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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.47 no.6 São Paulo Dec. 2013

https://doi.org/10.1590/S0034-8910.2013047004904 

Artigos Originais

Atividade física de idosos relacionada ao transporte e lazer, Maceió, Brasil

Actividad física de ancianos relacionada con el transporte y el disfrute, Maceió, Brasil

Ana Raquel de Carvalho Mourão I  

Francini Vilela Novais I  

Solange Andreoni II  

Luiz Roberto Ramos II  

I Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Departamento de Medicina Preventiva . Universidade Federal de São Paulo . São Paulo , SP , Brasil

II Departamento de Medicina Preventiva . Universidade Federal de São Paulo . São Paulo , SP , Brasil


RESUMO

OBJETIVO

: Analisar o nível de atividade física de idosos nos domínios do transporte e lazer e fatores associados.

MÉTODOS

: Estudo transversal com amostra populacional de 319 idosos em Maceió, AL, em 2009. O nível de atividade física relacionada ao transporte e ao lazer foi mensurado com aplicação do Questionário Internacional de Atividade Física, versão longa. As variáveis analisadas foram: idade, escolaridade, sexo, renda per capita e saúde percebida. Foram utilizadas análise descritiva e de regressão múltipla da razão de prevalência e teste de Fisher.

RESULTADOS

: Foram classificados insuficientemente ativos no transporte 87,5%, significativamente maior entre idosos com idades mais avançadas, com maior escolaridade e que se consideram insatisfeitos com a saúde física comparada. A prevalência dos idosos insuficientemente ativos no lazer foi de 76,2%, mais frequente nas mulheres, nos homens com idade avançada, nos idosos com menor renda per capita, nos que relataram estarem insatisfeitos com a saúde física comparada e a autopercepção da saúde mental.

CONCLUSÕES

: A prevalência de insuficientemente ativos foi elevada nos domínios transporte e lazer. Os fatores idade, sexo e renda devem ser considerados particularmente no lazer, a fim de garantir equidade no desenvolvimento de políticas de promoção da saúde e atividade física nessa população.

Palavras-Chave: Idoso; Atividade Motora; Atividades de Lazer; Estilo de Vida Sedentário; Estudos Transversais

RESUMEN

OBJETIVO

: Analizar el nivel de actividad física de ancianos en los dominios del transporte y disfrute y factores asociados.

MÉTODOS

: Estudio transversal con muestra poblacional de 319 ancianos en Maceió, AL, Brasil, en 2009. El nivel de actividad física relacionada con el transporte y el disfrute, fue medido aplicando el Cuestionario Internacional de Actividad Física, versión larga. Las variables analizadas fueron: edad, escolaridad, sexo, renta per capita y salud percibida. Se utilizaron análisis descriptivo, regresión múltiple de tasa de prevalencia y prueba de Fisher.

RESULTADOS

: Se clasificaron como insuficientemente activos en el transporte 87,5%, significativamente mayor entre ancianos con edades más avanzadas, con mayor escolaridad y que se consideran insatisfechos con la salud física comparada. La prevalencia de los ancianos insuficientemente activos en el disfrute fue de 76,2% más frecuente en las mujeres, en los hombres con edad avanzada, en los ancianos con menor renta per capita y en los que relataron estar insatisfechos con la salud física comparada y la auto percepción de la salud mental.

CONCLUSIONES

: La prevalencia de insuficientemente activos fue elevada en los dominios transporte y disfrute. Los factores edad, sexo y renta deben ser considerados particularmente en el disfrute, a fin de garantizar equidad en el desarrollo de políticas de promoción de la salud y actividad física en esa población.

Palabras-clave: Anciano; Actividad Motora; Actividades Recreativas; Estilo de Vida Sedentario; Estudios Transversales

ABSTRACT

OBJECTIVE

: To evaluate the level of physical activity of older adults by commuting and leisure time and associated factors.

METHODS

: This was a cross-sectional study carried out with a population-based sample of 319 older individuals in Maceió, AL, Northeastern Brazil, in 2009. The level of physical activity in leisure and commuting was measured by applying the International Physical Activity Questionnaire, long version. The variables analyzed were: age, schooling, sex, per capita income and perceived health. We used descriptive analysis, Fisher’s exact test and multiple regression analysis of prevalence rates.

RESULTS

: We classified 87.5% as insufficiently active in commuting, being significantly higher among those individuals with older ages, with more education and who feel dissatisfied with their physical health. The prevalence of older people who are insufficiently active in leisure time activity was 76.2%, being more frequent in women, in men with advanced age; older adults with lower per capita income, and dissatisfaction with comparative physical health and self-perceived mental health.

CONCLUSIONS

: The prevalence of insufficiently active was high in commuting and leisure time activities. Factors such as age, gender and income should be considered, especially with regards leisure, in order to ensure fairness in the development of policies to promote health and physical activity in this population.

