SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.10 número2União entre DNA barcoding e taxonomia tradicional através da Taxonomia Integrativa: uma visão que contesta o debate questionando uma ou outra metodologiaThirteen new records of Lutzomyia (Diptera: Psychodidae) for the department of Vichada, Colombian Orinoquia índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Biota Neotropica

versão On-line ISSN 1676-0611

Biota Neotrop. vol.10 no.2 Campinas abr./jun. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032010000200036 

CHAVES DE IDENTIFICAÇÃO

 

Chave de identificação de espécies lenhosas de um trecho de Floresta Ombrófila Densa Atlântica, no Sudeste do Brasil, baseada em caracteres vegetativos

 

Identification key for woody species of an Atlantic Rain Forest remnant, in the Southeast of Brazil, based on vegetative characters

 

 

Catia Urbanetz*; Jorge Yoshio Tamashiro; Luiza Sumiko Kinoshita

Departamento de Biologia Vegetal, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, CP 6109, CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil

 

 


RESUMO

O presente trabalho objetivou a elaboração de uma chave de identificação para 185 espécies ocorrentes em um trecho de Floresta Ombrófila Densa no município de Cananéia, Sul do Estado de São Paulo (24° 54' S e 47° 56' O). A chave é baseada em caracteres morfológicos tais como filotaxia, composição e formato do limbo, estípulas, indumento, exsudados, estruturas secretoras internas e externas e pontuações. Foram feitas imagens de ramos, estruturas reprodutivas e de algumas estruturas vegetativas de 123 espécies de modo a auxiliar na identificação das mesmas. A maioria das espécies (84%) foi facilmente separada na chave e somente algumas apresentaram dificuldades para serem distinguidas, sendo necessária, nesses casos, a utilização de caracteres reprodutivos.

Palavras-chave: Floresta Ombrófila Densa Sub-Montana, chave dicotômica.


ABSTRACT

Our main objective was to elaborate an identification key for 185 woody species from an Atlantic Rain Forest fragment in Cananéia, in the South of São Paulo State (24° 54' S and 47° 56' W). The key is based on morphological characters such as phyllotaxis, leaf type and shape, stipules, indument, exsudates, and glands. Images of branches, details of the reproductive and vegetative structures of 123 species were acquired to support the species identification. Most of the species (84%) can be easily separated in the key based on vegetative characters. For the other species, reproductive characters must be also considered.

Keywords: Submontane Dense Ombrophylous Forest, dichotomous identification key.


 

 

Introdução

Estudos sobre a biodiversidade são baseados na identificação correta das espécies ocorrentes em uma área considerada. No caso de florestas, os pesquisadores muitas vezes utilizam chaves de identificação de espécies que se baseiam, em sua maioria, em caracteres reprodutivos. No entanto, a ausência de estruturas reprodutivas nos indivíduos amostrados dificulta a sua identificação. Devido à existência de ciclos reprodutivos supra-anuais (Freitas & Oliveira 2002, Newstron et al. 1994), indivíduos não férteis são encontrados no campo. Além disso, a dificuldade de obtenção de ramos em estado reprodutivo de indivíduos arbóreos de grande porte, somada à existência de estruturas reprodutivas inconspícuas, justifica a coleta de ramos vegetativos para posterior identificação. Muitos estudos de florística e fitossociologia têm se baseado também em coletas de indivíduos em estado vegetativo.

Assim, a elaboração de chaves de identificação baseadas em caracteres vegetativos é útil para pesquisas ou trabalhos técnicos que necessitem de uma identificação em tempo limitado e, além de tudo, podem ser utilizadas em qualquer período do ano. Rejmánek & Brewer (2001) publicaram um artigo de revisão sobre chaves de espécies lenhosas de plantas tropicais baseadas em caracteres vegetativos. Dentre as chaves citadas, as de Lima et al. (1994), Rossi (1994), Guedes-Bruni et al. (1997), Duarte (2003) e Braz et al. (2004) foram elaboradas para as espécies da Mata Atlântica, sendo a de Duarte (2003) restrita à família Myrtaceae e a de Braz et al. (2004) apenas para espécies litorâneas. Os trabalhos de Mantovani et al. (1985) e Batalha et al. (1998) referem-se às espécies de cerrado e o de Coutinho (2004), ao cerradão. Spichiger (1982), Alencar (1998), Ribeiro et al. (1999) elaboraram chaves para espécies ocorrentes na Amazônia, enquanto que Torres et al. (1994) e Santos (1998) referem-se às espécies que ocorrem na Floresta Estacional Semidecídua. Entre todos, o trabalho de Gentry (1993) é mais amplo onde são apresentados caracteres vegetativos como descritores de famílias e gêneros das espécies ocorrentes na Colômbia, Equador e Peru. Já Smith (1975) e Smith et al. (1996) se restringiram às espécies ocorrentes na Venezuela. Stutz (1994) enfocou apenas os indivíduos jovens de espécies que ocorrem no Paraguai.

De acordo com Edwards & Morse (1995), a ferramenta mais comumente usada para a identificação de espécies é a chave do tipo dicotômica. A primeira chave dicotômica para plantas foi publicada em 1778, pelo botânico francês Lamarck e, desde então, tornou-se amplamente utilizada (Voss 1952).

Existem também as chaves de acesso múltiplo, computadorizadas, tais como Delta - Description Language for Taxonomy (Dallwitz et al. 1984) e Lucid (LUCIDCENTRAL). Essas chaves permitem a realização de identificações interativas em que o usuário escolhe os caracteres, evitando aqueles que não foram observados. Escolhendo-se determinado caráter, os demais táxons que não o apresentarem são eliminados da identificação. As chaves de acesso múltiplo ainda não são de ampla utilização como ferramenta de trabalho dos taxonomistas como as chaves dicotômicas (Edwards & Morse 1995). As chaves dicotômicas levam o usuário para a observação de maior número de caracteres e podem ser impressas e utilizadas no campo.

Desta maneira, o presente estudo teve como objetivo principal a elaboração de uma chave dicotômica de identificação de espécies arbustivas e arbóreas, baseada em caracteres vegetativos, para espécies lenhosas de um trecho da Mata Atlântica litorânea no sudeste do Brasil. Além disso, foram feitas imagens de grande parte das espécies presentes, de modo a auxiliar a identificação das mesmas.

 

Material e Métodos

As espécies incluídas na chave são aquelas que ocorrem ao longo das trilhas de um remanescente numa área de transição de Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas a Floresta Ombrófila Densa Submontana (Veloso et al., 1992), localizado na propriedade particular Fazenda Folha Larga, no município de Cananéia, na rodovia estadual SP-226, km 31, entre as coordenadas 24° 53' 07" S e 47 °55' 58" O, Vale do Ribeira, Sul do Estado de São Paulo.

A vegetação é composta por árvores cujo dossel atinge cerca de 30 m e os emergentes com 35 m. As áreas de menor altitude do remanescente (40 m) sofreram corte raso e foram utilizadas para o pastoreio até cerca de 40 anos atrás. Desde então, foram abandonadas e esses locais passaram por um processo de regeneração natural; as partes de maior altitude (entre 60 e 150 m) foram conservadas, devido à dificuldade de acesso (com. pess. do atual proprietário).

O clima da área é do tipo Af - tropical úmido (Koeppen 1948). A temperatura média anual do local é de 23,4 °C. A temperatura média do mês mais quente no mesmo ano foi 30,6 °C e a do mais frio, 19,8 °C. A temperatura mais baixa registrada foi 9,0 °C e a mais alta, 37,0 °C. A pluviosidade média anual dos anos das coletas (2003 a 2005) foi de 1973,58 mm e a média mensal 164,47 mm (dados obtidos com o proprietário).

