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Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123versão On-line ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.24 no.1 Rio de Janeiro jan. 2019

http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018241.29542016 

Artigo

Prevalência e fatores associados à fragilidade em uma amostra de idosos que vivem na comunidade da cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil: estudo FIBRA-JF

Roberto Alves Lourenço1 

Virgílio Garcia Moreira1 

Eliane Ferreira Carvalho Banhato2 

Danielle Viveiros Guedes3 

Kelly Cristina Atalaia da Silva4 

Francisco Eduardo da Fonseca Delgado5 

Cláudia Helena Cerqueira Marmora6 

1Laboratório de Pesquisa em Envelhecimento Humano, Departamento de Medicina Interna, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Av. Marechal Rondon 381/2°, São Francisco Xavier. 20950-000 Rio de Janeiro RJ Brasil. roberto.lourenco@globo.com

2Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Juiz de Fora MG Brasil

3Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Brasília DF Brasil

4Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Santo Antônio de Jesus BA Brasil

5Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais. Pouso Alegre MG Brasil

6Departamento de Fisioterapia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora MG Brasil

Resumo

Fragilidade é um estado de vulnerabilidade fisiológica multissistêmica relacionada à idade e a um risco aumentado de desfechos adversos. O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência e os fatores associados à fragilidade no estudo FIBRA em Minas Gerais, Brasil. Selecionou-se uma amostra aleatória, estratificada por unidade territorial, sexo e idade, de 461 indivíduos, com 65 anos ou mais. A fragilidade foi estabelecida pela presença de três ou mais de cinco itens: sensação de exaustão, baixa força de preensão manual, velocidade da marcha lenta, perda de peso e baixo gasto calórico. A média de idade foi de 74,4 anos (DP± 6,8), 69,6% eram mulheres e 71,9% brancos. A prevalência de fragilidade foi de 5,2%; 49,9% foram de indivíduos pré-frágeis. Idade avançada (OR: 6,4; IC 1,76-23,8), comprometimento das atividades básicas de vida diária (OR: 5,2; IC 1,1-23,1) e auto percepção de saúde ruim (OR: 0,13; IC 0,03-0,4), foram associados à fragilidade. No presente estudo, um número substancial de indivíduos apresentou-se frágil, enquanto que metade da amostra estava sob risco de progressão para esta condição, sugerindo que é urgente a adoção de medidas de saúde pública com objetivo de prevenção e redução de complicações.

Palavras-chave Prevalência; Fragilidade; Idosos; Vulnerabilidade

Introdução

A transição epidemiológica e demográfica, juntamente com as conquistas sociais, científicas e tecnológicas, trouxeram para o cenário mundial modificações importantes na composição populacional e no padrão de morbidade e mortalidade1. Enquanto em alguns países o aumento da expectativa de vida foi gradativo, no Brasil ela saltou de 43 para 74 anos, em menos de um século2. Com 650 mil novos idosos acrescidos a cada ano, em 2050, o Brasil ocupará a sexta posição em número de indivíduos com 60 anos ou mais3,4. Este processo de transição demográfica traz consigo uma alteração do perfil de distribuição das doenças, com redução na frequência de doenças carenciais e infecto-contagiosas, e aumento na prevalência de doenças crônico-degenerativas. Atualmente, estas representam 74% de todas as causas de mortalidade em nosso país e muitas delas são causas de disfunções e incapacidades5,6. Entre elas, encontra-se a fragilidade biológica.

A síndrome de fragilidade é uma condição clínica que vem sendo amplamente estudada nas últimas décadas7. É reconhecida como uma síndrome geriátrica e está diretamente associada a desfechos indesejáveis, aumento de custos e mortalidade810. A idade é seu principal fator de risco isolado, e estima-se que 10 a 25% da população acima de 65 anos esteja em situação de fragilidade11. Para aqueles acima dos 85 anos, tal prevalência pode chegar a 45%11.

O termo fragilidade é de uso comum. São muitos os seus significados vernaculares. No entanto, na literatura científica, o termo foi utilizado no passado – e em alguma medida ainda o é – para descrever indivíduos dependentes de outros, que estão sob risco substancial de dependência e outros desfechos adversos de saúde; como característica daqueles que têm muitas doenças crônicas ou problemas médicos e psico-sociais complexos12. Apresentações atípicas de doenças, ser candidato a programas especializados de geriatria e estar envelhecendo aceleradamente são outras condições descritas pelo termo fragilidade na literatura científica12.

