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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.24 no.3 Santa Maria Sept./Dec. 1994

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84781994000300018 

HÉRNIA INGUINAL EM CÃES - RELATO DE 26 CASOS

 

INGUINAL HERNIA IN 26 DOGS

 

Alceu Gaspar Raiser1

 

 

RESUMO

No período de janeiro de 1983 a dezembro de 1993 o autor reduziu vinte seis hérnias inguinais em cães. Os animais fizeram parte da casuística do Hospital de Clínicas Veterinárias (HCV) da Universidade Federal de Santa Maria. Foi efetuado estudo baseado nos dados do Serviço de Estatística do HCV e nos registros feitos nas fichas individuais de cada animal. A freqüência de hérnias em pequenos animais no HCV, neste período, foi de 3,97%. Destas 11,17% foram inguinais. A prevalência foi maior em cadelas, não sendo detectada em gatos. O conteúdo herniário mais encontrado foi o ligamento redondo e corno uterino. A técnica operatória adotada não deixou qualquer complicação pós-operatória.

Palavras-chave: cão, hérnia inguinal, herniorrafia.

 

SUMMARY

During a ten-year period from January 1983 to December 1993, 26 dogs with inguinal hernia were submitted to the Veterinary Teaching Hospital (VTH), Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brazil. The patients records were reviewed from the Statistical Service for details of anamnesis, physical examination, etiology, surgical technique and post surgical evaluation. The herniation prevalence in small animais was 3.97% in this period at VTH and 11.17% of them were inguinal hernia. Acquired inguinal hernia were more common in no spayed bitches. Uterine horn and related structures were the most common hernial contents. Complications or recurrence were unnoticed in post surgical period.

Key words: dog, inguinal hernia, herniorraphy.

 

 

INTRODUÇÃO

A hérnia inguinal congênita é considerada rara em cães (SMEAK, 1985; STRANDE, 1989) e o risco de prevalência é igual para ambos os sexos (HAYES, 1974). A forma adquirida é muito frequente em cadelas não castradas a partir de meia idade (ARCHIBALD & SUMNER-SMITH, 1974; PARKS, 1981; SMEAK, 1985; BOJRAB, 1986).

STRANDE (1989) fez uma revisão sobre 74 casos de hérnia inguinal em cães. Diagnosticou a patologia em 65 fêmeas e 9 machos. Três dos machos nasceram do mesmo parto.

WATERS et al. (1993) efetuaram estudo retrospectivo sobre hérnia inguinal em 35 cães sendo 11 machos, 13 fêmeas inteiras e 6 castradas. Cinco machos e três fêmeas tinham menos de 2 anos quando da redução da hérnia.

As cadelas estão mais predispostas à herniação porque o anel inguinal é mais curto e de maior diâmetro para dar passagem ao ligamento redondo ARCHIBALD & SUMNER-SMITH, 1 974; PARKS, 1981; SMEAK, 1985), sendo o responsável pelo deslocamento do corno uterino durante a herniação (BOJRAB, 1986).

O encarceramento do útero é uma complicação freqüentemente associada com hérnia inguinal. Sua importância clínica aumenta com o desenrolar da gestação ou eventual patologia, quando poderá tornar-se necessário prestar atendimento emergêncial, como em caso de distocia ou piometrite toxêmica em útero encarcerado. Nestes casos é recomendada a ovariohisterectomia no momento da redução como medida profilática ou terapêutica (MATERA et al., 1960-62; PARKS, 1981).

Segundo STRANDE (1989) o conteúdo da hérnia inguinal geralmente é formado pelo intestino, seu mesentério ou omento, embora tenha sido diagnosticada também a presença de gordura prostática, cólon, bexiga e baço (SMEAK, 1985; BOJRAB, 1986). MATERA et al. (1960-62) relataram a ocorrência de histerocele inguinal onde o conteúdo foi o corno uterino gestante em seis cadelas, piometrite em três, feto morto em duas e metrite toxêmica em uma.

IVERSON (1977) e PRY (1991), relatam casos de hérnia inguinal em machos caninos cujo conteúdo era o epíploo, ou massa de tecido adiposo complicados por congestão e alteração de coloração e textura devido compressão do anel inguinal.

ARCHIBALD & SUMNER-SMITH (1974) recomendaram abordagem da hérnia inguinal através de incisão crânio caudal sobre o saco herniário. Segundo eles esta técnica tem a desvantagem de requerer dupla incisão, quando bilateral, e se for necessário associar ovariohisterectomia ou cesariana, pode necesitar outra abordagem.

A abordagem através de incisão mediana retroumbilical, de tamanho semelhante ao diâmetro da hérnia, permite acesso bilateral ao anel inguinal. Para abordar o canal inguinal a mama deve ser dissecada cuidadosamente da parede muscular. Durante manipulação e reconstituição tomar cuidado para não comprometer os vasos e nervo pudendos externos (ARCHIBALD & SUMNER-SMITH. 1974; SMEAK, 1985; BOJRAB, 1986).