Key words: Aged; Motor Activity; Leisure Activities; Sedentary Lifestyle; Cross-Sectional Studies

INTRODUÇÃO

A mudança na pirâmide etária mundial coloca em foco o envelhecimento e a velhice, suscitando ações de agentes sociais e governamentais, além de profissionais da área da saúde. 4

Assiste-se a uma mudança sem precedentes no padrão de vida das sociedades humanas, nas últimas décadas. A mecanização, os avanços tecnológicos, a informatização e presença cada vez mais frequente dos mecanismos que poupam esforços físicos, como escada rolante, elevadores e controles remotos, conduzem à diminuição progressiva das atividades físicas no trabalho, em casa e no lazer. 12 Esses níveis reduzidos de atividade física podem potencializar alguns efeitos deletérios no processo de envelhecimento, como perda da força muscular. 6

A atividade física ou exercício físico constitui grande conquista da saúde pública por proporcionar muitos benefícios ao organismo; possui influência positiva sobre as variáveis fisiológicas, funcionais, psicológicas e sociais quando realizada regularmente. 17

A medida de atividade física em idosos é fundamental para que se construam intervenções para minimizar e controlar problemas relacionados à inatividade e ao declínio funcional. 18

O estado de Alagoas, situado na região Nordeste, apresenta um dos piores indicadores de saúde do País e alta desigualdade social. a Além disso, a população idosa possui pouca escolaridade e baixo nível socioeconômico. b Considerando a extensa dimensão territorial brasileira e as especificidades de cada região, existe carência de levantamentos na região Nordeste que identifiquem quais os aspectos (sociodemográficos e indicadores de saúde) que podem interferir na atividade física da população idosa.

O objetivo do presente estudo foi analisar o nível de atividade física dos idosos nos domínios transporte e lazer e os fatores associados em idosos.

MÉTODOS

Estudo transversal por inquérito populacional com amostra probabilística de indivíduos ≥ 60 anos residentes na zona urbana de Maceió, AL, em 2009. Dos 320 indivíduos elegíveis para o estudo, um foi considerado perda por erro de preenchimento do questionário, totalizando amostra de 319 indivíduos.

O município de Maceió, capital do estado, possuía população de 896.965 habitantes, em 2009, 60.908 com idade ≥ 60 anos. A cidade é composta de sete distritos sanitários, que reúnem 50 bairros e 875 setores censitários, dois destes setores censitários rurais. a

Para o cálculo do tamanho da amostra, foi considerado erro amostral de 6%, prevalência de inatividade física de 50,0% e nível de confiança de 95%. O tamanho da amostra foi de 266 indivíduos, acrescentando-se 20,0% para perdas e recusas; o mínimo necessário foi de 320 idosos.

Foi utilizado modelo de amostra autoponderada, realizada pelo método de conglomerados, seguindo os seguintes estágios:

1) Os sete distritos sanitários foram classificados em “melhor”, “intermediário” e “pior” nível socioeconômico, pois foi considerada a heterogeneidade da cidade em seus diferentes estratos socioeconômicos. Uma ordenação final foi obtida a partir do sorteio entre os distritos, pelo qual se identificou a ordem dos distritos para iniciar a pesquisa.

2) Cada bairro recebeu uma ordenação alfabética e um número para sorteio referente à quantidade de idosos de cada bairro. Bairros com maior representação de idosos tiveram maior chance de pertencer à amostra. Foram sorteados sete bairros (um por distrito).

3) Após identificação dos setores censitários residenciais (excluídos os dois comerciais), os setores de cada bairro foram sorteados proporcionalmente ao número de idosos de acordo com cada um deles, considerando o cálculo e tamanho da amostra de 0,5% mais 20,0% (para as perdas). A amostra foi calculada sobre a estimativa populacional do ano de 2009. a

4) Todos os quarteirões e suas respectivas faces (ruas, avenidas e vilas) foram numerados em cada setor. Iniciou-se o processo de seleção dos domicílios aleatoriamente seguindo o sentido horário. Depois de percorrido determinado número de domicílios (que era definido conforme o número total de domicílios do setor), realizavam-se sistematicamente as entrevistas dos idosos pela pesquisadora.

Caso não houvesse morador com 60 anos ou mais no domicílio, a entrevistadora deslocava-se ao próximo domicílio até a identificação de um idoso, reiniciando-se em seguida a busca sistemática. Se no domicílio visitado houvesse uma pessoa idosa, mas estivesse ausente no momento, nova visita seria agendada nesse domicílio, por até duas vezes, para então considerá-lo como perda. Diante da ocorrência de mais de um idoso residindo no domicílio, era realizado um sorteio aleatório, pois apenas um era entrevistado. Na eventualidade de o número de entrevistas previsto para o distrito não ser alcançado, passava-se ao próximo setor sorteado.

