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BrJP

Print version ISSN 2595-0118On-line version ISSN 2595-3192

BrJP vol.3 no.2 São Paulo Jan./Mar. 2020  Epub June 03, 2020

https://doi.org/10.5935/2595-0118.20200025 

ARTIGO ORIGINAL

Uso da auriculoterapia no controle da lombalgia, ansiedade e estresse de profissionais do sistema penitenciário

Bianca Carvalho da Graça1 
http://orcid.org/0000-0002-1878-2237

Vagner Ferreira do Nascimento1 
http://orcid.org/0000-0002-3355-163X

Raquiel Naiele Ramos Felipe1 
http://orcid.org/0000-0001-9328-4003

Amanda Cristina de Souza Andrade2 
http://orcid.org/0000-0002-3366-4423

Marina Atanaka2 
http://orcid.org/0000-0003-3543-3837

Ana Cláudia Pereira Terças-Trettel1  2 
http://orcid.org/0000-0001-8761-3325

1Universidade do Estado de Mato Grosso, Departamento de Enfermagem, Tangará da Serra, MT, Brasil.

2Universidade Federal de Mato Grosso, Instituto de Saúde Coletiva, Cuiabá, MS, Brasil.


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS:

A auriculoterapia é uma prática integrativa utilizada para o alívio de sintomas físicos e emocionais, principalmente em relação à dor. Possui baixo custo e fácil aplicabilidade, o que torna um recurso terapêutico viável e elegível. O objetivo deste estudo foi identificar as contribuições da auriculoterapia para a promoção da qualidade de vida de profissionais do sistema penitenciário.

MÉTODOS:

Estudo experimental, com coleta de dados entre julho e dezembro de 2018 na cadeia pública feminina de um município mato-grossense, Brasil. Foram elencados os sintomas lombalgia, ansiedade e estresse para a intervenção com auriculoterapia, sendo avaliados a cada sessão por meio de instrumentos psicométricos. A análise dos dados foi realizada através do programa STATA versão 12.0.

RESULTADOS:

Houve prevalência de mulheres com idade entre 30 e 44 anos, cor parda, com ensino superior completo e residindo com cônjuge. Verificou-se redução mais acentuada da intensidade dos sintomas no grupo intervenção, especialmente em relação ao estresse e lombalgia, o que aponta a efetividade da auriculoterapia nesse grupo.

CONCLUSÃO:

A auriculoterapia mostrou-se promissora neste contexto ocupacional, podendo trazer benefícios diretos aos profissionais, tanto em relação à disposição para o exercício laboral quanto para a promoção da qualidade de vida.

Descritores: Auriculoterapia; Dor lombar; Prisões; Saúde do trabalhador

ABSTRACT

BACKGROUND AND OBJECTIVES:

Auriculotherapy is an integrative practice used to relieve physical and emotional symptoms, especially in relation to pain. It has a low cost and easy applicability, which makes it a viable and eligible therapeutic resource. The present study aimed to identify the contributions of auriculotherapy to improve the quality of life of professionals of the correctional system.

METHODS:

Experimental study, with data collection between July and December 2018 in the female public prison of a city of Mato Grosso, Brazil. Low back pain, anxiety, and stress were the symptoms selected for the intervention with auriculotherapy evaluated at each auriculotherapy session by psychometric instruments. Data analysis was performed using STATA software version 12.0.

RESULTS:

Women aged between 30 and 44 years old, brown, with complete higher education and living with spouse prevailed. There was a greater reduction in the intensity of symptoms in the intervention group, especially in relation to stress and low back pain, which indicates the effectiveness of auriculotherapy in this group.

CONCLUSION:

Auriculotherapy has shown promising in this occupational context and can bring direct benefits to professionals, both in relation to the willingness to work and to promote the quality of life.

Keywords: Auriculotherapy; Low back pain; Occupation health; Prisons

INTRODUÇÃO

No Brasil, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a consolidação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e portarias correspondentes compreendem inúmeras práticas integrativas como, por exemplo, a auriculoterapia1,2, prática utilizada há mais de 4.000 anos3 para o alívio de sintomas como a dor, que pode ser utilizada para minimizar danos à saúde do trabalhador e promover espaço menos deletério4.

Em ambientes prisionais, as múltiplas pressões e conflitos gerados, seja em razão do estado permanente de vigília frente a qualquer forma de risco à integridade institucional, pessoal e dos internos, como pelas precárias condições estruturais contribuem para o adoecimento ocupacional progressivo5,6.

