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Brazilian Journal of Biology

versão impressa ISSN 1519-6984versão On-line ISSN 1678-4375

Resumo

RIETZLER, A. C.; FONSECA, A. L.  e  LOPES, G. P.. Metais pesados em tributários da represa da Pampulha, Minas Gerais. Braz. J. Biol. [online]. 2001, vol.61, n.3, pp.363-370. ISSN 1519-6984.  http://dx.doi.org/10.1590/S1519-69842001000300004.

Os efluentes lançados nos principais tributários da represa da Pampulha (Sarandi e Ressaca) estão em grande parte representados por metais pesados. Embora não haja enquadramento para a qualidade da água destes tributários, por apresentarem trechos canalizados, os limites recomendados para o reservatório o classificam como classe 2. Dentre os aspectos ecotoxicológicos considerados no monitoramento da Bacia da Pampulha, foram investigados teores de metais pesados (Zn, Pb, Cd, Ni, Cu, Cr, Fe e Mn) na água, em locais com potencial de toxicidade e contaminação, durante agosto (estação seca) e novembro/98 (estação chuvosa). Os primeiros resultados mostraram concentrações relativamente elevadas de zinco (0,22 mg.L-1) na porção inicial do reservatório. No início do Córrego Sarandi, foram encontrados os maiores teores de níquel e cromo (0,19 e 0,89 mg.L-1, respectivamente), enquanto as maiores concentrações de chumbo (0,05 mg.L-1), cádmio (0,014 mg. L-1), manganês (0,43 mg.L-1) e ferro (15,25 mg.L-1) foram encontradas no Córrego Ressaca, onde está situado o aterro sanitário de Belo Horizonte. Uma concentração relativamente elevada de cádmio também foi verificada na junção dos córregos Sarandi e Ressaca. No segundo período de análises, verificou-se um aumento nas concentrações de zinco em todos os pontos de amostragem, exceto no controle, com valores entre 0,71 (Córrego Sarandi) e 2,50 mg.L-1 (Córrego Ressaca). Chumbo, cádmio, níquel e cromo apresentaram-se em maiores concentrações no Córrego Ressaca, não tendo sido detectados nos demais pontos de amostragem. Os valores de cobre foram mais elevados que os obtidos em agosto/98, entre 0,10 (controle) e 0,38 mg.L-1 (junção). O mesmo foi verificado em relação ao manganês e ao ferro, cujos valores chegaram a 19,3 e 125,0 mg.L-1, respectivamente. Além disso, todos os valores de metais detectados no segundo período de amostragem estiveram muito acima dos valores recomendados para águas classe 2. Os resultados mostram a necessidade de continuidade do monitoramento desses metais, devido ao interesse na melhoria da qualidade da água do reservatório.

Palavras-chave : metais pesados; monitoramento; Bacia da Pampulha; qualidade da água.

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