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Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

Print version ISSN 0004-2730

Arq Bras Endocrinol Metab vol.46 no.3 São Paulo June 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302002000300010 

artigo original


Punção Biópsia Aspirativa de Tireóide em Região Endêmica de Bócio Colóide

 

Marcus A. Lima
Adriano F. Yamada
Fábio C. Navarro
Elisabete M. Resende
Beatriz P. Ferreira
Maria F. Borges

Disciplina de Endocrinologia,
Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (FMTM), Uberaba, MG.

Recebido em 19/10/01
Revisado em 12/04/02
Aceito em 19/04/02

 

 

RESUMO

Propusemo-nos verificar a freqüência de tireoidopatias em região endêmica de bócio colóide através de punção biópsia aspirativa com agulha fina (PBAAF). Foram avaliados os diagnósticos obtidos por este método em 1265 pacientes portadores de tireoidopatias difusas ou nodulares tratados na cidade de Uberaba, Minas Gerais, no período de 1989 a 2000, correlacionando-os com o sexo e a idade. As tireoidopatias mais freqüentemente encontradas foram bócio colóide (54,38%), tireoidite crônica de Hashimoto (22,70%) e tumor folicular (8,61%), predominantemente no sexo feminino (92%) e na faixa etária entre 30 e 60 anos (64,12%). Em conclusão, além do predomínio de bócio colóide, a tireoidite crônica de Hashimoto apresentou incidência maior que aquelas relatadas em outras regiões endêmicas e não endêmicas de bócio e houve elevada freqüência de tumores foliculares, cerca de treze vezes mais freqüentes que o carcinoma papilífero. (Arq Bras Endocrinol Metab 2002;46/3:275-279)

Descritores: Tireóide; Bócio endêmico; Tireoidite crônica de Hashimoto; Tumor folicular; Punção aspirativa

 

ABSTRACT

Fine Needle Aspiration Citology in an Endemic Colloid Goiter Area.
The frequency of thyroid diseases was verified in an endemic goiter region, based on fine needle aspiration cytology (FNAC). Thyroid diseases, in its nodular or diffuse form, were evaluated through 1265 FNAC in Uberaba, Minas Gerais, Brazil, between 1989 and 2000, according to sex and age. Colloid goiter was found in 54.39%, followed by Hashimoto's chronic thyroiditis (22.70%) and follicular tumors (8,61%), mainly in females (92%) between 30 and 60 years old (64.12%). To conclude, besides the prevalence of colloid goiter, Hashimoto's chronic thyroiditis presented a higher frequency than those seen in endemic regions and non-endemic goiter region and there was also a high frequency of follicular tumors, around 13 times higher than papillary carcinoma. (Arq Bras Endocrinol Metab 2002;46/3:275-279)

Keywords: Thyroid; Endemic goiter; Hashimoto's chronic thyroiditis; Follicular tumor; Fine needle aspiration

 

 

A PUNÇÃO BIÓPSIA ASPIRATIVA é método diagnóstico descrito desde o final do século X (1), mas somente a partir de 1952 passou a ser empregada na tireóide, de modo rotineiro, pelo menos em alguns centros (2). No que se refere à tireóide, seu emprego tem se desenvolvido muito nos últimos anos, por ser meio preciso, sensível, específico, pouco traumatizante e econômico de avaliar nódulos tireoidianos, o que a tem tornado prática de rotina em muitas instituições (3). Schmid e cols. (4) propõem o uso da punção biópsia aspirativa com agulha fina (PBAAF) pela alta sensibilidade e especificidade do exame em detectar tireoidopatias benignas ou malignas e evitar possíveis procedimentos cirúrgicos desnecessários e onerosos, o que também é enfatizado por outros autores (5-9). No Brasil, desde 1978 (10) é crescente o número de publicações enfatizando a importância da biópsia aspirativa na citopatologia tiroidiana. Trabalhando no Brasil Central, mais precisamente no Triângulo Mineiro, Barros e cols. (11), em 1985, já obtinham 95% de acurácia diagnóstica utilizando a PBAAF de tireóide.

