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Psico-USF

Print version ISSN 1413-8271

Psico-USF (Impr.) vol.15 no.3 Itatiba Sept./Dec. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712010000300007 

ARTIGOS

 

Localização e qualidade formal do Rorschach-SC no Brasil: validade com não-pacientes

 

Location and formal quality of the Rorschach-SC in Brazil: validity with non-patient sample

 

 

Giselle Pianowski; Anna Elisa de Villemor-Amaral1

Universidade São Francisco, Itatiba, Brasil

 

 


RESUMO

Este estudo teve como objetivo buscar evidências de validade para o Atlas de Localização e a Lista de Qualidade Formal brasileiros para o Rorschach-SC. Utilizou-se uma amostra de não-pacientes composta por 46 adultos de ambos os gêneros, sendo 54% do sexo masculino, com idades entre 18 e 64 anos e variados níveis de escolaridade. Os instrumentos foram o Self Questionary Report (SRQ-20) e o Método de Rorschach. Análises comparativas, por meio da prova ANOVA, verificaram os indicadores de localização, que são W, D, Dd e Dd99, e os índices e porcentagens referentes à qualidade formal, que são FQo, FQu, FQ-, X+%, Xu%, XA%, X-% e WDA%. As comparações revelaram diferenças significativas nos índices Dd, Dd99, XA% e X-% e marginalmente significativa no índice FQ-. Na comparação com o grupo normativo, observaram-se diferenças entre grupos para os índices FQo, XA%, X+% e X-%. Os resultados revelaram evidências de validade para o atlas elaborado no Brasil.

Palavras-chave: Avaliação psicológica, Métodos projetivos, Avaliação da personalidade, Validação, Normatização.


ABSTRACT

This present study aimed to verify the validity for the Atlas of Location and FQ List for the Rorschach-SC. It was investigated a sample of non-patients of 46 adults of both genders, being 54% male, aged between 18 and 64 years, and varying levels of education. The instruments used were the Self Report Questionnaire (SRQ-20) and the Rorschach Method. Comparative analysis by means of ANOVA were performed with the variables of location – W, D, Dd and Dd99, and frequencies and percentages concerning the formal quality – FQo, FQu, FQ-, X +% Xu%, X% X% and WDA%. The comparisons revealed significant differences for Dd, Dd99, XA and X-%%, and marginally significant difference for the FQ. In comparison with the normative group, the analysis highlighted differences between groups for the FQo, XA%, X +% and X%. The results were interpreted as evidence of validity for the location of Atlas and the List of FQ produced in Brazil.

Keywords: Psychological assessment, Projective methods, Personality assessment, Validation, Standardization.


 

 

O teste das manchas de tinta de Hermann Rorschach é reconhecido internacionalmente como um importante instrumento que colabora para uma avaliação psicológica aprofundada e abrangente. Sendo muito útil em vários contextos da atuação do psicólogo, tem destaque entre os instrumentos de avaliação da personalidade (Anastasi, 1977; Anzieu, 1989; Cunha, 2000).

O Sistema Compreensivo (SC) de Exner surgiu com o intuito de integrar a contribuição de importantes estudiosos desse método, selecionando os itens, códigos ou indicadores que apresentavam melhores qualidades psicométricas. Sua primeira apresentação foi em 1974, com o nome de Sistema Compreensivo, no original The Rorschach: a comprehensive system, assim denominado por abranger ordenadamente as descobertas consideradas de grande valor até o momento. O SC é então entendido como um sistema padronizado de aplicação e codificação das respostas obtidas no Rorschach, possibilitando uma forma universal de classificação (Constantino, Flanagan & Malgady, 1995; Exner, 1993, 1999).

Após estudos aprofundados, a codificação das respostas de acordo com o sistema compreensivo resultou em oito grandes categorias: localização, qualidade evolutiva (DQ, em inglês developmental qualit), determinantes, qualidade formal (FQ, em inglês formal qualit), conteúdos, conteúdos populares, atividade organizativa e códigos especiais. Suas interpretações fornecem características sobre aspectos cognitivos, afetivos e interpessoais, como também conteúdos preponderantes, que seriam reconhecidos como aqueles que emergem da projeção de peculiaridades do mundo interno do indivíduo (Exner, 1999).

O mapeamento das manchas de tinta e a atribuição da qualidade formal esteve presente nesse método desde sua primeira concepção (Rorschach, 1921/ 1974). O Atlas de Localização consiste no mapeamento das manchas de tinta, destacando-se as áreas que costumam com maior frequência mobilizar respostas, os chamados recortes. Tal classificação possibilita compreender o modo como a pessoa apreende a realidade, se em partes ou se no todo, e sua correta codificação no processo de análise de respostas propicia informações importantes sobre o processamento cognitivo do examinando (Exner & Sendín, 1999).

