Objetivos Determinar a prevalência da esquistossomose e identificar fatores de risco que influenciam a transmissão da doença em comunidades endêmicas de Sergipe.
Métodos Estudo transversal conduzido nos povoados Patioba e Colônia Miranda, localizados nos municípios de Japaratuba e São Cristóvão, respectivamente. Um inquérito epidemiológico e parasitológico da esquistossomose foi realizado a partir da aplicação de questionário sociodemográfico e da realização do método de Kato-Katz. Qui-quadrado e coeficiente de correlação de Pearson foram utilizados para a associação entre variáveis categóricas e contínuas, respectivamente. Razão de prevalência (RP), razão de chances (odds ratio, OR) e intervalo de confiança de 95% (IC95%) mediram a força entre as associações.
Resultados Um total de 721 participantes foi incluído no estudo. A prevalência da esquistossomose foi de 33,6% (118/351) em Patioba e de 25,7% (95/370) em Colônia Miranda. Foram associados à infecção o sexo masculino (n=62, 52,5%; p-valor 0,008), o baixo nível de escolaridade (n=65, 55,1%; p-valor 0,034), as atividades de pesca (RP 1,69; IC95% 1,35; 2,11; p-valor 0,002) e o banho/a higiene pessoal em águas naturais (RP 1,48; IC95% 1,17; 1,87; p-valor 0,027). O sexo masculino também foi um preditor da infecção (OR 1,41; IC95% 1,01; 1,96; p-valor 0,040), assim como o contato com águas naturais (OR 0,40; IC95% 0,28; 0,58; p-valor<0,001).
Conclusões Patioba e Colônia Miranda apresentam uma alta prevalência da esquistossomose, bem como fatores de risco para a infecção por Schistosoma mansoni que variam entre os dois povoados estudados.
Palavras-chave
Esquistossomose Mansoni; Schistosoma mansoni; Fatores de Risco; Prevalência; Inquéritos Epidemiológicos