A rotina desses profissionais se reflete em sinais e sintomas patológicos que normalmente são silenciados por automedicação e/ou negligenciados, circunstâncias que podem intensificar os prejuízos para a saúde do trabalhador e interferir no bom desenvolvimento das atividades laborais7. Estudo recente realizado em uma cadeia pública de Mato Grosso (BR) identificou que a maioria dos profissionais apresentaram algum tipo de dor, especialmente após o término do turno de trabalho ou depois de plantões extras, mas dificilmente procuraram assistência médica8.

Os profissionais consideram que o equilíbrio entre corpo, mente e estado de espírito são relevantes para a garantia de saúde e que deveriam ser trabalhados dentro da instituição8. A auriculoterapia tende a ser uma prática terapêutica viável nas prisões, ao favorecer o bem-estar do profissional e estimular na identificação das situações que causam dor, inquietações/incômodos e outros sofrimentos.

O objetivo deste estudo foi identificar como a auriculoterapia pode promover a qualidade de vida de profissionais do sistema prisional.

MÉTODOS

Estudo experimental, com dois grupos: grupo controle (GC - não tratado) e grupo intervenção (GI - com aplicação da auriculoterapia), desenvolvida na cadeia pública feminina de um município da região médio-norte de Mato Grosso. Foram incluídos 18 dos 22 profissionais que atuam na instituição, com tempo de trabalho superior a 12 meses, sendo excluídos quatro que estavam em férias, ou gestantes.

Os participantes foram numerados de forma sequencial e realizado sorteio no portal www.randomizer.org, constituindo o GC e GI com nove participantes cada. Realizou-se entrevista de acordo com roteiro estruturado, para levantamento de dados sociodemográficos e histórico de sintomas. Os profissionais relataram os sintomas mais frequentes nos últimos 30 dias, sendo presente em todos a lombalgia, a ansiedade e o estresse. Assim, esses três sintomas foram elencados para a intervenção através da auriculoterapia. A coleta de dados foi realizada no período de julho a dezembro de 2018, em sala da instituição reservada para o atendimento, e a auriculoterapia foi realizada por enfermeira com formação em auriculoterapia chinesa. Os indivíduos foram atendidos semanalmente por seis semanas, sendo que ao final de cada sessão o GI recebeu sessões de auriculoterapia com avaliação da presença e intensidade dos sintomas, enquanto no GC apenas avaliou-se os sintomas por entrevista individual.

Para a análise da lombalgia, utilizou-se a escala numérica de dor (zero-100), onde zero significa ausência de dor e 100 a maior dor inimaginável9. O instrumento utilizado para mensurar o estado de estresse foi o Inventário de Sintomas de Estresse de Adultos de Lipp10. A ansiedade foi analisada de acordo com o Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE)11,12.

Posteriormente, os sintomas foram classificados de zero a 4, onde zero corresponde à ausência do sintoma e 4 a maior intensidade, visando avaliar a evolução. A intensidade de cada sintoma foi mensurada em três momentos: no início das sessões (T0), após três (T1) e seis sessões (T2).

Realizou-se a higienização do pavilhão auricular com álcool a 70% e o participante foi orientado quanto aos possíveis desconfortos. As sementes de Vaccaria foram fixadas com fita microporosa hipoalergênica e os participantes foram orientados a estimular os pontos três vezes ao dia. Os pontos auriculares foram: shen men, rim, diafragma, fígado, coração, tronco cerebral e ansiedade, de acordo com o mapeamento da Medicina Tradicional Chinesa (MTC)13. Durante o estudo, nenhum dos participantes ingeriu analgésicos, anti-inflamatórios ou calmantes.

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos da Universidade do Estado de Mato Grosso, sob CAAE: 50417815.8.0000.5166 e parecer 1.457.621. Foram respeitados todos os aspectos éticos de pesquisa com seres humanos conforme preconiza a Declaração de Helsinque e a Resolução 466/12. Os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Análise estatística

Após a finalização da coleta de dados, procedeu-se a digitação dupla dos dados, que posteriormente foram confrontados no Data Compare. Na sequência, o banco de dados foi importado para o STATA versão 12.0. Para a comparação das proporções entre o GI e o GC foi utilizado o teste Qui-quadrado de Pearson.

RESULTADOS

Prevaleceu o sexo feminino (61,1%), faixa etária entre 30 e 44 anos (100,0%), cor parda (55,5%), com ensino superior completo (100,0%), residindo com cônjuge (77,7%) e exercendo a função de Agente de Segurança Penitenciária (ASP) (83,3%). Consomem álcool (50,0%), não realizam atividades físicas (66,7%) e negam uso de antidepressivos (94,4%).