O solo é tipo do tipo Podzólico Vermelho Amarelo-Álico (Lepsch et al. 1999.)

O levantamento florístico da área foi realizado, totalizando 216 espécies lenhosas (Urbanetz et al. - submetido). Destas, foram incluídas na chave aquelas que ocorriam ao longo das trilhas existentes, resultando em 185 espécies. Para a confecção da chave, as espécies foram divididas em quatro grupos principais, de acordo com a ramificação do caule, composição do limbo e filotaxia. Utilizaram-se caracteres que podem ser observados a olho nu ou com auxílio de uma lupa de mão com resolução de 10 vezes.

Os termos empregados para a confecção da chave foram os utilizados em estudos taxonômicos recentes, tais como Duarte (2003), Garcia (1998), Martins et al. (1996), Wanderley et al. (2002, 2003, 2005, 2007, 2009). As obras de Ferri et al. (1981), Radford et al. (1974) e Font Quer (1985) foram eventualmente consultadas.

As famílias foram organizadas segundo a classificação de APG II (2003). Os sites do Missouri Botanical Garden (MOBOT) e International Plant Names Index (IPNI) foram consultados para conferir a grafia dos táxons e da abreviação dos nomes de seus autores, assim como Brummit & Powell (1992).

Foram feitas imagens de ramos férteis, estruturas reprodutivas e de algumas estruturas vegetativas da maioria das espécies. As imagens foram obtidas através de câmera digital e as pranchas organizadas em ordem alfabética de família. As imagens foram citadas nas chaves, ao lado das espécies correspondentes.

 

Resultados e Discussão

A chave foi elaborada para 179 dicotiledôneas: espécies arbustivas (29) e espécies arbóreas (150); e seis espécies de monocotiledôneas arbóreas, distribuídas em 52 famílias e 118 gêneros (Tabela 1). Apenas três espécies estão identificadas em nível genérico.

A grande maioria das espécies pode ser facilmente separada na chave (84%) e apenas 28 (16%) espécies não puderam ser distinguidas com base em caracteres vegetativos devido à semelhança dos caracteres morfológicos, assim como às variações dos mesmos entre as espécies. Dentre elas estão: Guatteria australis e Rollinia sericea (mesma filotaxia e formato de folha) (Annonaceae); Vernonia puberula, Vernonia rubriramea e Vernonia beyrichii (mesmo hábito e folhas muito semelhantes) (Asteraceae); Aniba firmula, Cryptocarya saligna, Licaria armeniaca, Ocotea aciphylla e Ocotea silvestris (variação ampla de formato e tamanho de limbo) (Lauraceae); Inga edulis e Inga sessilis, Inga vera e Inga striata (Fabaceae) (folhas com presença de glândulas com formato semelhante e ausência de raque); Brosimum glaziovii e Brosimum guianensis (mesma textura e nervação das folhas) (Moraceae); Miconia cinerascens e Miconia dodecandra (mesmo tipo de nervação e tamanho de folha) (Melastomataceae); Mollinedia boracensis e Mollinedia schottiana (Monimiaceae); Eugenia neoaustralis e Eugenia copacabanensis, Eugenia cuprea e Gomidesia flagellaris (nervação da folha semelhante) (Myrtaceae); Psychotria carthagenensis e Psychotria mapourioides (formato de limbo semelhante e presença do mesmo tipo de domácias nas folhas), Psychotria laciniata e Psychotria nuda (mesmo formato e textura de folha) (Rubiaceae). Estas espécies pertencem, em sua maioria, às famílias mais ricas (Asteraceae, Lauraceae, Leguminosae, Myrtaceae e Rubiaceae) e gêneros com o maior número de espécies (Eugenia, Gomidesia, Inga, Miconia, Ocotea, Psychotria e Vernonia). Nestes casos, torna-se necessário o uso de caracteres reprodutivos para sua identificação.

Algumas espécies apareceram mais de uma vez na chave por apresentarem variação em alguns caracteres, como Clethra scabra, Lacistema lucidum, Tetrorchidium rubrivenium, Vernonia puberula, Vernonia rubriramea, Vernonia beyrichii (folhas com margem lisa e serreada); e Miconia cubatanensis (folhas com todos os pares de nervuras secundárias basais quanto folhas com pelo menos um par de nervuras secundárias suprabasais). Deve ser destacado que Esenbeckia grandiflora possui folhas compostas unifolioladas e que poderiam ser confundidas com folhas simples; e pode apresentar ainda filotaxia oposta, suboposta e alterna. Dessa forma, esta espécie está presente nas três chaves de plantas com caule ramificado. Por apresentar látex em quantidade insuficiente para que possa ser notado, Heisteria silvianii foi incluída nos grupos de plantas com e sem látex.

Foram feitas 31 pranchas com imagens de 123 espécies (Figuras 1-31). As pranchas apresentam fotos de ramos, flores e frutos, além de detalhes de algumas estruturas vegetativas importantes para a identificação de algumas delas, tais como de tronco (Figuras 12c, 20d, 28c e 30a), estípula (Figura 26d), pecíolo (Figura 21d), porção distal da raque (Figuras 17d e 28d) e nectário extra-floral (Figuras 11a e 12a).

Acreditamos que tanto a chave quanto as ilustrações poderão ser úteis para a identificação de espécies em outras áreas de Mata Atlântica, uma vez que há espécies que possuem ampla distribuição e ocorrem em outras localidades (Urbanetz 2005).

 

Agradecimentos

Os autores agradecem à CAPES pela bolsa concedida ao primeiro autor, uma vez que o trabalho é parte da dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor junto ao programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal (UNICAMP), à PROAP/CAPES pelas diárias, aos proprietários da Fazenda Folha Larga pelo apoio logístico, aos taxonomistas pelas identificações realizadas: A. B. Martins (Melastomataceae), E. Lucas (Myrtaceae), I. Cordeiro (Euphorbiaceae), J. B. Baitello, P. L. R. Moraes e T. D. M. Barbosa (Lauraceae), J. E. C. Meireles (Fabaceae), J. Semir (Asteraceae), L. C. Bernacci (Arecaceae), M. Moraes (Asteraceae), M. Sobral (Myrtaceae), S. L. Jung-Mendaçolli (Rubiaceae), S. Romaniuc Neto (Moraceae) e I. R. Costa pela colaboração com a parte de Myrtaceae da chave.

