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Revista Latino-Americana de Enfermagem

versão impressa ISSN 0104-1169versão On-line ISSN 1518-8345

Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.25  Ribeirão Preto  2017  Epub 10-Jul-2017

http://dx.doi.org/10.1590/1518-8345.1854.2907 

Artigo Original

Cirurgia segura: validação de checklist pré e pós-operatório1

Francine Taporosky Alpendre2 

Elaine Drehmer de Almeida Cruz3 

Ana Maria Dyniewicz4 

Maria de Fátima Mantovani5 

Ana Elisa Bauer de Camargo e Silva6 

Gabriela de Souza dos Santos7 

2Doutoranda, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil. Enfermeira, Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

3PhD, Professor Adjunto, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

4PhD, Professor, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

5PhD, Professor Associado, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

6PhD, Professor Adjunto, Departamento de Enfermagem, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil.

7Mestranda, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil. Enfermeira, Instituto De Neurologia de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

elaborar, avaliar e validar um checklist de segurança cirúrgica para os períodos pré e pós-operatório de unidades de internação cirúrgica.

Método:

pesquisa metodológica, realizada em hospital de ensino público de grande porte do Sul do Brasil, com aplicação dos fundamentos do Programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas da Organização Mundial da Saúde. O checklist foi aplicado a 16 enfermeiros de oito unidades cirúrgicas, e submetido à validação por meio da técnica Delphi on-line com oito especialistas.

Resultados:

o instrumento foi validado, obtendo-se ranking médio ≥1, grau de concordância ≥75% e Alfa de Cronbach >0,90. A versão final contemplou 97 indicadores de segurança organizados em seis categorias: identificação, pré-operatório, pós-operatório imediato, pós-operatório mediato, outras complicações cirúrgicas, e alta hospitalar.

Conclusão:

o Checklist de Segurança Cirúrgica Pré e Pós-Operatório é mais uma estratégia na promoção da segurança do paciente, pois possibilita monitorar sinais e sintomas preditivos de complicações cirúrgicas e detecção precoce de eventos adversos.

Descritores: Segurança do Paciente; Lista de Verificação; Estudos de Validação

Introdução

Os processos decisórios dos enfermeiros englobam conhecimentos da área assistencial e gerencial, tendo como centralidade o cuidado ao paciente. Contudo, para seu êxito, devem ocorrer articulados ao planejamento e à avaliação, tendo como base um sistema de informação apropriado. As informações, dentro do serviço de saúde, não só favorecem a tomada de decisão, bem como a estruturação de estratégias inovadoras que ajudam, significativamente, na gestão. Esse é o desafio, sob a perspectiva ampliada, para a inserção e atuação do enfermeiro na estrutura organizacional dos sistemas de saúde1.

Dentre as ações de gestão está a tomada de decisão do enfermeiro, é e possível destacar aquelas ações relacionadas à segurança do paciente para a predição e diminuição de complicações, a detecção precoce de intercorrências e os eventos adversos no período pós-operatório2. Nesse contexto, o desenvolvimento de ferramentas que forneçam informação, tais como checklists, promovem a identificação precoce de problemas mais frequentes para o planejamento da assistência de enfermagem, durante a internação hospitalar, desenvolvimento do plano de alta e orientação sobre cuidados em domicílio3.

O marco inicial, que comprovou os benefícios do uso de checklist para a segurança do paciente cirúrgico, foi a pesquisa realizada por especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) em oito países (Canadá, Índia, Jordânia, Filipinas, Nova Zelândia, Tanzânia, Inglaterra e EUA). Foram investigados 7.688 pacientes, sendo 3.733 antes da utilização do checklist e 3.955 após o preenchimento do checklist, evidenciando redução de 36% nas complicações cirúrgicas, 47% na taxa de mortalidade, 50% nas taxas de infecção e 25% na necessidade de nova intervenção cirúrgica. Concluiu-se que o uso do checklist praticamente dobrou a chance de os pacientes serem submetidos a tratamento cirúrgico com padrões seguros de cuidados4.

Tais resultados destacaram o uso do Checklist de Segurança Cirúrgica (CSC) no Segundo Desafio Global para a Segurança da OMS. No Brasil, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas e recomenda o uso do CSC antes da indução anestésica, antes da incisão cirúrgica e ao término da cirurgia, antes de o paciente deixar a sala operatória5.

