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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782XOn-line version ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. vol.92 no.4 São Paulo Apr. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2009000400012 

ARTIGO ORIGINAL
VALVOPATIAS

 

Validação de um novo escore de risco cirúrgico para cirurgia valvar: VMCP

 

 

Max Grinberg, Vívian Masutti Jonke, Roney Orismar Sampaio, Guilherme Sobreira Spina, Flavio Tarasoutchi

Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCorFMUSP), São Paulo, SP - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: Alguns estudos desenvolveram escores para avaliar o risco cirúrgico, particularmente o EuroSCORE que, entretanto, é complexo e trabalhoso. Sugerimos um escore novo e simples, mais adequado para a prática clínica e para a avaliação de risco cirúrgico em pacientes valvopatas.
OBJETIVO: Este estudo foi realizado para criar e validar um escore simples e prático para predizer mortalidade e morbidade em cirurgia valvar.
MÉTODOS: Coletamos dados hospitalares de 764 pacientes e realizamos a validação do escore, utilizando dois modelos estatísticos: óbito (= mortalidade) e tempo de internação hospitalar (TIH) > 10 dias (= morbidade). O escore foi composto de quatro índices (V [lesão valvar], M [função miocárdica], C [doença arterial coronariana] e P [pressão da artéria pulmonar]). Estabelecemos um valor de corte para o escore, e foram utilizadas análises uni e multivariada para confirmar se o escore seria capaz de predizer mortalidade e morbidade. Também estudamos se havia associação com outros fatores de risco.
RESULTADOS: O escore foi validado, com boa consistência interna (0,65), e o melhor valor de corte para mortalidade e morbidade foi 8. O escore com valor > 8 pode predizer TIH > 10 dias (odds ratio (OR) = 1,7 p=0,006), e um maior risco de óbito ao menos na análise univariada (p=0,049). Entretanto, o risco de óbito não foi previsível na análise multivariada (p=0,258).
CONCLUSÃO: O escore VMCP > 8 pode predizer TIH > 10 dias e pode ser usado como uma nova ferramenta para o seguimento de pacientes portadores de valvopatia submetidos a cirurgia.

Palavras-chave: Avaliação de risco, procedimentos cirúrgicos cardíacos, valvas cardíacas/cirurgia.


 

 

Introdução

Recentemente, alguns estudos vêm mostrado mudanças no manejo de portadores de valvopatia. Um deles mostrou uma associação entre esclerose da valva aórtica e mortalidade e morbidade cardiovascular, mesmo quando assintomática1. Na regurgitação mitral assintomática2, um orifício efetivo de regurgitação de pelo menos 40 mm2 é um bom preditor do resultado clínico no seguimento médico. Porém, há dificuldades na definição do melhor momento para indicar cirurgia em pacientes portadores de valvopatia e para predizer mortalidade e morbidade cirúrgicas.

As valvopatias de etiologia reumática permanecem prevalentes nos países em desenvolvimento3. Em razão dessa peculiaridade, muitos pacientes são submetidos a cirurgia muito jovens4 e freqüentemente necessitam de reoperações durante a história natural da doença.

Reconhecemos três fases na história natural dos portadores de valvopatia: assintomático, sintomático e uma "fase de transição", que geralmente é difícil de ser identificada. Várias modificações adaptativas ocorrem, como hipertrofia e dilatação das câmaras cardíacas, e surgem marcadores de doença avançada, como hipertensão pulmonar e fibrilação atrial.

O surgimento de sintomas é uma evidência de indicação para cirurgia4, mas permanece controverso o quanto os sintomas pré-operatórios têm influência negativa na sobrevida pós-operatória5,6. Alguns estudos6,7, porém, têm mostrado que indicar cirurgia em pacientes selecionados com sintomas mínimos pode ser benéfico. Nesse grupo, ressaltamos a importância da cirurgia para portadores de valvopatia com disfunção ventricular esquerda7,8.

Outros estudos9-11 usaram alguns parâmetros para avaliar risco cirúrgico em populações de cardiopatas. O EuroSCORE12,13 é um instrumento excelente para avaliação de risco em cirurgias cardíacas. Entretanto, esse escore foi validado em uma população mais velha e com incidência muito baixa de doença reumática, além de não ser específico para cirurgia valvar.

