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Floresta e Ambiente

Print version ISSN 1415-0980On-line version ISSN 2179-8087

Floresta Ambient. vol.23 no.1 Seropédica Jan./Mar. 2016  Epub Feb 02, 2016

http://dx.doi.org/10.1590/2179-8087.072414 

Original Articles

Potencial Terapêutico de Espécies Arbóreas em Fragmentos de Floresta Ombrófila Mista

Therapeutic Potential of Tree Species in Araucaria Forest Fragments

Paula Iaschitzki Ferreira1 

Juliano Pereira Gomes1 

Lilian Iara Stedille1 

Roseli Lopes da Costa Bortoluzzi1 

Adelar Mantovani1 

1Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal, Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, Lages/ SC, Brasil


RESUMO

Objetivou-se levantar o potencial terapêutico de espécies arbóreas presentes em remanescentes de Floresta Ombrófila Mista (FOM) localizados no Planalto Sul Catarinense, destacando as que possuem ações terapêuticas atestadas em ensaios científicos, assim como, aquelas com potencial medicinal segundo registros etnobotânicos. Para amostrar a composição florística arbórea foi empregado o método de quadrantes, registrando-se os indivíduos mais próximos do ponto central, que apresentassem DAP ≥ 5 cm. A amostragem foi realizada em Áreas de Preservação Permanente (APP’s) e/ou Reserva Legal, com o auxílio de 20 transecções contendo 20 pontos quadrantes cada, totalizando 2,61 hectares. Dentre as 97 espécies registradas e identificadas no levantamento, 16 possuem ação medicinal descrita e atestada em literatura e 12 espécies são descritas como potenciais de acordo com conceitos etnobotânicos. O presente estudo mostrou que pequenos remanescentes florestais podem contribuir para a manutenção de espécies da FOM e basear futuros estudos sobre plantas medicinais ou com outros potenciais bioativos.

Palavras-chave:  floresta com araucária; conservação florestal; etnobotânica

ABSTRACT

This study aimed to evaluate the medicinal potential of tree species in Araucaria Forest (FOM) remnants in Santa Catarina Plateau, highlighting those with therapeutic actions attested in scientific trials, as well as those with medicinal potential according to ethnobotanical records. The floristic composition was sampled through the point-centered quarter method, registering the individuals with DBH ≥ 5 cm closest to the center point. Sampling was conducted in Permanent Preservation Areas (APP’s) and/or Legal Reserve, with the help of 20 transects with 20 points quadrants each, totaling 2.61 hectares. Among the species recorded and identified, 16 of them, classified into 13 plant families, have medicinal potential described and attested in literature and 12 species within 10 families, are suggested as potential, according to ethnobotanical concepts. The present study showed that these sites may contribute to the maintenance of species of FOM and to base future studies on medicinal plants and/or other bioactive potential.

Keywords:  araucaria forest; forest conservation; ethnobotany

1 INTRODUÇÃO

O Brasil é detentor de elevada biodiversidade distribuída por vários biomas e ecossistemas (Brandon et al., 2005). Além da biodiversidade, o país apresenta rica heterogeneidade cultural e tradição de uso das plantas com potencial bioativo, aspecto importante para o desenvolvimento desta terapêutica. De acordo com Panayotou & Ashton (1992), a gestão para múltiplos usos da madeira e produtos florestais não madeireiros (PFNM), bem como serviços culturais e ambientais, podem melhorar as funções ecológicas, econômicas e sociais das florestas tropicais. No território brasileiro, o bioma Mata Atlântica é considerado o mais rico dos domínios fitogeográficos, abrigando mais de 16.146 espécies vegetais, sendo 7.524 consideradas endêmicas (Forzza et al., 2010). A flora deste bioma é rica em espécies nativas com princípios ativos medicinais (Ming et al., 2012), as quais são amplamente utilizadas na medicina popular.

No Sul do país, região com clima subtropical, ocorre naturalmente a Floresta Ombrófila Mista (FOM) (IBGE, 2012), que possui composição florística influenciada pelas baixas temperaturas e pela ocorrência regular de geadas durante o inverno (Roderjan et al., 2002). A exploração madeireira de Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze e de outras espécies características da FOM, assim como a pressão das áreas agrícolas sobre as áreas naturais, constituem-se como os principais agentes responsáveis pela redução da área ocupada por esta fitofisionomia (Backes, 1983; Medeiros et al., 2005).

