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Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695X

Rev. bras. farmacogn. vol.20 no.1 Curitiba Jan./Mar. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2010000100008 

ARTIGO

 

Análise sazonal do potencial antimicrobiano e teores de flavonoides e quinonas de extratos foliares de Aloe arborescens Mill., Xanthorrhoeaceae

 

Seasonal analysis from the antimicrobial potency and flavonoid and quinone content from Aloe arborescens Mill., Xanthorrhoeaceae, leaf extracts

 

 

Fernando Leite CardosoI; Cynthia MurakamiI; Marco Aurélio Sivero Mayworm*,I; Lucas Miranda MarquesII

ILaboratório de Fitoquímica, Faculdade de Biologia, Universidade de Santo Amaro, Rua Prof. Enéas de Siqueira Neto, 340, 04829-300 São Paulo-SP, Brasil
IILaboratório de Microbiologia e Imunologia, Núcleo Tecnologia em Saúde, Universidade Federal da Bahia Av. Olívia Flores, 3000, 45055-040 Vitória da Conquista-BA, Brasil

 

 


RESUMO

Este trabalho teve como objetivos avaliar o potencial antimicrobiano e os teores de flavonoides e quinonas de extratos foliares de Aloe arborescens Mill., Xanthorrhoeaceae, produzidos em diferentes épocas do ano. Extratos etanólicos e clorofórmicos foram preparados a partir de folhas, os bioensaios de atividade antimicrobiana foram desenvolvidos pelo método de macrodiluição em caldo, e dosagens de flavonoides e quinonas foram realizadas nos extratos. Todos os extratos apresentaram ação inibitória sobre os microrganismos testados. O extrato clorofórmico de inverno apresentou a menor CIM (128 µg/mL) sobre B. subtilis. Os extratos clorofórmicos de inverno, primavera e verão apresentaram maior atividade antimicrobiana em relação ao extrato clorofórmico de outono. O extrato etanólico de inverno apresentou a menor CIM (256 µg/mL) e a menor CMM (512 µg/mL) sobre K. pneumoniae. Os extratos etanólicos de verão e outono mostraram baixa atividade antimicrobiana. Os teores de quinonas das folhas foram maiores nos períodos mais quentes de coleta (verão e outono), enquanto os teores de flavonoides foram semelhantes nos quatro períodos de coleta.

Unitermos: Aloe arborescens, antimicrobiano, flavonoides, quinonas, sazonalidade.


ABSTRACT

This work has the objective of evaluate the antimicrobial potency and the content of flavonoids and quinones from the Aloe arborescens Mill., Xanthorrhoeaceae, leaf extracts produced in the four seasons of the year. Ethanol and chloroform extracts were prepared from the leaves, the bioassays from antimicrobial activity were developed by the macrodilution method in broth, and dosages of flavonoids and quinones were performed in the extracts. The winter chloroform extract showed the lowest CIM (128 µg/mL) on B. subtilis. The ethanol extract showed the lowest CIM (256 µg/mL) and the lowest CMM (512 µg/mL) on K. pneumoniae. The summer and fall ethanol extracts showed low antimicrobial activity. The quinones extracts showed inhibitory activity on the tested microorganisms. The winter, spring and summer chloroform extracts showed higher antimicrobial activity compared to the fall chloroform one. The winter ethanol extract content from the leaves were higher in the hotter periods of collection (summer and fall) and the flavonoids content were similar in the four collection periods.

Keywords: Aloe arborescens, antimicrobial, flavonoids, quinones, sazonality.


 

 

INTRODUÇÃO

A biodiversidade dos vegetais constitui a principal fonte de biomoléculas para a produção de uma gama de produtos de importância econômica, incluindo modelos para a síntese de um grande número de fármacos. Com uma estimativa de duzentas e cinquenta mil a quinhentas mil espécies de plantas, é relativamente pequena a porcentagem de espécies utilizadas pelo homem (1 a 10%), e acreditase que muitas plantas tenham potencial medicinal ainda não avaliado. Atualmente, a medicina tem se tornado mais receptiva ao uso de substâncias microbicidas derivadas de plantas, pois muitos microrganismos desenvolveram resistência aos antibióticos tradicionais (Cowan, 1999).

Os metabólitos secundários produzidos pelas plantas pertencem a diversas classes de compostos como alcaloides, cumarinas, ácidos fenólicos, flavonoides, óleos voláteis, quinonas, saponinas, taninos e terpenos (Baladrin et al., 1985), cujos teores e composição podem ser alterados em resposta a variações de diferentes fatores internos e ambientais (Gobbo-Neto & Lopes, 2007).

