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Psicologia Escolar e Educacional

On-line version ISSN 2175-3539

Psicol. Esc. Educ. vol.22 no.3 Maringá Sept./Dec. 2018

https://doi.org/10.1590/2175-35392018037352 

Artigos

Interface entre educação e saúde: revisão sobre o psicólogo na escola

Interface between education and health: review of the psychologist at school

Interfaz entre educación y salud: revisión sobre el psicólogo en la escuela

Juliana Peterle Ronchi1  2 
http://orcid.org/0000-0003-0955-6980

Alexandra Iglesias1 
http://orcid.org/0000-0001-7188-9650

Luziane Zacché Avellar1 
http://orcid.org/0000-0003-3125-2174

1Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES - Brasil; peterleronchi@yahoo.com.br; leiglesias@gmail.com; luzianeavellar@yahoo.com.br

1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo - Venda Nova do Imigrante - ES- Brasil;


Resumo

Este trabalho tem por objetivo apresentar um panorama das pesquisas publicadas em periódicos nacionais sobre a atuação do psicólogo na escola relacionada a aspectos de promoção à saúde e prevenção de doenças, a fim de produzir conhecimentos sobre o fazer do psicólogo nesse ambiente. Foram selecionados e analisados 17 artigos, a partir da técnica da Análise de Conteúdo. Destaca-se a possibilidade do psicólogo, que atua na escola, trabalhar a partir da perspectiva da Promoção à Saúde e Prevenção de Doenças, legitimando, uma identidade profissional a serviço de uma educação que potencializa para a vida e as relações saudáveis, com sinalizações que caminham para ações em saúde mental. No entanto, verificou-se a necessidade de maiores estudos empíricos para se constatar a efetividade de tais trabalhos na prática.

Palavras-chave: Psicologia; escola; saúde

Abstract

This article aims to present an overview of the research published in national journals on the performance of the psychologist in the school related to aspects of health promotion and disease prevention, in order to produce knowledge about the psychologist's work in this environment. We selected and analyzed 17 articles, based on the Content Analysis technique. It is worth highlighting the possibility of the psychologist, who works in the school, to work from the perspective of Health Promotion and Disease Prevention, legitimating, a professional identity in the service of life-enhancing education and healthy relationships, with signs that the actions in mental health. However, there was a need for further empirical studies to verify the effectiveness of such work in practice.

Keywords: Psychology; school; health

Resumen

En este estudio se tuvo por objetivo presentar un panorama de las investigaciones publicadas en periódicos nacionales sobre la actuación del psicólogo en la escuela relacionada a aspectos de promoción a la salud y prevención de enfermedades, con la finalidad de producir conocimientos sobre el hacer del psicólogo en ese ambiente. Se seleccionaron y analizaron 17 artículos, a partir de la técnica del Análisis de Contenido. Se destaca la posibilidad del psicólogo, que actúa en la escuela, trabajar a partir de la perspectiva de la Promoción a la Salud y Prevención de Enfermedades, legitimando, una identidad profesional a servicio de una educación potenciadora de la vida y de las relaciones saludables, con señalizaciones que caminan para acciones en salud mental. Sin embargo, se verificóla necesidad de más estudios empíricos para constatarsela efectividad de tales estudios en la práctica.

Palabras clave: Psicología; escuela; salud

Introdução

A constituição da Psicologia como uma área de conhecimento e trabalho foi determinantemente marcada pelas demandas do campo educacional. Entretanto, com a regulamentação da profissão, a área da educação foi preterida em relação aos campos clínico e do trabalho, áreas em que o papel do psicólogo mostrava-se mais claramente definido na construção de uma profissão que se pautava em processos clínicos e terapêuticos (Antunes, 2008). Desse modo, apesar da grande relação estabelecida entre psicologia e educação, existem lacunas e cisões importantes nas políticas públicas que inserem o psicólogo na escola, como apresentam Moreira e Guzzo (2014), as quais dificultam a clareza de sua função e a definição de um espaço para esse profissional neste campo de atuação.

Guzzo e cols. (2010) afirmam que na década de 1960 a função do psicólogo na escola era resolver problemas, principalmente os relacionados à aprendizagem e aos comportamentos que se desviavam de um padrão pré-estabelecido. Os autores ainda apontam que o trabalho do psicólogo escolar esteve fortemente associado a espaços como secretarias de saúde e assistência social, em que o profissional não frequentava cotidianamente o espaço da escola.