Segundo dados atuais do Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC), os fragmentos de florestas secundárias de FOM, em estádio médio e avançado, compreendem no estado de Santa Catarina 24,4% de cobertura, sendo raríssimos os remanescentes de florestas primárias (Sevegnani et al., 2013). Apesar da reduzida cobertura florestal remanescente, estudos realizados em fragmentos florestais na região do Planalto Catarinense, retratam a importante diversidade arbórea ainda existente nestes ambientes (Klauberg et al., 2010; Martins-Ramos et al., 2010; Silva et al., 2012; Ferreira et al., 2012, 2013), os quais representam uma etapa inicial para o desenvolvimento de práticas de manejo voltados para a conservação pelo uso sustentável dos recursos florestais madeireiros e não madeireiros (PFNM).

O conhecimento dos PFNM surge como alternativa comercial e social, considerando que muitas comunidades rurais podem ter na FOM uma importante fonte de renda. A valoração das florestas de FOM, no Planalto Sul Catarinense, envolvendo a identificação de espécies arbóreas medicinais ou condimentares é fundamental tanto para a subsistência de propriedades rurais, como para manutenção in loco dos pequenos agricultores, quanto para a conservação dos recursos naturais desta região (Chaves & Manfredi, 2010).

Desta forma, objetivou-se realizar um levantamento da composição florística e verificar a ocorrência de espécies arbóreas com ações terapêuticas potenciais e comprovadas em remanescentes de Floresta Ombrófila Mista.

2 MATERIAL E MÉTODOS

O levantamento foi realizado na fazenda Poço Grande (27°29’00.47” S e 50°17’11.34” W), com cerca de 800 hectares, situada no município de Ponte Alta, Planalto Sul Catarinense, a aproximadamente 880 metros de altitude. A precipitação média é de 1.740 mm, a temperatura média anual varia em torno de 17°C, sendo o clima do tipo Cfb, segundo a classificação de Köeppen (1948), caracterizado por ser chuvoso, com invernos e verões amenos. A vegetação desta região é classificada como Floresta Ombrófila Mista Montana (IBGE, 2012), e a paisagem da área estudada é formada por remanescentes conservados sob a forma de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (APP’s) e reflorestamentos com espécies exóticas principalmente dos gêneros Pinus spp. e Eucalyptus spp.

O método utilizado para amostragem da composição florística foi o do Ponto Quadrante (Cottam & Curtis, 1956), pois permite maior agilidade na obtenção dos dados (Gorenstein, 2002).

Com o propósito de abranger toda a área da fazenda, transecções foram instaladas sistematicamente de maneira a abranger todos os remanescentes florestais, resultando em uma amostragem de 20 Transecções. Cada transecto foi avaliado com a instalação de 20 pontos quadrantes, separados entre si por 15 metros.. O método consistiu em registrar o indivíduo arbóreo mais próximo do ponto central, em cada um dos quadrantes, com diâmetro à altura do peito (DAP) ≥ 5 cm, sendo mensurados DAP e distância de cada indivíduo ao ponto central.

Os indivíduos amostrados foram identificados em campo e, quando necessário, foram feitas coletas de espécimes férteis para auxiliar na identificação especifica por consultas à bibliografia especializada, aos especialistas e por comparações com exsicatas de herbário. Os espécimes coletados foram herborizados e incorporados ao Herbário da Universidade do Estado de Santa Catarina (LUSC). Do total de 400 pontos instalados em toda a área de estudo, perfazendo uma área de 2,61 ha, foram identificadas 97 espécies arbóreas, onde foi verificada a suficiência amostral dos dados para representação da composição florística da área estudada (Ferreira et al., 2012). A nomenclatura binomial foi verificada com auxílio de consulta a Lista de Espécies da Flora do Brasil (2014).

Para o conhecimento das espécies medicinais com ações terapêuticas atestadas em ensaios científicos foi empregado o binômio científico de cada uma das espécies contidas na lista da composição florística, sendo realizadas consultas aos trabalhos publicados nas bases de dados Science Direct, Pubmed, Medline e Scielo. Já para a contribuição do conhecimento das espécies arbóreas com relatos de ações fitoterápicas e, que ainda não possuem ensaios científicos que comprovam efeitos terapêuticos, realizou-se levantamento bibliográfico sobre os registros etnobotânicos publicados em literatura científica, assim como em livros de plantas medicinais e farmacognosia.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir do levantamento da composição florística de todos os fragmentos da área amostrada foram amostrados 1500 indivíduos pertencentes a 97 espécies arbóreas (ver Ferreira et al., 2012), das quais 21,6% são atestadas cientificamente como medicinais e 14,3% são descritas como potenciais para uso medicinal, com base em conceitos etnobotânicos (Tabela 1).

