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Revista de Administração de Empresas

Print version ISSN 0034-7590On-line version ISSN 2178-938X

Rev. adm. empres. vol.57 no.4 São Paulo July/Aug. 2017

http://dx.doi.org/10.1590/s0034-759020170407 

ESPECIAL RAE

EXPLORAÇÃO DO ACERVO DA RAE-REVISTA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS (DE 1961 A 2016) À LUZ DA BIBLIOMETRIA, TEXT MINING, REDE SOCIAL E GEOANÁLISE

Exploring the archive of RAE-Revista de Administração de Empresas (1961 - 2016) in the light of bibliometrics, text mining, social network and geoanalysis

Exploración del acervo de la RAE-Revista de Administração de Empresas (1961 - 2016) a la luz de la bibliometría, text mining, rede social y geoanálisis

JOSÉ EDUARDO RICCIARDI FAVARETTO1 

EDUARDO DE REZENDE FRANCISCO2 

1jose@favaretto.net. Pesquisador da Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de São Paulo - São Paulo - SP, Brasil

2eduardo.francisco@espm.br. Professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, Programa de Mestrado Profissional em Comportamento do Consumidor - São Paulo - SP, Brasil

RESUMO

Este artigo analisou mais de cinco décadas do acervo da Revista de Administração de Empresas (RAE), entre 1961 e 2016, pelo acesso aos documentos disponibilizados via internet no repositório eletrônico de periódicos e revistas da Biblioteca Digital da Fundação Getulio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo, o qual segue o protocolo aberto Open Archives Initiative - Protocol for Metadata Harvesting (OAI-PMH) de interoperabilidade entre repositórios digitais. Um total de 2.381 documentos publicados no periódico (1.422 artigos, 217 editoriais, 62 pensatas e 680 resenhas) foi coletado de modo automatizado e posteriormente analisado com a utilização de técnicas de bibliometria, text mining, rede social e geoanálise. Este estudo permite compreender a trajetória da existência do periódico RAE em seus 22 diferentes períodos de gestão, o incremento da autoria nas publicações do periódico em 14 intervalos de tempo, os termos e palavras­-chave com mais frequência e importância nos documentos publicados, bem como a formação das redes de coautoria dos pesquisadores que contribuíram para o desenvolvimento da ciência da Administração no País.

PALAVRAS-CHAVE Periódico científico RAE; análise bibliométrica; text mining; análise de redes sociais; geoanálise

ABSTRACT

This article examined more than five decades of the Revista de Administração de Empresas (Journal of Business Administration [RAE]), between 1961 and 2016, through accessing documents made available on the internet in the electronic repository of periodicals and magazines of the Biblioteca Digital da Fundação Getulio Vargas-Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Digital Library of the Getulio Vargas Foundation-School of Business Administration of São Paulo), which follows the Open Archives Initiative-Protocol for Metadata Harvesting (OAI-PMH) of interoperability between digital repositories. A total of 2,381 documents published in the journal (1,422 articles, 217 editorials, 62 opinion articles, and 680 reviews) were collected through an automated process and later analyzed using techniques such as bibliometrics, text mining, social networking, and geo-analysis. This study enables understanding of the path that the RAE journal has followed throughout its existence including 22 different management periods, the increase of authorship within its publications during 14 time intervals, the most frequent and important terms and keywords appearing in its published documents, and the formation of co-authoring networks of researchers who contribute to the development of the Administration science in the Country.

KEYWORDS Scientific journal RAE; bibliometric analysis; text mining; social network analysis; geo-analysis

RESUMEN

Este artículo analizó más de cinco décadas del acervo de la Revista de Administração de Empresas (RAE) -entre 1961 y 2016- mediante el acceso a documentos disponibles en internet, en el repositorio electrónico de periódicos y revistas de la Biblioteca Digital de la Fundação Getulio Vargas - Escuela de Administración de Empresas de São Paulo, que sigue el protocolo abierto Open Archives Initiative - Protocol for Metadata Harvesting (OAI-PMH) de interoperabilidad entre repositorios digitales. En total, se recolectaron de forma automatizada 2.381 documentos publicados en el periódico (1.422 artículos, 217 editoriales, 62 pensatas y 680 reseñas) y posteriormente se analizaron utilizando técnicas de bibliometría, text mining, redes sociales y geoanálisis. Este estudio permite comprender la trayectoria del periódico RAE en sus 22 diferentes períodos de gestión, el incremento de la autoría en las publicaciones del periódico en 14 intervalos de tiempo, los términos y palabras clave más frecuentes e importantes en los documentos publicados, así como la formación de las redes de coautoría de los investigadores que contribuyeron al desarrollo de la ciencia de la Administración en el País.

PALABRAS CLAVE Periódico científico RAE; análisis bibliométrico; text mining; análisis de redes sociales; geoanálisis

INTRODUÇÃO

Diversos periódicos científicos brasileiros da área da Administração já foram objeto de estudos que exploraram o mapeamento do acervo de suas produções científicas, entre eles, a RAE-eletrônica (Francisco, 2011), a Brazilian Administration Review (BAR) (Ribeiro & Costa, 2013), a Revista de Administração Pública (RAP) (Ribeiro, 2014a), a Revista Eletrônica de Negócios Internacionais (Internext) (Ribeiro, 2014b), a Revista Brasileira de Inovação (RBI) (Ribeiro & Corrêa, 2014), a Revista de Administração Contemporânea (RAC) (Ribeiro, 2015) e a Revista de Administração da USP (RAUSP) (Ribeiro, Corrêa, Costa, & Fischmann, 2016), com a utilização de variadas técnicas de análise.

A literatura acadêmica também relata estudos que comemoram a longevidade de periódicos estrangeiros, entre eles os 33 anos do Journal of Econometrics (Amemiya, 2009), os 40 anos do Journal of Management (Fleet & Bedeian, 2016) e os 50 anos do periódico Management Science, na visão da pesquisa em sistemas de informação (Banker & Kauffman, 2004).

Em estudo que avaliou as 10 revistas científicas brasileiras de maior acesso na biblioteca eletrônica do Scientific Electronic Library Online (SciELO) em oito diferentes áreas do conhecimento (Medeiros, 2016) e utilizou dados da ferramenta SciELO Analytics (SciELO, 2017) no período de setembro de 2015 a agosto de 2016, foi atribuída à RAE a primeira colocação entre os periódicos pertencentes à área de Ciências Sociais Aplicadas, e também a sexta posição entre as revistas mais acessadas no ranking geral dessa plataforma, com um total de 3.011.534 acessos no período mensurado (Medeiros, 2016; RAE, 2016).

A RAE, publicada pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), foi lançada em maio de 1961 (FGV, 1961), e sua publicação ininterrupta atingiu o total de 56 volumes completos no final do ano de 2016.

Como um periódico consolidado no meio acadêmico-científico do País, com foco generalista na área de Administração e dirigido para professores, pesquisadores e estudantes, seu acervo digital tem acesso aberto sem restrições para toda a comunidade.

A RAE está classificada na Plataforma Sucupira-Qualis 2013-2016 (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior [Capes], 2017) como um periódico A2, no Scimago Journal & Country Rank 2016 (SJR, 2017) com o índice SJR de 0,155 e no Journal Citation Reports-Thomson Reuters 2016 (JCR, 2017) com o Fator de Impacto de 0,408. Das revistas científicas brasileiras listadas na coleção do Social Sciences Citation Index (SSCI), a RAE ocupa a oitava posição entre os periódicos das demais áreas, mas é a primeira da área de conhecimento da Administração, conforme ranking divulgado em junho de 2017. Consideramos que, nesta edição especial de aniversário, justifica-se destacar os principais períodos da revista e suas características. A próxima seção apresenta um breve histórico do periódico; em seguida, é descrito o procedimento de coleta e análise dos dados, e, na sequência, são identificados e discutidos os resultados.

A RAE-REVISTA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

Nesta jornada de mais de cinco décadas de vida, a gestão de conteúdo editorial da RAE teve a direção conduzida por diretores, redatores ou editores-chefes, em 22 diferentes períodos, como informado no Quadro 1.

