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Audiology - Communication Research

versão On-line ISSN 2317-6431

Audiol., Commun. Res. vol.24  São Paulo  2019  Epub 05-Dez-2019

https://doi.org/10.1590/2317-6431-2019-2235 

Comunicação Breve

A fonoaudiologia na formação do jornalista: resultados de uma proposta de atuação

Telma Dias dos Santos1 
http://orcid.org/0000-0002-8955-7707

Léslie Piccolotto Ferreira1 
http://orcid.org/0000-0002-3230-7248

Marta Assumpção de Andrada e Silva1  2 
http://orcid.org/0000-0002-4964-8436

1Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP – São Paulo (SP), Brasil.

2Faculdade de Ciências Médicas, Santa Casa de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil.


RESUMO

Objetivo

apresentar e avaliar o efeito de uma proposta de intervenção fonoaudiológica com foco na comunicação profissional, para alunos de graduação em jornalismo.

Métodos

Vinte e três participaram, como sujeitos, 23 estudantes de jornalismo. A intervenção fonoaudiológica foi dividida em oito encontros, com duração de quatro horas cada, e a avaliação do desempenho comunicativo dos alunos foi feita por 75 juízes telespectadores. A avaliação dos momentos antes e depois da intervenção foi realizada por meio de análise de vídeos e dividida em aspectos do corpo, da fala, emocionais e de interpretação.

Resultados

a maioria (91,3%) dos alunos apresentou desempenho comunicativo melhor no vídeo após intervenção, de acordo com os juízes. Os parâmetros relacionados aos aspectos emocionais e de interpretação foram os que tiveram mais características citadas positivamente nos vídeos após intervenção.

Conclusão

o programa de intervenção fonoaudiológica para comunicação profissional televisiva promoveu melhora no desempenho comunicativo da maioria dos alunos de jornalismo da amostra pesquisada. Os aspectos que os juízes mais referiram para justificar a melhora foram os relacionados à interpretação/emocional, em primeiro lugar, seguidos pelos aspectos da fala e do corpo.

Palavras chave:  Estudo de intervenção; Voz; Comunicação; Jornalismo; Fonoaudiologia

ABSTRACT

Purpose

To present and evaluate the effect of a speech-language pathology (SLP) intervention proposal focused on professional communication for undergraduate students of journalism.

Methods

The study sample consisted of 23 journalism students. The SLP intervention was held in eight four-hour meetings, and evaluation of the students' communicative performance was conducted by 75 viewer judges. Pre- and post-intervention assessments were performed through analysis of videos considering the body, speech, emotion and interpretation aspects.

Results

According to the judges, most (91.3%) of the students showed better communicative performance on video after the intervention. The parameters associated with the emotion and interpretation aspect showed the largest number of positive characteristics mentioned on the post-intervention videos.

Conclusion

The SLP intervention program for professional television communication improved the communicative performance of most journalism students in the study sample. The aspects referred the most by the judges to justify this improvement were associated with emotion and interpretation followed by speech and body.

Keywords:  Intervention study; Voice; Communication; Journalism; Speech, language, and hearing sciences

INTRODUÇÃO

A televisão (TV), embora não tenha suprimido a influência do rádio e, atualmente, dispute seu espaço com a internet, ainda é um dos veículos de comunicação mais influentes e o telejornalismo, ao mesmo tempo em que contribui na construção da realidade social, é influenciado e construído pela sociedade(1,2). As recentes mudanças provocadas pelas novas tecnologias de comunicação têm introduzido modificações significativas na produção da notícia, hoje concebida e narrada por uma conversa jornalística de cotidianidade familiar reconhecida pelos espectadores(3). Permitem geração e multiplicação de conteúdos informativos simultâneos e exigem que os repórteres e apresentadores de telejornais estejam preparados para produzir um conteúdo diferenciado(4,5).

