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Pró-Fono Revista de Atualização Científica

Print version ISSN 0104-5687

Pró-Fono R. Atual. Cient. vol.21 no.2 Barueri Apr./June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872009000200006 

ARTIGOS ORIGINAIS DE PESQUISA

 

Habilidades em consciência fonológica de sujeitos após realização de terapia fonológica*

 

 

Helena Bolli MotaI; Maria das Graças de Campos Melo FilhaII

IFonoaudióloga. Doutora em Lingüística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professora Associada do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Maria
IIFonoaudióloga. Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

TEMA: habilidades de consciência fonológicas de crianças com histórico de desordens fonoaudiológicas.
OBJETIVO: comparar o desempenho das habilidades em consciência fonológica de um grupo de sujeitos com histórico de transtorno fonológico, após sua superação, através de terapia fonológica com indivíduos em desenvolvimento fonológico típico.
MÉTODO: participaram deste estudo dezoito sujeitos, nove do grupo estudo e nove do grupo controle. Os dois grupos foram avaliados quanto às habilidades em consciência fonológica por meio do Instrumento de Avaliação Seqüencial Confias.
RESULTADO: os grupos apresentaram diferenças estatisticamente significativas em seus desempenhos nas atividades silábicas de identificação de rima, produção de rima, exclusão de sílabas, no total das atividades envolvendo sílabas e nas atividades fonêmicas de exclusão, segmentação e transposição de fonemas, no total das atividades fonêmicas e, também, no total das atividades de consciência fonológica. O grupo controle obteve melhor desempenho em todas as atividades.
CONCLUSÃO: mesmo após a intervenção fonológica o grupo estudo apresentou desempenho inferior nas habilidades de consciência fonológica.

Palavras-chave: Deficiências Fonológicas; Fonoterapia; Linguagem Infantil; Linguagem; Desenvolvimento da Linguagem.


 

 

Introdução

Existe um grande risco de crianças com transtorno fonológico apresentarem problemas nas habilidades em consciência fonológica e, conseqüentemente, dificuldades na alfabetização1-2.

A consciência fonológica se refere à capacidade de análise das palavras faladas e das unidades sonoras que as formam3.

O desenvolvimento do conhecimento metafonológico é importante para formar bons leitores. É necessário que atividades que envolvam este conhecimento sejam praticadas na pré-escola, pois levam a resultados positivos para todas as crianças, principalmente àquelas com dificuldades para aprender a ler e a escrever, e também para aquelas que apresentaram atraso na aquisição da linguagem4.

Crianças que demonstram problemas no aprendizado da leitura apresentam desempenho prejudicado em testes envolvendo manipulação fonológica ou consciência fonológica5.

A consciência fonológica se desenvolve paralelamente ao letramento. À medida que a alfabetização vai se concretizando, a consciência fonológica também se aprimora, auxiliando o aperfeiçoamento das funções cognitivas e o processo de construção do aprendizado6.

Estudo relacionado à consciência fonológica identificou as habilidades de aritmética, memória fonológica, vocabulário, consciência fonológica e seqüenciamento como boas preditoras do desempenho em leitura e escrita7.

Este trabalho tem como objetivo comparar o desempenho das habilidades em consciência fonológica de um grupo de sujeitos com histórico de desvio fonológico, após sua superação, através de terapia fonológica com indivíduos em desenvolvimento fonológico típico.

 

Método

Esta pesquisa trata-se de um estudo longitudinal que faz parte do projeto de pesquisa realizado em uma Instituição de Ensino Superior, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob número 23081.007151/2006-35. Para realizar este estudo, utilizou-se o banco de dados do CELF (Centro de Estudos de Linguagem e Fala).

O grupo que participou da pesquisa foi constituído por dezoito sujeitos, sendo oito do sexo masculino e dez do feminino, que cursavam entre a quarta e a oitava séries do ensino fundamental de escolas públicas, com idades entre nove e quinze anos (grupo controle) e dez e quatorze anos (grupo de estudo), no ano de 2006.

