga, 17.V.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2237 (CEPEC). Una, margem do Rio Una, 19.V.1965, R.P. Belém & M. Magalhães 1024 (RB, CEPEC). Uruçuca, rod. Uruçuca-Ilhéus, 1.VII.1965, R.P. Belém & A.M. Aguiar 1281 (CEPEC). 5.VI.2012, E.P. Queiroz et al. 5337 (ALCB); rod. Ubaitaba-Ubatã, 16.V.1966, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 2223 (RB, CEPEC).

Mikania micrantha ocorre na Argentina, Belize, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Porto Rico, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Uruguai Venezuela e Velho Mundo (Oliveira 2015). No Brasil tem registro para todos os estados exceto Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada principalmente em áreas de mata no sul do estado, com floração de agosto a outubro.

Mikania micrantha é amplamente distribuída e por isso apresenta uma grande variação morfológica, o que muitas vezes dificulta a identificação correta dos espécimes coletados. Alguns materiais estavam identificados erroneamente como M. microptera, espécie que se assemelha a M. micrantha pelo formato das folhas e formato da capitulescência, mas se diferencia por apresentar caule angular com ângulos estreitamente alados. Outra espécie semelhante é Mikania congesta, que diferente da capitulescência corimbiforme de M. micrantha possui capitulescência em glomérulos.

A espécie M. micrantha pode ser reconhecida pelas folhas ovadas com base cordada, ápice acuminado e margem denteada a crenada, capitulescência corimbiforme, corola glandulosa com limbo campanulado e cipsela glandulosa.

31. Mikania morii R.M.King & H.Rob., Phytologia 45: 130. 1980.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros a pilosos. Folhas pecioladas, 1-4 cm compr., com pseudoestípula; lâmina 3-lobada, membranácea, discolor, triangular, 5-15 × 4-17 cm, margem ondulada, base hastada, decorrente no pecíolo, ápice agudo, face adaxial e abaxial glabra, levemente pilosa nas nervuras, nervação actinódroma (3 nervuras basais). Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 12 × 4 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr., pilosos. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, linear, 3-4 × 0,5 mm, ápice acuminado, levemente pilosa. Brácteas involucrais obovadas a oblongas, 8 × 2-3 mm, ápice agudo e ciliado, glabras. Corola com tubo ca. 4 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 3 mm compr., glabro, com lacínias profundamente recortadas, ca. 2 mm compr., glabras, ápice acuminado e revoluto; tubo maior que o limbo. Anteras ca. 1,5 mm compr.; apêndice do conectivo 0,2-0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 10 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 1 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4 mm compr. Cipsela ca. 4,5 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 5 mm compr., 66-75 cerdas.

Material examinado: Maracás, BA-026, 27.IV.1978, S.A. Mori et al. 9995 (CEPEC). Rod. Branco-Una, 15.VI.1971, R.S. Pinheiro 1345 (RB, CEPEC).

Mikania morii é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado da Bahia, onde é encontrada no domínio fitogeográfico da Caatinga (BFG 2018). Foi encontrada em áreas de floresta estacional, com floração de abril a junho.

Mikania morii se assemelha a M. hemisphaerica pelo tamanho e formato da lâmina foliar, mas se diferencia desta pela base da folha hastada decorrente no pecíolo (vs. cordada), 3-nervuras (vs. 5-nervuras), capitulescência racemiforme (vs. tirsóide), corola com limbo infundibuliforme (vs. campanulado), cipsela glabra (vs. pilosa) e pápus com 66-75 cerdas (vs. 101-159), respectivamente.

32. Mikania myriocephala DC., Prodr. 5: 191. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros, tomentosos nos ramos da inflorescência. Folhas pecioladas, até 2,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, concolor, lanceolada, 5,3-9,7(-14) × 1,7-4 cm, margem inteira, base obtusa a cuneada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabra, nervação peninérvea. Capitulescência racemiforme densa, capítulos ca. 6 × 2 mm, pedúnculos ca. 1 mm compr., pilosos. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, linear, ca. 2 × 0,5 mm, ápice acuminado, pilosa com margem pilosa. Brácteas involucrais oblongas, ca. 2,7 × 1 mm, ápice obtuso e piloso, pilosas a glabrescentes. Corola com tubo ca. 1 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice obtuso, colar da antera cônico. Estilete ca. 5 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,3 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2,5 mm compr. Cipsela ca. 1,5 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 3 mm compr., 32-36 cerdas.

Material examinado: Almadina, margem do Rio Almada, próximo da nascente, 12.IX.1997, J.G. Jardim et al. 1113 (CEPEC); 2.X.2003, 14°43’S, 39°36’W, P. Fiaschi et al. 1620 (SPF, RB, CEPEC). Amargosa, área de Duas Barras, 19.X.2007, 14°09’66”S, 39°49’44”W, J.L. Paixão & M.S. Nascimento 1401 (CEPEC, HUEFS). Arataca, entrada de terreno do IESB, 13.VIII.2009, 15°9’43”S, 39°20’37”W, R.O. Perdiz et al. 486 (ALCB, RB). Camacan, 28.VII.1965, R.P. Belém et al. 1383 (CEPEC, RB). Itabuna, 5.VIII.1964, C.M.M. 174 (CEPEC). Ituberá, assentamento Lucas Dantas, 3.IX.2001, 13°43’S, 39°08’W, D.L. Santana et al. 682 (CEPEC, ALCB). Jaguaquara, distrito de Tessouras, 11.X.2012, 13°41’38”S, 39°48’21”W, W. Milliken et al. 5037 (SPF, ALCB, RB). Maraú, 25.VIII.1979, S.A. Mori 12739 (HUEFS, RB). Mucuri, BR-101, 13.VII.1968, R.P. Belém 3867 (CEPEC); 13.IX.1978, S.A. Mori et al. 10430 (RB). Santa Luzia, Cacaual, 19.VIII.1994, 15°24’51”S, 39°23’50”W, A.M.V. Carvalho et al. 4587 (CEPEC, ALCB). Santa Teresinha, Serra da Jibóia, 27.IX.2000, 12°51’10”S, 39°28’32”W, L.P. Queiroz et al. 6376 (ALCB, HUEFS). Una, Reserva Biológica do Mico-Leão, 14.IX.1993, 15°09’S, 39°05’W, A.M.A. Amorim et al. 1357 (CEPEC, ALCB). Uruçuca, 24.VIII.1992, A.M. Amorim et al. 597 (CEPEC).

Mikania myriocephala é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, onde ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrado nas matas do sul do estado, com floração de julho a outubro.

Mikania mattos-silvae foi descrita por King & Robinson (1981) a partir dos materiais de S.A. Mori 12739 & S.A. Mori, L.A. Mattos Silva & T.S. dos Santos 10430. Embora a semelhança com M. myriocephala não tenha sido apontada anteriormente, a análise dos materiais tipo de ambas as espécies demonstrou não haver características vegetativas e reprodutivas suficientes para separá-las e por isso optou-se por utilizar aqui o nome mais antigo.

Mikania myriocephala apresenta folhas lanceoladas (5,3-9,7(-14) × 1,7-4 cm), peninérveas, glabras, capitulescência racemiforme densa, bráctea subinvolucral linear (ca. 2 × 0,5 mm), na base do pedúnculo.

33. Mikania nelsonii D.J.N.Hind, Kew Bull. 48(2): 271.1993.

Arbusto ereto, ca. 1 m alt., ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, ca. 1 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, coriácea, discolor, ovada, 2,3-4 × 1,2-2 cm, margem crenada a dentada, base atenuada, ápice agudo, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 nervuras). Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 7 × 3,5 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr., pilosos. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, oblonga, ca. 3 × 0,8 mm, ápice obtuso, glabra. Brácteas involucrais oblongas, ca. 5 × 1,5 mm, ápice obtuso, glabras. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro, limbo campanulado, ca. 1,8 mm compr., glabro, com lacínias ca. 0,8 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., tão longo quanto largo, ápice obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,6 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 2 mm compr., 5-costada, denso glandulosa e pilosa. Pápus ca. 4,5 mm compr., 32-34 cerdas.

Material examinado: Abaíra, distrito de Catolés, subida para o pico do Barbado, 1.VII.2015, 13°17’28”S, 41°54’14”W, A. Gandara & V.O. Amorim 99 (ALCB); encosta Serra do Rei, 6.VI.1994, 13°18’S, 41°54’W, W. Ganev 3304 (SPF, HUEFS); Campo do Ouro Fino, 16.VII.1992, 13°16’S, 41°54’W, W. Ganev 659 (SPF, SF, HUEFS); Guarda Mor, encosta Serra dos Frios, 19.VII.1993, 13°52’S, 42°20’W, W. Ganev 1888 (SPF, HUEFS); Catolés, Campo do Cigano, 11.VII.1999, A.S. Conceição & G.L. Campos 338 (HUEFS). Barra da Estiva, 19.VII.2010, 13°41’39”S, 41°17’56”W, A.C. Fernandes et al. 94 (SPF); Morro do Ouro, 6.IX.1997, 13°41’10”S, 41°18’30”W, H.P. Bautista & J. Rodriguez-Oubiña 2286 (ALCB). Lençois, 24.IX.1965, A.P. Duarte & E. Pereira 9359/10072 (RB). Mucugê, 14.VII.1996, 12°55’00”S, 41°18’04”W, N. Hind et al. PCD3589 (CEPEC, SPF, ALCB, HRB, HUEFS). Palmeiras, Pai Inácio, 30.VIII.1994, 12°27’00”S, 41°28’20”W, M.T.S. Stradmann et al. PCD540 (CEPEC, ALCB); 29.VIII.1994, 12°28’20”S, 41°28’15”W, M.L. Guedes et al. PCD494 (CEPEC, ALCB, SPF, HRB, HUEFS); 26.IX.1994, 12°27’17”S, 41°28’05”W, H.P. Bautista et al. PCD820 (CEPEC, ALCB); 29.VI.1983, 12°28’13”S, 41°28’34”W, L.P. Queiroz 625 (HUEFS); Serra do Pai Inácio, 29.VI.1983, M.L. Guedes 666 (ALCB); Serra do Brejão, encosta para Morro do Pai Inácio, 12.VII.2008, 12°7’S, 41°27’W, A.A. Conceição & E. Carvalho 2960 (HUEFS); próximo a Caeté-Açú, Cachoeira da Fumaça, 11.X.1987, 12°36’01”S, 41°27’17”W, L.P. Queiroz 1926 (HUEFS). Ponto Novo, Limeira, 21.IX.2000, 10°51’S, 40°08’W, D.S. Almeida 69 (ALCB). Rio de Contas, Pico das Almas, ao lado do Campo do Queiroz, 18.XII.1988, 13°32’S, 41°57’W, R.M. Harley & D.J.N. Hind 27290 (HUEFS, CEPEC).

