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Jornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.85 no.2 Porto Alegre Mar./Apr. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572009000200008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Automedicação em nutrizes e sua influência sobre a duração do aleitamento materno

 

 

Roberto G. ChavesI; Joel A. LamounierII; Cibele C. CésarIII

IDoutor. Ciências da Saúde/Saúde da Criança e do Adolescente, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG. Professor auxiliar, Farmacologia, Universidade de Itaúna, Itaúna, MG
IIDoutor. Saúde Pública, University of California (UCLA), Los Angeles, CA, EUA. Professor titular, Faculdade de Medicina, UFMG, Belo Horizonte, MG

IIIDoutora. Demografia, UFMG, Belo Horizonte, MG. Professora adjunta, Instituto de Ciências Exatas, UFMG, Belo Horizonte, MG

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Investigar a prática da automedicação em nutrizes, principais fármacos utilizados e influência sobre a duração do aleitamento materno.
MÉTODOS: Estudo longitudinal tipo coorte realizado com 246 mulheres assistidas na maternidade do Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna (MG). O acompanhamento às mães e recém-nascidos foi realizado mensalmente nos primeiros 12 meses após o parto ou até a interrupção da amamentação. O efeito da prática da automedicação sobre o tempo de aleitamento materno foi analisado por análise multivariada, a partir do modelo de regressão de Cox, com covariáveis dependentes do tempo.

RESULTADOS: A automedicação foi praticada por 52,4% das nutrizes. As classes farmacológicas mais utilizadas foram os analgésicos/antipiréticos (54,4%), anti-inflamatórios não-esteroides (15%), espasmolíticos (6,2%), laxantes (3,5%), benzodiazepínicos (3%), descongestionantes nasais (1,4%) e antibióticos (0,9%). Os fármacos mais utilizados foram dipirona (31,5%) e paracetamol (17,9%). A prática de automedicação associou-se à maior probabilidade de uso de medicamentos com risco de efeitos adversos sobre o lactente ou sobre a lactação (p = 0,000). Contudo, a prática da automedicação não foi associada ao desmame (p = 0,135).

CONCLUSÕES: A elevada frequência de automedicação entre as nutrizes e o uso de medicamentos com risco de efeitos indesejáveis sobre o lactente e na produção láctea revelam a necessidade de melhor orientação sobre os riscos da automedicação pelas nutrizes. Contudo, a prática da automedicação não se revelou um fator de risco para o desmame.

Palavras-chave: Aleitamento materno, lactação, desmame, automedicação, preparações farmacêuticas.


 

 

Introdução

Nas últimas décadas, a amamentação tem sido uma prática cuja prevalência cresceu muito em várias partes do mundo e proporcionou inúmeros benefícios, tanto para as crianças quanto para as mães1. Entretanto, a melhora dos índices de aleitamento materno2 tem sido acompanhada por aumento no consumo de medicamentos3, fato que merece especial atenção devido aos possíveis riscos de alguns medicamentos para a nutriz e para o lactente.

A automedicação, considerada o consumo de produtos medicinais com o objetivo de tratar doenças ou sintomas ou mesmo promover saúde, independentemente da prescrição profissional, é um fenômeno que ocorre em todas as populações nas quais essa prática foi pesquisada4,5. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a automedicação ocupa um importante lugar no sistema de cuidados da saúde6. Contudo, vários estudos consideram a automedicação motivo de grande preocupação, especialmente no Brasil4-10. Arrais et al.7 encontraram maior frequência da automedicação entre mulheres brasileiras na faixa etária entre 16 e 45 anos, nutrizes em potencial. Entretanto, não foi investigado o uso de medicamentos em mulheres durante a lactação.

A carência de informações e a complexidade dos diversos fatores que determinam a escolha de um medicamento para uso durante a lactação reforçam a preocupação sobre a automedicação nesse período e justificam a realização de estudo que procure estabelecer um perfil dessa prática pelas nutrizes. Na revisão da literatura não foi encontrada publicação sobre o tema. Assim, a presente pesquisa investigou a frequência de tal evento pelas mães, os medicamentos utilizados considerando a segurança para uso durante a amamentação e a associação entre automedicação e duração do aleitamento materno em Itaúna (MG).