Barbosa (2012) evidencia o momento atual como um tempo de reconfigurações do trabalho do psicólogo na escola, considerando a emergência de novas necessidades de atuação, frente a novos públicos, serviços, práticas e políticas na área educacional. A autora, ao articular fontes escritas e orais, propõe, em seu estudo, uma categorização histórica da Psicologia educacional e escolar:

1) colonização, saberes psicológicos e educação - educando meninos rudes (1500-1906), 2) a Psicologia em outros campos de conhecimento (1906-1930), 3) desenvolvimentismo - a Escola Nova e os psicologistas na educação (1930-1962), 4) a Psicologia educacional e a Psicologia do escolar (1962-1981), 5) o período da crítica (1981-1990), 6) a Psicologia educacional e escolar e a reconstrução (1990-2000) e 7) a virada do século: novos rumos? (2000- ). (Barbosa, 2012, p. 113, grifo do autor).

Neste contexto de avanço da Psicologia Escolar no novo século, Guzzo (2011) evidencia a importância da atuação profissional considerar a prevenção e a promoção da saúde e do bem-estar subjetivo dos estudantes, valorizando ainda o trabalho integrado com diferentes setores, como a família, a escola e a comunidade. A autora destaca a necessidade de retirar do foco as preocupações com as dificuldades de aprendizagem e com o currículo acadêmico, propondo uma atenção mais voltada à promoção da saúde, da cidadania e da qualidade de vida.

Nessa mesma linha de raciocínio, Dazzani (2010) discorre sobre a importância de se refletir sobre a contribuição da psicologia para o desenvolvimento de uma educação democrática, de modo a ultrapassar a mera transposição das teorias clínicas para a prática escolar. Essa transposição tem contribuído, historicamente, para a produção de um fracasso escolar individualizado, centrado no aluno. A proposta trazida pela autora é de uma atuação em Psicologia que promova qualidade de vida e trabalhe com os aspectos de saúde e cidadania dos educandos. Assim, o psicólogo no contexto escolar deve direcionar sua atuação para a promoção da saúde e do bem-estar.

Mas como tais propostas têm se efetivado no cotidiano das escolas, onde o psicólogo se insere? Realmente faz sentido uma atuação do psicólogo no campo educacional pautada em ações de saúde, mais especificamente de promoção da saúde, conforme trazida pelos autores? Seria esse o modo de construção de um espaço legítimo de práticas que marcaria a contribuição do psicólogo no cotidiano do processo escolar? Diante dessas questões e das lacunas existentes na construção de propostas atuais para atuação do psicólogo inserido na educação (Almeida, 2012; Andrada, 2005; Barbosa, 2012; Guzzo, 2001, 2012; Valle, 2003), consideramos importante verificar as configurações de trabalho que podem se delinear no campo da prática educacional para o psicólogo.

Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar um panorama das pesquisas sobre a atuação do psicólogo na escola relacionada a aspectos de promoção à saúde e prevenção de doenças, a fim de produzir conhecimentos sobre o fazer do psicólogo nesse ambiente. Vale destacar, conforme Czeresnia (2009), que se entende como promoção à saúde a possibilidade de fomento ao bem-estar, a partir da valorização de recursos sociais e pessoais dos envolvidos. Por sua vez, a prevenção de doenças é concebida como ações voltadas a evitar o surgimento de situações de doenças ou informar sobre agravos à saúde.

Método

Foi realizada uma revisão integrativa (Mendes, Silveira, & Galvão, 2008) por meio das bases de dados: PePSIC (Periódicos eletrônicos em Psicologia) e SciELO (Scientific Electronic Library Online), utilizando-se as palavras-chave: “psicologia” and “escola” and “saúde”; “psicologia” and “escola” and “promoção”; “psicologia” and “escola” and “prevenção”.

Foram considerados para compor este estudo, como critérios de inclusão: ser artigo científico nas modalidades relatos de experiência, artigos teóricos ou estudos empíricos que apresentavam as ações do psicólogo no contexto escolar relacionadas com o campo da saúde, de modo que os autores situassem tal relação no texto.

Os critérios de exclusão, por sua vez, foram: trabalhos de discussão de aspectos de saúde em outros contextos que não nas escolas; pesquisas em escolas e com escolares sem a relação com a atuação do psicólogo; artigos que evidenciavam a importância de se atentar à saúde nos espaços da escola, mas que não situavam o profissional psicólogo nesse contexto; estudos que tratavam da atuação do psicólogo com queixas escolares em outros espaços que não no contexto escolar.

Desse modo, com as palavras-chave: “psicologia” and “escola” and “saúde”, na base de dados SciELO foram encontrados 293 artigos sendo selecionados sete; e, com as mesmas palavras-chave, na base de dados PePSIC foram encontrados 112 artigos, sendo que seis atendiam aos critérios de inclusão neste estudo.