Destes participantes, nove constituíram o grupo estudo, sendo cinco do sexo feminino e quatro do masculino, os quais ingressaram na clínica-escola no período de 1998 a 2002. Os sujeitos do grupo estudo tinham entre quatro anos e oito meses e seis anos e oito meses quando iniciaram a terapia fonológica. Um dos sujeitos apresentava transtorno fonológico de grau moderado-severo; seis, desvio médio e dois, médio-moderado, de acordo com o Percentual de Consoantes Corretas8 - PCC. Destes sujeitos, quatro foram tratados pelo Modelo de Terapia Fonológica de Ciclos Modificado9, três pelo Modelo ABAB - Retirada e Provas Múltiplas10 e dois pelo Modelo de Oposições Máximas11. Nenhum dos modelos utilizados na terapia enfatizou habilidades de consciência fonológica. O tempo médio de terapia realizada foi de vinte sessões para cada sujeito. Após a realização da terapia os participantes receberam alta, pois haviam superado as alterações na fala. O tipo de Modelo utilizado na terapia não foi critério para a composição do grupo estudo. Os sujeitos do grupo de estudo foram avaliados entre quatro a seis anos (tempo médio de cinco anos) após a alta fonoaudiológica. Este tempo dependeu da data da alta de cada sujeito e não foi critério para inclusão no grupo.

Os sujeitos foram localizados a partir de seus endereços e telefones registrados no arquivo do CELF da clínica-escola. Os critérios de inclusão para compor o grupo estudo foram: ter apresentado diagnóstico de transtorno fonológico no período em que ingressaram no SAF(serviço de atendimento fonoaudiológico), ter sido submetido à fonoterapia, recebido alta do serviço fonoaudiológico e a assinatura do Consentimento Livre e Esclarecido pelos pais ou responsáveis.

Para constituir o grupo controle foram selecionados sujeitos sem histórico de transtorno fonológico ou de qualquer outro comprometimento de fala, linguagem ou orgânico. Essa seleção foi feita a partir da anamnese, realizada com os pais ou responsáveis, da avaliação informal (observação) da fala dos sujeitos e, também, de informações coletadas com os professores, nas escolas em que cada sujeito freqüentava. O pareamento para o grupo controle foi realizado considerando o grau de escolaridade dos sujeitos, ou seja, para cada sujeito do grupo de estudo, foi selecionado outro, com o mesmo grau de escolaridade, mesma classe social e mesmo gênero. Os sujeitos do grupo controle tinham idades entre nove e quinze anos.

A avaliação da consciência fonológica foi realizada utilizando o Instrumento de Avaliação Seqüencial (CONFIAS)12, constituído por nove tarefas no nível de sílaba e sete tarefas no nível do fonema. As tarefas silábicas são:

1. Síntese silábica (S1).
2. Segmentação silábica (S2).
3. Identificação de sílaba inicial (S3).
4. Identificação de rima (S4).
5. Produção de palavra com a sílaba dada (S5).
6. Identificação de sílaba medial (S6).
7. Produção de rima (S7).
8. Exclusão silábica (S8).
9. Transposição silábica (S9).

As tarefas fonêmicas são:

1. Produção de palavra que inicia com o som dado (F1).
2. Identificação de fonema inicial (F2 - início de sílaba, início de palavra).
3. Identificação de fonema final (F3 - final de sílaba, final de palavra).
4. Exclusão fonêmica (F4).
5. Síntese fonêmica (F5).
6. Ssegmentação fonêmica (F6).
7. Transposição fonêmica (F7).

Cada resposta correta equivale a um ponto, sendo o número total de acertos possíveis igual a setenta pontos (tarefas silábicas = 40 pontos e tarefas fonêmicas = 30 pontos). A avaliação foi realizada em uma única sessão e as respostas foram transcritas no momento da sua realização. O instrumento de avaliação foi aplicado seguindo a ordem do protocolo.

Para o cálculo das médias, com relação ao teste Confias, foi feito o total de pontos das tarefas silábicas, o total de pontos das tarefas fonêmicas e o desempenho total de cada sujeito no teste (tarefas silábicas + tarefas fonêmicas). Após, foi feita a média do desempenho do grupo somando-se os desempenhos individuais em cada uma das tarefas e o desempenho total de cada sujeito e dividindo-se pelo número de sujeitos.

