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Scientia Agricola

On-line version ISSN 1678-992X

Sci. agric. vol.56 n.2 Piracicaba  1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-90161999000200025 

FLUTUAÇÃO POPULACIONAL DE Dione juno juno (Cramer, 1779) (Lepidoptera: Nymphalidae) EM MARACUJAZEIROS (Passiflora spp.), MÉTODOS DE AMOSTRAGEM E RESISTÊNCIA DE GENÓTIPOS

 

Arlindo Leal Boiça Júnior1*; Fernando Mesquita Lara1; João Carlos Oliveira2
1Depto. de Entomologia e Nematologia da FCAV/UNESP, CEP: 14870-000 - Jaboticabal, SP.
2Depto. de Fitotecnia da FCAV/UNESP, CEP:14870-000 - Jaboticabal, SP.
*e-mail: aboicajr@fcav.unesp.br

 

RESUMO: A pesquisa foi desenvolvida por um período de três anos (1991/94), em condições de campo, em Jaboticabal, SP, objetivando-se verificar a época do ano de maior ocorrência de Dione juno juno, avaliar métodos de amostragem e a resistência de genótipos de maracujazeiro (Passiflora spp.) ao seu ataque. Utilizaram-se doze genótipos entre espécies e híbridos. Os levantamentos foram realizados quinzenalmente, anotando-se o número de lagartas, o número total de folhas e o número de folhas atacadas por 0,25 m2 , e também em 1,5 m linear de espaldeira. Os resultados mostraram que a ocorrência de D. juno juno foi maior no inverno, com pico populacional em julho, seguindo-se da primavera e o verão, com pico em dezembro. As amostragens do número de folhas atacadas por D. juno juno/0,25 m2 e porcentagem de folhas atacadas pelas lagartas/0,25 m2 foram mais adequadas para a avaliação da infestação de genótipos de maracujazeiro pela praga; os genótipos P. alata, P. setacea, P. coccinea, P. nitida, P. alata2 x P. macrocarpa não foram atacados pela praga e o P. edulis x P. setacea foi muito pouco atacado, enquanto P. cincinnata, P. edulis, P. edulis x P. alata, P. edulis x P. giberti e P. caerulea foram os mais infestados.
Palavras-chave: insecta, resistência de plantas, flutuação populacional

 

SEASONAL ABUNDANCE OF Dione juno juno (Cramer, 1779) (Lepidoptera: Nymphalidae) IN Passiflora spp., SAMPLING METHODS AND GENOTYPES RESISTANCE

ABSTRACT: This research was developed during three years (1991/94), under field conditions, in Jaboticabal, SP, Brazil to study the seasonal abundance of Dione juno juno, to evaluate sampling methods and the resistance of Passiflora spp. genotypes. Twelve genotypes were used among species and hybrids. The surveys were conducted at two- week intervals, estimating the number of larvae, the number of leaves and the number of leaves attacked in 0.25 m2, and also in 1.5 linear meters. The results showed that the occurrence of D. juno juno was higher during the winter, with populational peak in July, followed by spring and summer, with another peak in December. The sampling of number of leaves attacked by D. juno juno/0.25 m2 and percentage of leaves attacked/0.25 m2 were the most suitable criteria for genotype evaluation. The genotypes P. alata, P. setacea, P. coccinea, P. nitida, P. alata2 x P. macrocarpa were not attacked and the P. edulis x P. setacea was lightly attacked, while P. cincinnata, P. edulis, P. edulis x P. alata, P. edulis x P. giberti and P. caerulea were the most infested.
Key words: insecta, host plant resistance, seasonal abundance

 

 

INTRODUÇÃO

Os plantios comerciais de maracujá, no Brasil, são formados quase que somente com Passiflora edulis f. flavicarpa (maracujá amarelo), cujos frutos são comercializados principalmente "in natura", no período de dezembro a agosto, época da safra, tendo dois picos, sendo o primeiro durante os meses de janeiro a março e o segundo de junho a julho (São José, 1994).

Como toda cultura, uma série de problemas agronômicos incidem sobre o maracujazeiro. Dentre estes, destacam-se os insetos como vaquinhas, percevejos e principalmente a lagarta preta do maracujá, Dione juno juno (Cramer, 1779) (Lepidoptera, Nymphalidae).

