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Brazilian Journal of Poultry Science

Print version ISSN 1516-635XOn-line version ISSN 1806-9061

Rev. Bras. Cienc. Avic. vol.3 no.3 Campinas Sept./Dec. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-635X2001000300010 

Alterações Morfológicas e Desempenho de Cordornas Poedeiras Tratadas com Diferentes Programas de Alimentação no Período de Repouso, da Muda Forçada

Morphological Changes and Performance of Laying Quails Under Different Feeding Schedules During the Rest Period of Forced Moulting 

 

 


Autor(es) / Author(s)

Garcia ES1
Mendes AA2
Pizzolante CC3
Veiga N1

1 - Profº Assistente Doutor do Departamento de Produção e Exploração Animal – FMVZ / UNESP 

2 - Profº Titular do Depto. de Produção e Exploração Animal – FMVZ/ UNESP

3 - Pesquisador Científico do Instituto de Zootecnia – Brotas

 

Correspondência / Mail Address

Edivaldo Antônio Garcia

Depto. de Produção e Exploração Animal – FMVZ/UNESP
Caixa Postal 560 – Distrito de Rubião Júnior – 
18618-000 - Botucatu – SP – Brasil

E-mail: egarcia@fca.unesp.br

 

UnitermosKeywords

codornas, muda forçada, produção de ovos, programa de alimentação.

 layer quails, egg production, forced molt.

RESUMO

O experimento objetivou avaliar as alterações físicas, produção de ovos e mortalidade de codornas poedeiras alimentadas por diferentes períodos com milho moído após muda forçada. Utilizou-se um delineamento inteiramente ao acaso, com três tratamentos (0, 4 e 7) dias de alimentação com milho moído e quatro repetições de 30 aves por parcela para análise do peso vivo e mortalidade e duas aves por parcela para análise das características físicas. Os resultados mostraram involução do aparelho reprodutivo até o quarto dia após muda forçada. Após sete dias, as aves alimentadas com ração de produção atingiram o peso que possuíam antes da muda forçada, e aos onze dias, as aves alimentadas com milho moído por sete dias não haviam ainda recuperado o peso de aparelho reprodutivo existente antes da muda forçada.

 

ABSTRACT

This research was conducted with the objective to evaluate the physical alterations, productive and mortality tracts in layer quails during the fast period and rest period when fed by different periods with corn meal and to study their effects on the production period. During the fast period, a completely randomized design with four treatments (0, 1, 2, and 3) days of fast, and three replicates of 36 birds per pen were used. In the rest period, a completely randomized design with three treatments (0, 4, and 7) days of feeding with corn meal and four replications of 30 birds per pen for live weight, egg production and mortality for analysis and two birds per pen for physical characteristics analysis were used. Results showed that there was a regression of the reproductive tract continued to the four days of the rest period. To the seven days of the rest period, the birds fed with production ration reached the weight that they had before the beginning the fast, and to the eleven days, the birds fed with corn meal during seven days had not still recovered the weight of the reproductive tract before the beginning of the fast period.


 

 

INTRODUÇÃO

As informações sobre muda forçada e programas de alimentação pós-muda de codornas poedeiras são raras na literatura internacional, havendo necessidade de estudos para determinação de tecnologias adequadas e melhor reutilização dos plantéis.

A decisão de utilizar um programa de muda forçada depende de numerosos fatores, tais como: custo das frangas para reposição, valor da carne das galinhas velhas, produção do lote, qualidade e peso dos ovos que se espera obter no segundo ciclo, preço dos ovos, custo dos alimentos, da máxima utilização dos aviários, dos programas de reposição planejados e do próprio método de muda empregado.

Os métodos de muda convencionalmente utilizados para poedeiras comercias podem ser reunidos em três grupos: os que utilizam drogas, como a progesterona e o acetato de clormazidona; os nutricionais, que modificam a concentração de determinados íons na ração como por exemplo cálcio e fósforo, sódio e potássio, iodo ou zinco e finalmente os métodos de manejo, que são os mais utilizados na prática, existindo uma grande variedade deles (Castelo Llobet et al., 1989).

