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Revista Latino-Americana de Enfermagem

Print version ISSN 0104-1169

Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.20 no.2 Ribeirão Preto May/Apr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692012000200020 

ARTIGO ORIGINAL

 

Sintomas de depressão nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço em tratamento radioterápico: um estudo prospectivo

 

 

Juliana Maria de PaulaI; Helena Megumi SonobeII; Adriana Cristina NicolussiIII; Márcia Maria Fontão ZagoIV; Namie Okino SawadaIV

IAluna do curso de Graduação em Licenciatura e Bacharelado em Enfermagem, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Centro Colaborador da OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Brasil. Bolsista de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
IIDoutor, Professor Doutor, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Centro Colaborador da OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Brasil
IIIDoutoranda, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Centro Colaborador da OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Brasil
IVLivre docente, Professor Associado, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Centro Colaborador da OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Este estudo teve como objetivo identificar a frequência dos sintomas de depressão nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, em tratamento radioterápico, no início, meio e final do tratamento. Trata-se de estudo exploratório prospectivo, com abordagem quantitativa, de 41 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, em tratamento radioterápico no Ambulatório de Oncologia do Hospital Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto. Os dados foram coletados por meio do instrumento inventário de depressão de Beck, e analisados de modo quantitativo, por meio do programa Statistical Package of Social Science. Conclui-se que os sintomas de disforia aumentaram ao longo do tratamento, assim como o número de pacientes com depressão. Os resultados mostram a importância de os profissionais da saúde detectarem a prevalência e os níveis dos sintomas de depressão, uma vez que esses sintomas tendem a aumentar, podendo levar a consequências como falta de aderência ao tratamento e diminuição da qualidade de vida desses pacientes.

Descritores: Radioterapia; Depressão; Neoplasias de Cabeça e Pescoço.


 

 

Introdução

Os cânceres de cabeça e pescoço representam a 6a forma mais comum de todos os cânceres. A estimativa do câncer da cavidade oral, para o ano 2010, segundo o Ministério da Saúde(1), é de 10.330 casos novos em homens e 3.790 em mulheres. Como as cirurgias de cabeça e pescoço envolvem grandes ressecções, ocorrem mutilações funcionais e estéticas que repercutem na vida diária dos pacientes. Outro tratamento comum nesse tipo de câncer é representado pela radioterapia e a quimioterapia, terapias usadas como adjuvantes, com o objetivo de inibir as metástases e melhorar a taxa de sobrevivência(2).

Os tratamentos do câncer provocam vários efeitos colaterais físicos e emocionais que repercutem na vida diária do paciente. De todos os sintomas, a ansiedade e depressão são os mais prevalentes sintomas psicológicos dos pacientes com câncer, e a taxa de prevalência varia de 13 a 54%(3-4). De acordo com esses autores, a variação depende das diferentes formas de mensuração e amostras heterogêneas.

Por meio de revisão da literatura(5) demonstrou-se que a depressão é o transtorno psiquiátrico mais comum em pacientes com câncer, com prevalência de 22 a 29%, dependendo da localização do tumor, estádio clínico, dor, desempenho funcional físico e existência de suporte social. Em relação ao câncer de cabeça e pescoço, através de um estudo(6) estimou-se prevalência de depressão entre 6 e 15%, em contraste com taxas de até 40% encontradas em estudos na década de 80.

Estudo realizado no setor de triagem do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Inca(7), verificaram-se níveis elevados de sintomas depressivos em pacientes com câncer de cabeça e pescoço, com correlação positiva em relação à presença de dor. Ou seja, os sintomas de depressão presentes nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço podem estar relacionados, dentre outras causas, com o desconforto causado pela dor.

Em outra pesquisa(5), os autores relataram a dificuldade para diagnosticar depressão nos pacientes com câncer, destacando que, frequentemente, não é diagnosticada por falta de tempo para investigar as questões emocionais, custos associados ao tratamento, trabalho separado dos especialistas da saúde mental e oncologista e, consequentemente, a depressão não é tratada, levando ao aumento do sofrimento desses pacientes, piora na manifestação do câncer, prejuízo na adesão ao tratamento, levando ao aumento da mortalidade.