No entanto, ao longo das últimas duas décadas, a síndrome de fragilidade do idoso tem sido discutida, principalmente, em torno de dois modelos conceituais e seus respectivos instrumentos. Por um lado, Rockwood et al.13 definem fragilidade pelo conjunto de problemas – enfermidades, disfunções, incapacidades – que o indivíduo é portador, e propõe a realização de uma avaliação geriátrica ampla como método de identificação dos portadores da síndrome. Por outro lado, pensado como uma manifestação objetiva da interação de fatores genéticos e ambientais, o “fenótipo” – também nomeado fragilidade física –, proposto por Fried et al.14, parte da hipótese que, do ponto de vista conceitual, fragilidade é um estado de vulnerabilidade fisiológica multissistêmica relacionada a idade e associada a um risco aumentado de desfechos adversos de saúde, e propõe que ela seja diagnosticada pela presença de três ou mais de um total de cinco itens: sensação de exaustão, baixa força de preensão manual, velocidade da marcha lenta, perda de peso e baixo gasto calórico. A presença de um ou dois itens apontariam para um estado limítrofe, intermediário entre o indivíduo robusto e o frágil, nomeado por estes autores como pré-fragilidade.

Há entre os investigadores da área um entendimento de que a síndrome de fragilidade é algo distinto de dependência, assim como de vulnerabilidades de natureza econômica e social. No entanto, ambos os sistemas conceituais identificam indivíduos sob risco de eventos adversos de saúde e mortalidade elevada12. Pelo menos duas características desta condição justificam este entendimento: em primeiro lugar, o comprometimento da reserva funcional dos vários sistemas orgânicos, associado ao envelhecimento cronológico, está bastante bem relatado na literatura; em segundo, indivíduos frágeis ou pré-frageis recuperam-se, tanto espontaneamente quanto através de intervenções terapêuticas, ao passo que quadros de incapacidade são relativamente “fixos”, oferecendo menores oportunidades de recuperação12,1416.

O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência e os fatores associados à fragilidade no estudo FIBRA- JF em Minas Gerais, Brasil.

Materiais e métodos

Seleção amostral

Trata-se de um estudo de delineamento transversal e analítico. A população foi de indivíduos com 65 anos ou mais, residentes na zona urbana da cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.

Segundo o IBGE, o município de Juiz de Fora está dividido em 16 unidades territoriais demarcadas a partir de critérios de localização geográfica e nível socioeconômico. Em 2001, a população da cidade era de 500 mil indivíduos, dos quais 47.379 (11,6%) tinham 60 anos ou mais2. Para o presente estudo, a partir desta população, foram selecionados indivíduos com 65 anos ou mais, de ambos os sexos, por critérios de amostragem por quotas. O tamanho amostral por gênero e faixa etária, para um erro amostral de 5%, foi de 385 indivíduos. Na primeira etapa, foram selecionadas, aleatoriamente, cinco entre as 16 unidades (unidades 1, 4, 10, 11 e 13). Em seguida, foram sorteados os bairros em cada unidade e ruas dos bairros selecionados. As unidades territoriais são compostas por bairros subdivididos em setores censitários, que são formados por ruas definidas em quarteirões específicos. Foi preservada a proporcionalidade de idosos em cada região nos diferentes bairros visitados. Adotando-se o procedimento porta-a-porta, foram visitadas as casas de cada rua, em uma ordem previamente determinada, até que a meta para aquela localidade fosse atingida. No total, 461 indivíduos foram entrevistados e 427 analisados. Foram excluídos 34 indivíduos pelas seguintes condições: temporariamente acamados, residentes em instituições de longa permanência, moradores da zona rural e os portadores de incapacidade – sequelas graves de acidente vascular encefálico, imobilidade, doença de Parkinson avançada, pontuação menor que 14 no Mini Exame do Estado Mental (MEEM) (Figura 1).