Uma revisão sistemática concluiu que os checklists de segurança cirúrgica são considerados instrumentos para coordenação da assistência, promovem a união da equipe e reduzem complicações pós-operatórias, tais como pneumonia, embolia pulmonar, trombose venosa profunda, infecção de sítio cirúrgico, retorno não planejado à sala operatória, perda de sangue, morte, deiscência de sutura, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, falência do enxerto vascular, síndrome da resposta sistêmica inflamatória, choque séptico, parada cardíaca e falência renal aguda6.

Outras pesquisas mostram que o uso de checklist é prática incentivada por reduzir a dependência de memória e intuição7 e reduzir erros8, tornando-se sinônimo de melhores práticas em áreas de alto risco9. Esses instrumentos de verificação podem revolucionar a maneira como o conhecimento é colocado em prática, além de constituir recurso básico e de custo irrisório aos serviços de saúde10.

Considerando que o modelo CSC da OMS é aplicável em centro cirúrgico, ou seja, para os momentos perioperatórios (antes, durante e depois da cirurgia), justifica-se a necessidade de checklist específico para o pré e pós-operatório, em unidades de internação cirúrgica, para verificação do preparo adequado do paciente antes do seu encaminhamento ao centro cirúrgico, bem como de sinais preditivos de complicações no pós-operatório.

Em outro estudo concluiu-se que a prevenção de problemas relacionados à segurança do paciente cirúrgico deve voltar-se também para o pré e pós-operatório, visto que se estima a prevalência de 19% de incidentes relacionados à organização do serviço e à assistência11.

A OMS recomenda a elaboração de novos checklists para outros serviços intra-hospitalares, como forma de estimular a cultura de segurança5. Assim, com base nas recomendações mundiais para cirurgias seguras, é responsabilidade ética profissional de enfermagem preencher a lacuna identificada em relação à verificação de elementos de segurança antes de o paciente ser encaminhado ao centro cirúrgico, e elementos preditivos de complicações pós-operatórias.

O objetivo nesta pesquisa foi elaborar, avaliar e validar um checklist de segurança cirúrgica para os períodos pré e pós-operatório de unidades de internação cirúrgica.

Métodos

Pesquisa metodológica, com abordagem quantitativa, realizada em hospital público de ensino, de grande porte, localizado na Região Sul do Brasil, entre março de 2013 e outubro de 2014, com participação de 16 enfermeiras de oito serviços cirúrgicos (Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia Geral, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Urologia, Cirurgia Plástica, Transplante Hepático, Cirurgia Pediátrica e Neurocirurgia).

A elaboração, avaliação e validação do checklist para os períodos pré e pós-operatório (CSCPP) foi norteada por princípios do Programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas, da OMS: simplicidade, aplicabilidade e possibilidade de mensuração de instrumento do tipo checklist à cirurgia segura5. Sua operacionalização seguiu propostas de gestão da qualidade, em consonância com o modelo utilizado no hospital foco desta pesquisa, segundo as fases do Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act)12.

As etapas metodológicas da aplicação do Ciclo PDCA estão apresentadas a seguir.

(1) P (Plan) - Fase de Planejamento

A Fase de Planejamento consistiu na realização de três reuniões: a primeira com enfermeiras das unidades cirúrgicas, para sensibilização sobre segurança cirúrgica, identificação de lacunas e análise de problemas relacionados à segurança cirúrgica de pacientes das unidades de internação; apresentação, concordância com o projeto de pesquisa e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Os critérios de inclusão foram: enfermeiras com mais de quatro semanas em unidade cirúrgica e trabalhando, pelo menos, 20 horas semanais; como critério de exclusão: enfermeiras em estágio probatório, em período de férias ou afastadas por meio de atestado de saúde. A amostra foi composta por 16 enfermeiras, todas profissionais das oito unidades cirúrgicas. Outras duas reuniões ocorreram, em continuidade ao Plano de Ação, para a elaboração e realização de teste-piloto do checklist.

(2) D (Do) - Fase de Desenvolvimento

Duas ações ocorreram nessa fase: a) em conjunto com as enfermeiras participantes, as pesquisadoras identificaram e listaram itens para a versão 1 do checklist; b) Foram realizadas duas oficinas com as enfermeiras para aperfeiçoar a versão 1, resultando na versão 2 do checklist.