Quadro 1 Períodos de atuação de cada diretor, redator ou editor-chefe responsável pela RAE de 1961 a 2016 organizados por ordem cronológica crescente das edições (volumes e números) e pelos meses das publicações, conforme participações na assinatura do editorial e/ou no expediente do periódico 

Período Nome do responsável Diretor, editor ou redator Vol. inicial e final Núm. inicial e final Ano inicial e final Meses da publicação inicial e final
01 Richers, Raimar Diretor/Redator 1 1 1961 maio-agosto
5 15 1965 abril-junho
02 Balcão, Yolanda Ferreira Diretor/Redator 5 16 1965 julho-setembro
6 21 1966 outubro-dezembro
03 Bertero, Carlos Osmar Diretor/ Redator 7 22 1967 janeiro-março
8 27 1968 abril-junho
04 Bouzan, Ary Diretor 8 28 1968 julho-setembro
Costa, Esdras Borges Redator 9 1 1969 janeiro-março
05 Figueiredo, Orlando Diretor 9 2 1969 abril-junho
Costa, Esdras Borges Redator 9 2 1969 abril-junho
Suplicy, Eduardo Matarazzo Redator 9 3 1969 julho-setembro
10 3 1970 julho-setembro
Nicol, Robert Norman Vivian Cajado Redator 10 4 1970 outubro-dezembro
11 2 1971 abril-junho
06 Berlinck, Manoel Tosta Diretor 11 3 1971 julho-setembro
Nicol, Robert Norman Vivian Cajado Redator 12 4 1972 outubro-dezembro
07 Nicol, Robert Norman Vivian Cajado Diretor 13 1 1973 janeiro-março
Barros, Sérgio Micelli Pessoa de Redator 13 1 1973 janeiro-março
14 6 1974 novembro-dezembro
Goldschmidt, Paulo Clarindo Redator 15 1 1975 janeiro-fevereiro
15 3 1975 maio-junho
08 Lima, Luiz Antonio de Oliveira Diretor 15 4 1975 julho-agosto
Goldschmidt, Paulo Clarindo Redator 18 1 1978 janeiro-março
Reiss, Gerald Dinu Redator 18 2 1978 abril-junho
20 1 1980 janeiro-março
09 Barros, Sérgio Micelli Pessoa de Diretor 20 2 1980 abril-junho
Moura, Alkimar Ribeiro Redator 20 2 1980 abril-junho
22 1 1982 janeiro-março
10 Nakano, Yoshiaki Diretor 22 2 1982 abril-junho
Leite, Dennis Cintra Redator 22 2 1982 abril-junho
23 4 1983 outubro-dezembro
11 Barros, Sérgio Micelli Pessoa de Diretor 24 1 1984 janeiro-março
Rodrigues, Arakcy Martins Redatora 24 1 1984 janeiro-março
25 3 1985 julho-setembro
12 Forjaz, Maria Cecília Spina Diretora 25 4 1985 outubro-dezembro
Rodrigues, Arakcy Martins Redatora 25 4 1985 outubro-dezembro
Goldenstein, Gisela Taschner Redatora 26 1 1986 janeiro-março
29 3 1989 julho-setembro
13 Durand, Maria Rita G. Loureiro Diretora 29 4 1989 outubro-dezembro
Goldenstein, Gisela Taschner Redatora 29 4 1989 outubro-dezembro
14 Goldenstein, Gisela Taschner Diretora 30 1 1990 janeiro-março
31 3 1991 julho-setembro
15 Gonçalves, Marilson Alves Diretor / 31 4 1991 outubro-dezembro
Redator 35 6 1995 novembro-dezembro
16 Venosa, Roberto Diretor / 36 1 1996 janeiro-março
Editor 41 1 2001 janeiro-março
17 Wood Júnior, Thomaz Diretor / 41 2 2001 abril-junho
Editor 45 1 2005 janeiro-março
18 Bertero, Carlos Osmar Diretor / 45 2 2005 abril-junho
Editor 47 4 2007 outubro-dezembro
19 Aranha, Francisco Editor-Chefe 48 1 2008 janeiro-março
48 4 2008 outubro-dezembro
20 Vasconcelos, Flávio Carvalho de Editor-Chefe 49 1 2009 janeiro-março
49 2 2009 abril-junho
21 Diniz, Eduardo Henrique Editor-Chefe 49 3 2009 julho-setembro
56 1 2016 janeiro-março
22 Tonelli, Maria José Editora-Chefe 56 2 2016 abril-junho
56 6 2016 novembro-dezembro

Durante os três primeiros períodos de administração do periódico, de maio-agosto de 1961 até abril-junho de 1968, os próprios diretores acumulavam os cargos de redatores-chefes do periódico. A partir do volume 8, número 28, de julho-setembro de 1968, os diretores passaram a contar com o auxílio de redatores-chefes, os quais permaneceram atuantes na gestão do conteúdo do periódico até o volume 29, número 4, do ano de 1989.

Nos artigos publicados no periódico do ano de 1989 (volume 29) em diante, além dos resumos na língua portuguesa, foram também inseridos resumos na língua inglesa.

A partir do ano de 1990, na gestão da professora Gisela Taschner Goldenstein, deixou de existir o cargo de redator-chefe, e o diretor da RAE passou a também acumular o cargo de editor-chefe do periódico, permanecendo dessa forma até os dias atuais. Em abril-junho de 1991 (volume 31, número 2), a própria professora também relata em editorial a comemoração dos 30 anos da RAE (Goldenstein, 1991).

Entre todos os diretores da RAE em seus 22 períodos de gestão, dois deles repetiram sua passagem pela revista: o professor Carlos Osmar Bertero, com a primeira participação no período 3 (de janeiro-março de 1967 a abril-junho de 1968) e a segunda participação no período 18 (de abril-junho de 2005 a outubro-dezembro de 2007), e o professor Sérgio Micelli Pessoa de Barros, que participou do período 9 (de abril-junho de 1980 a janeiro-março de 1982) e do período 11 (de janeiro-março de 1984 a julho-setembro de 1985). Visto pelo total de tempo em que ocupou o cargo de gestor da RAE, o professor Eduardo H. Diniz foi o editor-chefe que mais tempo permaneceu no periódico (Diniz, 2016), de julho de 2009 a janeiro de 2016 - aproximadamente sete anos, seguido em longevidade pelo professor Roberto Venosa, com cinco anos de permanência na RAE - de janeiro de 1996 a janeiro de 2001.

Da longa trajetória de existência da revista acompanhada durante o mapeamento deste artigo, alguns aspectos emergiram dos dados e puderam ser reportados nesta seção.

A partir da edição de janeiro/março de 2001 (volume 41, número 1), no final da gestão do diretor/editor Roberto Venosa, então sucedido pelo professor Thomaz Wood Júnior, além de passar a existir no periódico RAE a seção Fórum - considerada um espaço 'nobre' de publicação de materiais com praticamente a mesma relevância da seção Artigos, a revista passou a também publicar pensatas.

Entre 2001 e 2002, a RAEpublicações aumentou seu escopo de atuação, incluindo na sua coleção a RAE-eletrônica e a RAE-executivo, que mais tarde se tornou GV-executivo (Rosa & Santos, 2012).

Em janeiro de 2010, a RAE passou a fazer parte do Social Sciences Citation Index (SSCI) e a constar no Journal Citation Reports/Social Sciences Edition (JCR) (Diniz, 2010), um importante indexador do meio acadêmico-científico que reúne coleções de periódicos do mundo todo e mensura anualmente seus fatores de impacto (JCR, 2017). A partir desse mesmo ano (volume 50), os artigos publicados no periódico também passaram a trazer o resumo em espanhol.

Do ano de 2011 (volume 51) em diante, a RAE retomou a sua periodicidade bimestral, com a publicação de seis números anuais (SciELO Brasil, 2017a), ocorrendo nos meses de janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro (RAE, 2017a, 2017b). Na edição de maio-junho de 2011 (volume 51, número 3), em texto do professor Bertero, são destacados os 50 anos da existência do periódico (Bertero, 2011), complementando fatos abordados alguns anos antes (Bertero, 2006).

Com a continuidade do processo de internacionalização da RAE, a revista realizou diversas ações para esse fim: a tradução do sistema de submissão, a participação de membros de instituições estrangeiras no comitê científico do periódico, a publicação de artigos em três idiomas, além da publicação de uma primeira edição totalmente em inglês (Diniz, 2015).

A partir da renovação do corpo editorial científico em 2014, fazendo elevar a participação de estrangeiros de 10% para 21%, ocorreu um aumento da publicação de artigos na RAE de autores vinculados a instituições acadêmicas internacionais (Diniz, 2014). Tal movimento teve prosseguimento com a gestão dos professores Francisco Aranha, em 2008, e Flávio Vasconcelos, em 2009, e a longeva fase liderada por Eduardo Diniz. A internacionalização de periódicos brasileiros da área de Administração (Diniz, 2017) demonstra-se uma temática desafiadora.

A partir do segundo exemplar da RAE do ano de 2016, teve início o 22o período de gestão editorial do periódico, tendo como editora-chefe a professora Maria José Tonelli, a sexta mulher a ocupar o cargo de gestor/gestora do conteúdo da revista, unindo-se ao grupo formado por, em ordem de assunção ao cargo: Yolanda Ferreira Balcão, Arakcy Martins Rodrigues, Maria Cecília Spina Forjaz, Gisela Taschner Goldenstein e Maria Rita G. Loureiro Durand.