Em outro estudo(8), os autores destacam a prevalência, alta e muito pouco explorada, das desordens depressivas em pacientes com câncer, especialmente em idosos. Os autores realizaram revisão sistemática da literatura sobre a depressão em idosos com câncer. Encontrou-se que a taxa de depressão maior é moderada e a de depressão menor é alta, acompanhadas de formas subliminares de depressão em risco de não serem reconhecidas e não tratadas.

A pessoa com câncer necessita de ajuste à sua nova identidade como paciente oncológico, sendo inevitável lidar com os efeitos colaterais da radioterapia, que podem levá-la a se sentir impotente frente à sua nova condição(9). É muito importante a avaliação precisa da presença dos sintomas de depressão, ao longo do tratamento radioterápico, de modo a amenizá-los e garantir boa aderência do paciente ao tratamento.

Diante do exposto, essa pesquisa teve como objetivo identificar a frequência dos sintomas de depressão nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, em tratamento radioterápico, no início, meio e final do tratamento.

 

Métodos

Trata-se de estudo exploratório descritivo, prospectivo, com abordagem quantitativa. A pesquisa exploratória descritiva foi realizada com a aplicação do inventário de depressão de Beck (IDB), adaptado no Brasil por Goreinstein(10), no período de fevereiro de 2009 a julho de 2010.

O estudo foi realizado no Centro Especializado de Oncologia (Ceon) de Ribeirão Preto, SP. O Ceon faz parte do Hospital Beneficiência Portuguesa, onde são realizados atendimentos ambulatoriais, através de consultas, exames, tratamento e seguimento de pacientes adultos com câncer, provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de convênios e particulares da cidade de Ribeirão Preto e região.

A amostra foi composta por 41 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, em tratamento radioterápico, que aceitaram participar da pesquisa e assinaram o termo de consentimento informado.

Os critérios de inclusão foram: idade superior a 18 anos, diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço, atendidos no Ceon e estarem em tratamento.

Foram excluídos os pacientes com outros diagnósticos e/ou outros cânceres, e aqueles que tinham algum déficit mental que pudesse dificultar a compreensão e/ou a participação no estudo e nas entrevistas.

O projeto de pesquisa foi aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa, e mantido sigilo quanto à identidade dos pacientes, atendendo a Resolução nº196/96(11), do Conselho Nacional de Saúde.

Para a categorização dos dados dos pacientes, construiu-se um questionário de identificação para a coleta dos dados sociodemográficos, contendo as variáveis sexo, idade, estado civil, procedência, profissão/ocupação, nível de escolaridade e religião, dados clínicos e terapêuticos, diagnóstico, realização e tipo de cirurgia.

A aplicação do instrumento ocorreu no primeiro ciclo de radioterapia (baseline), onde se avalia a presença de sintomas de depressão. O instrumento foi aplicado no início (baseline), meio (aproximadamente na 15a sessão) e final do tratamento (após a 30a sessão), para se avaliar a presença e alterações dos sintomas de depressão, no decorrer do tratamento radioterápico. Todos os pacientes desta amostra responderam o índice de depressão de Beck nos três momentos; não houve perda de sujeitos por morte ou desistência de participação no estudo. Para a leitura do instrumento inventário de depressão de Beck, foram seguidos os critérios mostrados a seguir.

Inventário de depressão de Beck - escala com 21 itens que avaliam: 1) humor deprimido, 2) pessimismo, 3) sensação de fracasso, 4) perda de satisfação, 5) sentimento de culpa, 6) sensação de punição, 7) autorrancor (ódio, aversão), 8) autoacusação, 9) ideação suicida, 10) choro, 11) irritabilidade, 12) isolamento social, 13) indecisão, 14) imagem corporal alterada, 15) inibição para o trabalho, 16) anormalidade do sono, 17) fatigamento, 18) perda de apetite, 19) perda de peso, 20) preocupações somáticas e 21) perda de libido.

A escala é graduada com afirmações de 0 a 3, onde zero é ausência do sintoma e 3 a presença máxima do sintoma. O escore mínimo é 0 e o máximo, 63. Para a análise, o ponto de corte será ausência de depressão de 0 a 15, disforia de 16 a 20 e depressão de 21 a 63.

