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Biota Neotropica

On-line version ISSN 1676-0611

Biota Neotrop. vol.11 no.3 Campinas July/Sept. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032011000300024 

INVENTÁRIOS

 

O estado atual do conhecimento da diversidade dos Cladocera (Crustacea, Branchiopoda) nas águas doces do estado de Minas Gerais

 

Present knowledge on Cladocera (Crustacea, Branchiopoda) diversity of freshwaters in Minas Gerais State

 

 

Maria José dos Santos-WisniewskiI,*; Takako Matsumura-TundisiII; Natália Felix NegreirosIII; Lidiane Cristina da SilvaIII; Renata Martins dos SantosIII; Odete RochaIII

IInstituto de Ciências da Natureza, Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL, Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714, Centro, CEP 37130-000, Alfenas, MG, Brasil
IIInstituto Internacional de Ecologia, Rua Bento Carlos, 750, Centro, CEP 13560-660, São Carlos, SP, Brasil
IIIDepartamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, Rod. Washington Luis, Km 235, CP 676, CEP 13565-905, São Carlos, SP, Brasil

 

 


RESUMO

O objetivo do presente trabalho é apresentar uma check list atualizada dos registros existentes para espécies de Cladocera nas águas doces do Estado de Minas Gerais que possa servir de base para os estudos em andamento ou estudos futuros dentro do escopo do Programa Biota Minas. O trabalho baseia-se numa extensa revisão da literatura incluindo recentes revisões taxonômicas, particularmente para alguns gêneros da família Chydoridae. O levantamento realizado evidenciou a ocorrência de 94 espécies de Cladocera, distribuídos em 88 corpos de água no estado de Minas Gerais. Estes cladóceros incluem representantes de 35 gêneros pertencentes a 7 das 8 famílias com ocorrência nas águas doces da região Neotropical. Para os Cladocera em geral, a família com maior riqueza foi a Chydoridae (Ordem Anomopoda) com um total de 47 espécies registradas, correspondendo a 50% da riqueza total dos Cladocera. As demais famílias, em ordem decrescente em relação à riqueza de espécies foram Daphnidae com 16, Macrothricidae com 9, Sididae e Bosminidae com 8 espécies cada, Moinidae e Ilyocryptidae com 3 espécies cada. Em relação à ocorrência nas bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais, os dados obtidos evidenciaram registros de espécies de cladóceros em 6 das 8 bacias principais. Contudo não há qualquer registro para as bacias dos rios Mucuri e Paraíba do Sul. Observa-se que a maior riqueza de espécies de Cladocera em algumas bacias hidrográficas como as bacias do Rio Doce com 67 espécies, e a bacia do Rio Grande com 65 espécies resulta muito provavelmente do maior número de estudos realizados nas mesmas, e que por outro lado, bacias com baixa riqueza de Cladocera como as bacias do rio Pardo (9 espécies) e do Rio Jequitinhonha (3 espécies) ou com nenhuma ocorrência registrada (bacias do rio Mucuri e do rio Paraíba do Sul) resultam de poucos, ou nenhum estudo, respectivamente. Conclui-se que há necessidade de ampliação da cobertura geográfica para amostragem de corpos de água em outras bacias, particularmente aquelas localizadas na região norte e nordeste do estado de Minas Gerais.

Palavras-chave: biodiversidade, riqueza de cladocera, Chydoridae, cladóceros tropicais, diversidade em água doce, zooplâncton.