Figura 1 Seleção amostral por gênero e faixa etária de idosos com 65 anos ou mais residentes na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 

Os participantes preencheram voluntariamente um termo de consentimento informado e foram respeitadas as regras da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde (CONEPE/MS – 313/2008). Este trabalho contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Coleta de dados

As entrevistas foram feitas face a face, em domicílio, entre janeiro de 2009 e janeiro de 2010, após treinamento da equipe. Os participantes responderam a um questionário constituído por variáveis sociodemográficas; de saúde física e mental; hábitos de saúde; autopercepção de saúde; comorbidades auto referidas (doença cardíaca, doença pulmonar, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, câncer, acidente vascular cerebral, osteoporose, osteoartrite e depressão). Foram também submetidos a provas de desempenho funcional17,18 e rastreamento cognitivo19. Além disso, foi calculada a massa muscular esquelética apendicular pela fórmula de Lee e considerados casos aqueles do primeiro quintil pelo sexo20.

Os indivíduos foram avaliados através dos cinco itens que compõem a escala de Fried et al.14,21, e o diagnóstico de fragilidade foi estabelecido utilizando-se os critérios de fragilidade propostos por estes mesmos autores (Quadro 1).

Quadro 1 Escala de fragilidade proposta pelo Cardiovascular Health Study: definições dos casos. 

Item Medida
Perda de Peso Para verificação de perda de peso, foram considerados como positivos aqueles com autorrelato de perda não intencional de mais de 4,5kg no ano. No acompanhamento, foi mensurado o índice de massa corporal (IMC) e quando o resultado comparativo ao ano precedente para o peso era ≥ 0,05 pela fórmula abaixo, sem relato de perda intencional, era também considerado positivo para Perda de Peso. (Peso no ano anterior – Peso Atual/ Peso no ano anterior).
Força Muscular Para mensuração da força muscular, foi utilizado um dinamômetro manual no membro superior dominante, solicitando ao participante que, por três vezes, exercesse a maior força possível. Aqueles, no primeiro quintil, após ajuste do resultado para sexo e índice de massa corporal, foram considerados positivos para o quesito Fraqueza Muscular.
Sensação de Exaustão Para verificação da sensação de exaustão, foram utilizadas duas perguntas do CES-D (Center of Epidemiological Study Center Scale), itens sete e 20. “Eu me sinto cansado em tudo que faço” e “Não posso continuar desta forma”. Aqueles que responderam sim para qualquer das duas perguntas foram considerados positivos para o quesito Sensação de Exaustão.
Lentificação da Marcha Para verificação da lentificação da marcha, foi avaliado o tempo gasto para caminhar um percurso de 4,6m em linha reta e, após ajuste para altura e sexo, foram considerados positivos para o quesito Lentificação da Marcha aqueles do primeiro quintil.
Diminuição da Atividade Física Para verificação de diminuição da atividade física, foi utilizado o questionário Minessota Leisure Time Activities (MLTA) e para cada atividade exercida pelo idoso foi calculado o gasto calórico semanal. Foram considerados positivos para o quesito Diminuição da Atividade Física aqueles do primeiro quintil.

Análise estatística

A distribuição das variáveis categóricas foi apresentada como frequências absolutas e porcentagens. As variáveis contínuas foram descritas através de médias e desvios-padrão. Foram incluídas no modelo de regressão logística multivariado, método stepwise foward, as variáveis que na análise univariada apresentaram p < 0,2. O teste de Hosmer-Lemeshow foi utilizado para analisar a capacidade discriminatória do modelo. Todas as estatísticas descritivas foram calculadas considerando um intervalo de confiança de 95%, e na análise multivariada um nível de significância < 0,05. A digitação de dados e análises estatísticas foram realizadas usando o programa SPSS, versão 19.9, software IBM, 2009, Chicago.

Resultados

A amostra analisada foi constituída por 427 indivíduos, dos quais 69,6% eram mulheres, 71,9% caucasianos e 48% eram casados ou viviam com um parceiro (Tabela 1). A média de idade foi de 74,4 anos (± 6,8) e nível de escolaridade de 5,4 anos (± 4,1). A renda média per capita expressa em salários mínimos (SM) foi de 1,6. Das nove comorbidades auto-referidas, as de maior prevalência foram hipertensão arterial sistêmica (37,9%), depressão (14,5%), osteoporose (10,5%), diabetes mellitus (10,5%). Em relação a quedas 32,1% da amostra apresentou pelo menos 1 queda no ano anterior. A pontuação média do MEEM foi de 24,55 (± 3,58).