Portanto, a elaboração deste estudo abrangendo todo o acervo da RAE, com a utilização de técnicas da bibliometria (Hood & Wilson, 2001; Mingers & Leydesdorff, 2015), de text mining (Feinerer, Hornik, & Meyer, 2008; Hashimi, Hafez, & Mathkou, 2015; Kayser & Blind, 2017), da análise de rede social (Abbasi, Hossain, & Leydesdorff, 2012; Zheng, Le, Chan, Hu, & Li, 2016) e da análise geográfica (Câmara, Vinhas, Davis, Fonseca, & Carneiro, 2009; Floriani, 1987; Francisco, 2011) justifica-se pelo interesse em compreender várias propriedades observáveis do acervo de publicações do periódico, entre elas: a quantidade dos diferentes tipos de documentos publicados, a passagem dos autores mais prolíficos pelo periódico, os períodos de ocorrência das publicações atrelados à variação da autoria, bem como a identificação de palavras mais frequentes e influentes nos documentos do acervo que refletissem a essência de seu conteúdo.

PROCEDIMENTO DE COLETA E ANÁLISE DOS DADOS

Os autores optaram pela exploração do acervo da RAE disponibilizado via acesso ao repositório eletrônico de periódicos e revistas da Biblioteca Digital FGV EAESP (FGV, 2017b), em virtude de seu protocolo de dados aberto OAI-PMH de interoperabilidade entre repositórios digitais (OAI, 2017), o qual viabilizou a captura eletrônica automatizada da base de dados desse repositório digital, em detrimento de outros dois locais que também disponibilizam o acervo de publicações do periódico (RAE, 2017a; SciELO Brasil, 2017b).

A coleta de dados foi realizada em duas etapas, entre os meses de fevereiro e maio de 2017, seguida de filtragens e tratamento técnico das informações. Os autores construíram robots com códigos scripts redigidos nas linguagens de programação Perl (The Comprehensive Perl Archive Network [CPAN], 2017; PERL, 2017) e R (R Core Team, 2017) para a realização da captura dos dados de maneira automatizada, buscando minimizar retrabalhos de digitação na preparação inicial da base de dados da pesquisa.

Foram alvo de exploração no estudo os documentos disponibilizados em língua portuguesa ao longo de 56 volumes completos publicados pelo periódico, ou seja, desde a sua edição inaugural, do ano de 1961 (volume 1, número 1), até a última edição do ano de 2016 (volume 56, número 6). O critério adotado na escolha dos documentos a serem coletados tomou como base a sua classificação no repositório eletrônico da Biblioteca Digital da FGV EAESP, seguindo determinadas categorias já padronizadas como setSpecs atribuídos pelo protocolo OAI-PMH (FGV, 2017a; OAI, 2017) para os documentos catalogados no acervo da RAE. Na primeira etapa da coleta, foram selecionados para compor o material de exploração da pesquisa os seguintes setSpecs: artigos (RAE:Artigos e RAE:RAE+-+Artigos), fórum (RAE:F%C3%B3rum e RAE:FR), pensatas (RAE:Pensata), editoriais (RAE:Editorial) e resenhas (RAE:Resenha e RAE:RAE+-+Resenhas) - nesse procedimento, foi utilizado um código de script escrito pelos autores na linguagem de programação Perl (CPAN, 2017; PERL, 2017). Foi necessária a realização de uma segunda etapa de coleta de dados, pois um período de catalogação do acervo digital dos artigos compreendidos entre os volumes 36 (1996) e 44 (2004) utilizou outros 19 diferentes setSpecs como identificação dos documentos na biblioteca digital, além dos anteriormente informados.

Em seguida, com a integração das duas coletas do material do acervo, foi construída uma base de dados para ser utilizada na pesquisa, composta pelos campos: código do documento, língua do documento, título do documento, palavras-chave e resumo (quando existentes), nomes dos autores, ano, volume, número (exemplar), números das páginas da publicação, número de autores (distribuição da autoria), setName e setSpec OAI-PMH utilizado na captura, além de serem seguidos alguns passos complementares para o refinamento e ajustes técnicos dessa base de dados:

  1. Todos os registros passaram por scripts de filtros de limpeza dos caracteres acentuados que apresentavam formatos não padronizados com a tabela ASCII e geravam caracteres não legíveis, realizando, dessa forma, todas as correções necessárias à padronização dos caracteres para a língua portuguesa;

  2. Cada registro do banco de dados recebeu a identificação de um código único (dez números separados por dois blocos de cinco dígitos, por exemplo: 30994-29811), estes aproveitados do próprio acervo digital do repositório OAI-PMH. Esse procedimento favoreceu a remoção de 167 registros duplicados e também de cinco registros que não possuíam o respectivo código único;

  3. Em seguida, uma sequência de ajustes manuais foi realizada na base de dados da pesquisa, com intuito de separação dos documentos redigidos em português - objeto do estudo - dos demais documentos redigidos em outras línguas, por exemplo: inglês, francês ou espanhol, por intermédio do título do documento, palavras-chave e resumos, quando existentes;

  4. Dessa forma, foi gerada uma base de dados integrada com 2.381 documentos, do período entre 1961 e 2016, resultando no total de: 1.422 documentos das seções Artigo e Fórum juntos - rotulada nesta pesquisa como "artigos (inclui fórum)", além de 217 editoriais, 62 pensatas e 680 resenhas;

  5. Em seguida, procedeu-se ao download de cada arquivo PDF dos documentos identificados e à extração do conteúdo texto integral destes, com intuito de ampliação do corpus do conteúdo para ser explorado na pesquisa. Nessa etapa, um segundo robot criado pelos autores e escrito em código script na linguagem de programação R (R Core Team, 2017) foi utilizado para a automatização do procedimento de coleta via internet, com a extração, conversão e gravação do conteúdo de texto dos documentos.

  6. Com a estruturação final da base de dados, foi possível adicionar uma segmentação temporal nos registros, utilizando rótulos de períodos (ou intervalos de tempo) a cada quatro, oito ou 14 anos (compreendidos nos limites de 1961 a 2016), com intuito de viabilizar análises temporais das informações coletadas, pelo agrupamento de períodos idênticos abrangendo o extenso intervalo dos 56 volumes completos cobertos no estudo.

Dessa forma, com a disponibilidade de todo o conteúdo de texto já extraído dos documentos (artigos incluindo fórum, pensatas, editoriais e resenhas), foi possível também explorar e analisar o acervo digitalizado do periódico RAE com ferramentas de software para análise estatística (Minitab, 2017; R Core Team, 2017), com a utilização de técnicas bibliométricas (Hood & Wilson, 2001; Mingers & Leydesdorff, 2015), de análise de conteúdo via text mining (Feinerer et al., 2008; Hashimi et al., 2015; Kayser & Blind, 2017), da análise de rede social (Abbasi et al., 2012; Zheng et al., 2016) e da análise geográfica ou geoanálise (Câmara et al., 2009; Floriani, 1987; Francisco, 2011).

Na aplicação de tais técnicas nos diversos conteúdos analisados, os pesquisadores criaram um procedimento automatizado via código script de programação na linguagem R para identificação e remoção de palavras identificadas como stopwords (Dolamic & Savoy, 2010) da língua portuguesa (exs.: artigos, pronomes, verbos de ligação, conjunções, alguns adjetivos etc.), além de tratar manualmente palavras não filtradas pelo algoritmo automatizado (exs.: anos, Paulo), que indicavam contexto/assuntos sem relação com os estudos centrais da grande área de conhecimento da Administração.

A análise de conteúdo via text mining com o aproveitamento de recursos da biblioteca tm do software R (Feinerer et al., 2008) permitiu gerar tabelas com a lista das 25 palavras mais frequentes localizadas no corpo integral dos textos das pensatas, editoriais e resenhas, ou em blocos parciais, dos títulos, resumos ou palavras-chave dos artigos, o que propiciou a criação de figuras com "nuvens" formadas pelas palavras simples mais frequentes, e a utilização da Primeira Lei de Zipf (Piantadosi, 2014; Zipf, 1949) para verificar o valor da constante gerada pela equação f . r = c para alguns casos.

A análise de conteúdo via SNA (Social Network Analysis) (Hanneman & Riddle, 2005) permitiu a análise da colaboração entre autores dos artigos, destacando sua frequência de publicação em parceria (centralidade de grau) e sua importância no estabelecimento de ligações entre grupos de autores (centralidade de intermediação), além de outras propriedades. Da mesma forma, as palavras-chave foram analisadas, e a utilização dos modelos de superfície a partir da técnica de Triangular Irregular Networks (TINs) (Francisco, 2011; Huang, 1989) permitiu o mapeamento dos termos/assuntos de maior relevância utilizados na articulação dos conteúdos da RAE durante toda a sua trajetória.

IDENTIFICAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Com a utilização dos dados da pesquisa e do softwareMinitab (2017), foram criados os Gráficos 1, 2, 3.