Os dados foram analisados estatisticamente utilizando o teste Kruskal-Wallis. A análise foi feita para verificar se houve diferenças significativas entre o desempenho dos dois grupos nas atividades silábicas e fonêmicas e, também, no total das atividades de consciência fonológica de cada grupo. O nível de confiança considerado foi de 5% (p < 0,05).

 

Resultados

Pela análise dos resultados de desempenho nas habilidades de consciência fonológica dos grupos pesquisados, foi possível observar que ambos os grupos obtiveram desempenho dentro ou acima do esperado nas habilidades de consciência fonológica para a hipótese de escrita alfabética, de acordo com os escores obtidos na validação do teste CONFIAS12. Segundo estes escores, para a hipótese de escrita alfabética a média de acertos nas tarefas silábicas é de 35,8, nas tarefas fonêmicas é de 20,6 e no total das tarefas é de 56,4. Nesta pesquisa o grupo de estudo obteve média de acertos nas tarefas silábicas de 35,7, nas tarefas fonêmicas de 24,2 e no total das tarefas de 59,9. O grupo controle, por sua vez, obteve média de acertos nas tarefas silábicas de 39,3, nas tarefas fonêmicas de 28,6 e no total das tarefas de 67,9. Os valores encontrados acima do esperado pelo teste podem ser explicados, pelo fato de os sujeitos da presente pesquisa apresentarem média de idade e grau de escolaridade superiores aos sujeitos que compuseram a amostra da pesquisa de validação do teste CONFIAS12, que cursavam a educação infantil e a primeira série, com idades entre cinco a sete anos.

Na Tabela 1 são apresentados a média dos escores, desvio padrão e valores de p do grupo de estudo e controle.

Comparando-se o desempenho entre os grupos, a partir da análise dos resultados apresentados na Tabela 2, pôde-se observar que houve diferença estatisticamente significativa (p < 0,05) entre os grupos de estudo e controle nas atividades silábicas de identificação de rima (p = 0,0289), produção de rima (p = 0,0431), exclusão de sílabas (p = 0,0042), no total das atividades de silabas (p = 0,0028) e nas atividades fonêmicas: de exclusão de fonemas (p = 0,0395), segmentação de fonemas (p = 0,0456), transposição de fonemas (p = 0,0439), no total das atividades fonêmicas (p = 0,0066) e também no total das atividades silábicas e fonêmicas (p = 0,0094). O grupo controle obteve melhor desempenho que o grupo de estudo em todas as tarefas em que foram observadas diferenças estatísticas.

 

Discussão

Os achados desta pesquisa corroboram o estudo que comparou as habilidades em consciência fonológica de sujeitos com transtorno fonológico com um grupo controle. Os sujeitos sem transtorno fonológico apresentaram bom desempenho nas habilidades de consciência fonológica, ao contrário do grupo com transtorno fonológico10. Outros estudos mostram que crianças que apresentam transtornos fonológicos têm desempenho inferior em habilidades metalingüísticas do que crianças que desenvolvem a linguagem sem apresentar transtornos13-15,20.

Na presente pesquisa, o grupo com transtornos fonológicos apresentou desempenho inferior ao grupo sem transtornos, tanto nas habilidades primárias de consciência fonológica, como nas habilidades mais complexas.

Um estudo de acompanhamento de sujeitos com dezesseis e dezessete anos que apresentaram dificuldades de fala e linguagem, na pré-escola, revelou que os sujeitos que tiveram as dificuldades de fala resolvidas em torno dos cinco anos, apresentaram melhor desempenho, nas habilidades de linguagem, do que o grupo com dificuldades persistentes de fala e linguagem16.

Testes de escrita e leitura foram aplicados em crianças com dificuldades de fala e linguagem. Essas crianças foram acompanhadas nos períodos em que cursaram o jardim de infância e a pré-escola. As crianças com dificuldade de fala e linguagem apresentaram menor desempenho em testes de leitura em relação ao grupo controle. As habilidades na linguagem, no jardim de infância, mostraram-se relacionadas às habilidades de leitura e as dificuldades fonológicas, e foram consideradas boas preditoras das habilidades da escrita17.

