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Revista Brasileira de Zoologia

Print version ISSN 0101-8175

Rev. Bras. Zool. vol.22 no.4 Curitiba Dec. 2005

https://doi.org/10.1590/S0101-81752005000400017 

Primeiro registro de Apiomithrax violaceus (A. Milne Edwards) e Hypoconcha arcuata Stimpson (Crustacea, Decapoda, Brachyura) para o litoral do Ceará, Brasil

 

First record of Apiomithrax violaceus (A. Milne Edwards) and Hypoconcha arcuata Stimpson (Crustacea, Decapoda, Brachyura) from Ceará, Brazil

 

 

Luis E. A. BezerraI; Alexandre O. de AlmeidaII; Petrônio A. CoelhoIII

IAutor correspondente. Departamento de Biologia, Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará. Campus do Pici, Avenida Mister Hull, 60455-760 Fortaleza, Ceará, Brasil. E-mail: luiseab@gmail.com
IIDepartamento de Ciências Biológicas, Universidade Estadual de Santa Cruz. Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 16, 45662-000 Ilhéus, Bahia, Brasil. E-mail: aalmeida@uesc.br
IIIUniversidade Federal de Pernambuco, Departamento de Oceanografia. Avenida da Arquitetura, Cidade Universitária. 50670-901 Recife, Pernambuco, Brasil. Bolsista de produtividade do CNPq. E-mail: petronio.coelho@bol.com.br

 

 


RESUMO

Este trabalho registra pela primeira vez a ocorrência, para o litoral do Estado do Ceará, do pisídeo anfi-atlântico Apiomithrax violaceus (A. Milne Edwards, 1868) e do dromiídeo atlântico ocidental Hypoconcha arcuata Stimpson, 1858. A. violaceus foi coletado em agosto de 2004 na praia da Pedra Rachada, município de Paracuru (03º25'S, 39º04'W), enquanto que H. arcuata foi coletada na plataforma continental, ao largo da cidade de Fortaleza (03º41'S, 38º32'W). O registro de A. violaceus amplia a distribuição setentrional dessa espécie na costa atlântica da América do Sul. Já a ocorrência de H. arcuata preenche um dos vazios distribucionais existentes para esse braquiúro na costa do Brasil.

Palavras chave: Distribuição geográfica, Majoidea, Pisidae, Dromiidae, novas ocorrências.


ABSTRACT

Occurrence of the brachyuran crabs Apiomithrax violaceus (A. Milne Edwards, 1868) (Crustacea, Decapoda, Pisidae) and Hypoconcha arcuata Stimpson, 1858 (Crustacea, Decapoda, Dromiidae) is reported for the coast of Ceará, Brazil northeast, for the first time. A. violaceus was collected in August 2004 at Pedra Rachada beach, Paracuru, Ceará (03º25'S, 39º04'W), while H. arcuata was collected on the continental shelf, off Fortaleza city (03º41'S, 38º32'W). With the present record, the geographic range of A. violaceus, an amphi-Atlantic species, is extended northward in the western Atlantic. This species seems to be rare in northeastern, Brazil. Occurrence of H. arcuata in Ceará fills one of the gaps in the geographic ranges known for this species along Brazilian coast.

Key words: Geographic range, Majoidea, Pisidae, Dromiidae, new records.


 

 

O litoral cearense, como um todo, representa ainda uma grande lacuna em termos de conhecimento da biodiversidade, inclusive de grupos animais bem conhecidos como os crustáceos. Trabalhos com levantamento da fauna de crustáceos no litoral do estado do Ceará restringem-se aos realizados por Fausto-Filho nas décadas de 60 e 70, os quais trazem a descrição de novas espécies assim como inventários faunísticos para algumas praias do estado (FAUSTO-FILHO 1966, 1967, 1968, 1970, 1975, 1978, 1979). Vale ressaltar que esses trabalhos foram realizados principalmente em praias de substrato consolidado próximas à Fortaleza. Em praias mais distantes da capital cearense, o conhecimento da composição de espécies ainda é incipiente.

O objetivo deste trabalho é reportar pela primeira vez a ocorrência de Apiomithrax violaceus (A. Milne Edwards, 1868) (Decapoda, Pisidae) e Hypoconcha arcuata Stimpson, 1848 (Decapoda, Dromiidae), para o litoral do Estado do Ceará, Brasil.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A espécie A. violaceus foi coletada manualmente em substrato rochoso na região entre-marés da praia da Pedra Rachada, município de Paracuru (03º25'S, 39º04'W), em agosto de 2004. H. arcuata foi coletada através de dragagens (draga do tipo Van Veen) realizadas na plataforma continental ao largo da cidade de Fortaleza, durante as atividades do Projeto de Monitoramento do Sistema de Deposição Oceânica do Emissário Sanitário de Fortaleza (SDOES), realizado pelo Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) da Universidade Federal do Ceará, em parceria com a Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (CAGECE), em setembro de 2004.

Após a coleta, os exemplares foram fixados em etanol 70% e identificados. Os animais foram depositados na Coleção Carcinológica do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza. No item material examinado são utilizadas as seguintes abreviaturas: (CC) comprimento da carapaça e (LC) largura da carapaça. A classificação taxonômica adotada segue a proposta por MARTIN & DAVIS (2001).