 

Referências Bibliográficas

ALENCAR, J.C. 1998. Identificação botânica de árvores de Floresta Tropical Úmida da Amazônia por meio de computador. Acta. Amaz. 28(1):3-30.         [ Links ]

APG - THE ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP. 2003. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG II. Botanical Journal of the Linnean Society 141: 399-436.         [ Links ]

BATALHA, M.A., ARAGAKI, S. & MANTOVANI, W. 1998. Chave de identificação das espécies vasculares de cerrado em Emas (Pirassununga, SP) baseada em caracteres vegetativos. Bol. Bot. Univ. São Paulo 17:85-108.         [ Links ]

BRAZ, D.M., MOURA, M.V.L.P.M. & ROSA, M.M.T. 2004. Chave de identificação para as espécies de Dicotiledôneas arbóreas da Reserva Biológica do Tinguá, RJ, com base em caracteres vegetativos. Acta Bot. Bras. 18(2):225-240.         [ Links ]

BRUMMIT, R.K. & POWELL, C.E. 1992. Authors of plant names. Royal Botanic Gardens, Kew, 732p.         [ Links ]

COUTINHO, A.P.S. 2004. Guia ilustrado de identificação para espécies arbóreas em uma parcela permanente no cerradão da Estação Ecológica de Assis, município de Assis (SP). Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo - Esalq, Piracicaba.         [ Links ]

DALLWITZ, M.J., PAINE, T.A. & ZURCHER, E.J. 1984. 'User's Guide to the DELTA System: a General System for Coding Taxonomic Descriptions.' 2nd edition. CSIRO Aust. Div. Entomol. Rep. No. 13:1-93.         [ Links ]

DUARTE, A.R. 2003. Espécies de Myrtaceae de uma parcela permanente de Floresta Ombrófila Densa Baixo Montana no Parque Estadual de Carlos Botelho, município de Sete Barras, SP. Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo - Esalq, Piracicaba.         [ Links ]

EDWARDS, M. & MORSE, D.R. 1995. The potential for computer-aided identification in biodiversity research. Tree 10:153-158.         [ Links ]

FERRI, M.G., MENEZES, N.L. & MONTEIRO, W.R. 1981. Glossário ilustrado de botânica. Nobel, São Paulo, 113p.         [ Links ]

FONT QUER, P. 1985. Dicionário de botânica. Labor, Barcelona, 1244p.         [ Links ]

FREITAS, C.V. & OLIVEIRA, P.E. 2002. Biologia reprodutiva de Copaifera langsdorffii Desf. (Leguminosae, Caesalpinioideae). Rev. Bras. Bot. 25(3):311-321.         [ Links ]

GARCIA, F.C.P. 1998. Relações sistemáticas e fitogeografia de Inga Miller (Leguminosae-Mimosoideae) nas florestas da costa sul e sudeste do Brasil. Tese de doutorado, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro.         [ Links ]

GENTRY, A.H. 1993. A field guide to the families and genera of woody plants of Northwest South América (Colômbia, Ecuador, Peru) with supplementary notes on herbaceous taxa. Conservation International, Washington, 895p.         [ Links ]

GUEDES-BRUNI, R.R., PESSOA, S.V.A. & KURTZ, B.C. 1997. Florística e estrutura do componente arbustivo-arbóreo de um trecho preservado de floresta montana na Reserva Ecológica de Macaé de Cima. In Serra de Macaé de Cima: diversidade florística e conservação em Mata Atlântica (H.C. Lima & R.R. Guedes-Bruni, eds.). Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, p.127-146.         [ Links ]

KOEPPEN, W. 1948. Climatologia: com um estudio de los climas de la terra. Fundo de Cultura Economica, México, 479p.         [ Links ]

LEPSCH, I.F., SAKAI, E., PRADO, H., MENK, J.R.F., SAKAI, E. & RIZZO, L.T.B. 1999. Levantamento de reconhecimento com detalhes dos solos da região do Rio Ribeira de Iguape no Estado de São Paulo. Escala 1: 250.000. Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Instituto Agronômico, Campinas.         [ Links ]

LIMA, M.P., GUEDES-BRUNI, R.R., VIEIRA, C.M., CORREIA, C.M.B. & ARAÚJO, I.A. 1994. Identificação das famílias com espécies arbóreas. In Reserva ecológica de Macaé de Cima, Nova Friburgo - RJ, aspectos florísticos das espécies vasculares (M.P. Lima & R.R. Guedes-Bruni, orgs.). Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, v. 1, p. 61-74.         [ Links ]

LUCIDCENTRAl. Lucid software. http://www.lucidcentral.com/Home/AboutUs/tabid/204/Default.aspx (último acesso em 21/03/2009).         [ Links ]

MANTOVANI, W., LEITÃO-FILHO, H.F. & MARTINS, F.R. 1985. Chave baseada em caracteres vegetativos para identificação de espécies lenhosas do cerrado da Reserva Biológica de Mogi Guaçu, Estado de São Paulo. Hoehnea 12:35-56.         [ Links ]

MARTINS, A.B., SEMIR, J., GOLDENBERG, R. & MARTINS, E. 1996. O gênero Miconia Ruiz & Pav. (Melastomataceae) no Estado de São Paulo. Acta Bot. Bras. 10(2):267-316.         [ Links ]

MOBOT. Missouri Botanical Garden Website. http://www.tropicos.org/ (ultimo acesso em 31/07/2009).         [ Links ]

NEWSTRON, L.E., FRANKIE, G.W., BAKER, H.G. 1994. A new classification for plant phenology based on flowering patterns in lowland Tropical Rain Forest trees at La Selva, Costa Rica. Biotropica 26(2):141-159.         [ Links ]

RADFORD, A.E., DICKISON, W.C., MASSEY, J.R. & BELL, C.R. 1974. Vascular Plant Sistematics. Harper & Row Publishers, New York, 891p.         [ Links ]

REJMÁNEK, M. & BREWER, S.W. 2001. Vegetative identification of Tropical woody plants: state of the art and annotated biography. Biotropica 33(2):214-228.         [ Links ]

RIBEIRO, J.E.L.S., HOPKINS, M.J.G., VICENTINI, A., SOTHERS, C.A., COSTA, M.A.S., BRITO, J.M., SOUZA, M.A.D., MARTINS, L.H.P., LOHMANN, L.G., ASSUNÇÃO, P.A.C.L., PEREIRA, E.C., SILVA, C.F., MESQUITA, M.R. & PROCOPIO, L.C. 1999. Flora da Reserva Ducke. Guia de identificação das plantas vasculares de uma floresta de terra-firme na Amazônia Central. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, 816p.         [ Links ]

ROSSI, L. 1994. A flora arbóreo-arbustiva da Reserva da Cidade Universitária "Armando Salles de Oliveira" (São Paulo, Brasil). Bol. Inst. Bot. 9:1-105.         [ Links ]

SANTOS, K. 1998. Flora arbustivo-arbórea do fragmento de floresta estacional semidecidual no Ribeirão Cachoeira, Campinas, SP. Dissertação de mestrado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.         [ Links ]

SMITH, R.F. 1975. Ecología de las plantas leñosas del espinar de los estados Lara y Falcón de Venezuela y clave ilustrada en base a sus características vegetativas. Acta Bot. Venez. 10:87-129.         [ Links ]

SMITH, R.F., CASADIEGO, J.A., SANABRIA, M.E. & GARCÍA, F.Y. 1996. Clave para los árboles de los Llanos de Venezuela basada en características vegetativas. Sociedad Venezolana de Ciencias Naturales, Caracas, Venezuela, 315p.         [ Links ]

SPICHIGER, R. 1982. Prueba de clave para reconocer, a partir de los órganos vegetativos, las principales familias de árboles de una reserva natural de la Amazonia peruana. Saussurea 13:1-16.         [ Links ]

STUTZ, L.C. 1984. Etudes floristiques de divers states secondaires des formations forestières du Haut Parana (Paraguay oriental) Clé de détermination des espèces ligneuses forestières à l'aide de caractères végétatifs juvéniles. Candollea 39:71-102.         [ Links ]

The International Plant Names Index - IPNI. http://www.ipni.org/ (último acesso em 02/07/2009)        [ Links ]

TORRES, R.B., KINOSHITA, L.S. & MARTINS, F.R. 1994. Aplicação de padrões de casca na identificação de árvores da Estação Ecológica de Angatuba, SP. Rev. Bras. Bot. 17:119-127.         [ Links ]