Para a análise dos dados, utilizou-se o software Statistical Package for Social Science (SPSS), versão 15.0, e o teste de consistência interna alpha de Cronbach, para testar a confiabilidade do instrumento. Realizou-se estatística descritiva para os dados sociodemográficos, clínicos e análise do IDB.

 

Resultados

Para testar a consistência interna do IDB, na amostra estudada, aplicou-se o teste alpha de Cronbach com o resultado de a=0,91, demonstrando que o instrumento é confiável nessa amostra.

A Tabela 1 mostra as características sociodemográficas dos 41 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, submetidos à radioterapia. Verificou-se que a maioria dos pacientes era procedente da cidade de Ribeirão Preto (46,3%) e região (36,5%), predominantemente do sexo masculino (85,4%), na faixa etária acima de 50 anos (82,9%).

 

 

Na Tabela 2, pode-se observar que o diagnóstico predominante foi de carcinoma espinocelular de hipofaringe, boca e cervical (73,1%) e a maioria fez cirurgia (58,5%) e quimioterapia (53,6%).

 

 

A Tabela 3 demonstra que os sintomas de disforia aumentaram ao longo do tratamento. No início, apenas 12,1% dos pacientes apresentavam esses sintomas e, no final, 21,9% dos pacientes apresentaram sintomas de disforia. A proporção de pacientes com depressão no início do tratamento foi igual a 7,3% e no final 9,7%.

 

 

Com a finalidade de verificar se houve diferença estatisticamente significante entre a primeira e terceira aplicação, e a segunda e terceira aplicação do IDB, realizou-se o teste t de Student para amostra pareada com os resultados mostrados na Tabela 4.

 

 

A Tabela 4 mostra que houve diferença estatisticamente significante entre a primeira e terceira aplicação, enquanto que entre a segunda e terceira aplicação não foi estatisticamente significante, revelando que as mudanças dos sintomas de disforia e depressão foram significativas ao se considerar o início do tratamento e o final.

 

Discussão

A caracterização sociodemográfica está de acordo com a literatura, que demonstra a incidência maior do câncer de cabeça e pescoço no sexo masculino e na faixa etária acima dos 50 anos. Os fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço estão associados aos agentes mutagênicos e/ou carcinogênicos, provenientes do meio ambiente, tais como tabagismo, etilismo, fatores genéticos, os quais levam à alta incidência para esse tipo de câncer, em vários países. Mais de 90% dos indivíduos com câncer de cabeça e pescoço têm história prévia de tabagismo e consumo de álcool. As condições inerentes do próprio indivíduo, tais como a susceptibilidade genética, podem também alterar essa incidência, porque nem todo fumante ou alcoólatra apresenta o mesmo risco para desenvolver um tumor. Fatores de susceptibilidade genética podem ser o polimorfismo genético de enzimas, que são capazes de metabolizar agentes carcinogênicos, a deficiência nos mecanismos de reparo do DNA, as características genéticas relacionadas ao sexo e grupos étnicos e as síndromes de susceptibilidade familiar ao câncer(12).

No Brasil, o paciente com câncer de cabeça e pescoço apresenta particularidades específicas que os difere inclusive das neoplasias em outros sítios. A maioria desses pacientes está na faixa etária acima de 50 anos e apresenta doenças associadas devido ao precário estado geral, em consequência de alterações provocadas pela própria doença e da situação socioeconômica, além de inúmeras síndromes paraneoplásicas(13).

O Instituto Nacional do Câncer apontou o câncer de laringe como um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores que acometem essa área e 2% de todas as doenças malignas(1).

A alta incidência do câncer de laringe neste estudo (24,4%) assemelha-se à que foi também descrita na pesquisa, que apresentou a incidência de câncer das maiores cidades do Estado de São Paulo, com destaque para a cidade de Ribeirão Preto, que mostra o câncer de laringe como um dos mais comuns, com taxa de incidência de 23,1%(14). A amostra do presente estudo contou com pacientes procedentes da região de Ribeirão Preto (82,8%), dos quais 21% eram lavradores., Esses resultados estão relacionados ao tipo de trabalho desenvolvido na região de Ribeirão Preto, onde a monocultura da cana oferece campo de trabalho para cortadores de cana, e entre esses é comum o consumo de altas doses de destilados e de tabaco, dois fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço. Estudo(15) desenvolvido na mesma região, também encontrou resultados semelhantes em relação à ocupação laboral, que demonstra o predomínio de aposentados, seguidos das categorias lavrador, motorista, vigia, pedreiro e eletricista.