Quando o conteúdo herniário for pequeno e redutível pode-se utilizar o método fechado, onde o conteúdo será reintroduzido para a cavidade peritoneal e aplicado um ponto de transfixação, o mais próximo possível do anel inguinal interno (ARCHIBALD & SUMNER-SMITH, 1974; DAVID, 1977). Nas hérnias extensas ou complicadas, o saco herniário deverá ser aberto para desfazer aderências ou corrigir a complicação, antes da redução e o remanescente do saco herniário deverá ser excisado (SMEAK, 1985; BOJRAB, 1986). Quando o conteúdo herniário for o útero gestante a opção mais simples será a ovariohisterectomia. Até a sétima semana de gestação pode ser tentada a redução conservadora. A partir daí é recomendada ovariohisterectomia dependendo da saúde e valor reprodutivo da cadela (SMEAK, 1985).

MATERA et al. (1960/62) relataram dois casos de histerocele inguinal gravídica onde a gestação evoluiu normalmente com parto eutócico.

A síntese do anel inguinal poderá ser feita com fio absorvível em pontos isolados (ARCHIBALD & SUMNER-SMITH, 1974), fio de aço em sutura contínua simples (BOJRAB, 1986) ou pontos de Sultán com categute (CHRISTOPH, 1975).

Nos cães portadores de hérnia inguino-escrotal, em que for utilizada técnica conservadora, a recidiva será comum e poderá haver edema por fechamento excessivo do anel inguinal, comprometendo a drenagem venosa e linfática do testículo. Assim, é recomendada orquiectomia bilateral (ARCHIBALD & SUMNER-SMITH, 1974; SMEAK, 1985).

DAVID (1977) indicou redução fechada ou aberta do conteúdo herniário nas fêmeas e, após torção do saco herniário sobre seu eixo maior, clampeamento na base, ligadura com categute cromado 2-0 e excisão. O coto foi reposto para o abdome e o anel fechado com uma ou duas séries de suturas com fio inabsorvível. Em caso de hérnia escrotal, o autor recomendou a redução do conteúdo, torção da túnica vaginal sobre seu eixo maior, clampeamento na base e transfixação com ligadura, de modo a proceder orquiectomia a cordão e testículo cobertos. A seguir o diâmetro do anel é reduzido como na cadela.

Este artigo tem por objetivo divulgar a conduta cirúrgica e prevalência de hérnias inguinais em cães atendidos pelo autor no HCV da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) num período de 11 anos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

No período de janeiro de 1983 a dezembro de 1993 foram operados pelo autor 26 cães portadores de hérnia inguinal, no HCV da UFSM. Dos prontuários foram colhidos dados relativos à anamnese, exame clínico procedimento cirúrgico e avaliação pós-operatória.

A tricotomia foi efetuada em área ampla, abrangendo ao menos 3cm além da linha circunjacente ao saco herniário.

A anestesia constou da associação entre um tranquilizante, o maleato de acepromazina (0,2mg/kg), intramuscular, e o tiopental sódico (10mg/kg) para indução. A manutenção foi feita com o mesmo fármaco através de suplementação no equipo de fluidoterapia transoperatória que constou da administração de 15ml/kg/h da solução de Ringer lactato de sódio.

Adotadas as medidas pré-operatórias de contensão e anti-sepsia, nas fêmeas foi efetuada incisão cutânea paralela e lateral à última mama inguinal, sobre o fundo do saco herniário, seguido de divulsão até o anel inguinal. Nas hérnias redutíveis a redução e herniorrafia seguiram a técnica descrita por DAVI D (1977). Naquelas irredutíveis a túnica vaginal foi aberta, as aderências debridadas e reduzido o conteúdo para a cavidade peritoneal. O saco herniário foi excisado. Nos machos foi feita incisão cutânea acompanhando o eixo maior da herniação, aprofundando-a até incidir a túnica vaginal. Reduzido o conteúdo foi feita orquiectomia a cordão e testículo descobertos no lado ipsolateral e por abordagem pré-escrotal. Os vasos espermáticos foram ligados com categute cromado 3-0.

A redução do conteúdo herniário nos machos e a ovariohisterectomia em uma cadela gestante requereram celiotomia inguinal, na porção crâneo-medial do anel.

A parede abdominal foi reconstituída com mononailon 2-0 ou 3-0, em pontos de Sultán, após a revisão da hemostasia e irrigação da área operatória com solução salina isotônica. A sutura foi iniciada cranialmente e estendida até a porção caudal do anel, sem provocar ingurgitamento da veia pudenda.

