Resumo
Objetivo Avaliar o efeito do Reiki sobre os níveis de estresse, ansiedade e taxa gestacional em mulheres inférteis durante o ciclo da Reprodução Assistida.
Métodos Ensaio clínico controlado, randomizado, simples cego. Amostra (n=40) em três grupos: Reiki (n=14), Placebo (n=13) e Controle (n=13). Mulheres com diagnóstico de infertilidade, em tratamento no ambulatório de infertilidade de um hospital público.
Variáveis avaliadas nível de ansiedade, estresse e taxa gestacional. Foram utilizadas as escalas psicométricas Inventário de Problemas de Fertilidade e Escala de Medida de Ansiedade e Depressão Hospitalar, e um questionário contendo dados sociodemográficos, clínicos, e conhecimento sobre práticas integrativas e Reiki. As medidas de tendência central e o cálculo das frequências relativas dos dados foram considerados na análise estatística descritiva.
Resultados A taxa de sucesso gestacional foi maior (42,9%) no grupo Reiki em relação aos demais. Os níveis de ansiedade reduziram na amplitude entre os tempos T2 e T1 para o grupo Reiki (p=0,02) e placebo (p=0,01), e nos valores das medianas nos três grupos. Embora não tenha havido diferença estatística significante para o estresse, houve redução dos valores das medianas para a maioria dos fatores da escala.
Conclusão Os resultados demonstraram que tanto o grupo Reiki quanto o grupo Placebo apresentaram redução nos níveis de ansiedade após as intervenções, com amplitudes entre as medianas de 3,5 e 3,0 pontos, respectivamente. Em relação aos escores de estresse, as intervenções não influenciaram em seus níveis. Esses achados sugerem que as intervenções aplicadas foram eficazes na redução da ansiedade, mas não tiveram impacto sobre o estresse. Houve impacto positivo na taxa gestacional do grupo que recebeu Reiki. Tais resultados reforçam a importância de abordagens integrativas no cuidado à saúde mental, especialmente em contextos de tratamento na reprodução assistida.
Descritores
Estresse; Ansiedade; Mulheres inférteis; Técnicas de reprodução assistida; Reiki
Abstract
Objective to evaluate the effect of Reiki on levels of stress, anxiety, and pregnancy rate in infertile women during the Assisted Reproduction cycle.
Method a single-blind randomized controlled clinical trial. The sample (n=40) was divided into three groups: Reiki (n=14), Sham Reiki (n=13), and Control (n=13). Women diagnosed with infertility undergoing treatment at the infertility outpatient clinic of a public hospital. Anxiety and stress levels and pregnancy rates were the variables assessed. The psychometric scales of Fertility Problem Inventory and Hospital Anxiety and Depression Scale were used, as well as a questionnaire containing sociodemographic and clinical data, and knowledge about integrative practices and Reiki. Measures of central tendency and the calculation of relative frequencies of data were considered in the descriptive statistical analysis.
Results The pregnancy success rate was higher (42.9%) in the Reiki group compared to the others. Anxiety levels decreased in amplitude between T2 and T1 for the Reiki (p=0.02) and Sham Reiki (p=0.01) groups, as well as in median values across all three groups. Although there was no statistically significant difference for stress, there was a reduction in median values for most of the scale factors.
Conclusion The results demonstrated that both the Reiki group and the Placebo group showed a reduction in anxiety levels after the interventions, with median ranges of 3.5 and 3.0 points, respectively. Regarding stress scores, the interventions did not influence their levels. These findings suggest that the interventions applied were effective in reducing anxiety but had no impact on stress. These results reinforce the importance of integrative approaches to mental healthcare, especially in assisted reproduction treatment settings. Brazilian Registry of Clinical Trials: RBR-3q85m7g
Keywords
Stress; Anxiety; Infertile women; Assisted reproduction techniques; Reiki
Resumen
Objetivo Evaluar el efecto del Reiki sobre los niveles de estrés y ansiedad y el índice de embarazo en mujeres infértiles durante el ciclo de reproducción asistida.
Métodos Ensayo clínico controlado, aleatorizado, simple ciego. Muestra (n = 40) en tres grupos: Reiki (n = 14), Placebo (n = 13) y Control (n = 13). Mujeres con diagnóstico de infertilidad, en tratamiento en la consulta de infertilidad de un hospital público.
Variables evaluadas nivel de ansiedad y estrés e índice de embarazo. Se utilizaron las escalas psicométricas Inventario de Problemas de Fertilidad y Escala de Medición de Ansiedad y Depresión Hospitalaria, y un cuestionario con datos sociodemográficos, clínicos y conocimientos sobre prácticas integrativas y Reiki. Las medidas de tendencia central y el cálculo de las frecuencias relativas de los datos se tuvieron en cuenta en el análisis estadístico descriptivo.