Nota: entre 1961 a 1963, os volumes de 1 a 3 representaram parcialmente diferentes anos, mas neste gráfico foram totalizados associados a um único respectivo ano (ex: 1961 = volume 1)

Gráfico 1 Quantidade total de números da RAE e quantidade total de artigos publicados no periódico (inclui fórum), disponibilizados conforme o volume da publicação - do volume 1 (ano de 1961) até o volume 56 (ano de 2016) 

Gráfico 2 Quantidade total de artigos publicados na RAE (inclui fórum) conforme a variação da autoria (de único autor até 9 autores), em períodos de 14 anos, de 1961 até 2016 

Gráfico 3 Quantidade média de artigos publicados na RAE (inclui fórum) por ano, conforme a variação da autoria (de único autor até 9 autores), e em períodos de quatro anos, de 1961 até 2016 

Artigos científicos - Totalização, médias e coautoria das publicações no periódico

A publicação do primeiro artigo na RAE contando com autoria única (Machline, 1961), assim como o primeiro artigo com dois autores (Motta & Hopp, 1961), ocorreu no volume 1, número 1, de maio-agosto de 1961 - a edição de lançamento do periódico (FGV, 1961).

O Gráfico 1 apresenta a quantidade total de artigos publicados na RAE (incluindo aqueles da seção Fórum) e a quantidade de números (das edições) da RAE de acordo com o volume da publicação, desde o início do ano de 1961 (volume 1, número 1) até o ano de 2016 (volume 56, número 6). Percebe-se que, no decorrer do tempo, a RAE passou por oscilação do número total de artigos publicados anualmente, com o mínimo de 13 publicações, no volume 36 (ano de 1996, início da gestão do professor Roberto Venosa), e o máximo de 49 artigos, no volume 55 (ano de 2015, final da gestão do professor Eduardo H. Diniz). Vale destacar um segundo pico máximo, conforme o Gráfico 1, que informa 47 artigos publicados no ano de 1974 (volume 14). Na parte inferior do Gráfico 1, também é informada cada uma das quantidades de números (edições), vinculados ao respectivo volume, disponibilizados anualmente na RAE. Percebe-se que a quantidade de edições anuais do periódico variou entre três e seis de 1961 até 2016, e os dois picos máximos de quantidade de artigos publicados no periódico ocorreram em volumes (ou anos) que apresentaram seis números (edições) naquele respectivo ano.

A primeira publicação de um artigo na RAE com a assinatura de três autores ocorreu no ano de 1965, intitulado "Treinamento industrial em São Paulo", de Antônio Guimarães, David Missel e Oscar Zunder, publicado no volume 5, número 16 (Guimarães, Missel, & Zunder, 1965) - até o ano de 1988, apenas o total de nove artigos foi produzido com essa mesma quantidade de autores. O artigo "Microeletrônica e organização do trabalho no setor de serviços", do ano de 1985, volume 25, número 4 (Rodrigues, Barbosa, Luz, & Kilimnik, 1985), inaugurou a participação de quatro autores entre as publicações científicas do periódico. Outros artigos publicados no periódico contendo cinco autores (Martes, Bulgacov, Nascimento, Gonçalves, & Augusto, 2006), seis autores (Comassetto et al., 2013) e nove autores (Tigre et al., 2011) ocorreram inicialmente nos anos de 2006, 2013 e 2011, respectivamente. Tal evolução da quantidade de artigos publicados na RAE, associada com a variação da autoria dos mesmos, está ilustrada no Gráfico 2.

O Gráfico 2 ilustra o comportamento da quantidade de artigos publicados no periódico RAE conforme a variação da autoria na redação desses artigos, em quatro períodos de 14 anos, entre 1961 e 2016.

É percebido o decréscimo acentuado da quantidade de artigos publicados no periódico contando com a autoria de único autor - enquanto, entre 1961 e 1974, foi publicado um total de 328 artigos com autoria única (90,6% do total do período), no período de 2003 a 2016, os artigos com único autor ficaram reduzidos ao total de 75 artigos (16,2% do total do período). As quantidades de artigos que traziam autoria de dois autores (59 artigos) ou três (15 artigos) no período de 1989 a 2002 (representando juntas 26,5% das publicações do período) passaram respectivamente a totalizar 179 e 142 artigos quando observados no período entre 2003 e 2016 (representando juntas 69,5% das publicações do período), demonstrando um aumento significativo da publicação de artigos em colaboração na RAE nesse último período.

No ano de 2012, ocorreu, pela primeira vez na história da revista, a publicação de apenas um artigo contando com autoria única durante o ano todo - ocorrido no volume 52, número 3 - "Flexibilidade e modelagem de processos de negócio: Uma relação multidimensional" (Albuquerque, 2012).

Para refinar ainda mais a percepção do incremento da publicação do número de artigos (incluindo fórum) em coautoria ao longo dos volumes da RAE, foram observados os 14 períodos divididos a cada quatro anos (de 1961 a 2016) a respeito do comportamento da média dessas publicações, associado com a variação da autoria, conforme Gráfico 3.

O Gráfico 3 mostra da quantidade média de artigos publicados na RAE (inclui fórum) por ano, conforme a variação da autoria (de único autor até nove autores), e em períodos de quatro anos, de 1961 até 2016, representados por 14 intervalos.

Até o ano de 2008, o máximo de variação de autoria dos artigos publicados no periódico havia atingido cinco autores. Nota-se, nos dados da pesquisa, que a publicação de um artigo com nove autores (Tigre et al., 2011), no período de 2009 a 2012, especificamente no ano de 2011, volume 51, número 1, ocorreu antes da publicação do primeiro artigo no periódico com a autoria de seis autores (Comassetto et al., 2013), ocorrida somente entre 2013 e 2016.

Outra percepção observada no Gráfico 3 é o salto da média de publicação de artigos com a autoria de três autores, de 4,5 artigos/ano (17,3% das publicações) no período de 2001 a 2004 para 17,3 artigos/ano (40,1% das publicações) no período de 2013 a 2016, superando até mesmo, nesse último período, as médias de artigos publicados com dois autores (14,8 artigos/ano), além daqueles com autoria única (média de 4,3 artigos/ano).

O Gráfico 4 também destaca o incremento da coautoria no período de 2001 a 2016, segmentado em intervalos de quatro anos. Fica evidenciado que a mediana anual da publicação de artigos (inclui fórum) contando com a autoria de três autores (de 16,5), entre 2013 e 2016, tornou-se muito superior aos valores identificados nos demais períodos anteriores desse mesmo gráfico: nos períodos de 2001 a 2004 e 2005 a 2008 com mediana de cinco artigos anuais e no período de 2009 a 2012 com mediana de 6,5 artigos anuais, demonstrando que o periódico RAE passou a priorizar publicações de artigos contendo a autoria (colaboração) de um número maior de autores no último período de quatro anos avaliado neste estudo.

Gráfico 4 Distribuição anual da quantidade de artigos publicados na RAE (inclui fórum) conforme a variação da autoria (de único autor até 9 autores) e agrupados por intervalos de tempo a cada quatro anos, entre 2001 e 2016 

Artigos científicos - Autores mais prolíficos

Para ilustrar com mais detalhamento a lista dos autores mais prolíficos na publicação de artigos no acervo da RAE entre 1961 a 2016, foi construída a Tabela 1.

Tabela 1 Autores mais prolíficos na publicação de artigos no periódico, de 1961 a 2016 

Nome do autor Ano em que publicou (inicial, final) Total de artigos
publicados
Qtd de artigos e
posição na autoria
Nome de coautores e qtd. total de diferentes coautores Qtd de artigos/n. de autores
3ª+ 1 2 3 4
Rattner, Heinrich ouRattner, Henrique (a) 1964,
1987
28 27 1 0 Machline, Claude; Udry, Olivier. / 2 27 0 1 0
Bertero, Carlos Osmar 1966,
2014
20 16 4 0 Alcadipani, Rafael; Binder, Marcelo Pereira; Keinert, Tania Margarete Mezzomo; Lima Filho, Alberto de Oliveira; Vasconcelos, Flávio Carvalho de; Wood Júnior, Thomaz. / 6 14 5 0 1
Motta, Fernando Claudio Prestes 1970,
1999
19 19 0 0 Alcadipani, Rafael; Campos Netto, Gustavo L. / 2 17 2 0 0
Machline, Claude 1961,
2011
17 17 0 0 Bates, Alicia Garcia; Rattner, Henrique; Silva, Luis Felipe Valle da; Udry, Olivier. / 4 15 0 2 0
Richers, Raimar 1961,
1986
17 16 0 1 Almeida, Eduardo Augusto Buarque de; Brandt, William K.; Hulbert, James M. | 3 15 1 1 0
Pereira, Luiz Carlos Bresser 1962,
1992
17 17 0 0 Pereira, Sylvio L. Bresser G. / 1 16 1 0 0
Lodi, João Bosco 1966,
1972
11 11 0 0 Não publicou com coautores / 0 11 0 0 0
Wood Jr., Thomaz 1992,
2013
12 9 2 1(b) Bendassolli, Pedro F.; Bertero, Carlos Osmar; Binder, Marcelo Pereira; Caldas, Miguel Pinto; Cooke, Bill; Cunha, Miguel Pina e; Kirschbaum, Charles; Paula, Ana Paula Paes de; Tonelli, Maria José; Urdan, Flávio Torres; Vasconcelos, Flávio Carvalho de / 11 3 5 1 3
Vasconcelos, Flávio Carvalho de 2000,
2015
10 2 5 3(b) Andreassi, Tales; Barbieri, José Carlos; Bertero, Carlos Osmar; Binder, Marcelo Pereira; Brito, Luiz Artur Ledur; Conti, Claudio Ramos; Cyrino, Álvaro B.; Goldszmidt, Rafael Guilherme Burstein; Kirschbaum, Charles; Marcondes, Reynaldo Cavalheiro; Queiroz, Ana Carolina S.; Vasconcelos, Isabella Freitas Gouveia de; Wood Júnior, Thomaz / 13 0 5 2 3
Reis, Dayr Américo dos 1964,
2000
9 7 1 1 Betton, John;Peña, Leticia / 2 6 2 1 0