O questionário internacional de atividade físico (IPAQ) na sua versão longa, adaptado e validado para idosos no Brasil, 3 foi utilizado para a avaliação do nível de atividade física relacionada ao transporte e ao lazer (variável dependente).

Os níveis de atividade física foram analisados seguindo a recomendação de 150 minutos de atividade por semana; c o tempo da atividade física semanal foi obtido pela soma dos minutos despendidos em caminhada, além de outras atividades moderadas, e com atividades vigorosas multiplicando esses minutos por dois. 11 Os idosos foram classificados em dois níveis diferentes de atividade física, de acordo com o somatório em minutos (0 a 149: insuficientemente ativos; 150 ou mais: ativos). c

As variáveis independentes foram: a) dados socioeconômicos: renda per capita (razão entre o rendimento total e o número de moradores do domicílio); escolaridade (período de frequência à escola ou nível de aprendizado adquirido); b) dados demográficos: sexo, idade, situação conjugal, composição familiar; morbidades referidas e saúde percebida d (saúde e capacidade física hoje, comparada com a de cinco anos; saúde e capacidade física comparada à de outra pessoa da mesma idade; capacidade mental hoje, comparada com a de cinco anos; capacidade mental comparada à de outra pessoa da mesma idade).

Excel ® 2003 (ambiente Windows ® ) foi utilizado para a confecção do banco de dados. Os dados foram transferidos para o programa Statistics Package Social Science – SPSS ® versão 15.0, para análise dos dados.

A amostra era autoponderada; logo, as análises foram realizadas baseadas em modelos. As avaliações das razões de prevalências de idosos insuficientemente ativos nos domínios transporte e lazer foram realizadas por modelos lineares generalizados, usando-se a distribuição de Poisson com função de ligação logarítmica e variância robusta para aproximar a binomial. 2 Foi realizada análise bruta (em função de cada característica separadamente) em cada domínio. Realizaram-se análises de regressão múltipla da razão de prevalência pelos fatores investigados. Adotaram-se estratégia de seleção de variáveis do tipo backward e agrupamento de níveis de fatores mais próximos para modelagem, no caso de ocorrerem zeros (ou 100,0%) nos cruzamentos entre a variável explicativa e o desfecho.

Dois modelos finais foram avaliados para cada domínio. O primeiro, contendo variáveis explicativas sociodemográficas: gênero, faixa etária, interação entre gênero e faixa etária, escolaridade, renda, estado conjugal, composição familiar; o segundo: número de doenças e saúde percebida, mais as variáveis do primeiro modelo.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Processo n° 0479/09, 08/05/2009). Os participantes foram informados sobre os objetivos do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

RESULTADOS

A maioria da população estudada pertencia ao sexo feminino (69,6%), com média de idade de 69,2 anos (desvio padrão 7,1 anos), valor mínimo 60 anos e máximo de 90 anos ( Tabela 1 ).

Tabela 1 . Descrição da amostra (N = 319) segundo aspectos demográficos, socioeconômicos e atividade física por sexo dos idosos. Maceió, AL, 2009. 

Variável Sexo p
Masculino Feminino Total

n % n % N %
Total 97 30,4 222 69,5 319 100,0
Idade (anos) 0,3834
 60 ├ 70 54 55,7 125 56,3 179 56,1
 70 ├ 80 28 28,9 74 33,3 102 32,0
 80 ├ 90 15 15,5 23 10,4 38 11,9
Escolaridade (anos) 0,0239
 < 1 28 28,9 71 32,0 99 31,0
 1 a 3 56 57,7 92 41,4 148 46,4
 4 a 7 8 8,2 31 14,0 39 12,2
 8 ou mais 5 5,2 28 12,6 33 10,3
Composição familiar 0,2178
 Sozinho 6 6,2 24 10,8 30 9,4
 Acompanhado 91 93,8 198 89,2 289 90,6
Estado civil < 0,0001
 Solteiro 7 7,2 19 8,6 26 8,2
 Casado/União estável 73 75,3 73 32,9 146 45,8
 Divorciado/Separado 3 3,1 13 5,9 16 5,0
 Viúvo 14 14,4 117 52,7 131 41,1
Renda mensal per capita (salários mínimos) 0,0595
 < 1 27 27,8 78 35,1 105 32,9
 1 a 3 51 52,6 82 36,9 133 41,7
 3 a 4 5 5,2 11 5,0 16 5,0
 5 ou mais 14 14,4 51 23,0 65 20,4

Proporção maior de idosos possuía de um a três anos de estudo (46,4%) e com renda de um a três salários mínimos (41,7%) ( Tabela 1 ).

A prevalência dos insuficientemente ativos no domínio transporte foi de 87,5%, maior entre idosos com 70 anos ou mais (97,9%). A maioria possuía entre quatro anos ou mais de estudo (97,2%); entre indivíduos com maior renda per capita (cinco ou mais salários mínimos) foi de 96,9% ( Tabela 2 ).