URBANETZ, C. 2005. Estudos Florísticos da Floresta Ombrófila Densa Atlântica da Fazenda Folha Larga, Cananéia, SP. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.         [ Links ]

VELOSO, H.P., OLIVEIRA FILHO, L.C., VAZ, A.M.S.F., LIMA, M.P.M. MARQUETE, R. & BRAZÃO, J.E.M. (orgs.). 1992. Manual técnico da vegetação brasileira. Manuais técnicos em Geociências. IBGE, Rio de Janeiro, v. 1, p. 1-91.         [ Links ]

VOSS, E.G. 1952. The history of keys and phylogenetic trees in systematic biology. J. Sct. Denison Unw. 43(1952):1-25.         [ Links ]

WANDERLEY, M.G.L., SHEPHERD, G.J. & GIULIETTI, A.M. (coord.). 2002. Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. FAPESP/HUCITEC, São Paulo, v. 2, 391p.         [ Links ]

WANDERLEY, M.G.L., SHEPHERD, G.J., GIULIETTI, A.M. & MELHEM, T.S. (coord.). 2003. Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. FAPESP/RiMa, São Paulo, v. 3, 367p.         [ Links ]

WANDERLEY, M.G.L., SHEPHERD, G.J., MELHEM, T.S. & GIULIETTI, A.M. (coord.). 2005. Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. FAPESP/RiMa, São Paulo, v. 4, 408p.         [ Links ]

WANDERLEY, M.G.L., SHEPHERD, G.J., MELHEM, T.S. & GIULIETTI, A.M. (coord.). 2007. Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. FAPESP/Instituto de Botânica, São Paulo, v. 5, 476p.         [ Links ]

WANDERLEY, M.G.L., SHEPHERD, G.J., MELHEM, T.S. & GIULIETTI, A.M. (Coord.). 2009. Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. São Paulo: FAPESP/Instituto de Botânica, São Paulo, v.6.         [ Links ]

 

 

Recebido em 20/10/09
Versão reformulada recebida em 27/03/10
Publicado em 19/04/10

 

 

Anexo 1

Anexo 1. Chave de identificação de espécies lenhosas de um trecho de Floresta Ombrófila Densa Atlântica, no Sudeste do Brasil, baseada em caracteres vegetativos.

Appendix 1. Identification key for woody species of an Atlantic Rain Forest remnant, in the Southeast of Brazil, based on vegetative characters.

1. Plantas com caule sem ramificações visíveis na porção aérea (monocotiledôneas - Arecaceae) Chave 1

2. Plantas com caule ramificado e folhas compostas (Araliaceae, Bignoniaceae, Burseraceae, Cunoniaceae, Fabaceae, Malvaceae, Meliaceae, Rutaceae, Sapindaceae e Verbenaceae) Chave 2

3. Plantas com caule ramificado; folhas simples com disposição verticilada, oposta e/ou suboposta (Apocynaceae, Clusiaceae, Elaeocarpaceae, Lauraceae, Melastomataceae, Monimiaceae, Myrtaceae, Nyctaginaceae, Rubiaceae, Rutaceae, Sapotaceae, Vochysiaceae e Verbenaceae) Chave 3

4. Plantas com caule ramificado; folhas simples com disposição alterna (Annonaceae, Apocynaceae, Aquifoliaceae, Asteraceae, Boraginaceae, Cecropiaceae, Clethraceae, Celastraceae, Chrysobalanaceae, Erythroxylaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae, Humiriaceae, Lacistemataceae, Lauraceae, Moraceae, Myristicaceae, Myrsinaceae, Ochnaceae, Olacaceae, Phyllanthaceae, Piperaceae, Polygonaceae, Rosaceae, Rutaceae, Salicaceae, Sapotaceae, Solanaceae, Symplocaceae, Thymelaeaceae, Urticaceae) Chave 4

Chave 1 - Plantas com caule sem ramificações visíveis na porção aérea (Monocotiledôneas - família Arecaceae)

1'. Planta com espinhos 2

1. Planta sem espinhos 4

2. Folhas com o par de pinas terminais com largura semelhante às demais Astrocaryum aculeatissimum

2'. Folhas com o par de pinas terminais mais largas que as demais 3

3. Folhas verdes em ambas as faces Bactris setosa

3'. Folhas com superfície abaxial acinzentada Bactris hatschbachii

4. Plantas adultas com altura inferior a 5 m e diâmetro à altura do peito < 8 cm Geonoma gamiova (Figura 3b)

4'. Plantas adultas com altura superior a 5 m e diâmetro à altura do peito > 8 cm 5

5. Folhas com pinas distribuídas no mesmo plano da raque, ligeiramente rígidas, raque de até 2,5 m compr. Euterpe edulis

5'. Folhas com pinas distribuídas em vários planos da raque, nunca rígidas, raque de até 4,5 m compr. Attalea dubia

Chave 2 - Plantas com caule ramificado e folhas compostas

1. Filotaxia oposta 2

1'. Filotaxia alterna 5

2. Folhas pinadas ou bipinadas 3

2'. Folhas palmadas 4

3. Folha pinada com a raque alada, estípula interpeciolar presente e caduca Weinmannia paulliniifolia (Figura 7a)

3'. Folha bipinada com raque não alada, estípula ausente Jacaranda puberula

4. Tronco esfoliante; comprimento do pecíolo maior ou igual ao do limbo foliar, folíolo com ápice obtuso, tricomas foliares simples Vitex polygama (Figura 31c)

4. Tronco não esfoliante; comprimento do pecíolo menor que o do limbo foliar, folíolo com ápice agudo ou acuminado, tricomas foliares estrelados Tabebuia umbellata

5. Folhas sem raque 6

5'. Folhas com raque 9

6. Folhas unifolioladas ou bifolioladas 7

6'. Folhas digitadas 8

7. Folhas unifolioladas, com espessamento no ápice dos pecíolos Esenbeckia grandiflora (Figura 28b)

7'. Folhas bifolioladas, sem espessamento do ápice dos pecíolos Hymenaea courbaril (Figura 10a)

8. Folíolos elípticos ou elíptico-lanceolados, com tricomas abundantes na face abaxial, discolores, nervura central enegrecida no material herborizado Schefflera angustissima (Figura 3a)

8'. Folíolos obovais, glabros em ambas as faces, concolores, com nervura central marrom no material herborizado Pseudobombax grandiflorum

9. Folhas bipinadas 10

9'. Folhas pinadas 11

10. Árvores com tronco marrom, rugoso e suberoso; pecíolo com nectário extra-floral Balizia pedicellaris (Figura 9b)

10'. Árvore com tronco acinzentado, liso e com cicatrizes foliares no caule e ramos; pecíolo sem nectário extra-floral Schizolobium parahyba (Figura 11c)

11. Tronco e ramos com espinhos; folhas com glândulas translúcidas no limbo, bordo dos folíolos crenado Zanthoxylum rhoifolium (Figura 28c)

11'. Tronco e ramos sem espinhos; folhas sem glândulas translúcidas no limbo, bordo dos folíolos inteiro 12

12. Raque da folha alada 13

12'. Raque da folha sem ala 14

13. Glândulas entre os pares de folíolos 1,5-4 mm compr., circular ou transversalmente comprimida Inga edulis (Figura 10b) / Inga sessilis (Figura 10d)

13'. Glândulas entre os pares de folíolos 0,5-1 mm compr., circular, nunca transversalmente comprimida ..................................Inga vera (Figura 11a) / Inga striata

