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Revista Brasileira de Educação

versão impressa ISSN 1413-2478

Resumo

COSTA, Marisa Vorraber. Ensinando a dividir o mundo; as perversas lições de um programa de televisão. Rev. Bras. Educ. [online]. 2002, n.20, pp.71-82. ISSN 1413-2478.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-24782002000200006.

Ao analisar o programa diário da Rede Globo de Televisão Bambuluá dirigido a crianças e adolescentes, eu apresento esse artefato cultural como um dispositivo que integra o aparato pedagógico das sociedades governamentais, ensinando muitas coisas às pessoas, entre elas, um conjunto de verdades que compõe o currículo no qual se aprende a dividir o mundo. Meu argumento é que boa parte da modelagem identitária empreendida pelas sociedades neoliberais é levada a efeito pela mídia e por outros artefatos da indústria cultural. Autores/as que desenvolvem análises da cultura contemporânea como Shirley Steinberg, Douglas Kellner e Stuart Hall, com pesquisadores/as de um campo que vem sendo denominado estudos foucaultianos (Jorge Larrosa, Nikolas Rose, Alfredo Veiga-Neto), ajudam-me a entender esses artefatos como linguagens que investem no entretenimento como uma forma de produzir significados convenientes a projetos políticos, sociais e culturais hegemônicos, colocando em funcionamento técnicas de governo que forjam consciências e moldam comportamentos. Eles são parte da política cultural que dispõe pessoas e grupos hierarquicamente nas sociedades em que vivem.

Palavras-chave : mídia e educação; educação e televisão; pedagogias culturais; estudos culturais; currículo.

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