No Atlas/SC, as áreas demarcadas variam de globais (W), quando há utilização total da mancha, a parciais (D ou Dd), que indica utilização de partes da mancha. As respostas parciais, ao serem identificadas, recebem codificações específicas que dependem da frequência com que aquele recorte é destacado. Conforme os critérios propostos por Exner (1999), se uma área é destacada por no mínimo 5% dos indivíduos, ela deverá ser codificada como D (detalhe), recebendo também uma numeração sequencial, de mais frequente para a menos frequente. Aquelas áreas destacadas por menos de 5% de indivíduos deverão ser codificadas como Dd (detalhe inusual), recebendo igualmente uma numeração de acordo com sua frequência. O mapeamento do atlas, abrangendo esses critérios de frequência, foi originalmente sugestão e iniciativa de Beck, da qual Exner compartilhou para a publicação do SC.

A lista de qualidade formal (FQ) no SC, por sua vez, refere-se à frequência com que uma resposta é dada a uma determinada área da mancha, identificada no atlas de localização. Em termos práticos, a FQ possibilita verificar o quanto a percepção de um indivíduo se aproxima ou se distancia das características reais da mancha, fornecendo dados sobre sua acuidade no contato com a realidade e sinalizando o quanto a pessoa pode ter uma visão convencional, original ou distorcida dos fatos (Exner, 1999; Exner & Sendín, 1999).

A FQ pode ser classificada como uma percepção detalhada (+), ordinária e adequada (o), incomum e inusual (u), ou então distorcida (-). Sua classificação é pautada no critério de frequência com que cada conceito costuma ser atribuído a uma determinada área do atlas de localização. Uma resposta recebe o código 'o' (ordinária) se for identificada, em áreas W ou D, por pelo menos 2% dos indivíduos examinados. Com menos de 2%, a resposta é considerada 'u' (inusual), caso não violem demais os contornos da figura, ou '-' (menos) no caso de ocorrerem distorções mais graves da percepção (Exner, 1993). É importante ressaltar o critério utilizado para as áreas de localização Dd, que, por serem recortes por si só pouco frequentes, recebem qualidade formal 'o' se ao menos 60% dos indivíduos que destacaram aquela área a relacionaram com o conceito em questão. O restante é considerado 'u' ou '-', referentes a respostas incomuns e distorcidas, respectivamente, seguindo o mesmo critério para a classificação, que é menos de 2% e a adequação do conceito à forma da mancha (Exner, 1993).

Quando se fala na interpretação proposta para as variáveis levantadas pelo atlas e a lista de FQ, refere-se principalmente a aspectos da estrutura da personalidade voltados para a cognição, no que diz respeito ao modo de apreensão da realidade e à acuidade perceptiva. No sumário estrutural, essas variáveis estão inclusas na tríade cognitiva, composta pelo processamento, mediação e ideação. Essas três linhas fornecem informações do funcionamento cognitivo dos indivíduos, no sentido de como este processa a informação do meio e a incorpora, que seria o processamento como simboliza e traduz estes dados, correspondente à mediação e, por fim, como forma ideias e conclusões sobre eles, que seria a ideação (Exner & Sendín, 1999).

Nesse sentido, pode-se observar que as variáveis que compõem o atlas de localização, e suas correspondências no sumário estrutural, possibilitam verificar a direção da atenção dos indivíduos, de modo convencional ou não; se este se dirige para a totalidade da situação (W), tende a ressaltar detalhes significantes (D) ou, ainda, se se prende a detalhes pouco convencionais e relevantes em momento de resolução (Dd). Tais características e informações encontram-se dentro da seção do processamento cognitivo, pelos registros das frequências e proporções de W, D e Dd (Exner, 1999).

A lista de qualidade formal, bem como as fórmulas que correspondem a essas variáveis no sumário, por sua vez, proveem de um índice quanto ao ajustamento perceptivo à realidade, relacionado à capacidade da pessoa de atribuir à determinada área da mancha um conceito satisfatoriamente condizente com os contornos (o), porém inusual (u) ou, ainda, distorcido (-). Essas últimas, então, acopladas às seções de mediação e ideação, pelos índices: X+%, correspondente à porcentagem de respostas ordinárias num protocolo (FQ=o e +); Xu%, referente à porcentagem de respostas inusuais, porém não distorcidas, de um protocolo (FQ=u); X-%, que diz respeito à porcentagem das respostas distorcidas de um protocolo (FQ=-); e WDA%, que corresponde à porcentagem de respostas ordinárias e inusuais (FQ=o e u) que estão relacionadas às localizações W e D de um protocolo (Exner, 1999). Ainda quanto às porcentagens referentes à lista de FQ, encontra-se, de acordo com Villemor-Amaral, Silva Neto e Nascimento (2003), a XA%, que se refere à porcentagem de respostas ordinárias e inusuais (FQ=+, o e u).

