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Audiology - Communication Research

versão On-line ISSN 2317-6431

Audiol., Commun. Res. vol.24  São Paulo  2019  Epub 25-Nov-2019

https://doi.org/10.1590/2317-6431-2019-2140 

Artigo Original

Autopercepção de crianças com distúrbio do espectro do autismo e a percepção de fonoaudiólogos sobre suas habilidades de leitura e escrita

Ana Carolina Martins Cortez1 
http://orcid.org/0000-0003-4979-3518

Fernanda Dreux Miranda Fernandes1 
http://orcid.org/0000-0002-3382-9427

1Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil.


RESUMO

Objetivo

o presente estudo buscou investigar a autopercepção de crianças com distúrbio do espectro do autismo, no que se refere às suas habilidades de leitura e escrita, e comparar com a percepção de seus terapeutas.

Métodos

participaram desta pesquisa dez crianças com diagnóstico de distúrbio do espectro do autismo e seus respectivos terapeutas. Foi aplicado, oralmente, um questionário individual para ambos os grupos, composto por oito perguntas de múltipla escolha.

Resultados

as respostas apresentadas pelos dois grupos foram divergentes em algumas questões. Alguns terapeutas registraram que o trabalho da autopercepção faz parte do planejamento terapêutico de seus pacientes.

Conclusão

nem sempre as crianças com distúrbio do espectro do autismo possuem autopercepção realista sobre suas habilidades de leitura e escrita. A pesquisa da autopercepção das crianças pode ser importante para que pais e profissionais possam auxiliar os escolares a se engajarem e trabalharem suas dificuldades.

Palavras-chave:  Transtorno autístico; Transtornos do desenvolvimento da linguagem; Psiquiatria infantil; Serviços de saúde escolar; Síndrome de Asperger

ABSTRACT

Purpose

this study aimed to investigate the self-perception of children with autism spectrum disorder regarding their reading and writing skills and to compare these with the perceptions of their therapists.

Methods

Ten children with a diagnosis of autism spectrum disorder and their respective therapists participated in this study. An individual questionnaire with eight multiple-choice questions was applied orally to both groups.

Results

The answers presented by the two groups diverged in some questions. Some therapists reported that working on self-perception is a part of the therapeutic planning.

Conclusion

The results suggest that children with autism spectrum disorder do not always have a realistic self-perception about their reading and writing skills. Researching children's self-perception can be important to enable parents and professionals to help these students to engage in their difficulties.

Keywords:  Autistic disorder; Language development disorders; Child psychiatry; School health services; Asperger Syndrome

INTRODUÇÃO

A autopercepção é formada através da experiência individual e das interpretações do ambiente em que se vive. Este conceito é multidimensional e multifacetado, possuindo componentes físicos, emocionais e sociais(1). Pereira & Carvalho(2) descreveram que este processo de autoavaliação possui influências no processo de aprendizagem, uma vez que o desenvolvimento da percepção de seus desempenhos facilita a aproximação da realização de novas tarefas, com sucesso. Para os autores, a percepção da criança seria um importante preditor de sua motivação, comportamento e desempenho.

Westerveld et al.(3) discutiram que aprender a ler é apenas mais um desafio para crianças com autismo, pois encontraram, em seu estudo, que, aproximadamente, entre 30% e 60% destas crianças apresentam dificuldades para se alfabetizarem.

Jones et al.(4) descreveram que a heterogeneidade cognitiva em crianças com distúrbio do espectro do autismo (DEA) é um elemento que dificulta a caracterização das habilidades acadêmicas desta população e relataram que estas crianças não costumam ser congruentes com seu funcionamento intelectual geral.

Além disso, estudos sugeriram que os fatores que mais contribuem para o prejuízo nos processos de aprendizagem são as dificuldades em manter relações interpessoais e as inabilidades de cognição social(5,6).

Eccles et al.(7) relataram, em sua pesquisa, que os escolares não apresentam boas noções sobre suas próprias capacidades de leitura. Rezende et al.(8) indicaram que a autopercepção de crianças frente às suas habilidades acadêmicas passa a ser mais crítica, conforme vão ficando mais velhas e tornam-se mais conscientes de seus sucessos e fracassos acadêmicos.

A literatura aponta para a importância de se ter crianças como informantes de seus próprios sentimentos e percepções, uma vez que somente elas possuem a capacidade de definir suas noções sobre si mesmas. Apesar disto, Johnson et al.(9) questionaram a confiabilidade dos dados obtidos por meio de autorrelatos, quando as informações são obtidas por indivíduos com distúrbios que afetam seu funcionamento psicológico e cognitivo. Assim, os autores sugerem a comparação destas respostas obtidas com seus respectivos responsáveis ou terapeutas.

O distúrbio do espectro do autismo (DEA) é um transtorno complexo do desenvolvimento genético, caracterizado por deficiências na comunicação e no relacionamento social, restrições no pensamento imaginativo e na flexibilidade do comportamento e deficit nas habilidades adaptativas. A literatura sugere que crianças autistas apresentam dificuldade específica no mecanismo cognitivo, necessário para representar estados mentais(10).

A aprendizagem das competências de leitura e escrita de indivíduos com autismo representa, não só um desafio para eles mesmos, mas também para seus professores e fonoaudiólogos, pois impõe aos profissionais outra ótica para se abordar as metodologias de ensino. Estudos com participantes escolares com DEA frequentemente observam que as crianças com melhor desempenho linguístico e melhores habilidades de Teoria da Mente e de Coerência Central são, mais frequentemente, equiparadas aos seus pares típicos nas tarefas de leitura e escrita(5,6).

Acredita-se que o conhecimento da autopercepção de crianças com DEA pode auxiliar na implantação de novas estratégias e procedimentos clínicos específicos, voltados para esta população, nesta temática(9). Sendo assim, o presente estudo buscou investigar a autopercepção de crianças com distúrbio do espectro do autismo, no que se refere às suas habilidades de leitura e escrita, e comparar com a percepção de seus terapeutas.

MÉTODO

Este estudo e seu Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP (nº 2.178.674).

Participaram desta pesquisa dez crianças com diagnóstico de distúrbio do espectro do autismo (nove meninos e uma menina), atendidas, semanalmente, no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica dos Distúrbios do Espectro do Autismo da FMUSP, por seus respectivos terapeutas. As crianças do estudo apresentavam idades entre 6 e 12 anos e estavam matriculadas em escolas regulares de Ensino Fundamental I e II, públicas e particulares, da região metropolitana de São Paulo.

Os terapeutas eram responsáveis pelo atendimento fonoaudiológico das crianças há, no mínimo, seis meses e tinham conhecimento prévio sobre os dados de escolarização e desempenho acadêmico, informados pelos pais e responsáveis.

Todos os participantes e seus responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Para o levantamento das informações referentes à autopercepção das crianças sobre suas habilidades de leitura e escrita, foi aplicado, oralmente, um questionário individual, composto por oito perguntas de múltipla escolha, desenvolvidas pelas pesquisadoras, que investigam a autopercepção das habilidades de leitura e escrita de crianças com diagnóstico de DEA (Grupo 1). Os fonoaudiólogos (Grupo 2) foram orientados a responder ao mesmo questionário, informando suas percepções sobre as habilidades de seus pacientes.

Critérios de inclusão e exclusão

Os critérios de inclusão dos participantes do Grupo 1 (G1) foram:

  • Ter diagnóstico de DEA

  • Não apresentar diagnóstico ou queixa de perdas neurossensoriais

  • Estar em atendimento fonoaudiológico no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica nos Distúrbios do Espectro do Autismo da FMUSP

  • Estar matriculado no Ensino Fundamental

Os critérios de inclusão dos participantes do Grupo 2 (G2 – fonoaudiólogos) foram:

  • Realizar atendimento fonoaudiológico no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica nos Distúrbios do Espectro do Autismo da FMUSP

  • Estar atendendo a criança há, pelo menos, seis meses

RESULTADOS

Questão número 1: Você já sabe ler e escrever?

Os resultados apontaram que, apesar de 100% das crianças terem respondido que já sabiam ler e escrever, os terapeutas responderam que somente 70% delas realmente sabiam. Houve uma discordância de 30% entre as respostas dos grupos, pois os terapeutas responderam que 3 das crianças não sabiam ler, embora tenham respondido que sim.

Questão número 2: Quem te ajudou/ajuda a aprender a ler e escrever?

Quando questionados sobre quem ensinou/ensina as crianças a lerem e escreverem, as categorias mais assinaladas, por ambos os grupos, foram “pais” (G1 - 50%; G2 - 70%) e “professores” (G1 - 100%; G2 - 30%). Somente 1 sujeito do grupo das crianças assinalou que o fonoaudiólogo o auxiliou no processo de ensino das habilidades de leitura e escrita. Entretanto, nenhum dos terapeutas assinalou esta categoria. Duas crianças (20%) afirmaram ter aprendido a ler e escrever sozinhas, porém, esta informação não foi confirmada por seus respectivos terapeutas.

Questão número 3: Você tem dificuldade para ler ou escrever?

Apesar de 80% dos terapeutas terem afirmado que seus pacientes possuíam dificuldades de leitura e escrita, menos da metade das crianças (40%) referiu acreditar que tinha alguma dificuldade. É importante ressaltar que as respostas apresentadas por crianças que mencionaram possuir dificuldade, confirmam as repostas apresentadas por seus respectivos terapeutas.

Questão número 4: Você gosta de ler?

Nesta questão, 80% das respostas das crianças e dos terapeutas foram as mesmas, afirmando que os sujeitos gostam de ler. Somente 1 participante do G1 respondeu que não gosta de ler, resposta confirmada por sua terapeuta.

Questão número 5: Você gosta de escrever?

Um número menor de crianças afirmou que gosta de escrever, em comparação ao número de crianças que afirmaram gostar de ler. O mesmo único participante que referiu, na questão número 4, que não gosta de ler, também assinalou que não gosta de escrever. Sua resposta foi novamente confirmada por sua terapeuta. O número de respostas afirmativas apresentadas pelos terapeutas (40%) também foi menor, em comparação à questão sobre o gosto pela leitura, ou seja, as crianças com DEA demonstraram gostar mais de ler do que de escrever.

Questão número 6: Você precisa de ajuda para realizar as tarefas?

As respostas apresentadas pelos dois grupos foram bastante semelhantes, sendo que 70% das crianças responderam que necessitam de ajuda para realizar as tarefas e 80% das respostas dos terapeutas foram afirmativas. Não foi apresentada nenhuma resposta negativa por terapeutas, que afirmaram que 100% dos pacientes necessitam de ajuda para realizar as tarefas (Tabela 1).

Tabela 1 Respostas apresentadas à questão nº6 pelos sujeitos de G1 e G2 

Criança Terapeuta
SIM NÃO Às vezes SIM NÃO Às vezes
Suj 1 X X
Suj 2 X X
Suj 3 X X
Suj 4 X X
Suj 5 X X
Suj 6 X X
Suj 7 X X
Suj 8 X X
Suj 9 X X
Suj 10 X X
Total 70% 30% 0% 80% 0% 20%

Legenda: Suj = sujeito

Questão número 7: Quando você não entende a tarefa, você pede ajuda?

Apesar das porcentagens de respostas terem sido as mesmas, sendo que ambos os grupos afirmaram que 70% das crianças pedem ajuda quando não compreendem a tarefa, as respostas não foram as mesmas, quando pareadas por sujeitos (Tabela 2).

Tabela 2 Respostas apresentadas à questão nº7 pelos sujeitos de G1 e G2 

Criança Terapeuta
SIM NÃO SIM NÃO
Suj 1 X X
Suj 2 X X
Suj 3 X X
Suj 4 X X
Suj 5 X X
Suj 6 X X
Suj 7 X X
Suj 8 X X
Suj 9 X X
Suj 10 X X
Total 70% 30% 70% 30%

Legenda: Suj = sujeito

Questão número 8: Você acha que precisa de aulas de reforço?

Esta questão apresentou respostas muito divergentes entre os grupos, pois 90% dos terapeutas afirmaram que seus pacientes necessitam de aulas de reforço e somente 30% das crianças concordaram com esta hipótese. Ressalta-se que estas mesmas crianças, que responderam necessitar de aulas de reforço, foram também assinaladas afirmativamente por seus respectivos terapeutas (Tabela 3).