14. Folhas imparipinadas ....15

14'. Folhas paripinadas 22

15. Folíolos com disposição alterna ......................16

15'. Folíolos com disposição oposta .....................18

16. Raque com folíolo terminal ....................Pterocarpus rohrii (Figura 11b)

16'. Raque com uma estrutura pontiaguda lateralmente ao folíolo ............17

17. Folíolos com margem inteira ..................Matayba intermedia (Figura 29a)

17'. Folíolos com margem serreada Cupania oblongifolia (Figura 28d)

18. Estipelas presentes nos folíolos Andira fraxinifolia (Figura 9a)

18'. Estipelas ausentes nos folíolos 19

19. Folíolos glabros 20

19'. Folíolos com indumento 21

20. Folhas não odoríferas, com pulvínulo Dahlstedtia pinnata (Figura 9d)

20'. Folhas odoríferas, sem pulvínulo Protium heptaphyllum

21. Folíolos adultos com 7-16(-18) cm compr., com pontuações translúcidas Centrolobium tomentosum (Figura 9c)

21'. Folíolos adultos com 4-8 cm compr., sem pontuações translúcidas Swartzia submarginata (Figura 12c)

22. Pecíolo ou raque com nectários extra-florais 23

22'. Pecíolo ou raque sem nectários extra-florais 25

23. Nectário com formato de gota Senna multijuga (Figura12a)

23'. Nectário com formato de prato 24

24. Folíolos com indumento Inga bullata

24'. Folíolos sem indumento Inga lanceifolia (Figura 10c)

25. Folha com estípulas ou cicatrizes estipulares 26

25'. Folha sem estípulas 28

26. Folíolos romboidais, com base fortemente assimétrica Copaifera trapezifolia

26'. Folíolos elípticos ou ovais, com base simétrica ou apenas levemente assimétrica 27

27. Folíolos elípticos, coriáceos, de 3-4 pares, com base aguda Sclerolobium denudatum (Figura 11d)

27'. Folíolos ovais, membranáceos ou cartáceos, de 8-12 pares, com base arredondada Senna silvestris (Figura 12b)

28. Porção distal da folha com folíolos não desenvolvidos assemelhando-se a uma folha não desenvolvida incurvada, pilosa, folíolos com indumento na face abaxial Guarea macrophylla (Figura 17d)

28. Porção distal da folha com os folíolos terminais desenvolvidos, folíolos sem indumento na face abaxial ou com indumento apenas na nervura central 29

29. Tronco liso; folhas com 6-12 pares de folíolos, presença de domácias Cabralea canjerana (Figura 17c)

29'. Tronco fissurado longitudinalmente; folhas com 12-18 pares de folíolos, ausência de domácias Cedrela fissilis (Figura 18a)

Chave 3 - Plantas com caule ramificado, folhas simples com disposição verticilada, oposta e/ou suboposta

1. Filotaxia verticilada 2

1'. Filotaxia oposta e/ou suboposta 3

2. Base do limbo com um par de nectários extra-florais Citharexylum myrianthum

2'. Base do limbo sem nectários extra-florais Vochysia bifalcata

3. Ramos com folhas opostas e/ou subopostas 4

3'. Ramos com folhas exclusivamente opostas 9

4. Pecíolo com engrossamento na parte distal 5

4'. Pecíolo sem engrossamento na parte distal 6

5. Plantas com raízes tabulares; folhas simples, sem pontuações translúcidas no limbo, axilas das nervuras secundárias da folha com domácias em tufos de tricomas Sloanea guianensis

5'. Plantas sem raízes tabulares; folhas unifolioladas, com pontuações translúcidas no limbo, axilas das nervuras secundárias da folha sem domácias em tufos de tricomas Esenbeckia grandiflora (Figura 28b)

6. Folhas com indumento ferrugíneo na face abaxial Nectandra oppositifolia (Figura 14b)

6'. Folhas glabras ou glabrescentes 7

7. Margem da folha serreada no terço superior Mollinedia boracensis/ Mollinedia schottiana (Figura 18b)

7'. Margem da folha inteira 8

8. Pecíolo de cor bordô Neea schwackeana (Figura 24a)

8'. Pecíolo com coloração marrom ou verde Guapira opposita (Figura 23d)

9. Látex esbranquiçado presente 10

9'. Látex ausente, ou quando presente translúcido 11

10. Ramos não dicotômicos, ramos jovens de coloração marrom claro; folhas obovais, com nervuras secundárias pouco evidentes, canais laticíferos aparentes na face abaxial Clusia criuva (Figura 6c)

10'. Ramos dicotômicos, ramos jovens com coloração negra; folhas elípticas ou elíptico-lanceoladas, com nervuras secundárias evidentes, sem canais laticíferos aparentes na face abaxial Malouetia arborea (Figura 1d)

11. Planta com raízes tabulares; pecíolo com engrossamento nas partes proximais e distais, axilas das nervuras secundárias com domácias em tufos de tricomas Sloanea guianensis

11'. Planta sem raízes tabulares; ausência de engrosssamento das extremidades do pecíolo, axilas das nervuras secundárias com domácias, ou não 12

12. Estípulas intra ou interpeciolares 13

12'. Estípulas axilares ou ausentes 24

13.Estípulas intrapeciolares Byrsonima ligustrifolia (Figura 15a)

13'. Estípulas interpeciolares (Rubiaceae) 14

14. Plantas armadas Chomelia catharinae

14'. Plantas inermes 15

15. Folhas com domácias 16

15'. Folhas sem domácias 17

16. Folhas coriáceas, domácias sem tricomas............................................Psychotria carthagenensis (Figura 27b) / Psychotria mapourioides

16'. Folhas cartáceas a membranáceas, domácias com tricomas Rudgea recurva

17. Estípulas simples não aristadas Posoqueria latifolia (Figura 26d)

17'. Estípulas bífidas ou simples aristadas 18

18. Estípulas simples aristadas 19

18'. Estípulas bífidas 20

19. Estípulas com comprimento da arista menor do que o da bainha Ixora heterodoxa (Figura 26c)

19'. Estípulas com comprimento da arista maior ou igual do que o da bainha Faramea montevidensis (Figura 26a) / Faramea multiflora (Figura 26b)

20. Lobos da estípula caducos 21

20'. Lobos da estípula persistentes 22

21. Indivíduos adultos de 1,5 m alt.; folhas elípticas ou obovadas, membranáceas a cartáceas Psychotria birotula (Figura 27a)

21'. Indivíduos adultos de 6 m alt.; folhas lanceoladas, cartáceas a subcoriáceas Psychotria laciniata / Psychotria nuda (Figura 28a)

22. Estípulas com 3,8-5,1 mm compr. Psychotria gracilenta (Figura 27c)

22'. Estípulas com 0,8-3,0 mm compr. 23

23. Folhas rígido-membranáceas a subcoriáceas, oblongas ou lanceoladas, com 7-12 pares de nervuras secundárias, ápice abruptamente acuminado Psychotria hoffmannseggiana

23'. Folhas membranáceas, lanceoladas a linear-lanceoladas, com 13-15 pares de nervuras secundárias, ápice longamente acuminado Psychotria leiocarpa (Figura 27d)

24. Nectário extra-floral presente no caule, próximo ao ponto de inserção do pecíolo Callisthene kulhmanii (Figura 31d)

24'. Nectário extra-floral ausente 25

25. Folhas com nervuras acródromas, as terciárias paralelas entre si (Melastomataceae) 26

25'. Folhas com outro tipo de nervação ou com nervuras terciárias não paralelas entre si 40