Resultados El índice de éxito gestacional fue mayor (42,9 %) en el grupo Reiki en comparación con los demás. Los niveles de ansiedad se redujeron en la amplitud entre los tiempos T2 y T1 para el grupo Reiki (p = 0,02) y Placebo (p = 0,01), y en los valores medianos de los tres grupos. Aunque no hubo diferencias estadísticamente significativas en cuanto al estrés, se observó una reducción de los valores medianos para la mayoría de los factores de la escala.
Conclusión Los resultados demostraron que tanto el grupo Reiki como el grupo Placebo presentaron una reducción en los niveles de ansiedad después de las intervenciones, con amplitudes entre las medianas de 3,5 y 3,0 puntos, respectivamente. En cuanto a los puntales de estrés, las intervenciones no influyeron en sus niveles. Estos hallazgos sugieren que las intervenciones aplicadas fueron eficaces para reducir la ansiedad, pero no tuvieron impacto sobre el estrés. Hubo un impacto positivo en el índice de embarazo del grupo que recibió Reiki. Estos resultados refuerzan la importancia de los enfoques integradores en la atención de la salud mental, especialmente en contextos de tratamiento de reproducción asistida. Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos: RBR-3q85m7g
Descriptores
Estrés; Ansiedad; Mujeres infértiles; Técnicas de reproducción assistida; Reiki
Introdução
A infertilidade é definida como a incapacidade de gerar filhos, caracterizada pela ausência de gravidez após um ano de relações sexuais regulares e sem uso de contracepção.(1) Por ser um relevante problema de saúde pública, aponta a necessidade de atenção e planejamento assistencial ampliado e inovador para a população infértil, seja mulher, homem ou casais.(2)
Do ponto de vista global, a crescente incidência da infertilidade está relacionada a determinantes sociais, clínicos, estilo de vida, ansiedade, depressão e doenças do sistema reprodutor. Os desdobramentos da infertilidade em mulheres, homens ou casais inférteis podem influenciar diretamente na saúde emocional, mental, social, financeira, reforçar os estigmas negativos do problema e gerar sofrimento multidimensional às pessoas inférteis.(1,3)
Dentre os tratamentos oferecidos no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a Política Nacional de Atenção Integral na Reprodução Humana Assistida, destacamos a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI do inglês, Intracytoplasmic Sperm Injection), adotada neste estudo.(2,4)
Estudos apontam que os tratamentos para infertilidade podem desencadear repercussões negativas à mulher infértil e/ou casal. Os aspectos emocionais negativos, como humor depressivo e a ansiedade geralmente são os mais referidos, assim como o estresse psicológico e social, a redução do bem-estar e qualidade de vida, a alteração na viabilidade dos espermatozoides, alterações/distúrbios ovarianos e dificuldades no relacionamento conjugal. Quanto maiores forem as taxas de fracasso nos tratamentos na Reprodução Assistida (RA), maiores serão os desgastes físicos e emocionais.(5-10)
Apesar da disponibilidade da terapia farmacológica para o tratamento destes sintomas, outras propostas de tratamento podem agregar e contribuir nestes casos, como as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que visam uma abordagem de cuidado ao ser humano como um todo, integrando corpo, mente e espírito. Estudos apontam que mulheres em tratamento da infertilidade atribuem às PICS uma possibilidade de equilíbrio para o corpo e mente e, portanto, podem ser beneficiadas positivamente durante o seguimento na RA.(11)
O Reiki é uma terapia de reposição energética multidimensional, sem vínculo religioso, com base na estimulação dos mecanismos naturais de manutenção e recuperação da saúde integral da pessoa, visando equilíbrio e bem-estar.(12-14) Estudos evidenciam que a terapia favorece melhores desfechos clínicos relacionados aos tratamentos, tem efeitos positivos e duradouros no controle ou redução dos níveis de ansiedade e estresse percebidos, controle da dor, controle de comorbidades crônicas, na prevenção de efeitos colaterais secundários à terapia medicamentosa, na estabilidade de parâmetros vitais, na melhora dos aspectos psicoemocionais e na percepção de melhor qualidade de vida.(15-32)
Considerando a crescente produção de estudos científicos sobre o Reiki no contexto nacional e internacional e a intenção de contribuir na consolidação de evidências científicas e teorias de cuidado relacionadas à terapia, este estudo se propôs a avaliar a aplicação do Reiki como uma opção de tratamento segura, eficiente e sustentável em mulheres inférteis na RA. O objetivo foi avaliar o efeito do Reiki sobre os níveis de estresse, ansiedade e taxa gestacional em mulheres inférteis durante o ciclo da Reprodução Assistida.
Métodos
Trata-se de um ensaio clínico controlado e randomizado, com mascaramento simples. Foram utilizadas as orientações do guia CONSORT para reportar o estudo, publicado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC) com o número RBR-3q85m7g.(16)
O estudo ocorreu no Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (CRH/HCFMRP-USP), cidade de Ribeirão Preto, estado de São Paulo, Brasil.