ABSTRACT

The aim of this work was to present the updated checklist of Cladocera species recorded in the freshwaters of Minas Gerais state that could be used as a baseline for the ongoing or future studies in the scope of the recently initiated "Biota Minas" Program. The checklist is based on extensive literature review including recent taxonomical reviews, particularly for some genera of Chydoridae. The compiled data indicated the occurrence of 94 species of Cladocera considering 88 water bodies in Minas Gerais State. They include species from 35 genera belonging to seven among eight cladoceran families with occurrence in the freshwaters of the Neotropical region. Considering the Cladocera group as a whole, the family Chydoridae (Anomopoda Order) had the highest species richness with a total of 47 species recorded, thus corresponding to 50% of Cladocera total richness in Minas Gerais State. Other families in decreasing order of richness were: Daphnidae with 16 species, Macrothricidae with 9, Bosminidae and Sididae with 8 species each, Moinidae and Ilyocryptidae with 3 species each. In relation to the occurrence of Cladocera in the different river basins of Minas Gerais state the data obtained encompassed registers from 6 main basins. Nevertheless, there were no records of Cladocera species for Mucuri and Paraíba do Sul river basins. It was also observed that the highest diversity of species in some river basins were probably a consequence of a higher number of studies performed at Rio Doce basin, with 67 species recorded and Rio Grande basin with 65 species. On the other hand the low number of species recorded in River Pardo basin (9 species) and River Jequitinhonha (3 species) or no record as for River Mucuri and River Paraíba do Sul basins resulted from few or none studies at all. It was concluded that there is a need to extend the coverage for other basins, particularly those located in the North and Northeast of Minas Gerais State.

Keywords: biodiversity, cladocera richness, Chydoridae, tropical cladocerans, freshwater diversity, zooplankton.


 

 

Introdução

O conhecimento da biodiversidade brasileira é ainda bastante incompleto para a maioria dos grupos de seres vivos. Este fato constitui um entrave para o desenvolvimento de ações de preservação e ou de conservação da diversidade biológica, uma condição imprescindível para o desenvolvimento sustentável. É também amplamente reconhecido que atualmente a perda de biodiversidade ocorre de forma acelerada fazendo com que muitas espécies não sejam provavelmente identificadas antes de serem extintas.

Contudo, na última década muitos esforços tem sido empreendidos por parte dos governos e das agências de fomento visando diminuir as lacunas no conhecimento da biodiversidade em âmbito nacional por meio de programas como o Programa Nacional de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e o Programa o Biota Fapesp para o Estado de São Paulo, que já contam com mais de uma década (Ismael et al. 1999) e o Biota Minas recentemente implementado (Maia Barbosa et al. 2009). As águas doces constituem atualmente um dos ecossistemas com maior ameaça de perda de biodiversidade, pela elevada vulnerabilidade desses sistemas devido a uma conjunção de fatores como: poluição generalizada, eutrofização, invasão por espécies exóticas, alteração e ou destruição dos habitats (Tundisi 2003, Rocha et al. 2005).

Em águas doces a comunidade zooplanctônica é constituída por representantes de diversos grupos de invertebrados, entre os quais os Cladocera que desempenham um papel de grande relevância por atuarem como elo na transferência de energia dos produtores primários (algas) para os níveis tróficos superiores.

Uma das dificuldades para o desenvolvimento de ações voltadas para a proteção da diversidade biológica no Brasil é o fato do conhecimento além de ser restrito se encontrar disperso em veículos de difícil acesso. Há ainda grande carência de trabalhos de síntese que não só reúnam as informações existentes, mas também analisem os padrões de distribuição geográfica das espécies, sua origem e os prováveis fatores determinantes.

O presente trabalho visa sintetizar e atualizar o conhecimento sobre a diversidade dos Cladocera nas águas doces do Estado de Minas Gerais por meio de uma extensa revisão da literatura incluindo trabalhos recentes de revisão taxonômica, particularmente de alguns gêneros da família Chydoridae (Smirnov 1998, Hudec 2000, van Damme et al. 2003, Kotov 2003, Kotov & Sinev 2004, Sinev & Hollwedel 2005, Sinev et al. 2005, van Damme & Dumont 2008, Kotov 2009, van Damme et al. 2010, Sinev & Elmoor-Loureiro 2010). Este último tendo resultado na descrição de 3 novas espécies para o Brasil.

 

Materiais e Métodos

Esta síntese foi produzida com base em uma ampla revisão de trabalhos publicados em periódicos e livros, e dados não publicados (teses, dissertações, monografias, relatórios de projetos e relatórios de iniciação científica) além de informações disponíveis em sites da internet. Todos os registros foram considerados, mesmo existindo dúvidas quanto à real ocorrência da espécie na região Neotropical. Os nomes das espécies registradas foram mantidos tal como nos registros originais feitos pelos autores dos estudos, explicitando-se, no entanto, os atuais nomes válidos em face às revisões taxonômicas realizadas nos últimos 15 anos.