Tabela 2 . Prevalências de idosos insuficientemente ativos no transporte, razões de prevalência brutas e respectivos intervalos de confiança de 95%. Maceió, AL, 2009. 

Variável N n % RP bruta IC95% χ2w p
Total 319 279 87,5
Gênero
 Masculino 97 84 86,6 1
 Feminino 222 195 87,8 1,01 0,92;1,11 0,09 0,7628
Idade (anos)
 60├ 70 179 142 79,3 1
 70├ 90s 140 137 97,9 1,23 1,14;1,33 27,33 < 0,0001
 70├ 80 102 99 97,1
 80├ 90 38 38 100,0
Escolaridade (anos) 17,04 0,0002
 < 1 99 83 83,8 1
 1 a 3 148 126 85,1 1,02 0,91;1,13 0,08 0,7837
 4 ou mais 72 70 97,2 1,16 1,05;1,28 9,36 0,0022
 4 a 7 39 39 100,0
 8 ou mais 33 31 93,9
Renda mensal per capita (salários mínimos) 14,67 0,0021
 < 1 105 87 82,9 1
 1├ 3 133 115 86,5 1,04 0,93;1,16 0,58 0,4473
 3├ 5 16 14 87,5 1,06 0,86;1,30 0,27 0,6015
 ≥ 5 65 63 96,9 1,17 1,06;1,29 10,00 0,0016
Estado civil 3,06 0,3818
 Solteiro 26 22 84,6 1,13 0,81;1,56 0,52 0,4696
 Casado/União estável 146 126 86,3 1,15 0,86;1,54 0,90 0,3431
 Divorciado/Separado 16 12 75,0 1
 Viúvo 131 119 90,8 1,21 0,91;1,62 1,70 0,1924
Composição familiar
 Sozinho 30 26 86,7 1
 Acompanhado 289 253 87,5 1,01 0,87;1,17 0,02 0,8932
Número de doenças 9,86 0,0072
 Nenhuma 12 10 83,3 1
 1 114 90 78,9 0,95 0,72;1,24 0,15 0,6949
 2 ou mais 193 179 92,7 1,11 0,86;1,44 0,67 0,4128
 2 162 148 91,4
 3 ou mais 31 31 100,0
Saúde física 6,18 0,0454
 Satisfeito 186 159 85,5 1
 Regular 82 77 93,9 1,10 1,01;1,19 5,17 0,0229
 Insatisfeito 51 43 84,3 0,99 0,86;1,13 0,04 0,8383
Saúde física comparada 14,52 0,0007
 Satisfeito 225 192 85,3 1
 Regular 65 63 96,9 1,14 1,06;1,22 12,95 0,0003
 Insatisfeito 29 24 82,8 0,97 0,81;1,15 0,12 0,7311
Saúde mental 6,04 0,0488
 Satisfeito 177 149 84,2 1
 Regular 103 93 90,3 1,07 0,98;1,17 2,33 0,1267
 Insatisfeito 39 37 94,9 1,13 1,02;1,24 5,84 0,0157
Saúde mental comparada 3,77 0,1515
 Satisfeito 207 176 85,0 1
 Regular 87 80 92,0 1,08 0,99;1,18 3,31 0,0690
 Insatisfeito 25 23 92,0 1,08 0,95;1,23 1,44 0,2307

A prevalência de idosos insuficientemente ativos no domínio lazer foi de 76,2%. Houve maior proporção entre as mulheres (80,6%) comparada aos homens (66,0%) no modelo bruto. A prevalência de atividade física insuficiente no lazer aumentou com a idade de 80 anos ou mais (92,1%). Maior prevalência de inatividade foi observada nos que recebiam menos de um salário mínimo (87,6%) e entre quatro a sete anos de estudo (82,1%).

As variáveis sociodemográficas idade, escolaridade e percepção da saúde relacionada à saúde física comparada com outra pessoa da mesma idade foram associadas à atividade física insuficiente no transporte nos dois modelos finais ajustados. Para os idosos com 70 anos ou mais a chance foi 1,22 vezes maior (RP = 1,22; IC95% 1,13;1,32) de serem insuficientemente ativos nesse domínio, no modelo final ajustado demográfico. Os idosos que possuíam maior escolaridade (quatro anos ou mais de estudo) apresentaram maior chance de serem insuficientemente ativos no transporte (1,13; RP = 1,13; IC95% 1,06;1,21; e 1,14; RP = 1,14; IC95% 1,07;1,22, respectivamente, nos modelos sociodemográficos/sociodemográficos e saúde percebida) ( Tabela 3 ).

Tabela 3 . Razões de prevalência de idosos insuficientemente ativos no transporte ajustadas por dois modelos e respectivos intervalos de confiança de 95%. Maceió, AL, 2009. 

