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Revista Brasileira de Zoologia

Print version ISSN 0101-8175

Rev. Bras. Zool. vol.21 no.2 Curitiba June 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-81752004000200027 

Monitoramento do maçarico-branco, Calidris alba (Pallas) (Aves, Scolopacidae), através de recuperações de anilhas coloridas, na Coroa do Avião, Igarassu, Pernambuco, Brasil

 

Monitoring of the sanderling, Calidris alba (Pallas) (Aves, Scolopacidae), across recuperations of color band, in the Coroa do Avião, Pernambuco State, Brazil

 

 

Rachel M. de Lyra-NevesI; Severino M. de Azevedo JúniorI; Wallace R. Telino-JúniorII

IDepartamento de Biologia, Área de Zoologia, Universidade Federal Rural de Pernambuco. Avenida Dom Manuel de Medeiros, Dois Irmãos, 52171-900 Recife, Pernambuco, Brasil. E-mail: rmlneves@msn.com; smaj@ufrpe.br
IIPNUD/IBAMA/CEMAVE. Rodovia BR 230, Km 10, Mata da Amem, 58300-000 Cabedelo, Paraíba, Brasil. E-mail: telinojr@msn.com

 

 


RESUMO

Programas de marcação de espécies migratórias vêm sendo desenvolvidos desde a década de 1980, dentre eles o PASP Pan-American Shorebirds Programs, o qual, consistia na marcação de aves migratórias neárticas com anéis e bandeirolas coloridas possibilitando formação de códigos individuais permitindo a observação das aves marcadas sem que necessitasse capturar. Esta pesquisa objetivou a recuperação de códigos do PASP de indivíduos de Calidris alba (Pallas 1764) entre os anos de 1993 a 1995 na Coroa do Avião. Essas recuperações visuais demonstraram a fidelidade de Calidris alba ao seu sítio de invernada, a Coroa do Avião. O alto percentual de recuperações de Calidris alba, bem como, as recuperações de indivíduos anilhados na Lagoa do Peixe e em algumas áreas de invernada nos Estados Unidos, demonstram a utilização da rota do Atlântico e reforça a idéia de que bandos provenientes da costa leste do Alaska migram por esta rota. A idade máxima estimada para Calidris alba durante esta pesquisa foi de 11 anos, nada se tem sobre a idade desta espécie em bibliografias específicas no estudo de Scolopacidae.

Palavras chave: Aves migratórias, PASP.


ABSTRACT

Marking programs for migratory species have been developed since the 1980 decade, among them the PASP Pan-American Shorebirds Programs which consisted in the marking of nearctic migratory birds with color bands and flags, enabling the development of individual codes, allowing the observation of the marked birds without the need of capture. The purpose of this study was the recuperation of PASP codes of individuals of Calidris alba (Pallas, 1764) between 1993 and 1995 in the Coroa do Avião. These visual recuperations demonstrated the fidelity of this specie to its winter site, the Coroa do Avião. The high percentual of recuperations of Calidris alba, as well as the recuperations of marked individuals in the Lagoa do Peixe and in some wintering areas in the United States, demonstrated the use of the Atlantic route and reinforce the idea that flocks provenient from the East coast of Alaska migrate on this route. The maximum age estimated for Calidris alba during this study was of 11 years, nothing is known about the age of this species in specific bibliography of studies of the Scolopacidae.

Key words: PASP, shorebirds.


 

 

Calidris alba (Pallas, 1764), é uma espécie de ave limícola e migratória, freqüenta ambientes úmidos e desenvolve deslocamentos sazonais (SICK 1997). Constitui o táxon mais numeroso de maçaricos de pequeno porte (HAYMAN et al.1986, ANTAS 1989, MORRISON & ROSS 1989). Devido ao seu extensivo branco na plumagem durante a fase não reprodutiva e pelo hábito muito singular de forrageamento que acompanha o vai e vem das ondas é identificada com bastante facilidade (HAYMAN et al. 1986, MORRISON & ROSS 1989).

