Nos últimos anos, a Etnologia amazônica tem consolidado uma teoria do corpo que propõe uma concepção deste, entre os ameríndios, como uma matriz de relações e transformações entre seres e perspectivas distintas. Esta concepção é tida como um dos pilares da organização cosmopolítica destes povos e perpassa a produção de diferentes linguagens estéticas entre imagens, ritos, cantos, danças e artefatos. Com base nestas proposições, faremos um diálogo entre Arqueologia e Etnologia, analisando a linguagem iconográfica das urnas funerárias da Tradição Polícroma da Amazônia, no baixo e médio Solimões. Tais artefatos podem ser interpretados como corpos, compostos de referenciais humanos e animais bi e tridimensionais e cobertos de grafismos elaborados. Nossa proposta, neste artigo, é interpretar a iconografia destes objetos com base em seus elementos corporais, entre forma e ‘decoração’, discutindo como esses elementos podem trazer noções relativas à produção e à constituição de corpos e agentes sociais.
Palavras-chave
Tradição Polícroma da Amazônia; Urnas antropomorfas; Iconografia
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Fonte:
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Fotos: Erêndira Oliveira (2019).
Fotos: Erêndira Oliveira (2014).
Ilustração: Erêndira Oliveira (2019).
Fotos: Erêndira Oliveira (2014). Ilustração: Erêndira Oliveira (2015).
Fotos: Erêndira Oliveira (2017).
Foto: Erêndira Oliveira (2014). Ilustração: Erêndira Oliveira (2019).
Fotos: Erêndira Oliveira (entre 2017 e 2019). Ilustração: Erêndira Oliveira (2018).
Fotos: Erêndira Oliveira (2019).
Foto: Erêndira Oliveira (2018).
Fontes:
Fotos: Erêndira Oliveira, anos de 2014 (A), 2018 (B) e 2019 (C e D).