A relação entre as habilidades de consciência fonológica e o desempenho na escrita de crianças, com histórico de transtorno fonológico, foram investigadas após a realização de terapia fonoaudiológica. As autoras18 verificaram que os sujeitos que apresentaram desempenho ruim em atividades de tarefas fonêmicas, também apresentaram mal desempenho nas habilidades de consciência fonológica. Os resultados deste trabalho confirmaram a relação entre linguagem oral e o posterior desenvolvimento das habilidades lingüísticas, pois futuramente, estes déficits poderão influenciar negativamente a aquisição e o desenvolvimento da escrita. O uso de três modelos de terapia diferentes, para o tratamento das crianças, neste estudo, não deve ter influenciado nos resultados, pois nenhum dos modelos utilizados deu ênfase à consciência fonológica.

As alterações na fala, em idade pré-escolar, poderão ocasionar dificuldades no desenvolvimento da leitura. Crianças que apresentam estas alterações devem ser identificadas e inseridas em programas de intervenção, em consciência fonológica, para que estas prováveis dificuldades sejam minimizadas19.

Alterações no nível fonológico da linguagem podem ocasionar conseqüências para outras áreas da linguagem e dificuldade de aprendizagem. Segundo pesquisa realizada com escolares, os transtornos fonológicos influenciaram diretamente a aquisição da leitura e escrita, e também, o desempenho escolar dos sujeitos em estudo20. Outro estudo mostra que nas etapas iniciais da alfabetização é muito importante trabalhar com o processamento fonológico, pois os maus leitores apresentam dificuldades nesta área21.

Recente pesquisa em que as autoras aplicaram um programa de atividades que estimulava as habilidades de consciência fonológica, tendo como base a teoria da hierarquia de traços distintivos, evidenciou que a melhora nas habilidades de consciência fonológica favoreceu o desenvolvimento do sistema fonológico22. De acordo com as autoras, esta melhora possibilitou maior atenção aos sons da fala e, também, à percepção da presença de traços comprometidos na fala, pela própria criança.

O resultado do estudo com o objetivo de verificar a eficácia da intervenção em consciência fonológica de crianças, com alteração de fala e de linguagem, evidenciou que esta, possibilita melhoras na produção da fala e no desenvolvimento da leitura23.

Conforme outra pesquisa, na qual foi avaliada a consciência fonológica de um grupo de escolares da primeira série do primeiro grau, mesmo sendo alfabetizadas, as crianças apresentaram uma dificuldade maior na realização de tarefas envolvendo manipulação fonêmica. Para a autora, o resultado do estudo mostra a importância da realização de programas que estimulem as habilidades de consciência fonológica na préescola, fator importante para o desenvolvimento da leitura e da escrita24.

Crianças que apresentam transtornos fonológicos, geralmente, apresentam déficit nas habilidades de consciência fonológica. É importante que estes déficits sejam detectados e tratados precocemente25.

 

Conclusão

Os resultados do presente estudo mostraram que, mesmo após a intervenção fonológica, os sujeitos com histórico de transtorno fonológico apresentaram desempenho inferior nas habilidades de consciência fonológica com relação aos sujeitos com desenvolvimento normal. Estes resultados podem ser explicados pelo histórico de transtorno fonológico. Mesmo após ter sido tratado, o transtorno fonológico se manifestou causando prejuízos em outras capacidades lingüísticas. As dificuldades em consciência fonológica são resultantes da alteração do processamento fonológico causada pelo transtorno fonológico. Pode-se dizer que o desenvolvimento adequado do sistema fonológico é a base para o desenvolvimento posterior de outras capacidades lingüísticas, isto ressalta a importância de pesquisar uma terapia fonológica com ênfase no processamento fonológico.

 

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Endereço para correspondência:
Rua José Carlos Kruel, 41 - Apto. 601
Santa Maria - RS - CEP 97060-380
(helenabolli@hotmail.com)

Recebido em 11.07.2008.
Revisado em 14.10.2008; 30.11.2008; 18.02.2009.
Aceito para Publicação em 27.02.2009.

 

 

Artigo Original de Pesquisa Artigo Submetido a Avaliação por Pares
Conflito de Interesse: não
* Trabalho Realizado na Universidade Federal de Santa Maria.