(3) C (Check) - Fase de Checagem

Nessa fase do Ciclo PDCA, a versão 2 do checklist foi submetida a teste-piloto nas unidades cirúrgicas. Não houve definição de amostra, solicitando-se que cada enfermeira preenchesse o maior número possível de instrumentos no período do teste-piloto. Houve acompanhamento das pesquisadoras, por meio de visitas diárias nas oito unidades; às pesquisadoras coube o esclarecimento de dúvidas, estímulo ao preenchimento do instrumento e registro de sugestões em diário de campo.

Ao término do período de três meses, foram consideradas as sugestões, tais como troca de palavras/expressões, retirada ou inclusão de itens no instrumento, realizadas as mudanças necessárias no checklist e definida a versão 3.

(4) A (Act) - Fase de Ação

Essa fase referiu-se à submissão da versão 3 do checklist ao processo de validação por Comitê de Especialistas, utilizando-se a técnica Delphi, por meio de painel on-line para obtenção de consenso. Foi estabelecida a concordância mínima de 70% como resultado do Ranking Médio (RM) no julgamento13. Esse foi calculado por meio da soma das frequências das respostas, multiplicado pelo escore atribuído para cada resposta Likert (fator de ponderação) e dividido pela soma das frequências de cada resposta, utilizando-se a média ponderada das frequências.

O instrumento de coleta de dados foi nominado Formulário para Especialistas e composto por 23 questões, distribuídas em três blocos conforme escala Likert, e os seguintes pesos: (-2) Discordo Totalmente, (-1) Discordo, (0) Indiferente, (+1) Concordo e (+2) Concordo Totalmente. No primeiro bloco, com nove questões, a avaliação foi direcionada à fluidez e compreensão na redação dos itens, aplicação à prática e contribuição para a construção do conhecimento. No bloco dois, com oito questões, avaliou-se o conteúdo das questões relacionadas à segurança do paciente, à necessidade de inclusão e/ou exclusão de itens, contribuições do instrumento para o planejamento do cuidado e possibilidade de replicação. No bloco três, com seis questões, a avaliação foi direcionada para o julgamento geral dos especialistas sobre o conteúdo, a forma, a aplicabilidade e a credibilidade do checklist. Ao lado das 23 questões havia campo específico para o registro de comentários dos especialistas.

A versão 3 do checklist, assim como o Formulário para Especialistas, a carta convite e o TCLE foram enviados por correio eletrônico, estabelecendo-se o prazo de 14 dias para retorno. O recrutamento dos especialistas ocorreu por meio da Plataforma Lattes do CNPq, entre doutores com expertise em clínica cirúrgica, publicações relacionadas à segurança do paciente cirúrgico e que aceitaram participar da pesquisa.

A aceitação ou recusa das sugestões baseou-se na coerência dessas com o Manual Cirurgias Seguras Salvam Vidas, da OMS. Não foi estabelecido, antecipadamente, o número de rodadas de avaliação, mas que seriam realizadas tantas quantas necessárias para a obtenção de consenso.

Para a avaliação da confiabilidade dos resultados, utilizou-se o teste alfa de Cronbach, para correlação entre as respostas dos especialistas, quando as opções são escalonadas (-2,-1,0,+1,+2), como descrito no Formulário para Especialistas, e de acordo com os seguintes critérios: >0,90 - excelente; 0,81 a 0,90 - bom; 0,71 a 0,80 - aceitável; 0,61 a 0,70 - questionável; 0,51 a 0,60 - pobre e de 0,41 a 0,50 - inaceitável.

O desenvolvimento do estudo seguiu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos, e foi aprovado em Comitê de Ética sob n° 546.183. A confidencialidade das enfermeiras e dos especialistas foi assegurada pela ausência de identificação em todo o processo de coleta de dados.

Resultados

As 16 enfermeiras participantes da pesquisa, todas do sexo feminino, com idade média de 40 anos, pós-graduação e mais de 10 anos de vínculo empregatício no hospital pesquisado, atuavam em funções de assistência e/ou gerência de unidades cirúrgicas.

Os resultados, de acordo com a pesquisa metodológica, são apresentados conforme o desenvolvimento e aplicação do Ciclo PDCA e suas respectivas fases.