Mikania nelsonii é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado da Bahia, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e da Caatinga (BFG 2018). Foi encontra na Chapada Diamantina em áreas de campo rupestre, com floração de julho a outubro.

Mikania nelsonii pode ser reconhecida pelo hábito arbustivo ereto, folhas ovadas (2,3-4 × 1,2-2 cm), margem crenada a dentada, glabras, capitulescência racemiforme, bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, corola com limbo campanulado, cipsela ca. 2 mm compr., denso glandulosa e pilosa.

34. Mikania obovata DC., Prodr. 5: 192. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros a esparso tomentosos. Folhas pecioladas, 0,5-2 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, cartácea a crassa, discolor, obovada a elíptica, 3-5,5 × 1,8-3,5 cm, margem inteira, base atenuada a obtusa, ápice obtuso a arredondado, face adaxial e abaxial glabra, nervação actinódroma (3 nervuras basais). Capitulescência corimbiforme, capítulos 10-12 × 4 mm, pedúnculos ca. 2,5 mm compr., tomentosos. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, obovada a oblanceolada, ca. 4(-8) × 1,2 mm, ápice obtuso, esparso tomentosa a glabrescente com margem pilosa. Brácteas involucrais oblongas, externas ca. 7-10 × 2 mm e internas ca. 8-11 × 2 mm, ápice obtuso e tomentoso, externas levemente tomentosas, internas glabras. Corola com tubo 2-3 mm compr., glanduloso; limbo infundibuliforme, ca. 3 mm compr., esparso glanduloso, com lacínias ca. 1 mm compr., glandulosas, ápice acuminado com tricomas; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,5 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cônico. Estilete ca. 7 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glandulosa, glabra a esparso tomentosa. Pápus 5-6 mm compr., 48-51 cerdas.

Material examinado: Abaíra, Mata do Engenho de Baixo, 2.I.1993, 13°19’S, 41°49’W, W. Ganev 1767 (SPF, HUEFS, R). Boa Nova, Parque Nacional de Boa Nova, setor oeste, Faz. Lagedão, 5.I.2013, 14°19’54”S, 40°12’37”W, L.Y.S. Aona et al. 1833 (SPF). Cairú, Ilha de Tinharé, Morro de São Paulo, no Forte, 9.IV.1982, G.C.P. Pinto et al. 19/82 (HRB, RB, HUEFS). Camaçari, Litoral Norte, Diogo, 26.IV.2014, 11°48’S, 37°36’W, M.L. Guedes et al. 21538 (ALCB); Guarajuba, 10.VI.2006, 12°41’S, 38°19’W, M.L. Guedes 12157 (ALCB); litoral norte, dunas de Subaúma, VI.2002, 12°41’S, 38°19’W, M.L. Guedes et al. 9624 (ALCB); Busca Vida, 11.II.2001, A.C. Anjos 20 (HRB, RB). Candeias, 6.V.1961, A.L. Costa (ALCB). Castro Alves, topo da Serra da Jibóia, 12.III.1993, 12°51’S, 39°28’W, L.P. Queiroz et al. 3095 (ALCB, HUEFS). Conceição do Jacuípe, Rio Pojuca, 7.III.2003, 12°32’S, 39°5’W, M.V. Moraes 572 (HUEFS). Elísio Medrado, Reserva Jequitibá, Serra da Jibóia, CPMV-Centro de Pesquisa e Manejo da Vida Silvestre, 25.VII.2015, 12°52’18”S, 39°28’53”W, A. Gandara 113 (ALCB). entre rios, litoral norte, Massarandupió, 17.VI.2001, 12°18’42”S, 37°50’15”W, M.L. Guedes et al. 8994 (ALCB); litoral norte, Subaúma, 28.I.2011, 12°4’25”S, 37°46’28”W, F.S. Gomes et al. 907 (ALCB); Faz. Experimental da UFBA, 24.IV.2010, N. Roque et al. 2745 (ALCB); 8.V.2013, 12°2’S, 38°2’W, A.V. Popovkin & J.C. Mendes 1414 (HUEFS); Algodão, 30.IV.2014, 12°10’S, 37°58’W, A.V. Popovkin & J.C. Mendes 1701 (HUEFS). Estação Ecológica do Raso da Catarina, Mata das Pororocas, 24.VI.1982, 9°20’S, 38°29’W, L.P. Queiroz 337 (HUEFS). Feira de Santana, 10.V.1984, 12°15’S, 38°58’W, L.R. Noblick 3181 (ALCB, HUEFS); distrito de Maria Quitéria, Serra de São José, Alto da Serra, 29.III.2015, 12°25’S, 38°59’W, L.C. Marinho & P. Fiaschi 984 (HUEFS). Ilhéus, Serra Grande, 4.IV.1999, 14°33’S, 39°56’W, A. Argôlo et al. 27 (ALCB). Itaberaba, ARIE Serra do Orobó, 23.IV.2006, 12°14’52”S, 40°32’14”W, D. Cardoso & Sr. Messias 1278 (HUEFS). Itacaré, 15.IV.1970, T.S. dos Santos 700 (CEPEC); 31.III.1974, 14°18’S, 39°59’W, E.M. Harley 17543 (CEPEC, RB). Jacobina, 1.III.1974, R.M. Harley 16584 (CEPEC, SPF, RB); 20.IV.2009, 11°09’46”S, 40°29’50”W, M.L. Guedes et al. 14859 (ALCB); Serra do Tombador, 13.IV.1999, 11°5’S, 40°40’W, L.P. Queiroz 5490 (HUEFS). Lamarão do Passé, 15.VIII.2001, 12°35’S, 38°24’W, M.L. Guedes et al. 9645 (ALCB). Lauro de Freitas, 8.IV.2001, R. Soeiro 03/01x (HUEFS). Maracás, 14.II.1979, L.A. Mattos Silva et al. 225 (CEPEC, RB); 29.II.2000, R.P. Oliveira et al. 424 (ALCB, HUEFS). Maraú, Litoral Sul, 14.IV.2014, 13°57’52”S, 38°56’50”W, M.L. Guedes & I.F. Souza 22046 (ALCB). Paulo Afonso, Reserva Ecológica do Raso da Catarina, Mata Pororocas, 24.VI.1982, M.L. Guedes & L. Paganucci 455 (ALCB). Pindobaçu, Serra da Fumaça, 9.II.2009, L.A. Sousa & L.G. Mello 259 (HUEFS). Salvador, dunas de Itapuã, 17.VI.1985, M.L. Guedes (CEPEC, ALCB); dunas do Abaeté, 30.V.1994, Juçara Ona (ALCB); 7.V.1995, M.L. Guedes (ALCB); 6.VIII.1999, 12°58’S, 38°30’W, M.L. Guedes et al. 6476 (ALCB); 26.IV.1995, Juçara Ona (ALCB); 24.IV.1986, M.L. Guedes 1038 (ALCB); Barragem do Cobre, 2.IV.2012, M.L. Guedes et al. 19783 (ALCB); Pituba, 10.IV.1975, E. Gusmão (ALCB); 30.IV.1961, Z.M.M. da Rocha (ALCB); Stella Maris, Condomínio Petromar, 9.IV.2000, 12°56’S, 38°21’W, J. Costa & C.B. Nascimento 280 (HRB); Lagoa do Abaeté, 22.V.1981, S.A. Mori et al. 14065 (RB); 27.III.1991, V. Esteves & R. Esteves 676 (R); 27.III.1991, R. Esteves & V. Esteves 678 (R). Santa Teresinha, Serra da Jibóia 25.III.2015, M.J.S.M. Bastos (ALCB); 16.V.2011, 12°52’17”S, 39°28’48”W, E. Melo et al. 9570 (ALCB); Serra da Pioneira, 6.VI.1984, 12°45’S, 39°32’W, Noblick, Hahn, Lemos & Vieira 3329 (HUEFS). Valença, Restinga de Guaibim, 10.IV.2010, S.S. Simões et al. (SPF); Guaibim, 10.IV.2010, C.M.A. Santos et al. (SPF); 10.IV.2010, E.V.M.B. Ramalho et al. (SPF). Varzedo, Recôncavo Sul, 27.III.2016, 12°96’08”S, 39°44’63”W, M.L. Guedes & M.P. Casaes 24662 (ALCB). P. Salzmann 23 (HUEFS); J.S. Blanchet (HUEFS); J.S. Blanchet 43 (RB).

Mikania obovata é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados de Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga e do Cerrado (BFG 2018). Na Bahia ocorre principalmente em áreas de restinga e dunas, com floração de março a junho.

Mikania obovata pode ser reconhecida principalmente pelas folhas obovadas a elípticas, cartáceas a crassas com 3 nervuras e brácteas involucrais, oblongas, externas ca. 7-10 × 2 mm, levemente tomentosas e internas ca. 8-11 × 2 mm, glabras.

35. Mikania officinalis Mart., Reise Bras. 1: 283. 1823.

Subarbusto ereto, ca. 1 m alt., ramos cilíndricos, estriados, pilosos a glabrescentes. Folhas pecioladas, ca. 0,4 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, cartácea, discolor, triangular, 0,5-1 × 0,3-0,5 cm, margem inteira, base sagitada a hastada, ápice agudo, face adaxial e abaxial estrigosas, nervação actinódroma (3-5 nervuras), reticulada. Capitulescência corimbiforme, capítulos 5-6 × ca. 2 mm, pedúnculos até 3 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, lanceolada, 0,3 × 0,1 cm, ápice acuminado, estrigosa. Brácteas involucrais lanceoladas a elípticas, 5-6 × 1,5-2 mm, ápice agudo a acuminado, externas estrigosas a glabrescentes e internas glabras. Corola com tubo ca. 2 mm. compr., glanduloso; limbo campanulado, ca. 2 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., esparso glandulosas a glabrescentes, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras 1-1,5 mm compr.; apêndice do conectivo 0,3-0,5 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 4 mm compr., base levemente alargada, estilopódio ca. 1 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus 4-5 mm compr., 40-57 cerdas.