26. Folhas adultas glabras na face abaxial, exceto por indumento presente às vezes nas nervuras principais 27

26'. Folhas adultas com a face abaxial permanentemente coberta por indumento 29

27. Nós dos ramos com projeções interpeciolares, à semelhança de estípulas Miconia cinnamomifolia (Figura 16b)

27'. Nós dos ramos sem projeções interpeciolares 28

28. Folhas com nervuras secundárias suprabasais, unidas na base da nervura central por membrana na face abaxial, margem inteira a denticulada, ápice caudado Miconia hymenonervia

28'. Folhas com nervuras secundárias exclusivamente basais, não unidas na base da nervura central por membrana na face abaxial, margem denticulado-serreada nos 2/3 superiores, ápice longamente caudado Miconia rigidiuscula

29. Face abaxial das folhas densamente recoberta por indumento 30

29'. Face abaxial das folhas esparsamente recoberta por indumento 33

30. Folhas com todos os pares de nervuras secundárias basais 31

30'. Folhas com pelo menos um par de nervuras secundárias suprabasais 32

31. Pecíolo com 2,5-8,5 cm compr. e limbo de 9,5-20 × 4-8,5 cm Miconia dodecandra (Figura 16d) / Miconia cinerascens (Figura 16a)

31'. Pecíolo com 0,5-2,5 cm compr. e limbo de 4-13 × 1-5 cm Miconia cubatanensis (Figura 16c)

32. Arvoretas com 3-4 m alt.; folhas com 4-13 × 1-4 cm, base atenuada a ligeiramente arredondada Miconia cubatanensis (Figura 16c)

32'. Árvores com 5-12 m alt.; folhas com 6-29 × 7-19 cm, base arredondada a subcordada ..Miconia cabussu

33. Folhas adultas com a face adaxial glabra Miconia saldanhaei (Figura 17a)

33'. Folhas adultas com a face adaxial pilosa 34

34. Folhas com todos os pares de nervuras secundárias basais 35

34'. Folhas pelo menos um par de nervuras secundárias suprabasais 36

35. Folhas com superfície áspera Tibouchina weddellii (Figura 17b)

35'. Folhas com superfície lisa Tibouchina arborea

36. Folhas adultas com nervura central arroxeada e face adaxial com superfície áspera Leandra scabra (Figura 15d)

36'. Folhas adultas com nervura central com outra coloração e face adaxial com superfície lisa 37

37. Folhas geralmente com limbo maior ou igual a 15 cm compr., tricomas ramificados Leandra cf. dasytricha (Figura 15b)

37'. Folhas com limbo de até 11 cm compr., tricomas simples 38

38. Ramos com pilosidade híspida; folhas com coloração arroxeada quando secas Leandra cf. nianga

38'. Ramos com pilosidade adpressa; folhas com coloração não arroxeada quando secas 39

39. Pecíolo com mais de 2 cm compr. Leandra cf. dubia (Figura 15c)

39'. Pecíolo com até 1,5 cm compr. Tibouchina mutabilis

40. Expansão foliar semelhante a uma estípula (pseudo-estípula) presente 41

40'. Expansão foliar semelhante a uma estípula (pseudo-estípula) ausente 42

41. Ramos dicotômicos; folhas lanceoladas Calyptranthes fusiformis

41'. Ramos não dicotômicos; folhas elípticas Eugenia brasiliensis

42. Folhas lanceoladas 43

42'. Folhas oblongas, ovais, obovais ou elípticas .45

43. Ramos dicotômicos Calyptranthes strigipes (Figura 20a)

43. Ramos não dicotômicos 44

44. Ápice da folha longo-acuminado Myrcia splendens (Figura 23a)

44'. Ápice da folha agudo, curto-acuminado ou arredondado Gomidesia spectabilis (Figura 21c)

45. Folhas adultas com 17-30 cm compr. .46

45'. Folhas adultas com 2-15 cm compr. 48

46. Folhas na maioria ovais, glabras Myrcia heringii

46'. Folhas na maioria oblongas ou elípticas, com indumento 47

47. Presença de indumento de cor creme, nervuras terciárias inconspícuas na face adaxial Marlierea tomentosa (Figura 22a)

47'. Presença de indumento de cor castanho-avermelhada, nervuras terciárias conspícuas na face adaxial Myrcia aff. grandiflora (Figura 22b)

48. Folhas com glândulas translúcidas visíveis apenas sob lente 49

48'. Folhas com glândulas internas translúcidas conspícuas a olho nu 55

49. Folhas com domácias nas nervuras intramarginais pouco definidas Campomanesia guaviroba

49'. Folhas com domácias nas nervuras intramarginais bem definidas 50

50. Ramos dicotômicos Calyptranthes lucida (Figura 19d)

50'. Ramos não dicotômicos 51

51. Folhas obovais 52

51'. Folhas elípticas 53

52. Látex ausente; folhas com nervuras secundárias pouco visíveis Psidium cattleianum (Figura 23c)

52'. Látex aquoso presente; folhas com nervuras secundárias visíveis, estreitamente paralelas entre si Calophyllum brasiliense (Figura 6b)

53. Folhas com nervuras secundárias estreitamente paralelas entre si; presença de látex Garcinia gardneriana (Figura 6d)

53'. Folhas com nervuras secundárias não paralelas entre si; ausência de látex 54

54. Folhas com nervuras secundárias conspícuas, nervura intramarginal dupla Eugenia mosenii (Figura 21a)

54'. Folhas com nervuras secundárias conspícuas, nervura intramarginal dupla .................................................. Eugenia cuprea (Figura 20c) / Gomidesia flagellaris

55. Tronco avermelhado 56

55'. Tronco marrom 57

56. Pecíolos de 0,7-1,1 cm compr. e limbo de 9-11 cm compr. ....... Eugenia multicostata (Figura 20d)

56'. Pecíolos de 0,2-0,5 cm compr. e limbo de 2-5 cm compr. Myrcia multiflora (Figura 22c)

57. Ramos dicotômicos 58

57'. Ramos não dicotômicos ..59

58. Folhas glabras 1,5-4 cm compr., nervuras secundárias estreitamente paralelas entre si Blepharocalyx salicifolius

58'. Folhas com indumento 10-14 cm compr., nervuras secundárias não estreitamente paralelas entre si ......... Calyptranthes grandifolia

59. Folhas curto-pecioladas (pecíolos com até 5 mm de comprimento) 60

59'. Folhas longo-pecioladas (pecíolos com mais de 5 mm de comprimento) 61

60. Folhas glabras Eugenia neoaustralis / Eugenia copacabanensis (Figura 20b)

60'. Folhas com tricomas na face abaxial Gomidesia schaueriana (Figura 21b)

61. Folhas com glândulas internas visíveis a olho nu mesmo sem olhar contra luz 62

61'. Folhas com glândulas internas visíveis somente ao olhar contra a luz 63

62. Glândulas uniformemente distribuídas no limbo foliar, limbo de 10-14 cm compr., ápice longamente acuminado (> 1 cm), folhas adultas glabrescentes Marlierea eugeniopsoides (Figura 21d)

62'. Glândulas ausentes próximo à nervura central da folha, folhas adultas glabras, limbo com 6-10 cm compr., ápice curtamente acuminado (< 1 cm) Myrcia stictophylla (Figura 23b)

63. Ápice foliar curtamente acuminado (< 1 cm) .Myrcia pubipetala (Figura 22d)

63'. Ápice foliar longamente acuminado (> 1 cm) 64

64. Tronco esfoliante fissurado longitudinalmente; folhas com pecíolo sulcado, limbo foliar com 5-7 cm compr., nervura intramarginal distando 1 mm da margem Eugenia umbelliflora