A classificação das bacias hidrográficas seguiu o critério do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), o qual divide o estado de Minas Gerais em nove bacias: Bacia do Rio São Francisco, Bacia do Rio Grande, Bacia do rio Paranaíba, Bacia do Rio Doce, Bacia do Jequitinhonha, Bacia do Rio Pardo, Bacia do Rio Paraíba do Sul, bacia do Rio Piracicaba e Jaguari, Bacia do Leste e Bacia do Rio Mucuri.

 

Resultados

A relação das espécies de Cladocera com ocorrência registrada no estado de Minas Gerais é apresentada na Tabela 1, juntamente com números correspondentes aos corpos de água onde foram encontradas. Na Tabela 2 são relacionados os corpos de água enumerados com a mesma numeração atribuída na Tabela 1, as respectivas coordenadas geográficas e os autores dos estudos neles realizados.

A compilação dos registros das espécies resultou em um total de 94 espécies de Cladocera, distribuídos em 88 corpos de água no estado de Minas Gerais. Estes cladóceros incluem representantes de 35 gêneros pertencentes a 7 das 8 famílias com ocorrência nas águas doces da região Neotropical (Tabela 1).

Na Ordem Ctenopoda só ocorreram representantes da família Sididae, com um total de 8 espécies, distribuídas em 3 gêneros. Entre estes, se destacou o gênero Diaphanosoma, com a ocorrência de 6 espécies.

Para a Ordem Anomopoda a maior riqueza de espécies foi encontrada para a família Chydoridae. Esta é a família com maior riqueza de táxons nas águas doces de Minas Gerais, com 47 espécies registradas até o presente, correspondendo a 50% do total de espécies com ocorrência neste estado. As demais famílias, em ordem decrescente em relação à riqueza de espécies, foram Daphnidae com 16 espécies, Macrothricidae com 9, Bosminidae com 8, Moinidae e Ilyocryptidae, com 3 espécies cada.

Em relação à ocorrência nas bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais, os dados obtidos evidenciaram registros de cladóceros em 6 das 8 bacias principais. Nenhum registro foi obtido para as bacias dos rios Mucuri e Paraíba do Sul (Figura 1). Representantes das famílias Bosminidae e Daphnidae foram registrados em 6 bacias.

Em relação à contribuição relativa das famílias para a riqueza de espécies das associações de Cladocera, as famílias Chydoridae e Daphnidae foram as mais representativas, contribuindo com cerca de 50% ou mais do total de espécies (Figura 1) em cada bacia nas quais tiveram ocorrência registrada. Os Chydoridae representaram 51% e 49% do total de espécies nas bacias do Rio Grande e do Rio Doce, e os Bosminidae foram os mais representativos na bacia dos rios Jequitinhonha (67%) e Pardo (45%). Por outro lado as famílias Ilyocryptidae e Moinidae foram as menos representativas em termos de riqueza de espécies em várias bacias hidrográficas (Figura 1).

A análise comparativa da riqueza de espécies de Cladocera em geral entre as bacias hidrográficas evidenciou que as bacias com maior riqueza de espécies foram as bacias do Rio Doce, com a ocorrência de 67 espécies, e a Bacia do Rio Grande, com 65 espécies. Por outro lado os menores valores de riqueza de espécies foram obtidos para a bacia do rio Pardo, com 8 espécies, e a do rio Jequitinhonha, com apenas 3 espécies (Figura 2).

 

 

Com base nos dados apresentados na Tabela 1 é possível verificar o número de corpos de água onde cada espécie foi registrada e com base nos dados das coordenadas geográficas e localização dos corpos de água nas bacias hidrográficas (Tabela 2) avaliar a amplitude da distribuição geográfica das diferentes espécies. A análise destes dados revela padrões bastante distintos para a distribuição espacial das espécies no estado de Minas Gerais. Na Figura 3 são exemplificadas algumas espécies de ampla distribuição.