Conhecidas como babosa, as plantas do gênero Aloe pertencem à família Xanthorrhoeaceae, e popularmente são usadas em função de suas propriedades cicatrizante, bactericida, antifúngica, laxante, hidratante e antiinflamatória (Lorenzi & Matos, 2002; Fenner et al., 2006). Em sua composição química são encontrados compostos como quinonas, flavonoides, fenóis simples, sais minerais, vitaminas (betacaroteno, B1 ou tiamina e B2 ou riboflavina, B3 ou niacina, B6 ou piridoxina, C, E, colina, ácido fólico) e mucopolissacarídeos (Stevens, 1999; Cunha et al., 2003), os quais entre outros, são responsáveis pelas suas propriedades medicinais.

Segundo Spoerke & Smolinks (1990), a massa seca obtida das folhas de Aloe arborescens Mill., Xanthorrhoeaceae, apresenta aproximadamente 2,0% de quinonas, classe de compostos com potencial antimicrobiano (Bruneton, 1995), incluindo barbaloina, aloe-emodina, aloína A e B e iso-barbaloína (Koshioka et al., 1982). Outro grupo de compostos fenólicos, os flavonoides, foram observados em Aloe vera com propriedades cicatrizante e antiinflamatória (Sarabia et al., 1999), também apresentam propriedades antimicrobianas (Cowan 1999).

A fim de contribuir para um melhor conhecimento da espécie, este trabalho teve como objetivos estudar o potencial antimicrobiano e os teores de flavonoides e quinonas de extratos foliares de Aloe arborescens Mill. produzidos em diferentes épocas do ano.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Coleta das amostras vegetais e produção dos extratos

Folhas adultas (décima a décima quinta folha de cada ramo) de um indivíduo de Aloe arborescens Mill., Xanthorrhoeaceae, foram coletadas em uma propriedade particular, no bairro de Chácara Santo Amaro (23º46'57''S, 46o43'27''W), São Paulo, em área livre da presença de agrotóxicos ou outros insumos agrícolas, durante as quatro estações climáticas. Amostras testemunhas foram herborizadas e depositadas no Herbário da Universidade de Santo Amaro (C. Murakami, 002). As amostras de folhas foram fragmentadas e submersas em etanol 99,5 ºGL, agitadas diariamente e o solvente trocado a cada sete dias, perfazendo um total de 28 d de extração. Os filtrados obtidos foram reunidos, constituindo os extratos etanólicos brutos (Bernard et al., 1995), os quais foram lavados com clorofórmio (três vezes), na proporção de 1:1, gerando os extratos clorofórmicos. Os volumes dos extratos foram reduzidos em rotaevaporador a 45 ºC, e as concentrações acertadas a 1%.

Amostras microbianas e teste de ação antimicrobiana

Foram utilizadas cepas-padrão de alta concentração de unidades formadoras de colônias (UFC), originárias de cultura do ATCC (''American Type Culture Collection''), e isolados clínicos obtidos do Instituto de Ciências Biomédicas-USP e do Hospital Geral do Grajaú-UNISA. Foram utilizadas cepas de Bacillus subtilis, Enterococcus faecalis, Escherichia coli, Klebsiela pneumoniae, Proteus mirabilis, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella Typhimurium, Staphilococcus aureus e Candida albicans.

Os testes de atividade antimicrobiana foram desenvolvidos segundo o método de macrodiluição em caldo (Sutter et al., 1979), avaliando-se inicialmente a Concentração Inibitória Mínima (CIM). Em tubos de ensaio contendo 5 mL de meio de cultura, foram depositadas concentrações exponenciais (8 a 2048 µg/mL) dos extratos e 100 µL do inóculo padronizado em 1,5 x 108 UFC/ mL, quantificado segundo 0,5 da escala de McFarland (Koneman et al., 2001). Os testes foram realizados em duplicata e mantidos a 37 ºC por 24 h. Foram utilizados dois controles negativos (tubo com meio de cultura e outro tubo com meio de cultura e 100 µL de extrato) e dois controles positivos (tubo com meio de cultura e 100 µL de inóculo e o outro com meio de cultura, 100 µL de inóculo e 100 µL de solvente). As concentrações que inibiram o crescimento dos microrganismos foram semeadas em ágar Mueller Hinton e ágar BHI (para C. albicans), incubadas em estufas por 24 h a 37 ºC, para avaliação da Concentração Microbicida Mínima (CMM). Foram realizados testes Gram segundo Isenberg (1998), para assegurar a pureza das cepas utilizadas.

Determinação de flavonoides

Para a determinação de flavonoides confeccionouse uma curva padrão, em balões volumétricos de 50 mL, utilizando-se solução etanólica de quercetina Sigma (100 a 700 µg/mL), 1 mL de solução etanólica de cloreto de alumínio (5%), completando-se o volume com etanol P.A. As soluções obtidas foram vertidas em vidro âmbar a fim de se evitar fotooxidação. As leituras foram realizadas em espectrofotômetro a 415 nm (Woisky & Salatino, 1998). Utilizaram-se 500 µL dos extratos para as análises.