64'. Tronco não esfoliante, não fissurado longitudinalmente; folhas com pecíolo não sulcado, limbo foliar com 12-15 cm compr., nervura intramarginal distando 5 mm da margem Eugenia acutata

Chave 4 - Plantas com caule ramificado, folhas simples com disposição alterna

1. Exsudato translúcido, vermelho ou esbranquiçado 2

1'. Exsudato ausente 17

2. Folhas lobadas 3

2'. Folhas inteiras 5

3. Folhas não peltadas, com nervação basal Pourouma guianensis

3'. Folhas peltadas com nervação suprabasal 4

4. Estípulas vermelho-escuras na face abaxial, com indumento pubescente Cecropia glaziovii

4'. Estípulas creme-esverdeadas na face abaxial, com indumento tomentoso Cecropia pachystachya

5. Estípulas presentes. 6

5'. Estípulas ausentes 10

6. Estípulas não amplexicaules 7

6'. Estípulas apicais amplexicaules, que deixam cicatriz anelar ao caírem 8

7. Folhas adultas glabras com 6-8 × 1,8-2,3 cm Maprounea guianensis (Figura 8b)

7'. Folhas adultas com pilosidade ferrugínea na face abaxial, com 15-23 × 3,5-9 cm Ecclinusa ramiflora (Figura 29d)

8. Folhas membranáceas ou cartáceas, com nervuras terciárias evidentes na face abaxial .............................................. Brosimum glaziovii (Figura 18c) / Brosimum guianense

8'. Folhas coriáceas, com nervuras terciárias inconspícuas na face abaxial .9

9. Pecíolo achatado, folhas com nervação broquidódroma Ficus pulchella (Figura 18d)

9'. Pecíolo cilíndrico ou levemente sulcado, folhas com nervação eucamptódroma Coussapoa microcarpa (Figura 31b)

10. Exsudato avermelhado .11

10'. Exsudato esbranquiçado ou incolor 12

11. Folhas oblongo-lanceoladas, nervuras secundárias imersas na face abaxial, com 8-18 × 2-3,5 cm Virola bicuhyba (Figura 19a)

11'. Folhas oblongas, nervuras nervuras secundárias proeminentes na face abaxial, com 8-18 × 3-8 cm Virola gardneri (Figura 19b)

12. Folhas adultas com pilosidade ferrugínea na face abaxial Chrysophyllum flexuosum (Figura 29b)

12'. Folhas adultas glabras ou com tricomas apenas na nervura principal .13

13. Folhas com nervuras secundárias inconspícuas 14

13'. Folhas com nervuras secundárias conspícuas 15

14. Folhas obovais com ápice obtuso ou emarginado Manilkara subsericea

14'. Folhas elípticas com ápice acuminado Diploon cuspidatum (Figura 29c)

15. Folhas com laticíferos em formas de canais evidentes a olho nu na face abaxial Heisteria silvianii (Figura 24c)

15'. Folhas sem laticíferos evidentes na face abaxial 16

16. Plantas com cicatrizes nos troncos deixadas pela inflorescência cauliflora; folhas adultas com 7,1-22 × 2,8-6,8 cm Pradosia lactescens (Figura 30a)

16'. Plantas sem cicatrizes nos troncos; folhas adultas com 6-9 × 2,3-3,5 cm Aspidosperma olivaceum (Figura 2a)

17. Folhas com ócrea Coccoloba mosenii

17'. Folhas sem ócrea 18

18. Nós dos ramos espessados .19

18'. Nós dos ramos não espessados 21

19. Folhas cordadas, base sagitada, com 27-39 cm compr., pecíolo alado Piper cernuum

19'. Folhas com outros formatos de limbo e base, com 10-18 cm compr., pecíolo não alado 20

20. Folhas de 5-9 × 10-18 cm, face adaxial glabra Ottonia martiana (Figura 25c)

20'. Folhas de 3-4,5 × 10-15 cm, com tricomas em ambas as faces Piper aduncum

21. Glândulas lineares internas presentes no limbo foliar, visíveis a olho nu ou com auxílio de lupa 22

21'. Glândulas internas no limbo foliar ausentes ou, se presentes, não lineares 25

22. Folhas com glândulas lineares translúcidas Casearia sylvestris

22'. Folhas com glândulas lineares não translúcidas 23

23. Margem da folha serreada, nervuras secundárias conspícuas Ardisia guianensis (Figura 19c)

23'. Margem da folha inteira, nervuras secundárias inconspícuas 24

24. Folhas e ramos ferrugíneo tomentosos, folhas membranáceas, lanceoladas, elíptico-lanceoladas ou oboval-lanceoladas Myrsine ferruginea

24'. Folhas e ramos glabros, folhas obovais, coriáceas a cartáceas Myrsine guianensis

25. Folhas alternas dísticas .26

25'. Folhas alternas espiraladas 28

26. Folhas lanceoladas, nervuras secundárias pouco evidentes na face abaxial Xylopia brasiliensis (Figura 1c)

26'. Folhas oblongo-lanceoladas, elípticas ou oblongo-elípticas, nervuras secundárias conspícuas na face abaxial 27

27. Base do pecíolo com cicatrizes semicirculares deixadas por estípulas caducas; folhas com nervação eucamptódroma, folhas elíptico-lanceoladas Lacistema lucidum (Figura 13c)

27'. Base do pecíolo sem cicatrizes semicirculares; folhas com nervação broquidódroma ou, se eucamptódroma, somente na base da folha, folhas elípticas, oblongo elípticas ou oblongo-lanceoladas Guatteria australis (Figura 1a)/ Rollinia sericea (Figura 1b)

28. Face abaxial da folha com pontuações enegrecidas, vistas com auxílio da lupa Ilex amara (Figura 2b)

28'. Face abaxial da folha sem pontuações enegrecidas 29

29. Ápice dos ramos achatado .30

29'. Ápice dos ramos cilíndrico 31

30. Nervuras secundárias distantes 1-8 mm, terciárias incospícuas Heisteria silvianii (Figura 24c)

30'. Nervuras secundárias distantes 6-15 mm, terciárias conspícuas Maytenus schumanniana (Figura 5b)

31. Limbo ou pecíolo com glândulas externas 32

31' Limbo ou pecíolo sem glândulas externas 38

32. Glândulas presentes apenas na base do limbo foliar 33

32'. Glândulas presentes em todo o limbo foliar ou apenas no pecíolo 35

33. Folhas com margem inteira Prunus myrtifolia (Figura 25d)

33'. Folhas com margem serreada 34

34. Folhas com limbo revoluto, orbiculares a ovais, nervura central com 4-5 pares de nervuras secundárias Alchornea glandulosa (Figura 7d)

34'. Folhas com limbo plano, elípticas, lanceoladas a oval-lanceoladas, nervura central com 2-3 pares de nervuras secundárias Alchornea triplinervia

35. Pecíolo sem glândulas, glândulas presentes nas axilas das nervuras secundárias ou em outras partes do limbo Aparisthmium cordatum (Figura 8a)

35'. Pecíolo com um par de glândulas, glândulas ausentes nas axilas das nervuras secundárias ou em outras partes do limbo 36

36. Folhas com margem denticulada, glândulas inseridas na parte central do pecíolo que podem ser vistas sem auxílio de lupa Tetrorchidium rubrivenium (Figura 8d)

36' Folhas com margem inteira, glândulas inseridas na parte distal do pecíolo, próximo à junção da face inferior da lâmina, que podem ser vistas somente com o auxílio de lupa 37