Notas:

(a)o mesmo autor é descrito no acervo da revista com dois nomes diferentes;

(b)é o quarto autor em uma única publicação

O autor Heinrich Rattner (que também assinava seus artigos com o nome Henrique Rattner) é considerado o autor mais prolífico nos 56 volumes completos publicados pela RAE, possuindo um total de 28 artigos publicados no periódico, com a primeira publicação ocorrendo no ano de 1964 e a última, no ano de 1987, conforme a Tabela 1. Esse autor publicou 27 artigos como primeiro (e único) autor e apenas um artigo como segundo autor, em coautoria com outros dois colaboradores - Claude Machline e Olivier Udry.

Classificado na segunda posição pela quantidade de artigos publicados no periódico de 1961 a 2016, destaca-se o professor Carlos Osmar Bertero, com um total de 20 artigos publicados, dos quais 16 foram como primeiro autor e quatro como segundo autor. O professor Bertero possui a longevidade de 49 anos de publicação na RAE - no período compreendido entre 1966 e 2014 - contando com a colaboração de seis outros autores: Rafael Alcadipani, Marcelo Pereira Binder, Tania Margarete Mezzomo Keinert, Alberto de Oliveira Lima Filho, Flávio Carvalho de Vasconcelos e Thomaz Wood Júnior, em seis de suas publicações, cinco delas com apenas um coautor adicional e uma delas com mais três coautores. O autor Fernando Claudio Prestes Motta publicou 19 artigos no periódico, sempre como primeiro autor. Outros três autores o sucederam nessa classificação, com o mesmo número de 17 publicações de artigos: Claude Machline, Raimar Richers e Luiz Carlos Bresser Pereira. O autor João Bosco Lodi publicou 11 artigos de 1966 a 1972, sem qualquer coautoria, e o autor Dayr Américo dos Reis, de 1964 a 2000, publicou nove artigos, três deles em coautoria.

A Figura 1 mostra a imagem de uma "nuvem" formada pelos 43 nomes dos autores que mais publicaram artigos (incluindo fórum) no acervo do periódico RAE entre os anos de 1961 e 2016. O incremento no tamanho da fonte está associado à quantidade maior de publicações do autor, variando de 28 (máxima) até cinco (mínimo), pelo critério adotado na pesquisa na construção dessa imagem.

Figura 1 Nuvem (word cloud) formada pelos nomes de autores mais prolíficos na publicação de artigos no periódico RAE, com o mínimo de cinco artigos publicados, no período de 1961 a 2016 

Artigos científicos - Análise da rede de coautoria

Os 1.422 artigos foram escritos por 1.571 autores únicos. Destes, 444 escreveram apenas artigos de um único autor. Os demais 1.127 realizaram coautorias e estão representados no Gráfico 5, que apresenta a topologia da rede (1-mode), desenhada a partir do tradicional algoritmo de Fruchterman e Reingold (1991), que apresenta, de maneira central, os elementos de maior grau e intermediação. Os 1.127 nós (autores) estão representados, interligados por 1.229 arestas. Cada aresta representa a realização de um ou mais artigos em parceria pelos nós (autores) de suas extremidades. A centralidade de grau (ou simplesmente grau) refere-se ao número de parcerias realizadas por cada autor.

Nota: Os 141 autores do componente principal estão interligados por 219 arestas.

Gráfico 5 Rede de associações entre autores de artigos (incluindo fórum) do periódico RAE, com destaque para o componente principal 

A rede completa apresenta 762 componentes. Desconsiderando os 444 autores únicos (i.e., componentes com apenas um autor), as demais apresentam dois autores (164 componentes), três (85), quatro (32), cinco (19), seis (6), oito (2), nove (5), 13 (2), e três componentes principais - o maior com 141 autores (12,5% da rede), o segundo com 34 (3,0%) e um terceiro com 23 (2,0%). O componente principal está detalhado no Gráfico 5, com seus nós de maior grau ou intermediação nomeados.

Os autores de maior centralidade de grau e de intermediação de todo o acervo fazem parte do componente principal - Flávio Carvalho de Vasconcelos (10 artigos e grau 18), Thomaz Wood Júnior (12 artigos e grau 16), José Afonso Mazzon (5 artigos e grau 11) e Isabella Freitas Gouveia de Vasconcelos (5 artigos e grau 11). Destacam-se também na rede, pela produção, Carlos Osmar Bertero (20 artigos) e Fernando Carlos Prestes Motta (19 artigos).

Vale destacar que outros autores muito prolíficos, como Henrique (ou Heinrich) Rattner, com 28 artigos, Claude Machline, Raimar Richers e Luiz Carlos Bresser Pereira (ambos com 17 artigos), pertencem a componentes com menos associação de autoria, conforme já exposto, e, portanto, apresentam menor intermediação.

A Tabela 2 apresenta a centralidade de grau e de intermediação dos 80 principais autores de artigos (inclui fórum) da RAE, de acordo com os critérios de intermediação, grau e frequência de publicações, em ordem decrescente.

Tabela 2 Frequência, centralidade de grau e de intermediação dos 80 principais autores no periódico RAE 

Autor Freq. Grau Intermed. Autor Freq. Grau Intermed.
Wood Jr., Thomaz 12 16 5.694,8 Vieira, Valter Afonso 7 10 148,0
Vasconcelos, Flávio C. de 10 18 5.154,7 Godoy, Arilda Schmidt 5 3 139,0
Hernandez, José Mauro da C. 4 7 4.969,5 Tonelli, Maria José 2 3 139,0
Caldas, Miguel Pinto 8 4 4.611,0 Motta, Fernando C. Prestes 19 2 139,0
Mazzon, José Afonso 5 11 4.376,0 Lima Filho, Alberto de O. 8 2 139,0
Cunha, M. Alexandra V. C. da 2 5 3.456,0 Brito, Renata Peregrino de 2 2 139,0
Pozzebon, Marlei 4 7 3.383,0 Davel, Eduardo 2 2 139,0
Diniz, Eduardo 3 6 3.025,0 Serafim, Maurício Custódio 2 5 133,0
Vasconcelos, Isabella F. G. de 5 11 1.446,3 Saito, Richard 5 7 115,5
Bertero, Carlos Osmar 20 8 1.434,7 Barros, Lucas Ayres B. de C. 3 8 96,0
Marcondes, Reynaldo C. 3 5 1.419,0 Sheng, Hsia Hua 4 7 91,0
Silva, Jorge Ferreira da 3 4 1.419,0 Silveira, Alexandre di Miceli 3 7 84,0
Brito, Luiz Artur Ledur 5 6 1.323,0 Brito, Eliane Pereira Zamith 3 7 62,0
Motta, Paulo Cesar Delayti 5 5 1.194,0 Comini, Graziella 2 6 62,0
Moori, Roberto Giro 2 4 1.179,0 Famá, Rubens 4 8 46,5
Rodriguez, carlos H. Lopez 2 4 1.056,0 Borini, Felipe Mendes 3 9 33,0
Alcadipani, Rafael 7 8 1.048,7 Fleury, Maria Tereza Leme 5 6 32,0
Alves, Mario Aquino 5 10 1.003,3 Rossoni, Luciano 4 6 29,0
Kimura, Herbert 3 6 941,0 Norvilitis, Jill M. 2 7 19,0
Barbieri, José Carlos 5 7 813,0 Mendes-da-Silva, Wesley 4 7 19,0
Paiva, Ely Laureano 3 5 812,0 Serva, Maurício 6 6 19,0
Bendassolli, Pedro F. 4 7 804,0 Rodrigues, Suzana Braga 5 10 14,5
Carvalho, José L. F. dos S. de 3 4 804,0 Amaral, Hudson Fernandes 3 8 10,7
Mascarenhas, André Ofenhejm 4 8 683,0 Luz, Talita Ribeiro da 5 10 5,0
Borges-Andrade, Jairo Eduardo 4 3 679,0 Machline, Claude 17 4 4,0
Martes, Ana Cristina Braga 3 9 677,0 Richers, Raimar 17 3 3,0
Vergara, Sylvia Constant 6 7 549,0 Hamburger, Pólia Lerner 8 3 3,0
Paula, Ana Paula Paes de 3 5 547,0 Kilimnik, Zélia Miranda 3 8 2,5
Lopes, Evandro Luiz 3 7 478,5 Pinheiro, Alessandro de O. M. 2 9 0
Bastos, Antonio V. Bittencourt 4 4 413,0 Tigre, Paulo Bastos 2 9 0
Parente, Juracy Gomes 5 6 342,0 Teixeira, Francisco Lima C. 3 8 0
Guimarães, Tomás de Aquino 3 4 277,0 Araújo, Silvio 1 8 0
Souza, Maria Tereza Saraiva de 2 4 276,0 Bercovich, Néstor 1 8 0
Teixeira, Maria Luisa Mendes 2 4 276,0 La Rovere, Renata Lebre 1 8 0
Teixeira, Rafael 2 4 276,0 López, Andrés 1 8 0
Crubellate, João Marcelo 2 3 276,0 Ramos, Daniela 1 8 0
Kato, Heitor Takashi 3 6 272,0 Rodrigues, Ricardo Furtado 1 8 0
Kirschbaum, Charles 4 7 216,0 Reis, Dayr Américo dos 9 4 0
Botelho, Delane 5 6 197,0 Rattner, Henrique 28 2 0
Barki, Edgard 2 6 162,0 Pereira, Luiz Carlos Bresser 17 1 0