Determinação de quinonas

Para a determinação de quinonas confeccionouse uma curva padrão em balões volumétricos de 50 mL, utilizando-se solução metanólica de aloína Sigma (1,25 a 5 mg), 0,5 mL de solução metanólica de hidróxido de sódio (1%), 2 mL de solução metanólica de acetato de magnésio (1%) e completando-se o volume com metanol P.A. As leituras foram realizadas em espectrofotômetro a 512 nm (Deutsches Arzneibuch, 1991). Utilizaram-se 0,5 mL dos extratos clorofórmicos e 1 mL dos extratos etanólicos para as análises.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A Tabela 1 apresenta os valores de Concentração Inibitória Mínima (CIM) e de Concentração Microbicida Mínima (CMM) dos extratos clorofórmicos de Aloe arborescens Mill., Xanthorrhoeaceae. Nas concentrações testadas, todos os extratos geraram inibição do crescimento e morte das cepas avaliadas. O extrato de inverno apresentou as menores CIMs sobre B. subtilis (128 µg/mL), C. albicans (256 µg/mL) e sobre E. coli, P. mirabilis, S. Typhimurium e S. aureus (512 µg/mL). O extrato de primavera apresentou as menores CIMs sobre B. subtilis e P. aeruginosa (256 µg/mL) e sobre E. faecalis, E. coli, K. pneumoniae e P. mirabilis (512 µg/mL). Sobre B. subtilis observou-se um crescente aumento nos valores de CIM entre os extratos de inverno e outono, indicando uma perda de atividade sobre este microrganismo nos diferentes períodos de coleta. Observou-se ainda que todos os extratos clorofórmicos apresentaram CIM (512 µg/mL) sobre P. mirabilis, indicando que as possíveis variações na composição química desses extratos não afetaram a atividade antimicrobiana sobre este microrganismo. O extrato clorofórmico de outono mostrou menor atividade antimicrobiana em relação aos demais extratos clorofórmicos. As menores CMMs foram observadas sobre C. albicans (256 µg/mL) e sobre B. subtilis, P. mirabilis e S. Typhimurium (512 µg/mL) quando em contato com o extrato de inverno, sobre P. mirabilis (512 µg/mL) com o extrato de primavera, e sobre P. mirabilis e S. aureus (512 µg/mL) com o extrato de verão.

A Tabela 2 apresenta os valores de Concentração Inibitória Mínima (CIM) e de Concentração Microbicida Mínima (CMM) utilizando-se extratos etanólicos de A. arborescens. Nas concentrações testadas todos os extratos apresentaram ação inibitória sobre o crescimento dos microrganismos avaliados. Não foram observados efeitos expressivos da sazonalidade sobre o potencial antimicrobiano dos extratos etanólicos, sendo o extrato de verão o de menor eficiência antimicrobiana. Os menores valores de CIM foram apresentados pelo extrato de Inverno sobre K. pneumoniae (256 µg/mL), P. aeruginosa e C. albicans (512 µg/mL), pelo extrato de primavera sobre B. subtilis, P. aeruginosa e C. albicans (512 µg/mL) e pelo extrato de outono sobre E. coli, P. aeruginosa e C. albicans (512 µg/mL). P. aeruginosa teve seu crescimento inibido quando em contato com os quatro extratos etanólicos na concentração de 512 µg/mL. O mesmo também foi observado sobre E. faecalis, P. mirabilis, S. Typhimurium e S. aureus cujo crescimento foi inibido quando em contato com os quatro extratos etanólicos na concentração de 1024 µg/mL. Os extratos etanólicos mostraram baixa atividade microbicida sobre as cepas testadas. Os menores valores de CMM (512 µg/mL) foram obtidos pelo extrato de inverno sobre K. pneumoniae e C. albicans e pelos extratos de primavera e outono sobre C. albicans. O extrato de verão não apresentou CMM nas concentrações testadas sobre B. subtilis, E. coli, K. pneumoniae e S. Typhimurium.

Poucos estudos têm procurado observar a ação da sazonalidade sobre o potencial antimicrobiano de extratos vegetais. Schimidt et al. (2008) verificaram que o potencial antimicrobiano de extratos etanólicos de Baccharis trimera (Less.) DC. não foi alterado expressivamente em função do período de coleta. Por outro lado, Hess et al. (2007) observaram que extratos produzidos a partir de partes de aéreas de Elyonurus miticus coletadas na primavera foram mais efetivos sobre bactérias gram-positivas avaliadas.

