SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.82 issue4Multivariate hierarchical model for physical inactivity among public school childrenOutbreak of extended-spectrum beta-lactamase-producing Klebsiella pneumoniae in an intermediate-risk neonatal unit linked to onychomycosis in a healthcare worker author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Article

Indicators

Related links

Share


Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 no.4 Porto Alegre July/Aug. 2006

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.1508 

ARTIGO ORIGINAL

 

Perfil bioquímico da água de coco de coqueiros de região não litorânea

 

 

Renata VigliarI; Vera L. SdepanianII; Ulysses Fagundes-NetoIII

IMestre em Ciências, Departamento de Pediatria, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP
IIProfessora adjunta, Doutora, Departamento de Pediatria, UNIFESP, São Paulo, SP
IIIProfessor titular, Departamento de Pediatria, UNIFESP, São Paulo, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar o perfil bioquímico da água de coco de coqueiros-anões plantados em região não litorânea, no período de maturação (sexto ao nono mês).
MÉTODOS: Selecionaram-se por sorteio oito de 15 coqueiros plantados em região não litorânea, e os cocos foram enviados ao laboratório para extração e análise da água de coco. Avaliou-se glicose, eletrólitos, proteínas totais, osmolaridade, e identificaram-se açúcares da água de coco, em um total de 45 cocos, do sexto ao nono mês de maturação.
RESULTADOS: A análise da água de coco do sexto ao nono mês não demonstrou diferença da mediana da concentração do sódio (3 mEq/L; 2 e 3), glicose (0,6 g/L; 0,3 e 17,3) e proteínas totais (9 g/L; 6 e 12); houve redução na concentração de potássio (64 mEq/L; 46 e 99), cálcio (6,5 mmol/L; 5 e 8,5), magnésio (8 mmol/L; 3,9 e 9,8), cloro (38,5 mEq/L; 30 e 48,7) e osmolaridade (419 mOsmol/L; 354 e 472). Com relação aos açúcares identificados por cromatografia em papel, observou-se aumento da concentração de frutose (68 mg/µL; 44 e 320) e de glicose (299 mg/µL; 262 e 332) e redução na concentração de sacarose (340 mg/µL; 264 e 390) do sexto ao nono mês.
CONCLUSÕES: O perfil bioquímico da água de coco variou durante a maturação do fruto, observando-se redução da concentração de potássio, cálcio, magnésio, cloro e osmolaridade. Segundo a cromatografia em papel descendente, observou-se aumento da concentração de frutose e de glicose, bem como redução da concentração de sacarose.

Palavras-chave: Cocos, eletrólitos, glicose, carboidratos, osmolaridade, terapia de reidratação oral.


 

 

Introdução

O coqueiro é considerado a árvore da vida, por ser um dos principais recursos vegetais da humanidade. Dele, aproveita-se tudo: raiz, caule, folha, inflorescência e fruto1. Os frutos do coqueiro-anão, principalmente do anão-verde, são usados para consumo do seu fluido, enquanto que os frutos do coqueiro-gigante e do híbrido são usados para consumo do albúmen, podendo ser usado in natura ou beneficiado, na forma de coco ralado e leite de coco2. O sabor varia conforme o estágio de maturação do fruto.

A água de coco é o líquido do endosperma encontrado dentro da cavidade do coco, que começa a se formar em torno de 2 meses após a abertura natural da inflorescência. De acordo com pesquisas, a água de coco corresponde a 25% do peso do fruto, e sua composição básica é de 95,5% de água, 4% de carboidratos, 0,1% de gordura, 0,02% de cálcio, 0,01% de fósforo, 0,5% de ferro, além de aminoácidos, vitamina C, vitaminas do complexo B e sais minerais1.

Em alguns países, a água de coco é utilizada como solução de hidratação oral, no consumo diário e também como suplemento protéico onde o déficit nutricional é alto. Durante a Segunda Guerra Mundial, a água de coco foi utilizada até como soro fisiológico durante cirurgias de emergência1.

Alguns estudos sugerem que a água de coco pode ser utilizada na reidratação por via intravenosa3,4. Outros estudos sugerem que a água de coco pode ser utilizada para reposição eletrolítica nas mais diversas situações5-7. Estudos compararam a composição química da água de coco com chás8, refrigerantes sem gás7, refrigerantes com gás7,8, bebidas isotônicas9 e solução de reidratação oral (SRO)10.

Existem poucos estudos relacionando a composição da água de coco com o período de maturação do fruto6,11 ou com a região de origem do fruto (litorânea e não litorânea)6,12.

