SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.14 número2Tempo médio para a alta fonoaudiológica a partir de três modelos com base fonológicaDesempenho ortográfico de escolares do 2º ao 5º ano do ensino particular índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista CEFAC

versão On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.14 no.2 São Paulo mar./abr. 2012  Epub 30-Set-2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462011005000102 

Desempenho de adultos não-letrados em avaliação das habilidades em consciência fonológica

 

Performance of illiterate adults in evaluating phonological awareness abilities

 

 

Helena Bolli MotaI; Marta de Vargas RomeroII; Tassiana Isabel KaminskiIII; Débora Vidor-SouzaIV; Aline BerticelliV

IFonoaudióloga; Professora Adjunta do Curso de Fonoaudiologia e do Mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil; Doutora em Lingüística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
IIFonoaudióloga; Mestre pelo Curso de Pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria
IIIFonoaudióloga; Mestre pelo Curso de Pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil
IVFonoaudióloga; Mestre pelo Curso de Pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil
VFonoaudióloga; Mestranda do Curso de Pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil; Graduada em Fonoaudiologia pela Universidade Federal de Santa Maria

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: verificar o desempenho das habilidades em consciência fonológica em adultos não-letrados e compará-lo com o de adultos letrados.
MÉTODO: 31 adultos, ambos os sexos, divididos em não-letrados e letrados, submetidos à Prova de Consciência Fonológica.
RESULTDOS: o desempenho dos adultos não-letrados foi insatisfatório e inferior ao dos letrados; os dois grupos apresentaram desempenho inferior em tarefas fonêmicas; em apenas dois subtestes não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os grupos.
CONCLUSÃO: o desempenho inferior dos adultos não-letrados, especialmente nas tarefas fonêmicas, pode decorrer do fator escolaridade, pois não dominam o código alfabético.

Descritores: Testes de Linguagem; Educação; Lingüística


ABSTRACT

PURPOSE: to evaluate the performance of phonological awareness in illiterate adults and compare it with the performance of literate adults.
METHOD: 31 adults, of both genders, divided in two groups: literate and illiterate, submitted to Phonological Awareness Test.
RESULTS: performance of illiterate adults was not satisfactory and was poorer when compared to literate adults; both groups showed poorer performance in subtests involving phonemes; just two subtests did not achieve the statistical significance between both groups.
CONCLUSION: the poorer performance of illiterate adults, especially in phonemic tasks, can be due to their school level, because they do not dominate the alphabetic code.

Keywords: Language Tests; Education; Linguistics


 

 

INTRODUÇÃO

A fala caracteriza o homem e torna este capaz de transmitir pensamentos e opiniões. A habilidade de analisar a fala em seus componentes fonológicos é denominada Consciência Fonológica1, a qual é estreitamente relacionada com o desenvolvimento da linguagem oral e escrita1-6. Conforme apontam os estudiosos, existe um nível de complexidade entre as habilidades em consciência fonológica, sendo umas mais complexas que outras. Consequentemente, essas são adquiridas gradualmente, com aquisição mais tardia para os níveis mais complexos1. Entre estas, rima, identificação de fonema inicial e subtração de fonema correspondem a três pontos diferentes de uma escala em consciência fonológica7.

Além disso, estudos constatam que o desempenho das crianças em consciência fonológica aumenta conforme as habilidades de leitura se desenvolvem8-10, e que as tarefas fonêmicas são adquiridas posteriormente às silábicas1. Dessa forma, as experiências com a linguagem escrita influenciam o desenvolvimento da consciência fonológica, especialmente a consciência fonêmica11. Cabe ressaltar que existem três fatores que influenciam as habilidades em consciência fonológica: o desenvolvimento cognitivo, mais especificamente da metacognição; o desenvolvimento da linguagem; e a aquisição da leitura e da escrita12.

O objetivo deste trabalho foi verificar o desempenho das habilidades em consciência fonológica em adultos não-letrados e comparar esse desempenho com o de adultos letrados.