 

Métodos

Estudo longitudinal tipo coorte com mulheres assistidas na maternidade do Hospital Manoel Gonçalves de Sousa Moreira, único no município de Itaúna (MG), que possui clientela predominantemente da classe de menor poder aquisitivo. A amostra foi selecionada no período de 1 de junho a 4 de setembro de 2003 e incluiu mães residentes na cidade. Mães e recém-nascidos foram acompanhados nos primeiros 12 meses após o parto, ou antes, caso ocorresse a interrupção da amamentação. Com isso foi possível obter e coletar informações sobre uso de medicamentos, sob prescrição médica ou automedicação, bem como conhecer a duração do aleitamento materno.

A coleta de dados foi feita pelo pesquisador em conjunto com acadêmicos da Faculdade de Fisioterapia da Universidade de Itaúna, após treinamento prévio dos procedimentos e aplicação dos questionários em entrevistas com 20 mães em estudo piloto. Como controle de qualidade, foram realizadas reuniões semanais nas primeiras 8 semanas de coletas de dados e quinzenais até o final do estudo.

As entrevistas com as mães foram realizadas no pós-parto imediato para obterem-se informações sociodemográficas, assistência de serviços de saúde, hábitos maternos e infantis. Também foram obtidos dados de prontuários médicos. Após a alta da maternidade, o seguimento foi feito por contato telefônico ou visita domiciliar.

O presente estudo foi extraído de um trabalho mais extenso que procurou avaliar a associação entre uso de medicamentos e tempo de aleitamento materno. Em face à inexistência de parâmetros na literatura sobre tempo de aleitamento segundo segurança dos fármacos e baseado em alguns indícios da literatura acerca da prevalência do aleitamento materno aos 12 meses, o cálculo da amostra foi realizado utilizando os seguintes valores: nível de significância (α) de 5%; poder (1-β) de 90%; tempo de recrutamento de 3 meses; perda de 20% na amostra, após término do recrutamento de 12 meses, probabilidade de estar aleitando ao final do estudo de 30% para o grupo de mães que utilizaram medicamentos com risco de efeito indesejável sobre o lactente ou sobre a lactação e de 70% para aquelas que não utilizaram ou utilizaram fármacos sabidamente seguros; e probabilidade de utilizar fármacos de 25%. Com base em tais parâmetros, o tamanho da amostra calculado foi de 252 mães. Desse total, ocorreram seis perdas: cinco mães não foram localizadas após alta hospitalar e uma por óbito do filho com 40 h de vida. Das 246 mulheres incluídas inicialmente na amostra, oito foram censuradas por perda de acompanhamento, sendo cinco por mudança de município e três por não terem sido encontradas. Após a coleta dos dados, o poder calculado para este estudo foi igual a 77%.

Os dados foram processados no programa Epi-Info versão 1.1.211 e transferidos para o programa Stata® versão 912 para análise estatística. As comparações entre as características sociodemográficas das nutrizes e entre as classes de segurança dos medicamentos para lactação, segundo as classificações da American Academy of Pediatrics (AAP)13 e Hale14, basearam-se no teste do qui-quadrado. O efeito da prática da automedicação sobre o tempo de aleitamento foi analisado pelo modelo de regressão de Cox, com covariáveis dependentes do tempo15. Foi realizada análise de resíduo para verificação da adequação do modelo final.

Os termos automedicação e autoprescrição foram utilizados com mesmo significado para fins de comparação com outros estudos. O primeiro diz respeito à iniciativa da utilização de medicamentos permitidos para uso sem receita médica, sendo uma prática legal. O segundo caracteriza a prática da utilização de medicamentos que obrigatoriamente necessitam de receita médica, sem prescrição da mesma, sendo uma prática ilegal. Os dados desta pesquisa foram comparados com estudos de base populacional, devido à ausência de trabalhos que avaliaram a prática da automedicação entre mulheres em lactação.

A classificação sobre segurança de medicamentos para uso durante a amamentação foi baseada nas seguintes publicações: AAP13 e Hale14. Tais publicações classificam os fármacos utilizados pelas nutrizes considerando os riscos de efeitos indesejáveis sobre o lactente e sobre a produção láctea. A AAP considera os fármacos como: compatíveis; efeitos desconhecidos, requerendo preocupação; efeitos significativos em alguns lactentes, requerendo cautela; e contraindicados. Já Hale14 classifica os fármacos em cinco níveis de segurança: mais seguros; seguros; moderadamente seguros; potencialmente perigosos; e contraindicados. A pesquisa foi aprovada pelo Hospital e Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG.