(1) P (Plan) - Fase de Planejamento - foram realizadas as três reuniões com as enfermeiras participantes da pesquisa, entre março e abril de 2013, quando foram escritos e aprovados os Planos de Ação para elaboração e posterior realização do teste-piloto do checklist.

(2) D (Do) - Fase de Desenvolvimento - em reunião com as enfermeiras, foram listados os principais cuidados prestados aos pacientes em pré e pós-operatórios na prática clínica. As relações de cuidados prestados pelas enfermeiras resultaram no desenho preliminar da versão 1 do checklist, seguida de oficinas para aperfeiçoamento dessa versão, resultando na versão 2 do instrumento. Essa fase ocorreu entre junho de 2013 e março de 2014.

(3) C (Check) - Fase de Checagem - a versão 2 do checklist foi submetida à avaliação e alterações quanto à forma e conteúdo, por meio de teste-piloto, com aplicação e preenchimento de 450 checklists, em oito serviços cirúrgicos de internação, entre abril e maio de 2014. Após análise dos resultados relativos ao instrumento, foram realizadas alterações necessárias e sugeridas pelas enfermeiras participantes, resultando na versão 3, nominada Checklist de Segurança Cirúrgica Pré e Pós-Operatório (CSSPP).

(4) A (Act) - Fase de Ação - após a fase de avaliação e construção do CSCPP, iniciou-se a seleção e recrutamento dos especialistas para validação da sua forma e conteúdo, por meio de técnica Delphi on-line. Em relação ao processo de formação do grupo de especialistas brasileiros, foram contatados 16 profissionais, a partir da carta convite, dos quais oito aceitaram fazer parte deste estudo.

O comitê de especialistas foi composto por dois professores de cuidados de enfermagem cirúrgica, dois enfermeiros especialistas em enfermagem cirúrgica, dois enfermeiros com especialização em segurança do paciente e dois cirurgiões.

O CSCPP foi submetido a duas rodadas de avaliação pelos especialistas, a partir de junho de 2014, obtendo-se consenso e a versão 4 do instrumento, apresentada logo adiante. Os resultados abaixo se referem às respostas do Formulário para Especialistas, com níveis de concordância e ranking médio dos três blocos de perguntas.

A Tabela 1 apresenta as avaliações de características e finalidades do CSCPP, com índice de concordância >75% e ranking médio ≥1.

Tabela 1 Ranking médio de concordância em relação à avaliação de características e finalidades do CSCPP pelo comitê de especialistas (n=8). Curitiba, PR, Brasil, 2014 

Questão Concordam % Indiferente % Discordam % Ranking médio Likert
Título auxilia o leitor a identificar as informações que irá observar 100 0 0 1,38
Título é conciso e atraente 88 12 0 1,25
Título corresponde ao Programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas 88 12 0 1,25
Aplicação prática da proposta 100 0 0 1,63
Domínio do pesquisador 100 0 0 1,88
Contribui para a construção do conhecimento 88 12 0 1,63
Há coerência ou afinidade no número de categorias 88 12 0 1,25
Há detalhes ou elementos supérfluos que desviam a atenção do leitor 25 0 75 1,00
Texto em tamanho e posição adequados 76 12 12 1,00

Na Tabela 2 apresentam-se os dados das avaliações relativas ao uso do CSCPP. As questões “Há algum item que considera de maior explicitação?”; “Existe algum tópico que deveria ser incluído para sua completude?” e “Existe algum tópico que deveria ser excluído?” não atingiram o mínimo de 70% de concordância e ranking médio ≥1, na primeira rodada de avaliação pela técnica Delphi.

Tabela 2 Ranking médio de concordância para possibilidades de uso do CSCPP pelo comitê de especialistas (n=8). Curitiba, PR, Brasil, 2014 

Questão Concordam (%) Indiferente (%) Discordam (%) Ranking médio Likert
Checklist contribui para a segurança 100 0 0 1,63
Há algum item que considera de maior explicitação 12 0 88 1,50
Existe algum tópico que deveria ser incluído para sua completude 12 0 88 1,38
Existe algum tópico que deveria ser excluído 0 0 100 1,88
Checklist utiliza referencial teórico 100 0 0 1,50
Checklist eficaz para planejamento e gestão 100 0 0 1,63
Checklist contribuirá para prevenir erros 88 12 0 1,50
Checklis t poderá ser replicado 100 0 0 1,63

