Resumo
RESUMO: Este texto examina a contribuição de Cesare Brandi para o debate italiano dos anos 1950 sobre a relação entre arquitetura moderna e cidade histórica, interpretando-a à luz dos princípios teóricos elaborados sucessivamente na Teoria da Restauração (1963). A análise leva em consideração uma série de textos e de apresentações públicas - da conferência “Il vecchio e il nuovo nelle antiche città italiane” (1956) até o artigo “Il nuovo sul vecchio” (1964) - nos quais Brandi formula uma clara recusa de qualquer inserção contemporânea em contextos urbanos antigos, baseado em razões estéticas, históricas e éticas. Sob esse ponto de vista, a tutela dos centros históricos se configura não apenas como uma operação técnica ou normativa, mas como instância moral e dever cívico. A reflexão teórica é depois aprofundada para o caso concreto de Siena, cidade natal do crítico, em que Brandi denuncia reiteradamente os riscos derivados de projetos de substituição de edifícios e de inserções incongruentes. O confronto com outras posições do mesmo período - particularmente aquelas de Argan, Cederna, Michelucci, Pane, Piccinato, Quaroni e Zevi - permite colocar o pensamento brandiano em perspectiva mais ampla, evidenciando a especificidade ética de suas formulações. O texto mostra como, para Brandi, a tutela dos centros históricos não é uma simples tarefa técnica, mas antes um dever civil: uma responsabilidade coletiva que implica a proteção da paisagem urbana como patrimônio único e não repetível, com valor de civilização. Essa perspectiva oferece, ainda hoje, instrumentos críticos úteis para refletir sobre a relação entre conservação e transformação na cidade histórica.
PALAVRAS-CHAVE:
Cesare Brandi; Arquitetura moderna; Centros históricos; Siena.
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Foto: Paolo Tosi. Fonte: Romby, 2025.
Fonte: Romby, 2025.
Fonte: Brandi, 1956c.
Fonte: Foto da autora (2025).
Fonte: Archivio Malandrini / Fondazione Monte di Paschi di Siena.
Fonte: Foto da autora (2024).
Fonte: Fondazione Monte dei Paschi di Siena.
Fonte: Foto da autora (2024).
Fonte: Archivio Malandrini / Fondazione Monte dei Paschi di Siena.
Fonte: Foto da autora (2025).
Fonte: Fondazione Monte di Paschi di Siena.
Fonte: Foto da autora (2025).
Fonte: Zevi (1955; 1971, p. 6.)
Fonte: Bottoni, Luchini e Piccinato (1958, p. 26.)
Fonte: Bottoni, Luchini e Piccinato (1958, p. 27).
Fonte: Foto da autora (2025).
Fonte: Foto da autora (2024).