 

Resultados

Após a alta hospitalar, em entrevistas com as mães, a prática da automedicação foi verificada em 129 nutrizes (52,4%). Dentre elas, 121 (49,2%) relataram uso de medicamentos também por prescrição médica. Desse modo, oito (3,2%) usaram medicamentos somente por decisão própria. A frequência do uso de medicamentos por nutrizes através da automedicação não mostrou diferença estatisticamente significativa quando avaliada segundo as variáveis sociodemográficas mostradas na Tabela 1.

No período estudado, os medicamentos foram utilizados 1.124 vezes, sendo 794 vezes (70,6%) por prescrição e 330 vezes por automedicação (29,4%). As mães não souberam informar os nomes de 31 medicamentos por prescrição e de seis por automedicação. As classes farmacológicas mais utilizadas por automedicação foram os analgésicos/antipiréticos (54,4%), anti-inflamatórios não-esteroides (15%), espasmolíticos (6,2%), laxantes (3,5%), benzodiazepínicos (3%), descongestionantes nasais (1,4%), antibióticos (0,9%) e diversos (15,6%). Os fármacos mais utilizados foram dipirona (31,5%) e paracetamol (17,9%). Os dados sobre segurança dos medicamentos utilizados por automedicação e prescrição médica são mostrados nas Tabela 2 e 3. Considerando a classificação da AAP13, houve maior probabilidade de uso de medicamentos com risco de efeitos significativos em lactentes através da automedicação materna quando comparado ao uso por prescrição médica. De forma semelhante, houve maior probabilidade de uso de medicamentos moderadamente seguros ou possivelmente perigosos através da prática da automedicação quando adotada a classificação de Hale14.

O desmame para uso de medicamentos foi observado em seis mulheres, sendo que, em todos os casos, os medicamentos foram utilizados apenas por prescrição médica. Para avaliar o efeito da automedicação no tempo de aleitamento materno, esta foi inserida no modelo final do estudo de Itaúna, que identificou as variáveis associadas ao tempo de aleitamento materno. Conforme mostrado na Tabela 4, a prática da automedicação não foi associada ao desmame (p = 0,135; RR = 1,59; IC95% 0,81-3,11).

 

Discussão

A prática da automedicação como forma de autocuidado é considerada tão antiga como a própria história do homem. Tal atitude encontrou campo fértil para proliferação após a Segunda Guerra Mundial, quando o arsenal terapêutico tornou-se mais numeroso, promovendo resultados desastrosos como o mascaramento de doenças graves, o atraso no diagnóstico e tratamento adequados, o risco de interações medicamentosas, efeitos colaterais e intoxicações medicamentosas, o abuso no consumo de medicamentos e a interferência na gestação8.

No intuito de evitar tais consequências, a OMS recomenda que a automedicação deva ser feita de forma segura e eficaz pelo indivíduo. Deve-se selecionar o medicamento, a dose exata, conhecer as contraindicações e interações medicamentosas, além dos efeitos adversos6. Contudo, no Brasil, a má qualidade da oferta de medicamentos, o não-cumprimento da obrigatoriedade da apresentação da receita médica e a carência de informação e instrução na população em geral justificam a preocupação com a qualidade da automedicação7. Em nosso país, pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos pela população são feitos através de automedicação16, sendo que cerca de 80 milhões de pessoas são adeptas dessa prática7.

Alguns estudos concluíram que mulheres em idade fértil são as que mais frequentemente fazem uso de medicamentos sem receita médica4,7,10. Assim, as nutrizes encontram-se na faixa etária de risco mais alto para a prática da automedicação. Dean17 relatou que a medicação na mulher é mais observada de maneira generalizada no Ocidente e se deve à intensa intervenção médica sobre as condições fisiológicas femininas, que se acentua com a extensão de programas preventivos. Chetley18 atribui a exploração pela propaganda de medicamentos aos papéis sociais tradicionalmente atribuídos às mulheres, entre eles o de prover a saúde da família. Já Loyola Filho & Uchôa19 sugerem mais frequência de queixas e menos tolerância para sintomas experimentados pelas mulheres.

