O custo de transporte florestal representa cerca de 50% dos custos totais da madeira posto fábrica, sendo considerado estratégico. A depreciação caracteriza-se como um dos componentes de maior expressividade na composição dos custos operacionais de veículos de transporte florestal. O objetivo do estudo foi realizar uma análise comparativa dos principais critérios de depreciação (Linear, Exponencial, Soma dos Dígitos e Soma Inversa dos Dígitos), de forma a avaliar a influência dos mesmos no custo operacional e por quilômetro de um veículo de transporte florestal, bem como, realizar uma modelagem de risco para os critérios Exponencial e Soma dos Dígitos. Para isso, foi empregado o cálculo de custo operacional, utilizou-se da metodologia adaptada da FAO - América do Norte. Com isso, a variação do custo operacional e por quilômetro se deu em função dos valores de depreciação encontrados em cada um dos critérios em análise. A aplicação de diferentes métodos de depreciação resultou em variações nos custos operacionais e por quilômetro rodado, permitindo a análise de múltiplos cenários financeiros. Além disso, os critérios Soma dos Dígitos e Exponencial apresentaram-se mais condizentes com a depreciação real do veículo, principalmente pela maior desvalorização do ativo nos primeiros anos de uso. Enquanto isso, a modelagem de risco, projetada para o ano 5, mostrou probabilidades de 39,00% (Soma dos Dígitos) e 41,00% (Exponencial) de se obter valores de depreciação acima dos calculados. Conforme análise dos coeficientes de regressão, o valor de aquisição e o valor residual do veículo foram as variáveis que mais influenciaram, direta e inversamente, o custo da depreciação para os critérios Exponencial e Soma dos Dígitos.
Palavras-chave:
transporte de madeira; depreciação linear; modais de transporte florestal; método Monte Carlo
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