Baseado nisso, idealizamos um escore simplificado baseado em quatro situações críticas do valvopata, denominado VMCP. Assim, o escore VMCP (V [lesão valvar], M [função miocárdica], C [doença arterial coronariana] e P [pressão da artéria pulmonar]) foi utilizado para identificar pacientes com doença pré-operatória de maior gravidade e para correlacionar com mortalidade e morbidade pós-operatórias em cirurgia valvar.

 

Métodos

Analisamos 927 prontuários médicos de pacientes consecutivos que foram submetidos a cirurgia valvar no nosso Serviço. Foram excluídos 159 pacientes por terem dados incompletos, resultando em uma amostra final de 768 pacientes. A coleta de dados de prontuários médicos foi realizada retrospectivamente, e o comitê de pesquisa humana de nossa instituição aprovou o protocolo do estudo.

A média de idade dessa coorte foi de 50±17 anos, 55% eram do sexo feminino, 60% tinham etiologia reumática e 38% das cirurgias foram reoperações. A tabela 1 resume todos os dados clínicos e demográficos dos pacientes.

 

 

Avaliamos mortalidade e morbidade cirúrgicas, além da presença de co-morbidades e parâmetros intra-hospitalares. Os parâmetros estudados incluíram tempo de internação hospitalar (TIH), tempo de permanência em UTI, tempo de circulação extracorpórea, relato do procedimento cirúrgico, cirurgia de emergência, reoperação e complicações pré e pós-operatórias.

Mortalidade foi definida como óbito intra-operatório ou óbito durante o tempo de internação hospitalar do paciente. Morbidade foi definida baseada no tempo médio de internação hospitalar de nossa instituição (10 dias) e foi considerada como tempo de internação hospitalar maior do que 10 dias.

Em relação às co-morbidades pré-operatórias estudadas foram consideradas: hipertensão (definida como pressão arterial > 140/90 mmHg), diabetes (glicemia de jejum > 126 mg/dl), febre reumática, tabagismo (se fumava ou não, e a quantidade de cigarros por dia), dislipidemia (colesterol total > 240 mg/dl e LDL > 160 mg/dl), insuficiência renal (creatinina > 2 mg/dl), insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e fibrilação atrial.

Como objetivo de criar um índice simples e prático, o índice e escore VMCP, utilizamos quatro parâmetros considerados fundamentais para caracterizar a doença valvar (tab.2): V (lesão valvar), M (função miocárdica), C (doença arterial coronariana) e P (pressão da artéria pulmonar). Cada um desses parâmetros foi classificado em quatro categorias, e a soma da pontuação dos quatro parâmetros do índice, por exemplo, V3M2C2P2, compõe o escore 9 (3+2+2+2).

Os critérios utilizados para a classificação de cada variável incluíram parâmetros clínicos e laboratoriais usados na avaliação de rotina de pacientes portadores de valvopatia. A variável V foi baseada em história, exame clínico (presença de sintomas e ausculta cardíaca) e diagnóstico ecocardiográfico (lesão valvar única ou múltipla). Para a definição de lesão valvar discreta, moderada e grave, foram utilizados os critérios descritos nas diretrizes de doença valvar da American Heart Association/American College of Cardiology14. Assim, por exemplo, a estenose mitral discreta foi considerada caso a área valvar estivesse além de 1,5 cm2. Em V4, foram consideradas, também, lesões de grau discreto, desde que o acometimento fosse multivalvar e o paciente fosse sintomático. Quanto à presença de sintomas, foram considerados desde dispnéia (classe funcional I a IV) até angina e sinais de baixo débito, como síncope. A variável M usou a função miocárdica, avaliada por meio da fração de ejeção do ventrículo esquerdo, quantificada no ecocardiograma pelo método de Teichholz. A variável C analisou a circulação coronariana baseada na angiografia coronariana. Por fim, a variável P usou a pressão da artéria pulmonar para avaliar a presença e o grau de hipertensão pulmonar, avaliado indiretamente pela pressão sistólica do ventrículo direito, quantificada por meio do ecocardiograma pela regurgitação tricúspide.

 

Análise estatística

A análise estatística foi realizada usando o software SPSS para Windows (versão 13.0). Dados de variáveis contínuas foram analisados com teste t e dados de variáveis categóricas foram analisados com teste qui-quadrado. Variáveis contínuas foram expressas por média ± desvio padrão (dp) e as variáveis categóricas por número (porcentagem, %). Um valor de p<0,05 foi considerado como estatisticamente significante.

A consistência interna do escore foi avaliada com o alfa (Cronbach) e foi estimada a área sob a curva. Para definir o ponto de corte do escore, foi utilizado o tempo de internação médio de nossa instituição (10 dias).

Foram utilizadas curvas ROC para definir o valor de corte mais adequado para o escore para predizer tempo de internação maior do que 10 dias e óbito. A comparação das diferenças de médias do escore para as variáveis clínicas e demográficas foi realizada usando teste de Mann-Whitney.

Para analisar os fatores de risco para óbito e tempo de internação > 10 dias, usamos teste qui-quadrado e modelos de regressão logística múltipla. As variáveis dependentes da análise foram óbito e tempo de internação > 10 dias, e as variáveis independentes foram as variáveis clínicas e demográficas analisadas. O ponto de corte usado para o escore foi 8. Ainda, foi usado o teste de Hosmer Lemeshow para um melhor desempenho do modelo.

 

Resultados

A maioria dos pacientes era do sexo feminino (55%), 60% apresentavam valvopatia de etiologia reumática e 38% das cirurgias foram reoperações (tab.1).

Validação do escore

A consistência interna foi boa (Alfa Cronbach) (= 0,65) para o escore, mostrando que os parâmetros usados para constituir o escore se correlacionaram.

Usamos curvas ROC para definir o melhor valor de corte para o escore. Em relação à curva ROC, a área sob a curva foi de 0,64 para óbito (fig.1) e 0,61 para tempo de internação maior do que 10 dias (fig.2) e, para ambos, o melhor ponto de corte foi 8. Então, o escore foi dividido em VMCP< 8 e VMCP > 8.

 

 

 

 

Considerando o escore como uma variável quantitativa, foi encontrada diferença significativa para as médias do escore para: febre reumática (7,5 x 7,8; p< 0,001), insuficiência renal (7,6 x 8,5; p<0,001), fibrilação atrial (7,5 x 8,1; p<0,001), reoperação (7,5 x 8,0; p<0,001) e óbito (7,6 x 8,4; p=0.002).

Morbidade

Na análise univariada foi possível notar uma associação significativa entre tempo de internação > 10 dias e algumas variáveis (tab.3), especialmente com o escore VMCP > 8. Essa associação manteve-se na análise multivariada, mostrando que o escore VMCP > 8 é capaz de predizer tempo de internação > 10 dias, ou seja, maior morbidade. As outras variáveis: fibrilação atrial (Odds Ratio (OR) =2,2; p=0,001), febre reumática (OR=1,7; p=0,005), dislipidemia (OR=1,9; p=0,039), tabagismo (OR=1,8; p=0,020), e endocardite prévia (OR=2.8; p=0.024) também persistiram como fatores de risco para morbidade na análise multivariada (tab.4).

 

 

 

 

Mortalidade

Para mortalidade, na análise univariada houve associação estatisticamente significativa entre algumas variáveis e óbito (tab.5), incluindo o escore VMCP > 8. Na análise multivariada notamos um número maior de óbitos relacionados à insuficiência renal (OR=5,6; p<0,001), reoperação (OR=2,6; p=0,004), e diabetes (OR=3,0; p=0,014) (tab.6). Entretanto, na análise multivariada, o escore VMCP não foi significativo estatisticamente (p=0,258), mostrando apenas um pequeno aumento no Odds Ratio (1,46) e o intervalo de confiança 95% para esse passou pelo valor 1,0. Logo, o escore VMCP > 8 não pode ser considerado como um preditor de óbito, e sim apenas um fator de risco para maior mortalidade.