A coleta de dados iniciou em agosto de 2021 e encerrou-se em janeiro de 2023.
Mulheres com diagnóstico de infertilidade conjugal, com indicação da técnica de RA ICSI a fresco como tratamento, o qual se inicia na estimulação ovariana, seguida de captação dos óvulos e é finalizado com a transferência embrionária, quando se completa o ciclo de Fertilização in Vitro (FIV). Cerca de sete dias após a transferência de embriões, ocorre a fase lútea média. Após 15-20 dias é diagnosticada a ocorrência da gestação.
Mulheres inférteis com idade entre 18 e 42 anos, submetidas ao tratamento com a ICSI foram elegíveis. Mulheres que desistiram participar da pesquisa ou com alteração do percurso terapêutico proposto em alguma fase da FIV foram descontinuadas do estudo.
Os dados do estudo foram coletados e gerenciados usando a ferramenta eletrônica de captura de dados REDCap (Research Electronic Data Capture), hospedada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP). A REDCap é uma plataforma de software segura, via web, que apoia e fornece uma interface intuitiva para captura de dados validados, audita o rastreio, a manipulação de dados e os procedimentos de exportação, automatiza a exportação para downloads contínuos de dados para pacotes estatísticos comuns, integra dados e facilita a interoperabilidade com fontes externas. As variáveis sociodemográficas, clínicas e gineco-obstétricas, e de conhecimento sobre PICS e Reiki das mulheres elegíveis que aceitaram participar da pesquisa foram inseridas no REDCap. Ao final do preenchimento das variáveis, foram gerados os grupos de randomização para os quais cada participante foi alocada. Para a randomização foram gerados 15 blocos de tamanhos 9, 12, 6, 12, 6, 9, 3, 6, 3, 12, 6 e 3 no programa R, utilizando o pacote BLOCKRAND. As participantes foram distribuídas em três grupos: Reiki (G1), Placebo (G2) e Controle (G3). Após a randomização, as participantes dos grupos G1 e G2 não tinham ciência sobre o grupo a que pertenciam.
O cálculo amostral foi realizado pelo software GPower versão 3.1.9.2, baseado na estimativa de tamanho de efeito de Cohen. Assumiu-se uma medida de tamanho de efeito de 0.7 (considerada grande) entre os grupos, um poder de 80% e um nível de significância de 5%. Foi estimado um total de 102 participantes, sendo 34 mulheres para cada grupo do estudo. Contudo, 56 mulheres foram randomizadas e após a perda de seguimento, 40 mulheres compuseram a amostra final. Este número foi menor que o previsto devido ao cenário pandêmico à época da coleta de dados, já que os tratamentos na RA foram interrompidos devido ao distanciamento social e os riscos dessa população.
Um formulário para coleta de dados foi criado com as variáveis recomendadas pelo Ministério da Saúde e aplicado para os três grupos uma única vez no recrutamento (T1).
Sociodemográficas: (idade, situação conjugal, escolaridade, raça/etnia, renda familiar, ocupação/profissão, religião, pratica religiosidade/espiritualidade (R/E) e frequência com que pratica R/E), clínicas e gineco-obstétricas (número de gestação e filhos, menarca, coitarca, frequência de atividade sexual, abortamento, infecções sexualmente transmissíveis, comorbidades, uso de medicamentos, índice de massa corpórea, atividade física, refeições diárias, qualidade alimentar, consumo de álcool, tabaco e outras drogas, tempo de tentativa para engravidar, tratamento prévio e ciclos de tratamento) e conhecimento sobre PICS e Reiki (ouviu falar sobre PICS, beneficiada com PICS, ouviu falar de Reiki, beneficiada com Reiki).
A Escala Medida de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HAD-A) foi utilizada para avaliar a ansiedade, considerando os escores de pontuação para os níveis de ansiedade: 0 a 7 improvável; 8 a 11 possível e 12 a 21 provável. A Escala Problemas de Fertilidade (IPF) foi escolhida para avaliar o estresse, contemplando quatro fatores: F1-Relacionamentos Sociais, F2-Vida sem Filhos, F3-Relacionamento Conjugal/Sexual e F4-Maternidade/Paternidade, com escores de interpretação: percentis abaixo de 25 - baixo estresse; entre 25 e 50 - médio estresse; entre 50 e 75 - moderadamente alto estresse e entre 75 e 100 - muito alto estresse. (17, 18)
As escalas foram aplicadas para os três grupos, em dois momentos: o primeiro no início da FIV (Tempo -T1); o segundo no final da FIV (Tempo - T2), que corresponde à fase lútea média. Para a avaliação do desfecho secundário, observou-se quantitativamente o número de mulheres grávidas a partir do resultado do BHCG no período de 15 a 20 dias da finalização da FIV. A gestação clínica foi confirmada por exame de ultrassonografia pélvica transvaginal após duas a três semanas do exame de BHCG positivo, com a visualização de embrião com batimento cardíaco.