Assim, propusemo-nos a realizar o presente estudo com os seguintes objetivos: analisar o perfil bioquímico da água de coco de coqueiros-anões plantados em região não litorânea nos diferentes períodos de maturação do fruto, do sexto ao nono mês. Determinar as concentrações de sódio, potássio, cloro, cálcio, magnésio, glicose, proteínas totais e da osmolaridade da água de coco do sexto ao nono mês. Identificar os açúcares da água de coco do sexto ao nono mês.

 

Métodos

Trata-se de um estudo transversal de análise da água de coco de coqueiros de região não litorânea. De um total de 15 coqueiros plantados na fazenda Lagoa Azul, às margens do Rio Araguaia, no município de Britânia, noroeste do estado de Goiás, na Região Centro-Oeste do Brasil, oito foram sorteados e selecionados para este trabalho. Pelo menos um fruto de cada coqueiro seria analisado nos diferentes períodos de sua maturação, do sexto ao nono mês. Por questões de ordem climática da Região Centro-Oeste do Brasil, o número máximo de cocos obtidos no oitavo e nono mês de maturação do fruto foi, respectivamente, igual a quatro e cinco cocos. Os cocos foram transportados por avião, chegando no laboratório, no máximo, 24 horas após a colheita. Imediatamente após a chegada dos cocos no laboratório, estes foram perfurados, obtendo-se o fluido para estudo de sua composição.

Avaliaram-se as concentrações dos seguintes eletrólitos: sódio, potássio, cloro, cálcio e magnésio. Foram determinadas as concentrações de glicose e proteínas totais, assim como a osmolaridade da água de coco. As dosagens de sódio e potássio foram feitas por fotometria de chama13, e a dosagem de cloro, pelo método titulométrico de Schales & Schales14,15. As dosagens de glicose através de reação enzimática com glicose oxidase e peroxidase15-17; de cálcio, pelo método da orto-cresolftaleína-complexona15,18; de magnésio, pelo método magon sulfonado15,19 e proteínas totais com reagente de biureto15,20, sendo todos analisados por espectrofotometria. A dosagem da osmolaridade foi realizada por crioscopia em osmômetro13. Utilizou-se o método de cromatografia em papel descendente21,22 para a identificação dos seguintes açúcares: frutose, glicose, sacarose e galactose.

A comparação entre os meses de maturação do fruto foi realizada pelo teste de Kruskal-Wallis e complementada pelo teste de comparações múltiplas de Dunn - Programa Estatístico Jandel Sigma Stat23.

Considerou-se o nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina.

 

Resultados

Na Tabela 1, estão discriminados os valores da mediana (percentis 25 e 75) dos parâmetros estudados, assim como os níveis de significância das diferenças estatísticas23, segundo o tempo de maturação do coco.

Observou-se aumento da mediana do volume da água do coco, do peso de sua casca e do seu peso total nos diferentes períodos de maturação. Assim, quanto maior o período de maturação do coco, maior o volume da água de coco, o peso da casca e o peso total.

Quanto à análise dos eletrólitos, não se observou diferença da mediana (percentis 25 e 75) das concentrações do sódio (3 mEq/L; 2 e 3) da água de coco nos diferentes períodos de maturação, devendo-se ressaltar que essas concentrações se mantiveram baixas durante todo o período estudado. Notou-se diferença da mediana das concentrações de potássio (64 mEq/L; 46 e 99), cálcio (6,5 mmol/L; 5 e 8,5), magnésio (8 mmol/L; 3,9 e 9,8) e cloro (38,5 mEq/L; 30 e 48,7) da água de coco nos diferentes períodos de maturação, evidenciando-se redução da concentração desses eletrólitos do sexto ao nono mês de maturação, destacando-se os níveis elevados da concentração de potássio durante todos os meses analisados.

Observou-se aumento da mediana (percentis 25 e 75) da concentração de glicose da água de coco (0,6 g/L; 0,3 e 17,3) do sexto ao nono mês de maturação do fruto, e não houve diferença entre as medianas das concentrações de proteínas totais (9 g/L; 6 e 12) nos meses estudados. Quanto à mediana da osmolaridade da água de coco (419 mOsmol/L; 354 e 472), notou-se uma diminuição do sexto ao nono mês de maturação.

Com relação aos açúcares identificados por cromatografia em papel descendente, detectou-se a presença de frutose, glicose e sacarose na água de coco. Evidenciou-se aumento da mediana da concentração de frutose (68 mg/µL; 44 e 320) e de glicose (299 mg/µL; 262 e 332) ao longo dos meses estudados, enquanto que a concentração de sacarose (340 mg/µL; 264 e 390) foi reduzida do sexto ao nono mês de maturação do coco.