Nas hérnias irredutíveis foi adotado esquema antibiótico profilático (20mg/kg de ampicilina sódica, IV, 30 minutos antes da cirurgia).

A alta foi prescrita em 6 a 24h após a cirurgia, recomendado anti-séptico tópico e retorno em 7 a 10 dias para retirada dos pontos cutâneos e avaliação.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A prevalência de hérnias em pequenos animais foi de 3,97% no período em que foi feito o presente levantamento no HCV da UFSM. Destas 11,17% foram na região inguinal.

A redução de hérnia inguinal foi efetuada em 26 cães, dos quais quatro (15,3%) eram machos (Tabela 1). Nos machos a hérnia foi congênita e nas cadelas adquirida. Nenhuma delas era castrada. O baixo percentual de hérnia inguinal em cães do sexo masculino encontrado neste levantamento e os dados encontrados na literatura, a maioria relatos de caso (IVERSON, 1977; ELKINS, 1983; STRANDE, 1989; MITCHENER et al., 1990 e FRY, 1991, WATERS et al., 1993), demonstram a baixa prevalência desta patologia em machos. Em contrapartida, todas as fêmeas apresentaram a forma adquirida numa faixa etária de 4 a 12 anos (Tabela 1). Deve-se ter em conta, no entanto, que o risco de manifestação congênita da hérnia inguinal, segundo HAYES (1974) e WATERS et al. (1993) é igual para ambos os sexos, embora não tenha sido constatado na casuística do HCV da UFSM.

Dentre os animais registrados no período de 12 anos no HCV, nenhum felino apresentou hérnia inguinal, o que corrobora a afirmação de HAYES (1974), segundo o qual, hérnias umbilical e inguinal parecem esporádicas e de pouca consequência nesta espécie.

A idade apresentada pelas fêmeas em estudo (Tabela 1), que não eram castradas, está dentro da faixa de predisposição citada na literatura (ARCHI-BALD & SUMNER-SMITH, 1974; PARKS, 1981; SMEAK, 1985; BOJRAB, 1986) que é a partir de meia idade. A identificação do corno uterino e/ou ligamento redondo do útero, como conteúdo herniário em todas essas cadelas, sugerem predisposição hormonal, conforme relataram PARKS (1981) e SMEAK (1989), favorecendo o enfraquecimento ou dilatação dos anéis inguinais.

O ligamento redondo como conteúdo herniário em 12 das cadelas (46%) relacionadas na Tabela 1 e o relato de herniorrafia inguinal em seis cadelas castradas (WATERS et al., 1993) reforçam as citações de ARCHIBALD & SUMNER-SMITH (1974), MATERA et al. (1960-62), PARKS (1981), BOJRAB (1986), de que a predisposição anatômica caracterizada por anel inguinal de maior diâmetro, onde se fixa o ligamento redondo do útero, também seja uma provável causa de hérnia inguinal na cadela.

CHRISTOPH (1975), SMEAK (1985), BOJRAB (1986) e STRANDE (1989) citaram que diferentes órgãos podem fazer parte do conteúdo herniário, enquanto FORMSTON (1990), em 61 anos de profissão, só encontrou o corno uterino e ligamento redondo. Das cadelas relacionadas na Tabela 1, o conteúdo herniário foi alça intestinal em uma, e o epíploo em quatro, mas em todas havia presença de corno uterino e/ou ligamento redondo. Estes dados reforçam as citações de que a predisposição hormonal e anatômica são as causas mais comuns de hérnia inguinal em cadelas.

Sinais de complicação como congestão, alteração de coloração e textura, efusão serossangüínea conforme citados por IVERSON (1977), MITCHE-NER et al. (1990) e FRY (1991), não foram observa-dos nos cães do sexo masculino (Tabela 1) embora o conteúdo fosse irredutível devido ao diâmetro reduzido do anel inguinal. Nestes casos não se recomenda protelar a cirurgia reparadora, pois o estrangulamento do conteúdo herniário pode levar à congestão e necrose com possibilidade de complicação sistémica.

Nas fêmeas, além dos sinais clínicos de tumefação indolor, uni ou bilateral e de consistência macia ou granulosa, à semelhança do que foi descrito por ARCHIBALD & SUMNER-SMITH (1974), SMEAK (1985) e BOJRAB (1986), foi observado deslocamento medial da mama (Figura 1) na maioria das cadelas. Tomadas radiograficas (Figura 2) foram efetuadas em 4 animais, mas não foram consideradas essenciais para o diagnóstico. Nas demais o pequeno volume projetando a mama ventralmente lembrava uma tumoração mamaria. A necessidade de diagnóstico diferencial, conforme citaram SMEAK (1985) e BOJRAB (1986) foi satisfeita por palpação, quando se identificou o parênquima mamário definido e de consistência granulosa firme, ao contrário do conteúdo herniário que, no caso, foi macio e redutível permitindo identificação do anel inguinal. Nestes casos o diagnóstico de hérnia inguinal foi acidental, durante exame clínico geral, pois não havia queixa com relação à mesma. Como se observa, pode passar despercebida conforme registraram ARCHIBALD & SUMNER-SMITH (1974) e FORMSTON (1990).