Seguindo uma tendência internacional, pesquisadores brasileiros há muito vêm realizando investigações voltadas para a normatização e validação do Rorschach no sistema compreensivo (SC). No Brasil, estudos foram feitos para conferir ao instrumento qualidades psicométricas satisfatórias, o que resultou na publicação do apêndice ao manual do Rorschach/SC, chamado Notas sobre estudos brasileiros-I, organizado por Villemor-Amaral, Silva Neto e Nascimento (2003), que inclui um resumo dos estudos de validação do SC no Brasil, bem como as tabelas normativas brasileiras, conferindo assim ao instrumento possibilidade de uso confiável em território nacional. Tais pesquisas, e posterior publicação, contribuíram para que o Rorschach fosse incluído na lista de instrumentos recomendados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2003).

Segundo Castro (2006), o Sistema Compreensivo tem ampliado seu reconhecimento e investimento no território nacional nos últimos anos. Em seu levantamento, feito entre 1995 e 2004, verificou que, gradualmente, a comunidade científica brasileira que se utiliza desse método tem absorvido o SC em seus estudos e intervenções, firmando assim a coerência do sistema, em variados contextos, notando-se a ênfase em estudos voltados para psicopatologias. Apesar do número relevante de pesquisas, segundo Silva Neto (2008) ainda há lacunas, no Brasil, de estudos que verifiquem as qualidades psicométricas do método de Rorschach no Sistema Compreensivo, principalmente no que diz respeito a estudos de validade e fidedignidade do instrumento.

No que se refere à normatização do Rorschach/SC no Brasil, o teste tem sido alvo de pesquisas voltadas para a padronização e normatização do Atlas de Localização e da Lista de Qualidade Formal (FQ), agora pelo Sistema Compreensivo. Ainda está em andamento a tarefa de investigar em que medida o modo de apreensão das manchas ocorre nessa população e que conceitos são mais comumente vistos em cada área (Villemor-Amaral, Yazigi, Nascimento, Primi & Semer, 2007). 

Um trabalho, detalhado e aprofundado, está sendo realizado aqui com o objetivo de construir novos atlas de localização e lista de qualidade formal, com uma amostra ampliada de 600 indivíduos, de ambos os sexos, adultos, maiores de 18 anos, provenientes do interior e da capital de São Paulo, com diferentes níveis socioeconômicos e variados graus de escolaridade. O critério de exclusão da amostra foi a presença de alteração grave na percepção e pensamento, verificada pelo próprio protocolo dos indivíduos (Villemor-Amaral & cols., 2007).

Tal trabalho possibilitou a elaboração do novo atlas de localização e da lista de qualidade formal brasileiros, em fase de refinamento. Entretanto, restava ainda a necessidade de realizar estudos que verificassem em que medida a nova proposta de mapeamento e de classificação de qualidade formal possibilita a discriminação de pessoas com os diferentes níveis de distorção e acuidade perceptivas, ou seja, trata-se da necessidade de encontrar evidências de validade e maior sensibilidade dessa nova proposta em nosso meio.

Nesse sentido, estudos de validade, comparando os resultados entre grupos contrastantes, e pela comparação entre o desempenho de indivíduos com características proporcionalmente semelhantes à amostra do estudo anterior, normativa, podem trazer grandes contribuições para os dados já encontrados. A relevância do presente trabalho está na possibilidade de trazer maior confiabilidade na utilização dos dados do atlas e da lista de FQ em contexto nacional.

A presente pesquisa faz parte de um conjunto de estudos de validação a serem realizados no estado de São Paulo, com os seguintes grupos: (a) não pacientes da capital; (b) não-pacientes do interior; (c) pacientes psiquiátricos da capital; (d) pacientes psiquiátricos do interior.  Entende-se que as quatro diferentes análises possibilitarão verificar se o atlas e a lista de FQ, com as atuais tabelas normativas geradas para a população brasileira, são sensíveis para destacar as diferenças na acuidade perceptiva de cada amostra. É esperado que as amostras de não-casos psiquiátricos não se diferenciem significativamente das tabelas normativas geradas; já as amostras de pacientes psiquiátricos apresentem desempenho divergente quando comparadas ao grupo normativo.