 

Discussão

A água de coco é freqüentemente utilizada como solução alternativa de reidratação oral, principalmente em regiões onde o conhecimento das mães sobre reidratação oral é insuficiente, evitando assim o preparo inadequado de soluções sal-açúcar24,25.

A maioria dos estudos que analisou a composição da água de coco não informou o local de plantio desse fruto3-5,7-10, enquanto que alguns avaliaram cocos de região litorânea6,11,12 e apenas um analisou coco de região não litorânea12.

A concentração média do sódio da água de coco deste estudo foi muito semelhante à totalidade dos trabalhos publicados3-6,8-12, que variou de 0,4 a 14,8 mEq/L, exceto o trabalho que encontrou elevada concentração média de sódio (32,5 mEq/L)7. Comparando a composição da SRO recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)26 (Tabela 2) com os estudos que analisaram a água de coco, observa-se que a concentração de sódio na água de coco apresenta-se muito aquém da concentração da SRO e que, no presente estudo, esse valor é praticamente 30 vezes inferior (Tabela 2).

Desde o primeiro estudo sobre a composição química da água de coco, a concentração média de potássio foi superior a 30,0 mEq/L. Não houve diferença na concentração de potássio da água de coco nos estudos em que os frutos foram provenientes de região litorânea e não litorânea, nem nos que acompanharam a maturação do fruto6,11. Não se observou expressiva diferença da concentração de potássio da água de coco neste estudo em relação aos outros trabalhos, nos quais o coco foi proveniente de região litorânea e não litorânea. No presente estudo, assim como nos demais, a concentração de potássio foi superior à dos sais de reidratação oral (20 mmol/L) (Tabela 2).

Por outro lado, a concentração de cloro tanto deste estudo quanto das outras publicações foi inferior à recomendação da OMS para a SRO, observando-se, no presente estudo, declínio dessa concentração do sexto ao nono mês de maturação do coco.

A concentração de glicose da água de coco é variável (0,01 a 40,3 g/L) nos estudos que analisaram cocos de região litorânea e não litorânea. Neste estudo, a concentração de glicose foi inferior à recomendação da SRO da OMS nos diferentes períodos de maturação do fruto (Tabela 2).

Quanto à dosagem de osmolaridade das águas de coco, verificamos que tanto o presente estudo como os demais obtiveram valores superiores a 280 mOsm/L. Ao compararmos a osmolaridade da água de coco com a SRO da OMS, observamos que a maioria dos trabalhos apresenta valores acima da recomendação, inclusive o presente estudo.

Atualmente, a OMS recomenda uma SRO reduzida, com menor concentração de glicose e sódio e, conseqüentemente, uma osmolaridade menor27 (Tabela 2). Ao compararmos a água de coco do presente estudo com essa solução, observamos que a concentração de potássio é, no mínimo, duas vezes superior à SRO reduzida, enquanto a concentração de sódio é, pelo menos, 18 vezes inferior. Com relação ao cloro, sua concentração neste estudo foi inferior à SRO reduzida, especialmente do sétimo ao nono mês, sendo próxima da metade daquela preconizada pela OMS. Quanto à concentração de glicose, observamos valores próximos à SRO reduzida no oitavo e nono meses de maturação. A osmolaridade da água de coco apresentou-se quase duas vezes superior à SRO reduzida, com exceção do oitavo mês de maturação do fruto.

No estudo brasileiro que analisou água de coco proveniente de região litorânea em diferentes períodos de maturação do fruto11, alguns componentes da água de coco sofreram considerável variação. A osmolaridade manteve-se acima dos 300 mOsm/L (provavelmente em função das altas concentrações de carboidratos), sendo que este estudo encontrou valores semelhantes. A concentração de glicose superou os níveis de 200 mmol/L (35 g/L), e, no presente estudo, o valor máximo encontrado foi de 79 mmol/L (14 g/L). A concentração de sódio manteve-se baixa durante o processo de maturação do fruto, dado confirmado por este estudo. Essas diferenças podem ser conseqüências do local de plantação do coqueiro, região litorânea no trabalho de Fagundes Neto e região não litorânea no presente estudo.