Em virtude de estarmos localizados em área endêmica de bócio, as tireoidopatias são freqüentes e, por sua vez, as neoplasias malignas da tireóide têm grande importância, pois podem ter evolução ruim, causando redução da qualidade de vida e óbito em 9% dos casos (12), exigindo diagnóstico precoce e preciso. A PBAAF pode proporcionar diagnóstico em fase precoce destas lesões com alteração no prognóstico.

O presente estudo tem como objetivo verificar o diagnóstico citológico através da PBAAF de tireóide em pacientes portadores de tireoidopatias difusas ou nodulares e cotejar os achados com aqueles procedentes de região não endêmica de bócio.

 

PACIENTES E MÉTODOS

Seleção de Casos

No período compreendido entre 1989 e 2000, foram realizadas 1265 PBAAF de tireóide em portadores de tireoidopatias difusas ou nodulares, no Hospital Escola da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro e no Hospital da Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central, em Uberaba, MG. Os dados foram obtidos através de estudo retrospectivo dos prontuários destes pacientes.

Antes da realização da PBAAF, os pacientes foram avaliados de acordo com sua história clínica e exame físico, sendo ainda realizados exames complementares como níveis séricos de tiroxina (T4), triiodotironina (T3), hormônio estimulador da tireóide (TSH), anticorpos antitireóide peroxidase (AntiTPO) e antitiroglobulina (AntiTg), cintilografia e ultra-sonografia, segundo rotina dos serviços de onde procedeu o material.

Técnica de Aspiração

As PBAAF seguiram os padrões preconizados por Löwhagen e cols. (12), sendo todas realizadas por médico citopatologista.

Processamento do Aspirado

Os esfregaços foram secos ao ar e corados pela técnica de Leishman, May-Grünwald-Giemsa ou Panótico. Para inclusão em parafina, o restante do aspirado foi imerso e fixado em álcool a 95%. O tempo gasto na fixação foi de 2 a 12 horas, dependendo das dimensões do coágulo. Após fixados, os coágulos eram processados segundo a metodologia clássica de inclusão e execução dos cortes em parafina (13).

Interpretação Citológica e Histológica

A interpretação citológica foi sempre feita por médico citopatologista. Os diagnósticos citopatológicos dos esfregaços basearam-se fundamentalmente na análise do parênquima tireoidiano e dos elementos adjacentes. Para a primeira, considerou-se a disposição arquitetural das estruturas parenquimatosas (foliculares, projeções papilíferas, células isoladas ou em grupos sólidos) e as variações celulares individuais (atipias, pleomorfismo nuclear, relações núcleo-citoplasma, etc). Para a análise dos elementos adjacentes ao parênquima, considerou-se o substrato proteico-colóide, histiócitos em atividade fagocitária e hemossiderina. A partir da análise dos elementos adjacentes, os diagnósticos citológicos foram baseados nos critérios empregados por Chu e cols. (14), Löwhagen & Linsk (15) e Davidson & Campora (16). Consideramos como inconclusiva toda PBAAF que forneceu material insuficiente ou inadequado para avaliação diagnóstica; nestes casos, nova PBAAF foi, sempre que possível, realizada.

A análise histológica dos aspirados incluídos em parafina foi feita pelo mesmo citopatologista que realizou a interpretação citológica. Os critérios para diagnóstico neste material fundamentaram-se na morfologia histopatológica clássica já bem determinada e conhecida.

Ética médica

O estudo foi aprovado pela comissão de ética da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro.

 

RESULTADOS

Dos 1265 pacientes analisados, 92% eram do sexo feminino (figura 1), e na faixa etária entre 30 e 60 anos (64,12%), com a média de 46 anos (figura 2). As tireoidopatias mais freqüentemente encontradas foram bócio colóide (54,38%), tireoidite crônica de Hashimoto (22,70%) e tumor folicular (8,61%) (tabela 1). Não foi possível estabelecer o diagnóstico da tireoidopatia em 56 pacientes por nós submetidos à PBAAF (4,19%), por terem sido os resultados inconclusivos. Nos demais casos, determinou-se a natureza da doença.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

Propondo verificar a freqüência de tireoidopatias em região endêmica de bócio colóide, através de PBAAF, observamos que o bócio colóide foi a tireoidopatia mais comum seguido da tireoidite crônica de Hashimoto e tumor folicular, predominantemente no sexo feminino e na faixa etária entre 30 e 60 anos.