Desse modo, o estudo teve como objetivo verificar as expectativas normativas brasileiras, bem como buscar evidências de validade para o atlas de localização e a lista de qualidade formal. Para isto foram realizadas comparações entre o desempenho de um grupo amostral de não-pacientes quando codificados de acordo com o atlas e lista de FQ brasileiros (Villemor-Amaral & cols., 2007) e de acordo com os norte-americanos (Exner, 1999), e comparações entre o desempenho dos indivíduos não-pacientes com os dados obtidos no estudo normativo anterior. Para o presente estudo, as variáveis estudadas foram: as localizações de W, D, Dd e Dd99, as qualidades formais FQo, FQu e FQ-, e as porcentagens X+%, Xu%, X-% e WDA%, esperando-se que não haja diferenças significativas entre os dois grupos.

 

Método

Participantes

A amostra compreendeu um grupo de 46 indivíduos adultos, não-pacientes, de ambos os sexos, sendo 54% do sexo masculino, com idades entre 18 e 64 anos, em diferentes níveis de escolaridade, habitantes do interior do estado de São Paulo. O critério de inclusão foi a constatação, por meio do Self Report Questionary (SRQ), da ausência de sofrimento mental ou psicológico significativo. Para a comparação, foi usado um grupo de 370 indivíduos, parte do banco de dados normativo de 600 pessoas, utilizado nas pesquisas brasileiras para elaboração do atlas de localização e lista de FQ (Villemor-Amaral & cols., 2007). A distribuição quanto ao sexo, idade e escolaridade seguiu a mesma proporção obtida no estudo normativo (N=600).

Instrumentos

Para o estudo foram utilizados os seguintes instrumentos:

Self Report Questionary (SRQ)

Questionário de identificação de distúrbios psiquiátricos e/ou sofrimento mental em nível de atenção primária. É composto de 20 questões, sendo quatro sobre sintomas físicos e 16 sobre distúrbios psicoemocionais, com respostas do tipo dicotômico, com tempo médio de aplicação de 15 minutos. Para encontrar o escore do indivíduo no teste, atribui-se 0 para as respostas 'não' e 1 para as 'sim'. Resultados iguais ou superiores a 7 são interpretados como presença de sofrimento mental (Mari & Willians, 1986).

Método de Rorschach/SC

Instrumento composto por um jogo de 10 pranchas com manchas de tinta e uma folha de localização de respostas. Sua aplicação total se desenvolve em aproximadamente uma hora e meia, e ocorre em duas etapas distintas. Na primeira, chamada de associação livre, os cartões são apresentados, sequencialmente do primeiro ao décimo, e o indivíduo deve dizer com que se parecem as manchas, enquanto o examinador anota cuidadosamente as respostas dadas. Na segunda, o inquérito, os cartões são novamente apresentados, o examinador lê as respostas dadas, e pede para que o indivíduo mostre onde, na mancha, ela foi vista, marcando a localização na folha de respostas, bem como quais características levaram a associar a imagem à resposta dada, anotando também todas as informações dadas. Após o exame, os dados passam a ser criteriosamente codificados, por meio do Sistema Compreensivo, para posteriormente serem analisados de acordo com as interpretações propostas (Exner, 1999).

Procedimento

O trabalho foi analisado e aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa da Universidade São Francisco. A amostra foi obtida por conveniência, por meio de indicação de indivíduos do interior de SP. Os indivíduos foram contatados para a solicitação de participação voluntária na pesquisa. Para os que aceitaram, foram agendadas sessões únicas e individuais, de aproximadamente 2 horas, nos estabelecimentos da Universidade São Francisco, ou na própria residência dos voluntários, respeitando as condições ambientais favoráveis que envolvem privacidade, pouca estimulação visual e sonora, boa iluminação e conforto. Na aplicação foi inicialmente assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e, logo após, passou-se à aplicação do SRQ e do Rorschach, nessa sequência.

Com a coleta dos dados concluída, foram incluídos na amostra somente os indivíduos que obtiveram pontuação inferior a sete no SRQ, considerando que pontuações acima ou iguais a sete são indicadoras de sofrimento mental (Mari & Willians, 1986). Os protocolos do Rorschach dos participantes selecionados passaram então a ser codificados, de acordo com o Sistema Compreensivo de Exner, pelas pesquisadoras. Para viabilizar as análises, a codificação da localização e da qualidade formal foi realizada tanto no mapeamento e lista norte-americano (Exner, 1999) como no brasileiro, resultante do estudo de Villemor-Amaral e cols. (2007). Em seguida, 25% dos protocolos foram sorteados para recodificação por um juiz independente, tomando assim o cuidado de verificar a precisão das codificações.