O trabalho de Kuberski6 identificou os tipos de açúcares da água de coco e detectou glicose, sacarose e frutose na razão aproximada de 50, 35 e 15%, respectivamente, mas não informou se essas proporções se mantiveram constantes durante os meses analisados. No presente estudo, as proporções desses açúcares foram variáveis de acordo com o período de maturação do fruto: glicose, de 34 a 45%; sacarose, de 53 a 18% e; frutose, de 12 a 36%.

A maioria dos trabalhos não analisou oligoelementos como cálcio e magnésio. As concentrações desses oligoelementos na água de coco de alguns estudos da literatura3,6,7,11,12, assim como do presente estudo, não ultrapassaram 17 mmol/L. Considerando os valores de referência correspondentes a estimativas quantitativas diárias de nutrientes28, de acordo com as faixas etárias e as concentrações de cálcio e magnésio encontradas no sétimo mês de maturação do fruto, talvez as deficiências nutricionais desses oligoelementos poderiam ser prevenidas pela ingestão diária de água de coco.

Antes de finalizar, destacamos que os resultados deste estudo devem ser analisados e interpretados com prudência, em função do possível efeito de limitação do fator correspondente ao menor número de cocos analisados nos oitavo e nono meses de maturação do fruto. Isso foi conseqüente a questões de ordem climática da Região Centro-Oeste do Brasil, onde não foi possível a obtenção de maior número de amostras de água de coco nos referidos meses. Com relação ao número total de cocos verdes utilizados para análise do perfil bioquímico da água de coco em quatro5,6,8,10 de sete3,5,6,8,10-12 estudos da literatura que informaram o número de cocos analisados, a mediana (percentil 25 e 75) foi igual a oito (5,5-32,5) cocos. Deve-se salientar que o número total de cocos avaliados no único estudo da literatura utilizando cocos provenientes de região não litorânea foi igual a 25 e que esse trabalho não analisou cocos em diferentes períodos de maturação. Por outro lado, o número total de cocos do presente estudo foi igual a 45 amostras, as quais foram estudadas em diferentes períodos de maturação, e os fatores relacionados ao clima impediram a seleção de maior número de amostras nos últimos meses de maturação do fruto. Outros trabalhos devem ser realizados para melhor caracterização do perfil bioquímico da água de coco verde em regiões não litorâneas em diferentes períodos de maturação do fruto.

Em conclusão, o perfil bioquímico da água de coco de coqueiros-anões plantados em região não litorânea mostrou-se variável do sexto ao nono mês de maturação do fruto, observando-se redução na concentração de potássio, cálcio, magnésio, cloro e da osmolaridade do sexto ao nono mês. Considerando a elevada concentração de potássio, a água de coco poderia ser utilizada na reposição desse eletrólito. A ingestão diária de água de coco talvez prevenisse deficiências nutricionais de cálcio e magnésio. Ao comparar a água de coco com a SRO, observa-se que as concentrações de glicose, sódio, potássio, cloro e a osmolaridade da água de coco proveniente de região não litorânea não atendem às recomendações da OMS para a SRO.

 

Referências

1. Aragão WM. A importância do coqueiro-anão verde.         [ Links ]http://www21.sede.embrapa.br/noticias/artigos/2000/artigo.2004-12- 07.2461636373/
mostra_artigo. Acesso: 20/06/2000.

2. Ferraz LGB, Fonseca MAC, Freitas EV. IPA responde. Coqueiro. www.ipa.br/RESP/resp42.htm. Acesso: 24/02/2003.        [ Links ]

3. Eiseman B. Intravenous infusion of coconut water. AMA Arch Surg. 1954;68:167-78.        [ Links ]

4. Campbell-Falck D, Thomas T, Falck TM, Tutuo N, Clem K. The intravenous use of coconut water. Am J Emerg Med. 2000;18:108-11.        [ Links ]

5. Pradera ES, Fernandez E, Calderin O. Coconut water. A clinical and experimental study. Am J Dis Child. 1942;64:977-95.        [ Links ]

6. Kuberski T, Roberts A, Linehan B, Bryden RN, Teburae M. Coconut water as a rehydration fluid. N Z Med J. 1979;90:98-100.        [ Links ]

7. Chavalittamrong B, Pidatcha P, Thavisri U. Electrolytes, sugar, calories, osmolarity and pH of beverages and coconut water. Southeast Asian J Trop Med Public Health. 1982;13:427-31.        [ Links ]

8. Collares EF, Souza NM. Soluções alternativas para hidratação oral em pediatria: Composição de refrigerantes, de infusões e de água de coco. Rev Paul Pediatr. 1985;3:46-9.        [ Links ]