Segundo HAYMAN et al. (1986) e ANTAS (1989), é considerada campeã de migrações, por sua amplitude e rapidez podendo migrar do Alaska até a Terra do Fogo na Argentina. Em estudos realizados por AZEVEDO-JÚNIOR et al. (2002) no litoral de Pernambuco, indivíduos capturados em abril de 1995, apresentaram capacidade de vôo de até 2.010 km, comprovando sua capacidade extraordinária de percorrer longas distâncias em pouco tempo.

A reprodução de C. alba ocorre no Ártico entre os meses de junho e julho. No mês de agosto os indivíduos destas espécies, incluindo os jovens que nasceram nesta estação reprodutiva, iniciam a jornada migratória com destino aos seus sítios de alimentação, onde permanecem até abril do ano seguinte (HAYMAN et al. 1986, ANTAS 1989, AZEVEDO-JÚNIOR et al. 2002). A migração ocorre por três rotas migratórias, sendo: Pacífico; Brasil Central e Atlântico (ANTAS 1983, CASTRO & MYERS 1987, MYERS et al. 1985a, b).

Na década de 80 surgiram vários programas de cooperação entre canadenses e latino-americanos, com objetivo de estudar as aves migratórias provenientes do hemisfério Norte. Um desses programas foi o Programa Panamericano de "Chorlos e Playeros", sendo criado com a intenção de monitorar os maçaricos que invernavam no Peru e Chile (MYERS et al.1983, 1984a, 1985a, b, MYERS & SALLABERRY 1984).

Posteriormente foi desenvolvido o "Pan-American Shorebirds Programs" (PASP) que consistia na marcação de aves migratórias neárticas com anéis e bandeirolas coloridas, envolvendo todos os países do continente americano (MYERS et al. 1984b, ALVES 1990, ANTAS & NASCIMENTO 1990). Este programa possibilitou formação de códigos individuais permitindo a observação das aves marcadas sem a necessidade de capturas, aumentando assim, o retorno de informações, como por exemplo: rotas utilizadas pelas aves migratórias; estimativas populacionais, taxas de sobrevivência e mortalidade e identificação das áreas de invernada (ALVES 1990).

A biologia e ecologia de Calidris alba, bem como suas rotas migratórias são bastante conhecidas (CASTRO & MYERS 1987, MYERS et al. 1983, 1984a, b, 1985a, b). Trabalhos de recuperações de anilhas metálicas através de capturas são poucos (AZEVEDO-JÚNIOR 1992, AZEVEDO-JÚNIOR & LARRAZÁBAL 1999, AZEVEDO-JÚNIOR et al. 2001, LARRAZÁBAL et al. 2002, TELINO-JÚNIOR et al. 2003).

Pesquisas que trazem informações sobre recuperações de códigos coloridos são poucas (e.g. MYERS & SALLABERRY 1984, MYERS et al. 1983, 1985b), que se reportam ao Programa Panamericano de "Chorlos e Playeros". Quanto às recuperações dos códigos do PASP não se tem informação alguma.

Neste sentido, é que se objetivou, realizar as recuperações visuais de códigos coloridos de indivíduos anilhados de C. alba, para se conhecer um pouco mais sobre sua taxa de sobrevivência, reforçar o estudo da rota de migração desenvolvida por esta população, e desta forma ressaltar a importância de programas de marcação com anéis coloridos para o monitoramento dos maçaricos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi realizada na Coroa do Avião, ilhota localizada na barra sul do Canal de Santa Cruz, litoral Norte de Pernambuco (7º40'S e 34º50'W). Na porção leste da ilhota, destacam-se os bancos de areia que servem de área de repouso das aves migratórias (AZEVEDO JÚNIOR 1992).