Variável Modelo final 1 (demográfico) Modelo 2 (demográfico, saúde percebida)
RP ajustada IC95% χ2w p RP ajustada IC95% χ2w p
Idade (anos)
 60 ├ 70 1 1
 70 ├ 90 1,22 1,13;1,32 26,87 < 0,0001 1,22 1,13;1,31 26,40 < 0,0001
Escolaridade (anos)
 Analfabeto ou de 1 a 3 1 1
 4 ou mais 1,13 1,06;1,21 14,26 0,0002 1,14 1,07;1,22 15,52 0,0001
Saúde física comparada
 Satisfeito/Insatisfeito 1
 Regular 1,14 1,06;1,22 13,55 0,0002
% de referência 77,3 71,3;83,9 75,3 68,9; 82,2
Ajuste do modelo 5,11a 0,8838 13,81b 0,7947

A prevalência de idosos insuficientemente ativos foi de 76,2% no domínio lazer. Houve maior proporção entre mulheres (80,6%) comparada aos homens (66,0%) no modelo bruto. A prevalência de atividade física insuficiente no lazer aumentou com a idade de 80 anos ou mais (92,1%). Maior prevalência de inatividade foi observada nos que recebiam menos de um salário mínimo (87,6%) e de quatro a sete anos de estudo (82,1%).

A prevalência de inatividade física foi maior naqueles que possuíam três ou mais doenças (93,5%), porém não apresentou significância estatística.

Os que relataram estar insatisfeitos com a saúde física (90,2%) apresentaram maior prevalência de inatividade ( Tabela 4 ).

Tabela 4 . Prevalências de insuficientemente ativos no lazer entre idosos, razões de prevalência brutas e respectivos intervalos de confiança. Maceió, AL, 2009. 

Variável N n % RP bruta IC95% χ2w p
Total 319 243 76,2
 Masculino 97 64 66,0 1
 Feminino 222 179 80,6 1,22 1,04;1,43 6,29 0,0122
Idade (anos) 19,50 0,0001
 60├ 70 179 122 68,2 1
 70├ 80 102 86 84,3 1,24 1,09;1,41 10,21 0,0014
 80├ 90 38 35 92,1 1,35 1,18;1,55 18,64 < 0,0001
Escolaridade (anos) 7,73 0,0520
 Analfabeto 99 77 77,8 1,60 1,11;2,32 6,37 0,0116
 1 a 3 148 118 79,7 1,64 1,15;2,36 7,29 0,0069
 4 a 7 39 32 82,1 1,69 1,16;2,48 7,32 0,0068
 8 ou mais 33 16 48,5 1
Renda mensal per capita (salários mínimos) 21,69 0,0001
 < 1 105 92 87,6 1,84 1,41;2,39 20,31 < 0,0001
 1├ 3 133 109 82,0 1,72 1,32;2,24 15,82 0,0001
 3├ 5 16 11 68,8 1,44 0,95;2,19 2,95 0,0857
 ≥ 5 65 31 47,7 1
Estado civil 3,98 0,2633
 Solteiro 26 19 73,1 1,30 0,80;2,12 1,09 0,2963
 Casado/União estável 146 109 74,7 1,33 0,85;2,07 1,57 0,2097
 Divorciado/Separado 16 9 56,3 1
 Viúvo 131 106 80,9 1,44 0,93;2,23 2,62 0,1054
Composição familiar
 Sozinho 30 17 56,7 1
 Acompanhado 289 226 78,2 1,38 1,00;1,90 3,92 0,0477
Número de doenças 18,34 0,0004
 Nenhuma 12 9 75,0 1
 1 114 76 66,7 0,89 0,63;1,26 0,43 0,5113
 2 162 129 79,6 1,06 0,76;1,49 0,12 0,7266
 3 ou mais 31 29 93,5 1,25 0,89;1,25 1,63 0,2020
Saúde física 12,12 0,0023
 Satisfeito 186 138 74,2 1
 Regular 82 59 72,0 0,97 0,83;1,14 0,14 0,7061
 Insatisfeito 51 46 90,2 1,22 1,07;1,38 9,53 0,0020
Saúde física comparada 29,22 < 0,0001
 Satisfeito 225 163 72,4 1
 Regular 65 52 80,0 1,10 0,95;1,28 1,78 0,1824
 Insatisfeito 29 28 96,6 1,30 1,20;1,48 28,24 < 0,0001
Saúde mental 5,32 0,0698
 Satisfeito 177 135 76,3 1
 Regular 103 74 71,8 0,94 0,81;1,09 0,64 0,4228
 Insatisfeito 39 34 87,2 1,14 0,99;1,32 3,23 0,0722
Saúde mental comparada 3,79 0,1503
 Satisfeito 207 156 75,4 1
 Regular 87 65 74,7 0,99 0,86;1,15 0,01 0,9068
 Insatisfeito 25 22 88,0 1,17 0,99;1,38 3,42 0,0645