Tabela 1 Composição das espécies com potencial medicinal, atestado em ensaios científicos (EC) e com base em conhecimentos etnobotânicos (ET), presentes em fragmentos remanescentes de Floresta Ombrófila Mista, Ponte Alta, SC, 2014.Table 1. Species composition with medicinal potential, attested by means of scientific research (EC) and based on ethnobotanical knowledge (ET) present in remnants of Araucaria Forest, Ponte Alta, SC, 2014. 

Família Espécie N Potencial Medicinal
EC ET
Anacardiaceae Lithraea brasiliensis Marchand 5 X1
Schinus terebinthifolius Raddi 2 X
Schinus molle L. 1 X
Aquifoliaceae Ilex paraguariensis A.St.-Hil. 21 X
Ilex brevicuspis Reissek 2 X
Araucariaceae Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze 17 X
Asteraceae Moquiniastrum polymorphum (Less.) G. Sancho 4 X
Bignoniaceae Jacaranda puberula Cham. 12 X
Dicksoniaceae Dicksonia sellowiana Hook 90 X
Euphorbiaceae Gymnanthes klotzschiana Müll.Arg. 106 X
Fabaceae Mimosa scabrella Benth. 443 X
Lauraceae Ocotea puberula (Rich.) Nees 12 X1
Ocotea pulchella (Nees & Mart.) Mez 9 X2
Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez 5 X
Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc. 11 X3
Meliaceae Cedrela fissilis Vell. 12 X
Myrtaceae Blepharocalyx salicifolius (Kunth) O.Berg 8 X4
Myrciaria tenella (DC.) O.Berg 1 X5
Campomanesia xanthocarpa Berg 7 X
Eugenia catharinae O.Berg 7 X
Eugenia pyriformis Cambess 1 X
Eugenia uniflora L. 2 X
Primulaceae Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. & Schult. 31 X
Proteaceae Roupala montana Aulb.car 2 X6
Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urb. 9 X7
Rubiaceae Coutarea hexandra Schum. 4 X8
Rutaceae Zanthoxylum rhoifolium Lam. 4 X
Salicaceae Casearia decandra Jacq. 15 X9
Sapindaceae Allophylus edulis (A.St.-Hil. et al.) Hieron. ex Niederl. 3 X10
Matayba elaeagnoides Radlk. 63 X
Solanaceae Solanum mauritianum Scop. 16 X11
Solanum pseudoquina A. St.-Hil. 9 X12
Solanum variabile Mart. 2 X
Winteraceae Drimys brasiliensis Miers 4 X

N: abundância; EC: Ensaio científico; ET: Etnobotância.

1 Pedroso et al. (2007).

2 Marques (2001).

3 Bieski et al. (2012).

4 Mors et al. (2000).

5 Di Stasi & Hiruma-Lima (2002).

6 Ribeiro et al. (2014).

7 Mentz et al. (1997).

8 Botsaris (2007).

9 Moreira (1862).

10 Backes & Irgang (2004).

11 Ochwang'i et al. (2014).

12 Cosenza et al. (2013).

A espécie Schinus molle L. (Anacardiaceae) é uma espécie nativa do Sul do Brasil (Silva-Luz & Pirani, 2013). Seus frutos, folhas e seiva apresentam potencial inibitório contra enzimas-chave relevantes à hipertensão arterial (Ranilla et al., 2010). Esta espécie é usada na medicina tradicional do Sul do Brasil como agente de cicatrização, sendo este efeito constatado por Schmidt et al. (2009), assim como efeito antidepressivo (Machado et al., 2008). Yueqin et al. (2003) isolaram três compostos com atividade anti-inflamatória de frutos de S. molle. Ruffa et al. (2002) testaram atividade citotóxica contra linhagem de células de carcinoma, sendo o extrato de S. molle o que apresentou o potencial mais ativo dentre as espécies testadas. Do óleo essencial de S. molle foram comprovados efeitos antifúngicos (Santos et al., 2010), antibacteriano (Gundidza, 1993), atividades repelentes e efeito inseticida contra as espécies Trogoderma guanarium (Everts) e Tribolium castaneum (H.) (Adbel-Sattar et al., 2010). Ainda, Ferrero et al. (2006) sugeriram que extratos da folha e do fruto podem ser empregados no controle do vetor da doença de Chagas, visto a atividade ovicida para o vetor Triatoma infestans (Klug, 1834).

A aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi), pertencente às Anacardiaceae, ocorre desde o Rio Grande do Sul até Pernambuco (Morais et al., 2012), onde é recomendada para recuperação de áreas degradadas, devido seu caráter de pioneirismo e agressividade, e ainda por apresentar dispersão pela fauna (Lorenzi, 1992). S. terebentifolius tem sido descrita com potencial antialérgico (Cavalher-Machado et al., 2008), antibacteriana (Lima et al., 2005), cicatrizante (Coutinho et al., 2006) e antioxidante (Velázquez et al., 2003). Queires et al. (2006) atestaram o efeito de polifenóis purificados, extraídos das folhas desta espécie, na ação antiproliferativa e antitumoral em células cancerosas. Além disso, seu extrato apresentou resultados positivos no combate às infecções alveolares provocadas por Enterococcus, Bacillus corineforme, Streptococcus viridans e Streptococcus beta-emolytic, sendo mais eficiente que o antibiótico usado atualmente (Melo et al., 2002).

A erva-mate (Ilex paraguariensis - Aquifoliaceae), árvore típica das regiões subtropicais e temperadas da América do Sul, é amplamente difundida no sul do Brasil, nordeste da Argentina e na parte oriental do Paraguai (Da Croce & Floss, 1999). Desempenha importante papel socioeconômico nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul (Wendling et al., 2009), onde tem sido explorada na forma natural, consorciada a outras espécies florestais ou intercalada com culturas anuais (Dedecek & Rodigheri, 1999). Dentre as propriedades medicinais estudos relatam os efeitos do extrato de I. paraguariensis como agente antifúngico (Filip et al., 2010), atividade de inibição e inativação bacteriana (Girolometto et al., 2009), com potencial inibitório contra enzimas chave relevantes para hiperglicemia (Ranilla et al., 2010), como diurético (Gonzalez et al., 1993), efeitos antioxidantes (Gugliucci, 1996), e ainda no controle da obesidade (Andersen & Fogh, 2001). Moraes et al. (2009) atestaram redução adicional do LDL-colesterol em indivíduos hipercolesterolêmicos, em tratamento com estatinas, salientando a possibilidade de se reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Ramirez-Mares et al. (2004) atestaram potencial citotóxico de extratos desta espécie para células cancerígenas.

Ilex brevicuspis (Aquifoliaceae) tem sido descrita pelas atividades antioxidantes (Filip & Ferraro, 2003) e, também, para melhoria do trânsito intestinal (Gorzalczany et al., 2001). Em Santa Catarina é encontrada quase que exclusivamente no Planalto (Spathelf et al., 2001) onde, segundo Reitz et al. (1988), floresce intensamente todos os anos, produzindo frutos em abundância e sementes férteis.

Moquiniastrum polymorphum (Less.) Cabrera G. Sancho (Asteraceae), nativa do Brasil (Sancho & Roque, 2013), pertencente ao grupo das pioneiras, coloniza áreas abertas e segundo Durigan et al. (2002), tolera geadas e pode ser encontrada às margens dos rios. M. polymorphum ou Cambará, como é conhecida popularmente, tem sido descrita como potencialmente ativa no controle de agentes bióticos. Falcão et al. (2005) verificaram que os extratos das folhas possuem atividade anti-inflamatória. Stefanello et al. (2006), em experimento com extratos da casca do tronco, concluíram que o cambará pode ter aplicação terapêutica em doenças causadas por bactérias Gram-positivas.

Jacaranda puberula Cham, pertencente à família Bignoniaceae, nativa e endêmica do Brasil (Lohmann, 2013), é uma planta heliófita e seletiva higrófita, comumente encontrada em vegetação secundária, com presença de solos úmidos e pedregosos (Reitz, 1974). Devido a esta plasticidade em termos de adaptação, a espécie tem sido descrita também como potencial para recuperação de áreas degradadas, considerando-se, ainda, seu rápido crescimento (Glufke, 1999). Para os fins medicinais, o extrato metanólico bruto das folhas de J. puberula já foi mencionado com atividade contra o parasita Leishmania amazonensis, indicando que novos estudos devem ser realizados para o desenvolvimento de novos medicamentos contra a leishmaniose cutânea (Passero et al., 2007). Almeida et al. (2013) relataram efeito antitumoral e ausência de citotoxicidade para as células do sistema imunológico.