O trabalho fonoaudiológico nas emissoras de televisão tem privilegiado a preparação da comunicação dos telejornalistas para os mais diversos produtos(6). Há mais de quatro décadas, a fonoaudiologia tem desenvolvido um trabalho dinâmico de aprimoramento, em relação à expressividade desses profissionais(6,7), pois trata-se de uma demanda em crescente transformação.

Da mesma forma, tem sido cada vez mais notória a inserção da fonoaudiologia nos cursos de formação técnica para profissionais de TV. Por outro lado, os alunos de Jornalismo de hoje nasceram na era da conectividade e cresceram imersos na tecnologia. Estão à vontade com a aprendizagem just-in-time. Aprendem o que for necessário, quando, e só quando, for necessário(8). É uma geração que carece de um trabalho com foco na comunicação profissional que invista em treinamento e experimentações práticas(9,10), fato que justifica a concepção de uma intervenção fonoaudiológica melhor desenhada para este público. O objetivo deste trabalho foi apresentar e avaliar o efeito de uma proposta de intervenção com foco na comunicação profissional, para alunos de graduação em jornalismo. A hipótese é de que a intervenção fonoaudiológica com conteúdo prático no exercício profissional dos telejornalistas promova melhora em sua performance comunicativa.

MÉTODO

Participaram da pesquisa Vinte e três alunos, 11 homens e 12 mulheres, com idades entre 18 e 21 anos, estudantes de jornalismo de uma universidade pública da cidade de São Paulo.

A intervenção foi dividida em oito encontros semanais, com duração de quatro horas cada, no total de 32 horas (Quadro 1). Em todos os encontros, foi realizado, antes da atividade prática, aquecimento vocal com exercícios de ajuste respiratório, de relaxamento e ajuste postural, de aquecimento vocal e articulatório.

Quadro 1 Descrição dos oito encontros que compuseram a intervenção 

Encontro 1 – A PRODUÇÃO DA VOZ
§ Gravação de texto antes da intervenção
§ Apresentação do programa, com a explicação geral da dinâmica dos oito encontros
§ Anatomia do trato vocal e fisiologia da fonação
§ O uso da respiração natural para uma leitura jornalística
§ O papel da emoção na voz, a relação com articulação, ressonância e como isso reflete na personalidade
Encontro 2 – PANORAMA DE TELEJORNALISMO NO BRASIL
§ As mudanças ocorridas na performance dos profissionais de jornalismo ao longo dos anos
§ A linguagem jornalística atual e a preocupação da conexão com o telespectador, dos novos gêneros jornalísticos – infotenimento, da convergência midiática
· Ilustração com de vídeos de reportagens e apresentações jornalísticas das últimas duas décadas e atuais
Encontro 3 – COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL – O CORPO NA TV
§ O corpo como ferramenta na atuação profissional
§ A importância da expressividade nos diferentes produtos jornalísticos: telejornais nacionais e locais, de diferentes emissoras e diferentes horários.
o Prática: análise de vídeos
o Treinamento prático – autor reconhecimento postural e de expressão no espelho e no vídeo
Encontro 4 – COMUNICAÇÃO VERBAL – A FALA NATURAL NA TV
§ A linguagem verbal na reportagem de hoje
§ Os parâmetros interpretativos envolvidos numa comunicação jornalística
§ A improvisação na contação da notícia natural
§ Prática: Gravação em vídeo
o Exercício da construção da fala natural
o Exercício de improvisação com palavras-chave
Encontro 5 – A ATUAÇÃO DO REPÓRTER NO NOVO TELEJORNALISMO
§ Retomar os conceitos da nova realidade televisiva e da conversa com o telespectador
§ Retomar os aspectos da postura, da respiração, dos recursos interpretativos
§ A comunicação não verbal adotada na construção da notícia na rua
§ A improvisação na reportagem e o papel dos recursos interpretativos, verbais, vocais e não verbais na construção da notícia ao vivo
§ Exercício: análise do vídeo dos alunos e criação da notícia
§ Prática – Gravação em vídeo – construção da notícia e ajustes individuais
Encontro 6 – ATUAÇÃO DO APRESENTADOR NO NOVO TELEJORNALISMO
§ Retomar os conceitos da nova realidade televisiva e da conversa com o telespectador
§ Retomar os aspectos da postura, da respiração, dos recursos interpretativos
§ Exercitar a expressão facial, as novas posturas de corpo e mãos como ferramenta argumentativa da apresentação no processo de apresentação da notícia
§ Exercício: análise do vídeo dos alunos e criação da notícia
§ Prática – Gravação em vídeo – construção da notícia e ajustes individuais
o Simulação de apresentação em bancada
o Simulação de apresentação em pé.
o Simulação de apresentação na poltrona
Encontro 7 – APRESENTAÇÃO
§ O apresentador em diferentes situações e mídias (apresentação em estúdio e cenário virtual)
§ Prática: gravação em estúdio
o Simulação de apresentação de programa de esporte (bancada e estúdio)
o Simulação de apresentação de programa jornalístico com convidados
o Simulação de apresentação de apresentação da previsão do tempo
Encontro 8
§ Finalizar programa de intervenção, levantando aspectos positivos e negativos. Solicitar de cada aluno uma reflexão de como foi o processo de intervenção para ele
§ Gravação do vídeo de depois da intervenção