A tireoidite crônica de Hashimoto apresentou incidência maior que aquelas observadas em outras regiões, endêmicas e não endêmicas de bócio (17,18). Possivelmente, esta elevada freqüência se deve a fatores ambientais em nossa região, ainda não muito bem esclarecidos, mas implicados na patogênese das doenças da tireóide, tais como agentes infecciosos, fatores dietéticos (iodo), poluentes, hormônios (estrógenos, glicocorticóides e andrógenos) e estresse (19).

Em áreas não endêmicas de bócio colóide, a freqüência de carcinoma papilífero é quatro vezes maior que o carcinoma folicular (20). Os nódulos tireoidianos são mais freqüentes em indivíduos que residem em regiões com deficiência moderada a grave de iodo (20). Belfiore e cols. (20) demonstraram que os carcinomas anaplásicos e foliculares, os dois tipos histológicos de pior prognóstico dentre os carcinomas tireoidianos, são três vezes mais freqüentes em áreas iodo-deficientes, quando comparadas a áreas iodo-suficientes, corroborando estudos prévios (21-23). Nossos estudos demonstraram que os tumores foliculares, benignos e malignos, foram treze vezes mais freqüentes que o carcinoma papilífero, porém não houve caso de carcinoma anaplásico. Outro achado interessante foi a baixa freqüência de carcinoma papilífero (0,82%), provavelmente relacionada à deficiência de iodo na dieta da população da nossa região.

O mecanismo de estimulação carcinogênica da tireóide é desconhecido. Em áreas deficientes em iodo ocorre diminuição da produção de hormônios tireoidianos, causando, conseqüentemente, estímulo crônico na produção e liberação de TSH. Este hormônio é, sabidamente, fator estimulante do crescimento celular (24). Considerando que provavelmente os tumores tireoidianos são TSH-dependentes (25,26), a estimulação crônica das células tiroidianas poderia ser um fator na gênese da estimulação oncogênica (27-29). Além disso, alguns estudos (30) sugerem que a heterogeneidade das células foliculares, incluindo sua capacidade funcional, conteúdo enzimático, capacidade de exocitose e resposta ao TSH pode explicar porque alguns indivíduos desenvolvem nódulos tireoidianos frios, quentes ou ambos.

Um outro achado em nossos estudos foi a baixa taxa de diagnósticos inconclusivos, apenas 4,19%. Segundo alguns estudos (31,32), a porcentagem de diagnósticos inconclusivos por amostras insuficientes varia de 7% a 31%. Os principais fatores para esta alta taxa de amostras insuficientes são a inexperiência do médico que realiza a punção e os critérios usados para definir uma amostra como satisfatória (33,34). Portanto, possivelmente, esta baixa taxa de diagnósticos inconclusivos em nosso estudo deva estar relacionada ao fato de que o médico que realizou as punções também examinou microscopicamente os aspirados. Nesse sentido, devemos enfatizar a importância de termos médico com experiência em punções de tireóide para que diminuam os diagnósticos inconclusivos por erro de punção (35).

Nesse sentido, conclui-se que a tireoidopatia mais freqüentemente encontrada foi bócio colóide, confirmando dados existentes na literatura, em vista do estudo ter sido realizado em região endêmica de bócio. Além disso, a incidência de tireoidite crônica de Hashimoto foi maior que aquelas observadas em outras regiões, endêmicas e não endêmicas de bócio, possivelmente em decorrência de fatores ambientais presentes em nossa região. No entanto, ao contrário do que ocorre em outras regiões, onde há predomínio do carcinoma papilífero em relação aos carcinomas foliculares, neste trabalho houve elevada freqüência de neoplasias foliculares, cerca de treze vezes mais freqüente que o carcinoma papilífero, fato este provavelmente relacionado à deficiência de iodo na dieta da população da nossa região.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:

Marcus Aurelho de Lima
Endocrinologia - Hospital Escola
Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro
Rua Getúlio Guaritá, 130
38025-440 Uberaba, MG
Fax: (034) 3312-6640
e.mail: lima@mednet.com.br