 

RESULTADOS

Apiomithrax violaceus (A. Milne-Edwards, 1868)

Fig. 1

Sinonímia. Micropisa violacea A. Milne-Edwards, 1868; Phycodes antennarius A. Milne-Edwards, 1869; Herbstia violacea Miers, 1881; Micropisa eryophora De Rochebrune, 1883; Herbstia eryophora Miers, 1886; Micropisa (Apiomithrax) violaceus Rossignol, 1962.

 


 

Material examinado. Uma fêmea (CC x LC = 35,6 x 34,6 mm, incluindo os processos rostrais e os espinhos laterais), 30.VIII.2004, Praia da Pedra Rachada, Paracuru, Ceará (03º25'S, 39º04'W), S.G. Rabay leg.

Distribuição geográfica. Atlântico Ocidental – Brasil: Paraíba (MELO, 1996, 1998), Pernambuco (SANTOS & COELHO 1997), Rio de Janeiro (RATHBUN 1925), São Paulo (RATHBUN 1925), Paraná (MELO et al. 1989), Santa Catarina (RATHBUN 1925) e Rio Grande do Sul (MELO 1996, 1998, 1999). Atlântico Oriental – da Mauritânia até Angola (MANNING & HOLTHUIS 1981). Atlântico Central – Ilha da Ascensão (MANNING & CHACE 1990).

Habitat. Fundo de areia e lodo. Águas rasas até 46 m (MELO 1996).

Hypoconcha arcuata Stimpson, 1858

Figs 2 e 3

Sinonímia. Nenhuma.

Material examinado. Um macho (CC x LC = 11,5 x 11,5 mm), XI.2004, Plataforma Continental ao largo da cidade de Fortaleza (03º41'S, 38º32'W). BPq "Prof. Martins Filho".

Distribuição geográfica. Atlântico Ocidental – Carolina do Norte, Flórida, Golfo do México, Antilhas, Suriname e Brasil: Amapá (GOMES CORRÊA & SILVA BRUM 1980, COELHO & RAMOS-PORTO 1987/89), Pará ((COELHO & RAMOS-PORTO 1987/89, MELO & CAMPOS JR. 1999), Maranhão (RATHBUN 1937, COELHO & RAMOS-PORTO 1980, COELHO & RAMOS-PORTO, 1987/89, MELO & CAMPOS JR. 1999), Paraíba (COELHO & RAMOS-PORTO 1987/89, MELO & CAMPOS JR. 1999), Alagoas (MELO & CAMPOS JR. 1999), Sergipe (COELHO & RAMOS-PORTO 1987/89, MELO & CAMPOS JR. 1999), Bahia (JOLY et al. 1969, GOMES CORRÊA 1972), Espírito Santo (RATHBUN 1937), Rio de Janeiro (MELO & CAMPOS JR. 1999) e São Paulo (MELO & CAMPOS JR. 1999).

Habitat. Fundos de areia, conchas e lodo, em profundidades de 1 a 80 m. Freqüentemente encontrada associada a lamelibrânquios ou poríferos, que carregam com a ajuda das quelas e dos últimos pares de patas (MELO & CAMPOS JR. 1999).

 

DISCUSSÃO

Este trabalho faz o terceiro registro de A. violaceus, uma espécie anfi-atlântica, para o Nordeste brasileiro. O primeiro registro até então conhecido para o litoral nordestino, era de uma fêmea ovígera, coletada na praia de Piedade, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, em novembro de 1962 (SANTOS & COELHO 1997) (DOCEAN#4224); o segundo provem de Cabedelo, Paraíba, tendo sido coletado em janeiro de 1977 (MZUSP#6245). O atual registro amplia a distribuição geográfica setentrional dessa espécie na costa atlântica da América do Sul, até o Estado do Ceará (Fig. 4). A. violaceus parece ser mais freqüente nas águas do Sudeste e Sul do Brasil (MELO et al. 1989, MELO 1996, 1998, 1999) enquanto até o momento, apenas três exemplares foram coletados no Nordeste, fazendo com que sua ocorrência nesta porção do litoral brasileiro possa ser considerada rara.

 

 

Hypoconcha arcuata é uma espécie de ampla ocorrência no Atlântico Ocidental, apresentando um padrão de distribuição Carolineano contínuo, no sentido de MELO et al. (1989), NUCCI & MELO (2000a, b). Analisando seus registros prévios ao longo da costa brasileira, constatou-se a existência de uma lacuna nos registros dessa espécie entre os Estados da Paraíba e Maranhão. Esse trabalho cita, pela primeira vez, a presença de H. arcuata para o Ceará, preenchendo parcialmente o vazio distribucional nessa porção do litoral do Nordeste do Brasil (Fig. 5).

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a Petrônio Alves Coelho Filho pelo registro fotográfico dos exemplares. L. E. A. Bezerra agradece à M. Sc. Soraya Guimarães Rabay, do Departamento de Biologia da UFC pela coleta de A. violaceus, à Profa. Dra. Cristina de Almeida Rocha Barreira, ao estudante Carlos Alberto Grossi Hijo e ao Biólogo M. Sc. Wilson Franklin Júnior do Instituto de Ciências do Mar da UFC, pela doação e informações sobre a coleta do exemplar de H. arcuata. A.O. de Almeida agradece à FAPESB (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia) pela concessão de uma bolsa de produtividade em pesquisa no período no qual foi realizado este trabalho.

 

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Recebido em 06.V.2005; aceito em 04.X.2005.

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