Material examinado: Abaíra, Campo do Ouro Fino, 10.I.1992, 13°15’S, 41°54’W, R.M. Harley et al. 50721 (CEPEC, SPF, HUEFS, R); base da encosta da Serra da Tromba, 2.II.1992, 13°17’S, 41°48’W, J.R. Pirani et al. 51471 (CEPEC, SPF, HUEFS); Água Limpa, 8.III.1992, 13°18’S, 41°52’W, B. Stannard et al. 51776 (CEPEC, SPF, ALCB); 10.I.1994, 13°17’S, 41°52’W, W. Ganev 2759 (SPF, ALCB, HUEFS). Cocos, Faz. Trijunção, estrada velha da sede para o Guará, 11.XII.2001, 14°46’35”S, 45°56’32”W, M.L. Fonseca et al. 3047 (RB). Correntina, 26.VIII.1995, 13°31’30”S, 45°22’05”W, R.C. Mendonça et al. 2389 (RB). Érico Cardoso, antigo município de Água Quente, 11.XII.1988, 13°29’S, 42°00’W, R.M. Harley & D.J.N. Hind 27208 (ALCB, SPF, HUEFS). Rio de Contas, Pico das Almas, 24.I.1974, 13°32’S, 41°55’W, R.M. Harley 15477 (CEPEC); 17.II.1977, 13°33’S, 41°57’W, R.M. Harley 19564 (CEPEC, RB); Campo do Queiroz, 28.II.2000, 13°31’08”S, 41°57’00”W, J.G. Jardim et al. 2575 (CEPEC); 19.II.1987, R.M. Harley et al. 24399 (SPF, HUEFS); 27.III.2008, 13°31’12”S, 41°57’0”W, S.C. Ferreira et al. 397 (HUEFS).

Mikania officinalis é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados do Tocantins, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e regiões Centro-Oeste e Sul (BFG 2018). Embora não tenha sido citada para a Bahia no BFG (2018), a espécie tem registros em diversos pontos do estado, sendo encontrada principalmente em áreas de campo rupestre, com floração de dezembro a março.

Mikania officinalis pode ser reconhecida pelo hábito subarbustivo ereto, pequenas folhas triangulares (0,5-1 cm × 0,3-0,5 cm), capitulescência corimbiforme, corola com limbo campanulado e cipsela glandulosa. Se assemelha a M. cipoensis e M. decumbens pelo formato das folhas, mas se diferencia destas pelo hábito decumbente apresentado por ambas. Alem disso, M. cipoensis provavelmente é restrita a porção mineira da Cadeia do Espinhaço e M. decumbens possui registros nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Região Sul (BFG 2018).

36. Mikania phaeoclados Mart., Fl. bras. 6(2): 256. 1876.

Trepadeira, ramos cilíndricos, tomentosos. Folhas sésseis a pecioladas, até 1 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, coriácea, discolor, ovada, 2,5-4,5 × 3 cm, margem denteada irregular e revoluta, base cordada, ápice agudo, face adaxial glabra a glandulosa, face abaxial pilosa, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência tirsóide, capítulos 10-12 × 3 mm, pedúnculos 2,5-4 mm compr., estrigosos. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, lanceolada, ca. 4 × 0,8 mm, ápice acuminado, glabra com margem ciliada. Brácteas involucrais oblongas, ca. 5,5 × 1,2 mm ápice obtuso, glabras. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 3 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1,2 mm compr., glabras, ápice acuminado; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,5 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 8 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glabra a pubescente. Pápus 5-6 mm compr., 51-57 cerdas.

Material examinado: Abaíra, distrito de Catolés, subida para o pico do Barbado, 1.VII.2015, 13°17’28”S, 41°54’14”W, A. Gandara & V.O. Amorim 100 (ALCB); subida da Forquilha da Serra, 23.XII.1991, 13°17’S, 41°53’W, D.J.N. Hind et al. H50298 (SPF, HUEFS); Cachoeira das Anáguas, 26.I.1992, 13°16’S, 41°53’W, J.R. Pirani et al. H 51326 (HUEFS); 26.I.1992, 13°16’S, 41°53’W, D.J.N. Hind et al. 51326 (CEPEC, SPF); Catolés, trilha para o Tijuquinho, Campo Redondo, 3.II.2003, 13°16’58”S, 41°54’3”W, F. França et al. 4258 (HUEFS); Catolés, trilha para o Campo do Ouro Fino, 11.I.2007, 13°15’8”S, 41°54’7”W, A.K.A. Santos & Sr. Raimundo 953 (HUEFS). Andaraí, 4.V.2002, 12°48’S, 41°19’W, D.M. Loureiro et al. 653 (ALCB). Barra da Estiva, estrada de Barra da Estiva-Ibicoara, 28.I.1974, 13°35’S, 41°18’W, R.M. Harley 15552 (CEPEC, RB). Itapebi, 14.III.1974, 16°00’S, 39°03’W, R.M. Harley 17371 (CEPEC, SPF, RB). Lençóis, 26.I.2000, 12°28’00”S, 41°26’29”W, J.G. Jardim et al. 2507 (CEPEC); 14.V.1980, 12°27’S, 41°28’W, R.M. Harley 22510 (CEPEC, RB); trilha do Bodão, 30.III.1995, 12°28’S, 41°27’W, M.T.S. Stradmann et al. 180 (ALCB); trilha Lençóis-Capão próximo à Cachoeira Estrela do Céu, 28.XI.1997, 12°34’11”S, 41°25’03”W, L. Passos et al. 4613 (ALCB, HUEFS, CEPEC, SPF). Morro do Chapéu, Morrão, 16.I.1977, G. Hatschbach 39673 (RB). Mucugê, distrito de Guiné, Gerais do Rio Preto, mirante após o Esbarrancado, 8.II.2012, M. Alves & H.A. Ogasawara 56 (SPF, ALCB, RB); Pico do Gobira, área encharcada no sopé do morro, margem de um pequeno curso d’água, 20.I.2005, 13°04’36”S, 41°22’40”W, E.B. Souza et al. 982 (SP, HUEFS); Guiné, 17.I.2000, A.A. Coceição & J.R. Pirani 722 (ALCB); 24.I.2000, L.P. Queiroz et al. 5670 (HUEFS); Serra do Gobira, 21.I.2005, 13°4’24”S, 41°22’46”W, J.G. Nascimento et al. 326 (HUEFS, RB); Serra do Esbarrancado, 16.IV.2005, 12°43’51”S, 41°30’33”W, A.A. Conceição & D. Cardoso 1275 (HUEFS); Chapadinha, 6.II.2005, 13°13’26”S, 41°9’9”W, R. Funch 651 (HUEFS). Palmeiras, Cachoeira da Fumaça, 3.II.2000, A.A. Conceição 780 (SPF, ALCB); Serra da Fumaça, 21.III.2012, 12°36’21”S, 41°28’60”W, G. Almeida-Silva & F.G. Moreira 210 (HUEFS). Vitória da Conquista, rumo para Jequié, 17.I.1965, E. Pereira & G. Pabet 9523/8412 (R).

Mikania phaeoclados é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de campo rupestre e mata ciliar, com floração de janeiro a março.

Mikania phaeoclados apresenta ramos tomentosos, folhas coriáceas, ovadas (2,5-4,5 × 3 cm), margem denteada irregular e revoluta, face abaxial pilosa; capitulescência tirsóide, corola glabra e pápus com 51-57 cerdas. Ver mais comentários em M. grazielae.

37. Mikania psilostachya DC., Prodr. 5: 190. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, tomentosos. Folhas pecioladas, até 1,2 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, lanceolada, 4,7-10 × 2-4,4 cm, margem inteira e revoluta, base obtusa, ápice acuminado, face adaxial escabra, face abaxial tomentosa, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 8 × 4 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, elíptica, ca. 4 × 1,2 mm, ápice acuminado, pilosa. Brácteas involucrais estreito oblongas, ca. 5 × 2 mm, ápice agudo, pilosas. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., glanduloso; limbo infundibuliforme, ca. 4,5 mm compr., levemente glanduloso a glabrescente, com lacínias ca. 0,5 mm compr., glandulosas, ápice agudo; tubo muito menor que limbo. Anteras ca. 1,5 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo a obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 9 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3,5 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus ca. 7 mm compr., 30-39 cerdas.

Material examinado: Andaraí, caminho para antiga estrada de Xique-xique pra Igatu, 14.II.1997, 12°52’15”S, 41°18’25”W, T.R. Santos et al. 5649 (CEPEC, ALCB, SPF, HUEFS). Camamu, 1.III.1967, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 3363 (CEPEC, HUEFS, RB). Maraú, 6.II.1979, S.A. Mori et al. 11429 (CEPEC, RB). Mucugê, estrada Mucugê-Andaraí, 26.II.2001, A.A. Ribeiro-Filho 235 (HUEFS). São Desidério, Faz. Sinué, 1.V.2011, 12°59’31”S, 45°28’18”W, E.P. Queiroz 4813 (HRB).

Mikania psilostachya ocorre na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru, Suriname e Venezuela (Oliveira 2015). Tem registro em praticamente todos os estados do Brasil com exceção do Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Norte (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de mata, com floração de fevereiro a março.

Mikania psilostachya pode ser reconhecida principalmente pela capitulescência racemiforme, corola com tubo 2/3 menor que o limbo (tubo ca. 1,5 mm compr. e limbo ca. 4,5 mm compr.). Além disso, apresenta ramos tomentosos, folhas lanceoladas (4,7-10 × 2-4,4 cm), face adaxial escabra e face abaxial tomentosa e capitulescência racemiforme.

38. Mikania ramosissima Gardner, London J. Bot. 5: 483.1846.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, 0,2-1 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, coriácea, discolor, elíptica, 3,5-5,5 × 2,2-3,3 cm, margem inteira e revoluta, base obtusa a cuneada, ápice agudo a acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação acródroma (3 nervuras suprabasais), reticulada. Capitulescência espiciforme, capítulos ca. 6 × 2 mm, sésseis. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, ovada, ca, 1 × 0,8 mm, ápice agudo, glabra com margem ciliada. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4 × 1 mm, ápice obtuso, glabras. Corola com tubo ca. 1,2 mm compr., glabro; limbo campanulado, ca. 1,3 mm compr., glabro, com lacínias ca. 0,3 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo igual ou quase igual ao limbo. Anteras ca. 0,7 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 5 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,4 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2,6 mm compr. Cipsela ca. 2,5 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 2,5 mm compr., 29-34 cerdas.

