| Lindfors et al.¹ (2019) |
Revisão narrativa |
Sintetizar os principais aspectos da doença celíaca, incluindo epidemiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e impacto na qualidade de vida. |
Revisão ampla da literatura científica sobre doença celíaca, com abordagem integrada de mecanismos imunológicos, genéticos, ambientais, diagnósticos e terapêuticos. |
A doença celíaca é enteropatia imunomediada desencadeada pelo glúten em indivíduos geneticamente predispostos, com manifestações intestinais e extraintestinais. O diagnóstico depende da associação entre clínica, sorologia e histologia, sendo a dieta isenta de glúten o tratamento estabelecido. |
| Lebwohl et al.² (2018) |
Revisão narrativa |
Revisar epidemiologia, patogênese, apresentação clínica, diagnóstico, complicações e manejo da doença celíaca. |
Revisão crítica da literatura em formato de artigo de atualização clínica publicado no Lancet. |
A doença celíaca acomete cerca de 1% da população em muitos países, apresenta incidência crescente e manifestações clínicas variadas. O reconhecimento precoce e a adesão à dieta sem glúten são fundamentais para reduzir complicações. |
| Fasano e Catassi.³ (2012) |
Revisão clínica |
Apresentar abordagem prática para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com doença celíaca. |
Revisão clínica baseada em evidências, com discussão de apresentação clínica, sorologia, biópsia intestinal e manejo dietético. |
A doença celíaca possui espectro clínico amplo, podendo cursar com sintomas gastrointestinais ou extraintestinais. O diagnóstico exige investigação adequada ainda durante consumo de glúten, e o tratamento consiste em dieta isenta de glúten. |
| Kotze5 (2004) |
Estudo observacional descritivo |
Avaliar alterações ginecológicas e obstétricas em pacientes brasileiras com doença celíaca, relacionando-as ao estado nutricional e à adesão à dieta sem glúten. |
Análise de pacientes celíacas adultas conforme estado nutricional e avaliação de crianças/adolescentes conforme adesão à dieta isenta de glúten. |
Pacientes com doença celíaca apresentaram alterações ginecológicas e obstétricas, como menarca tardia, amenorreia e abortos espontâneos. A gravidade esteve relacionada ao pior estado nutricional e à não adesão à dieta sem glúten. |
| Di Simone et al.5 (2021) |
Revisão narrativa |
Atualizar os mecanismos patogênicos que relacionam doença celíaca a falhas reprodutivas, infertilidade e complicações obstétricas. |
Revisão de evidências sobre mecanismos imunológicos, inflamatórios, nutricionais e placentários envolvidos na associação entre doença celíaca e falhas reprodutivas. |
A doença celíaca pode comprometer a fertilidade e a gestação por mecanismos nutricionais e imunológicos, especialmente pela ação de autoanticorpos anti-transglutaminase tecidual sobre endométrio, trofoblasto e placenta. |
| Casella et al.6 (2016) |
Revisão narrativa |
Revisar a contribuição da doença celíaca para alterações ginecológicas e obstétricas. |
Revisão da literatura sobre doença celíaca em mulheres em idade fértil, infertilidade, abortamentos, crescimento fetal e desfechos gestacionais. |
A doença celíaca apresenta maior prevalência em mulheres durante o período fértil e deve ser investigada em casos de infertilidade, abortamentos recorrentes e desfechos obstétricos desfavoráveis sem causa definida. |
| Ludvigsson e Murray.7 (2019) |
Revisão epidemiológica |
Descrever a epidemiologia da doença celíaca, incluindo Descrever a epidemiologia da doença celíaca, incluindo prevalência, incidência, fatores populacionais e distribuição geográfica, prevalência, incidência, fatores populacionais e distribuição geográfica. |
Revisão de estudos epidemiológicos sobre doença celíaca em diferentes populações, com análise de variações por idade, sexo, região e métodos diagnósticos. |
A doença celíaca é uma condição inflamatória crônica comum do intestino delgado, desencadeada pelo glúten em indivíduos geneticamente suscetíveis, com prevalência global relevante e variação conforme população e estratégia diagnóstica. |
| Marinho et al.8 (2016) |
Livro-texto |
Apresentar fundamentos clínicos, fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos das doenças gastroenterológicas, incluindo doença celíaca. |
Capítulo de livro-texto de gastroenterologia voltado à graduação e pós-graduação, com síntese didática de conhecimentos consolidados. |
O tratado fornece base conceitual para a compreensão da doença celíaca, incluindo fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico por sorologia e biópsia, e tratamento com dieta isenta de glúten. |
| Pereira.9 (2020) |
Revisão bibliográfica narrativa |
Analisar a fisiopatologia da doença celíaca, elucidar seus métodos diagnósticos e destacar a importância da rotulagem adequada dos alimentos. |
Revisão narrativa elaborada entre julho e dezembro de 2020, com busca em MEDLINE, SciELO, PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde e livros, utilizando descritores relacionados à doença celíaca, tratamento, sinais, sintomas e diagnóstico. |
A doença celíaca resulta de resposta inflamatória ao glúten em indivíduos geneticamente predispostos, levando à atrofia vilositária e má absorção. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, marcadores sorológicos e biópsia endoscópica, sendo a dieta isenta de glúten o único tratamento comprovado. |
| Iversen e Sollid.¹0(2022/2023) |
Revisão narrativa |
Descrever os mecanismos imunobiológicos e patogênicos da doença celíaca. |