 

 

 

 

Na cadela Pinscher (Tabela 1) o saco herniário apresentava-se volumoso com área delimitada de consistência firme e áreas macias. Foram auscultadas bulhas cardíacas do feto que já se apresentava com 50 dias de formação. Embora SMEAK (1985) contra-indique a protelação da cirurgia corretiva para evitar complicação ou agravamento da situação, na cadela gestante preferiu-se aguardar a proximidade do parto (58° dia de gestação) para resgatar o feto com possibilidade de sobrevivência. Este procedimento requereu acompanhamento constante da paciente, o que foi facilitado por um proprietário cuidadoso e adequadamente orientado. Quando da cesariana, foi efetuada ovariohisterectomia por abordagem inguinal, conforme citado por MATERA et al. (1960-62), seguida de herniorrafia.

A abordagem cirúrgica da hérnia nas fêmeas foi a convencional através de incisão cranio-caudal, lateral à mama, mesmo nas portadoras bilateral. Deu-se preferência à esta técnica porque parece mais fisiológica que a abordagem mediana descrita por ARCHIBALD & SUMNER-SMITH (1974), SMEAK (1985), BOJRAB (1986) e preferida por WATERS et al. (1993). Na abordagem pela linha alba, a mama precisa ser dissecada da parede abdominal para permitir acesso ao anel inguinal. Considerando que o conteúdo herniário desloca a mama em sentido ventro-medial, a dissecação pela abordagem mediana pode trazer prejuízo maior de sua vascularização e gerar espaço morto anatômico adicional àquele causado pelo conteúdo herniário dificultando sua redução. Embora na hérnia bilateral esta técnica necessite dupla abordagem, o tempo operatório não aumenta significativamente.

Na cadela gestante a celiotomia inguinal permitiu efetuar a cesariana e ovariohisterectomia, mediante ampliação crânio-medial do anel inguinal, que no caso estava bastante dilatado. Na herniorrafia é importante ficar atento aos vasos pudendos externos, conforme recomendaram ARCHIBALD & SUMNER-SMITH (1974), SMEAK (1985) e BOJRAB (1986), que situam-se na porção caudo-lateral do anel e são calibrosos principalmente em cadelas mais idosas.

Para redução da hérnia, sempre que possível, foi dada preferência à redução pelo método fechado, conforme descrito por ARCHIBALD & SUMNER-SMITH (1974) e DAVI D (1977). Naquelas em que não se conseguiu redução do conteúdo pela taxe e torção do saco herniário, foi feita herniotomia para redução extra-peritoneal. Nas duas técnicas o saco herniário foi excisado após redução do conteúdo.

Nos machos (Tabela 1) foi efetuada orquiectomia bilateral, após redução do conteúdo herniário, para evitar risco de transmissibilidade e de possíveis complicações como edema ou recidiva citados por ARCHIBALD & SUMNER-SMITH (1974) e SMEAK (1985). Para redução do conteúdo foi necessária celiotomia inguinal devido ao reduzido diâmetro do anel. Nos machos foi dada preferência à redução do conteúdo e orquiectomia com abertura da túnica vaginal, pois a redução e orquiectomia pela técnica de cordão e testículo cobertos descrita por DAVID (1977), pode trazer como complicação hemoperitôneo se houver deslizamento da artéria espermática entre as estruturas laqueadas.

Os autores consultados (ARCHIBALD & SUMNER-SMITH, 1974; SMEAK, 1985; BOJRAB, 1986) indicaram diferentes tipos de fios para herniorrafia inguinal. Foi dada preferência ao mononailon por não ser absorvível, permanencendo no local por tempo indefinido e para prevenir proliferação fibrosa exuberante que eventualmente pudesse contribuir para o estrangulamento dos vasos pudendos.

 

CONCLUSÃO

Os dados obtidos permitem concluir que a hérnia inguinal adquirida é comum em cadelas não castradas, a partir dos 6 anos de idade e o conteúdo herniário mais encontrado é o corno uterino e/ou ligamento redondo do útero. Na herniorrafia recomenda-se abordagem lateral à mama, síntese com fio não absorvível e cuidado com os vasos pudendos.

 

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1Médico Veterinário, MsC, Professor Titular do Departamento de Clínica de Pequenos Animais, Universidade Federal de Santa Maria. 97119-900 Santa Maria, RS. Bolsista do CNPq

 

Recebido para publicação em 15.07.94. Aprovado em 18.08.84

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