A duração foi de 20 meses de coleta, sendo realizada entre maio de 1993 a junho de 1995, com duração de uma semana ao mês. As observações foram realizadas durante o dia no período da lua nova, quando ocorrem grandes marés e, desta forma, há uma aglomeração de todo o bando em uma pequena faixa de areia, possibilitando uma melhor visualização das anilhas coloridas.

A recuperação de códigos coloridos individuais deu-se com auxílio de luneta Seacher (20 x 40 x 60mm), onde o observador parado a uma distância de 20m do bando anotava em caderneta a espécie, data, situação da maré, atividade dos maçaricos e a disposição dos anéis coloridos e da bandeirola nas tíbias e nos tarsos dos indivíduos de Calidris alba.

Os códigos internacionais de cores dos anéis são reconhecidos através da primeira letra da cor, em inglês, sendo: (G) verde, (Y) amarelo, (W) branco, (O) laranja e (R) vermelho. A bandeirola, da mesma forma que os anéis, tem sua letra inicial em inglês, F (de Flag) = bandeirola, para representar o Brasil a cor utilizada é azul. Além dos anéis coloridos a seqüência do código também é composta por um anel metálico (M). Entretanto, este anel é disponibilizado pelo Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE/IBAMA).

Após a recuperação desses códigos foram realizadas buscas no (CEMAVE) com intuito de procurar data e local do anilhamento dos indivíduos recuperados na costa brasileira.

Segundo HAYMAN et al. (1986) a idade dos indivíduos de espécies limícolas se divide em três categorias, sendo analisadas através da plumagem, sendo: jovem de primeiro ano (1), jovem de segundo ano (2) e adulto (3a — plumagem de eclipse ou descanso; 3b — plumagem intermediária; e 3c — plumagem de reprodução). Levando-se em consideração que para atingir a idade adulta leva-se três anos, será analisada, a idade dos indivíduos jovens e estimada a dos adultos.

 

RESULTADOS

Foram recuperados 122 códigos coloridos individuais de Calidris alba fornecidos pelo "Pan-American Shorebirds Programs". Destes, 84 tiveram seus locais e as datas do anilhamento identificados (Tab. I), sendo: 65 anilhados na Coroa do Avião (77,4%), 13 na Lagoa do Peixe (15,5%), um no Maranhão (MA) (1,2%) e cinco nos Estados Unidos (USA) (5,9%) (Tab. I). Destes, ainda pôde-se verificar que 45,2% foram observados duas ou mais vezes em dias, meses ou anos diferentes na Coroa do Avião (Tab. I).

Dos 84 indivíduos analisados, foi possível analisar a idade de 78 (92,9%), chegando-se à idade aproximada de cada um na data da recuperação mais recente, os seis restantes, foram anilhados no Maranhão (n = 1) e nos Estados Unidos (n = 5) (Tab. I).

Em 65 indivíduos (77,4%), as idades foram determinadas na data do anilhamento, através da plumagem, sendo: Jovens de primeiro ano (1) (n = 8) 10,2%; Jovens de segundo ano (2) (n = 7) 9% e adultos (3a ou 3b) (n = 50) 64,1%. Aqueles com idade desconhecida na data do anilhamento tiveram percentual de 16,7% (n = 13) (Fig. 1).

Para os jovens (n = 15) que na data do anilhamento estavam com plumagem de primeiro e segundo ano, pôde-se inferir com precisão a idade deles na data da recuperação. Esta variou entre um a seis anos, a maioria (32%) possuíam a idade de seis anos (Fig. 2).

Quanto aos adultos (n = 50), as idades foram apenas estimadas na data da recuperação, já que, era desconhecida a quantidade de anos que haviam passado antes do anilhamento de cada um deles (Tab. I). A faixa etária destes indivíduos variou entre um e 11 anos, entretanto, a grande maioria 46% (n = 23) possuíam entre quatro (n = 10, 20%) e cinco anos (n = 13; 26%) na data da recuperação (Fig. 2). Apesar de possuir menor número de indivíduos, chama-se atenção para aqueles com idades estimadas entre 10 e 11 anos (n = 7) (Tab. I).