Foram encontradas diferenças quanto ao sexo, faixa etária, renda, saúde física comparada e saúde mental percebida nos dois modelos finais ajustados. O perfil de inatividade em função da idade foi diferente entre os sexos. As mulheres de 60 a 79 anos apresentaram maior chance de 1,37 (RP = 1,37; IC95% 1,16; 1,63) de serem inativas do que os homens no modelo final demográfico, mas não apresentaram diferença estatística entre homens e mulheres na faixa etária mais avançada, com 80 a 90 anos (p = 0,51). Idosos com cinco ou menos salários mínimos possuíam maior chance de serem insuficientemente ativos no lazer (RP = 1,94; IC95% 1,52;2,48 e RP = 1,94; IC95% 1,53;2,48, nos respectivos modelos).

Idosos que avaliaram a saúde física comparada e a saúde mental como insatisfeitos (RP = 1,19; IC95% 1,07;1,32 e (RP = 1,15; IC95% 1,00;1,32, respectivamente) apresentaram associação de inatividade física no lazer, comparados aos que se consideravam satisfeitos ou regulares ( Tabela 5 ).

Tabela 5 . Razões de prevalência de idosos insuficientemente ativos no lazer ajustadas por dois modelos e respectivos intervalos de confiança de 95%. Maceió, AL, 2009. 

Variável Modelo final 1 (demográfico) Modelo 2 (demográfico, saúde percebida)
RP ajustada IC95% χ2w p RP ajustada IC95% χ2w p
Sexo na faixa etária 60├ 70 anos
 Masculino 1 1
 Feminino 1,37 1,16;1,63 13,03 0,0003 1,37 1,15;1,62 13,17 0,0003
Sexo na faixa etária 70├ 80 anos
 Masculino 1 1
 Feminino 1,37 1,16;1,63 13,03 0,0003 1,37 1,15;1,62 13,17 0,0003
Sexo na faixa etária 80├ 90 anos
 Masculino 1 1
 Feminino 0,94 0,78;1,14 0,42 0,5158 0,94 0,77;1,15 0,33 0,5671
Idade no gênero masculino (anos)
 60├ 70 1 1
 70├ 80 1,33 1,18;1,49 23,13 < 0,0001 1,33 1,18;1,49 23,50 < 0,0001
v80├ 90 1,91 1,52;2,41 30,35 < 0,0001 1,93 1,53;2,43 30,45 < 0,0001
Idade no gênero feminino (anos)
 60├ 70 1 1
 70├ 80 1,33 1,18;1,49 23,13 < 0,0001 1,33 1,18;1,49 23,50 < 0,0001
 80├ 90 1,31 1,13;1,51 13,54 0,0002 1,33 1,14;1,55 13,48 0,0002
Renda mensal per capita (salários mínimos)
 ≥ 5 1 1
 < 5 1,94 1,52;2,48 28,45 < 0,0001 1,94 1,53;2,48 28,96 < 0,0001
Saúde física comparada
 Satisfeito/Regular 1
 Insatisfeito 1,19 1,07;1,32 10,75 0,0010
Saúde mental
 Satisfeito/Regular 1
 Insatisfeito 1,15 1,00;1,32 4,23 0,0397
% de referência 30,0 22,3;40,3 28,9 21,5;38,9
Ajuste do modelo 8,87a 0,5448 18,98b 0,4578

A caminhada foi a mais relatada na amostra geral quanto à prática habitual da atividade física no lazer.

DISCUSSÃO

Houve grande prevalência de inatividade física nos domínios de atividade física no transporte e no lazer da população idosa. Os domínios transporte e lazer foram avaliados separadamente, pois em se tratando da população estudada, faz-se necessário considerar as suas especificidades (parte dessa população é portadora de doenças crônicas degenerativas e encontra-se aposentada). Além disso, esses domínios são relevantes na categorização da atividade física em nível populacional. 8

A proporção de idosos insuficientemente ativos no transporte foi elevada (87,5%). Resultado semelhante foi encontrado em inquérito internacional, que apontou proporção de 80,0% de idosos inativos no transporte nos EUA. 11 Essa elevada prevalência no presente estudo seria resultado dos possíveis fatores biológicos, somados a fatores ambientais, como a grande proteção por parte dos familiares, característica da região Nordeste, dado que a maioria dos idosos encontra-se aposentada e não necessita realizar deslocamento para o trabalho.