Tabela 1 Características sociodemográficas, funcionais e condições de saúde de idosos acima de 65 anos residentes na comunidade. Juiz de Fora, Brasil (n= 427). 

Classificação de Fragilidade Total
Robusto Pré-frágil Frágil
n % n % n % n %
Sexo Masculino 64 33,3 59 27,7 7 31,8 130 30,4
Feminino 128 66,7 154 72,3 15 68,2 297 69,6
Idade 65 A 74 137 71,4 93 43,7 5 22,7 235 55
> 75 55 28,6 120 56,3 17 77,3 192 45
Etnia Branca 138 71,9 153 72,2 15 68,2 306 71,8
Não branca 54 28,1 59 27,8 7 31,8 120 28,2
Escolaridade 0-4 114 59,4 137 64,3 15 68,2 266 62,3
5-8 30 15,6 33 15,5 2 9,1 65 15,2
>9 48 25 43 20,2 5 22,7 96 22,5
Estado Civil Casados 105 54,7 91 42,7 9 40,9 205 48
Não casados 87 45,3 122 57,3 13 59,1 222 52
Renda em salário mínimo 0 a 2 100 52,1 124 58,2 14 63,6 238 55,7
2,1 a 5 63 32,8 61 28,6 7 31,8 131 30,7
> 5 29 15,1 28 13,1 1 4,5 58 13,6
Comorbidades Não 87 45,3 69 32,4 5 22,7 161 37,7
Sim 105 54,7 144 67,6 17 77,3 266 62,3
Atividades de vida diária Independente 175 91,1 177 83,1 15 68,2 367 85,9
Dependente 17 8,9 36 16,9 7 31,8 60 14,1
Autopercepção de Saúde Ruim - Muito ruim/Regular 64 33,3 100 46,9 17 77,3 181 42,4
Boa-Muito boa 128 66,7 113 53,1 5 22,7 246 57,6
Quedas Sim 57 29,7 70 32,9 11 50 138 32,3
Não 135 70,3 143 67,1 11 50 289 67,7
Massa Muscular* Normal 170 89 159 75 15 68 344 80,9
Alterada 21 11 53 25 7 31,8 81 19,1

*Massa muscular segundo Lee (percentil 20).

No presente estudo foram encontrados 5,2% de indivíduos frágeis, 49,9% pré-frágeis e 45% de indivíduos robustos. Na Tabela 1, observamos que dentre os não frágeis 67% eram do sexo feminino, 71% estavam no estrato etário mais jovem e 72% eram caucasianos. Entre os frágeis, a predominância foi do sexo feminino (68%) e 77% tinham mais que 75 anos. Eles também possuíam menor escolaridade (68%), menor renda (64%) e maior número de comorbidades (77%). No item autopercepção da saúde, 77% dos frágeis referiram que sua saúde estava ruim/muito ruim e também apresentaram uma pior pontuação no MEEM (média de 21 pontos).

Na Tabela 2, observa-se que na análise univariada a idade avançada, o comprometimento nas AVD, a autopercepção negativa de saúde, o baixo desempenho no MEEM, a presença de comorbidades e de quedas apresentaram uma associação significativa com a variável dependente. Já na análise multivariada, somente idade avançada (OR: 6,4; IC 1,76-23,8), comprometimento nas AVD (OR: 5,2; IC 1,1-23,1) e autopercepção negativa de saúde (OR: 0,13; IC 0,03-0,4) se mostraram associados à fragilidade.

Tabela 2 Regressão logistica uni e multivariada para frágeis e não frágeis entre indivíduos maiores que 65 anos residentes na comunidade. Juiz de Fora, Brasil (n= 214). 