Após a seleção da amostra e finalização da codificação, os dados foram inseridos em planilha eletrônica, só então submetidos às análises estatísticas, por meio do programa estatístico SPSS (Statiscal Package for Social Sciense). Realizaram-se estudos de frequência das áreas de localização e compararam-se o os resultados por meio da ANOVA, considerando-se os protocolos classificados de acordo com o atlas americano e atlas brasileiro.

 

Resultados e discussão

Primeiramente se abordarão os dados relacionados ao atlas de localização, e depois as informações encontradas sobre a lista de qualidade formal (FQ), brasileiros. Para tanto, serão apresentadas duas comparações distintas: uma visando observar as diferenças existentes no desempenho do grupo de 46 não-pacientes, quando codificados de acordo com os dados brasileiros (Villemor-Amaral & cols., 2007) e os norte-americanos (Exner, 1999), e outra com o intuito de detectar como o desempenho do grupo de 46 não-pacientes se diferencia do grupo normativo utilizado no estudo de Villemor-Amaral e cols. (2007) ou se assemelha com ele, quando codificados de acordo com os dados brasileiros. Antes de tudo é importante destacar que os resultados obtidos no estudo de precisão de codificação revelaram índices entre 0,98 e 1,00 (p<0,001) para as variáveis de localização e entre 0,79 e 0,93 (p<0,001) para os códigos de qualidade formal (FQ).

Atlas de localização

Para saber em que medida o mapeamento realizado pelo estudo de Villemor-Amaral e cols. (2007) fornece resultados diferentes do mapeamento norte-americano de Exner (1999) quanto à avaliação do modo de apreensão na amostra, foi realizado o teste estatístico ANOVA. A comparação entre o desempenho de um mesmo grupo de não-pacientes, quando avaliados pelos dois atlas, pretende verificar qual desses seria mais sensível para explicar corretamente a amostra estudada. Tendo em vista que o atlas de localização/SC do método do Rorschach tem como objetivo apresentar um mapeamento que destaque os recortes mais comumente vistos na população (Exner, 1999; Villemor-Amaral & cols., 2007), entende-se que o atlas que melhor identifique essas possibilidades de apreensão seria o mapeamento mais adequado para utilização. A  Tabela 1, abaixo, traz os resultados.

Os resultados acima assinalam um aumento significativo na codificação de Dd quando avaliados segundo os dados obtidos no estudo brasileiro (M=2,13; p=0,02) em relação aos norte-americanos (M=1,15), com a consequente diminuição na pontuação de Dd99, nesta amostra. Verifica-se também que a média de D foi muito semelhante, o que será discutido adiante, e, naturalmente, as respostas W, por definição, são idênticas.

A grande importância de tal achado reside no fato de que um mapeamento que abranja os recortes mais frequentemente vistos possibilita a elaboração de listas de qualidade formal (FQ) para essas localizações, o que propicia uma avaliação mais objetiva dessa última categoria, uma vez que para áreas Dd99 não existem listas de FQ. Maior numero de Dd implica mais áreas em que se terá dados relativos à qualidade formal das respectivas respostas.

Uma análise por prancha da frequência das respostas dadas como Dd e Dd99 na amostra, pelos dois atlas, foi realizada para verificar em quais manchas este resultado (diminuição de Dd99 para o mapeamento brasileiro) se revelaria. Pela importância dos valores, serão apresentados na Tabela 2, a seguir.

A tabela acima permite observar que a diminuição de Dd99 para o mapeamento brasileiro ocorreu em todas as pranchas. Uma questão que pode ser levantada é referente à quantidade de localizações Dd que cada mapeamento possui, o que poderia ter privilegiado o aumento da frequência de um ou outro. Nesse sentido, observa-se que há, sim, uma diferença no total de respostas Dd em cada prancha, entre os atlas, por vezes aumentado para o norte-americano e por vezes para o brasileiro. No entanto, ressalta-se que, mesmo nas pranchas em que o mapeamento norte-americano apresenta maiores possibilidades de classificação de Dd, que seriam as I, III e V, verifica-se o aumento da frequência de Dd para o brasileiro (exceto na prancha III), o que enfatiza ainda mais a capacidade representativa dos recortes brasileiros. É importante ressaltar que a prancha III foi a única que apresentou frequência de Dd diminuída, de acordo com o atlas brasileiro, porém o Dd99 permanece diminuído para a codificação, de acordo com este mapeamento, entendendo-se que houve, então, um aumento na codificação de D, como será destacado a seguir.

