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Biota Neotropica

Print version ISSN 1806-129XOn-line version ISSN 1676-0611

Abstract

PEDROSO, Nuno M. et al. Coleta não invasiva de pelos de lontra Neotropical. Biota Neotrop. [online]. 2018, vol.18, n.4, e20180579.  Epub Sep 21, 2018. ISSN 1806-129X.  https://doi.org/10.1590/1676-0611-bn-2018-0579.

O uso de técnicas de amostragem não-invasivas é aconselhado quando se trabalha com espécies ameaçadas de animais selvagens. Amostras de pelo fornecem informações ecológicas, como a identificação ao nível da espécie e do indivíduo. No entanto, a coleta de pelo é pouco usada em lontras, devido aos seus hábitos aquáticos. A maioria dos estudos é feita com indivíduos em cativeiro, existindo por isso a necessidade de testar métodos não invasivos de coleta de pelos de lontras na natureza. O objetivo deste estudo foi desenvolver um método simples e com uma boa relação custo-benefício para coletar pelos de espécies de lontra de maneira não invasiva. O estudo foi realizado no rio Paranapanema, Estado de São Paulo, Brasil, com a lontra Neotropical (Lontra longicaudis Olfers, 1818), uma espécie protegida. Armadilhas de pelo (estacas de madeira e raízes de árvores com fita adesiva ou bandas de cera depilatória) foram colocadas durante seis noites nas margens do rio, em trilhas e locais de marcação de lontra. As armadilhas foram iscadas com dejetos frescos de lontra de outros locais do rio. Das 23 armadilhas, 10 (43.7%) foram eficazes na coleta de pelos de lontra, maioritariamente pelos-guarda. As estacas foram muito mais eficientes que as raízes na captura de pelos de lontra (70.6.% vs. 0%) tal como a fita adesiva quando comparada com a cera (71,4% vs. 0%). A simplicidade e a eficiência do método sugerem que esta pode ser uma maneira econômica de coletar pelo de lontra sem a necessidade de capturar indivíduos. Este método pode ser usado para: levantamento da distribuição local da lontra; coleta de amostras de pelo de lontra para identificação sexual e individual (por meio de análise molecular); ecologia trófica (por meio de análise isotópica); ecotoxicologia (por meio de análise de contaminantes); e ecologia comportamental (por meio da determinação de níveis hormonais reprodutivos e ligados ao estresse). Mais campanhas de armadilhagem devem ser implementadas para melhor avaliar a eficiência do método.

Keywords : armadilha de pelo; Lontra longicaudis; métodos não-invasivos; Brasil.

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