Após a primeira rodada Delphi, por sugestão dos especialistas, foi incluída na categoria II (antes do encaminhamento do paciente para o centro cirúrgico) a expressão “sítio cirúrgico demarcado”; na categoria III (retorno do paciente do centro cirúrgico para unidade de internação), os especialistas solicitaram espaço para descrição do tipo e local do dreno e inclusão da palavra “outros”, com espaço para escrita no item referente ao acesso venoso permeável. Na categoria V (complicações), o título foi “Outras complicações pós-operatórias”, e acrescentaram-se tipos de choque - “séptico”, “hipovolêmico”, “cardiogênico”, “neurogênico” e “outros” -, com espaço para escrita. Para exclusão, houve alteração apenas na categoria V. O item TEP (Tromboembolismo Pulmonar) foi retirado, porque o termo TEV (Tromboembolismo Venoso) já constava no checklist; foi excluído o item “Queda”, porque tratava-se de incidente e não complicação; e retirado o item “deiscência”, porque já constava na categoria IV (período de pós-operatório mediato), referente à avaliação do sítio cirúrgico.

De modo geral, as solicitações dos especialistas referiram-se mais à forma de apresentação dos itens do que propriamente ao conteúdo do instrumento. Infere-se que a estrutura dos itens do manuscrito corresponde às necessidades de verificação da segurança cirúrgica. Após modificações, o instrumento foi submetido à segunda rodada de avaliação pela técnica Delphi, e todas as questões avaliadas pelos especialistas atingiram concordância ≥88% e ranking médio ≥1,38.

A Tabela 3 mostra a avaliação geral do CSCPP, com 100% de aprovação nos atributos pertinência, credibilidade e viabilidade de aplicação. O instrumento foi considerado adequado ao trabalho do enfermeiro em pré e pós-operatório de unidades de internação, estratégia segura e de confiança, de fácil e rápida aplicação prática.

Tabela 3 Ranking médio sobre a concordância de avaliação geral para o CSCPP pelo comitê de especialistas (n=8). Curitiba, PR, Brasil, 2014  

Questão Concordam (%) Indiferente (%) Discordam (%) Ranking médio Likert
Pertinência 100 0 0 1,75
Credibilidade 100 0 0 1,75
Viabilidade de aplicação 100 0 0 1,75
Validade do instrumento 100 0 0 1,63
Organização lógica do conteúdo 88 12 0 1,38
Interface profissional e paciente cirúrgico 75 25 0 1,38

O teste alfa de Cronbach, para confiabilidade de resultados do CSCPP, mostrou índice de 0,9515 para características e finalidades; 0,9396 para possibilidades de uso e 0,9858 para avaliação geral.

Os especialistas validaram a forma e o conteúdo do instrumento CSCPP, que contempla 97 indicadores de segurança em seis categorias: identificação, pré-operatório, pós-operatório imediato, pós-operatório mediato, outras complicações cirúrgicas e alta hospitalar (Figura 1).

Figura 1 Instrumento Checklist de Segurança Cirúrgica Pré e Pós-Operatório (CSCPP). Curitiba, PR, Brasil, 2014 

A categoria Identificação, do CSCPP, contempla informações sobre o paciente e outros indicadores de segurança para cirurgia, tal como sugere a OMS: paciente certo, cirurgia certa e lado certo. Esses dados contemplam informações mínimas, mas que refletem diretamente na evitação de eventos adversos e na garantia da qualidade do cuidado.

Na categoria do período pré-operatório, estão elencadas ações do enfermeiro para reconhecer e registrar itens, tais como: prontuário e demais documentos obrigatórios, exames de imagem, preparo pré-operatório conforme a indicação cirúrgica e os dispositivos de identificação.

Na categoria do período pós-operatório mediato, o CSCPP enumera itens como: nível de consciência, estabilidade de sinais vitais, náuseas/vômitos, tipo de anestesia, condições de pele e perfusão tecidual de extremidades, sistemas de drenagem, curativo cirúrgico, mobilidade/sensibilidade dos membros, prescrição médica pós-operatória, ficha de enfermagem do transoperatório, de recuperação pós-anestésica e recomendações.

Na categoria do período pós-operatório imediato, o CSCPP contempla avaliação da dor do paciente: Sistemas Respiratório, Digestório e Urinário, Cardiovascular e Tegumentar; além da avaliação de Sítio Cirúrgico.

