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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721On-line version ISSN 1678-4766

Iheringia, Sér. Zool. vol.107  supl.0 Porto Alegre  2017  Epub May 02, 2017

http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2017104 

Articles

Checklist de Gastrotricha do Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil

Checklist of Gastrotricha from Mato Grosso do Sul state, Brazil

André Rinaldo Senna Garraffoni1 

1Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia, Departamento de Biologia Animal, Caixa Postal 6109, 13083-970, Campinas, SP, Brasil. (arsg@unicamp.br)

RESUMO

Neste estudo é apresentada uma lista atualizada das espécies de Gastrotricha que ocorrem nos corpos de água do estado de Mato Grosso do Sul. A grande maioria das espécies de Gastrotricha pertence a Chaetonotidae (quatro gêneros, nove espécies), seguida por Dasydytidae (três gêneros, três espécies) e Neogosseidae (um gênero, uma espécie). Como apenas um estudo foi realizado até hoje no estado do Mato Grosso do Sul, é mais do que evidente que o conhecimento da biodiversidade dos Gastrotricha está totalmente subestimado neste estado.

PALAVRAS-CHAVE Meiofauna; Chaetonotidae; Dasydytidae; Neogosseidae; Programa Biota-MS

ABSTRACT

In the present study an update checklist of the Gastrotricha species previously recorded in the water bodies of Mato Grosso do Sul state is presented. The majority of the Gastrotricha species belong to Chaetonotidae (four genera, nine species), followed by Dasydytidae (three genera, three species) and Neogosseidae (one genus, one species). As in the state only one study was done until now, it is clear that knowledge of the Gastrotricha biodiversity is totally underestimated and poor known in the state.

KEYWORDS Meiofauna; Chaetonotidae; Dasydytidae; Neogosseidae; Biota-MS Program

Os Gastrotricha são microinvertebrados comumente encontrados na meiofauna de ambientes marinhos e de água doce, que apresentam no máximo três milímetros de comprimento (a maioria tem menos de 0,5 milímetros), quando adultos, e movem-se predominantemente pela ação de cílios presentes nas superfícies ventral, lateral e ventro-lateral ( Hochberg & Litvaitis, 2000; Balsamo & Todaro, 2002; Balsamo et al., 2005). Apesar do grande número de populações em distintos ambientes, este táxon não é muito estudado, possivelmente por características que torna seu estudo difícil como seu diminuto tamanho e fragilidade de seus corpos.

O táxon, com distribuição cosmopolita, é composto por mais de 760 espécies tradicionalmente dividido em duas grandes ordens: Chaetonotida e Macrodasyida ( Hochberg & Litvaitis, 2000; Balsamo, et al., 2008; 2009; Todaro & Hummon, 2008; Hummon & Todaro 2010; mas veja Kieneke et al., 2008). O grupo Chaetonotida apresenta mais de 450 espécies, ou seja, compreende a maioria dos Gastrotricha, e possui representantes com uma morfologia externa que lembra o formato de um “pino de boliche”. Este grupo apresenta 2/3 dos seus representantes habitando águas continentais. Por outro lado, os Macrodasyida, grupo que apresenta grande variabilidade morfológica, são compostos por cerca de 250 espécies com formato vermiforme, que habitam majoritariamente o ambiente marinho, com exceção de apenas duas espécies, Marinellina flagellata (descrita para os Alpes Suíços) e Redudasys fornerise (registrada na Represa do Lobo, São Paulo, Brasil). A falta de dados sobre essas duas espécies levou os estudiosos a situarem estas espécies como insertae sedis dentro da ordem Macrodasyida. Entretanto, Todaro et al. (2012) à luz de novas informações sobre Redudasys fornerise, com uma análise molecular de vários táxons de Macrodasyida, estabeleceram uma nova família, chamada de Redudasyidae. Esta família compreende além do gênero Redudasys o novo gênero descrito por Todaro et al. (2012) chamado de Anandrodasys. Vale ressaltar que Garraffoni et al. (2010) e Araújo et al. (2013), em amostras qualitativas no estado de Minas Gerais, respectivamente, observaram inúmeros espécimes dos gêneros Redudasys e Marinellina.

No Brasil, por muito tempo, somente dois grandes levantamentos de Gastrotricha foram realizados em águas continentais ( Kisielewski, 1987; 1991) e no ambiente marinho ( Todaro & Rocha, 2004; 2005). Apesar deste baixo número de estudos, existe uma expressiva quantidade de espécies descritas e identificadas, 74 (59 de água doce e 15 marinhas), e que estão por serem descritas, 46 (10 de água doce e 36 marinhas). Recentemente, foram observadas várias espécies desse táxon no interior do estado de Minas Gerais com a ampliação da distribuição de cinco espécies e pelo menos 12 possíveis novas espécies ( Garraffoni et al., 2010; Araújo et al., 2013) além da publicação de quatro descrições de novos táxons marinhos para o estado de São Paulo ( Todaro, 2012, 2013; Hochberg, 2014) e da Bahia ( Araújo et al., 2014).

MATERIAL E MÉTODOS

A lista de espécies de Gastrotricha do estado do Mato Grosso do Sul foi produzida a partir da única referência bibliográfica disponível para o estado ( Kisielewski, 1991). Neste trabalho os espécimes foram coletados em quatro pontos distintos em regiões alagadas do Pantanal Sul-Matogrossense, no entorno da cidade de Corumbá: a) na divisa entre Brasil e Bolívia, a vários quilômetros de distância de Corumbá; b) em uma poça de formato indefinido a 15 quilômetros a oeste de Corumbá; c) em um açude eutrofizado na região de Nhecolândia, Fazenda Nhumirim e d) em dois lagos na região de Nhecolândia, Fazenda Nhumirim.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Atualmente 13 espécies são reconhecidas para o estado de Mato Grosso do Sul ( Tab. I): nove pertencem a Chaetonotidae, três a Dasydytidae e uma integra Neogosseidae. Do número total espécies no estado, quatro foram descritas por Kisielewski (1991) e são conhecidas apenas para as respectivas localidades-tipo e, portanto, endêmicas ( Polymerurus corumbensis, P. squamofurcatus matogrossensis, Neogossea acanthocolla, Dasydytes nhumirimensis); cinco são encontradas no Brasil e na Europa ( Chaetonotus acanthocephalus, C. polyspinosus, Heterolepidoderma majus, Haltidytes festinans, Stylochaeta fusiformis); três no Brasil, Europa, Ásia e América do Norte ( Heterolepidoderma gracile, Lepidodermella squamata, Polymerurus rhomboides) e uma no Brasil, Europa e Ásia ( Chaetonotus zelinkai).

Tab. I Espécies de Gastrotricha registradas para o estado do Mato Grosso do Sul, Brasil e os ambientes onde foram registradas. 

Ordem Família Espécie Ambiente
Chaetonotida Chaetonotidae Chaetonotus acanthocephalus Valkanov, 1937 Açude
Chaetonotus polyspinosus Greuter, 1917 Açude
Chaetonotus zelinkai (Grünspan, 1908) Açude
Heterolepidoderma gracile Remane, 1927 Rio
Heterolepidoderma majus Remane, 1927 Açude
Lepidodermella squamata (Dujardin, 1841) Açude
Polymerurus corumbensis Kisiekewski, 1991 Canal
Polymerurus rhomboides (Stokes, 1887) Rio e Açude
Polymerurus squamofurcatus matogrossensis Kisiekewski, 1991 Canal e Açude
Neogosseidae Neogossea acanthocolla Kisiekewski, 1991 Canal
Dasydytidae Dasydytes nhumirimensis Kisiekewski, 1991 Açude
Haltidytes festinans (Voigt, 1909) Rio e Açude
Stylochaeta fusiformis (Spencer, 1890) Canal e Açude

No mesmo trabalho, Kisielewski (1991) também coletou amostras de Gastrotricha em outros dois estados brasileiros: São Paulo e Pará. Em São Paulo foram encontradas 38 espécies, sendo 12 endêmicas (aproximadamente 31%) e no Pará foram registradas 20 espécies, sendo 10 endêmicas (50%). Vale destacar que, apesar do estado de Mato Grosso do Sul possuir o menor número de espécies encontradas e novas, se comparado aos outros dois estados, este estado teve o menor número de amostras coletadas e o menor tempo de estudo dos organismos amostrados (sete amostras em duas semanas em Mato Grosso do Sul, 43 amostras em sete meses em São Paulo e 36 amostras em cinco meses no Pará).

A maioria das espécies registradas no Mato Grosso do Sul possui hábito psâmico ( i. e., indivíduos que vivem entre os grãos de areia), e para águas continentais este é o hábito que possui a menor diversidade de espécies ( Kisielewski, 1990). Apenas a título de comparação, Kisielewski (1990) reportou que das 254 espécies de Gastrotricha ocorrentes no ambiente de água doce, apenas 40 eram exclusivas para substrato arenoso; por outro lado, 246 foram encontradas em substrato formado por agregado de matéria orgânica ou perifíton. Contudo, em virtude da escassez de estudos sobre a diversidade desses organismos em outras regiões do Brasil, seria muito imprecisa qualquer tentativa concreta de comparação da riqueza de espécies desse grupo no Mato Grosso do Sul com os outros estados brasileiros. Todavia, baseada na pouca informação que existe na literatura, não seria errado apontar que a riqueza dos gastrótricos no Brasil seja realmente alta.

Principais grupos de pesquisa. O futuro dos estudos dos gastrótricos no estado do Mato Grosso do Sul, infelizmente, dependerá de esforço de grupo de pesquisa localizado fora do estado, uma vez que não existem pesquisadores trabalhando especificamente este táxon no estado. Atualmente, no Brasil, existe apenas o Laboratório de Organismos Meiofaunais (A. R. S. Garraffoni), que vem desenvolvendo pesquisas nas áreas de ecologia e sistemática de Gastrotricha. Assim, a continuidade dos estudos sobre a diversidade do grupo dependerá, nesses próximos anos, de colaborações estabelecidas com especialistas de fora do estado e, até mesmo, de fora do país. Neste último caso, existem pesquisadores atuando no estudo da morfologia, sistemática e filogenia dos Gastrotricha na Itália, Alemanha, Estados Unidos e Suécia.

Principais acervos. As coleções taxonômicas que possibilitam registrar a biodiversidade de Gastrotricha são de suma importância para a concretização de estudos que almejam melhorar o conhecimento do grupo no estado do Mato Grosso do Sul e no Brasil. Infelizmente, essa realidade está muito longe do ideal, uma vez que não existe praticamente nenhum material do grupo, seja preservado em meio líquido ou montado em lâminas, que esteja depositado em museus e/ou coleções oficiais no nosso país. As únicas exceções são as espécies marinhas Macrodasys forneriseTodaro & Rocha, 2004, descrita a partir de material coletado no litoral do estado de São Paulo, e Pseudostomella squamalongispinosaAraújo, Balsamo & Garraffoni, 2014, baseada em material coletado no litoral da Bahia, que possuem os holótipos depositados, respectivamente, no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e no Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Campinas. Dessa forma, as quatro espécies de Gastrotricha descritas originalmente para o Mato Grosso do Sul possuem espécimes depositados apenas na coleção particular do Dr. Jacek Kisiekewski, localizada na Polônia.

Outro ponto negativo que agrava ainda mais o problema da falta de material depositado em museu é a ausência de um método eficiente para preparo de lâminas permanentes. Os espécimes são normalmente montados em lâminas embebidos em uma mistura de formaldeído 4% e glicerina na proporção (4:1) ou (3:1) e as lamínulas devem ser sempre seladas com polidor de unha ou verniz ( Todaro & Hummon, 2008; Garraffoni & Araújo, 2010). Contudo, após um tempo - poucos anos -, o espécime sofre uma clarificação (diafanização), fato este que impossibilita a observação da maioria das características morfológicas e que, por consequência, dificulta a identificação da espécie.

Principais lacunas do conhecimento. As principais lacunas são três: a) a quase total falta de informações sobre ocorrência de espécies desse grupo em praticamente todas as bacias hidrográficas no Brasil; b) dificuldade de obtenção de literatura para a identificação das espécies, uma vez que as descrições estão pulverizadas em artigos científicos (muitos descritos no final do século XIX e início do XX), praticamente não existindo catálogos ou chaves de identificação e c) a falta de material de referência em museus no Brasil e no mundo.

Perspectivas de pesquisa em Gastrotricha para os próximos 10 anos. Está clara a necessidade de uma mudança significativa nas iniciativas para o estudo da biodiversidade dos Gastrotricha no Brasil com o intuito de aumentar o número de estudos sobre o grupo. Para isso, será necessário vencer o grande desafio de estimular a formação e fixação de novos pesquisadores interessados em trabalhar com ecologia, sistemática e filogenia de Gastrotricha a partir da presença de um baixo número de especialistas.

Uma primeira tentativa de alterar esse panorama foi realizada por Garraffoni & Araújo (2010), ao confeccionarem uma chave dicotômica em português para as espécies de Gastrotricha previamente reportadas para o Brasil. Nela os autores apresentam informações sobre métodos de coleta, técnicas de preservação e obtenção de imagens, além de fornecerem terminologias das principais características morfológicas utilizadas para distinguir as espécies.

Além do esforço em disponibilizar acesso mais fácil às informações, outras iniciativas são de suma importância, tais como as palestras ministradas durante o simpósio intitulado de “Pequenos e quase esquecidos metazoários: filogenia, diversidade e taxonomia” realizado em 2012 no XXIX Congresso Brasileiro de Zoologia e as palestras que serão ministradas no simpósio “II Pequenos e quase esquecidos Metazoários: Avanços nos Últimos Dois Anos” realizado em 2014 no XXX Congresso Brasileiro de Zoologia. Além disso, a ideia de se estabelecer parcerias com especialistas internacionais (p. ex., Maria Balsamo e Antonio Todaro - Itália, Rick Hochberg - Estados Unidos, Tobias Kånneby - Suécia e Alexander Kieneke - Alemanha) são de suma importância para fomentar e desenvolver o estudo sobre os gastrótricos.

Finalmente, não se pode deixar de apontar a necessidade de maior investimento dos órgãos de fomento na concessão de bolsas de pós-graduação e no financiamento de projetos de sistemática, filogenia (morfológica e molecular) e biogeografia, visando melhorar o entendimento dos padrões e processos de distribuição e evolução desses invertebrados.

Agradecimentos

A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciências e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT) e a Superintendência de Ciências e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (SUCITEC/MS) pelo convite de participação neste fascículo especial da Iheringia, Série Zoologia e o suporte financeiro para sua publicação. A Gustavo Graciolli pela avaliação do texto. A FAPEMIG e CNPq, pelo financiamento das pesquisas e bolsas concedidas aos alunos de IC. A Anete Pedro Lourenço, Thiago Quintão Araújo e Fabrício Coimbra Alcantara pela leitura crítica das primeiras versões deste manuscrito.

Referências Bibliográficas

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Recebido: 22 de Novembro de 2016; Aceito: 06 de Fevereiro de 2017

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