Já com as palavras-chave “psicologia” and“ escola” and “promoção” foram encontrados 38 artigos na base de dados SciELO, sendo que os artigos que atendiam aos critérios de inclusão se repetiam da primeira busca realizada, de modo que nenhum deles foi selecionado; e na base de dados PePSIC foram encontrados 16, em que dois foram incluídos neste estudo.

E por fim, com as palavras-chave “psicologia” and “escola” and “prevenção” foram encontrados 42 artigos na SciELO, sendo dois deles incluídos no estudo; na base de dados PePSIC foram encontrados 22, e aqueles que atendiam aos critérios de inclusão já haviam sido inseridos nas buscas anteriores; assim, nenhum artigo foi selecionado nessa busca.

Dessa forma, foram selecionados 17 artigos com as características desejadas. Seguiu-se com a análise destes por meio da técnica de Análise de Conteúdo, como a propõe Bardin (1977). Os textos foram lidos e fichados em tabela, que além de apresentar a identificação do texto, continha o objetivo do artigo, o delineamento metodológico e os resultados principais, a fim de se construir categorias que permitissem interpretar os dados comunicados.

Assim, iniciaremos a apresentação dos resultados e discussão pelas questões referentes à parte estrutural e metodológica dos artigos analisados e, em seguida, traremos as discussões teóricas, obtidas pela análise dos resultados desses mesmos artigos.

Resultados e Discussão

Caracterização dos artigos

Os 17 artigos selecionados na busca se distribuem em 12 revistas, das quais dez revistas se relacionam a área de Psicologia (Bhering & Míchels, 1999; Carvalho, 2008; Coutinho, Oliveira, & Barreto, 2015; Dazzani, 2010; Freire & Aires, 2012; Guardia, 2005; Mezzalira & Guzzo, 2011; Minto & cols., 2006; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009; Pajares & cols., 2015; Prudêncio & cols., 2015; Quevedo &Conte, 2016; Rodrigues& cols., 2008; Rodrigues, Dias, & Freitas, 2010; Valle, 2003); uma se relaciona a escritos sobre Educação (Costa & Guzzo, 2006), que finalizou sua indexação em 2012; e uma revista (Ribeiro & cols., 2012) se apresenta como objetivo de publicações mais amplas sobre o sujeito, tais como sofrimento psíquico, sociedade e cultura. Verifica-se assim, que o psicólogo tem discutido sua atuação, predominantemente, em revistas da área e o trabalho do psicólogo na escola com discussões no campo da saúde não comparece publicado em revistas da saúde.

As publicações abrangeram os anos de 1999 a 2016, sendo que o ano de maior publicação de artigos na temática refere-se a 2015 (Coutinho, Oliveira, & Barreto, 2015; Pajares & cols., 2015; Prudêncio & cols., 2015), ano recente, o que nos possibilita a questão: será que a atuação dos psicólogos na escola pode estar caminhando para aproximações com as questões de saúde? Vale ressaltar que o maior número de publicações se concentra nos últimos dez anos, a partir de meados da década 2000, com 14 artigos publicados de 2006 a 2016(Carvalho, 2008; Costa & Guzzo, 2006; Coutinho, Oliveira, & Barreto, 2015; Dazzani, 2010; Freire & Aires, 2012; Mezzalira & Guzzo, 2011; Minto& cols., 2006; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009; Pajares & cols., 2015; Prudêncio & cols., 2015; Quevedo & Conte, 2016; Ribeiro & cols., 2012; Rodrigues & cols., 2008; Rodrigues, Dias, & Freitas, 2010).

Apenas um dos artigos se referiu à realidade exterior à brasileira (Carvalho, 2008), ao apresentar possibilidades da atuação do psicólogo no espaço escolar em Portugal. Carvalho (2008) nos informa que a inserção dos psicólogos nas escolas é fruto de lei recente implantada naquele país, o que ainda não se coloca no Brasil, mas os desafios de inserção desses profissionais são relatados com muita familiaridade aos trabalhos brasileiros.