Desejando-se manter as aves fora de produção após o jejum, recomenda-se alimentá-las nesse período com sorgo, milho moído ou ainda ração de baixa densidade. Caso se decida por um retorno rápido à produção de ovos pode-se alimentá-las imediatamente após o jejum com ração de produção.

Capela & Creger (1978), demonstraram que o uso direto de rações tipo postura, no período pós-jejum, é melhor que sorgo, e quanto maior o período de uso de sorgo, pior é a conversão alimentar e o peso dos ovos.

O período imediatamente seguinte à retirada de alimento e anterior ao início de produção é muito importante para o rejuvenescimento do trato reprodutivo (Brake & Thaxton, 1979). Neste sentido, Brake et al. (1979) realizaram experimentos com poedeiras brancas onde, após o jejum, metade das aves receberam milho suplementado com cálcio e fósforo e a outra metade ração de crescimento de frangas. Estes autores concluíram que as aves alimentadas com ração, retornaram à produção mais cedo, mas tiveram tamanho dos ovos, qualidade da casca, eficiência alimentar e mortalidade semelhante ao grupo que recebeu milho.

North (1982), comparando aves alimentadas com ração contendo baixos níveis de proteína e aves alimentadas com ração de produção, constataram que após oito semanas, as aves que receberam ração de produção, apresentaram maior peso vivo e maior produção de ovos.

Andrews et al. (1987a) compararam os efeitos da utilização de milho moído ou de ração com 16% proteína no período após o jejum. Contrariamente às citações anteriores não foram encontrados efeitos significativos do tipo de dieta utilizada sobre a percentagem de postura por galinha por dia, número de ovos por galinha alojada, conversão alimentar, peso dos ovos, gravidade específica e peso da casca.

Resultados semelhantes ao anterior foram obtidos por Hoyle & Garlich (1987), que trabalharam com dietas contendo níveis de 12,4; 13,5; 14,8 e 17,0% de proteína, suplementados com metionina de maneira a obter 5% de aminoácidos sulfurados totais. Neste caso não foi verificado efeito de tratamento sobre o peso vivo, percentagem de gordura na carcaça, peso médio de ovário, oviduto e gordura abdominal por ocasião da produção do primeiro ovo. Houve tendência das aves alimentadas com menores níveis protéicos apresentarem maior tempo para produção do primeiro ovo.

Andrews et al. (1987b) pesquisaram os possíveis efeitos do nível protéico da dieta na renovação e crescimento das penas. Foi observado que aves alimentadas com ração de muda contendo 16% de proteína, apresentaram aos 56 dias pós-muda maior crescimento médio e comprimento total das penas que as alimentadas com milho moído, mas aos 112 dias não foram encontradas diferenças.

No que diz respeito à alimentação de galinhas em muda, no período pós-jejum, Buxadé Carbó (1987) admite a existência de duas fortes tendências: a primeira é de alimentar as aves com elevado nível protéico, baseado nas necessidades protéicas para a fase de regeneração da plumagem e do aparelho reprodutivo. A segunda corrente defende o emprego de baixos níveis protéicos nesta fase, argumentando que ao utilizar dieta pobre se consegue aumentar o período de repouso, conseguindo desta forma um rejuvenescimento maior.

Bell & Kuney (1992), compararam a utilização de milho moído e ração de poedeiras com 16,7% de proteína por 28 dias após o jejum. Aos 28 dias as aves alimentadas com ração apresentaram maior peso que as demais. Durante o período de produção, não foram encontradas diferenças entre os tratamentos para as características de produção, sendo que a alimentação com milho propiciou melhor qualidade e espessura de casca.

Koelkebeck et al. (1991), realizaram novos estudos comparando ração completa, contendo 16% de PB, 2% de Ca, 0,45% de P, com a utilização de milho suplementado com metionina, lisina e outros aminoácidos, na dieta pós-jejum. O retorno ao peso original e à produção de ovos foi mais rápido com a utilização de ração completa; entretanto, os autores admitiram que a adição de aminoácidos ao milho pode tornar-se uma alternativa viável e econômica.