Ceriodaphnia cornuta da família Daphnidae foi a espécie com a mais ampla distribuição, ocorrendo em 47 dos 88 corpos de água amostrados e com ocorrência em seis bacias hidrográficas. A segunda maior amplitude de distribuição correspondeu a Moina minuta, espécie da família Moinidae, com ocorrência em 36 dos 88 corpos de água amostrados e ocorrência em cinco bacias hidrográficas. As espécies Diaphanosoma birgei (Sididae) e Alona guttata (Chydoridae) também tiveram ampla distribuição. D. birgei ocorreu em 30 corpos de água e em quatro das seis bacias hidrográficas enquanto A. guttata (Chydoridae) ocorreu em 19 corpos de água e em quatro das seis bacias hidrográficas.

 

Discussão

Atualmente o conhecimento sobre a diversidade dos invertebrados aquáticos tem avançado rapidamente, devido às pesquisas diretamente direcionadas para o conhecimento da diversidade (Moretto 2001, Miranda & Pinto-Coelho no prelo, Pinto-Coelho et al. 2005a,b, Rocha 2006, Santos 1980, Santos et al. 2009, Santos-Wisniewski 1998) e também aos inventários relativos às avaliações de impacto ambiental (EIA-RIMA) para o licenciamento dos empreendimentos hidroelétricos ou em avaliações de viabilidade de implantações de parques aquícolas (Pinto-Coelho et al. 1997c, Pinto-Coelho 2001).

Os resultados obtidos no presente inventário revelaram que as águas doces do Estado de Minas Gerais contêm uma elevada riqueza de espécies de Cladocera quando comparada à riqueza de espécies conhecida para outros estados e para o Brasil. Esta representa cerca de 60% do total de espécies de Cladocera registradas no Brasil e é similar ao número de espécies registradas no estado de São Paulo (96 espécies) (Rocha et al. 2010).

Estes números revelam um considerável aumento no conhecimento nos últimos 15 anos. Em relação ao número de espécies de Cladocera nas águas continentais brasileiras Rocha et al. (1995) reportaram a ocorrência de 84 espécies, e Elmoor-Loureiro (1997) 158 espécies.

Para o estado de São Paulo Rocha & Guntzel (1999) reportaram a ocorrência de 84 espécies e Rocha et al. (2010) recentemente apresentaram uma check-list atualizada com 96 espécies já registradas, representando um aumento de 15% na riqueza de espécies de Cladocera para este estado, o que consideraram como um resultado positivo diretamente relacionado ao Programa Biota/Fapesp. Assim, nos últimos 10 anos o número de espécies reportadas tem aumentado, indicando um avanço significativo do conhecimento da diversidade destes invertebrados aquáticos.

Especificamente para o estado de Minas gerais, um primeiro inventário realizado por Maia-Barbosa et al. (2009) resultou no registro de 68 espécies de Cladocera em cinco bacias hidrográficas. Portanto, o presente inventário com o total de 94 espécies representa um aumento em torno de 39% das espécies anteriormente registradas. Contudo é amplamente reconhecido que este conhecimento é ainda incipiente. Os resultados do presente estudo evidenciam que no estado de Minas Gerais o número de espécies tem uma relação direta com o número de estudos realizados ou de corpos de água amostrados em cada bacia hidrográfica. Em algumas bacias foram feitos poucos ou nenhum estudo realizado até o presente, como no caso da bacia do rio Jequitinhonha, com apenas um estudo preliminar (Landa 1997) e as bacias dos rios Mucuri e Paraíba do Sul para as quais não foram encontrados dados sobre a diversidade da comunidade zooplanctônica.

Assim, há expectativas de que a riqueza de Cladocera no estado de Minas Gerais seja mais elevada e que aumentará significativamente nos próximos anos com os avanços previstos no âmbito do Programa BIOTA/MINAS.