Dos 17 artigos, seis são trabalhos teóricos (Bhering & Míchels, 1999; Carvalho, 2008; Dazzani, 2010; Freire & Aires, 2012; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009; Valle, 2003), seis são relatos de projetos realizados por estagiários ou residentes de psicologia (Coutinho, Oliveira, & Barreto, 2015; Pajares & cols., 2015; Prudêncio & cols., 2015; Quevedo & Conte, 2016; Ribeiro & cols., 2012; Rodrigues, Dias, & Freitas, 2010), três apresentam relatos de pesquisadores que se inseriram no ambiente escolar para a realização do trabalho (Costa & Guzzo, 2006; Guardia, 2005; Mezzalira & Guzzo, 2011); um se refere a entrevistas realizadas com psicólogos escolares (Rodrigues & cols., 2008); e um trata-se da aplicação de um programa criado para escolas com o objetivo de incrementar os comportamentos prossociais (Minto & cols., 2006). Esses dados corroboram as colocações de Guzzo e cols. (2010), de que prevalece a publicação teórica sobre a atuação do psicólogo na escola, sendo pequena a produção decorrente da experiência profissional, uma vez que a produção empírica majoritariamente se apresenta desenvolvida por universitários. Os autores relacionam tal fato, de escassa produção, à falta de políticas públicas nacionais que legitimem o espaço de atuação do psicólogo no contexto escolar.

Guzzo e cols. (2010) ainda afirmam que a produção científica sobre a psicologia escolar está, de modo geral, vinculada à produção de programas de pós-graduação, seus estudantes e professores, e que o fato de o psicólogo não estar presente nas escolas produz um conhecimento que tangencia os problemas dessa área. Assim, ressaltam a importância de se construir bases, nessa área de aplicação, por meio de pesquisadores incluídos na realidade concreta, colaborando para que a relação entre teoria e prática realmente se mostre e possa produzir mudanças reais, tanto para a formação dos psicólogos quanto para sua contribuição no cotidiano das escolas.

Ainda sobre a questão teoria-prática, vale refletir sobre as colocações de Antunes (2008), que traça as diferenças entre Psicologia Educacional e Psicologia Escolar. Para a autora a Psicologia Educacional trata de uma área específica do conhecimento da ciência psicológica, enquanto a Psicologia Escolar refere-se propriamente à atuação do profissional da psicologia na escola, de modo que cabe a Psicologia Educacional fundamentar e dar base aos processos de intervenção da Psicologia Escolar, o que parece se mostrar como uma separação entre teoria e prática já nas bases dos conhecimentos da psicologia no campo da educação.

Como discutem Oliveira e Marinho-Araújo (2009), a visão dicotômica entre prática e teoria que se filiam respectivamente aos conteúdos da Psicologia Escolar e da Psicologia Educacional não são úteis à construção de conhecimentos a serem aplicados no contexto da educação. Na revisão de literatura realizada para este trabalho, verifica-se uma separação entre teoria e prática, o que parece refletir a divisão que permeia as bases dos conhecimentos construídos pela psicologia no campo da educação.

Sobre os objetivos dos textos selecionados, vale considerar que três (Carvalho, 2008; Freire & Aires, 2012; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009) do total dos seis artigos teóricos (Bhering & Míchels, 1999; Carvalho, 2008; Dazzani, 2010; Freire & Aires, 2012; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009; Valle, 2003) não deixam evidente no texto o objetivo de sua publicação, o que pode denotar que as reflexões teóricas no campo da psicologia relacionada à educação muitas vezes se colocam sem elementos claros de reflexão de uma prática, mas de um campo que está por se constituir. De modo geral, os objetivos dos textos já apresentavam em si aspectos relacionados ao psicólogo na escola, como relatos de experiências, pesquisas, intervenções e reflexões sobre as possibilidades desse profissional no ambiente educacional.

Quanto ao método, os seis artigos teóricos (Bhering & Míchels, 1999; Carvalho, 2008; Dazzani, 2010; Freire & Aires, 2012; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009; Valle, 2003) não apresentam essa seção na configuração do texto. Consideramos que a apresentação do método em um artigo teórico poderia facilitar a compreensão do leitor sobre a proposta da produção, evidenciando o caminho trilhado para a elaboração das conclusões.

Ainda sobre os aspectos metodológicos, dois artigos apresentam um relato de intervenção, em que o método utilizado de aplicação, coleta e evidências da proposta se mostram no decorrer do texto (Minto & cols., 2006; Quevedo & Conte, 2016). Dois artigos utilizam escalas e instrumentos psicométricos e realizam testes estatísticos para a verificação das hipóteses, com o complemento de análises qualitativas sobre o registro e a observação das atividades desenvolvidas (Pajares & cols., 2015; Rodrigues, Dias, & Freitas, 2010). Os demais, sete artigos (Costa & Guzzo, 2006; Coutinho, Oliveira, &Barreto, 2015; Guardia, 2005; Mezzalira & Guzzo, 2011; Prudêncio & cols., 2015; Ribeiro & cols., 2012; Rodrigues & cols., 2008), se colocam como investigações qualitativas, que utilizam entrevistas e observações, com registros em diários de campo.

