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Educação e Pesquisa

Print version ISSN 1517-9702On-line version ISSN 1678-4634

Educ. Pesqui. vol.29 no.1 São Paulo Jan./June 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022003000100001 

EDITORIAL

 

 

Julio Groppa Aquino

 

 

O presente volume de EDUCAÇÃO E PESQUISA (vol.29, n.01) é motivo de alegria e orgulho para os membros de sua Comissão Editorial. Com ele, inauguramos o quinto ano da nova fase da Revista da Faculdade de Educação da USP.

Seja por meio da avaliação formal das agências de fomento, seja pela ampla penetração entre os pesquisadores da área, é possível afirmar que EDUCAÇÃO E PESQUISA, em seu novo formato, vem assumindo um crescente papel de destaque e ponta entre os periódicos educacionais brasileiros.

Tal papel deve-se, em grande medida, ao raio de abrangência nacional de EDUCAÇÃO E PESQUISA. Exemplo disso é o fato de que, entre os textos agora publicados, figuram representantes das Universidades Federais do Rio de Janeiro, de São Carlos, do Paraná, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, das Universidades de São Paulo e do Estado do Rio de Janeiro, além da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Fundação Carlos Chagas. Mas, sobretudo, há de se destacar a diversidade, relevância e atualidade dos temas enfocados – o que se pode verificar na natureza dos dez artigos ora trazidos a público.

Na seção de abertura, encontram-se cinco artigos. No primeiro, Walter Omar Kohan aborda filosoficamente o conceito de infância em Platão; no seguinte, Ana Maria Cavaliere reexamina a Reforma do Ensino Paulista de 1920, explicitando o dilema entre expansão e qualidade nos sistemas educacionais; no terceiro artigo, Maria Angélica do Carmo Zanotto e Tânia Maria Santana De Rose apresentam e discutem uma experiência de formação contínua para professores no nível universitário; no artigo seguinte, Patricia Alejandra Behar, Deise Bortolozo Pivoto, Fabiana Santos da Silveira e Gretel Siblesz oferecem a construção de uma metodologia de análise de ferramentas computacionais, com base na lógica operatória piagetiana; no quinto e último texto dessa seção, Lys Esther Rocha, Raquel Aparecida Casarotto e Laerte Sznelwar expõem os resultados de um estudo cujo objetivo foi verificar os usos do computador em escolas da região metropolitana da capital paulista.

Já na seção EM FOCO – espaço destinado à aglutinação de pesquisas e ensaios em torno de um mesmo tema –, é chegada a hora de privilegiar a reflexão sobre as "desigualdades raciais na escola".

A justificativa para tal escolha temática é oferecida pelas próprias organizadoras da seção, Regina Pahim Pinto, Fúlvia Rosemberg e Marília Pinto de Carvalho – a quem agradecemos por sua generosidade e presteza –: "A despeito de lideranças negras e de alguns estudiosos das relações raciais há muito virem apontando aos educadores a necessidade de o sistema educacional considerar os problemas de desigualdade racial, só recentemente se percebem indícios do reconhecimento, no campo educacional, da importância e pertinência dos estudos que articulam a educação e as relações raciais. Ainda não se pode dizer que esse tema se inclua de fato na agenda atual dos educadores brasileiros, haja vista as poucas teses produzidas no âmbito dos programas de educação e o reduzido número de artigos publicados a respeito nas revistas especializadas".

Assim, com o intuito explícito de contribuir para uma alteração desse panorama, é que EM FOCO foi idealizada e concretizada. Os artigos aqui reunidos versam sobre temas pouco conhecidos e outros inusitados, tais como os que se podem entrever pelos títulos dos artigos publicados: "Como trabalhar com 'raça' e 'classe'"; "Multiculturalismo e educação: do protesto de rua a propostas e políticas"; "Racismo em livros didáticos brasileiros e seu combate: uma revisão da literatura"; "Desigualdades raciais no Sistema de Educação Básica Brasileiro" e "Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo".

Por fim, EDUCAÇÃO E PESQUISA, preocupada com um diálogo afinado e imediato com determinadas discussões na área educacional, inaugura um espaço editorial denominado CONFERÊNCIA. Nele, é apresentado um texto sobre o desempenho escolar de meninas e meninos brasileiros (e, em particular, o fracasso destes), que resultou da participação da colega Marília Pinto de Carvalho no Seminário Internacional "Gênero e educação: educar para a igualdade", organizado pela Coordenadoria Especial da Mulher e a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo em março último. Conforme se verificará, trata-se de uma modalidade de divulgação que, dada sua coloquialidade, certamente abrirá oportunidades de interlocução com o leitor, tendo em vista a pertinência do tema bem como a originalidade de sua abordagem.

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