Outro fato importante refere-se às espécies atualmente consideradas cosmopolitas ou aquelas com distribuição registrada nos dois hemisférios. Diversos autores têm recentemente mostrado que muitas destas espécies eram na realidade complexos de espécies morfologicamente similares, mas que à medida que foram sendo estudadas por especialistas e com técnicas mais avançadas resultaram na descrição de novas espécies, particularmente no Brasil. Um exemplo é o caso do gênero Ilyocryptus para o qual apenas três espécies eram conhecidas: Ilyocryptus spinifer Herrick, 1882, Ilyocryptus verrucosus Daday, 1905 e Ilyocryptus sordidus (Liévin 1848) (Sousa et al. 2010). Recentes revisões levaram ao esclarecimento de inúmeras confusões taxonômicas como a sinonímia de I. verrucosus com I. spinifer (Kotov & Dumont 2000) e trabalhos recentes realizados com o auxílio de especialistas (Kotov et al. 2002, Kotov & Stifter 2006, Kotov & Elmoor-Loureiro 2008) permitiram a descrição de três novas espécies, elevando para cinco o número de espécies deste gênero no Brasil: Ilyocryptus cuneatus brasiliensis Kotov & Elmoor-Loureiro 2008, Ilyocryptus paranaensis paranaensis Paggi 1989, Ilyocryptus sarsi Stingelin 1913, Ilyocryptus silvaeducensis paraensis Kotov & Elmoor- Loureiro 2008 e Ilyocryptus spinifer.

Espécies de outras famílias, como os Daphnidae Daphnia ambigua Scourfield, 1947, Simocephalus serrulatus Koch, 1841; Scapholeberis armata Herrick, 1882 e Acroperus harpae são provavelmente complexos de espécies (Taylor et al. 1998, Elías-Gutiérrez & Varella 2009, Sinev & Elmoor-Loureiro 2010), e futuras revisões taxonômicas acopladas a estudos ecofisiológicos e genético-moleculares poderão revelar a diversidade críptica e os prováveis endemismos existentes.

Neste estudo algumas espécies tiveram seus nomes atualizados devido às revisões taxonômicas recentes. Assim, antes da revisão feita por Korinek (1981), a espécie Diaphanosoma birgei, uma das espécies com ampla distribuição no estado de Minas Gerais, havia sido confundida com Diaphanosoma brachyurum, uma espécie muito próxima (Elmoor-Loureiro 1990).

Diversas alterações foram também feitas para táxons da família Chydoridae. Alguns gêneros desta família foram recentemente revisados, como Alona, Chydorus, Camptocercus. Na recente revisão feita por van Damme & Dumont (2008) a espécie Alona rectangula foi classificada em novo gênero, Coronatella, correspondendo na presente check list à espécie Coronatella rectangula. Alonella fitzpatricki Chien, 1970, anteriormente considerada um sinônimo júnior de Alona eximia, foi separada do gênero Alona e atribuída ao gênero Nicsmirnovius (van Damme et al. 2003).

O complexo de espécies Alona affinis encontra-se em estudo podendo vir a constituir um subgênero ou um gênero diferente de Alona (van Damme et al. 2010). Alguns espécimes do Brasil, oriundos da coleção de G.O. Sars foram identificados como uma nova espécie, A. ossiani (Sinev 1998). Desta forma os atuais registros de A. affinis no estado de Minas Gerais também necessitam confirmação.

A ocorrência de Alona quadrangularis (O.F. Müller, 1776) no Brasil (Pará, Mato Grosso do sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná), de acordo com Elmoor-Loureiro (2010), trata-se possivelmente de Alona yara. O mesmo ocorre para Graptoleberis occidentalis que de acordo com a mesma autora corresponde a G. testudinaria e para Acroperus harpae que provavelmente corresponde a Acroperus tupinamba. Em relação a Camptocercus Stingelin, 1913, Smirnov (1998) fez uma revisão deste gênero e considerou C. dadayi como sinônimo júnior de C. australis. Esta é uma questão ainda em aberto, que necessita de mais estudos (Elmoor-Loureiro 2010). Kotov (2009), na revisão para o gênero Leydigia, considera que os registros de Leydigia cilita no Brasil devem atribuídos a L. striata. Ainda, segundo este autor, a espécie Leydigia propinqua, que está listada neste estudo, tem distribuição restrita à África e os registros desta espécie na América do Sul, devem possivelmente ser erros de identificação. A ocorrência de L. ipojucae em Minas gerais, também necessita de confirmação.