Em Itaúna, 52,4% das nutrizes se automedicaram. Essa frequência encontra-se próxima daquelas encontradas em estudos de base populacional nas cidades de Bambuí (MG) (46%)4, Santa Maria (RS) (53,3%)20 e Limeira e Piracicaba (SP) (56,6%)21. Segundo alguns autores, o comportamento de automedicação é influenciado por vários fatores: condições socioculturais19, falta de acesso aos serviços de saúde22, grande disponibilidade de medicamentos no mercado4, angústia desencadeada por sintomas, falta de programas educativos sobre os riscos da automedicação e publicidade farmacêutica5,22,23. É possível que tais fatores também expliquem a prática da automedicação por mais da metade das nutrizes em Itaúna.

A análise das características sociodemográficas da amostra não mostrou correlação com a automedicação. Estudos de base populacional encontraram associação desse desfecho com grau de escolaridade4,20 e com o estado civil4. A realização de estudos com abordagem qualitativa pode ser útil para melhor compreensão dos aspectos sociodemográficos envolvidos na prática da automedicação durante a lactação.

A maior frequência do uso de analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios não-esteroides na automedicação também foi observada em outros estudos3,7,19,20. Esses medicamentos, administrados por curtos períodos, durante a lactação, não constituem motivo de preocupação devido à relativa segurança. Há relatos, porém, de efeitos adversos sobre o lactente após uso materno de ácido acetilsalicílico e também após uso crônico de naproxeno14.

A maior probabilidade de uso de medicamentos com risco de efeitos adversos sobre o lactente ou lactação, quando usados por automedicação, alerta para a necessidade de orientação sobre a forma adequada de sua prática e também sobre o uso e riscos dos medicamentos para a saúde da mulher e da criança e para a lactação. A divulgação das normas estabelecidas pela OMS seria uma medida útil24. As consultas no pré-natal ou de puericultura são momentos ideais para divulgar tais informações pelos profissionais de saúde, que devem estar bem informados sobre a segurança dos medicamentos para uso durante a amamentação. Outro mecanismo seria a divulgação de informações científicas para as nutrizes, acerca do uso e da segurança de medicamentos de venda livre. Nesse sentido, as bulas dos medicamentos poderiam ser importantes instrumentos na orientação sobre o uso de medicamentos por automedicação durante a amamentação. Contudo, um estudo que comparou as informações contidas em bulas sobre a segurança dos anti-inflamatórios não-esteroides para uso na lactação concluiu que as informações contidas nas bulas eram discordantes das evidências científicas a respeito da compatibilidade desses fármacos com a amamentação25.

A associação entre automedicação e desmame não foi comprovada neste estudo, sendo que não houve desmame para uso de medicamento por automedicação. Tais achados podem estar relacionados ao fato de a grande maioria dos medicamentos utilizados pelas nutrizes não apresentarem risco conhecido ao lactente ou à lactação. Pode-se supor que mães que se automedicaram provavelmente acreditavam que o medicamento utilizado não traria dano à saúde do seu filho e assim mantiveram a amamentação. Tal fato sustenta-se em informações maternas de prática da automedicação baseada em receitas anteriormente prescritas por médicos durante a lactação. Não foram encontradas na literatura pesquisas que avaliaram tal relação. Tornam-se necessários novos estudos que investiguem a associação entre automedicação e tempo de aleitamento materno.

A exposição dos lactentes a medicamentos sem segurança estabelecida para uso durante a amamentação ou com riscos de efeitos indesejáveis sobre o lactente ou sobre a produção láctea revela a necessidade de orientação às nutrizes sobre a forma adequada para uso da automedicação nesse período. Tal prática não se revelou um fator de risco para o desmame.

 

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Correspondência:
Roberto Gomes Chaves
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Tel.: (37) 3241.5194, (37) 9982.1232
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Artigo submetido em 22.01.08, aceito em 08.01.09.

 

 

Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Chaves RG, Lamounier JA, César CC. Self-medication in nursing mothers and its influence on the duration of breastfeeding. J Pediatr (Rio J). 2009;85(2):129-134.