O ataque dessa lagarta em plantas de maracujazeiro verifica-se entre os meses de abril e junho, sendo que no início do desenvolvimento das lagartas o dano não é significativo, mas com o crescimento elas aumentam a voracidade e por vezes devoram toda a folhagem (Rossetto et al., 1974; Sampaio, 1978; De Bortoli & Busoli, 1987; Lima & Veiga, 1993). Além desse tipo de dano, outro relatado por Santos & Costa (1983) e Gallo et al. (1988) refere-se à queima das folhas provocada pela saliva das lagartas, que apresenta uma ação tóxica sobre as partes verdes.

Como controle deste inseto, o método mais empregado pelos agricultores é o químico; essa prática, porém, deixa muito a desejar pois afeta os insetos polinizadores como as mamangavas, podendo resultar em quebra da produção (Rossetto et al., 1974; Santos & Costa, 1983). Entre outras possibilidades de controle de D. juno juno mencionadas na literatura, podem ser citadas o controle biológico por predadores (Lima, 1940; Silva et al.; 1968; De Bortoli & Busoli, 1987; Brandão et al., 1991), por parasitóides (De Bortoli & Busoli, 1987), por bactérias (Villani et al., 1980; Brandão et al., 1991) e por vírus (Villani et al., 1980; Brandão et al., 1991; Alves, 1986; Ohashi et al., 1994).

Com relação ao uso de variedade resistentes, as pesquisas no Brasil e no mundo são muito restritas em relação ao maracujazeiro, o que mostra a necessidade de respostas a respeito dos materiais existentes, com possibilidade de futura aplicação no controle de D. juno juno e no melhoramento genético com esta mesma finalidade. Este método, segundo Lara (1991), é considerado como o ideal no controle de pragas, pois mantém a população da praga abaixo dos níveis de dano econômico sem causar nenhum distúrbio ou poluição ao ecossistema, e ainda, sem provocar qualquer ônus adicional ao agricultor.

Dentre os poucos trabalhos encontrados na literatura, encontra-se o desenvolvido por Silva (1981), que utilizou folhas das espécies P. edulis e P. actinia para alimentação de lagartas de D. juno juno. Observou que a primeira espécie propiciou mortalidade de 44% e cinco ínstares larvais, enquanto a segunda, 56% e com cinco ou seis ínstares larvais, evidenciando ser esta última espécie, menos adequada ao desenvolvimento da praga.

Echeverri et al. (1991) isolaram 10 flavonóides de resina de P. foetida, através de cromatografia de coluna, e concluíram que, dentre eles, a ermanina (7,4'-di-o-methylkaempferol) teve um alto efeito deterrente contra larvas de D. juno, na dose de 40 ppm.

O objetivo da presente pesquisa foi verificar, em condições de campo, as épocas de ocorrência de D. juno juno em Jaboticabal, SP, avaliar métodos de amostragem e a resistência de genótipos de maracujazeiro ao seu ataque.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi instalado em solo do tipo Latossol Vermelho Escuro, textura argilosa, adotando-se um esquema estatístico de blocos casualizados, com quatro repetições e doze tratamentos, correspondentes aos genótipos: P. alata, P. edulis f. flavicarpa, P. giberti, P. setacea, P. coccinea, P. caerulea, P. cincinnata, P. nitida e quatro híbridos (P. edulis x P. giberti, P. edulis x P. alata, P. edulis x P. setacea e P. alata2 x P. macrocarpa). As parcelas constaram de uma planta, disposta em espaldeira, num espaçamento de 3m entre linhas e 3m entre plantas, correspondendo cada parcela a 9m2. Sempre que necessária efetuou-se capina manual na linha de plantio e através de roçadeira tracionada por trator, na entre linha. Foram realizadas mensalmente adubações de cobertura, empregando-se 20 g de N, 50 g de P205 e 100g de K2O (Pedro Júnior et al., 1987).

No início da condução dos experimentos as plantas apresentavam a idade de 1 ano, sendo efetuadas as avaliações no período de março de 1991 a março de 1994, quinzenalmente, com avaliações dentro das quatro estações do ano. Foram realizados dois tipos de avaliações. No primeiro, em uma área quadrada de 0,25m2, anotou-se o número de lagartas, o número total de folhas e o número de folhas atacadas pelas lagartas, a partir do que calculou-se a porcentagem de folhas atacadas pelas lagartas. No segundo, efetuado em 1,5 m linear em uma lateral de espaldeira, anotou-se o número de folhas atacadas pelas lagartas e o número de lagartas.