Nota: Os critérios de priorização foram intermediação, grau e frequência de publicação, em ordem decrescente de apresentação.

Artigos científicos - Palavras mais frequentes nos títulos, resumos e palavras-chave

De um total de 1.422 artigos (inclui fórum) publicados no periódico de 1961 a 2016, 721 artigos informaram resumos de seu conteúdo e 687 artigos incluíram uma lista de palavras-chave (explícitas) em seu conteúdo. Com a utilização da técnica de análise de conteúdo via text mining, foi possível gerar a Tabela 3 trazendo as 25 palavras simples mais frequentes localizadas nos títulos, resumos e palavras-chave de tais documentos e a criação das Figuras 2, 3 e 4 com as "nuvens" formadas pelas palavras simples mais frequentes.

Tabela 3 Lista ordenada das 25 palavras simples com a ocorrência mais frequente nos artigos (inclui fórum), conforme três diferentes campos de informação: nos títulos, nos resumos e nas palavras-chave, no período entre 1961 e 2016 

Nos títulos dos artigos Nos resumos dos artigos(A) Nas palavras-chave dos artigos(B)
Palavra simples Freq. Palavra simples Freq. Palavra simples Freq.
Brasil 91 empresas 419 organizacional 102
empresas 86 artigo 395 gestão 100
desenvolvimento 79 resultados 319 trabalho 71
análise 72 pesquisa 282 estratégia 67
administração 69 estudo 269 social 66
trabalho 66 trabalho 249 administração 60
gestão 60 análise 244 teoria 60
organizacional 57 modelo 186 marketing 52
teoria 55 organizações 183 empresas 51
organizações 51 objetivo 179 organizações 46
caso 47 gestão 178 desempenho 45
brasileira 45 processo 170 pesquisa 45
mercado 44 relação 161 informação 43
indústria 43 social 158 análise 43
social 43 Brasil 157 mercado 39
estudo 43 meio 149 sociais 35
organização 41 empresa 149 recursos 35
marketing 40 desenvolvimento 137 tecnologia 34
estratégia 39 mercado 134 organização 33
pesquisa 38 dados 132 qualidade 33
empresa 38 organizacional 129 mudança 33
política 36 desempenho 127 redes 33
avaliação 34 estudos 116 valor 32
desempenho 34 administração 113 organizacionais 32
tecnologia 34 recursos 113 negócios 31

Nota: No total de 1.422 artigos publicados no periódico no período informado, (a) 721 artigos informaram resumos de seu conteúdo e (b) 687 artigos disponibilizaram uma lista de palavras chave explícitas em seu conteúdo, de 1988 a 2016.

Figura 2 Nuvem (word cloud) de palavras simples mais frequentes nos títulos dos artigos (inclui fórum) da RAE, com o mínimo de três ocorrências, no período entre 1961 e 2016 

Figura 3 Nuvem (word cloud) de palavras simples mais frequentes nos resumos dos artigos (inclui fórum) da RAE, com o mínimo de três ocorrências, no período entre 1989 e 2016 

Figura 4 Nuvem (word cloud) de palavras simples mais frequentes nas palavras-chave dos artigos (inclui fórum) da RAE, com o mínimo de três ocorrências, no período entre 1989 e 2016 

Artigos científicos - Rede das palavras-chave e análise geográfica por período

Foram realizadas análises das palavras e conceitos mais mencionados nos artigos do acervo da RAE. As análises abordaram os títulos, as palavras-chave e os resumos dos artigos, e circunscreveram-se ao conteúdo em português da revista.

Os 1.422 artigos analisados continham, no total, 3.356 ocorrências de palavras-chave. Foram, notadamente, 2.383 palavras-chave únicas, mantido apenas o critério de não diferenciar letras maiúsculas e minúsculas - palavras no singular e no plural foram mantidas diferentes. As 50 palavras-chave mais frequentes, todas com seis ou mais ocorrências, são apresentadas na Tabela 4.

Tabela 4 As 50 palavras-chave mais frequentes no periódico RAE de 1961 a 2016 

Palavra-chave Freq. Palavra-chave Freq. Palavra-chave Freq.
estratégia 25 lealdade 9 marketing de relacionamento 7
inovação 17 poder 9 mercados emergentes 7
mudança organizacional 17 recursos humanos 9 responsabilidade social 7
competitividade 16 tecnologia 9 administração 6
Brasil 15 confiança 8 administração pública 6
comportamento do consumidor 15 cultura 8 análise de redes sociais 6
organizações 14 estudos organizacionais 8 aprendizagem organizacional 6
vantagem competitiva 14 internet 8 capital social 6
marketing 13 produção científica 8 estratégia empresarial 6
varejo 13 produtividade 8 globalização 6
internacionalização 12 redes sociais 8 motivação 6
desempenho 11 responsabilidade social corporativa 8 qualidade 6
América Latina 10 sustentabilidade 8 serviços 6
cultura organizacional 10 teoria das organizações 8 tecnologia da informação 6
empreendedorismo 10 teoria institucional 8 teoria crítica 6
satisfação 10 trabalho 8 teoria organizacional 6
gestão de pessoas 9 governança corporativa 7

A rede completa de associação entre palavras-chave apresenta 124 componentes. O principal, destacado no Gráfico 6, apresenta 1.771 (74,3%) palavras-chave (nós conectados), o que indica grande conexão entre os conceitos durante a extensa trajetória de publicação da revista. A densidade de rede é de 0,00236. Os demais componentes apresentam de dois a 13 nós - a maioria com cinco (70 componentes) ou quatro nós (25 componentes). Essa configuração é similar para os períodos de 14 anos comparados. De 1989 a 2002, a rede apresentava 89 componentes, e o componente principal continha 728 nós (63,9%). De 2003 a 2016, a rede apresentava 83 componentes, e o componente principal continha 982 nós (68,5%).

Nota: (a) A intensidade do traço da aresta é proporcional ao número de artigos em que as duas palavras-chave da aresta aparecem em conjunto.

Não há artigos com palavras-chave publicados até 1988.

Gráfico 6 Componente principal da rede de associações entre as palavras-chave mais frequentes do periódico RAE de 1961 a 2016, global e por períodos de 14 anos 

No período de 1989 a 2002 (335 artigos incluindo fórum), foram publicadas 1.139 palavras-chave distintas, e, no período de 2003 a 2016 (406 artigos incluindo fórum), foram 1.434 palavras-chave, das quais apenas 190 foram reutilizadas - 1.244 são termos novos. As redes apresentam 3.045 arestas no período de 1989 a 2002 e 3.671 arestas no período de 2003 a 2016. Seus componentes principais estão representados comparativamente na parte inferior do Gráfico 6.

As 10 palavras-chave com maior centralidade de grau (número de arestas ligadas a cada nó, ou número de associações de cada palavra-chave) foram, em ordem decrescente, "estratégia", "competitividade", "mudança organizacional", "inovação", "vantagem competitiva", "comportamento do consumidor", "Brasil", "organizações", "marketing" e "varejo". As três primeiras mantêm-se como as de maior grau no período de 1989 a 2002, época em que outras quatro palavras sobressaem: "cultura organizacional", "globalização", "poder" e "recursos humanos".

Já no período de 2003 a 2016, "estratégia", "inovação", "varejo" e "comportamento do consumidor" continuam sendo temas recorrentes, porém seis palavras-chave sequer utilizadas até então passaram a integrar a lista das 14 mais frequentes (i.e., com grau igual ou superior a 32): "internacionalização", "lealdade", "sustentabilidade", "produção científica", "redes sociais", "confiança" e "responsabilidade social corporativa". Integram ainda essa lista: "desempenho", "empreendedorismo" e "satisfação". Vale notar que "cultura organizacional" e "globalização" não mais foram utilizadas como palavras-chave a partir de 2003. "Globalização" parece ter dado lugar a "internacionalização" no contexto das discussões da RAE. O papel que a internacionalização teve na trajetória recente da RAE é também destacado por Diniz (2017) na pensata desta edição.