Alona costata é outra espécie que deverá ser revista, pois de acordo com Sinev (2001) esta espécie corresponde a um complexo de espécies e nem A. costata nem A. rustica ocorreriam na América do Sul, de modo que os registros destas espécies no Brasil deveriam ser atribuídos a A. iheringula.

Sinev (2001) considera que os representantes sul-americanos do complexo Alona pulchella-cambouei, ou seja, os registros da ocorrência de A. cambouei e de A. pulchella no Brasil deveriam ser atribuídos a A. glabra. Esta também é a posição de van Damme et al. (2010).

Na presente check-list para os Cladocera do estado de Minas Gerais são relacionadas as espécies Alonella clathratula e Alonella excisa. A. clathratula era anteriormente considerada uma variedade de A. excisa, mas de acordo com Smirnov (1996) os registros desta última espécie no Brasil deveriam ser atribuídos a A. clathratula.

Os registros da ocorrência de Euryalona brasiliensis devem ser reavaliados, pois existem muitas semelhanças entre esta espécie e os exemplares brasileiros de Kurzia polyspina. Rajapaksa & Fernando (1987) acreditam que esta espécie possa ser transferida para o gênero Kurzia. Segundo Elmoor-Loureiro (2010) a ocorrência de Kurzia latissima também precisa ser investigada, pois é provável que os registros desta espécie no Brasil correspondam a K. polyspina.

Na revisão realizada por Frey (1993) as espécies Pleuroxus similis e Pleuroxus cf. scopulifer são consideradas pertencentes ao subgênero Picripleuroxus, o qual a partir de Smirnov (1996) adquire o status de gênero. Amostragens nas localidades onde existem dúvidas quanto a taxonomia destas espécies, face às recentes revisões ou novas descrições, bem como estudos em novas localidades são urgentemente necessários para clarificar todas estas questões pendentes.

Adicionalmente, alguns registros de espécies são incertos por se tratarem de espécies com nomes atualmente inválidos ou que especialistas consideram não ocorrerem no Hemisfério Sul, como são os casos de Alona quadrata e Alonella nana registradas nos lagos do Vale do rio Doce (Moretto 2001, Miranda 2005) e de Bosmina coregoni, Daphnia dubia no rio Doce e Daphnia galeata na lagoa Amarela e no reservatório de Emborcação (Eskinazi-Sant'Anna et al. 2005). Estas espécies foram incluídas na presente check-list, mas, necessitam de revisão ou confirmação.

Considerando-se os aspectos acima apresentados é provável que o número de espécies com ocorrência no estado de Minas Gerais até a presente data seja ligeiramente inferior ao da lista aqui apresentada.

Adicionalmente, tem se enfatizado cada vez mais que a taxonomia de Cladocera necessita ser revista à luz de estudos mais aprofundados envolvendo não apenas o estudo morfológico, mas incluindo técnicas mais avançadas como a microscopia eletrônica, os estudos genético-moleculares e os estudos ecológicos para a maioria das espécies.

Neste estudo foi possível detectar também que as maiores riquezas de espécies em algumas bacias como a bacia do Rio Doce e a do Rio Grande resultam provavelmente do maior número de estudos nelas realizados. Conclui-se que há necessidade urgente de se ampliar a cobertura geográfica para amostragem dos corpos de água em outras bacias, particularmente aquelas localizadas na região norte e nordeste do estado de Minas Gerais.

 

Agradecimentos

Às agências FAPEMIG, FAPESP, CNPq e CAPES pelos auxílios à pesquisa e bolsas concedidas, no âmbito dos quais os estudos da diversidade do zooplâncton no Brasil estão sendo desenvolvidos; e à Dra. Lourdes M. A. Elmoor-Loureiro pela confirmação de algumas identificações e disponibilização de trabalhos.

 

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Recebido em 09/12/2010
Versão reformulada recebida em 13/03/2011
Publicado em 28/07/2011

 

 

* Autor para correspondência: Maria José dos Santos Wisniewski, e-mail: mjw@unifal-mg.edu.br

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