As pesquisas utilizando técnicas de muda forçada e programas de alimentação pós-muda para codornas poedeiras não são usuais, assim, objetivou-se com este trabalho avaliar as alterações físicas, produção de ovos e mortalidade de codornas poedeiras, alimentadas com milho e ração de produção, aos 4, 7 e 11 dias, após muda forçada.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento conduzido no aviário de pesquisas da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia do Campus de Botucatu, utilizou 432 codornas em produção, com 50 semanas de idade no início do experimento, alojadas em uma bateria metálica medindo 1,00m de comprimento, 1,76 m de altura e 1,10 m de largura, contendo seis andares onde foram colocadas 12 gaiolas metálicas medindo 96 cm de comprimento, 16 cm de altura e 38 cm de profundidade com três compartimentos.

Foram utilizados dois tipos de alimentos: ração de produção de ovos e milho moído por quatro e sete dias, seguidos por ração de produção. Os parâmetros físicos e o peso vivo das codornas foram analisados, no final do período de jejum e, aos 4, 7, e 11 dias do período de repouso.

As amostras dos ingredientes e das rações foram analisadas, determinando-se a matéria seca, as cinzas, cálcio, fósforo e proteína bruta AOAC (1990). Os valores de energia metabolizável e aminoácidos utilizados foram estimados por Andrigueto et al. (1994). As composições percentual e estimada das rações experimentais são apresentadas na Tabela 1.

 

 

Antes do início do experimento, as aves foram submetidas a muda forçada, ficando durante três dias em jejum alimentar, recebendo apenas água. Neste período realizou-se pesagem ao início e final da muda, para estimativa do peso vivo médio do lote, pesando-se todas as aves.

Uma amostra de duas aves por parcela foi pesada individualmente e sacrificada, após o jejum, aos quatro dias, sete dias e onze dias após o início do arraçoamento, para avaliação dos parâmetros físicos. As aves foram necropsiadas, retirando-se os ovários, ovidutos e, fígado, que foram pesados.

No primeiro e segundo dias após a muda forçada, procedeu-se uma adaptação das aves ao arraçoamento por dois dias, onde estas receberam 10 e 15 gramas de ração por ave por dia, respectivamente. A partir daí os alimentos foram fornecidos à vontade, porém com controle de consumo. A sobras foram pesadas ao final de cada período, para estimar o consumo de cada parcela.

Durante os períodos de jejum e repouso, o fotoperíodo, de 17 horas de luz foi reduzido para cerca de 13,30 horas de luz por dia, e quando as aves atingiram cinco por cento de postura deu-se início a um programa de luz crescente até que se atingisse novamente um fotoperíodo de 17 horas diárias. Foram avaliados o peso vivo, percentagem de aparelho digestório, de aparelho reprodutivo (ovário + oviduto), de fígado, de extrato etéreo no fígado aos 0, 4, 7 e 11 dias após o período de jejum, a produção de ovos e o consumo de ração no período.

O delineamento experimental utilizado para as características analisadas após muda forçada foi o inteiramente casualisado, com 3 tratamentos (0, 4 e 7 dias de fornecimento de dieta de repouso) com 4 repetições de 30 aves por parcela para estimativa do peso corporal, e de 2 aves por parcela para avaliação das características físicas.

Os resultados obtidos foram avaliados, através da análise de variância de acordo com Zar (1984). A comparação entre pares de médias foi efetuada através do teste de Tukey (p<0,05).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise estatística não mostrou efeito (p>0,05) de tratamento sobre o peso vivo aos quatro dias de arraçoamento do período de repouso. (Tabela 2).

 

 

Decorridos sete dias do início dos tratamentos verificou-se que as aves alimentadas apenas com ração neste período apresentaram peso vivo superior (p<0,05) às que foram alimentadas com milho por 4 dias e ração por mais três dias, ao passo que as aves alimentadas com milho por sete dias não diferiram (p>0,05) das demais. É importante salientar que nesta ocasião, as aves do tratamento A já haviam recuperado o peso que possuíam antes do início do período de jejum e que as do tratamento B provavelmente tiveram seu ganho de peso reduzido devido ao estresse ocasionado pela troca de alimentação.