As mulheres foram convidadas a participar do estudo pela pesquisadora na recepção do CRH, enquanto aguardavam o exame ultrassonográfico ou a consulta médica. Foi entregue um panfleto informativo, elaborado pela pesquisadora, contendo dados gerais sobre o Reiki e os objetivos do estudo. A pesquisa teve início no dia da primeira consulta do ciclo de FIV. As mulheres que aceitaram participar foram encaminhadas a uma sala privativa para acolhimento.
Para participantes do grupo Reiki (G1): de acordo com o método de Reiki Mikao Usui, são necessárias pelo menos três sessões para elevar o campo energético da pessoa e restabelecer a saúde dos chacras.(19) Foram escolhidos três momentos para a realização das sessões de Reiki: 1º sessão: na estimulação ovariana; 2º sessão: na transferência dos embriões; 3º sessão: na fase lútea média.
As aplicações de Reiki foram realizadas em sala privativa, com maca disponível para a participante, em ambiente com música suave e preparado energeticamente, utilizando os símbolos Cho Ku Rei e Sei He Ki mentalmente. A sessão de Reiki foi realizada individualmente, com duração de aproximadamente 15 minutos. Inicialmente, foram aplicados cinco minutos de Reiki sobre o chacra cardíaco e, em seguida, cinco minutos sobre o chacra umbilical, por estarem relacionados às variáveis investigadas. Inicialmente, é realizada uma varredura energética com o objetivo de identificar a saúde energética dos chacras. Caso o procedimento indicasse desequilíbrio em outro chacra, os cinco minutos finais eram direcionados a esse ponto, com o objetivo de promover maior harmonia energética.
A técnica foi aplicada por uma das pesquisadoras responsáveis do estudo, com formação no grau máximo de Mestre no método Reiki Mikao Usui. Possui 10 anos de experiência oferecendo Reiki caritativo para a comunidade de Ribeirão Preto, atuando na formação de novos Reikianos em um centro holístico de terapias integrativas e contribuindo no HCFMRP-USP e na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP) com projetos de extensão universitária.
Para participantes do grupo Placebo (G2): As aplicações foram realizadas pela mesma pesquisadora, nas condições ambientais, chacras selecionados e duração do grupo G1. Como a terapeuta iniciou a atividade estendendo as mãos sobre os chacras sem aplicação da técnica do Reiki, não houve transferência da energia Reiki para a participante.
Para participantes do grupo Controle (G3): não houve intervenção. Uma sessão de Reiki à distância foi oferecida após o término do estudo como forma de agradecimento. Todas aceitaram o envio do Reiki.
Os dados foram processados nos programas IBM® SPSS® Statistics versão 25 e R i386 v.3.4.0. As medidas de tendência central e o cálculo das frequências relativas dos dados foram considerados na análise estatística descritiva. O teste de McNemar foi utilizado para comparar a associação entre amostras pareadas com e sem intervenção; o teste exato de Fisher para testar a associação das variáveis em grupos pequenos e efeito do tamanho amostral; e o teste de Wilcoxon para comparar grupos independentes e pareados. Em todas as análises foi adotado um nível de variância α = 5% em intervalo de confiança de 95%.
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da EERP-USP e do HCFMRP-USP 4.222.698 com número do Certificado de Apresentação para Apreciação Ética: 34515120.2.0000.5393.
Resultados
O fluxograma (Figura 1) apresenta o processo de inclusão, exclusão e alocação das participantes do estudo.
Participaram do estudo 40 mulheres, com idade entre 29 e 42 anos (média = 35,5; DP = 3,7). A amostra apresentou homogeneidade na distribuição das variáveis sociodemográficas, clínicas e gineco-obstétricas e de conhecimento sobre Reiki. Não houve diferença estatística significativa (teste exato de Fisher, valor de p > 0,05) para todas as variáveis. A idade da maioria das participantes, 42,5%, era de 36-40 anos; 95% estavam casadas ou em união estável; 65% possuiam ensino universitário completo; 70% se autodenominavam brancas; 50% tinham renda familiar média de três a cinco salários mínimos; e 82,5% eram profissionais liberais.
Quanto aos aspectos religiosos/espirituais, 70% se autodenominavam católicas e 95% das participantes afirmaram praticar atividades religiosas ou espirituais, com uma frequência média de duas vezes por semana.