A Tabela 5 apresenta as centralidades de grau e de intermediação das palavras-chave mais importantes para o acervo da RAE. A centralidade de intermediação, ou betweenness centrality, apura a capacidade de intermediação de uma palavra-chave em sua relação com as demais, servindo como ponte para a interação entre elas (Hanneman & Riddle, 2005).

Tabela 5 Frequência, centralidade de grau e de intermediação das principais palavras-chave no periódico RAE até o final do ano de 2016, total e por períodos de 14 anos 

Palavra-chave Freq. Grau Intermed. 1989-2002 2003-2016
Freq. Grau Intermed. Freq. Grau Intermed.
estratégia 25 106 273.895,2 15 66 50.655,2 10 40 65.671,0
competitividade 16 76 138.156,0 10 51 31.837,0 6 25 14.330,3
mudança organizacional 17 69 142.159,4 16 65 61.518,4 1 4 0
inovação 17 68 120.829,1 4 15 5.032,4 13 53 70.935,7
vantagem competitiva 14 63 68.310,3 8 39 10.312,1 6 24 17.245,7
comportamento do consumidor 15 60 126.092,0 7 28 16.612,4 8 32 42.655,5
Brasil 15 58 178.056,9 8 30 15.237,7 7 28 40.079,7
organizações 14 54 77.348,3 10 38 22.176,5 4 16 30.818,8
marketing 13 52 69.581,8 7 28 17.320,5 6 24 20.113,7
varejo 13 52 52.991,0 4 16 5.464,2 9 36 56.745,5
internacionalização 12 48 60.850,8 12 48 47.568,0
desempenho 11 44 94.351,4 2 8 520,5 9 36 80.709,9
poder 9 44 54.849,9 6 33 12.494,6 3 11 16.175,3
satisfação 10 42 26.295,4 2 10 1.238,3 8 32 4.686,9
cultura organizacional 10 41 61.230,5 10 41 41.287,6
empreendedorismo 10 40 53.030,8 2 8 2.892,0 8 32 34.236,7
América Latina 10 37 55.917,5 6 21 11.053,4 4 16 10.582,4
gestão de pessoas 9 37 49.848,6 2 8 2.733,1 7 29 33.905,4
teoria das organizações 8 37 51.319,9 5 24 19.728,7 3 13 9.050,4
lealdade 9 36 21.826,7 9 36 16.581,7
globalização 6 34 30.504,0 6 34 31.137,3
marketing de relacionamento 7 33 28.907,5 4 21 8.087,7 3 12 1.281,4
motivação 6 33 28.463,8 4 25 13.488,0 2 8 3.597,9
recursos humanos 9 33 71.063,8 8 29 21.517,8 1 4 0
sustentabilidade 8 33 50.991,3 8 33 37.691,5
tecnologia 9 33 48.554,9 7 25 20.908,9 2 8 1.582,2
tecnologia da informação 6 33 47.410,8 2 17 2.627,1 4 16 15.007,0
teoria institucional 8 33 70.914,1 1 3 0 7 30 72.225,0
confiança 8 32 19.424,2 8 32 17.503,5
internet 8 32 71.858,1 3 12 6.078,3 5 20 37.762,2
produção científica 8 32 59.884,8 8 32 38.525,0
produtividade 8 32 54.155,6 6 24 17.746,9 2 8 2.501,1
redes sociais 8 32 25.225,7 8 32 16.017,6
responsabilidade social corporativa 8 32 44.630,2 8 32 28.976,5
trabalho 8 32 51.725,6 5 20 9.193,0 3 12 9.381,7
estudos organizacionais 8 31 41.265,1 2 7 2.172,0 6 24 28.313,4
cultura 8 30 52.677,4 7 26 21.519,2 1 4 0
administração pública 6 29 27.416,2 4 21 10.787,0 2 8 2.185,0
serviços 6 29 31.618,3 4 21 7.879,2 2 8 4.888,5
governança corporativa 7 28 73.559,8 1 4 0 6 24 45.525,9
mercados emergentes 7 28 61.110,9 7 28 36.399,0
responsabilidade social 7 28 38.282,2 4 17 9.152,9 3 11 12.514,9

As palavras-chave com maior centralidade de intermediação são, em ordem decrescente, "estratégia", "Brasil", "mudança organizacional", "competitividade", "comportamento do consumidor" e "inovação". As palavras "estratégia", "mudança organizacional" e "competitividade" mantêm forte intermediação no período de 1989 a 2002, juntamente com "cultura organizacional" e "globalização". No período de 2003 a 2016, por sua vez, "estratégia", "inovação", "comportamento do consumidor" e "Brasil" mantêm forte intermediação, mas perdem em intensidade para "desempenho" e "teoria institucional". As palavras "varejo", "internacionalização" e "governança corporativa" também se destacam quanto a essa medida de centralidade.

Buscou-se construir uma representação geográfica tridimensional da rede pelo uso da técnica de análise espacial TIN, que consiste na construção de superfícies com base em uma rede de triângulos não sobrepostos (Floriani, 1987; Huang, 1989). O emprego de técnicas de análise geográfica (ou geoanálise) em estudos bibliométricos continua incipiente na literatura científica nacional, desde que essa técnica e discussão foram mencionadas em artigo na RAE no ano de 2011 (Francisco, 2011).

Além da percepção visual da distribuição espacial das palavras-chave, é muito útil traduzir os padrões existentes em considerações objetivas e mensuráveis, que são endereçadas pela análise espacial de dados geográficos e pela estatística espacial. A ênfase da análise espacial é mensurar propriedades e relacionamentos, levando-se em conta a localização espacial do fenômeno em estudo de maneira explícita (Câmara et al., 2009).

A análise de rede especializou-se em "desenhar" as redes de modo a melhor comunicar centralidades ou relacionamentos entre seus elementos (Brandes, Kenis, & Raab, 2006; Fruchterman & Reingold, 1991; Kamada & Kawai, 1989), geralmente em duas ou três dimensões. Essas redes "espacialmente representadas" tornam-se "georreferenciadas", e todo o aparato analítico espacial torna-se apto. Zupic e Čater (2015) destacam que a utilização de mapas de calor construídos a partir da rede de associação entre elementos pode agregar valor a sua interpretação, e Rocha, Ponchio e Francisco (2015) utilizaram superfícies de intermediação para destacar colaboração entre países na produção científica de lealdade do consumidor e programas de fidelidade.

O Gráfico 7, construída a partir do uso dos softwares ArcGIS ArcMap 10.2.1 e suas extensões Spatial Analyst e 3D Analyst (ESRI, 2016) apresenta a TIN desenvolvida a partir da centralidade de intermediação, para todo o acervo da RAE. Notam-se, no pico da superfície topográfica construída, as seis palavras-chave de maior intermediação da publicação.

Gráfico 7 Triangular Irregular Network (TIN) de intermediação das palavras-chave do periódico RAE de 1961 a 2016 

Editoriais - Palavras simples mais frequentes no conteúdo (corpo) do texto

Nem todas as edições da RAE publicaram um documento específico como editorial, especialmente as mais antigas. Ainda assim, com o procedimento de integração do conteúdo texto disponível nos 217 editoriais (coletados nos arquivos PDFs digitalizados pela Biblioteca Digital FGV), foram identificados arquivos que traziam certa mensagem padrão (sugerindo a ausência do editorial), bem como alguns com conteúdo em branco. Dessa forma, foi possível manter um número de 117 arquivos que tiveram seus conteúdos extraídos, integralizados e analisados com base na primeira Lei de Zipf (Piantadosi, 2014; Zipf, 1949), com a identificação das 25 palavras simples com maior ocorrência, e informadas na Tabela 6, além de ser elaborada uma "nuvem" dessas palavras, disponibilizada na Figura 5. A utilização da primeira Lei de Zipf, que em seu enunciado descreve a relação r . f = c, em que, para um dado conteúdo de texto, a ordem de série ou rank (r) de uma palavra multiplicada pela sua frequência de ocorrência (f) é uma constante (c), permite verificar "recortes" do determinado corpo/campo de conhecimento que se estuda por intermédio do comportamento da ocorrência de termos mais frequentes (Chueke & Amatucci, 2015), propondo que as palavras mais usadas em um documento indiquem o assunto associado ao documento.

