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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.29 no.4 São Paulo Dec. 1971

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1971000400003 

Tratamento da síndrome parkinsoniana pelo L-dopa

 

Parkinsonism's treatment by L-Dopa

 

 

Roberto MelaragnoI; Geraldo M. J. KaramII

IChefe do Serviço, Docente da Clínica Neurológica na Universidade de São Paulo
IIServiço de Neurologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo: Assistente

 

 


RESUMO

O trabalho refere o tratamento com L-Dopa de 33 pacientes internados, sendo 19 homens e 14 mulheres. Os casos foram agrupados, segundo uma classificação esquemática, em leves, moderados, intensos e severos. As idades dos pacientes, previamente operados ou não, variaram de 42 a 78 anos. O esquema de medicação constou de administração de L-Dopa na dose inicial de 500 mg associado a um inibidor da MAO. A dose de L-Dopa era elevada de 500 mg cada 3 ou 4 dias, segundo a tolerância de cada paciente. Todos os sintomas dependentes, direta ou indiretamente, da rigidez tiveram melhoras mais nítidas em relação aos tremores. Durante a administração do medicamento os teores sangüíneos de ácido úrico e uréia, mostraram tendência para se elevar; a reserva alcalina, pelo contrário, tendeu para a diminuição; o hemograma revelou muitas vezes eosinofilia por vezes intensa. Os efeitos colaterais foram catalogados em dois tipos — efeitos adrenérgicos e efeitos dopaminérgicos — correspondentes a duas fases: uma primeira, de pequena duração, na qual foram usados concomitantemente o L-Dopa e um inibidor da MAO, surgindo cefaléia hipertensão arterial paroxística, rubor facial, sudorese, tenesmo vesical e angina pectoris; numa segunda fase surgiram os efeitos colaterais ditos dopaminérgicos, proporcionais à gravidade clínica do caso, cujas manifestações principais foram hipotensão arterial, sudorese fria, arritmia cardíaca e lipotimia. As complicações clínicas gerais eram representados habitualmente por anorexia, obstipação intestinal, náuseas, vômitos, discretas alterações do estado psíquico com depressão e euforia.
Dentre as complicações neurológicas foram assinalados o estado parkinsonóide, discinesias e acatisia.


SUMMARY

The results of the treatment with L-Dopa of 33 patients (19 males and 14 females) are reported. The cases were separated, acording to their symptoms and signs, in slight, moderate, intense and severe ones. Age of the patients: between 42 and 78 years old. L-Dopa was administered in an initial dosis of 500 mg, associated to a MAO inhibitor; the dosis was increased 500 mg every 3 or 4 days, according to the patient's tolerance. There was a better improvement on all the phenomena dependent directly or indirectly of the rigidity, as related to the tremor. During the treatment the blood values of uric acid and urea had a tendency to increase; alkalin reserve had a tendency for lowering; the leucocyte count revealed an eosiniphilia which was sometimes very high. Collateral effects (adrenergic and dopaminergic) were analysed. The adernergic effects occured when L-Dopa was used associated to a MAO inhibitor and were represented by headache, paroxysmal arterial hypertension, facial rubor, profuse sweating, vesical tenesmus and angina pectoris. The dopaminergic effects, proportional to the clinical gravity of the case, were: arterial hypotension, coldsweating, cardiac arrytmia and lipothimia. Other complications were: anorexia, decrease of bowel movements, nausea, vomiting, psychic alterations with depression and euphoria. Among the neurologic complications are emphasized discinesias and acatisia.


 

 

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