Em relação às variáveis clínicas e gineco-obstétricas, 85% das participantes atingiram a menarca entre 9 e 14 anos de idade, e 65% a coitarca entre 16 e 20 anos. Além disso, 70% eram nuligestas, 92,5% não possuiam filhos vivos, e 90% praticavam sexo de uma a três vezes por semana. Do total, 17,5% vivenciaram abortamento, e nenhuma participante relatou infecções sexualmente transmissíveis (IST) anteriores. Quanto às comorbidades prévias, 45% das participantes referiram pelo menos uma, sendo as disfunções do sistema endócrino as mais prevalentes, correspondendo a 20% dos casos. A maioria, 72,5%, referiu uso de medicamentos, geralmente vitaminas e ácido fólico, conforme recomendação médica; 47,5% praticavam atividade física pelo menos três vezes por semana; e 42,5% possuiam peso normal.
Em relação à ingestão alimentar, 72,5% das participantes referiram quatro ou mais refeições diárias; 60% consideraram a qualidade da dieta balanceada; 57,5% relataram baixo consumo de álcool (<1 dose diária); e nenhuma reportou consumo de tabaco ou outras drogas. Entre as mulheres, 52,5% referiram tentativas de engravidar há mais de cinco anos, e 62,5% já realizaram algum tipo de tratamento para reprodução assistida, sendo que 40% destas fizeram de dois a quatro ciclos de tratamento.
No que diz respeito às variáveis sobre PICS e Reiki, 82,5% das participantes já tinham ouvido falar sobre as terapias, embora 32,5% delas não tenham se beneficiado de nenhuma prática integrativa. Quando questionadas sobre o conhecimento da terapia Reiki, embora 85% já tenham ouvido falar em algum momento da vida, 77,5% nunca receberam Reiki.
Para avaliação da ansiedade, o teste não paramétrico de Wilcoxon foi realizado considerando a amplitude entre os tempos TI e T2 para os três grupos de estudo. O resultado no grupo Reiki (G1) indicou diferença estatística significante, com p = 0,02. No T1, foram obtidos valores para mínimo = 2,0, máximo = 15,0, mediana = 7,5 e média = 7,7. No T2, obtivemos mínimo = 0, máximo = 13,0, mediana = 4,0 e média = 5,6. A amplitude entre as medianas foi de 3.5 pontos, o que significa redução do nível de ansiedade das participantes deste grupo ao término da intervenção Reiki.
Para o grupo Placebo (G2), houve diferença estatística significante, com p = 0,01. No T1, foram obtidos valores para mínimo = 2,0, máximo = 14,0, mediana = 7,0 e média = 7,6. No T2, foram obtidos valores para mínimo = 1,0, máximo = 9,0, mediana = 4,0 e média = 4,4. A amplitude entre as medianas foi de 3.0 pontos, mostrando também uma redução dos níveis de ansiedade após a intervenção placebo.
No grupo Controle (G3) não houve diferença estatística significante, com p= 0,16. No T1, foram obtidos valores para mínimo = 3,0, máximo = 16,0, mediana = 10,0 e média = 9,7. No T2, foram obtidos valores para mínimo = 4,0, máximo = 13,0, mediana = 9,0 e média = 8,3. A amplitude entre as medianas foi de 1,0, demonstrando discreta redução dos níveis de ansiedade após o término do tratamento.
Para avaliação dos escores de estresse segundo o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, os resultados mostraram que no grupo Reiki (G1), não houve diferença estatística significante, com p = 0,42. No T1, foram obtidos valores para mínimo = 3,1, máximo = 3,9, mediana = 3,4 e média = 3,5, e no T2, os valores para mínimo = 3,2, máximo = 4,0, mediana = 3,5 e média = 3,5. A amplitude entre as medianas foi insignificante para este grupo, ou seja, não foi possível observar variação dos níveis de estresse após a intervenção Reiki.
No grupo Placebo (G2) não houve diferença estatística significante, com p= 0,31. No T1, foram obtidos os valores para mínimo = 3,1, máximo = 3,9, mediana = 3,5 e média = 3,5 e no T2, os valores obtidos para mínimo = 3,1, máximo = 4,2, mediana = 3,5 e média = 3,5. A amplitude entre as medianas não se alterou entre os tempos, demonstrando que não houve alteração dos níveis de estresse após a intervenção placebo.
No grupo Controle (G3) não houve diferença estatística significante, com p = 0,89. No T1, os valores obtidos para mínimo = 3,1, máximo = 3,9, mediana = 3,5 e média = 3,5. No T2, os valores para mínimo = 3,1, máximo = 4,2, mediana = 3,5 e média = 3,5. A amplitude entre as medianas não se alterou entre os tempos, demonstrando que não houve alteração dos níveis de estresse após o término do tratamento.