Com ampla ocorrência em solos mal drenados, sendo muito frequente em ambientes ciliares de Floresta Ombrófila Mista (Barddal et al., 2004; Gomes et al. 2008; Iurk et al., 2009), está o branquilho (Gymnanthes klotzschiana Müll.Arg.). Descrita em literatura como detentora de substâncias antioxidantes potencialmente úteis na proteção contra lesões renais (Soria et al., 2008).

Mimosa scabrella Benth., conhecida popularmente como bracatinga, é uma espécie arbórea pertencente à família Fabaceae, nativa e endêmica do Brasil (Dutra & Amorim, 2012), a qual representa papel importante na sucessão secundárias de clareiras naturais ou antrópicas da Floresta Ombrófila Mista. As aplicações testadas para bracatinga incluem ação antiviral contra a febre amarela (Ono et al., 2003) e efeitos citotóxicos contra células HeLa (Noleto et al., 2009).

A família Myrtaceae contribuiu com quatro espécies (Campomanesia xanthocarpa Berg., Eugenia uniflora L., Eugenia catharinae O.Berg e Eugenia pyriformis Cambess) que possuem registros em estudos científicos como tendo ação medicinal. C. xanthocarpa (guavirova), que além de apresentar potencial antioxidante (Pereira et al., 2012), já foi descrita para redução dos níveis de colesterol no sangue (Klafke et al., 2010; Viecili et al., 2014). Os efeitos de extratos da guavirova foram investigados em ratos alimentados com dieta hipercalórica, sendo constatada redução significativa no ganho de peso, em comparação ao grupo controle (Biavatti et al., 2004). Markman et al. (2004) relataram que a administração oral do extrato de C. xanthocarpa em ratos mostrou-se eficaz na prevenção de úlceras gástricas. Em estudo mais recente, Brandelli et al. (2013) registraram que C. xanthocarpa apresentou atividade pontencial contra Trichomonas vaginalis, um protozoário flagelado, agente causador da tricomoníase.

Eugenia uniflora, pitangueira, foi introduzida na medicina empírica pelos índios Guaranis no século XV (Alonso, 1998), sendo cultivada em diversas regiões do mundo, principalmente, devido sua adaptabilidade às mais distintas condições de clima e solo (Bezerra et al., 2000). A espécie tem sido descrita com ações antimicrobianas (Souza et al., 2004), antibióticas (Coutinho et al., 2010) e ainda com efeito anti-hipertensivo (Consolini & Sarubbio, 2002).

Eugenia catharinae, conhecida popularmente como Guamirim-mole, foi descrita por Colla et al. (2012) como agente fitoterápico devido a efeitos antidepressivos. Eugenia pyriformis (Uvaia) foi descrita por Salvador et al. (2011) com potencial antioxidante.

A família Rutaceae foi representada por Zanthoxylum rhoifolium Lam., que é citada na literatura por apresentar efeito analgésico (Pereira et al., 2010), antimalárico (Jullian et al., 2006) e antibacteriano (Gonzaga et al., 2003). Silva et al. (2007) constataram efeito antitumoral em óleo extraído desta espécie. Efeitos anti-hipertensivos e vasorelaxante de extrato etanólico da casca de Zanthoxylum rhoifolium Lam. foram citados por Ferreira-Filho et al. (2013). Esta espécie é facilmente reconhecida a campo, devido ao aspecto do tronco, com a presença de acúleos robustos e caducos (Fróes, 1959). Trata-se de uma espécie nativa, que ocorre em todos os estados brasileiros, sendo frequentemente encontrada em formações secundárias (Pirani, 1989).

No Planalto Catarinense, Drimys brasiliensis Miers (Winteraceae) é comumente encontrada nos capões de Floresta com Araucária, sendo empregada na culinária regional como condimento (Trinta & Santos, 1997). Popularmente conhecida como casca-d’anta, é tolerante à sombra, e desenvolve-se preferencialmente em solos com baixa fertilidade química (Aguiar et al., 2001). A atividade antifúngica dos sesquiterpenos encontrados na casca de D. brasiliensis foi detectada no trabalho desenvolvido por Malheiros et al. (2005). Cechinel-Filho et al. (1998) isolaram e identificaram diversos compostos ativos a partir da casca de casca-d’anta e verificaram que o polygodial era mais potente no controle da dor em relação à aspirina. Ribeiro et al. (2008) verificaram que os óleos essenciais encontrados nas folhas e cascas de D. brasiliensis eram letais para carrapatos de gados e cães.