Dos artigos empíricos (onze), dez foram realizados em escolas públicas (Costa & Guzzo, 2006; Coutinho, Oliveira, & Barreto, 2015; Guardia, 2005; Mezzalira; Guzzo, 2011; Minto & cols., 2006; Pajares & cols., 2015; Prudêncio & cols., 2015; Quevedo & Conte, 2016; Ribeiro & cols., 2012; Rodrigues, Dias, & Freitas, 2010), e um deles em escola pública e particular Rodrigues & cols., 2008). Sobre o nível de ensino em que as pesquisas foram realizadas, tem-se que um artigo (Minto & cols., 2006) relata intervenção em uma escola estadual e não caracteriza o nível de ensino, indicando apenas tratar-se de alunos adolescentes, a maioria, em média, com 18 anos de idade; dois relataram a realização do trabalho na Educação Infantil (Costa & Guzzo, 2006; Mezzalira & Guzzo, 2011); um relatou trabalho em Educação Infantil e Ensino Fundamental (Prudêncio & cols., 2015); cinco referiram-se ao Ensino Fundamental (Guardia, 2005; Pajares & cols., 2015; Quevedo & Conte, 2016; Ribeiro & cols., 2012; Rodrigues, Dias, & Freitas, 2010); e um indicou a realização da pesquisa no Ensino Fundamental e Ensino Médio (Coutinho & cols., 2015).

Evidenciou-se que a maioria da produção referente ao trabalho do psicólogo na escola, se coloca no nível básico, majoritariamente no Ensino Fundamental e em escolas públicas. E a maior parte dos artigos aqui selecionados relata trabalhos de projetos de pesquisa e intervenção, em que o profissional psicólogo não está diretamente inserido na realidade escolar; desse modo, o trabalho é desenvolvido com parcerias entre escolas e pesquisadores.

Discussões críticas: contextualizando a psicologia na escola

Dos 17 artigos analisados, 12 deles fazem referência às críticas sobre a atuação do psicólogo na escola, concentrada historicamente em uma abordagem clínica, psicométrica, adaptacionista, voltada à correção individual de dificuldades de aprendizagem (Bhering & Míchels, 1999; Carvalho, 2008; Costa & Guzzo, 2006; Coutinho& cols., 2015; Dazzani, 2010; Freire & Aires, 2012; Guardia, 2005; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009; Prudêncio & cols., 2015; Quevedo & Conte, 2016; Rodrigues & cols., 2008; Valle, 2003).Os outros cinco textos (Mezzalira &Guzzo, 2011; Minto& cols., 2006; Pajares & cols., 2015; Ribeiro & cols., 2012; Rodrigues, Dias, & Freitas, 2010) não relacionam críticas à atuação do psicólogo na escola.

Foi marcante entre os artigos analisados a discussão sobre o distanciamento do psicólogo da realidade escolar (Carvalho, 2008; Costa; Guzzo, 2006; Guardia, 2005; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009; Quevedo & Conte, 2016), o que afirma a necessidade desse profissional se apropriar mais desse contexto, para então planejar intervenções condizentes com as necessidades escolares, em contraposição à reprodução de práticas descontextualizadas e genéricas.

A formação em psicologia foi colocada como deficitária em aspectos relacionados à escola e à educação, propostas interdisciplinares e possibilidades de pesquisa carentes de articulações teórico-práticas. Além da importância da formação continuada, que pressupõe conhecimentos em psicologia, mas também em outras áreas articuladas ao contexto educacional, por exemplo, aquelas ligadas às políticas educacionais, capazes de contribuir para a construção de práticas com subsídios teórico-metodológicos (Coutinho & cols., 2015; Dazzani, 2010; Guardia, 2005; Prudêncio & cols., 2015).

Como apresentam Rodrigues e cols. (2008), embora o psicólogo atue na educação, muitas vezes a formação desse profissional ocorre em áreas que não estão necessariamente ligadas ao contexto educativo, o que de acordo com os autores, leva a uma falta de embasamento teórico consistente. Os autores ainda apontam a busca por atualização profissional de modo informal, evidenciando a carência de uma formação robusta nessa área de atuação, o que pode produzir inconsistências na junção teoria-prática; somada à ausência de políticas públicas que garantam a entrada e permanência dos psicólogos na escola.