Univariada Multivariada
p OR IC (95%) p OR IC (95%)
Sexo Masculino
Feminino 0,886 1,071 0,416 2,759 0,216 0,398 0,092 1,713
Idade 65 a 74
> 74 0 8,469 2,978 24,082 0,005 6,496 1,768 23,869
Etnia Não branca
Branca 0,717 1,193 0,461 3,086 0,839 1,137 0,33 3,911
Estado Civil Casado
Não casado 0,224 1,743 0,712 4,271 0,265 2,32 0,529 10,178
Escolaridade > 9
0 a 4 0,668 1,263 0,435 3,671 0,391 0,386 0,044 3,406
5 a 8 0,607 0,64 0,117 3,511 0,201 3,101 0,547 17,587
Renda 0 a 2
2.1 a 5 0,185 4,06 0,512 32,189 0,848 0,878 0,231 3,339
> 5 0,284 3,222 0,379 27,413 0,079 0,087 0,006 1,327
Atividades de vida diária Independente
Dependente 0,003 4,804 1,722 13,403 0,029 5,225 1,181 23,108
Autopercepção de saúde Boa - Muito Boa
Regular/ Ruim-muito ruim 0 0,147 0,052 0,417 0,002 0,131 0,036 0,471
MEEM MEEM_TOTAL 0 0,766 0,663 0,886 0,36 0,914 0,753 1,109
Comorbidades Sem comorbidades
> 1 0,05 2,817 0,999 7,945 0,189 2,324 0,661 8,166
Quedas Não
Sim 0,058 0,422 0,173 1,029 0,504 0,675 0,214 2,135

MEEM – Mini Exame do Estado Mental; Hosmer - Lemeshow – 0,92.

Dos cinco itens que compõe a escala de fragilidade do CHS, na Tabela 3, denota-se que a lentificação da marcha foi o item que mais mostrou-se alterado para os frágeis (95%). Para os pré-frágeis, a perda de peso (57,7%) seguido do baixo gasto calórico (42,3%).

Tabela 3 Distribuição de frequência dos itens de fragilidade pelo CHS em idosos residentes na cidade de Juiz de Fora, MG, Brasil. FIBRA-JF (n=427). 

Pré-frágil Frágil Total
n (%) n (%) n (%)
Perda de peso 45 57,7 12 66,7 57 43,2
Fadiga 45 21,1 14 63,6 59 13,8
Baixo gasto calórico 58 42,3 9 75,0 67 24,9
Lentificação da marcha 67 31,5 21 95,5 88 20,8
Fraqueza muscular 64 30,0 15 68,2 79 18,5

Discussão

Embora circunscrevendo domínios não exclusivamente biológicos, instrumentos como a Edmonton Frail Scale22,23 e o Tilburg Frailty Indicator24,25 têm se apresentado como alternativas para identificação de fragilidade no Brasil. Entretanto, a proposta sugerida pela escala de fragilidade de Fried et al.14 e seus critérios é um dos métodos de avaliação de fragilidade e predição de eventos adversos de saúde mais utilizados em todo o mundo23,2527.

A discussão que se segue será focada em três destes aspectos: o primeiro, a relação entre os valores de prevalência e os pontos de corte dos itens que compõem a escala utilizada neste estudo; o segundo diz respeito à relação entre as definições conceitual e operacional de fragilidade; por último, discutiremos o estado da arte da intervenção sobre os fatores de risco, particularmente interessados no caso dos indivíduos pré-frágeis.

No Brasil, a prevalência de fragilidade em populações que vivem na comunidade, utilizando os critérios propostos por Ferid et al.14, variou de 5,2% a 17,1%2830. Entre as explicações plausíveis para tal variabilidade encontra-se a forma através da qual os critérios de normalidade foram definidos para cada item.

No trabalho de Sousa et al.30, em uma amostra de 391 idosos da cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, Brasil, a prevalência de fragilidade foi de 17,1%. Os autores sugerem que tal prevalência estaria associada à baixa condição socioeconômica desta população. No entanto, um aspecto metodológico deve ser mencionado como elemento central para elucidar esta alta prevalência: os pontos de corte de força de preensão manual e velocidade da marcha. Neste trabalho foram utilizados os valores absolutos propostos originalmente por Fried et al.14, adequados certamente para população americana, porém controversos quando aplicados à realidades distintas31,32.

No Brasil outros trabalhos utilizaram os mesmos critérios do CHS para definir pontos de corte destas variáveis – o quintil da força de preensão manual e da velocidade de marcha, e não os valores absolutos propostos por Fred et al.14. Esta estratégia gerou pontos de corte bastante inferiores, encontrando prevalências menores e mais próximas daquelas apresentadas também em estudos internacionais, tanto em países de alta renda, quanto naqueles de média renda28,33,34. Portanto, existem evidências bastante fortes para que se recomende valores de referência de velocidade de marcha e força de preensão manual adaptados à população brasileira.