Material examinado: Abaíra, Campo do Ouro Fino, próximo à Serra dos Bicanos, 16.VII.1992, 13°16’S, 41°54’W, W. Ganev 670 (SPF, HUEFS); Guarda Mor, Capão de Quinca, 19.VII.1993, 13°52’S, 42°20’W, W. Ganev 1890 (SPF, HUEFS). Rio de Contas, pé do Morro do Itobira, 6.IX.2016, 13°22’32”S, 41°52’53”W, A. Gandara & V.O. Amorim 118 (ALCB).

Mikania ramosissima é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga e do Cerrado (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada apenas nos municípios de Abaíra e Rio de Contas em áreas de campo rupestre, com floração de julho a setembro.

Mikania ramosissima pode ser reconhecida por apresentar ramos glabros, folhas coriáceas, elípticas (3,5-5,5 × 2,2-3,3 cm) com nervação acródroma, glabras, capitulescência espiciforme e corola com limbo campanulado.

39. Mikania reticulata Gardner, London J. Bot. 5: 480. 1846.

Arbusto ereto, ca. 1,5 m alt., ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas curto-pecioladas, até 0,2 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, cartácea, discolor, largamente ovada, 2,5-6 × 1,5-3,5 cm, margem inteira a denteada, base cordada, ápice obtuso a agudo, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 nervuras), reticulada. Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 8 × 3 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, lanceolada, ca. 2,5 × 0,7 mm, ápice acuminado, glabra e estriada. Brácteas involucrais oblongas, ca. 4 × 1,2 mm, ápice obtuso, glabras. Corola com tubo ca. 2,2 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 4 mm compr., glabro, com lacínias ca. 2 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 2,3 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice obtuso, colar da antera cônico. Estilete ca. 9 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4,5 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 7 mm compr., 40-41 cerdas.

Material examinado: Abaíra, distrito de Catolés, subida para o pico do Barbado, 1.VII.2015, 13°17’31”S, 41°53’30”W, A. Gandara & V.O. Amorim 88 (ALCB); 1.VII.2015, 13°17’31”S, 41°53’30”W, A. Gandara & V.O. Amorim 89 (ALCB); 1.VII.2015, 13°17’31”S, 41°53’30”W, A. Gandara & V.O. Amorim 90 (ALCB); distrito de Catolés, caminho para Cachoeira das Anáguas, 2.VII.2015, 13°15’52”S, 41°53’53”W, A. Gandara & V.O. Amorim 105 (ALCB); 5.V.1992, 13°19’S, 41°51’W, W. Ganev 243 (ALCB, SPF, HUEFS); distrito de Catolés, Serra do Porco, 24.IV.1992, 13°24’S, 41°45’W, W. Ganev 190 (SPF, HUEFS); distrito de Catolés, Catolés de Cima, caminho Serra do Barbado, 22.VI.1992, W. Ganev 537 (SPF, SP, HUEFS); encosta da Serra do Rei, 6.VI.1994, 13°18’S, 41°54’W. W. Ganev 3307 (SPF, HUEFS); caminho de Ribeião de Baixo-Piatã, Serra do Atalho, 10.VII.1995, 13°2’S, 41°50’W, L.P. de Queiroz et al. 4422 (HRB, HUEFS); Gerais do Porco-Gordo, 16.VII.1993, 13°45’S, 42°25’W, W. Ganev 1882 (HUEFS); Catolés-Campo do Bicota, 19.IX.2007, 13°19’82”S, 41°51’0”W, S.C. Ferreira et al. 376 (HUEFS). Érico Cardoso, 4.VII.2001, 13°16’16”S, 42°05’54”W, T. Ribeiro 329 (ALCB, CEPEC, HUEFS). Licínio de Almeida, trilha p/ Cachoeirão, após o trilho do trem, 11.V.2012, 14°41’41”S, 42°33’7”W, F.A. Santana et al. 152 (HUEFS); 20.VII.2012, 14°41’26”S, 42°32’28”W, F.A. Santana et al. 188 (HUEFS); 11.V.2012, 14°41’41”S, 42°33’07”W, N. Roque et al. 3536 (ALCB); 20.VII.2012, 14°41’25”S, 42°32’28”W, N. Roque et al. 3652 (ALCB). Mucugê, 4.VII.1999, R. Esteves & S.B. Gonçalves 1402 (R). Rio de Contas, Serra Marsalina, 18.XI.1996, 13°35’33”S, 41°49’55”W, R.M. Harley et al. PCD4464 (CEPEC, ALCB, SPF, HRB, HUEFS); Serra de Marsalina, 6.VIII.2006, 13°35’46”S, 41°50’17”W, R.M. Harley & A.M. Giulietti 55543 (ALCB, HUEFS); distrito de Arapiranga, 25.VII.2014, 13°27’04”S, 45°19’00”W, N. Roque et al. 4337 (ALCB); Pico das Almas, 17.VI.2009, 13°31’4”S, 41°56’37”W, R.M. Harley & A.M. Giulietti 56072 (HUEFS); Rio do Pires, Garimpo das Almas - Cristal, 24.VII.1993, 13°54’S, 42°29’W, W. Ganev 1960 (SPF, HUEFS). Seabra, 3.IX.1997, 12°18’35”S, 41°48’40”W, H.P. Bautista & J. Oubiña 2232 (HRB); Serra do Bebedor, 22.VI.1993, 12°17’08”S, 41°49’36”W, L.P. Queiroz & N.S. Nascimento 3356 (HUEFS).

Mikania reticulata é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia e Minas Gerais, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e da Caatinga (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada principalmente em áreas de campo rupestre, com floração de maio a setembro.

Mikania arrojadoi foi descrita por Johannes Mattfeld em 1925 com o material de Luetzelburg 44&46. Na ocasião, a semelhança com M. reticulata foi apontada e foram apresentadas características foliares que separariam as espécies. Contudo, tais características foram analisadas e reconhecidas com ampla variabilidade, não sendo suficientes para separar estas espécies. Desta forma, este trabalho optou pela utilização do nome mais antigo para os táxons estudados.

Mikania reticulata apresenta hábito arbustivo ereto, ramos e folhas glabras, lâmina foliar ovada (2,5-6 × 1,5-3,5 cm), margem inteira a denteada e capitulescência tirsóide. Ver mais comentários em M. luetzelburgui.

40. Mikania rufescens Sch.Bip. exBaker, Fl. bras. 6(2): 238. 1876.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros. Folhas pecioladas, até 1,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, discolor, ovada, 5-7,9 × 2-4,7 cm, margem inteira, base cordada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3-5 nervuras). Capitulescência corimbiforme, capítulos ca. 10 × 4 mm, pedúnculos 1-4 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, elíptica, ca. 4,5 × 2 mm, ápice agudo, glabra. Brácteas involucrais oblongas a oblanceoladas, ca. 5 × 1,5 mm, ápice obtuso, glabras. Corola com tubo ca. 5 mm compr., pubérulo; limbo não-concrescido, ca. 1,5 mm compr., glabro, com lacínias profundamente partidas, ca. 1,5 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo muito maior que limbo. Anteras ca. 1,5 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,5 mm compr., tão longo quanto largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 11 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 1 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., ca. 10-costada, tomentosa. Pápus ca. 5 mm compr., 92-102 cerdas.

Material examinado: Ilhéus, 7.III.1985, L.A. Mattos Silva et al. 1845 (ALCB, CEPEC). Prado, 31.X.1979, 17°19’S, 39°14’W, L.A. Mattos Silva & H.S. Brito 705 (CEPEC, RB). Salvador, Região Metropolitana - Valéria, 4.VII.1012, 12°58’S, 38°30’W, M.L. Guedes et al. 19902 (ALCB).

Mikania rufescens é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de mata e restinga, com floração em março, julho e outubro.

Mikania rufescens pode ser reconhecida principalmente por apresentar corola com tubo (ca. 5 mm compr.) muito maior que o limbo (ca. 1,5 mm compr.), limbo não-concrescido com lacínias profundamente partidas (ca. 1,5 mm compr.), cipsela 10-costada, tomentosa e pápus com 92-102 cerdas.

41. Mikania salzmanniifolia DC., Prodr. 5: 193. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, esparso pilosos a glabrescentes. Folhas pecioladas, até 1 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, cartácea, discolor, ovada a largo elíptica, 4,5-8,5 × 3-6 cm, margem inteira, base obtusa, ápice agudo, face adaxial glabra, face abaxial glandulosa, glabra a esparso pilosa, nervação peninérvea. Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 11 × 3 mm, sésseis a curto-pedunculados, 1-2 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, oblonga, ca. 2 × 0,5 mm, ápice obtuso, pilosa. Brácteas involucrais oblongas, ca. 6-7 × 1,5 mm (2 maiores e 2 menores), ápice obtuso, glabras a esparsamente pilosas. Corola com tubo ca. 3 mm compr., esparso glanduloso; limbo infundibuliforme, ca. 2 mm compr., esparso glanduloso, com lacínias ca. 0,6 mm compr., glandulosas, ápice agudo; tubo maior que o limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., mais largo do que longo, ápice truncado, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 8 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,7 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, glandulosa, esparso pilosa a glabrescente. Pápus ca. 5 mm compr., 69-75 cerdas.