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste de Fischer, enquanto que as médias foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. As médias com valor igual a zero não foram incluídas na análise estatística. A comparação entre as médias de amostragem foi efetuada através do teste de homocedasticidade de Bartlett.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados referentes à ocorrência de lagartas, avaliada quinzenalmente através do número total de lagartas em 1,5 m linear, no período de abril de 1991 a março de 1994 (Figura 1), revelam a presença do inseto durante todos os meses, com maior ocorrência de junho a agosto e de novembro a janeiro, ocorrendo o maior pico populacional no mês de julho (290 lagartas) e outro pico em dezembro. O pico populacional constatado no inverno corrobora os resultados relatados por Rossetto et al.(1974), Sampaio (1978) e Lima & Veiga (1993).

 

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Figura 1 - Número total de lagartas de Dione juno juno em 1,5 m de linhas de maracujazeiros (NLM), obtidos no período de abril a março dos anos de 1991 a 1994. Jaboticabal, SP.

 

Quanto ao número total de folhas atacadas por área (NFA) (TABELA 1), verificam-se diferenças estatísticas significativas (P £ 0,05) somente no inverno, onde P. cincinnata apresentou um número de folhas atacadas superior a P. giberti e P. caerulea, sendo que estes não diferiram de P. edulis, P. edulis x P. giberti e P. edulis x P. alata. Nas demais estações do ano, não se verificaram, para essa variável, diferenças estatísticas significativas entre os genótipos.

 

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Em relação ao número total de folhas atacadas em 1,5 m linear de espaldeira (NFE) (TABELA 1), novamente observam-se diferenças estatísticas somente no período do inverno, onde P. cincinnata foi significativamente superior a P. giberti. Todavia, ambos não diferiram de P. edulis, P. caerulea, P. edulis x P. giberti e P. edulis x P. alata. Nas demais estações, não se constataram diferenças entre os genótipos.

Numa análise geral dos dois tipos de avaliação, nota-se que a praga não atacou P. alata, P. setacea, P. coccinea, P. nitida e o P. alata2 x P. macrocarpa, sugerindo que esses genótipos apresentam alto grau de resistência a D. juno juno. Em conseqüência, fato semelhante, quanto à ausência do inseto, foi detectado através da porcentagem média do número de folhas por área (% NF/Q) atacadas pela praga (TABELA 1).

Com respeito ao número total de lagartas por área (NLA) e em 1,5 m linear de espaldeira (NLE) (TABELA 2), a análise estatística não detectou diferenças significativas (P > 0,05) entre os genótipos nas quatro estações; porém, nota-se no geral, que em P. alata, P. setacea, P. coccinea, P. nitida, P. edulis x P. setacea e P. alata2 x P. macrocarpa não se detectou a presença de D. juno juno ou foi muito baixa, através desse tipo de amostragem. O fato de alguns dos genótipos terem sido atacados pela lagarta, conforme resultados da amostragem com folhas, revela que a avaliação através de amostragem de lagartas não é satisfatória para comparação de genótipos, devido provavelmente ao hábito de dispersão ou agregação das mesmas na planta.

 

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Ao se comparar a variabilidade em cada método de avaliação pelo teste de Bartlett (TABELA 3), nota-se que, entre os parâmetros número de folhas atacadas pelas lagartas por área (NF/Q) e o número de folhas atacadas pelas lagartas em 1,5m linear (NFM), entre NF/Q e porcentagem de folhas atacadas por área (% NF/Q), ocorreram diferenças estatísticas significativas entre esses métodos, onde as menores variâncias foram observadas para NF/Q e % NF/Q, o que sugere serem os parâmetros confiáveis na determinação da diferença de ataque de D. juno juno em maracujá.

 

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CONCLUSÕES

• Em Jaboticabal, SP, a ocorrência de D. juno juno é maior na estação de inverno, com pico populacional em julho, seguida da primavera e verão, com pico em dezembro.

• As amostragens do número de folhas atacadas por D. juno juno/0,25 m2 e porcentagem de folhas atacadas pelas lagartas/0,25 m2 são mais adequadas para a avaliação da infestação de genótipos de maracujazeiro pela praga.

• Os genótipos P. alata, P. setacea, P. coccinea, P. nitida, P. alata2 x P. macrocarpa e P. edulis x P. setacea são pouco infestados por D. juno juno, enquanto P. cincinnata, P. edulis, P. edulis x P. alata, P. edulis x P. giberti e P. caerulea são os mais infestados.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores expressam seus agradecimentos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq - pelo auxílio e Bolsas de Pesquisa.

 

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Recebido para publicação em 18.06.98
Aceito para publicação em 18.11.98

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