Os principais sintomas/agravos referidos foram: cefaleia, cervicalgia, mialgia, ciatalgia, enxaqueca, lombalgia e dor pélvica. Além disso, mencionaram estresse, ansiedade, insônia, crise de pânico, sentimento de raiva e fadiga.

Conforme a escala de dor, a intensidade da lombalgia correspondeu à “dor inimaginável (4)” (100,0%) no início das sessões, “dor inimaginável (4)” (100,0%) após três sessões e “dor leve (1)” (100,0%) após seis sessões, entre os participantes do GC. No GI, foi observada “dor intensa (3)” (50,0%), “dor moderada (2)” (25,0%) e “dor inimaginável (4)” (25,0%) no início das sessões, “dor moderada (2)” (50,0%), “dor leve (1)” (25,0%) e “ausência de dor (0)” (25,0%) após três sessões e “ausência de dor (zero)” (50,0%), “dor intensa (3)” (25,0%) e “dor inimaginável (4)” (25,0%) após seis sessões (Figura 1).

Figura 1 Intensidade da lombalgia, ansiedade e estresse dos grupos controle e intervenção de profissionais do sistema prisional. Tangará da Serra, MT, 2019 

Já a intensidade da ansiedade relatada pelos participantes do GC foi “quase sempre (4)” no início das sessões (75,0%), “quase nunca (1)” após três sessões (50,0%) e “às vezes (2)” após seis sessões (50,0%). No GI, esse sintoma foi referido como “quase sempre (4)” no início das sessões (100,0%) e “quase nunca (1)” (25,0%), “às vezes (2)” (25,0%), “frequentemente (3)” (25,0%) e “quase sempre (4)” (25,0%) após três e seis sessões.

Foi possível verificar que o estresse foi relatado como “exaustão (4)” (75,0%) e “quase exaustão (3)” (25,0%) no início das sessões, “quase exaustão (3)” (50,0%), “exaustão (4)” (25,0%) e “resistência (2)” (25,0%) após três sessões e “alerta (1)” (50,0%), “resistência (2)” (25,0%) e “quase exaustão (3)” (25,0%) após seis sessões, no GC. Entre os participantes do GI, essa intensidade variou entre “exaustão (4)” (100,0%) no início das sessões, “exaustão (4)” (66,6%) e “quase exaustão (3)” (33,3%) após três sessões e “alerta (1)” (33,3%), “quase exaustão (3)” (33,3%) e “sem estresse (zero)” (33,3%) após seis sessões.

A intensidade da lombalgia, ansiedade e estresse apresentou redução mais significativa no GI, com destaque para a ausência de lombalgia (50,0%) e estresse (33,3%) após seis sessões de auriculoterapia.

DISCUSSÃO

As características sociodemográficas dos profissionais do sistema penitenciário a nível nacional correspondem ao sexo masculino14, faixa etária entre 28 e 50 anos15, cor negra16, indivíduos com companheiro/a, ensino superior completo17 e a maioria atuando como ASP18. Esses dados coincidem com os achados deste estudo, exceto o sexo e a cor. Estes podem estar relacionados às peculiaridades da equipe de cadeias femininas, com a preferência por serem do mesmo sexo que as reeducandas19, além das características da região, visto que a maioria dos servidores públicos são do sexo feminino20 e autodeclarados pardos21.

Achados semelhantes foram encontrados em pesquisas nacionais e internacionais, com descrições de ocorrência de insônia, sedentarismo e consumo de substância psicoativa, principalmente álcool22-27.

Esse estilo de vida pouco saudável pode desencadear ansiedade e stress. Pesquisadores apontam que a combinação desses sintomas também é resultado de conflitos interpessoais, condições inadequadas de trabalho e assédio moral por gestores/superiores28. Outro fator que acentua é o conhecimento limitado sobre ações/comportamentos para enfrentar as fontes geradoras de sofrimento e dor, o que exige habilidades sociais e intervenções por parte dos atores envolvidos direta e/ou indiretamente no ambiente prisional, especificamente na adesão a cuidados em saúde in loco29.

A ausência da lombalgia foi relatada por 50% dos participantes do GI ao término do tratamento, já no GC, 100% dos profissionais apresentaram lombalgia durante a coleta de dados (T0, T1 e T2). Estudo sobre os riscos ocupacionais conduzido no Maranhão evidenciou a lombalgia como importante risco ergonômico30. E, especificamente entre profissionais de um presídio de Florianópolis (SC), a lombalgia foi citada como condição patológica associada à atividade ocupacional31.