Espécies como Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez, Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. & Schult., Matayba elaeagnoides Radlk. e Solanum variabile Mart. apresentam estudos recentes, descrevendo-as como potenciais no que diz respeito a aplicação como fitoterápicos. Silva-Filho et al. (2004) atestaram efeito analgésico obtido por meio do extrato bruto de N. megapotamica. Potencial de toxicidade contra células cancerígenas foi registrado para M. coriacea, de acordo com Medeiros et al. (2013). Um composto extraído de M. elaeagnoides se mostrou mais ativo do que duas drogas usadas como agentes analgésicos (Souza et al., 2007) e, também, extrato metanólico desta espécie mostrou atividade imunoestimulatória (Philippi et al., 2010). O extrato etanólico das partes aéreas de S. variable apresentou significativa ação antiúlcera duodenal (Antonio et al., 2004).

Ressalta-se que dentre as espécies registradas neste levantamento, Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze, Cedrela fissilis Vell. e Dicksonia sellowiana Hook., que apresentam ações terapêuticas, constam nas listas de espécies ameaçadas de extinção, do Ministério do Meio Ambiente (Brasil, 2008) e da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, 2010).

Freitas et al. (2009) observaram que o extrato hidroetanólico de folhas de A. angustifolia, bem como diferentes frações e subfrações apresentaram atividade anti-herpes, apoiando o uso desta espécie na medicina popular. Para esta espécie, ainda, Seccon et al. (2010) descreveram o potencial antioxidante.

Leite et al. (2008) citaram C. fissilis como fonte promissora de compostos ativos para o controle da doença de Chagas, por ter demonstrado efeito tripanocida. Rattmann et al. (2009) realizaram estudos em ratos com extrato hidroalcoólico a partir de folhas de D. sellowiana, sugerindo que este induz a relaxamento completo vascular em anéis da aorta, bem como, produz efeito hipotensor em ratos anestesiados, podendo contribuir na gestão de diversas condições patológicas, como hipertensão e aterosclerose. Contudo, a permanência do uso indiscriminado destas espécies, pode levar a reduções mais drásticas nas populações naturais remanescentes, principalmente, pela escassez de informações relacionadas à ecologia destas espécies nos ecossistemas florestais, conforme salienta Reis (1995).

É importante ressaltar a participação das espécies típicas da Floresta Ombrófila Mista, as quais são utilizadas com base no conhecimento empírico da população (Tabela 1). O conhecimento etnobotânico possibilita fazer o resgate das espécies de plantas já utilizadas popularmente, contribuindo como parte dos trabalhos de seleção de espécies, permitindo que as plantas consideradas terapêuticas possam compor novas pesquisas direcionadas para a geração de conhecimento científico e tecnológico, assim como, para o uso sustentável dos recursos naturais. Conforme ressalta Freitas & Coelho (2014), o resgate do conhecimento tradicional tem merecido atenção especial nos últimos anos devido à aceleração no processo de aculturação e à erosão genética provocada pela forte pressão antrópica e uso insustentável dos recursos naturais.

Desta forma, o resultado deste trabalho ressalta a importância de remanescentes florestais como locais promissores para a conservação de espécies com potencial de uso, os quais surgem como alternativa na busca da sustentabilidade econômica, principalmente, da pequena propriedade.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O conhecimento científico sobre espécies arbóreas, ocorrentes em Floresta Ombrófila Mista, com ações terapêuticas ainda é escasso, considerando a diversidade destes locais, evidenciando-se assim a importância de pesquisas em ambientes naturais detentores de espécies potenciais para conservação pelo uso.

A criação de políticas de utilização racional baseadas no conhecimento da ecologia destas espécies poderá contribuir para conservação in situ da vegetação remanescente da Floresta Ombrófila Mista no Planalto Catarinense, especialmente, das espécies ameaçadas de extinção e, ainda, poderá gerar novas alternativas de renda para as comunidades rurais pela utilização de produtos florestais não madeireiros.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a empresa Klabin SA pela disponibilização das áreas para estudo.

APOIO FINANCEIRO À FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) pelo apoio financeiro.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 02 de Janeiro de 2014; Aceito: 07 de Setembro de 2015

Paula Iaschitzki Ferreira Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal, Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, Av. Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, CEP 88520-000, Lages, SC, Brasil e-mail: paulaiaschitzki@hotmail.com

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