A depressão, que, em 2004, foi a terceira causa de doenças no mundo e líder de incapacidades nos países de renda alta, pode também afetar adversamente o curso e resultados de condições crônicas como câncer, diabetes e obesidade(16).

A frequente associação entre depressão e doenças clínicas, leva a pior evolução tanto do quadro psiquiátrico como das doenças clínicas, com menor adesão às orientações terapêuticas, além de maior morbidade e mortalidade(17). Na oncologia, associa-se a depressão com a queda da sobrevida e aderência ao tratamento, levando a pior prognóstico.

Estimativas apontam que cerca de 10 a 25% dos pacientes com câncer apresentarão quadro de depressão maior(18). No presente estudo, encontrou-se que, a partir do meio do tratamento, 17% dos pacientes apresentavam disforia, aumentando para 21,9% no final do mesmo. Também verificou-se que 9,75% dos pacientes tiveram a presença dos sintomas de depressão no final do tratamento. Esses dados corroboram aqueles do outro estudo que encontrou taxa de 10,2% de depressão em pacientes com câncer de mama em radioterapia(19).

A frequência dos sintomas de depressão encontrada nesta pesquisa foi de 7,3% no início do tratamento radioterápico e 9,7% no meio e final do tratamento, com diferença estatisticamente significante. Em outro estudo(20), a frequência de sintomas depressivos foi semelhante, 7%.

Os graves efeitos colaterais dos tratamentos quimioterápico e radioterápico podem ser responsáveis pelo aumento dos sintomas de depressão, ao longo do tempo(21).

Os resultados do presente estudo apontam a necessidade de avaliar a presença dos sintomas de ansiedade e depressão no decorrer do tratamento radioterápico, uma vez que esses sintomas tendem a aumentar, podendo levar a consequências como falta de aderência ao tratamento, menor sobrevida e diminuição da qualidade de vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço.

 

Conclusões

A caracterização sociodemográfica encontrada neste estudo corrobora a literatura que demonstra incidência maior do câncer de cabeça e pescoço no sexo masculino e na faixa etária acima dos 50 anos.

Sintomas de depressão são comuns em pacientes com câncer em tratamento radioterápico. Os dados da presente pesquisa evidenciaram que ocorre aumento desse sintoma ao longo do tratamento - os sintomas de disforia passaram de 12,1% no início do tratamento para 21,9% no final do tratamento, enquanto que a depressão aumentou de 7,3% no início da radioterapia passando para 9,7% ao término do tratamento, com resultados significativos entre a primeira e terceira aplicação do IDB.

Pacientes com câncer de cabeça e pescoço, submetidos a tratamento oncológico, podem desenvolver sintomas de depressão devido a diversos fatores relacionados ao próprio câncer e ao tratamento. Eles correm risco de experimentar alterações funcionais, tais como problemas de respiração, deglutição e comunicação verbal prejudicada, levando ao isolamento social, e a aderência ao tratamento pode tornar-se prejudicada.

Concorda-se, aqui, com a utilização de instrumentos como o IDB na prática cotidiana em pacientes oncológicos que passam por tratamento radioterápico. Assim, o tratamento torna-se mais eficaz, uma vez que os sintomas de depressão podem ser avaliados e identificados no decorrer do tratamento pela equipe de saúde, no contexto médico não psiquiátrico, permitindo que a equipe de saúde avalie as questões de saúde mental e proponha intervenções, de acordo com a necessidade do paciente, de modo a melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dos mesmos.

Os resultados desta pesquisa mostraram a importância de os profissionais da saúde detectarem a frequência e os níveis dos sintomas de depressão e planejarem ações que minimizem esses sintomas, para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, em tratamento radioterápico.

 

Referências

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Endereço para correspondência:
Juliana Maria de Paula
Rua Mário Lamonato, 49
Jardim Morumbi
CEP: 14680-000, Jardinópolis, SP, Brasil
E-mail: jm_paula@hotmail.com

 

 

Recebido: 4.2.2011
Aceito: 25.11.2011