A figura 2 representa o gráfico de dispersão da amplitude entre os tempos T1 e T2 para os escores da escala HAD-A. As medianas dos grupos Reiki (G1) e Placebo (G2) representam valores menores ao término do tratamento, confirmando a redução da ansiedade durante o ciclo da RA das participantes submetidas às intervenções. A linha vermelha corresponde ao valor 7 (ponto de corte), classificado segundo os escores da HAD-A como nível improvável de ansiedade. As esferas correspondem às participantes. Valores negativos (-15 a -1) significam que o nível de ansiedade aumentou para estas mulheres. Já os valores positivos (+1 a +15) indicam que para estas mulheres, o nível de ansiedade reduziu após a intervenção.
Gráfico de dispersão da amplitude T1-T2 entre os escores da escala Medida de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HAD-A) nos grupos Reiki (G1), Placebo (G2) e Controle (G3)
Em relação aos escores estatísticos isolados de estresse para os fatores F1 - Relacionamentos Sociais, F2 - Vida sem filhos, F3 - Relacionamento Conjugal e Sexual e F4 - Maternidade/Paternidade, o teste de Wilcoxon mostrou não haver diferença estatística significante quando comparados entre os tempos T1 e T2 para os grupos G1, G2 e G3, conforme mostra a tabela 1.
Em relação à taxa de gestação das participantes, 27 (67,5%) não engravidaram e 13 (32,5%) engravidaram após o término do tratamento. Destas, no grupo Reiki (G1, n=13), seis (42,9%) participantes engravidaram, enquanto oito (57,1%) não engravidaram. No grupo Placebo (G2), cinco (38,5%) engravidaram e oito (61,5%) não engravidaram e no grupo Controle (G3), duas mulheres (15,4%) engravidaram e 11 (84,6%) não engravidaram. Embora tais achados não apresentem diferença estatística significante (p=0,33), quantitativamente, aquelas que receberam Reiki (n=6) engravidaram mais em relação aos demais grupos estudados.
Discussão
No presente estudo, as participantes que receberam Reiki (G1) apresentaram redução da ansiedade após a intervenção (p=0,02). No grupo Controle (G3) não houve redução da ansiedade no período de tratamento (p=0,16). Este resultado relacionado à ansiedade em mulheres inférteis corrobora achados em outros estudos científicos.(30)
No grupo Placebo (G2) houve redução da ansiedade após a intervenção (p=0,01), o que pode estar relacionado com o processo de acolhimento e com a atitude mental positiva das participantes ao confiarem na intervenção, uma vez que não tinham conhecimento sobre o grupo a que pertenciam. Elas consideraram a intervenção como uma possibilidade de auxílio no controle ou redução da ansiedade durante o tratamento para infertilidade.
Em relação ao estresse, neste estudo não houve diferença estatística significante do escore geral da IPF nos grupos Reiki (p=0,42), Placebo (p=0,31) e Controle (p=0,89). Entretanto, no grupo Reiki (G1) e Placebo (G2) houve redução quantitativa dos valores das medianas para os fatores F1, associado aos aspectos de relacionamentos sociais (p=0,16) e F3, associado aos aspectos do relacionamento conjugal e sexual (p=0,30). Estes domínios da IPF são apontados na literatura como aspectos que sofrem grande impacto, associados ao estresse e à ansiedade em mulheres inférteis e em tratamento da infertilidade.
No grupo Placebo (G2), após a intervenção, houve diferença estatística significativa (p=0,04) e redução quantitativa dos valores das medianas para o fator F1, associado aos aspectos de relacionamentos sociais. Já nos fatores F3 (p=0,13), relacionado aos aspectos do relacionamento conjugal e sexual, e F4 (p=0,08), relacionado aos aspectos da necessidade de maternidade/paternidade, não houve diferença estatística significante, contudo, houve redução dos valores das medianas. Tal efeito pode estar relacionado à atitude mental positiva e otimista das participantes frente ao tratamento e em relação ao recebimento da intervenção, não importando ser ela o Reiki ou o placebo. Já no grupo Controle (G3), não houve diferença estatística significante nos fatores F1 (p=0,73), F2 (p=0,68) e F3 (p=0,75). Contudo, houve redução quantitativa dos valores das medianas para os fatores F1, F3 e F4.
Neste estudo foi possível observar o impacto da intervenção Reiki nos diferentes domínios da escala IPF nos três grupos, evidenciando uma redução dos valores de medida central, confirmando, portanto, a redução do estresse nos domínios investigados. Apesar de não haver diferença estatística significante na maioria dos fatores nos três grupos de estudo, estes resultados indicam relevância clínica e a necessidade de investigar com mais profundidade o Reiki associado ao estresse em mulheres inférteis. Inclusive porque o impacto do estresse nos desfechos gestacionais em mulheres inférteis ainda não está totalmente esclarecido na literatura.