Revisão de evidências sobre HLA-DQ2/DQ8, apresentação de peptídeos do glúten, linfócitos T, transglutaminase 2 e autoanticorpos. |
A doença celíaca apresenta fisiopatologia bem caracterizada, envolvendo resposta imune ao glúten, predisposição HLA e produção de autoanticorpos contra transglutaminase 2. |
| Nieto et al.¹¹ (2020) |
Revisão narrativa |
Revisar causas, patologia e avaliação nutricional da dieta sem glúten na doença celíaca. |
Revisão de literatura sobre fisiopatologia, deficiências nutricionais e composição da dieta sem glúten. |
Pacientes celíacos podem apresentar deficiências nutricionais antes e durante a dieta sem glúten, exigindo acompanhamento nutricional adequado. |
| Caio et al.¹² (2019) |
Revisão narrativa abrangente |
Atualizar conhecimentos sobre fisiopatologia, diagnóstico, manifestações clínicas, tratamento e perspectivas terapêuticas da doença celíaca. |
Revisão ampla da literatura científica sobre diferentes aspectos da doença celíaca. |
A doença celíaca permanece uma condição desafiadora, com fenótipos diversos e necessidade de melhor compreensão de formas potenciais, soronegativas e refratárias. |
| Gujral et al.¹³ (2012) |
Revisão narrativa |
Revisar prevalência, diagnóstico, patogênese e tratamento da doença celíaca. |
Revisão de estudos sobre fatores genéticos, ambientais, imunológicos e terapêuticos. |
A doença celíaca resulta da interação entre glúten, predisposição genética e resposta imune; sua prevalência é estimada em cerca de 0,5% a 1%, e o tratamento é dieta sem glúten. |
| Husby et al.¹4 (2020) |
Diretriz clínica / guideline |
Atualizar as recomendações da ESPGHAN para diagnóstico de doença celíaca em crianças e adolescentes. |
Revisão de evidências e consenso de especialistas para critérios diagnósticos, incluindo sorologia, biópsia e abordagem sem biópsia em casos selecionados. |
O diagnóstico pediátrico deve utilizar sorologia específica, especialmente anti-TG2 IgA e IgA total; em situações específicas, pode-se diagnosticar sem biópsia conforme critérios estabelecidos. |
| Rubin e Crowe.¹5 (2020) |
Revisão clínica |
Apresentar atualização prática sobre diagnóstico, manifestações clínicas e manejo da doença celíaca. |
Revisão clínica em formato didático, voltada à prática médica. |
O reconhecimento das manifestações intestinais e extraintestinais é essencial para o diagnóstico oportuno e para a instituição da dieta sem glúten. |
| Oberhuber et al.¹6 (1999) |
Revisão histopatológica / proposta de classificação |
Revisar achados histológicos da doença celíaca e propor padronização do laudo anatomopatológico. |
Revisão das alterações histológicas da doença celíaca com base na classificação de Marsh. |
A padronização histopatológica permite classificar lesões da mucosa intestinal, incluindo aumento de linfócitos intraepiteliais, hiperplasia de criptas e atrofia vilositária. |
| Harris et al.17 (2012) |
Revisão narrativa |
Revisar os aspectos clínicos, endoscópicos e histopatológicos da doença celíaca. |
Revisão da literatura sobre manifestações clínicas, diagnóstico endoscópico e alterações histológicas da DC. |
O diagnóstico da DC requer integração entre achados clínicos, sorológicos, endoscópicos e histopatológicos para maior precisão diagnóstica. |
| Skoracka et al. 18 (2021) |
Revisão narrativa |
Avaliar a influência da nutrição na fertilidade feminina. |
Revisão de estudos sobre fertilidade feminina e fatores nutricionais associados. |
Deficiências nutricionais podem comprometer a fertilidade feminina, sendo a adequada ingestão de micronutrientes fundamental para a função reprodutiva. |
| Freeman.19 (2010) |
Revisão narrativa |
Analisar alterações reprodutivas associadas à doença celíaca. |
Revisão da literatura sobre fertilidade, gestação e complicações obstétricas em mulheres celíacas. |
A DC não tratada está associada à infertilidade, abortamentos recorrentes e desfechos gestacionais adversos, podendo ser revertidos com dieta sem glúten. |
| Tonai et al.20 (2020) |
Estudo experimental em animais |
Investigar os efeitos da deficiência de ferro na fertilidade feminina. |
Modelo experimental em camundongos submetidos à deficiência de ferro, com avaliação do desenvolvimento folicular. |
A deficiência de ferro prejudica o desenvolvimento folicular e reduz a fertilidade feminina. |
| Sóñora et al.21 (2014) |
Estudo experimental in vitro |
Avaliar o efeito dos anticorpos anti-transglutaminase tecidual em células trofoblásticas humanas. |
Cultivo de células trofoblásticas humanas expostas a anticorpos anti-tTG. |
Os anticorpos anti-tTG reduzem proliferação e migração trofoblástica e aumentam apoptose, contribuindo para complicações gestacionais na DC. |
| Butler et al.22 (2011) |
Revisão narrativa |
Revisar a relação entre doença celíaca e desfechos gestacionais. |
Revisão de estudos observacionais sobre gravidez em mulheres com DC. |
Mulheres com DC não diagnosticada apresentam maior risco de aborto espontâneo, prematuridade e restrição de crescimento fetal |
| Boers et al.23 (2019) |
Relato de caso |
Descrever a evolução gestacional em paciente com doença celíaca. |
Relato clínico e revisão breve da literatura. |
O diagnóstico precoce e a adesão à dieta sem glúten contribuem para melhores desfechos maternos e fetais. |
| Tack et al.24 (2010) |
Revisão narrativa |
Revisar epidemiologia, manifestações clínicas e tratamento da doença celíaca. |
Revisão abrangente da literatura. |
A DC apresenta amplo espectro clínico e o tratamento baseado em dieta isenta de glúten permanece a principal estratégia terapêutica. |