37. Folhas com 17 nervuras secundárias Licania octandra (Figura 5d)

37'. Folhas 7-9 nervuras secundárias Parinari excelsa (Figura 6a)

38. Folhas com margem serreada 39

38'. Folhas com margem inteira .43

39. Plantas arbustivas (< 1,5 m de alt. e/ou fuste > 0,50 m) Vernonia puberula (Figura 4B) / Vernonia rubriramea / Vernonia beyrichii (Figura 3d)

39'. Plantas arbóreas 40

40. Folhas adultas lanceoladas, discolores, com superfície da face abaxial não visível, completamente recoberta por indumento Baccharis semiserrata

40'. Folhas adultas obovais a oboval-elípticas, com superfície da face abaxial visível, apesar da presença do indumento 41

41. Folhas com estípulas persistentes com 4,5-9 × 1-4,1 mm Zollernia ilicifolia (Figura 13a)

41'. Folhas sem estípulas 42

42. Pecíolo canaliculado e tricomas estrelados Clethra scabra

42'. Pecíolo circular e com tricomas simples Symplocos laxiflora (Figura 31a)

43. Pecíolo com espessamento no ápice, presença de glândulas translúcidas circulares no interior do limbo Esenbeckia grandiflora (Figura 28b)

43'. Pecíolo sem espessamento no ápice, ausência de glândulas translúcidas circulares no interior do limbo 44

44. Folhas adultas com tricomas na face abaxial 45

44'. Folhas adultas glabras ou com tricomas apenas na nervura central na face abaxial 57

45. Tricomas escamiformes presentes na face abaxial das folhas 46

45'. Tricomas escamiformes ausentes na na face abaxial das folhas 48

46. Folhas lanceoladas, indumento argênteo Solanum swartzianum

46'. Folhas ovais, elípticas ou obovais, com indumento não argênteo 47

47. Pecíolo cilíndrico de 4,5-10 cm compr., folhas ovais, vermelhas quando velhas, opacas quando frescas ................................. Hyeronima alchorneoides (Figura 25b)

47'. Pecíolo canaliculado de 1 cm compr., folhas elípticas a obovais, nunca avermelhadas, brilhosas quando frescas Pera glabrata (Figura 8c)

48. Face abaxial da folha densamente recoberta por indumento 49

48'. Face abaxial da folha esparsamente recoberta por indumento 51

49. Arbusto de 1,5 m.. Vernonia argyrotrichia

49'. Árvores adultas com mais de 1,5 m. 50

50. Pecíolo canaliculado de 2,5-3 cm, na maioria ovais ou elípticas, tricomas estrelados Piptocarpha macropoda (Figura 3c)

50'. Pecíolo cilíndrico de 1,0-1,4 cm, na maioria elíptico-lanceoladas, tricomas simples Vernonia petiolaris (Figura 4a)

51. Pecíolo canaliculado, folhas na maioria obovais, concentradas no ápice dos ramos, tricomas estrelados. Clethra scabra

51'. Pecíolo canaliculado ou não, folhas lanceoladas, elípticas ou ovais, mas se obovais, não concentradas nos ápices dos ramos, tricomas não estrelados 52

52. Plantas arbustivas (< 1,5 m de alt. e/ou fuste > 0,50 m) 53

52'. Plantas arbóreas 54

53. Folhas lanceoladas, cartáceas Vernonia puberula (Figura 4b)/ Vernonia rubriramea / Vernonia beyrichii (Figura 3d)

53'. Folhas ovais, membranáceas Vernonia scorpioides

54. Folhas elíptico-lanceoladas, ápice e base agudos 55

54'. Folhas ovais, obovais ou oblongas, ápice obtuso, agudo, acuminado ou mucronado, base arredondada 56

55. Pecíolo sem espessamento na base, folha com indumento ferrugíneo na face abaxial. Ocotea nectandrifolia

55'. Pecíolo com espessamento na base, folhas com indumento de cor creme na face abaxial Cordia sellowiana (Figura 5a)

56. Folhas com estípulas laterais, lineares, ovais ou elípticas, pecíolos de 0,4-0,8 cm compr. Hirtella hebeclada (Figura 5c)

56'. Folhas sem estípulas, obovais ou elípticas, pecíolos de 1,3-3 cm compr. Rhodostemonodaphne macrocalyx

57. Folhas obovais 58

57'. Folhas com outros formatos 62

58. Face abaxial da folha com pontuações negras Baccharis singularis

58'. Face abaxial da folha sem pontuações negras 59

59. Folhas curto-pecioladas (< 0,6 cm), membranáceas Daphnopsis schwackeana

59'. Folhas longo-pecioladas (>1 cm), coriáceas 60

60. Pecíolo de até 1 cm, limbo com mais de 18 cm compr. Cordia magnoliifolia (Figura 4d)

60'. Pecíolo maior que 1,5 cm, limbo com menos de 18 cm compr. 61

61. Folhas dispostas ao longo de todo o ramo, com 3-11,5 × 1,5-5,5 cm, ápice agudo, apiculado, obtuso ou emarginado Ilex theezans (Figura 2c)

61'. Folhas concentradas nos ápices dos ramos, com 14-18 × 4-6,5 cm, ápice obtuso Richeria grandis (Figura 25a)

62. Parte central do pecíolo com um par de glândulas Tetrorchidium rubrivenium (Figura 8d)

62'. Pecíolo sem glândulas 63

63. Ramos angulosos alados; folhas aos pares, desiguais na forma e no tamanho Solanum undulatum

63'. Ramos cilíndricos; folhas isoladas não apresentando grandes dimorfismos 64

64. Ramos com casca esfoliantes Brunfelsia pauciflora (Figura 30b)

64'. Ramos com casca não esfoliantes 65

65. Folhas com domácias Solanum pseudoquina (Figura 30d)

65'. Folhas sem domácias 66

66. Ramos jovens e folhas com pecíolos nigrescentes, ápice foliar acuminado a caudado Ocotea diospyrifolia (Figura 14c)

66'. Ramos jovens e follhas com pecíolos não nigrescentes, ápice foliar nunca caudado 67

67. Margem do limbo ondulada, nervuras secundárias pouco evidentes Ouratea parviflora (Figura 24b)

67'. Margem do limbo não ondulada, nervuras secundárias evidentes 68

68. Folhas não aromáticas 69

68'. Folhas aromáticas 72

69. Plantas arbustivas (< 1,5 m de alt. e/ou fuste > 0,50 m); folhas ovais a lanceoladas......... Cestrum sessiliflorum (Figura 30c)

69'. Plantas arbóreas; folhas elípticas ou ovais 70

70. Árvores com até 30,0 m alt.; folhas elípticas ou ovais, com ápice acuminado, brilhosas quando frescas Vantanea compacta (Figura 13b)

70'. Arvoretas com até 2,5 m alt.; folhas elípticas, com ápice agudo, opacas quando frescas 71

71. Estípulas caducas Actinostemon concolor (Figura 7c)

71'. Estípulas persistentes Erythroxylum cuspidifolium (Figura 7b)

72. Folhas lanceoladas Ocotea daphnifolia

72'. Folhas com outros formatos Aniba firmula (Figura 13d) / Cryptocarya saligna (Figura 14a)/Licaria armeniaca / Ocotea aciphylla / Ocotea silvestris (Figura 14d)

 

 

* Autor para correspondência: Catia Urbanetz, e-mail: catia.urbanetz@gmail.com

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons