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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.25 no.1 Rio de Janeiro Feb. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69911998000100005 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Alterações morfológicas do fígado após secção hepática parcial e omentoplastia

 

Morphologic changes of the liver following partial hepatic section and omentoplasty

 

 

Andy Petroianu, TCBC-MGI; Raquel Tanure Ferreira SilvaII; Luciana Martins ParreiraII; Alfredo José Afonso BarbosaIII

IProfessor Titular do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG. Docente Livre da Escola Paulista de Medicina- UNIFESP. Docente Livre da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. Pesquisador I do CNPq
IIMédica
IIIProfessor Titular do Departamento de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da UFMG

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A omentoplastia é um método útil para o tratamento de traumas hepáticos graves. Apesar dos bons resultados dessa tática operatória para controlar a hemorragia, seus efeitos sobre a arquitetura hepática ainda não são bem conhecidos. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo verificar a influência da omentoplastia em trauma experimental do fígado. Este estudo foi realizado em dez ratos submetidos a secção parcial do lobo hepático direito. Um segmento de omento maior foi introduzido dentro da ferida hepática, que foi suturada com fio de categute simples 5-0. Os animais foram seguidos durante sete (n=5) ou 21 (n=5) dias. Decorridos esses períodos, os aspectos macro e microscópicos do fígado foram avaliados. Todos os ratos suportaram a operação e sobreviveram durante o período estudado neste experimento. Os principais achados foram, no sétimo dia, necrose e abscessos do fígado distal à secção hepática. No 21° dia, a parte distal do fígado tornara-se fibrótica. Concluindo, a omentoplastia é de grande ajuda para controlar sangramentos hepáticos intensos decorrentes de trauma; porém, em ratos, a parte distal de uma ferida profunda muda suas características morfológicas.

Unitermos: Fígado; Trauma hepático; Omentoplastia; Macroscopia; Microscopia.


ABSTRACT

Hepatic trauma is a frequent challenge in emergency services. Most of cases may be treated conservatively, but in presence of major injuries the surgeon need experience to perform the best procedure. One of the most useful approaches to control a severe bleeding caused by an hepatic trauma is the omentoplasty. Despite the good results of this procedure in controlling the haemorrhage, its effects on liver architecture are not well known. In order to verify the influence of omentoplasty on experimental liver trauma we carried out the present experimental investigation. We studied ten rats submitted to a three- centimetre-section of the right liver lobe, 2.5cm from its edge. A segment of the greater omentum was introduced into the liver wound and suture with 5-0 catgut thread. The animals were followed during seven (n=5) or 2/ (n=5) days. Macro and microscopic assessments were done at the end of these periods. All rats supported the operation and survived during the experimental time. The main findings on the seventh day were adhesions of omentum, stomach and colon to the liver. Necrosis and abscesses were found into the distal part of liver section. On the twenty-first day the adhesions to the liver were stronger and the distal liver became fibrotic. In conclusion, omentoplasty is helpful to control life threatening bleeding of the liver but, in the rat, the distal part of a deep wound loses its hepatic characteristics, becoming fibrotic after local sceptic changes.

Key words: Liver; Hepatic trauma; Omentoplasty; Macroscopy; Microscopy.


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Dr. Andy Petroianu
Av. Afonso Pena, 1.626/1901
30130-005 - Belo Horizonte - MG

Recebido em 2/7/97
Aceito para publicação em 15/9/97

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia e Departamento de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da UFMG.