Material examinado: Cairu, Ilha de Boipeba - APA Tinharé-Boipeba, 4.II.2007, 13°35’19”S, 38°55’11”W, R.A.X. Borges et al. 727 (RB, CEPEC). Camamú, 21.II.2000, 14°0’7”S, 39°10’7”W, J.G. Jardim et al. 2726 (ALCB, HUEFS, CEPEC). Conde, Faz. do Bu, Mata de São Miguel, 21.VII.1996, 12°3’24”S, 37°41’27”W, H.P. Bautista & T. Jost 1830 (HRB); 2.II.1996, 12°1’0”S, 37°42’45”W, T. Jost et al. 224 (CEPEC). Entre Rios, Faz. Rio Negro, Residual stands of the Atlantic Forest, 18.VI.2011, 12°4’S, 38°0’W, A.V. Popovkin 889 (HUEFS); estrada para Imbé, Linha verde, 16.IV.2000, 12°16’53”S, 37°53’42”W, E.B. Miranda Silva et al. 392 (HUEFS, R). Esplanada, caminho para Sítio do Conde, 8.V.2000, 11°46’06”S, 37°53’22”W, M.L. Guedes et al. 7364 (SPF, ALCB, HUEFS, CEPEC); litoral norte, mata ciliar do Rio Oitis, 2.V.2005, 12°08’67”S, 37°50’73”W, L. Freire & M.L. Guedes 62 (ALCB); Faz. do Bu, Mata do Bonito, 18.VI.1996, 12°1’8”S, 37°44’41”W, H.P. Bautista et al. 1801 (HRB). Itacaré, 28.I.1977, 14°17’S, 38°59’W, R.M. Harley 18319 (RB, CEPEC). Maraú, mata próxima ao Rio Piracanga, 28.II.2007, 14°13’44”S, 39°0’8”W, C.S.D. Souza et al. 138 (RB, CEPEC); 12.I.1967, R.P. Belém & R.S. Pinheiro 3081 (RB, CEPEC); 12.III.1977, G.J. Sheperd et al. 4529 (R). Mata de São João, Faz. Nossa Senhora da Paz, 21.IV.2010, F.L.A. Sousa 102 (HRB); 10.V.2010, E.P. Queiroz & F.L.A. Sousa 4665 (HRB). Mucugê, estrada nova Andaraí-Mucugê, 8.IX.1981, A. Furlan et al. 1580 (SPF). Salvador, Barragem do Cobre, 23.III.2012, 12°58’S, 38°30’W, S.R. Teixeira et al. 57 (ALCB, HRB); região metropolitana, 6.VI.2011, 12°58’S, 38°30’W, M.L. Guedes et al. 18602 (ALCB); 10.V.2011, 12°58’S, 38°30’W, M.L. Guedes et al. 18516 (ALCB, HRB); 23.II.2011, 12°58’S, 38°30’W, M.L. Guedes et al. 17983 (ALCB); Av. Paralela, 10.V.2011, 12°58’S, 38°30’ M.L. Guedes et al. 18206 (ALCB). Santa Teresinha, 24.II.2000, 12°51’13”S, 39°28’33”W, J.G. Jardim et al. 2825 (ALCB, CEPEC, SPF, HUEFS); Serra da Jiboia, 11.II.2011, 12°51’16”S, 39°28’33”W, E. Melo et al. 9029 (ALCB, HUEFS); distrito de Pedra Branca, subida para o Morro da Pioneira, 20.III.2010, 12°50’S, 39°28’W, D. Cardoso & P.L.B. Moraes 2842 (HUEFS); Serra da Jiboia, Reserva Jequitibá, 16.V.2011, 12°52’17”S, 39°28’48”W, E. Melo et al. 9580 (HUEFS); Serra da Jiboia, 3.IV.1999, 12°50’42”S, 39°29’22”W, L.R. Senna & F. França 16 (HUEFS, R). Una, Reserva do Mico Leão, 3.IV.1997, I. Koch et al. 642 (SP). Valença, 21.III.2011, 13°19’51”S, 39°11’27”W, P.A. Ferreira 16 (ALCB); BR-101, 9.V.1969, J.A. de Jesus & T.S. Santos 363/412 (CEPEC, RB). Varzedo, Recôncavo Sul, 7.II.2015, 12°57’39”S, 39°26’47”W, M.L. Guedes et al. 23252 (ALCB). Vera Cruz, Jaguaribe, 6.IV.1999, M.L. Guedes et al. (ALCB).

Mikania salzmanniifolia é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro apenas no estado da Bahia (BFG 2018). Foi encontrada principalmente em áreas de mata no litoral do estado, com floração de fevereiro a maio.

Mikania rotundifolia foi descrita por Barroso (1958), e os materiais tipo não foram localizados. Na ocasião, a semelhança com M. salzmanniifolia foi apontada e foram apresentadas características como formato da folha e da bráctea subinvolucral para separar as espécies. Contudo, tais características foram analisadas e não parecem suficientes para separar as espécies e por isso optou-se por utilizar aqui o nome mais antigo.

Mikania salzmanniifolia pode ser reconhecida pelos ramos glabros, folhas ovadas a largo elípticas (4,5-8,5 × 3-6 cm), nervação peninérvea, capitulescência racemiforme, corola esparso glandulosa, tubo (ca. 3 mm compr.) maior que o limbo (ca. 2 mm compr.). Ver mais comentários em M. duckei.

42. Mikania sessilifolia DC., Prodr. 5: 188. 1836.Fig. 3i-k

Arbusto ereto, ca. 1,5 m alt., ramos cilíndricos e tomentosos. Folhas sésseis a curto-pecioladas, até 1 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, coriácea, discolor, orbicular, 1,5-3,5 × 1,5-3,5 cm, margem crenada, raro levemente serreada, base cordada, ápice agudo, face adaxial escabra, face abaxial tomentosa, nervação actinódroma (5 nervuras), reticulada. Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 7 × 2,5 mm, pedúnculos ca. 4 mm compr. Bráctea subinvolucral na base do pedúnculo, obovada, ca. 2 mm × 0,5 mm, ápice obtuso, tomentosa. Brácteas involucrais oblongas, ca. 3 × 1 mm, ápice obtuso, tomentosas. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., esparso glanduloso; limbo campanulado, ca. 2 mm compr., esparso glanduloso, com lacínias ca. 1 mm compr., glandulosas, ápice acuminado; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,1 mm compr., tão longo quanto largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 5 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,4 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 3 mm compr. Cipsela ca. 2 mm compr., 5-costada, glandulosa. Pápus ca. 3 mm compr., 30-39 cerdas.

Material examinado: Abaíra, distrito de Catolés, estrada para Cachoeira das Anáguas, 2.VII.2015, 13°16’33”S, 41°53’32”W, A. Gandara & V.O. Amorim 104 (ALCB); distrito de Catolés, Cachoeira das Anáguas, Campo do Ouro Fino, 2.VII.2015, 13°15’34”S, 41°53’55”W, A. Gandara & V.O. Amorim 106 (ALCB); distrito de Catolés, Sítio Água Limpa, 2.VII.2015, 13°18’30”S, 41°51’53”W, A. Gandara & V.O. Amorim 108 (ALCB); Campo do Ouro Fino, 17.I.1992, 13°15’S, 41°54’W, D.J.N. Hind & R.F. Queiroz H50076 (CEPEC, SPF, HUEFS); 17.I.1992, 13°15’S, 41°54’W, D.J.N. Hind & R.F. Queiroz 50077 (SPF); Campo do Cigano, 29.I.1992, 13°15’S, 41°55’W, R.J. Pirani et al. H50971 (CEPEC, SPF, SP); Bem Querer, Catolés de Cima, 23.VI.1994, 13°17’W, 41°53’S, W. Ganev 3411 (SPF, HUEFS); caminho Betão-Tanque do Boi, 4.VII.1992, 13°16’S, 41°54’W, W. Ganev 608 (HUEFS); Abaíra, Piatã, encosta do Morro de Santana, Fundo da Igreja, 8.VI.1992, W. Ganev 440 (HUEFS). Catolés, Catolés de cima, 22.VI.1992, W. Ganev 552 (SPF, HUEFS). Ibicoara, Serra do Sincorá, 21.VII.1998, L.P. Félix & G. Trajano 8743 (RB). Lençois, Serra da Larguinha, 25.V.1980, 12°36’S, 41°29’W, R.M. Harley 22624 (CEPEC, RB); Serra da Chapadinha, 28.VIII.1999, 12°33’S, 38°19’W, M.L. Guedes & E. Velloso 6789 (ALCB). Mucugê, encosta da serra na subida para o campo do Gobira, 24.I.2000, L.P. Queiroz et al. 5650 (HUEFS, ALCB); rod. para Andaraí, 15.IX. 984, G. Hatschbach 48246 (CEPEC). Palmeiras, Pai Inácio, 30.VIII.1994, 12°27’00”S, 41°28’20”W, M.L. Guedes et al. PCD590 (CEPEC, SPF, ALCB, HUEFS); caminho para o Pai Inácio, 19.VII.1986, M.L. Guedes 1103 (SPF); Morro do Pai Inácio, 12.X.1987, 12°27’04”S, 41°38’15”W, L.P. Queiroz et al. 1980 (HUEFS). Piatã, Três Morros, 11.I.2000, A.A. Conceição 696 (SPF). Rio de Contas, Pico das Almas, 20.III.1977, 13°33’S, 41°57’W, R.M. Harley 19751 (CEPEC, RB); 22.VII.1979, R.M. King et al. 8104 (CEPEC); 4.IX.2011, 13°31’14”S, 41°56’02”W, E.K.O. Hattori et al. 1420 (SPF); 13.IV.2001, 13°31’15”S, 41°56’2”W, R.M Harley & A.M. Giulietti 54231 (HUEFS); estrada de Arapiranga para o rio da Água Suja, 24.IX.2009, 13°42’42”S, 41°79’21”W, I.S. Abreu 51 (ALCB); caminho Funil do Porco-Gordo, 14.VII.1993, 13°45’S, 42°24’W, W. Ganev 1851 (SPF, HUEFS).

Mikania sessilifolia é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de campo rupestre, com floração de março a outubro.

Mikania sessilifolia pode ser reconhecida pelo hábito subarbustivo ereto, ramos tomentosos, folhas sésseis a curto-pecioladas, orbiculares (1,5-3,5 × 1,5-3,5 cm) com margem crenada, face adaxial escabra e abaxial tomentosa, reticulada e capitulescência racemiforme. Ver mais comentários em M. luetzelburgui.

43. Mikania ternata (Vell.) B.L.Rob., Proc. Amer. Acad. Arts 47: 198 (1911).

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, esparso pilosos a glabrescentes. Folhas pecioladas, até 2,5 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina pinatissecta, 3-partida, membranácea, discolor, segmentos elípticos a ovados, com 2-3,5 × 1-1,5 cm, margem inteira, base atenuada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (3 nervuras). Capitulescência corimbiforme, capítulos ca. 14 × 5 mm, pedúnculos 3-10 mm compr., vilosos. Bráctea subinvolucral na base ou um pouco abaixo do capítulo, lanceolada, ca. 6 × 1 mm, ápice acuminado a caudado, glabra. Brácteas involucrais elípticas, ca. 9 × 2 mm, ápice acuminado, glabras. Corola com tubo ca. 2 mm compr., glabro; limbo infundibuliforme, ca. 3-4 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras, ápice agudo; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 2 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,6 mm compr., mais longo do que largo, ápice agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 10 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 1 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4 mm compr. Cipsela 5-6 mm compr., 5-costada, glabra. Pápus ca. 8 mm compr., 56-66 cerdas.

Material examinado: Camacan, RPPN Serra Bonita, 13.VIII.2009, 15°23’30”S, 39°33’55”W, L. Daneu et al. 89 (CEPEC, RB, ALCB); 16.VIII.2007, 15°23’30”S, 39°33’55”W, F.M. Ferreira et al. 1301 (SPF, RB). Reserva Pratigi, 20 km de Itamarati, 22.X.2007,13°53’52”S, 39°27’26”W, F.M. Ferreira et al. 1557 (CEPEC, SPF, HUEFS, RB).

Mikania ternata ocorre na Bolívia, Brasil, Paraguai e Peru (Oliveira 2015). No Brasil tem registro no estado da Bahia e nas regiões Sudeste e Sul, onde ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de mata no sul do estado, com floração de agosto a outubro.

Mikania ternata pode ser reconhecida pelas folhas pinatissectas, 3-partidas, glabras, capitulescência corimbiforme, capítulos ca. 14 × 5 mm, pedúnculos 3-10 mm compr., vilosos, cipsela 5-6 mm compr., glabra e pápus ca. 8mm compr., 56-66 cerdas. Ver mais comentários em M.amorimii e M. ulei.

44. Mikania trichophila DC., Prodr. 5: 200. 1836.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, densamente hirsutos. Folhas pecioladas, até 2 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, subcoriácea, discolor, ovada a lanceolada, 8-12 (-19) × 4,5-6(-11) cm, margem inteira, base cordada a arredondada, ápice acuminado, face adaxial escabra, face abaxial densamente vilosa a hirsuta, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 10 × 4 mm, pedúnculos ca. 2 mm compr., hirsutos. Bráctea subinvolucral ao longo do pedúnculo, ovada a lanceolada, ca. 2-3 × 1 mm, ápice obtuso e piloso. Brácteas involucrais oblongas, ca. 5 × 1,5 mm, ápice obtuso e piloso, glabras. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., setoso; limbo campanulado, ca. 3,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1,5 mm compr., glabras, ápice acuminado e setoso; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,6 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,3 mm compr., mais longo do que largo, ápice acuminado, colar da antera cônico. Estilete ca. 8 mm compr., base levemente alargada, estilopódio ca. 0,5 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 4 mm compr. Cipsela ca. 4 mm compr., 5-costada, pilosa. Pápus ca. 5 mm compr., 41-47 cerdas.

Material examinado: Almadina, Serra do Corcovado, 19.IX.2004, 14°42’21”S, 39°36’12”W, W.W. Thomas et al. 14172 (ALCB, CEPEC). Arataca, Serra das Lontras, 10.IX.2011, 15°11’48”S, 39°23’27”W, R. de O. Perdiz et al. 900 (SPF, RB); Serra do Peito-de-Moça, Complexo Serra das Lontras, 12.X.2005, 15°10’25”S, 39°20’30”W, A.M. Amorim et al. 5237 (CEPEC, ALCB). Camacan, plantação de cacau, 14.VII.1978, T.S. dos Santos & L.A. Mattos Silva 3314 (CEPEC, RB); RPPN Serra Bonita, 24.VI.2008, 15°23’30”S, 39°33’55”W, A.M. Amorim & R. Silva 7469 (RB). Itacaré, 4.VIII.2002, 14°20’70”S, 39°05’31”W, W.W. Thomas et al. 13043 (CEPEC); 21.VII.1984, A.M. de Carvalho et al. 2091 (CEPEC). Maraú, 25.VIII.1979, S.A. Mori 12756 (CEPEC, RB). Santa Teresinha, Serra da Jibóia, 19.X.2012, H.A. Ogasawara & M.S. Silva 284 (ALCB, RB). Una, plantação de cacau, 16.VI.1971, R.S. Pinheiro 1366 (CEPEC). Uruçuca, Parque Estadual Serra do Conduru, 27.VII.2000, 14°29’06”S, 39°06’07”W, J.G. Jardim et al. 3079 (CEPEC); estrada Uruçuca-Serra Grande, 26.VII.1979, V.D. Gomes 126 (RB); estrada Uruçuca-Serra Grande, 26.VII.1979, J.F. Baumgratz 180 (RB). Piatã, matinha na parte baixa após a Serra de Santana, 7.IX.2016, 13°08’59”S, 41°45’03”W, A. Gandara & V.O. Amorim 124 (ALCB). Wenceslau Guimarães, 29.VIII.1991, S.C. Sant’Ana et al. 29 (CEPEC); margem da cachoeira do Rio Serra Grande, 27.VII.2001, 13°35’43”S, 39°43’18”W, L.A. Mattos-Silva et al. 4482 (CEPEC, HUEFS); Estação Ecológica, 14.X.2012, 13°34’42”S, 39°42’55”W, W. Milliken et al. 5073 (SPF, RB). L.Y.S. Aona et al. 3026 (RB).

Mikania trichophila é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, onde ocorre nos domínios fitogeográficos da Caatinga e Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada em áreas de mata no sul do estado, com floração de julho a outubro.

Mikania trichophila pode ser reconhecida pelos ramos densamente hirsutos, folhas ovadas a lanceoladas (8-12[-19] × 4,5-6[-11] cm), face adaxial escabra e face abaxial densamente vilosa a hirsuta, capitulescência tirsóide, com tubo (ca. 1,5 mm compr.) menor que o limbo (ca. 3,5 mm compr.), tubo setoso e limbo campanulado, glabro, lacínias com ápice acuminado e setoso, cipsela pilosa. Ver mais comentários em M. hirsutissima.

45. Mikania trinervis Hook. & Arn., Companion Bot. Mag. 1: 244. 1835.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, pubescentes a glabrescentes, nós as vezes tomentosos. Folhas pecioladas, 0,5-3 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina inteira, membranácea, discolor, ovada a elíptica, 4,5-9 × 1,8-3,8 cm, margem inteira, base atenuada, ápice acuminado, face adaxial e abaxial glabras, nervação actinódroma (2+3 nervuras). Capitulescência tirsóide, capítulos ca. 8 × 3 mm, pedúnculos 2-5 mm compr., tomentosos. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, ovada, ca. 1,5 × 1 mm, ápice agudo, tomentosa. Brácteas involucrais oblongas, externas ca. 3,5 × 1 mm e internas ca. 4,5 × 1 mm, ápice agudo e piloso, esparso tomentosas a glabrescentes. Corola com tubo 1,5-2 mm compr., glabro; limbo campanulado, 2-2,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glabras a glandulosas, ápice agudo; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 0,9 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice obtuso a agudo, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 5,5 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,6 mm compr.; ramos do estilete lineares, ca. 2,5 mm compr. Cipsela ca. 2,5 mm compr., 5-costada, glandulosa e esparso tomentoso. Pápus ca. 4 mm compr., 48-50 cerdas.

Material examinado: Arataca, RPPN do IESB, Serra do Peito de Moça, 30.VI.2008, 15°10’S, 39°20’, A.B. Jardim et al. 43 (CEPEC); RPPN do IESB, Serra do Novo Javi, 2.VII.2008, 15°10’42”S, 39°20’9”W, A.B. Jardim et al. (CEPEC). Barro Preto, Serra da Pedra Lascada, 29.VII.2004, 14°46’13”S, 39°12’10”W, A.M. Amorim et al. 4241 (SPF, RB, CEPEC). Boa Nova, Parque Nacional de Boa Nova, setor sul, Faz. Liberdade, Platô da Orquídeas, 5.X.2012, 14°24’26”S, 40°07’15”W, L.Y.S. Aona et al. 1599 (SPF, RB). Cairú, estrada Cairú-Nilo Peçanha, 18.VIII.2008, 13°41’31”S, 39°3’16”W, L.P. de Queiroz et al. 13791 (HUEFS). Camacan, RPPN Serra Bonita, 9.IV.2006, 15°23’30”S, 39°33’55”W, M.M.M. Lopes et al. 566 (ALCB). Camamu, 23.VII.1981, A.M. de Carvalho & J. Gatti, 754 (CEPEC, RB); 25.VII.2001, 14°1’18”S, 39°9’6”W, L.A. Mattos-Silva et al. 4399 (ALCB, HRB, HUEFS, CEPEC). Canavieiras, 23.X.1980, S. Nunes 253 (CEPEC, RB). Entre Rios, Faz. Rio do Negro, 1.IV.2009, 12°1’S, 38°2’W, A.V. Popovkin 539 (HUEFS); 31.III.2009, 12°1’S, 38°2’W, A.V. Popovkin 535 (HUEFS). Floresta Azul, Faz. Aras Binow, acesso BR-415, 28.VI.2000, 14°56’32”S, 39°41’56”W, A.M. Amorim et al. 3560 (CEPEC). Ibirapitanga, Serra do Padua, trilha da Pedra Grande, 29.XI.2013, 13°55’01”S, 39°27’44”W, L.Y.S. Aona et al. 3501 (RB). Itacaré, 4.VIII.2002, 14°20’70”S, 39°05’31”W, W.W. Thomas et al. 13048 (CEPEC); Marambaia, 15.VII.1995, A.M. Carvalho et al. 6045 (ALCB, CEPEC). Ituberá, litoral sul, 11.VI.2005, 13°43’S, 39°08’W, M.L. Guedes et al. 11956 (ALCB). Maraú, 24.VII.2001, 14°14’42”S, 39°00’56”W, L.A. Mattos-Silva et al. 4353 (ALCB, HUEFS, CEPEC); Faz. Água Boa, 25.VIII.1979, S.A. Mori 12745 (RB, CEPEC); 27.VIII.1979, S.A. Mori et al. 12809 (RB, CEPEC). Miguel Calmon, Serra das Sete Passagens, 4.IV.2001, 11°23’18”S, 40°32’08”W, T. Ribeiro et al. 113 (CEPEC). Porto Seguro, Parque Nacional do Pau-Brasil, estrada da Preguiça, 18.IX.2009, 16°30’S, 39°15’W, F.B. Matos et al. 1821 (ALCB, RB, CEPEC). Presidente Tancredo Neves, litoral sul, Riachão dos Caboclos, 20.VII.2010, 13°22’37”S, 39°20’52”W, M.L. Guedes et al. 17430 (ALCB). Ribeirão do Largo, distrito de Nova Brasília, 17.VIII.2001, 15°29’24”S, 40°36’24”W, A.M. Carvalho et al. 6988 (CEPEC, SPF, ALCB, HUEFS). Una, estrada Una-Buerarema, 14.VIII.1984, 15°11’S, 39°11’W, S. Santos et al. 165 (RB); 11.VIII.1999, L.A. Mattos-Silva et al. 4003 (CEPEC); rod. São José-Una, 4.VIII.1977, J.L. Hage 170 (CEPEC); Reserva Biológica de Una, Sede da Piedade, 22.VIII.1999, 15°10’66”S, 39°8’78”W, A. Martini 120 (CEPEC). Uruçuca, Serra do Conduru, 27.VII.2000, 14°29’06”S, 39°06’07”W, J.G. Jardim et al. 3077 (CEPEC, HRB, HUEFS); estrada para Serra Grande, 26.VII.1979, L. Mautone 984 (RB); estrada Serra Grande-Itacaré, 26.VIII.1992, A.M. Amorim et al. 682 (CEPEC); distrito de Serra Grande, estrada Serra Grande-Itacaré, 19.VII.1994, 14°25’S, 39°01’W, A.M.V. de Carvalho et al. 4565 (CEPEC); 11-21.IX.1991, 14°25’S, 39°01’W, A.M. de Carvalho et al. 3591 (CEPEC, HUEFS).

Mikania trinervis é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia e regiões Sudeste e Sul, onde ocorre do domínio fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia foi encontrada principalmente em matas no sul do estado e alguns pontos de restinga no litoral norte, com floração de abril a setembro.

Mikania trinervis pode ser reconhecida por apresentar ramos glabros a pubescentes com nós as vezes tomentosos, folhas ovadas a elípticas (4,5-9 × 1,8-3,8 cm), actinódromas com 3 nervuras, glabras, capitulescência tirsóide, brácteas subinvolucrais na base do capítulo e cipselas ca. 2,5 mm compr., glandulosas e esparso tomentosas.

46. Mikania ulei Hieron., Bot. Jahrb. Syst. 22(4-5): 795. 1897.

Trepadeira, ramos cilíndricos, estriados, glabros a pilosos e esparso glandulosos. Folhas pecioladas, até 3 cm compr., sem pseudoestípula; lâmina bipinatissecta - duas vezes 3-partida, membranácea, discolor, segmentos ovados com 0,8-1,5 × 0,4-0,8 cm, margem inteira, base atenuada, ápice obtuso a arredondado, face adaxial e abaxial glandulosas, nervação uninérvea (1 por segmento). Capitulescência racemiforme, capítulos ca. 8 × 3 mm, pedúnculos 2-3 mm compr., pilosos. Bráctea subinvolucral na base do capítulo, lanceolada, ca. 2 × 0,3 mm, ápice agudo, pilosa e glandulosa. Brácteas involucrais oblanceoladas, ca. 5 × 2 mm, ápice agudo, pilosas. Corola com tubo ca. 1,5 mm compr., glanduloso; limbo infundibuliforme, ca. 2,5 mm compr., glabro, com lacínias ca. 1 mm compr., glandulosas, ápice agudo; tubo menor que o limbo. Anteras ca. 1,1 mm compr.; apêndice do conectivo ca. 0,2 mm compr., tão longo quanto largo, ápice obtuso, colar da antera cilíndrico. Estilete ca. 4 mm compr., base não alargada, estilopódio ca. 0,8 mm compr.; ramos do estilete lineares, 1,5 mm compr. Cipsela ca. 3 mm compr., 5-costada, puberulenta. Pápus ca. 4 mm compr., 51-55 cerdas.

Material examinado: Barro Preto, Serra da Pedra Lascada, estrada que passa pela Faz. São Miguel em direção à serra, 7.II.2005, 14°46’13”S, 39°12’10”W, A.M. Amorim et al. 4778 (ALCB, CEPEC); Serra da Pedra Lascada, 13.III.2007, 14°46’13”S, 39°32’10”W, M.M.M. Lopes et al. 1150 (CEPEC); 10.IV.2012, 14°46’13”S, 39°32’10”W, M.M. Coelho et al. 642 (CEPEC); 26.IV.2004, 14°46’13”S, 39°12’10”W, A.M. Amorim et al. 4077 (CEPEC).

Mikania ulei é endêmica do Brasil (Oliveira 2015) e tem registro nos estados da Bahia, São Paulo e Região Sul, onde ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2018). Na Bahia só foi encontrada no município de Barro Preto, em área de mata da Serra da Pedra Lascada, com floração de fevereiro a abril.

Mikania ulei se diferencia de M. ternata por apresentar folhas bipinatissectas (vs. pinatissectas), glandulosas em ambas as faces (vs. glabras), capitulescência racemiforme (vs. corimbiforme), capítulos ca. 8 × 3 mm, pedúnculos 2-3 mm compr., pilosos (vs. ca. 14 × 5 mm, pedúnculos 3-10 mm compr., vilosos), cipsela ca. 3 mm compr., puberulenta (vs. 5-6 mm, glabra) e pápus ca. 4 mm compr. (vs. ca. 8mm), respectivamente.