Figura 5 Nuvem (word cloud) de palavras simples mais frequentes no conteúdo completo dos editoriais da RAE 

Tabela 6 Lista ordenada das 25 palavras simples com a ocorrência mais frequente no conteúdo dos editoriais da RAE, no período entre 1961 e 2016 

Palavra simples Freq. (f) Rank (r) Constante (f . r = c)
artigos 382 12 4584
administração 335 14 4690
artigo 230 20 4600
edição 222 21 4662
empresas 200 22 4400
periódicos 179 24 4296
gestão 170 27 4590
autores 160 30 4800
número 156 32 4992
produção 149 35 5215
pesquisa 148 36 5328
trabalho 148 37 5476
processo 145 38 5510
revista 139 39 5421
brasil 138 40 5520
área 137 42 5754
campo 125 44 5500
qualidade 114 49 5586
editor 106 52 5512
leitura 103 53 5459
avaliação 102 55 5610
conhecimento 101 56 5656
impacto 97 59 5723
publicação 96 60 5760
comunidade 95 61 5795

Pensatas - Palavras mais frequentes no conteúdo (corpo) do texto

A primeira publicação de documento do tipo pensata no periódico RAE ocorreu no ano de 2001, volume 41, número 3, intitulada "Orquestras sinfônicas: Uma metáfora revisitada", de autoria do professor Carlos Osmar Bertero (Bertero, 2001). Do total de 62 pensatas publicadas entre 2001 e 2016 (volume 56, número 5), uma foi redigida no idioma francês, duas no idioma espanhol e outras nove no idioma inglês - as 50 restantes, no idioma português. A partir da extração e análise de conteúdo desses documentos na língua portuguesa, foram identificadas as palavras simples com maior ocorrência e elaborada uma "nuvem" dessas palavras (Figura 6).

Figura 6 Nuvem (word cloud) de palavras simples mais frequentes no conteúdo completo das pensatas publicadas em língua portuguesa na RAE, no período entre 2001 e 2016 

Resenhas - Palavras mais frequentes no conteúdo (corpo) do texto

O primeiro documento do tipo resenha publicado no periódico RAE ocorreu no volume 1, número 1 (maio-agosto/1961), de autoria de Vergil D. Reed, da Michigan State University (Reed, 1961), a qual relatava sobre o livro Management in the industrial world: An international analysis, dos autores Frederick Harbison e Charles A. Myers, com 413 páginas, e da editora McGraw-Hill Book Company. De 1961 até 2016, um total de 680 artigos foi identificado como resenhas, e em cinco deles não foi possível realizar a extração do conteúdo, devido à ausência do texto no documento ou de sua digitalização trazer o conteúdo texto gravado como imagem. Assim, com a extração e análise do conteúdo de texto completo de 675 resenhas, foi possível identificar a lista das palavras simples mais frequentes nesses documentos, e então foi criada uma "nuvem" com essa identificação (Figura 7).

Figura 7 Nuvem (word cloud) de palavras simples mais frequentes no conteúdo completo das resenhas publicadas na RAE, no período entre 1961 e 2016 

A Figura 7 informa as palavras simples mais frequentes em todo o conteúdo dos textos de 675 resenhas publicadas no periódico RAE. Foram identificadas, nas duas primeiras colocações, as palavras: "livro", com frequência de 3.347 vezes, e "autor", com frequência de 2.573 ocorrências.

CONCLUSÃO

Este artigo explorou e analisou o acervo de documentos do periódico RAE, de 1961 a 2016, composto por artigos (incluindo fórum), editoriais, pensatas e resenhas, pelo acesso aos documentos disponibilizados via internet no repositório eletrônico de periódicos e revistas da Biblioteca Digital da FGV EAESP, o qual segue o protocolo aberto OAI-PMH de interoperabilidade entre repositórios digitais.

Foi mapeada e compreendida detalhadamente a trajetória de existência ininterrupta do periódico, pela utilização nos documentos de até quatro técnicas de análise: bibliometria, text mining, análise de rede social e geoanálise. A pesquisa identificou que o autor mais prolífico contribuiu com 28 artigos para o periódico entre 1964 e 1987, além de as publicações de artigos no periódico ocorrerem amplamente pela autoria única ou de duplas entre 1961 e 2002, gerando, no período, cerca de 95% das publicações dessa forma.

No último período avaliado por este estudo (2013-2016), ficou identificado que 88,4% dos artigos publicados no periódico foram redigidos por dois, três ou quatro autores, demonstrando claramente que o quesito colaboração é cada vez mais valorizado pelo periódico. A existência de componentes com 141, 34 e 23 autores interligados na rede de coautorias, totalizando 17,6% dos autores em colaboração e 12,6% do total de autores, indica uma alta densidade de colaboração, relativa à topologia típica de análises de coautorias em periódicos científicos de Administração, construída ao longo das mais de cinco décadas de produção do periódico.

Em todo o acervo da RAE analisado no período de 1961 a 2016, três palavras simples foram identificadas nas listas de 25 principais ocorrências de palavras em diferentes blocos dos documentos avaliados (artigos e fórum - títulos, palavras-chave e resumos; editoriais, pensatas, e resenhas - conteúdo completo): "administração", "empresas" e "trabalho". Dessa mesma forma, outras três palavras simples foram identificadas em cinco dessas listas: "Brasil" (exceto nos resumos de artigos), "gestão" (exceto nas resenhas) e "pesquisa" (exceto nas resenhas). Todas as quatro palavras simples ("análise", "desenvolvimento", "mercado" e "organizações") estão nas listas das 25 palavras de maior ocorrência nos títulos e nos resumos dos artigos (inclui fórum) que foram publicados no periódico.

A palavra "administração" - identificada em todas as seis listas de ocorrência das 25 palavras mais frequentes - ficou classificada na: segunda posição no conteúdo total dos editoriais, quarta posição no conteúdo total das resenhas, quinta posição nos títulos dos artigos, sexta posição nas palavras-chave dos artigos, 11ª posição no conteúdo total das pensatas e 24ª posição nos resumos dos artigos.

Por sua vez, a palavra "empresas" - também identificada em todas as seis listas de ocorrência das 25 palavras mais frequentes - ficou classificada na: primeira posição nos resumos dos artigos, segunda posição nos títulos dos artigos, quarta posição no conteúdo total das pensatas, quinta posição no conteúdo total dos editoriais, nona posição nas palavras-chave dos artigos e 15ª posição no conteúdo total das resenhas, do acervo de documentos publicados no periódico entre 1961 e 2016.

Em síntese, a rede de palavras-chave destacou, entre os conceitos de alta frequência, grau e intermediação discutidos no acervo de artigos (incluindo fórum), "estratégia", "inovação" e "comportamento do consumidor", termos que se mantiveram centrais na construção da história da RAE e, por conseguinte, da produção científica em Administração no Brasil, e as palavras "empresa(s)", "administração" e "trabalho" foram largamente utilizadas nos resumos de artigos, editoriais, resenhas, pensatas e títulos.

LIMITAÇÕES E ESTUDOS FUTUROS

Este estudo contemplou somente a análise de documentos publicados na RAE redigidos na língua portuguesa, sem incluir aqueles com redação em inglês, espanhol ou francês.

Ao optar pela escolha da base de dados dos documentos da RAE disponibilizada via repositório eletrônico de periódicos e revistas da Biblioteca Digital da FGV EAESP (FGV, 2017b), em detrimento das outras duas opções - bases de dados da RAE Editora (RAE, 2017a) ou mesmo aquela do indexador SciELO (SciELO Brasil, 2017b), não foram poupados esforços no refinamento dos dados coletados, bem como em suas análises. Mesmo assim, os autores reiteram que a replicação do trabalho com a utilização de outras opções de bases de dados poderá apontar diferenças, muito provavelmente em virtude do procedimento adotado na conversão do acervo originalmente produzido (impresso em papel) para o formato eletrônico (digital), bem como o quão criteriosos foram os procedimentos adotados nessa conversão pelas equipes de gerenciamento de cada uma dessas bases de dados.

Este artigo não procurou identificar redes de citação existentes nas listas de referências de todos os artigos publicados no periódico RAE, limitando-se a identificar as redes entre os autores da seção Artigo (inclui fórum) das edições de 1961 até o ano de 2016 e as redes de palavras-chave (estas, do ano de 1989, volume 25, número 4, até 2016, volume 56, número 6). Além disso, devido a os nomes das Instituições de Ensino Superior (IES) onde cada autor possui vínculo acadêmico não estarem disponíveis para coleta automatizada, não foi possível contemplar neste estudo qualquer análise que envolvesse os nomes de tais instituições.

Pela análise do acervo integral da RAE de 1961 a 2016, percebe-se que, a partir do ano de 2004, os artigos científicos publicados no periódico ganharam a participação de mais coautores - aqui há claramente uma oportunidade para estudos futuros, com investigação mais ampla das temáticas abordadas nos artigos, na composição da rede de autoria formada por esses autores, bem como das conexões formadas entre as instituições acadêmicas a que esses autores estão vinculados.

A oportunidade de realização deste estudo não se esgota em seus achados analíticos nem na coerência que a evolução do pensamento científico em Administração apresentou nesses mais de 50 anos, mas, sim, expande a possibilidade de vislumbrarmos as transformações potenciais para o futuro. E que venham mais décadas de publicação.

REFERÊNCIAS

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