Para a avaliação da intervenção, os alunos gravaram um trecho de texto jornalístico de televisão, extraído dos arquivos de roteiro de um telejornal nacional de uma emissora de TV de São Paulo. O texto esteve disponível para leitura na tela do computador de marca Acer Aspire, em powerpoint (modo apresentação), fonte calibri corpo, com tamanho 32, caixa alta. A primeira gravação, antes do início da intervenção, foi realizada com uma câmera digital da marca Sony Cyber-Shot (modelo DSC-W730), em sala de aula silenciosa. No momento da gravação, os alunos foram orientados a ficar em pé, em frente ao computador, a uma distância de 1,20 metros da tela, para possibilitar o enquadramento fechado e meio plano(11), a fim de avaliar a expressividade corporal no momento da gravação.

A segunda gravação ocorreu no final do último encontro. Novamente, os alunos foram chamados, um a um, para gravar o mesmo texto, seguindo os mesmos procedimentos utilizados no momento antes da intervenção. Ambas as gravações apresentaram qualidade de imagem e som satisfatórias. Todos os sujeitos da pesquisa estavam em boas condições de saúde nos respectivos dias das gravações.

A avaliação do material coletado foi realizada por 75 juízes telespectadores com mais de 25 anos de idade e de ambos os sexos. Os juízes foram selecionados com base no perfil da audiência televisiva, que revela que os telespectadores que passam mais horas em frente à TV são de ambos os sexos, sendo 37% com idade acima de 50 anos e 31% entre 25 e 49 anos*, faixa etária esta que representa 79% dos telespectadores que usam a TV para se informar**. A avaliação dos juízes contou com 23 pares de vídeos (combinação da gravação antes e depois da intervenção) e foi realizada por meio da aplicação de um instrumento com duas questões de múltipla escolha e três categorias diferentes na questão 2: aspectos do corpo; aspectos da fala; e aspectos emocionais e de interpretação (Figura 1).

Figura 1 Instrumento com questões de múltipla escolha utilizado pelos telespectadores na avaliação dos vídeos de antes e depois da intervenção 

Os vídeos dos alunos de antes e depois da intervenção foram randomizados e editado aos pares, como forma de estratégia que impossibilitasse aos juízes a identificação de quais eram os momentos antes ou depois da intervenção. Para a análise estatística dos dados, foi selecionado o teste Qui-quadrado de Pearson e assumiu-se um nível de significância de 5%.

O estudo foi e aprovado pelo Comitê de Ética da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob o nº CAAE 39280514.3.0000.5482. Todos os sujeitos (alunos e juízes) participantes do estudo foram voluntários e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE.

RESULTADOS

De acordo com os resultados, 91,3% dos estudantes apresentaram melhor desempenho depois da intervenção fonoaudiológica (p<0,001) (Tabela 1).