9. Saat M, Singh R, Sirisinghe RG, Nawawi M. Rehydration after exercise with fresh young coconut water, carbohydrate-electrolyte beverage and plain water. J Physiol Anthropol Appl Human Sci. 2002;21:93-104.        [ Links ]

10. Adams W, Bratt DE. Young coconut water for home rehydration in children with mild gastroenteritis. Trop Geogr Med. 1992;44:149-53.        [ Links ]

11. Fagundes Neto U, Franco L, Tabacow K, Machado NL. Negative findings for use of coconut water as an oral rehydration solution in childhood diarrhea. J Am Coll Nutr. 1993;12:190-3.        [ Links ]

12. Msengi AE, Mbise RL, Msuya PM, Do Amsi DM. The biochemistry of water from unripe coconuts obtained from two localities in Tanzania. East Afr Med J. 1985;62:725-9.        [ Links ]

13. Gonçalves RR, Miller O. Bioquímica do sangue: substâncias eletrolíticas. In: Gonçalves RR, Miller O. Laboratório para o clínico. 8ª ed. São Paulo: Atheneu; 1999.        [ Links ]

14. Schales O, Schales SS. A simple and accurate method for determination of chloride in biological fluids. J Biol Chem. 1941;140:879-84.        [ Links ]

15. Westgard JO, Barry PL, Hunt MR, Groth T. A multi-rule shewhart chart of quality control in Clinical Chemistry. Clin Chem. 1981;27:493-501.        [ Links ]

16. Bergmeyer HU. Methods of enzymatic analysis. 3ª ed. Deerfield Beach: VCH; 1986.        [ Links ]

17. Blaedel WJ, Uhl JM. Nature of materials in serum that interfere in the glucose oxidase-peroxidase-0-dianisidine method for glucose, and their mode of action. Clin Chem. 1975;21:119-24.        [ Links ]

18. Morin LG. Direct colorimetric determination of serum calcium with o-cresolphthalein complexon. Am J Clin Pathol. 1974;61:114-7.        [ Links ]

19. Mann CK, Hoe JH. Spectrophotometric determination of magnesium with sodium 1-azo-2-hidroxy-3-(2,4- dimethylcarboxanilido)-naphthalene-1-(2-hidroxybenzene-5-sulfonate). Anal Chem. 1956;28:202-5.        [ Links ]

20. Pennock CA, Passant LP, Bolton FG. Estimation of cerebrospinal fluid protein. J Clin Pathol. 1968;21:518-20.        [ Links ]

21. Trevelyan WE, Procter DP, Harrison JS. Detection of sugar on paper chromatograms. Nature. 1950;166:444-5.        [ Links ]

22. Conn EE, Stumpf PK. Métodos em bioquímica. In: Conn EE, Stumpf PK. Manual de bioquímica. 2ª ed. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1972. p. 391-2.        [ Links ]

23. Jandel Sigma Stat. Statistical software, 2.0. 1995.        [ Links ]

24. Toporovski MS, Gutierrez MT, Padula AC, Jarolausky E, Gonsalves ES, Delgatto PF, et al. Diferenças nas concentrações de eletrólitos e açúcar no preparo do soro caseiro para hidratação oral (estudo de 50 amostras). In: Anais do VIII Congresso Brasileiro de Gastroenterologia Pediátrica; 1995 abril; Londrina, Brasil.        [ Links ]

25. Sena LV, Maranhão HS, Morais MB. Avaliação do conhecimento de mães sobre terapia de reidratação oral e concentração de sódio em soluções sal-açúcar de preparo domiciliar. J Pediatr (Rio J). 2001;77:481-6.        [ Links ]

26. World Health Organization. A Manual for the Treatment of Acute Diarrhoea for Use by Physicians and Other Senior Health Workers. WHO 1990. (WHO/CDD/SER80.2 Ver 2).        [ Links ]

27. World Health Organization. Reduced osmolarity salts (ORS) formulation. New York: UNICEF; 2001. (WHO/FCH/CAH/0.1.22).        [ Links ]

28. Institute of Medicine, Standing Committee on the Scientific Evaluation of Dietary Reference Intakes, Food and Nutrition Board. Dietary reference intakes for calcium, phosphorus, magnesium, vitamin D, and fluoride. Washington: National Academy Press; 1999. p. 432.        [ Links ]

 

 

Correspondência:
Ulysses Fagundes-Neto
Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 1247
CEP 04014-012 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 5549.7699
Fax: (11) 5576.4313
E-mail: ulyneto@osite.com.br

Artigo submetido em 10.10.05, aceito em 05.04.06.