Neste trabalho, os extratos clorofórmicos de inverno, primavera e verão mostraram maior atividade antimicrobiana em relação ao extrato de outono (Tabela 1).

A Tabela 3 apresenta os teores de flavonoides e quinonas observados nos extratos clorofórmicos e etanólicos de A. arborescens e a somatória do teor desses compostos em cada período de coleta. Os maiores teores de flavonoides nos extratos clorofórmicos foram observados nas coletas de primavera (1,21 mg/mL) e outono (1,14 mg/ mL). Os extratos etanólicos apresentaram baixos teores de flavonoides: outono (0,14 mg/mL), inverno (0,11 mg/mL), primavera (0,13 mg/mL) e verão (0,08 mg/mL). Para Zuanazzi & Montanha (2004), solventes como o clorofórmio permitem a extração de flavonoides como flavonas, flavonóis, flavanonas, di-hidroflavonoides, isoflavonas entre outros compostos, enquanto solventes de maior polaridade, como o etanol, extraem agliconas polihidroxiladas, flavonas e flavonóis mais polares. Entre os extratos clorofórmicos, os extratos de outono e primavera apresentaram os maiores teores de quinonas (3,78 e 3,12 mg/mL, respectivamente). Entre os extratos etanólicos, os extratos de verão e outono apresentaram os maiores teores de quinonas (3,37 e 3,41 mg/mL, respectivamente). Segundo Falkenberg (2004) o clorofórmio é considerado um bom solvente para a extração de quinonas, podendo justificar a princípio o maior teor desses compostos nos extratos clorofórmicos.

 

 

A soma das concentrações de cada metabólito nos períodos de coleta mostrou que os teores de flavonoides foram semelhantes entre os quatro períodos de coleta, não sendo influenciados pelas variações estacionais, enquanto os teores de quinonas aumentaram expressivamente entre o inverno (3,89 mg/mL) e outono (7,19 mg/mL) (Tabela 3, Figura 1).

Koshioka et al. (1982) em trabalho realizado no Japão, observaram que os teores de antraquinonas em A. arborescens tendiam a diminuir no período de floração (Novembro a Dezembro), sugerindo que o uso medicinal das folhas seja feito no período anterior a floração, quando observaram-se os maiores teores. Beppu et al. (2004), num estudo sobre a variação mensal da composição química das folhas de A. arborescens cultivadas também no Japão, observaram que as médias das concentrações de barbaloína, isobarbaloína e aloína foram maiores durante o período de temperatura mais elevada (Abril a Setembro). Em Aloe ferox e A. marlothii, os teores de aloína foram maiores durante o verão (McCarthy & Van Rheede Van Oudtshoorn, 1966).

Neste trabalho, observou-se que os teores mais elevados de quinonas foram obtidos nos extratos produzidos nas épocas do ano com maiores médias de temperaturas (verão e outono) (Figura 1), estando de acordo com o observado por Beppu et al. (2004). Neste trabalho, ainda, o período de floração coincidiu com a coleta de outono, indicando a princípio que este estágio fenológico não afetou negativamente os teores de quinonas, diferentemente do observado por Koshioka et al. (1982).

Muitas quinonas apresentam atividade antimicrobiana, parte desta ação deve-se ao fato de formarem complexos irreversíveis com proteínas (Bruneton, 1995), podendo ainda aderirem-se a parede celular dos microrganismos, proteínas ou a enzimas de membrana, impedindo que o microrganismo possa fixarse a substratos (Cowan, 1999). Segundo Koshioka et al. (1982), entre as quinonas isoladas de A. arborescens incluem-se barbaloina, aloe-emodina, aloína A e B e isobarbaloína. Coopoosamy & Magwa (2006) observaram a atividade antimicrobiana aloe-emodia e aloína-A obtidas a partir de extratos de Aloe excelsa (L.) sobre nove cepas de bactérias, entre as quais Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus e Escherichia coli.

Neste trabalho observou-se que não houve relação entre os teores de quinonas e flavonoides e a atividade antimicrobiana dos extratos. Assim a variação da composição das quinonas ou o estado de oxidação das moléculas, ou ainda outros compostos como saponinas, fenóis simples, terpenos e polissacarídeos presentes no gênero Aloe (Franco, 2001; Umano et al., 1999) poderiam ser responsáveis pela atividade antimicrobiana dos extratos.

De acordo com Silva et al. (2003) e Rios et al. (1987) a atividade antimicrobiana de extratos vegetais ocorre pela ação conjunta de compostos químicos presentes nas plantas, e não pela atividade de compostos isolados, o que poderia a princípio, explicar os resultados observados neste trabalho.

 

REFERÊNCIAS

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Received 10 June 2008; Accepted 17 December 2008

 

 

* E-mail: mmayworm@unisa.br

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