O enfoque central da categoria alta hospitalar está no registro e orientações para os cuidados em domicílio, no retorno ambulatorial e na reavaliação clínica pós-cirúrgica. Incluem informes sobre estado geral do paciente, dispositivos e avaliação da ferida cirúrgica.

Discussão

Esta pesquisa constituiu exemplo da viabilidade de aplicação do Ciclo PDCA, como método organizacional, recomendado para processos de melhoria contínua da qualidade. O Ciclo PDCA está em consonância com o método experimental científico, porque promove a predição do resultado que se pretende alcançar, além de possibilitar a mensuração dos resultados e avaliação do impacto de intervenções12.

O desenvolvimento das fases do Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), para elaborar e avaliar um modelo de checklist de segurança cirúrgica, para os períodos pré e pós-operatórios, a ser utilizado em unidades de internação, foi uma construção participativa e dialógica com enfermeiras de unidades cirúrgicas. Serviu de norteador para trazer à realidade as necessidades e decisões de cuidado, de maneira metodológica e resolutiva. A construção conjunta entre pesquisadoras e enfermeiras mostrou a disponibilidade e o interesse em inovar, trazer praticidade e dar impacto às ações assistenciais das equipes de enfermagem.

Para as enfermeiras participantes deste estudo, foi um momento de encontro entre o conhecimento teórico, gerencial e a vivência da prática profissional, agregando valor à pesquisa realizada. A observação de atributos como simplicidade, aplicabilidade e possibilidade de mensuração contribuiu para o direcionamento na elaboração do instrumento, bem como para a possibilidade de tornar mais factível uma nova ferramenta de trabalho.

Deve-se considerar que instrumentos como PDCA auxiliam na melhoria da qualidade, contudo, requerem dos profissionais a incorporação de mudanças comportamentais, contínua ampliação de conhecimento e sua disseminação, desenvolvimento de habilidades e, consequentemente, modificação de atitudes. Embora seja amplamente aceito na área da saúde, e forneça estrutura para mudanças na qualidade de serviços da área em questão, é preciso evoluir nos padrões de avaliação de seu uso, de maneira sistemática e rigorosa12.

Compreende-se, então, que o uso do PDCA serviu, para o propósito desta pesquisa, à elaboração e avaliação do CSCPP e sua padronização de uso, na versão validada no hospital. Essa é a conclusão de aplicação de seus ciclos, mas deverá ocorrer a implementação do método para a avaliação de resultados de impacto na prática.

Em outra pesquisa, para estimar a prevalência de risco em uma clínica cirúrgica, estudaram-se 750 internações, dentre 5.672 registros de incidentes; 218 foram caracterizados como eventos adversos, por causarem dano ao paciente. Os incidentes mais comuns foram dor aguda pós-operatória; retirada não programada dos dispositivos tubulares; sonda e/ou dreno; falhas de procedimentos técnicos com necessidade de intervenção cirúrgica; além de reações adversas e alérgicas a medicamentos; infecções hospitalares; úlceras por pressão; quedas; manutenção inadequada de equipamento médico; reações adversas ou falta de hemoderivados; e óbito14. Nesse contexto, a identificação precoce de complicações relativas à ferida operatória também contribui para direcionar o plano de cuidado. Desse modo, o planejamento da assistência e a identificação precoce de eventos transoperatórios subsidiam a construção de indicadores de resultados e monitoramento da qualidade da assistência e da segurança do paciente5.

Revisão sistemática sobre os impactos e implementação de checklist cirúrgico demonstrou que o instrumento pode prevenir erros e complicações perioperatórias, reduzindo as taxas de complicações e mortalidade pós-cirúrgicas, além de proporcionar maior segurança ao paciente e melhoria na comunicação com a equipe assistencial15.

Os resultados das pesquisas citadas revelam que o uso de checklists pode contribuir para reduzir danos aos pacientes. Além de direcionar a avaliação no período perioperatório, as informações armazenadas nessas listas também podem servir para alimentar banco de dados, e fornecer respaldo legal para a instituição de saúde e profissionais16.