Coutinho e cols. (2015) citam a demanda legítima por psicólogos na escola. Para Dazzani (2010) e Prudêncio e cols. (2015), o psicólogo que atua na escola deve trabalhar a favor da justiça e dos direitos, se atentando para essas demandas nesse contexto. A inserção do psicólogo na escola pode ser concebida no contexto das políticas públicas de proteção à infância e à adolescência, o que se coloca como um desafio na democratização da educação brasileira contemporânea (Dazzani, 2010).

É importante ainda considerar as peculiaridades das diferentes realidades do Brasil, um país com dimensões continentais, de modo que as ações do psicólogo na escola se coloquem a serviço dos aspectos políticos e sociais coerentes com cada realidade em que se insere. Por exemplo, como colocam Freire e Aires (2012), no que diz respeito à contribuição do psicólogo em contextos de violência, como o Bullying, deve-se avaliar a realidade específica de cada escola e não seguir receitas prontas para toda e qualquer situação de violência.

Assim, verifica-se nos textos selecionados a intensa discussão a respeito do papel do psicólogo na escola, persistindo uma visão crítica, o que possibilita a emergência de novos modos de atuação.E nesse contexto, surgem as discussões que situam a atuação do psicólogo na escola como de prevenção de doenças e promoção à saúde.

Prevenção de Doenças e Promoção à Saúde: possibilidades de trabalho do psicólogo na escola

Para Dazzani (2010), a partir das críticas à atuação medicalizante do psicólogo na escola em um modelo de atendimento clínico individual, deve-se voltar o olhar ao compromisso político-social com a realidade brasileira. Em seu artigo teórico, a autora afirma que cabe ao psicólogo uma atuação que implique aspectos de saúde, cidadania e qualidade de vida.

Ao entrevistar profissionais de escolas sobre as expectativas de atuação do psicólogo nesse espaço, Prudêncio e cols. (2015) afirmam que,embora ainda apareça uma visão medicalizante sobre o trabalho desse profissional, há uma percepção dos profissionais da escola sobre o trabalho do psicólogo como de prevenção e promoção da saúde,a partir de uma proposta de orientação e oferta de apoio emocional com ambiente de escuta, acolhimento e qualificação dos processos educacionais, inclusive envolvendo professores e toda a equipe escolar.

Aideia de que o psicólogo possa buscar compreender a situação do aluno em cada realidade escolar, não categorizando imediatamente as dificuldades de aprendizagem, mas abrindo-se à criação de um espaço singular de diálogo e construção conjunta de outras possíveis realidades promotoras de bem-estar,foi apontada por Guardia (2005), corroborando as discussões que apontam o psicólogo como agente de promoção de saúde na escola. Guardia (2005) situa esse profissional no campo da saúde coletiva, por meio de uma postura de valorização da escuta e do encontro com o outro. Já para Bhering e Míchels (1999),o psicólogo nos ambientes educativos deveria promover saúde por meio da complementação de ações multidisciplinares, que colaborem para o desenvolvimento integral do cidadão.

Minto e cols. (2006), Pajares e cols. (2015), Quevedo e Conte (2016) e Rodrigues e cols. (2010)apontam que a escola deve influenciar de modo positivo o desenvolvimento dos estudantes, favorecendo o enfretamento de adversidades e a construção de soluções criativas para os problemas da vida. Os autores apresentam trabalhos em que o psicólogo atua em intervenções preventivas e de promoção ao desenvolvimento de habilidades sociais. Nesse sentido, enfatiza-se que habilidades de resolução de problemas interpessoais podem se constituir em fator de proteção, na direção de fomentar um desenvolvimento saudável.

Por sua vez, Ribeiro e cols.(2012)valorizam uma intervenção com ênfase na saúde mental do professor. Utilizam observação participante e encontros para discutir temas relevantes presentes no contexto escolar, e indicam esses encontros como espaço importante de atuação da psicologia, nesse ambiente. Coutinho e cols. (2015), com o objetivo de repensar práticas pedagógicas com profissionais da escola e estudantes, apontam para uma atuação do psicólogo na escola que sai do plano curativo para uma valorização das ações promotoras de saúde, contribuindo no processo de formação humana. Por meio da parceria com os atores da escola, a ideia é que esse profissional possa oferecer espaço de escuta e reflexão sobre os processos de ensino e de aprendizagem, o que, para os autores, tem a potencialidade de fomentar a melhoria da qualidade de vida das pessoas que constituem a escola.

