Response of the brain to enrichment

Antes de 1960, os cientistas consideravam o encéfalo como imutável, sujeito apenas ao controle genético. Entretanto, no início dos anos 60, alguns pesquisadores especulavam seriamente que influências ambientais podiam ser capazes de alterar a estrutura cerebral. Por volta de 1964, dois laboratórios de pesquisa demonstraram que a morfologia e a química ou a fisiologia do cérebro poderia ser modificada pela experiência (Bennett et al. 1964, Hubel e Wiesel 1965). Desde então, a capacidade do cérebro a responder para responder a insumos ambientais, especificamente ao "enriquecimento'', tornou-se um fato aceito por neurocientistas, educadores e outros. De fato, a demonstração de que o enriquecimento ambiente pode modificar componentes estruturais do cérebro de rato, em qualquer idade, alterou suposições prevalentes a respeito da plasticidade cerebral (Diamond et al. 1964, Diamond 1988). O córtex cerebral, a área associada com o processamento cognitivo superior, é mais receptivo do que outras partes do encéfalo ao enriquecimento ambiental. A mensagem é clara: embora o encéfalo possua uma organização macro-estrutural relativamente constante, o sempre-mutável córtex cerebral, com sua microarquitetura complexa de potencial desconhecido, é fortemente moldado pelas experiências antes do nascimento, durante a juventude e, em verdade, ao longo de toda a vida. É essencial que se note que os efeitos do enriquecimento sobre o encéfalo têm consequências no comportamento. Pais, educadores, geradores de políticas e quaisquer indivíduos podem todos se beneficiar de tal conhecimento.

enriquecimento; córtex cerebral; hipocampo; envelhecimento; neurogênese em adultos; dendritos


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