Em relação à taxa gestacional, destaca-se que o grupo que recebeu o Reiki apresentou maior valor quantitativo dentre as mulheres que engravidaram, confirmando que o impacto da terapia contribuiu para o sucesso do tratamento e, consequentemente, a taxa de gestação positiva. Ou seja, as mulheres submetidas ao Reiki engravidaram mais em comparação com as que não receberam a terapia.
A associação entre infertilidade feminina, ansiedade e estresse pode desencadear sofrimento multidimensional, bem como depressão, alterações de biomarcadores como o cortisol, especialmente associado aos tratamentos na RA.(20)
Os tratamentos para infertilidade utilizando as terapias de RA exigem uma adaptação física e emocional de mulheres e casais inférteis. O processo pode desencadear alterações psicoemocionais que levam ao surgimento da ansiedade, angústia e sofrimento.(21)
Considerando os efeitos negativos da ansiedade e estresse para o tratamento da infertilidade, como o principal objetivo do Reiki é proporcionar maior equilíbrio energético, físico, emocional, mental e espiritual a quem o recebe, ele favorece a modulação de respostas desfavoráveis dos centros autônomos do sistema nervoso central, facilitando o gerenciamento de estímulos estressores e geradores de ansiedade, o que pode beneficiar as mulheres em tratamento na RA.(22)
A prevalência da ansiedade em mulheres inférteis é maior nos países de baixa e média renda (54,24%), como o Brasil. Estes dados foram confirmados por uma revisão sistemática da literatura com meta-análise abordando 132 artigos e uma amostra coletiva de mais de 5.000 mulheres inférteis. A ansiedade associada à infertilidade correspondeu a 36,17% dessa amostra, em relação ao público geral e mulheres saudáveis. Apesar da alta prevalência, este sintoma é negligenciado na maioria dos serviços que assistem essa população. Isso exige dos profissionais de saúde e programas de atenção à infertilidade um olhar mais ampliado às necessidades emocionais das mulheres e a promoção de ações para controle ou redução do sintoma, beneficiando a saúde de maneira global, bem como durante o tratamento da infertilidade.(23)
Ao fazer a associação da infertilidade com os tratamentos na RA, estes aumentam o nível de ansiedade das mulheres, especialmente quando se tornam longos e a gestação não é o desfecho do tratamento. Além da dimensão física, essa situação impacta em todos os aspectos de vida da mulher e merece ser melhor investigada.(24)
Na mesma direção, uma meta-análise avaliou o desfecho clínico da dor, condição prevalente em mulheres com endometriose e dor pélvica crônica em tratamento da infertilidade. A aplicação do Reiki resultou em uma redução estatisticamente significante da dor (p<0,0001), confirmando a eficácia da terapia para alívio da dor.(25)
Nesse sentido, o Reiki tem sido utilizado como um recurso terapêutico integrativo importante e eficiente para a redução e controle dos desequilíbrios multidimensionais, melhorando a qualidade de vida das pessoas por meio do controle da dor, do estresse, da ansiedade, da depressão, das doenças crônicas e da saúde mental global.(15,25-29)
Resultados semelhantes às variáveis investigadas neste estudo foram encontrados em um ensaio clínico com 93 participantes no pré e pós-operatório, com o objetivo de avaliar o impacto do Reiki em relação aos níveis de dor, ansiedade, medo cirúrgico e saturação de oxigênio. Os participantes foram randomizados em grupo Reiki, Placebo e Controle (sem intervenção). O estudo concluiu que no grupo que recebeu Reiki houve redução significativa dos níveis de ansiedade, medo e dor e aumento na saturação de oxigênio, havendo diferença estatisticamente significante (p=0,000) entre os grupos no pré e pós-teste para ansiedade.(15,25-30)
Um ensaio clínico randomizado descrito por Kurebayashi e colaboradores (2020) foi realizado em um ambulatório de PICS na cidade de São Paulo com 101 voluntários. No grupo que recebeu a intervenção Reiki houve redução estatisticamente significante nos níveis de estresse, melhora da qualidade de vida nos domínios físico e mental, e dos aspectos psicoemocionais. Devido aos resultados positivos e promissores, o Reiki tem sido utilizado em diferentes populações no contexto da saúde pública para investigação sobre o estresse.(11,15,28,29,31-33)
Ademais, discute-se atualmente sobre o efeito placebo como uma evidência científica. Cada vez mais são publicados estudos em que o grupo placebo apresenta resultados positivos e neste estudo, mesmo com uma amostra pequena, houve a redução da ansiedade nas mulheres (p=0,01).
Ao ignorar resultados do grupo placebo, há o risco do descarte de possíveis fenômenos que merecem ser explorados e compreendidos pela ciência e pelos pesquisadores para que, no contexto da saúde, a prática clínica se beneficie de eventos potencialmente promissores e positivos no cuidado.