Tabela 1 Comparação entre as gravações dos alunos antes (pré) e depois (pós) da intervenção fonoaudiológica, segundo juízes telespectadores 

Estudantes Na sua opinião, em qual vídeo o aluno apresentou melhor desempenho?
Pré Pós Valor de p¥ Nenhum*
n (%) n (%) n (%)
1 3 (4,0) 72 (96,0) <0,001 -- --
2 1 (1,3) 74 (98,7) <0,001 -- --
3 4 (5,5) 69 (94,5) <0,001 2 (2,7)
4 8 (10,7) 67 (89,3) <0,001 -- --
5 6 (8,0) 69 (92,0) <0,001 -- --
6 5 (7,0) 66 (93,0) <0,001 4 (5,3)
7 28 (40,0) 42 (60,0) 0,094 5 (6,7)
8 18 (24,0) 57 (76,0) <0,001 -- --
9 5 (6,7) 70 (93,3) <0,001 -- --
10 1 (1,3) 74 (98,7) <0,001 -- --
11 13 (17,6) 61 (82,4) <0,001 1 (1,3)
12 1 (1,3) 74 (98,7) <0,001 -- --
13 5 (6,7) 70 (93,3) <0,001 -- --
14 14 (19,2) 59 (80,8) <0,001 2 (2,7)
15 13 (17,3) 62 (82,7) <0,001 -- --
16 8 (10,7) 67 (89,3) <0,001 -- --
17 4 (5,6) 68 (94,4) <0,001 3 (4,0)
18 65 (89,0) 8 (11,0) <0,001 2 (2,7)
19 8 (10,7) 67 (89,3) <0,001 -- --
20 6 (8,0) 69 (92,0) <0,001 -- --
21 14 (18,7) 61 (81,3) <0,001 -- --
22 1 (1,3) 74 (98,7) <0,001 -- --
23 7 (9,3) 68 (90,7) <0,001 -- --
Agrupada 238 (14,0) 1468 (86,0) <0,001 19 (1,1)

¥Qui-quadrado para uma amostra;

*percentual relativo aos 75 registros (juízes leigos)

Legenda: n = número de sujeitos

Na análise agrupada dos 23 sujeitos, ao se comparar os momentos de antes e depois da intervenção fonoaudiológica, observou-se que o momento de depois apresentou melhora (86,0% (n = 1498) versus 14% (n = 238); X2 = 886,6 - p<0,001).

Os resultados apontaram, ainda, a melhora em todos os três aspectos avaliados, quanto à comparação entre os momentos antes e depois da intervenção, com a proximidade entre o momento após a intervenção e a interação entre os aspectos do corpo, da fala, emocionais e de interpretação (Figura 2).

Figura 2 Análise de correspondência entre os momentos pré e pós intervenção e os aspectos do corpo, da fala, emocionais e de interpretação. Dimensão 1 está relacionada ao momento do vídeo (pré e pós intervenção). Dimensão 2 revela a aproximação dos aspectos versus o desempenho 

DISCUSSÃO

Para contar uma boa história e conseguir interagir com o telespectador é preciso articular bem o corpo, a fala e a interpretação para transmitir a ideia com emoção(12). Na Figura 1, observa-se maior correspondência entre os aspectos do corpo, da fala e dos emocionais e de interpretação nos vídeos após intervenção, indicando que os alunos, depois de passarem pela intervenção, conseguiram integrar as questões de corpo, fala, emocionais e de interpretação, para a construção da história jornalística.

Ainda de acordo com a análise estatística, os aspectos do corpo que se destacaram como justificativa para a melhora no vídeo de depois da intervenção foram a relação entre movimentação corporal e gestos com o quesito mais natural e a relação entre postura corporal com os quesitos mais confiante e mais seguro.

Com os novos formatos jornalísticos e a criação de notícias como uma história tecida para o público(1), o corpo e os braços passam a fazer parte da história, inclusive, para estabelecer uma relação maior com a realidade cotidiana. Por esta razão, a comunicação não verbal e os gestos foram trabalhados o tempo todo durante a intervenção, com discussões sobre as novas possibilidades de postura corporal, de movimentação dos braços e de formas de expressão facial.

