Objetivos Analisar os impactos da pandemia de coronavírus nas condições de saúde e comportamentos das pessoas idosas participantes da coorte EpiFloripa Idoso, comparando as ondas 3 (2017-2019) e 4 (2021-2022), e descrever a metodologia do inquérito utilizado.
Métodos Foram realizadas entrevistas telefônicas. A coleta incluiu informações sociodemográficas, de saúde, adesão às medidas de distanciamento, uso de internet e percepção sobre a pandemia. Análises estatísticas descritivas foram realizadas para avaliar as mudanças antes e durante a pandemia. Calcularam-se medidas de frequência (n, %) e intervalos de confiança de 95%.
Resultados Utilizaram-se dados de 1.335 pessoas idosas entrevistadas na onda 3 e 354 participantes na onda 4. Houve aumento no uso de internet (de 48,5% na onda 3 para 65,5% na onda 4), o que indicou maior inclusão digital durante a pandemia. A autoavaliação de saúde mostrou que 55,6% mantiveram percepção positiva, mas 10,9% passaram a avaliá-la negativamente e 61,4% passaram a apresentar sintomas depressivos. A maioria das pessoas idosas (53,7%) seguiu rigorosamente as medidas de distanciamento social; 23,2% relataram piora na saúde. Observou-se alta adesão tanto à primeira (98,0%) quanto à segunda dose da vacina (98,8%). Contudo, 20,6% apresentaram provável declínio cognitivo durante o período da covid-19.
Conclusão Houve aumento na inclusão digital, adesão às medidas de distanciamento e vacinação. Observou-se piora na percepção de saúde, aumento de declínio cognitivo e sintomas depressivos. Estes achados destacaram a necessidade de políticas públicas direcionadas à saúde mental, à inclusão digital e ao apoio social para pessoas idosas em contextos de crise.
Palavras-chave
COVID-19; Infecções por Coronavírus; Idoso; Pandemias; Inquéritos Epidemiológicos
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