Ao investigarem as concepções e práticas de psicólogos escolares, no que diz respeito a ações de prevenção e promoção da saúde, Rodrigues e cols. (2008) argumentam sobre a necessidade de valorização da saúde, ao invés do enfoque no fracasso na escola. Dessa forma, segundo os autores, a escola se afirma como um local vital para a prevenção e a promoção da saúde e do desenvolvimento humano. Para os psicólogos entrevistados no estudo de Rodrigues e cols. (2008), as ações de prevenção se colocam de forma a evitar problemas, voltados mais para o sujeito individualmente e não para grupos de sujeitos; já a promoção estaria relacionada ao favorecimento do desenvolvimento de competências e habilidades. Os autores sinalizam tímidas ações de prevenção e promoção da saúde realizadas por psicólogos que atuam em escolas; no entanto, evidenciam a falta de projetos consistentes em nível prático, com atuações de prevenção e promoção de saúde superficiais, baseadas mais na intuição do profissional do que calcadas em aspectos teóricos consolidados.

Em seu artigo teórico, Oliveira e Marinho-Araújo (2009) apresentam uma proposta de atuação preventiva sobre a construção do desenvolvimento das crianças e indicam a importância desse profissional psicólogo se atentar também para a saúde do professor, considerando a promoção de sua saúde mental. Nesse contexto, os autores valorizam o desenvolvimento de parcerias de trabalho também com os docentes para se alcançar um dos objetivos do psicólogo na escola: a promoção do desenvolvimento e da aprendizagem com enfoque nas relações.

Nessa mesma perspectiva, Costa e Guzzo (2006) e Mezzalira e Guzzo (2011) discorrem sobre uma visão que rompe com a característica de atuação individual e reducionista dos problemas dos escolares, para uma proposta de valorização da compreensão dos aspectos sociais que influenciam os comportamentos das crianças. A partir daí, segundo as autoras, é possível o planejamento, por parte também dos psicólogos, na direção de assessorar os trabalhos coletivos desenvolvidos na escola e acompanhar o processo de ensino e de aprendizagem junto aos demais profissionais. Assim, as autoras evidenciam a possibilidade de uma atuação do psicólogo na escola voltada à promoção do desenvolvimento, no sentido da valorização de aspectos de saúde e não de doença, favorecendo a construção de relações afetivas e saudáveis.

Valle (2003) também indica um enfoque preventivo para o psicólogo que atua na escola, enfatizando inclusive aspectos de saúde mental. Nesse sentido, valoriza ações interventivas de prevenção e promoção de saúde com a participação do corpo docente e equipe pedagógica, alcançando escola e família. A autora apresenta a escola como ambiente que pode ampliar competências, possibilitando o desenvolvimento de fatores de proteção como a resiliência.

Nesse contexto, Carvalho (2008) afirma que a presença do psicólogo no espaço escolar se justifica, justamente, pela sua possibilidade de intervir de modo preventivo em situações de violência, abuso de substâncias, gravidez na adolescência e por sua potencialidade em promover ações de bem-estar entre os atores escolares.

Dessa forma, não se percebe nos artigos a valorização de um trabalho clínico, mas de um trabalho voltado para a saúde. A partir da crítica do lugar ocupado pela psicologia nas escolas, observa-se uma aproximação de práticas que visam a multidisciplinaridade e a valorização de ações contextualizadas, levando-se em consideração as características da população a que se destina o trabalho, a fim de potencializar habilidades e competências. Evidencia-se um processo de rompimento com a legitimação de um trabalho do psicólogo na escola com preceitos clínicos individualizantes.

Nos textos aqui selecionados, as ações de prevenção não apareceram relacionadas a alguma doença em especifico, como inicialmente se pensava encontrar; com frequência tais práticas foram tomadas como sinônimas de ações de Promoção da Saúde. Como apresenta Iglesias (2009), a indistinção entre Promoção à Saúde e Prevenção de Doenças tem sido algo recorrente no cotidiano das práticas, no entanto, há que se destacar que se trata de práticas diversas. De modo que a Prevenção de Doenças tem um enfoque sobre a doença, supondo uma ação antecipada sobre os fatores de risco; já a Promoção à Saúde valoriza a construção da saúde em uma visão ampliada, que aborde as condições favoráveis de vida.

Faz-se importante destacar ainda a referência a uma perspectiva preventiva em Psicologia Escolar (Costa & Guzzo, 2006; Mezzalira & Guzzo, 2011; Oliveira & Marinho-Araújo, 2009), que visa trabalhar as concepções dos profissionais das escolas sobre avaliação, desenvolvimento e aprendizagem, de modo a se contribuir para a transformação de uma prática rígida e imutável no contexto dos processos educacionais. Nesse caso, o foco se coloca na prevenção a fim de se trabalhar fatores de risco aos processos do desenvolvimento humano e da aprendizagem. Acredita-se que a partir dessa perspectiva seja possível minorar, por exemplo, aquelas práticas que subestimam o potencial dos estudantes e os enquadram nas configurações de alunos problemas ou de alunos com problemas de aprendizagem, questões que podem se configurar em aspectos de doença.