Apesar de ser reconhecido como um marco operacional para identificação do indivíduo frágil, os critérios de fragilidade do CHS ainda necessitam de ampla discussão quanto à sua aplicabilidade32,3537. Por um lado, a respeito da questão operacional, Theou et al.38, em uma revisão sistemática, encontraram pelo menos 262 formas diferentes através das quais, nos últimos 15 anos, os cinco critérios do CHS foram agrupados para constituir um instrumento de avaliação de fragilidade. Por outro lado, em relação à definição conceitual, a fragilidade é interpretada como uma síndrome multisistêmica associada ao envelhecimento cronológico. Portanto, supostamente, alterações nos itens desta escala estariam associadas a mudanças em parâmetros fisiológicos multisistêmicos, embora, segundo alguns autores, a massa muscular pode ser considerada um elemento essencial no desenvolvimento de fragilidade, tanto como um componente das fases iniciais, quanto como um desfecho indesejável por si mesmo35,39. Os itens que compõe a escala mencionada – perda de peso, redução do gasto calórico, redução da força de preensão manual, redução da velocidade de marcha e sensação de exaustão – sugerem que este único sistema, o muscular, esteja envolvido, sem que componentes essenciais deste modelo fisiopatológico, como os sistemas neuro-humoral e imunológico, estejam claramente contemplados11.

Por último, identificar os indivíduos sob risco de desfechos indesejáveis é uma preocupação eminente no campo do envelhecimento e, no caso da síndrome de fragilidade, a intervenção sobre estes fatores é parte essencial do cuidado de saúde dos indivíduos pré-frágeis40. Por exemplo, Theou et al.41 realizaram uma revisão sistemática sobre a efetividade do exercício para manejo da fragilidade. Apesar de não encontrarem uniformidade quanto ao tipo de exercício, seu trabalho evidenciou que tal intervenção promoveu impacto positivo para o manejo da síndrome. Tarazona-Santabalbina et al.42, por sua vez, identificaram que exercícios com componentes múltiplos (membros superiores, inferiores e tronco) foram capazes de não somente reduzir o grau de fragilidade, como também melhorar a capacidade funcional, velocidade da marcha, assim como aspectos cognitivos, emocionais e sociais dos participantes. Com o objetivo de responder a dúvidas quanto a efetividade de um conjunto de procedimentos multidisciplinares, farmacológicos e não farmacológicos, Apóstolo et al.43 propuseram uma revisão sistemática sobre medidas preventivas para o indivíduo pré-frágil. Serão incluídos na análise destes autores trabalhos que avaliam intervenções psicossociais, nutricionais e de estímulo físico para os pré-frágeis e frágeis.

Apesar das evidências de reabilitação destes indivíduos ainda se basearem em um pequeno número de ensaios clínicos, a busca por métodos de intervenção é uma atividade fundamental para se estabelecer medidas eficazes de prevenção da fragilidade. O potencial de benefícios para a saúde da população idosa pode ser estimado levando-se em consideração que quase 50% da amostra do presente estudo é constituída por indivíduos pré-frágeis, teoricamente aqueles que mais se beneficiariam de atividades preventivas.

O presente estudo apresenta limitações relacionadas ao seu delineamento transversal e, consequentemente, a possibilidade de causalidade reversa associada aos seus resultados. Entretanto, por se tratar de um trabalho de base populacional, com um número significativo de indivíduos da população idosa de Juiz de Fora, Minas Gerais, talvez seus achados sejam também extensíveis a populações de cidades brasileiras de porte médio.

Conclusão

A prevalência de fragilidade no presente estudo foi de 5,2% e mostrou-se associada à idade avançada, comprometimento das AVD e pior autopercepção de saúde.

Referências

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Recebido: 16 de Fevereiro de 2016; Revisado: 26 de Janeiro de 2017; Aceito: 28 de Janeiro de 2017

Colaboradores

RA Lourenço, VG Moreira, EFC Banhato, DV Guedes, KCA Silva, FEF Delgado e CHC Marmona contribuíram para a concepção e interpretação dos dados, além da redação do artigo.

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