Estudos nacionais mostram resultados distintos. Pesquisa descrita por Florindo et al 6 (2009) apresentou prevalência maior de idosos inativos no transporte (93,7%) na cidade de São Paulo, SP, provável explicação à disponibilidade do transporte coletivo gratuito, como ônibus e metrô. Recente estudo de base populacional, com amostra de 6.624 idosos de 100 municípios de 23 estados brasileiros, apresentou prevalência inferior nos idosos de atividade física insuficiente no deslocamento (73,9%). 13

Menor renda per capita associou-se à menor prevalência de idosos insuficientemente ativos no transporte (82,9%). Resultado similar foi encontrado no estudo realizado por Salvador et al 20 (2009) com 385 idosos no município de Ermelino Matarazzo, SP. Essa região possui como característica ser de médio e baixo nível socioeconômico e apresentou prevalência de 65,2% de idosos que não atingiam mais de 150 min/semanas de caminhada como deslocamento. Os idosos com piores condições socioeconômicas possivelmente não usam meio de transporte individual (carro) como meio de locomoção. 20

A idade esteve associada positivamente à inatividade no transporte. Resultado semelhante foi encontrado por Madeira et al 13 (2013) em população de idosos, entre os quais se observou tendência de crescimento nos níveis de deslocamento insuficiente conforme o aumento da idade. A presença de morbidades limita o deslocamento nessa faixa etária.

Os modelos ajustados mostraram associação positiva entre ser insuficientemente ativo no transporte e a maior escolaridade. De modo oposto, estudo realizado entre idosos, em nível nacional, 13 apontou que, quanto maior a escolaridade, maior o deslocamento ativo. Uma explicação seria o fato de que a amostra analisou diferentes populações em várias cidades (n = 100), de diversos portes.

Os idosos apresentaram diminuição no deslocamento, que pode estar associada a fatores como condições de saúde e social, uma vez que no município de Maceió esses indicadores são precários.

Os idosos apresentaram elevada prevalência de 76,2% de serem insuficientemente ativos no lazer, consonante com estudos brasileiros. 6 , 7 , 25 Inquérito populacional realizado nos Estados Unidos com idosos (n = 5.589) apresentou proporção de 73,1% inativos. 10 Esse domínio recebe maior atenção dos pesquisadores por se tratar de atividades realizadas no tempo livre, que podem ser modificadas por campanhas de promoção de saúde e políticas públicas.

Existe interesse crescente em avaliar o nível de atividade física da população brasileira. O estudo “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico”, Brasil, 2012 (Vigitel), 15 aplicado nas capitais brasileiras e Distrito Federal, apontou 70,8% de inativos de 18 anos ou mais em Maceió, que não realizavam a atividade física conforme recomendação mínima de 150 minutos semanais.

Pesquisa envolvendo as áreas de abrangência de unidades básicas de saúde em municípios das regiões Sul e Nordeste, incluindo dois municípios de Alagoas, observou prevalência da inatividade física da população menor que no presente estudo. Os autores dessa pesquisa 24 investigaram idosos (n = 4.003) em 41 municípios e apresentaram dados diferentes por região, com prevalência de inatividade de 47,3% e 67,5%, respectivamente, no Sul e Nordeste. A região Sul, por apresentar os melhores indicadores socioeconômicos do País, pode justificar esses resultados. A prevalência na região Nordeste foi menor do que a do presente estudo, possivelmente porque esses idosos 24 tiveram algum tipo de acesso à promoção da saúde nas Unidades Básicas.

A caminhada foi a atividade de lazer preferida. Outros autores identificaram a mesma tendência. 10 , 21 , 25 Essa atividade física adapta-se melhor aos idosos, além de representar uma atividade natural, de baixo impacto e sem custo. 21

As idosas foram mais insuficientemente ativas no lazer comparadas aos idosos, como em outros achados. 6 , 19 , 22 Mulheres possuem reduzido tempo livre, preenchido com atividades domésticas, cuidados com familiares, além de questões culturais, que restringem sua participação em atividades de lazer desde a fase adulta, e pode se estender até a idade avançada. 4 , 22 Os homens se aposentam ou tornam-se pensionistas, aumentando o seu tempo livre, o que favorece sua participação nas atividades de lazer. 4

Estudos transversais e longitudinais indicam declínio da atividade física de 1,0% a 20,0% ao ano, com tendência para o aumento da proporção de indivíduos inativos com o aumento da idade. 1 Isso acontece, principalmente, em decorrência da perda progressiva das aptidões funcionais do organismo e da diminuição da capacidade física do idoso. 9 Segundo dados do Vigitel, há redução dos níveis da atividade física com o aumento da idade, chegando a 77,8% de inatividade nas pessoas com 65 anos e mais. 15

Idosos entre as faixas etárias mais avançadas apresentaram prevalência maior de insuficientemente ativos. As mulheres, apesar de serem mais insuficientemente ativas de 60 a 79 anos em relação aos homens, estes, a partir dos 80 anos ou mais, apresentam resultado semelhante ao das mulheres. Dado semelhante foi verificado por Zaitune et al 25 (2007) com idosos em Campinas, SP, com prevalência de inatividade no lazer de 83,8% nos idosos com 80 anos ou mais