No que diz respeito à Promoção à Saúde verifica-se a valorização de ações que contribuam para o bem-estar dos sujeitos, por meio também da potencialização de suas habilidades e competências. Como apresenta Iglesias (2009), a partir da I Conferência Internacional que teve como principal produto a Carta de Ottawa, apresentou-se uma visão de saúde mais afirmativa, que colocou a importância do trabalho multiprofissional e da valorização dos sujeitos na construção das estratégias de melhoria da saúde e da vida. No entanto, na prática, muitas vezes essas ações têm acontecido no sentido de educação da população para a compreensão da saúde, de modo que, em algumas situações:

Trabalha-se pela Promoção da Saúde da população, o que supõe o profissional como agente, o profissional atuando sobre a população, assim como se presume a existência de “uma saúde” a ser alcançada. Contrariamente a uma perspectiva que enfoca a Promoção à Saúde, que requer o outro nessa produção, o profissional junto à população, sendo várias as saúdes possíveis. (Iglesias, 2009, p. 27, grifos do autor.)

Tal fato apontado por Iglesias (2009) parece estar presente nos textos selecionados neste trabalho, que apresentam como possibilidade de atuação do psicólogo na escola ações em Promoção da Saúde. Não se evidencia na prática a compreensão dos ambientes educacionais e, a partir disso, a construção de intervenções específicas fica prejudicada. Ao mesmo tempo em que comparece nos textos teóricos a importância do reconhecimento das especificidades locais para a construção de intervenções escolares condizentes com a realidade, se apresentam programas previamente pensados para a implementação nas escolas, em um movimento de padronização das práticas.

A precária formação do psicólogo que atua na educação e a falta de políticas públicas que legitimem a atuação desse profissional nos ambientes educacionais, fatos citados nos textos, podem contribuir para a dificuldade de afirmação de uma prática que valorize ações de Promoção à Saúde. As discussões que assumem a importância de se pensar a construção de um trabalho do psicólogo na escola a partir da realidade brasileira, sinalizam para esse caminho de compreensão e construção de estratégias interventivas que valorizem o ambiente e suas necessidades, com fomento a ações que contribuam para o bem-estar do sujeito. Essa direção nos parece promissora na construção de uma atuação em Psicologia Escolar/Educacional consistente, desfocando da mera crítica para a construção dos novos rumos, como propõe Barbosa (2012). Faz-se importante notar ainda, que os artigos indicam, timidamente, um olhar para as questões de saúde mental na escola.

Considerações Finais

A partir da reflexão crítica sobre o trabalho do psicólogo na escola, novas formas de fazer estão se construindo. A revisão aqui proposta destaca a Promoção à Saúde como uma possibilidade de trabalho do psicólogo no ambiente educacional, mais do que a Prevenção de Doenças, que nos relatos, na maioria das vezes, se confundiu com a Promoção à Saúde.

Os textos evidenciam um processo de rompimento com a lógica do atendimento clínico individual, apresentando um olhar para a instituição e o ambiente escolar, para aspectos de valorização da vida, em que a Promoção à Saúde se coloca como uma estratégia de ação. É interessante notar, entretanto, que tal valorização se coloca a partir de pesquisas e trabalhos teóricos e acadêmicos, carecendo de relatos com teor mais prático, produzidos por psicólogos que efetivamente estão atuando no campo educacional, confirmando a necessidade de novos estudos na área.

A partir dos artigos aqui selecionados, destaca-se a possibilidade de uma atuação do psicólogo na escola voltada a Promoção à Saúde, legitimando um trabalho na interface entre educação e saúde como uma possível identidade profissional a serviço de uma educação que potencializa a vida e as relações saudáveis, com sinalizações que caminham para ações em saúde mental, com base na perspectiva de uma saúde voltada à subjetividade, objeto de estudo da psicologia. Legitimar esse lugar da psicologia na escola possibilita ainda, lutar por espaços de formação e de supervisão, que possam contribuir de modo fundamental para a percepção das demandas e da melhor forma de intervir sobre elas nos ambientes educacionais, consolidando conhecimentos e estratégias interventivas nessa área.

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Recebido: 01 de Novembro de 2017; Aceito: 23 de Junho de 2018

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