 

MÉTODO

Participaram desta pesquisa 31 sujeitos, com idades entre 23 e 55 anos, 24 do sexo feminino e sete do sexo masculino. A amostra foi dividida, levando em consideração o nível de escolaridade, em 14 sujeitos que eram adultos letrados (AL) e em 17 adultos não-letrados (ANL) frequentadores do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA).

Foram adotados alguns critérios de inclusão para que a amostra fosse mais homogênea. Todos deveriam aceitar participar da pesquisa e deveriam ter idade entre 20 e 55 anos. Do grupo de ANL não poderiam participar pessoas que frequentassem o MOVA há mais de três meses, e do grupo de AL não poderiam participar pessoas que tivessem estudado além da 5ª série do Ensino Fundamental.

Para selecionar o grupo de ANL, realizou-se a pesquisa no MOVA, devido à dificuldade de encontrar pessoas que não soubessem ler e escrever. O grupo de AL foi selecionado a partir da indicação de pessoas que se adequassem aos critérios de inclusão, por parte de colegas de trabalho da pesquisadora.

Num primeiro momento, realizou-se uma entrevista com ambos os grupos, na qual questionavam-se dados pessoais, interesse pela leitura e pela escrita, dificuldades encontradas por não saber ler (ANL), entre outras. A seguir, realizou-se, com o grupo de ANL, a verificação informal da leitura e da escrita por meio de ditado e de leitura de palavras isoladas, com o objetivo de excluir pessoas que soubessem ler e/ou escrever palavras além do seu próprio nome.

A avaliação das Habilidades em Consciência Fonológica foi realizada através da Prova de Consciência Fonológica (PCF)13. A PCF é composta por dez subtestes, a saber: síntese silábica (St1), síntese fonêmica (St2), rima (St3), aliteração (St4), segmentação silábica (St5), segmentação fonêmica (St6), manipulação silábica (St7), manipulação fonêmica (St8), transposição silábica (St9) e transposição fonêmica (St10). Cada subteste da PCF é composto de quatro itens, e cada item respondido corretamente corresponde a um ponto, sendo o máximo, quatro pontos em cada subteste e 40 pontos no total da PCF.

A PCF foi aplicada individualmente para cada sujeito. A duração da aplicação foi de 30 a 40 minutos para os ANL e de dez a 20 minutos para os AL. Foram aplicados dois itens de treino para cada subteste antes da aplicação dos itens de teste. A instrução, dada verbalmente antes de cada subteste, foi adaptada à idade e ao contexto dos indivíduos, por tratar-se de sujeitos adultos.

Para classificar o desempenho dos participantes desta pesquisa, foram adotados os termos "desempenho insatisfatório" (quando a média de acerto for constituída por valores entre 0,00 e 1,99 para cada subteste ou entre 0,00 e 19,00 para o total da prova) e "desempenho satisfatório" (com os valores das médias situados entre 2,00 e 4,00 para cada subteste ou entre 20,00 e 40,00 para o total da prova).

Este trabalho foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição de origem, sob o protocolo de número 13004. Todos os sujeitos da pesquisa consentiram com sua realização e a divulgação dos resultados, mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Para a análise dos dados, realizou-se o tratamento estatístico, no qual os resultados individuais obtidos em cada subteste e na PCF foram distribuídos de forma linear e totalizados por subteste e na PCF, considerando o grupo a que pertenciam (ANL ou AL). A normalidade entre os subtestes foi avaliada pelo Teste Saphiro-Wilk, em nível de 5% de probabilidade. Como as variáveis St2, St3, St6, St7, St8, St9 e St10 não se ajustaram à distribuição normal, a análise de variância foi realizada com o teste F nessas variáveis. Os dados foram analisados após transformação em raiz quadrada e adição de uma constante de 1,5.