Considerando-se os pesos vivos dos diferentes tratamentos aos 11 dias, após muda forçada, observa-se que as aves de todos os tratamentos já haviam recuperado o peso vivo que possuíam antes do jejum.

North (1982), também comparou os pesos vivos de aves de postura durante o período de muda utilizando ração de baixo nível protéico e ração de produção e verificou que as aves que receberam ração de produção apresentaram maior peso vivo e produção de ovos. Do mesmo modo, Harms (1983), Koelkebeck et al. (1991) e Bell & Kuney (1992), utilizando dietas com nível de proteína de 8,6% a 16,2%, 10% a 16% e 8,6 a 16,2% respectivamente, observaram que as rações com maiores níveis protéicos proporcionaram maior recuperação do peso corporal durante o período de muda. Garcia et al. (1996a) não verificaram diferenças no peso vivo ao utilizar dietas contendo 14 e 16,5% de proteína por 5, 10, e 15 dias do período de repouso, e que a pequena diferença encontrada na composição bromatológica das rações pode não ter sido suficiente para causar variações no peso vivo nos períodos considerados.

Não foram encontradas diferenças (p>0,05) para as percentagens de aparelho digestivo entre os tratamentos aos quatro, sete e onze dias do período de arraçoamento, porém, aos quatro dias de tratamento observou-se sua recuperação aos níveis percentuais do início do período de jejum.

Não foram constatados efeitos (p>0,05) dos tratamentos sobre as percentagens de aparelho reprodutivo após quatro, sete e onze dias do início dos tratamentos, embora se possa observar tendência das aves do tratamento A apresentarem maiores valores percentuais que os demais tratamentos após quatro e sete dias. As aves dos tratamentos A e B apresentaram recuperação das percentagens de aparelho reprodutivo após onze dias do início do período de arraçoamento, ao passo que as do tratamento C não haviam recuperado suas percentagens originais de aparelho reprodutivo até esta ocasião.

Em galinhas, o nível protéico da dieta empregada no período de repouso, parece ter grande influência no desenvolvimento do aparelho reprodutivo, conforme indicam as pesquisas de Brake & Thaxton (1979) e de Hoyle & Garlick (1987). Brake et al. (1979) não encontraram desenvolvimento do aparelho reprodutivo até o 28º dia de alimentação quando as aves receberam apenas milho moído. Já Garcia et al. (1996a) encontraram efeito da proteína da dieta sobre o desenvolvimento do oviduto de galinhas poedeiras durante o período de repouso, e verificou que o completo desenvolvimento do aparelho reprodutivo ocorreu entre o 15º e o 20º dias do início do arraçoamento.

Não foram observadas diferenças (p>0,05) entre os tratamentos, para as percentagens de fígado em relação ao peso vivo durante o período de arraçoamento estudados (Tabela 2).

A análise de variância mostrou efeitos significativos dos tratamentos sobre a percentagem de extrato etéreo do fígado, no período de repouso, após muda forçada (p<0,01). Aos quatro dias após o final do período de jejum, as aves do tratamento A apresentaram percentagem de extrato etéreo significativamente menor que as dos tratamentos B e C que estavam sendo arraçoadas com milho. Aos sete dias após o final do período de jejum, as aves do tratamento C apresentaram maior quantidade de extrato etéreo no fígado que as do tratamento A e esta por sua vez maior quantidade que as do tratamento B. Embora a análise estatística tenha evidenciado diferenças (p<0,05) entre os tratamentos A e B, observa-se que as diferenças numéricas entre os valores destes tratamentos são pequenas, ao passo que a diferença numérica entre estes valores e os do tratamento C são bastante grandes, demonstrando que as aves alimentadas com ração apresentaram menor percentagem de extrato etéreo no fígado que as alimentadas com milho. Da mesma forma, aos onze dias pós-jejum, as aves do tratamento C tiveram maior percentagem de extrato etéreo no fígado que as do tratamento B e estas por sua vez maiores quantidades que as do tratamento A. Isto provavelmente aconteceu porque o valor energético do milho é superior ao da ração, fazendo com que as aves alimentadas com milho tivessem maior disponibilidade energética e, por conseguinte armazenassem e metabolizassem esta quantidade adicional de gordura no fígado.

A quantidade de gordura no fígado de galinhas poedeiras durante a muda forçada foi estudada por Garlich et al. (1984), que observou que a quantidade de gordura no fígado de frangas com 19 semanas de idade e de galinhas durante o período de muda, as quais ainda não tinham iniciado a produção de ovos, foi semelhante e durante o período de produção de ovos a quantidade de gordura no fígado aumentou até atingir um máximo de 43%. Estes resultados diferem, em parte, dos encontrados nesta pesquisa, onde, a percentagem de extrato etéreo no fígado das aves em produção foi inferior à encontrada por Garlich et al. (1984), e ainda variou conforme o tipo de dieta, durante o período inicial de alimentação, onde as aves que receberam milho apresentaram maior percentagem de extrato etéreo no fígado.

A produção de ovos aos quatro e sete dias após o início dos tratamentos foi reduzida a zero em todos os tratamentos, evidenciando a relação entre a regressão do aparelho reprodutivo e a produção de ovos. Aos onze dias de tratamento as aves retornaram efetivamente à produção de ovos sendo que as aves que receberam ração de produção desde o início do período de repouso apresentaram produção de ovos (p<0,01) maior que as demais, as quais não diferiram entre si.

A observação de que o nível protéico da dieta de muda pode influenciar a produção de ovos no início do período pós-muda está ainda de acordo com os resultados obtidos por Brake et al. (1979), Harms (1983) e Andrews et al. (1987a) que compararam dietas contendo 9 e 16% de proteína bruta com suplementação de metionina. Também Garcia et al. (1996b) observaram que as aves que receberam ração de produção por 10 e 15 dias após a muda iniciaram a produção de ovos em tempo significativamente menor que as que receberam ração de baixa densidade. Entretanto Hoyle & Garlick (1987) comparando o tempo necessário para que aves alimentadas com 17,0, 14,8 13,5 e 12,4% de proteína realizassem a postura do primeiro ovo, observaram que embora não fossem constatados efeitos de tratamentos, as aves alimentadas com 12,4% de proteína apresentaram tendências de maior tempo necessário para a produção do primeiro ovo.

O consumo médio diário de alimentos durante o período de muda forçada pode ser observado na Tabela 3.

 

 

A análise de variância detectou efeito (p<0,05) de tratamento sobre o consumo de alimentos durante o período de repouso. As aves do tratamento A apresentaram maior consumo de alimentos que as do tratamento B e C. As aves do tratamento B demonstraram pequeno consumo de ração de produção durante este período. Isto provavelmente ocorreu devido ao estresse provocado pela mudança no tipo de alimento fornecido durante o período de repouso.

Não foram verificadas diferenças (p>0,05) entre o consumo de milho e de ração de produção durante o período de repouso.

Também Hoyle & Garlick (1987), não encontraram diferenças (p>0,05) no consumo de ração ao alimentar aves em muda com dietas contendo 17,0; 14,8; 13,5 e 12,0% de proteína bruta. Por outro lado Harms (1983) comparando dieta de muda contendo 8,6 e 16,2% de proteína fornecida por 21 dias, observou que o consumo de ração das aves alimentadas com 16,2% foi maior que a de 8,6% nos três experimentos realizados. No entando, Koelkebeck et al. (1991) observaram que durante o verão, aves alimentadas com ração de muda contendo 10% de proteína apresentaram maior consumo de ração que as alimentadas com 13 e 16% de proteína. No inverno não houve diferença no consumo entre as rações de muda contendo diferentes níveis protéicos.

 

CONCLUSÕES

Nas condições desta pesquisa pode-se concluir que:

A regressão do aparelho reprodutivo continuou até o quarto dia do período de repouso, sendo que as aves alimentadas exclusivamente com ração de produção durante o período de repouso recuperaram o peso e iniciaram a produção de ovos mais rapidamente que as alimentadas com dieta de repouso.

 

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