Tabela 3 Respostas apresentadas à questão nº8 pelos sujeitos de G1 e G2 

Criança Terapeuta
SIM NÃO SIM NÃO
Suj 1 X X
Suj 2 X X
Suj 3 X X
Suj 4 X X
Suj 5 X X
Suj 6 X X
Suj 7 X X
Suj 8 X X
Suj 9 X X
Suj 10 X X
Total 30% 70% 90% 10%

Legenda: Suj = sujeito

DISCUSSÃO

Boyer e Mailloux(10) relataram que a autopercepção surge de uma comparação pessoal com a de outros e pode ser positiva ou negativa e realista ou irrealista. As respostas apresentadas pelos grupos G1 e G2, frequentemente foram divergentes, sugerindo que, nem sempre, as crianças com DEA conseguem perceber suas dificuldades sobre a leitura e a escrita, relatadas por seus terapeutas.

Thaler et al.(11) sugeriram que as crianças com DEA possuem dificuldades em reconhecer as expectativas e os estados emocionais de outros, devido às dificuldades de se relacionarem com as próprias percepções e experiências emocionais. Em conformidade com o encontrado no presente estudo, Thaler et al.(11) constataram uma discrepância entre autopercepção e a percepção de terceiros. Os pesquisadores justificaram esta discrepância, sugerindo que há falhas entre a experiência interoceptiva e a percepção de emoção na população de crianças com DEA.

McCauley et al.(12) descreveram que a autopercepção acadêmica é definida como a percepção individual das próprias habilidades escolares. Em seu estudo, os autores relataram que pesquisas que mensuram a autopercepção de escolares podem ajudar os indivíduos a identificarem seus pontos fortes e aqueles que necessitam de melhorias. Além disto, mencionaram que as crianças com DEA apresentam melhores desempenhos quando possuem consciência de suas habilidades e dificuldades.

Kenneth e Mitchell(13), em um estudo que comparou a autopercepção de adolescentes sobre seus comportamentos interpessoais com a percepção de seus pais, constataram que indivíduos com DEA podem ser excessivamente confiantes, para protegê-los de se sentirem desencorajados frente às suas inabilidades. O estudo também ressaltou que a análise e percepção de pais e profissionais podem ser de grande auxílio para que os escolares se engajem e trabalhem suas dificuldades.

No presente estudo, em nota, alguns terapeutas registraram que o trabalho da autopercepção faz parte do planejamento terapêutico de seus pacientes.

Tornar as dificuldades acadêmicas conscientes pode ser uma estratégia relevante, útil para o processo terapêutico fonoaudiológico, para que o escolar não as considere um problema insolúvel, mas, sim, um desafio que faz parte do processo da aprendizagem. Além disto, aprofundar a investigação sobre as dificuldades escolares da criança, por meio das autoavaliações, pode fornecer subsídios para intervenções cada vez mais adequadas às suas necessidades.

Pesquisas futuras podem investigar os impactos no sucesso escolar, após a estimulação das habilidades de autopercepção de crianças com DEA, em terapia.

O presente estudo evidencia, como limitação, o fato de que não foi investigada a percepção dos pais, a fim de compará-la com as percepções das crianças e compreender se a autopercepção destas pode ser influenciada pela opinião dos pais.

CONCLUSÃO

Nem sempre as crianças com distúrbio do espectro do autismo possuem autopercepção realista sobre suas habilidades de leitura e escrita. A pesquisa da autopercepção das crianças pode ser importante para que pais e profissionais possam auxiliá-las a se engajarem e a trabalharem suas dificuldades.

Trabalho realizado no Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP – São Paulo (SP), Brasil.

Financiamento: Nada a declarar.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 15 de Fevereiro de 2019; Aceito: 12 de Junho de 2019

Conflito de interesses: Não.

Contribuição dos autores: ACMC participou da idealização do estudo, coleta, análise e interpretação dos dados e redação do artigo; FDMF participou da idealização do estudo e interpretação dos dados e redação do artigo.

Autor correspondente: Ana Carolina Martins Cortez. E-mail: ana.carolina.cortez@usp.br

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