 

RESULTADOS

Os resultados estão dispostos em duas partes: a primeira parte (Tabela 1) é referente ao total de acertos e a média alcançada pelo grupo dos ANL por subteste e o total deste grupo na PCF; a segunda parte (Tabela 2) mostra os resultados comparativos entre os grupos estudados, com o estudo estatístico referente à comparação dos resultados.

Na Tabela 1, verifica-se que o desempenho atingiu escore elevado em alguns subtestes, como na síntese silábica (St1) e na segmentação silábica (St5), e foi nulo em outros, como na segmentação fonêmica (St6) e na transposição fonêmica (St10). Nos demais subtestes, foi verificada grande variação, especificamente quando se comparam as tarefas silábicas com as fonêmicas.

A Tabela 2 mostra a comparação das médias do grupo de ANL com a média do grupo de AL, com o estudo estatístico que comparou se a diferença entre as médias foi estatisticamente significante.

Verifica-se que apenas dois subtestes não mostraram médias com diferença estatisticamente significante: síntese e segmentação silábica (St1 e St5). Os subtestes que demandam consciência fonêmica, por outro lado, mostraram nível de significância entre as médias dos dois grupos altamente significante (P<0.0001).

Com exceção da tarefa St1 (síntese silábica), em que o desempenho de ambos os grupos foi idêntico (escore máximo de acertos), verifica-se que o desempenho do grupo de ANL foi inferior ao do grupo de AL. Em alguns subtestes, inclusive, verifica-se o desempenho nulo do grupo de ANL (St6 e St10), enquanto que o desempenho satisfatório do grupo de AL pode ser facilmente verificado.

 

DISCUSSÃO

Levando-se em consideração os três fatores que poderiam influenciar a consciência fonológica12 e os sujeitos da presente pesquisa, que eram indivíduos adultos, esperou-se, para esses sujeitos, que tanto o fator cognitivo como de linguagem já estivessem desenvolvidos, não mais interferindo na consciência fonológica. Portanto, como este estudo relaciona dados de adultos letrados com dados de sujeitos que não foram submetidos à escolarização, acredita-se que os resultados refletiram diretamente a influência da alfabetização nas tarefas de consciência fonológica.

Os resultados foram analisados conforme estão expostos nas tabelas, isto é, o desempenho dos ANL e, posteriormente, a comparação entre os desempenhos dos ANL e dos AL. Na verificação dos resultados dos ANL, percebe-se que o desempenho desse grupo nos subtestes silábico, na rima e na aliteração foram melhores do que nos subtestes fonêmicos. Pode-se estabelecer uma ordem do desempenho superior para o desempenho inferior do grupo de ANL: tarefas silábicas, seguidas de tarefas envolvendo rima e aliteração e, finalmente, tarefas fonêmicas.

Esses resultados vão de acordo com os achados de algumas pesquisas1, 13 as quais referem que a consciência silábica desenvolve-se mais precocemente que a fonêmica. Nesses estudos, os autores verificaram que os desempenhos nos subtestes envolvendo sílabas foram superiores àqueles envolvendo fonemas.

Analisando os resultados referentes ao total na PCF, pode-se dizer que o grupo de ANL teve um desempenho insatisfatório, o que pode decorrer do desempenho nos subtestes fonêmicos. Sugere-se assim, conforme resultados de outros estudos2, que a habilidade fonêmica exige outras experiências para desenvolver-se, dentro das quais está a exposição ao código alfabético.

Esses dados refletem sobre a relação existente entre a consciência fonológica e o aprendizado da leitura e da escrita, já amplamente discutida por autores defensores da idéia de que a consciência fonológica é necessária para a aquisição da escrita14-17. O mesmo fato foi evidenciado em outra pesquisa, em que mudanças em consciência fonológica ocorreram mais rapidamente do que melhoras na linguagem escrita, após um período de tratamento voltado nas habilidades em consciência fonológica18. Outros autores defendem o ponto de vista da reciprocidade, no qual a consciência fonológica influencia a alfabetização e vice-versa12,13.

De acordo com esses achados, um estudo1 verificou que, antes da aquisição da leitura e da escrita, algumas habilidades em consciência fonológica já se desenvolveram, como as habilidades em consciência de palavras, de rimas e de sílabas. Porém, a consciência silábica não representa condição suficiente para a aquisição da consciência fonêmica. Esta última seria adquirida à medida que o processo de alfabetização fosse iniciado19.

A comparação dos desempenhos entre os grupos estudados mostra que os resultados dos ANL são inferiores aos resultados dos AL, sendo que apenas dois dos dez subtestes não apresentaram diferença estatisticamente significante: síntese silábica (St1) e segmentação silábica (St5), ambos silábicos. Esses dados podem sugerir que as habilidades silábicas são adquiridas antes da alfabetização1, enquanto que as fonêmicas dependem da exposição ao código escrito19.

Nos subtestes de rima e de aliteração, verificou-se diferença estatisticamente significante entre os grupos. Conforme os dados encontrados nesta pesquisa, a diferença no desempenho dos dois grupos também pode ser explicada pelo nível socioeconômico e o contato com o código escrito. Resultados semelhantes foram encontrados em uma pesquisa20 em que as crianças de nível socioeconômico mais alto tiveram um desempenho melhor em prova de consciência fonológica do que as crianças de nível mais baixo. Essa pesquisa20 relatou que crianças de nível socioeconômico mais alto tendem a estar expostas a atividades que ajudam a desenvolver seu potencial. Em contraste com isso, as crianças provenientes de nível mais baixo podem não ter sido expostas a essas atividades, entre elas a de leitura, gerando, assim, o baixo desempenho em prova de consciência fonológica. Se levarmos em consideração que os participantes do ANL não foram estimulados para atividades de leitura e de escrita ao longo do seu desenvolvimento, ao contrário do grupo AL, o baixo desempenho em prova de consciência fonológica do ANL pode ser explicado pela falta de contato com a leitura e a escrita.

Neste trabalho ficou evidente que os ANL apresentam algumas habilidades em consciência fonológica, como a silábica, de rima e de aliteração. Entretanto, a consciência fonêmica mostrou-se muito defasada, quando comparada com esta habilidade em AL. Isso vem reforçar a hipótese de que apenas o desenvolvimento cognitivo e da linguagem não são suficientes para desenvolver a capacidade de manipular os fonemas, sendo importante para essa habilidade o desenvolvimento da linguagem escrita.

 

CONCLUSÃO

O trabalho permitiu concluir que o desempenho na PCF dos ANL foi insatisfatório, sendo que o desempenho dos ANL foi superior em Síntese Silábica, atingindo o máximo de acertos, e inferior em Segmentação Fonêmica e Transposição Fonêmica, com desempenho nulo. Isso pode ser decorrente da não exposição ao código escrito, importante para a capacidade de manipular os fonemas.

Quando foram comparados os desempenhos na PCF dos AL e ANL, percebeu-se que os últimos foram consideravelmente inferiores, reforçando a hipótese de que o fator alfabetização influenciou nos resultados. Tanto os ANL como os AL apresentaram o desempenho superior em subtestes silábicos, de rima e de aliteração do que em subtestes fonêmicos, sendo que a ordem apresentada neste estudo, para ambos os grupos, do desempenho superior para o inferior foi: habilidades silábicas, seguidas pelas habilidades de rima e de aliteração e, por fim, as habilidades fonêmicas.

