Os óleos vegetais possuem diversos tipos de aplicações, sendo a alimentação uma delas. As castanhas do baru e da bocaiuva e as polpas do buriti e do pequi, são fonte de lipídios insaturados. Realizando análises de qualidade, identidade e estabilidade, é possível verificar se existe a possibilidade desses óleos integrarem a alimentação humana. O presente estudo demonstrou que os óleos de baru e pequi tiveram valores aceitáveis de acidez, enquanto os óleos de bocaiuva e buriti obtiveram valores acima do permitido pelo Codex Alimentarius. O índice de peróxido ficou dentro do valor preconizado em todas as amostras, ademais, o índice de refração e a densidade relativa foi similar para todos os óleos. A coloração indicou que pode existir a presença de clorofila no óleo de baru e óleo de bocaiuva e carotenoides no óleo de buriti e óleo de pequi. O perfil de ácidos graxos revelou que o óleo de baru, óleo de buriti e óleo de pequi são majoritariamente monoinsaturados, enquanto o óleo de bocaiuva tem um perfil predominantemente saturado. Os índices de qualidade nutricional demonstraram que o óleo com qualidade mais parecida com o azeite de oliva foi o óleo de buriti. As análises de UV-vis e fluorescência indicaram que o óleo de pequi e óleo de buriti possuem beta-caroteno, enquanto o óleo de baru e o óleo de bocaiuva possuem alfa-tocoferol. Por fim, as análises térmicas mostram que o óleo de baru e o óleo de buriti possuem maior estabilidade em altas temperaturas, indicando um potencial uso culinário.
Palavras-chave:
Cerrado brasileiro; óleo vegetal bruto; perfil de ácidos graxos; estabilidade oxidativa; análise térmica
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