No entanto, instrumento validado, como aqui se apresenta, pode trazer mais confiabilidade para a segurança do paciente, onerando menos o sistema de saúde e, nesse cenário, o enfermeiro é o profissional que colabora para essa realidade. Em todas as áreas de conhecimento, incluindo a enfermagem, o desenvolvimento de instrumentos avaliativos e validados é um processo complexo, mas permite reconhecer situações evitáveis de risco, plano de ações corretivas, ações educativas e valorização profissional. Requerem confiabilidade e concordância, pois refletem a qualidade de medição17.

Os resultados do estudo confirmam a fidedignidade do CSCPP e sua contribuição para a prática de enfermagem cirúrgica. A confirmação de fidedignidade mostra que o instrumento serve para avaliar a qualidade da assistência; gerenciar, de maneira efetiva, o cuidado para identificação de riscos evitáveis; além de permitir ações corretivas e reajustes de metas, por meio de estratégias administrativas e educativas17.

A avaliação geral do CSCPP foi consoante à informação de que, na América do Norte, houve aumento da frequência de estudos de validação na área de enfermagem, valorizando a avaliação e a medição dos resultados da prática profissional18. A técnica Delphi, utilizada nesta pesquisa, para a validação do instrumento por meio do consenso, mostrou-se adequada e contribuiu para a forma e o conteúdo dos indicadores, aumentando a possibilidade de utilização dessa ferramenta em outros serviços de saúde.

É importante destacar que os impactos de listas de verificação são susceptíveis de eficácia, dependendo do processo de implantação de cada hospital19. Pode haver várias barreiras para o sucesso da implementação de um checklist cirúrgico, tais como fatores organizacionais e culturais dentro de cada hospital. Uma estratégia para o sucesso seria o contínuo feedback dos profissionais do serviço com a administração, para identificar os impeditivos à aplicação eficaz de listas de verificação para cirurgias seguras. Também, a eficácia de checklist dependerá da capacidade dos líderes da instituição à sua implementação, e de ações adaptativas conforme a necessidade de cada instrumento de verificação20-21.

Nesse contexto, recomenda-se inclusão de conteúdos relacionados à segurança do paciente nos cursos de graduação e de pós-graduação em enfermagem, assim como a capacitação em serviços de saúde22, visto que o checklist pode servir de exemplo de boas práticas clínicas e contribuir para o desenvolvimento de comportamentos seguros.

Esse instrumento pode ser um guia norteador da assistência no pré e pós-operatório, nas unidades de internação, fornecendo indicadores de avaliação da qualidade do cuidado, e possibilitando a formulação de novas estratégias para melhoria dos serviços de saúde.

Conclusão

O desenvolvimento desta pesquisa possibilitou a elaboração, avaliação e validação do CSCPP para segurança cirúrgica, com base nas diretrizes e objetivos do Programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas, da OMS. Por consenso dos participantes, foi considerada ferramenta capaz de auxiliar o enfermeiro na sua prática clínica.

Ao término da pesquisa, o CSCPP foi padronizado para uso na instituição. O CSCPP potencializa a adoção de ações preventivas, assim como o monitoramento de sinais e sintomas de alerta, detecção precoce de complicações e minimização de riscos ao paciente. Esse instrumento também contribui para o planejamento das intervenções de enfermagem e a melhoria da comunicação entre a equipe multiprofissional sobre o atendimento prestado. O resultado desta pesquisa pode constituir instrumento efetivo e eficaz para a segurança do paciente cirúrgico, além de ser adaptável para outros contextos de assistência à saúde.

A aplicação do checklist em único hospital, público e de ensino, constituiu uma limitação deste estudo. Recomenda-se que esse instrumento seja utilizado em outros serviços de saúde e, quando necessário, adaptado ao contexto institucional.

REFERÊNCIAS

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1Artigo extraído da dissertação de mestrado “Cirurgia Segura: validação de checklist pré e pós operatório”, apresentada à Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

Como citar este artigo Alpendre FT, Cruz EDA, Dyniewicz AM, Mantovani MF, Silva AEBC, Santos GS. Safe surgery: validation of pre and postoperative checklists. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2017;25:e2907. [Access ___ __ ____]; Available in: ____________________. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1518-8345.1854.2907.

Recebido: 04 de Setembro de 2016; Aceito: 06 de Abril de 2017

Correspondência: Francine Taporosky Alpendre Universidade Federal do Paraná Av. Prefeito Lothario Meissner, 632 Jardim Botânico CEP: 80210-170, Curitiba, PR, Brasil E-mail: franalpendre@gmail.com

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