Houve grande prevalência de idoso com baixo poder econômico e houve associação entre possuir menor renda e ser insuficientemente ativo no lazer, resultado semelhante a outros estudos. 9 , 14 , 24 O nível socioeconômico influencia na prática de atividades físicas regulares: pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais ativas fisicamente se comparadas às de menor poder aquisitivo. 9 Essa ocorrência, no Brasil, pode ser atribuída a questões culturais em relação à atividade física ou à falta de políticas de promoção de saúde e acesso. Indivíduos com melhor renda possuem facilidades e oportunidade de praticar atividade física, além de conviverem em meio social em que a prática é reconhecida por seus pares. 16

A autopercepção de saúde reflete-se no nível de atividade física. Ao relatar sua saúde como boa, o idoso pratica mais atividades físicas, se comparado ao idoso que considera sua saúde ruim ou regular. 9 Houve associação entre ser insuficientemente ativo no domínio transporte e autoavaliar a saúde física como regular. Idosos insuficientemente ativos no domínio lazer ou insatisfeitos com a saúde física também estiveram associados à insatisfação com a saúde mental. Essa tendência foi condizente com os resultados de outros estudos. 5 , 25

Idosos com menor escolaridade, representados por grande proporção da amostra estudada, apresentaram maior prevalência de serem insuficientemente ativos no lazer, embora sem significância estatística na análise bruta. Resultado semelhante foi observado com idosos em Campinas. 25 Indivíduos com nível educacional mais elevado tendem a apresentar melhores condições de saúde e suporte social, e assimilam melhor os benefícios da prática regular da atividade física. 16 As RP não apresentaram associação à inatividade no lazer nos modelos ajustados.

Políticas públicas visando à promoção de qualidade de vida devem promover os segmentos socialmente desfavorecidos. Isso pode evitar o crescimento das desigualdades sociais na morbimortalidade e garantir maior equidade na adoção de comportamentos favoráveis à saúde. 25

Ações norteadoras das políticas públicas de saúde devem ser estabelecidas para promover e manter o envelhecimento ativo e saudável. Recife, PE, destaca-se com o Programa Academia da Cidade, que permitiu observar maior adesão ao exercício em locais públicos com equipamentos para realização da prática da atividade física. O citado programa quebra paradigmas ao favorecer a possibilidade de mulheres terem acesso à prática de atividades físicas onde os polos foram instalados, incluindo idosas de menor poder aquisitivo. 23

O Ministério da Saúde lançou o Plano de Ações Estratégicas para enfrentamento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil, que atingem as camadas pobres e grupos vulneráveis. Diante dessa realidade, o Ministério da Saúde implantou políticas públicas de promoção à saúde que priorizam várias ações, entre elas a atividade física. Assim, foi criado o Programa Academia da Saúde em abril de 2011. Esse Programa visou à promoção de atividade física por meio da construção de espaços saudáveis, favorecendo ações voltadas ao envelhecimento ativo pela implantação da atenção integral e incentivo aos idosos para essa prática. 15

Existem poucos trabalhos na literatura acerca da atividade física, especificamente na população idosa, sobretudo em uma capital da região Nordeste.

Este estudo apresentou limitações. Por se tratar de estudo transversal, não permite avaliar a relação de causa e efeito. Foram apresentadas informações sobre os fatores associados à inatividade física nos domínios transporte e lazer, subsídios para que estudos futuros possam avaliar a acessibilidade e barreiras existentes na locomoção dos idosos como meio de transporte e lazer em Maceió.

Os resultados mostraram elevada prevalência de inatividade física no transporte e lazer de idosos. Devem-se elaborar políticas públicas de promoção e o desenvolvimento de programas no campo da atividade física voltadas principalmente para idosos com idade mais avançada, do sexo feminino, que possuem menor renda e que relatam insatisfação com a saúde percebida.

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aInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa nacional por amostra de domicílio: indicadores sociodemográficos e de saúde no Brasil. Rio de Janeiro; 2009.

bInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Rio de Janeiro; 2010 [citado 2010 dez 20]. Disponível em: http://www.ibge.com.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/default.shtm .

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dDe Vitta A. Bem-estar físico e saúde percebida: um estudo comparativo entre homens e mulheres adultos, sedentários e ativos [tese de doutorado]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2001.

Artigo baseado na dissertação de mestrado de Mourão A.R.C., intitulada: “Nível de atividade física no transporte e lazer e fatores associados em idosos residentes na cidade de Maceió”, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo, em 2011.

Recebido: 20 de Abril de 2013; Aceito: 23 de Agosto de 2013

Correspondência | Correspondence : Ana Raquel de Carvalho Mourão. R. Jorge de Lima, 113 3° andar Trapiche da Barra. 57010-300 Maceió, AL, Brasil. E-mail: raquelcmourao@uol.com.br

Os autores declaram não haver conflito de interesses.

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