A semelhança nos valores médios de D, com base nos dois mapeamentos é um dado interessante, verificando-se que há diferenças, algumas vezes sutis, outras, no entanto, mais evidentes, entre as áreas Ds demarcadas nos dois atlas. É possível supor que isso seja decorrente de variações ocorridas na frequência de Ds em cada prancha, considerada isoladamente. Sendo assim, foram realizadas análises de correlação entre as respostas codificadas como D pelos dois atlas, nos protocolos do grupo estudado, com o intuito de verificar em que medida elas se assemelham ou diferem. Serão juntamente apresentadas as frequências e porcentagens das respostas D em cada atlas e prancha, na Tabela 3, abaixo.

A tabela 3 evidencia que as correlações entre a codificação D pelos dois atlas foram altas, o que demonstra que o grupo, mesmo analisado pelos distintos mapeamentos, teve um resultado semelhante. Nesse sentido, observa-se que nas pranchas I, II e IV, as correlações foram altas, quando não máximas, e a frequência de D igual para ambos os atlas. Nas pranchas V, VII, VIII e IX, as correlações encontradas foram altas, porém com a frequência de D levemente maior para o mapeamento norte-americano. Já nas pranchas III, VI e X houve uma diminuição no valor das correlações, apesar de ainda altas, com aumento na frequência de D para o mapeamento brasileiro, que se fez um pouco mais acentuado nas pranchas III e X.

O atlas elaborado no Brasil (Villemor-Amaral & cols., 2007) apresenta, em algumas pranchas, recortes D muito semelhantes aos norte-americanos. Nota-se que na elaboração do mapeamento, em alguns momentos ocorreu a exclusão ou recodificação de D para Dd, como visto nas pranchas I, IV, V, VII e VIII, ou mesmo a inclusão de apenas um novo recorte, ocorrido na prancha II, acarretando a diferença, no total, de 1 localização D; em outros, nas pranchas III e IX,  o total permanece igual, com a distinção de um recorte destacado como D pelos atlas, ou seja, houve a exclusão de uma área até então D e inclusão de uma outra, no mapeamento brasileiro; e ainda em outros momentos o total de D se mostrou acentuadamente diferente, com recortes também distintos, como identificado na prancha VI, onde ocorreu a diminuição de 3 recortes D, e na X, com a inclusão de 5 novos recortes D.

Nesse sentido, verifica-se que as correlações se mostraram altas ou até mesmo máximas nas pranchas I, II e IV, VII e VIII, com frequências iguais ou levemente aumentadas para a codificação norte-americana, o que pode ter sido ocasionado pela diferença no total de D. Nota-se ainda que, nas pranchas I e IV, apesar de uma possibilidade a menos de codificação D para o atlas brasileiro, a correlação foi máxima, o que demonstra que os recortes que permaneceram nesse atlas foram os destacados no grupo, não havendo pontuação para o D3 da prancha I, excluído do mapeamento brasileiro, ou mesmo o D5 da IV, recodificado como Dd34. A prancha V, por sua vez, apresentou uma correlação alta, porém um pouco mais diminuída (r=0,85; p<0,001), com a frequência de D sutilmente aumentada para o mapeamento norte-americano. Vale salientar que, apesar de apresentar apenas 1 localização D a menos no mapeamento brasileiro, duas localizações D norte-americanas foram recodificadas como Dd, e ainda uma nova localização D foi incluída, o que pode justificar a leve diminuição na correlação, apesar da frequência de D ser tão semelhante.

Nas pranchas III e IX, que apresentam totais de recortes D iguais, apesar de demarcarem áreas diferentes, é interessante notar a diminuição na correlação da prancha III (r=0,77; p<0,001), evidenciada como a menor correlação encontrada nesta análise, com o aumento da frequência de D para o mapeamento brasileiro. Tal resultado se faz relevante visto que, nessa prancha, o atlas brasileiro revelou apenas uma recodificação de D para Dd e a inclusão de uma nova área D, ou seja, apenas uma área D não é equivalente entre os atlas. Tal resultado evidencia que o recorte D13, acrescentado no mapeamento brasileiro, foi moderadamente mais frequente que o D8, do mapeamento norte-americano.

Na prancha VI, a correlação foi alta, com leve aumento da frequência de D quando codificados de acordo com o atlas brasileiro. Nessa prancha, o estudo brasileiro recodificou quatro áreas D como Dd, e apenas uma Dd foi classificada como D, apresentando um total de recortes D menor que o norte-americano. Este dado merece destaque, visto que o mapeamento brasileiro, mesmo com a diminuição, no total, de três recortes, apresentou frequência ainda maior de D, o que explicita que seus recortes são suficientemente representativos. Na prancha X, por fim, a correlação foi moderadamente alta, com aumento da frequência de D para a classificação segundo o atlas brasileiro. Nessa prancha destaca-se um aumento de recortes D no atlas brasileiro, o que justifica o resultado.