 

 

 

 

Discussão

As modificações adaptativas resultam freqüentemente em uma longa história natural na maioria dos portadores de doença valvar4,5. No decorrer dessa história podem receber indicação cirúrgica, muitas vezes fundamental para a melhoria dos sintomas4. Além disso, a normalidade da função do ventrículo esquerdo é essencial para uma melhor evolução desses pacientes6,7.

Em países onde a etiologia reumática3 das valvopatias permanece como um sério problema de saúde têm sido observadas algumas peculiaridades em comparação com pacientes com doença valvar degenerativa. Esses pacientes apresentam média de idade menor (50±17 anos)4, menor número de cirurgias valvares conservadoras e, portanto, um número maior de pacientes é submetido à reoperação (na nossa avaliação, aproximadamente 38%).

O seguimento de rotina desses pacientes é uma boa prática clinica para determinar quando é o melhor momento para a cirurgia15,16. Aguardar os sintomas4,16, evitar diminuição irreversível da função do ventrículo esquerdo15, associada a outros critérios conhecidos, definidos nos consensos de doença valvar14, ajuda a determinar o momento mais adequado para indicação cirúrgica. O melhor momento é o momento em que o paciente terá o melhor prognóstico precoce e tardio.

Selecionamos quatro variáveis clínicas e laboratoriais para caracterizar um momento específico da história natural de um grupo de pacientes com doença valvar, criando o índice e escore VMCP.

Esse escore mostrou ser uma importante ferramenta para predizer morbidade cirúrgica em cirurgia valvar. Entre as vantagens do escore VMCP, estão sua simplicidade e fácil aplicabilidade. Entretanto, esse escore não foi capaz de predizer mortalidade na análise multivariada, talvez pelo pequeno tamanho da amostra. Esse fato, contudo, não diminui seu valor como um interessante novo marcador de gravidade. Associado a outros parâmetros, foi possível observar que o escore VMCP > 8 significa pacientes mais doentes e com provável pior prognóstico. Esses pacientes precisam de cuidados médicos mais intensivos, tanto durante sua internação quanto após sua alta hospitalar. Logo, o escore VMCP > 8 significa, ainda, história natural mais avançada.

Esse estudo confirmou que a presença de co-morbidades correspondeu a maior tempo de internação e maior risco de óbito. Além disso, a presença de diabetes, insuficiência renal e reoperação aumenta o risco de óbito, mas não o tempo de internação hospitalar.

Encontramos fibrilação atrial, etiologia reumática, dislipidemia, tabagismo e endocardite prévia como fatores de risco para tempo de internação prolongado. Ao mesmo tempo, essas co-morbidades não foram fatores de risco para óbito.

Os estudos sobre o EuroSCORE12,13 são muito elegantes na análise dos possíveis fatores de risco para maior morbidade e mortalidade cirúrgicas. Esse escore usa alguns parâmetros clínicos e laboratoriais, estimando a taxa de mortalidade pelo escore final. Como foi observado nesse estudo, perda da função renal, endocardite prévia, disfunção miocárdica, hipertensão pulmonar e cirurgia cardíaca prévia são também parâmetros de pior prognóstico no EuroSCORE.

Alguns parâmetros como idade, hiperglicemia e nível sérico de creatinina podem aumentar o grau de predição do escore VMCP, mas a ausência deles não invalida o método e podem ser aplicados em estudos futuros.

O índice e o escore VMCP são, portanto, um instrumento clínico simples e útil, podendo ser usado no dia-a-dia da prática clínica. Eles podem identificar um grupo com maior risco cirúrgico para cirurgia valvar, além de ajudar a definir o melhor momento para a indicação cirúrgica durante o seguimento clínico de um paciente portador de valvopatia.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo foi financiado por FAPESP.

Vinculação Acadêmica

Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.

 

Referências

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Correspondência:
Roney Orismar Sampaio
Rua Enéas de Carvalho Aguiar, 44
Unidade Clínica de Valvopatias andar AB (Divisão de Clínica)
Cerqueira Cesar - 05403-000, São Paulo, SP - Brasil
E-mail: orismar@cardiol.br, sampaioroney@yahoo.com.br

Artigo recebido em 19/06/08; revisado recebido em 14/08/08; aceito em 19/08/08.

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