Os resultados deste estudo são promissores à medida que sugerem uma forma inovadora para o tratamento da infertilidade, sejam elas energéticas ou psicossociais. Tais intervenções podem possibilitar a melhora da qualidade de vida e contribuir para o ajuste multidimensional necessário que sustente todo o itinerário terapêutico exaustivo enfrentado por mulheres inférteis na RA. Terapias energéticas como o Reiki podem ser uma estratégia não só viável, mas uma opção segura e eficaz de tratamento ofertada pelos profissionais nos serviços de saúde para infertilidade.
De modo geral, os resultados se mostram muito satisfatórios e os benefícios podem ser percebidos com uma única sessão da terapia. O Reiki ocupa um lugar de destaque entre as PICS, pois sua eficácia tem prevalecido em todos os contextos de cuidado, níveis de criticidade e complexidades diferentes, contribuindo para melhores desfechos nos tratamentos de saúde.
Muitos são os desafios para a inserção de profissionais nesta área, visto sua especificidade e paradigmas éticos relacionados a essa abordagem de cuidado. O paradigma atual refere-se à ampliação de políticas e programas nesta área para introduzir as práticas integrativas no tratamento convencional, altamente tecnicista e tecnológico duro. Além disso, no cenário científico, as pesquisas que associam PICS e infertilidade, especialmente na RA, carecem de interesse por parte dos pesquisadores e investimento de agências de fomento para fortalecer as condições de realização de estudos no Brasil.
Estudos que associam as PICS e infertilidade ainda são escassos. Outro exemplo de PICS utilizada no tratamento da infertilidade, com efeito na taxa de gestação, é a acupuntura. Ela pode ser usada isoladamente ou como tratamento coadjuvante em mulheres inférteis. A técnica da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) proporciona efeitos positivos, agindo diretamente na disfunção ovariana e no endométrio, colaborando para melhor implantação dos embriões na FIV. Além destes benefícios, contribui para o equilíbrio hormonal e na ativação da liberação de analgésicos endógenos, inibindo o estresse biológico, aumentando as chances de gravidez no tratamento da infertilidade na RA.(34)
Este estudo, que associou uma técnica específica de tratamento na RA (ICSI) com uma prática integrativa energética, o Reiki, investigando ansiedade, estresse e taxa de gestação em mulheres inférteis, é inédito no Brasil. Os achados elevam as perspectivas de assistência, da inclusão das PICS, em especial o Reiki, no planejamento do cuidado compartilhado entre mulheres/casais inférteis e profissionais de saúde na área da infertilidade.
As PICS se apresentam como uma nova forma de olhar o cuidado, trazendo novos parâmetros de eficácia para indicadores de saúde, bem como novas formas de produzir saúde, seja por quem se beneficia das práticas ou por quem as pratica como recursos terapêuticos, trazendo uma reflexão sobre o sentido na produção do cuidado no qual estamos inseridos. Avanços da utilização do Reiki na assistência são expressivos nos diferentes cenários e complexidade de cuidado, com bons desfechos clínicos norteando o cuidado centrado na pessoa, por contemplar a articulação do saber intersetorial, interdisciplinar, transdisciplinar e interprofissional.
Estes resultados permitem recomendar a incorporação do Reiki na prática clínica por profissionais habilitados, como estratégia complementar ao modelo hegemônico de cuidado. Inserido no contexto das PICS, o Reiki promove um cuidado mais colaborativo, educativo e emancipador. No tratamento de mulheres inférteis submetidas à reprodução assistida, a técnica demonstrou redução significativa nos níveis de ansiedade e estresse, além de estar associada com maiores taxas de sucesso gestacional, evidenciando sua relevância clínica nesse contexto.
Neste estudo, identificamos algumas limitações, como o tamanho amostral, pelas restrições impostas no cenário pandêmico à época da coleta de dados e pela mudança do itinerário terapêutico das participantes, impedindo a contemplação prevista pelo cálculo amostral proposto inicialmente.
Conclusão
Os resultados demonstraram que tanto o grupo Reiki quanto o grupo Placebo apresentaram redução nos níveis de ansiedade após as intervenções, com amplitudes entre as medianas de 3,5 e 3,0 pontos, respectivamente. Em relação aos escores de estresse, as intervenções não influenciaram em seus níveis. Esses achados sugerem que as intervenções aplicadas foram eficazes na redução da ansiedade, mas não tiveram impacto sobre o estresse. Houve impacto positivo na taxa gestacional do grupo que recebeu Reiki. Tais resultados reforçam a importância de abordagens integrativas no cuidado à saúde mental, especialmente em contextos de tratamento na reprodução assistida.
Agradecimentos
“O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001”.
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Disponibilidade dos dados:
Os dados da pesquisa estão disponíveis no artigo.
Editado por
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Editora Associada:
Kelly Pereira Coca (https://orcid.org/0000-0002-3604-852X) Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
Os dados da pesquisa estão disponíveis no artigo.