Em continuidade, na Tabela 4, será apresentada a análise comparativa entre grupos, que foi realizada pela prova ANOVA. A comparação foi realizada entre o grupo de 46 não-pacientes coletados para a presente pesquisa, e um grupo de 370 sujeitos, parte do banco de dados realizado no estudo normativo de Villemor-Amaral e cols. (2007).

O resultado acima demonstra que o desempenho do grupo de 46 não se diferencia significativamente do grupo normativo, quando avaliados de acordo com o atlas brasileiro, o que era esperado dadas as características da amostra de não-pacientes com ausência de sofrimento mental significativo ou queixas específicas. Tal resultado revela coerência para as expectativas normativas levantadas pelo estudo de Villemor-Amaral e cols. (2007), verificando que tais dados foram suficientemente sensíveis para avaliar o grupo de não-pacientes utilizados neste trabalho.

Diante dos resultados e discussões apresentadas, vale salientar que o mais importante no estudo do mapeamento não é verificar qual atlas apresenta mais ou menos áreas destacadas, mas, sim, qual se mostra mais representativo, o que muitas vezes leva a um aumento no total de recortes, como observado em Dd, porém o que não foi observado em D, visto que, mesmo diante da diminuição de alguns recortes, o mapeamento brasileiro mostrou-se representativo. Além disso, a principal contribuição deste novo mapeamento é permitir maior precisão na codificação da qualidade formal (FQ), como será apresentado a seguir.

Lista de Qualidade Formal (FQ)

Com a intenção de verificar possíveis diferenças quanto à frequência das codificações referentes à qualidade formal entre a listagem brasileira (Villemor-Amaral & cols., 2007) e a norte-americana (Exner, 1999), foi realizado o teste estatístico ANOVA. Os resultados revelados serão apresentados na Tabela 5, a seguir.

Na tabela acima, verifica-se que nenhum dos resultados apresentou diferença significativa, ou seja, a média para cada uma das qualidades formais foi estatisticamente semelhante quando classificados pelas duas listas. No entanto, observa-se que o FQ- mostrou-se diminuído quando codificado de acordo com a lista brasileira, de modo marginalmente significativo.

Observando-se que a amostra é de não-pacientes, espera-se que apresentem boa acuidade perceptiva, não evidenciando, pelo SRQ 20, sofrimento mental significativo, sem histórico de busca de ajuda psicológica ou psiquiátrica e, ainda, sem queixa específica e que a lista que melhor represente a amostra revele maior frequência de FQo e FQu, e menor de FQ-. Nesse sentido, a listagem brasileira (M=3.43; p=0,06) permitiu, ainda que marginalmente significativa, uma menor pontuação na codificação referente a distorção perceptiva, comparada à norte americana (M=4,43).

Os dados apresentados são importantes, pois revelam a distribuição da codificação FQ na amostra, pelas duas listas, porém, o valor total de cada FQ em um protocolo em análise não teria valor interpretativo isoladamente. O que traria estes dados passíveis de inferências seriam as porcentagens relacionadas a essas classificações que são: X+%, correspondente à porcentagem de respostas ordinárias em um protocolo (FQ+e FQo); Xu%, referente à porcentagem de respostas inusuais (FQu); XA%, que se refere à porcentagem de respostas ordinárias e inusuais (FQ+, FQo e FQu); X-%, que diz respeito à porcentagem das respostas distorcidas (FQ-); e WDA%, que corresponde à porcentagem de respostas ordinárias e inusuais, porém não distorcidas (FQ+, FQo e FQu), relacionadas às localizações W e D (Exner, 1999; Villemor-Amaral, Silva Neto & Nascimento, 2003).

Com o objetivo de verificar diferenças na avaliação da acuidade perceptiva do grupo amostral, foram realizadas análises comparativas para essas porcentagens, verificando como os cálculos se revelam entre as duas listas, como segue na Tabela 6 abaixo.           

Os resultados acima mostram que houve diferença estatisticamente significativa em duas das porcentagens calculadas, a X-%, que apresentou-se aumentada quando obtida de acordo com a listagem norte-americana, e XA%, que se mostrou aumentada de acordo com a listagem brasileira. A porcentagem X-% de um protocolo, segundo Exner e Sendín (1999), seriam indicativos de problemas na mediação cognitiva, o que revelaria dificuldades a formar impressões apropriadas sobre a realidade e interpretá-las de modo adequado, bem como de se comportar adaptadamente, o que assinalaria, quando aumentado, "um grau preocupante de afastamento do convencional" (p. 93). Já a porcentagem XA% seria um indicativo oposto ao X-%, sugerindo uma boa capacidade de percepção dos fatos e da realidade.