A proposta de intervenção descrita na presente pesquisa levou em conta a geração dos futuros jornalistas e também privilegiou uma atuação prática e focada na preparação dos alunos jornalistas para novas demandas jornalísticas. Trata-se, portanto, de um programa de intervenção que teve a preocupação de apresentar e experimentar, de forma integrada, a expressividade, interligando os aspectos da comunicação verbal, não verbal e vocal.

O trabalho consolidado da fonoaudiologia dentro das emissoras por si respalda e justifica a atuação do fonoaudiólogo junto a futuros jornalistas. Já existem universidades brasileiras que oferecem disciplinas teórico/práticas para o aperfeiçoamento da comunicação desses futuros profissionais. Estas disciplinas são ministradas por fonoaudiólogos e mantêm um foco bastante prático, para proporcionar o desenvolvimento do aluno com maior autonomia comunicativa, não apenas no âmbito acadêmico, mas, também, na vida profissional(6,13,14).

A presente pesquisa apresentou resultados significativamente positivos, que apontaram para a melhora integrada dos aspectos corporais, de fala e dos emocionais e de interpretação. A intervenção fonoaudiológica com aluno de jornalismo é interessante, à medida que intercede na formação e consolida as demandas presentes nas novas diretrizes curriculares do curso de jornalismo, ou seja, a formação do profissional aliando teoria e prática***.

Sugere-se, em futuros trabalhos, a separação dos sujeitos em grupos experimental e controle, fato declarado, aqui, como uma limitação deste estudo.

Outros estudos se fazem necessários, a fim de subsidiar os avanços nas interfaces entre fonoaudiologia e jornalismo.

CONCLUSÃO

A intervenção fonoaudiológica direcionada para a comunicação profissional televisiva promoveu a melhora na performance comunicativa da maioria dos alunos de graduação de jornalismo, segundo os juízes telespectadores. A melhora no desempenho dos alunos no vídeo após intervenção foi justificada de forma integrada pelos aspectos do corpo, da fala, emocionais e de interpretação.

*IBOPE Online. Brasileiros passam mais tempo em frente à TV. 2014. Publicado em 22/01/2014 [acessado 27/07/2015] disponível em http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Brasileiros-passam-mais-tempo-em-frente-a-TV.aspx

**SECOM - Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Pesquisa Brasileira de Mídia 2015: Hábitos de consumo de mídia pela população brasileira. Brasília, DF: 2015. [acesso 23/01/2016] disponível em: http://www.secom.gov.br/atuacao/pesquisa/lista-de-pesquisas-quantitativas-e-qualitativas-de-contratos-atuais/pesquisa-brasileira-de-midia-pbm-2015.pdf

***Ministério Da Educação (MEC) Resolução No 1 de 27 de Setembro de 2013. Institui as diretrizes curriculares nacionais para o curso de graduação em jornalismo, bacharelado e dá outras providências. Brasília. [acesso 16/02/2016] disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=14242-rces001-13&category_slug=setembro-2013-pdf&Itemid=30192

Trabalho realizado na Departamento de Fonoaudiologia, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP – São Paulo (SP), Brasil.

Financiamento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES - Brasília, Brasil. Projeto nº: 88887.151940/2017-00 - Programa CAPES: PROSUC (Programa Suporte à Pós-Graduação IES Comunitárias). Vigência do benefício: 01/09/2017 a 31/07/2020.

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Recebido: 14 de Agosto de 2019; Aceito: 25 de Setembro de 2019

Conflito de interesses: Não.

Contribuição dos autores: TDS responsável pela coleta dos dados e confecção do artigo; LPF responsável pela revisão do manuscrito; MAAS responsável pela orientação e revisão do manuscrito.

Autor correspondente: Telma Dias dos Santos. E-mail: telmafono@gmail.com

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