Lista de exsicatas

Abreu IS 51 (42), 94 (10), 54 (12). Almeida DS 69 (33). Almeida J 14 (3). Almeida-Silva G 210 (36), 289 (28), 292 (28), 39 (28). Alves LJ 418 (29). Alves M 300 (28), 56 (36). Amorim AMA 1208 (11), 1336 (10), 5000 (2), 5730 (2), 2083 (4), 6992 (5), 7274 (5), 7692(8), 5304 (8), 6374 (8), 5785 (11), 7263 (11), 8077 (11), 1619 (11), 2454 (15), 2509 (29), 3560 (45), 4077 (46), 4241 (45), 4778 (46), 4902 (25), 4909 (25), 5237 (44), 597 (32), 6815 (30), 7268 (30), 682 (45), 7469 (44), 8310 (15), 1357 (32). Andrade MJG 123 (12), 97 (12). Anjos AC 20 (34). Aona LYS 1599 (45), 1833 (34), 2267 (11), 3026 (44), 3501 (45). Argôlo A 27 (34). Arouck-Ferreira JDC 80 (10). Barreto V 73 (26). Bastos MJSM ALCB 122865 (34). Baumgratz JF 180 (44). Bautista HP 1830 (41), 1801 (41), 2127 (17), 2870 (17), 2144 (12), 2412 (10), 2554 (10), 2915 (12), 2232 (39), 2286 (33), 2624 (28), 2118 (28), 2593 (28), 2647 (28), 313 (26), PCD820 (33). Belém RP 1123 (30), 1024 (30), 2223 (30), 1452 (10), 2123 (11), 2195 (11), 2602 (2), 2636 (3), 1370 (4), 1200 (4), 1416 (4), 2597 (4), 1829 (4), 3316 (11), 3862 (10), 617 (9), 1659 (15), 1804 (30), 2237 (30), 2203 (30), 1281 (30), 2364 (15), 2510 (15), 2590 (21), 3499 (21), 2046 (21), 2638 (29), 3081 (41), 3363 (37), 3572 (25), 3867 (32), 1383 (32). Blanchet JS 2111 (15), 43 (34), HUEFS 66613 (34). Borba EL 1831 (28), 1900 (28). Borges RAX 628 (30), 727 (41). Brito HS 77 (5), 78 (29), 134 (29). CMM 174 (32). Campos GS 9 (25). Cardoso D 1278 (34), 2842 (41). Carvalho AM 1962 (12), 796 (3), PCD978 (4), 978 (6), 2091 (44), 301 (15), 3591 (45), 6045 (45), 6743 (26), 6988 (45), 754 (45), 4500 (11), 4565 (45), 4587 (32). Carvalho CAL 79 (10). Carvalho G 129 (12), 140 (26). Carvalho-Sobrinho JG 652 (12). Coelho MM 379 (29), 642 (46). Conceição AA 982 (6), 2587 (9), 1044 (16), 722 (36), 1275 (36), 253 (14), 2960 (33), 696 (42), 780 (36). Conceição AS 3231 (28), 338 (33), 604 (28), 654 (28). Costa AL 387 (10), ALCB 4355 (34). Costa J 280 (34). Couto APL 166 (12), 229 (12). Daneu L 460 (21), 592 (20), 83 (4), 85 (8), 89 (43). Duarte AP 10545 (12), 9228 (12), 5918 (5), 6003 (5), 6006 (10), 5946 (15), 5958 (27), 5995 (13), 9359 (33). Esteves R 1402 (39), 678 (34). Esteves V 676 (34). Eupunino A 133 (11). Félix LP 8743 (42). Fernandes AC 104 (16), 168 (4), 94 (33). Ferreira FM 1301 (43), 1344 (4), 1660 (8), 1440 (12), 1557 (43). Ferreira JL 55 (12). Ferreira MC 204 (28), PCD0020 (16). Ferreira PA 16 (41). Ferreira SC 347 (6), 370 (12), 397 (35), 376 (39). Ferrucci MS 1015 (10). Fiaschi P 1526 (8),1482 (30), 2636 (24), 1620 (32). Fonseca ML 2852 (10), 3047 (35). Fonseca W 325 (19). França F 4258 (36). Freire L 62 (41). Freire-Fierro A 1860 (9). Freitas JG 29 (5). Funch R 651 (36). Furlan A 1999 (6),1566 (14), 1580 (41), 2061 (28). Gandara A 128 (6), 119 (6), 120 (6), 159 (7), 78 (9), 130 (12), 131 (12), 132 (12), 134 (12), 135 (12), 136 (12), 129 (12), 125 (15), 137 (16,) 92 (18), 95 (19), 97 (22), 126 (22), 103 (26), 117 (26), 123 (28), 99 (33), 113 (34), 100 (36), 118 (38), 88 (39), 90 (39), 105 (39), 104 (42), 106 (42), 108 (42), 124 (44). Ganev W 1079 (12), 1355 (12), 2126 (12), 2092 (12), 1012 (12), 1031 (12), 1682 (1), 2792 (1), 2213 (12), 272 (1), 1944 (4), 54 (12), 1767 (34), 1851 (42), 552 (42), 3411 (42), 608 (42), 440 (42), 1882 (28), 243 (39), 190 (39), 537 (39), 3307 (39), 1960 (39), 1882 (39), 2513 (14), 2759 (35), 3304 (33), 659 (33), 1888 (33), 3318 (18), 3385 (16), 351 (28), 3529 (28), 3563 (17), 871 (17), 522 (17), 1092 (17), 872 (17), 54 (26), 592 (14), 670 (38), 1890 (38), 884 (19). Giulietti AM 1327 (17), 1239 (17),1253 (28), 1268 (28),PCD2669 (4), PCD884 (12), PCD830 (12), 1437 (16), 1537 (28). Gomes FS 907 (34). Gomes VD 126 (44). Gonçalves LMC 153 (26). Grupo Pedra do Cavalo 497 (10), 676 (30). Guaré F ALCB 75115 (6), ALCB 80677 (6). Guedes ML 11386 (12), 11923 (12), 12290 (12), 12590 (12), 12751 (12), 12985 (10), 14514 (9), 15803 (10), 15927 (10), 16230 (12), 17606 (5), 19857 (5), 9062 (5), 9646 (5), 23916 (6), 5111 (6), 6928 (6), 5498 (6), 6927 (6), 5148 (6), 18961 (12), 6102 (12), 6120 (12), 6790 (12), 6922 (12), 9845 (12), PCD696 (12), ALCB 23527 (10), 11438 (28), 16232 (28), ALCB 27882 (34), 10797 (15), 11956 (45), 11636 (23), 12157 (34), 14859 (34), 1038 (34), 1523 (28), 16233 (28), 17296 (26), 17430 (45), 17607 (27), 17664 (17), 16242 (17), 17664 (17), 19124 (26), 19783 (34), 9645 (34), 455 (34), 6476 (34), 8994 (34), 19902 (40), 20248 (30), 20739 (30), 21538 (34), 22046 (34), 24662 (34), 3477 (15), 3635 (15), 5460 (15), 6101 (16), 666 (33), 7364 (41), 7415 (26), 9624 (34), 9967 (30), PCD494 (33), PCD590 (42), 1103 (42), 6789 (42), ALCB 15426, CEPEC 38682 (34), ALCB 26003 (15), ALCB 41341 (41), 18602 (41), 18516 (41), 17983 (41), 18206 (41), 23252 (41). Gusmão EF 265 (23), ALCB 4349 (23), ALCB 4354 (34). Hage JL 170 (45), 196 (30), 2123 (30), 259 (25), 618 (30), 619 (30), 1195 (30), 852 (15). Harley RM 15477 (35), 19564 (35), 17543 (34), 16584 (34), 18319 (41), 22388 (16), 22510 (36), 17371 (36), 15552 (36), 22624 (42), 19751 (42), 24343 (23), 24399 (35), 27208 (35), 27290 (33), 27315 (1), 50592 (1), 50729 (1), 50970 (1), 15478 (1), 19563 (1), 3409 (9), 27801 (14), 50721 (35), 53823 (23), 19615 (23), 54231 (42), 55543 (39), 56072 (39), H50661 (14), PCD4464 (39). Hatschbach G 44200 (12), 44204 (12), 53370 (12), 48230 (6), 49494 (6), 39673 (36), 48246 (42), 48252 (28), 48307 (17), 63343 (15). Hattori EKO 1420 (42), 1429 (28), 1474 (6), 1435 (6). Hind DJN 50076 (42), 50077 (42), 50298 (36), 51326 (36). Hind N 2939 (9), 3813 (6), 3520 (16), 3526 (16), 4385 (28), PCD3556 (28), PCD3589 (33), PCD3596 (16), PDC3652 (28). Hurbath F 174 (6), 64 (6), 677 (28), 692 (28). Jardim AB 43 (45), CEPEC 96851 (45), 63 (8). Jardim JG 1145 (3), 5085 (6), 170 (7), 3405 (9), 4005 (12), 5254 (11), 1113 (32), 1172 (23), 2507 (36), 2575 (35), 2726 (41), 2825 (41), 3036 (21), 3077 (45), 3079 (44), 721 (19). Jesus JA 363 (41). Jesus NG 1692 (23). Jost T 224 (41). King RM 8007 (4), 8126 (1), 8031 (10), 8146 (10), 7986 (15), 8159 (16), 8014 (27), 8021 (22), 8104 (42), 8180 (28), 8077 (28), 8181 (28), 8086 (28), 8119 (28). Koch I 642 (41). Lanna-Sobrinho JP 996 (10). Liro RM 1 (12), 2 (12), 3 (28). Lisboa MS 162 (10). Lopes MMM 1140 (11), 1451 (8), 1465 (8), 1465 (8), 768 (5), 1150 (46), 1184 (15), 299 (24), 566 (45). Loureiro DM 653 (36). Magalhães CM 147 (15). Marinho LC 527 (12), 908 (12), 984 (34). Martini A 120 (45), 27 (7), 90 (11). Matos FB 1821 (45). Mattos-Silva LA 1017 (30), LA 989 (15), 4003 (45), 3995 (25), 2932 (11), 3859 (10), S84 (26), 225 (34),1845 (40), 705 (40),1355 (15),1297 (13), 2497 (15), 4353 (45), 4399 (45), 4482 (44), 4666 (15). Mautone L 984 (45). Melo E 1284 (6), PCD1284 (4), 2826 (12), 2862 (12), 2976 (12), 4524 (12), 5063 (12), 5144 (12), 8460 (9), 3009 (19), 3037 (29), 9029 (41), 9580 (41), 9570 (34). Melo PA 113 (10). Mendonça RC 2389 (35). Milliken W 5037 (32), 5073 (44). Miranda AM 5116 (5). Miranda AS 65 (4). Miranda EB 261 (12), 392 (41). Moraes AO 217 (9). Moraes MV 572 (34). Mori SA 10430 (32), 11911 (25), 11910 (13), 10373 (15), 11429 (37), 11696a (30), 12726 (10), 10585 (4), 10585 (5), 13703 (11), 9772 (11), 12732 (29), 14065 (34), 12739 (32), 12745 (45), 12756 (44), 12809 (45), 12852 (24), 14382 (16), 14395 (14), 9995 (31). Moura LM 105 (12), 148 (28), 109 (19), 138 (28). Nascimento JG 326 (36). Noblick LR 2800 (6), 39 (6), 3329 (34), 3181 (34). Nonato FR 1097 (29). Nunes S 253 (45). Nunes TS 120 (28). Nuñez CV 3 (4). Ogasawara HA 168 (28), 235 (28), 239 (3), 284 (44). Oliveira EC 61 (28), 62 (6). Oliveira JFC 68 (4). Oliveira RP 424 (34). Ona J ALCB 26979 (34), ALCB 26971 (34). Pabet G 8412 (36). Paixão JL 1010 (28), 1042 (6), 426 (4), 571 (7), 1140 (18), 1401 (32). Passos L 4613 (36). Perdiz RO 486 (32), 854 (8), 900 (44). Pereira E 10072 (33), 10158 (12), 2168 (12), 9523 (36). Pinheiro RS 1345 (31), 1366 (44), 1566 (3), 1480 (4), 108 (11). Pinto GCP 19/82 (34), 52-246 (19), 42380 (30), 42401 (10), 461 (10), ALCB 4522 (28). Pirani JR 2095 (12), 51471 (35), 2096 (29), 51326 (36), H50975 (14), 50971 (42). Popovkin AV 1185 (10), 1414 (34), 1701 (34), 539 (45), 535 (45), 889 (41). Quaresma AS 220 (14), 226 (6). Queiroz EP 4665 (41), 4813 (37), 5308 (10), 5337 (30). Queiroz LP 13107 (12), 9508 (12), 1876 (6), 3160 (11), 6464 (11), 10816 (22), 13791 (45), 1926 (33), 1980 (42), 3095 (34), 3353 (14), 337 (34), 4422 (39), 3356 (39), 5490 (34), 5650 (42), 5670 (36), 625 (33), 6323 (18), 6376 (32), 1918 (14). Ramalho EVMB SPF 219056 (34). Ribeiro T 113 (45), 113 (6), 329 (39). Ribeiro-Filho AA 235 (37). Rigueira D ALCB 74461 (12). Rocha ZMM ALCB4358 (34). Roque N 1389 (28), 1391 (16), 1511 (28), 1573 (28), 2171 (28), 2092 (17), 2355 (17), 2150 (28), 2172 (16), 2745 (34), 2858 (28), 2872 (16), 2922 (28), 2925 (6), ALCB 64773 (6), 2153 (6), ALCB 81493 CEPEC 137266 (6), 4822 (6), 768 (6), 3670 (3), 3127 (10), 3218 (10), 3271 (12), 3280 (12), 3287 (12), 3315 (12), 3596 (10), 2949 (16), 4337 (39), 3536 (39), 3652 (39), 4496 (28), 4298 (28), 4346 (28), 4500 (28), 4810 (14). Saavedra MM 1016 (15), 976 (16), 978 (28). Salzmann P 23 (34). Santana DL 682 (32). Santana FA 171 (10), 22 (10), 44 (10), 55 (12), 59 (12), 64 (12), 73 (12), 193 (19), 152 (39), 188 (39). Sant’Ana SC 1065 (11), 1154 (11), 30 (8), 29 (44). Santana W ALCB 19097 (6), ALCB 4356 (9). Santos AKA 953 (36). Santos CMA SPF 219055 (34). Santos FS 44 (29), 499 (29). Santos MM 123 (10). Santos SM 165 (45). Santos TR 5649 (37). Santos TS 1916 (29), 2674 (4), 2674 (5), 683 (11), 3314 (44), 412 (41), 700 (34). Santos VJ 474 (5). Senna LR 16 (41), Sheperd GJ 4529 (41). Sicupira PR 12 (15). Silva RP 240 (10). Silva-Pereira V 24 (6). Simões SS SPF 217063 (34). Siniscalchi CM 410 (28), 413 (6), 414 (12). Sobral M 6050 (26). Sousa DC 18 (6), 19 (12), 20 (12). Sousa FLA 102 (41). Sousa LA 259 (34). Souza CSD 138 (41). Souza EB 1429 (12), 982 (36). Stannard B 51776 (35). Stehmann JR 3820 (24). Stradmann MTS 180 (36), PCD540 (33). Sucre D 10826 (12), 10871 (6). Teixeira SR 43 (5), 57 (41). Thomas MB 549 (29), MT549 (29). Thomas WW 10453 (30), 13405 (11), 14108 (11), 9361 (8), 13043 (44), 13048 (45), 11586 (15), 9779 (21), 14172 (44). Vaillant P 57 (17). Valadão RM 394 (25), 75 (5). Voeks R 334 (15). Webster GL 25156 (15). Zappi DC 3445 (20).

Agradecimentos

A primeira autora agradece à CAPES, a bolsa concedida para a realização do Mestrado junto ao programa de Pós-graduação em Botânica da UEFS. A segunda autora agradece ao CNPq, a bolsa de Produtividade de pesquisa (PQ3051139/2016-9).

Referências

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Recebido: 02 de Agosto de 2018; Aceito: 21 de Novembro de 2018

4 Autor para correspondência: deagandara@gmail.com

Editor de área: Dr. Gustavo Heiden

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