Os resultados acima demonstram que a lista de FQ elaborada no estudo de Villemor-Amaral e cols. (2007) evidencia-se como mais sensível na avaliação da acuidade perceptiva dos sujeitos estudados, uma vez que verifica-se maior congruência nos resultados obtidos de acordo com a listagem brasileira e as características da amostra, que entende-se ser de indivíduos com boa adequação perceptiva.

Em seguida, na Tabela 7, será apresentada a comparação entre os grupos de não pacientes (N=46) e o normativo (N=370), nas variáveis e porcentagens da à Lista de Qualidade Formal, quando consideradas de acordo com os dados brasileiros de Villemor-Amaral e cols. (2007).

A análise acima exposta mostra que os resultados obtidos pela amostra de não-pacientes (N=46) se difere significativamente dos encontrados na parcela da amostra normativa (N=370) utilizada para as comparações, nas variáveis: FQo, XA%, X+% e     X-%. Tal resultado pode ser compreendido em razão de algumas diferenças quanto à idade, escolaridade e sexo entre as duas amostras. Vale enfatizar que as características do grupo amostral foram estabelecidas em proporção ao grupo normativo de 600 indivíduos utilizado no estudo brasileiro citado. No entanto, somente 360 protocolos puderam ser usados na comparação, o que pode ter provocado um desequilíbrio no pareamento.

Vale ainda destacar os valores normativos referenciais brasileiros encontrados no apêndice publicado por Villemor-Amaral, Silva Neto e Nascimento (2003), para os índices que se mostraram significativamente diferentes na tabela acima: FQo, M=8,70, DP=3,44; XA%, M=0,74, DP=0,13; X+%, M=0,44, DP=0,12; e X-%=0,25, DP=0,12. Verifica-se que, apesar das diferenças significativas encontradas na comparação entre os grupos, os valores médios revelados, em ambos, localizam-se dentro da margem esperada para a população normativa brasileira. Nesse sentido pode-se pensar que o grupo de não-pacientes (N=46) apresentou um desempenho dentro anunciado tanto quanto o grupo normativo (N = 370), porém em extremos opostos quanto ao valor máximo e mínimo aguardado para esses índices, o que pode ter ocasionado as diferenças significativas encontradas.

 

Considerações finais

Os resultados apresentados apontam que o atlas de localização e a lista de qualidade formal (FQ) do Rorschach/SC brasileiros (Villemor-Amaral & cols., 2007) mostraram-se representativos quanto aos seus recortes e sinalizam maior sensibilidade na avaliação da acuidade perceptiva dos sujeitos da amostra avaliada, quando comparados aos dados norte-americanos (Exner, 1999). Os resultados podem, assim, ser interpretados como uma evidência de validade para o mapeamento e listagem elaborados no Brasil, que necessariamente deverá se associar aos outros três estudos mencionados na introdução deste trabalho, para maior confiabilidade no uso desse novo atlas e lista de qualidade formal. Tais conclusões são importantes visto que, atestando a validade dos achados brasileiros, suas contribuições podem ser aproveitadas nacional e internacionalmente, no contexto de elaboração de novos critérios para codificação da qualidade formal.  De qualquer modo, verificou-se neste estudo a necessidade de ajustar melhor a composição das amostras, quanto às características sociodemográficas, para maior segurança na comparação dos resultados entre este e o estudo anterior, sobre o qual o atlas foi elaborado.

Ressaltando uma vez mais que a presente pesquisa faz parte de um conjunto de quatro investigações realizadas com grupos amostrais contrastantes, supõe-se que a soma dos dados obtidos em todos os estudos fornecerão elementos ainda mais consistentes a respeito da validade do atlas e lista de FQ brasileiros. Sendo assim, pesquisas que objetivem o cruzamento entre os estudos realizados e que ampliem as possibilidades de exploração dos dados trariam grandes contribuições, na medida em que podem revelar detalhes importantes para o refinamento do mapeamento e listagem brasileiros.

 

Referências

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Recebido em maio de 2010
Reformulado em julho de 2010
Aprovado em agosto de 2010

 

 

Sobre as autoras:
Giselle Pianowski é psicóloga, mestre em Psicologia pela Universidade São Francisco. Apoio FAPESP.
Anna Elisa de Villemor-Amaral é profa. dra. do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade São Francisco. Apoio FAPESP. 

 

 

1 E-mail: anna.villemor@saofrancisco.edu.br