Para aqueles com idade desconhecida no anilhamento, a faixa etária variou entre um e oito anos, estando a maioria compreendida entre dois e quatro anos 76% (dois anos — 23%; três anos — 23% e quatro anos — 30%) (Fig. 2).

 

DISCUSSÃO

Recuperações de anilhas metálicas em aves limícolas migratórias neárticas são realizados, em sua maioria, através de capturas com redes de neblina (AZEVEDO-JÚNIOR 1992, AZEVEDO-JÚNIOR & LARRAZÁBAL 1999, AZEVEDO-JÚNIOR et al. 2001, LARRAZÁBAL et al. 2002). Observações visuais de códigos do PASP, com auxílio de binóculos e lunetas são extremamente escassos (MYERS et al. 1985b), sendo esta pesquisa pioneira no Brasil. Antes deste programa o retorno de informações era de apenas 0,5% e após, o retorno foi de 12% a 15% do total marcado para algumas espécies (ANTAS 1989).

A repetição dos códigos individuais existentes em dias, meses e anos consecutivos, demonstram a freqüência de indivíduos desta espécie na Coroa do Avião. Esta ilhota é utilizada para pouso, alimentação, ganho de peso e realização de mudas, apesar dos pequenos deslocamentos para outras áreas (AZEVEDO-JÚNIOR et al. 2001).

A idade máxima estimada para Calidris alba durante esta pesquisa foi de 11 anos, nada se tem sobre a idade desta espécie em bibliografias específicas no estudo da família Scolopacidae.

Segundo MYERS et al. (1985a, b) as rotas migratórias das grandes populações de Calidris alba são pela costa do Pacífico e pelo Brasil Central, a costa do Atlântico é pouco utilizada. AZEVEDO-JÚNIOR (1992), AZEVEDO-JÚNIOR & LARRAZÁBAL (1994, 1999), AZEVEDO-JÚNIOR et al. (2001, 2002), LARRAZÁBAL et al. (2002) defendem a importância da rota do Atlântico para o monitoramento desta espécie, no nordeste do Brasil.

TELINO-JÚNIOR et al. (2003) ainda comentam a alta freqüência de C. alba para a Coroa do Avião com bandos de mais de 500 indivíduos. Nesta pesquisa o alto percentual de recuperações de C. alba, bem como, as recuperações de indivíduos anilhados na Lagoa do Peixe e em algumas áreas de invernada nos Estados Unidos, corroboram com a importância dos sítios de invernada da costa Atlântica. De acordo com MYERS et al. (1987) espécies migratórias se beneficiam da habilidade de explorar recursos de maneira sazonal, no entanto, esta facilidade as põe em dependência de uma seqüência de áreas específicas as quais constituem elos essenciais para que seu ciclo possa ser completado. Seu sucesso no ciclo depende de cada elo desta corrente.

O monitoramento através de censos é utilizado com bastante freqüência, no entanto é importante ressaltar que programas de uso de anilhas coloridas permitem obter dados relevantes sobre rotas, deslocamentos e biologia dessas espécies, portanto a continuidade destes programas é de extrema importância para conservação das mesmas e de seus locais de invernada.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos a Pró-Reitoria de Extensão e de Campi Avançados da Universidade Federal Rural de Pernambuco responsáveis pela administração da Coroa do Avião durante o período de pesquisa. Ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (Pibic/Cnpq) pela bolsa concedida a W.R. Telino-Júnior no período de agosto de 1994 a julho de 1995 e ao CEMAVE (Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres) em especial à Bióloga Inês de Lima Serrano do Nascimento, por ter disponibilizado os códigos PASP com os locais e datas de anilhamento.

 

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Recebido em 02.VII.2003; aceito em 03.VI.2004