O tratamento adequado para a lombalgia deve considerar a diversidade das populações, acesso às tecnologias de cuidado e resposta clínica à estratégia terapêutica32. Ao utilizar a auriculoterapia, o usuário torna-se protagonista do seu próprio cuidado, com autonomia para intervir no processo terapêutico. Essa perspectiva de cuidado estimulou a criação e disseminação de capacitações em auriculoterapia por todo país, sendo atualmente a prática integrativa mais ofertada nos serviços que compõem a Atenção Primária à Saúde (APS), consequentemente bastante indicada para lombalgia33,34.

Além disso, a comparação dessa terapia integrativa com o tratamento farmacológico, segundo estudo argentino, também evidenciou eficácia35. Outros estudos indicaram benefícios da auriculoterapia no controle de dores em distúrbios osteomusculares36, cervicalgia37, fibromialgia38, algia no ombro39 e dor lombar-ciática40.

Em relação à ansiedade, a intensidade desse sintoma apresentou diminuição após três (T2) e seis sessões (T3), sendo mais significativa no GI, o que coincide com os resultados de pesquisa paulista41 e chilena42. A redução dos níveis de ansiedade foi comprovada por meio de análise estatística de estudo clínico prospectivo realizado na Alemanha, além disso, demonstrou que essa prática também apresentou efeitos positivos sobre a raiva, tensão, agressão43 e quadro depressivo44.

Em relação ao estresse, no início do tratamento todos relataram exaustão, e ao decorrer das semanas esses níveis foram reduzindo, até relatos de ausência do sintoma. Estudos nacionais também evidenciaram esse benefício com acadêmicos da área da saúde45, em equipe de enfermagem46, profissionais que atuam em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica47, recepcionistas de hospitais48, gestantes de baixo risco49 e professores universitários50.

Os resultados positivos tanto física como psicoemocionalmente foram verificados já nas primeiras sessões de auriculoterapia (T2) para os sintomas (lombalgia, ansiedade e estresse), apontando para a efetividade da prática em um curto período. Pesquisas que aplicaram a auriculoterapia em pacientes com esses sintomas utilizaram em média 10 a 12 sessões para a obtenção de resultados46,51,52. Contudo, outras pesquisas nacionais e internacionais encontraram evidências científicas positivas após a primeira sessão de auriculoterapia para o alívio da dor em parturientes41 e para a redução da ansiedade em estudantes universitários53, após quatro sessões em pacientes com fibromialgia38 e após sete sessões para a redução da ansiedade em desnutridos42. Para os profissionais que atuam no sistema prisional, três sessões foram suficientes para reduzir em 33,3% os sintomas de estresse em grau extremo.

Tais resultados sinalizam para a promoção e recuperação da saúde do trabalhador prisional. No entanto, é importante enfatizar que a auriculoterapia pode ser estendida à toda população prisional e realizada com o objetivo de reduzir sintomas como dores agudas de diferentes etiologias e outras condições patológicas. A adesão à auriculoterapia pode contribuir para avaliar a necessidade do uso de fármacos, assim como demonstrado em estudo que obteve redução da pressão arterial após uma sessão54.

Entre as limitações do estudo destacou-se o baixo quantitativo de participantes, logo, não possibilitando a verificação de redução dos sintomas em relação ao sexo. Porém, a amostra do estudo foi universal. Todavia, trata-se de estudo pioneiro no Centro-Oeste e que atende uma demanda nem sempre acolhida nos serviços de saúde.

CONCLUSÃO

A aplicação da auriculoterapia obteve efeitos positivos sobre a intensidade da lombalgia, ansiedade e estresse. A inclusão dessa prática integrativa no programa de saúde do trabalhador foi promissora, ao entender que a redução da dor implicou na melhora da qualidade de vida do profissional, de seu desempenho laboral e consequente elevação do nível de vida.

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Recebido: 09 de Janeiro de 2020; Aceito: 11 de Abril de 2020

Endereço de correspondência: Rua José Garcia Lacerda, 152N - Centro 78300-000 Tangará da Serra, MT, Brasil. E-mail: enfanacnp@gmail.com

Conflito de interesses: não há - Fontes de fomento: Recebe apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT), através do Edital PPSUS 003/2017, processo número 285300/2018.

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