 

REFERÊNCIAS

1. Cielo CA. Habilidades em consciência fonológica em crianças de 4 a 8 anos de idade. Pró-fono. 2002; 14(3): 301-12.         [ Links ]

2. Paula GR, Mota HB, Keske-Soares M. A terapia em consciência fonológica no processo de alfabetização. Pró-fono. 2005; 17(2): 175-84.         [ Links ]

3. Blaiklock KE. The importance of letter knowledge in the relationship between phonological awareness and reading. J Res Read. 2004; 27(1): 36-57.         [ Links ]

4. Cárnio MS, Santos D. Evolução da consciência fonológica em alunos de ensino fundamental. Pró-fono. 2005; 17(2): 195-200.         [ Links ]

5. Mota HB, Filha MGCM, Lasch SS. A consciência fonológica e o desempenho na escrita sob ditado de crianças com desvio fonológico após realização de terapia fonoaudiológica. Rev CEFAC. 2007; 9 (4): 477-82.         [ Links ]

6. Santos MTM. Vocabulário, consciência fonológica e nomeação rápida: contribuições para a ortografia e elaboração escrita. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2007; 12(3): 262.         [ Links ]

7. Byrne B, Fielding-Barnsley R. Phonemic awareness and letter knowledge in child’s acquisition of the alphabetic principle. J Educ Psychol. 1989; 81: 313-21.         [ Links ]

8. Salles JF, Parente MAMP. Relação entre os processos cognitivos envolvidos na leitura de palavras e as habilidades de consciência fonológica em escolares. Pró-Fono. 2002; 14(2): 175-86.         [ Links ]

9. Shu H, Peng H, McBride-Chang C. Phonological awareness in young Chinese children. Dev Sci. 2008; 11(1): 171–81.         [ Links ]

10. Ettore B, Mangueira ASC, Dias BDG, Teixeira JB, Nemr K. Relação entre consciência fonológica e os níveis de escrita de escolares da 1ª série do ensino fundamental de escola pública do município de Porto Real- RJ. Rev CEFAC. 2008; 10 (2): 149-57.         [ Links ]

11. Anthony JL, Francis DJ. Development of phonological awareness. Curr Dir Psychol Sci. 2005; 14(5): 255-9.         [ Links ]

12. Yavas F, Haase VG. Consciência fonêmica em crianças na fase de alfabetização. Letras de Hoje. 1988; 4(23): 31-55.         [ Links ]

13. Capovilla AGS, Capovilla FC. Prova de consciência fonológica: desenvolvimento de dez habilidades da pré-escola à segunda série. Temas sobre Desenvolvimento. 1998; 7(37): 14-20.         [ Links ]

14. Bradley L, Bryant P. Categorizing sounds and learning to read: a causal connection. Nature. 1983; 301(5899): 419-21.         [ Links ]

15. Jiménez JE, Venegas E. Defining phonological awareness and its relationship to reading skills in low-literacy adults. J Educ Psychol. 2004; 96(4): 798–810.         [ Links ]

16. Britto DBO, Castro CD, Gouvêa FG, Silveira OS. A importância da consciência fonológica no processo de aquisição e desenvolvimento da escrita. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2006;11(3):142-50.         [ Links ]

17. Zuanetti PA, Schneck APC, Manfredi AKS. Consciência fonológica e desempenho escolar. Rev CEFAC. 2008; 10(2): 168-74.         [ Links ]

18. Denne M, Langdown N, Pring T, Roy P. Treating children with expressive phonological disorders: does phonological awareness therapy work in the clinic? Int J Lang Comm Dis. 2005; 40(4): 493-504.         [ Links ]

19. Spíndola RA, Payão LMC, Bandini HHM. Abordagem fonoaudiológica em desvios fonológicos fundamentada na hierarquia dos traços distintivos e na consciência fonológica. Rev CEFAC. 2007; 9(2): 180-9.         [ Links ]

20. McDowel KD, Lonigan CJ, Goldstein H. Relations among socioeconomic status, age, and predictors of phonological awareness. J Speech Lang Hear Res. 2007; 50(August): 1079–92.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Tassiana Isabel Kaminski
Rua Clemente Soltis, 067
Guarani das Missões – RS
CEP: 97950-000
E-mail: tassikaminski@yahoo.com.br

Recebido em: 30/09/2010
Aceito em: 26/11/2010

 

 

Conflito de interesses: inexistente

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons